4.17.2005

Vosges

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Qual seria a dúvida com que eu e a Marie nos debatíamos?

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Só podia ser algo quanto ao chocolate a escolher!
Fomos até 'a boutique de chocolates Vosges, onde têm trufas divinais e chocolates deliciosamente exóticos. A loja é também um deleite para a vista, pois tudo tem um "je ne sais quoi" chique!
Para os amantes de chocolates, aconselho vivamente. Para aqueles que não o são, eis uma boa oportunidade de descobrirem que afinal passaram a vida enganados e que chocolate é, de facto, bom.

4.16.2005

Se eu fosse...

... uma pastilha elástica num passeio de NY!

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Vantagens de ser amiga pessoal de uma Artista: Si

Fui afortunada o suficiente para ter conhecido na minha vida a Si.

Quis o destino que nos conhecessemos na Alemanha e que agora, mesmo estando em pontas diferentes dos USA, continuemos unidas, quais "manas, como carinhosamente gostamos de chamar 'a nossa amizade.

E' uma pessoa linda por dentro e por fora.
Para além da beleza que naturalmente emana, presenteia ainda aqueles que a rodeiam com a sua arte: pintura, fotografia... é sem dúvida uma artista!
Eis a espectacular imagem de que é autora e com que me galardoou hoje:

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Até parecia que adivinhava as saudades que eu tenho do mar, da praia e da areia.

Obrigada Si! :)

Até que os Ouvidos Me Doam

As últimas semanas foram muito musicais.
Isto porque adquiri o meu mais recente melhor amigo. Ele é nem mais nem menos do que o fantástico, espectacular, fabulástico, espectaculoso, formidável, admirável, extraordinário... (rufar de tambores)

suspense...

suspense...

suspense...

iPod!!!! Tchanam!!!!!

Uma "sumidade"!!!

Vou com ele para o todo o lado e a minha realidade tem agora sempre uma banda sonora subjacente. Só não nado com ele porque ainda não iventaram a versão anfibia.
Gosto tanto, tanto dele e uso-o tanto, tanto que até fiquei com os ouvidos doridos de usar os auscultadores durante tanto tempo.

E' mesmo caso para adaptar o Fado "Até que a Voz Me Doa" para "Até que os Ouvidos Me Doam". Quis o meu Fado que ficasse viciada neta peuqena maquineta.

Digam lá que não é o máximo!!!

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4.15.2005

Pés e Mãos

Uma coisa em que reparo muito nas pessoas são as mãos.
Gosto de ver o dedos, as articulações, a maneira como gesticulam para ilustrar situações ou como podem descansar esquecidas sobre uma perna ou suspensas no ar. Gosto também de tentar saber um pouco mais acerca da personalidade de alguém através das mãos: unhas roídas ou tratadas, aperto de mão firme ou inseguro, dedos longos ou pequenos, delgados ou papudos...
Há toda uma linguagem inerente 'as mãos que gosto de observar e descodificar. Até as próprias sombras projectadas pelos dedos são interessantes de observar.
Curiosamente, o mesmo se pode aplicar aos pés, embora por não estarem tão expostos acabem por passar um pouco despercebidos.
Reparem como até "podem dar as mãos" :)

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4.12.2005

Azarito

Como alguns de voces ainda devem recordar (para aqueles que acompanham este blog desde o seu nascimento) a determinada altura, apos a minha chegada a NY, decidi comprar uma carpete para o meu quarto.
Branquinha, fofinha, de la, uma delicia... ate ontem!
Um dia e' dia e, como superficie candida e clara que e', estava mesmo a pedir o que? Quem sabe, quem sabe?? Ora pois, uma bela nodoa. Ontem baptizei a desgracada da carpete com uma bela mancha cor-de-laranja. Nao uma mancha qualquer... uma "ganda" mancha, incapaz de passar desperciba ate mesmo ao mais cegueta dos ceguetas.
Hmmm, que fazer?
Primeiro ataquei com o detergente para a loica e com a escova. Esfrega daqui, esfrega dali... nao adiantou muito, antes pelo contrario. A coisa alastrou e ficou uma bela mancha com um gradiente que vai do laranja ao castanho-cor-de-burro-quando-foge, digna de um quadro contemporaneo, daqueles que nada mais sao que uma tela branca salpicada de caganitas de coelho ou com moscas esborrachadas (eu hoje estou inspirada, ah!).
Segui-se a lixivia para cores que uso na maquina de lavar. Novo ataque com a escova mas... nepias.
Ok, vou mandar lavar a seco! - pensei.
Pesquisei na net quanto seria, MAIS OU MENOS, fazer isso e quase que me deu o badagaio.
Que?!?! Tanto?!?!
OK, mais vale comprar uma carpete nova... desta vez tudo menos branca :)

4.11.2005

Qual a relação entre NY e a Mesoderme do Zebrafish?

Em NY é muito fácil uma pessoa orientar-se.

As avenidas correm paralelas, no sentido Norte-Sul, sendo numeradas por ordem crescente de Este para Oeste. As ruas, paralelas entre si também, são perpendiculares ‘as Avenidas e são numeradas por ordem crescente de Sul para Norte. Assim, desde que se saiba contar e onde está o Norte, uma pessoa sabe sempre para onde ir… isto, na maioria das vezes pois, embora os números sejam a regra vigente na cidade, há excepões.

Algumas ruas e avenidas, vá-se lá saber porque carga de água, têm nomes em vez de números. E aí é que a “porca torce o rabo”. Fico sempre algo confusa cada vez que entram os nomes.
“Hhhmmm… esta rua é para cima ou para baixo desta?”

Eu trabalho na 1st Av. e hoje tive que ir até ‘a Park Av. Lá me pus eu a pensar:
- “OK, há a 1st, 2nd, 3rd e depois há 3 avenidas com nomes: Lexington, Park e Maddison… ou será Park, Maddison e Lexington?? Ou Maddison, Park e Lexington?”

E’ sempre o mesmo, fico sempre com dúvidas.
Hoje prestei atenção e então verifiquei que, tendo em conta a primeira letra de cada uma destas Avenidas, a ordem é L (Lexington) P (Park) M (Maddison): LPM. Ora LPM não é nada mais nada menos do que o mesmo conjunto de letras que uso constantemente no meu dia-a-dia no laboratório para me referir ‘a placa mesodérmica lateral… que em Inglês é a Lateral Plate Mesoderm (basicamente, um dos tecidos que constituem o peixito com que trabalho, o zebrafish).

Impossível esquecer a partir de agora!

Nada como uma boa menemónica para não me esquecer mais da ordem das Avenidas. Agora só me falta arranjar pr’aí mais umas 100 para as ruas do SoHo, Tribeca e afins. Se calhar o melhor mesmo é andar sempre com um mapa :P

Porque Há Fotos Assim (XIII)

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Vou dormir...
Apetece-me ser abraçada assim!

4.08.2005

Actualização Cultural (Parte I)

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Os dias que se passarm foram deveras culturais e intelectualóides. Fui a muitos sítios, vi muitas coisas, sobre as quais quero escrever... sobre todas. Como são bastantes, vamos por partes.

Começando por 6a feira passada, dia 1 de Abril, fui até ao Brooklyn, nomeadamente ao Harvey Theater no BAM (Brooklyn Academy of Music), ver a "Play Without Words". Tratou-se disso mesmo: de uma peça sem palavras, mas sem ser possível definir um estilo em particular. Tinha de tudo: representação, dança, musical, comédia, música ao vivo.. tudo sem palavras. Mas, como "uma imagem vale mais que 1000 palavras", nada se perdeu pela ausência de diálogos, antes pelo contrário.
Era produzida por Matthew Bourne, director e coreógrafo bastante conceituado, de que a maioria das pessoas se lembra por ter feito o "Lago dos Cisnes" só para homens ou, peça representada num das últimas cenas do filme Billy Elliot.
A acção era muito intensa uma vez que várias das personagens eram representadas ao mesmo tempo em triplicado (por 3 bailarinos/actores distintos), dando uma sensação de dinamismo e omnipresença extraordinária. O cenário, embora muito simples (duas escadarias giratórias e umas portas de vai-vem), não podia ter sido mais ideal. O subir e descer de escadas, abrir e fechar de portas conferia 'a acção um ritmo constante e fluído. O jogo de luzes era óptimo e a música ao vivo, excelente. A banda sonora andava muito pelos Blues, Jazz... sons que se ouvem em ruelas escuras, 'a noite, de algum suspense, passando também por múscias tipo Cabaret ou Musical da Broadway.
Teve cenas de humor indescritíveis, desde a rotina de uma das personagens a ser vestida/despida pelo criado até 'as fantasias sexuais que percorriam a mente da personagem enquanto observava a sensual empregada a debruçar-se e a limpar o pó, exibindo umas pernas longas e bem torneadas. Esta passagem em particular era acompanhada de um jogo de luzes e música/ritmos diferentes que ilustravam na perfeição a transição do que ia na cabeça do personagem e do que era a realidade.
Foi também nesta peça que vi uma das melhores representações eróticas, tudo em cima de uma simples mesa de cozinha, de madeira, só com 2 pessoas que, sem fazerem qualquer gesto explícito ou óbvio, transpiravam sensualidade e desejo em cadamovimento.
O teatro onde fui ver este espectáculo era lindo. Uma sala enorme, com um aspecto totalmente não cuidado, no sentido de que se viam falhas nas paredes, alguns tijolos, uns canos, umas cortinas gastas pelo tempo mas quel no seu conjunto, se tornava um cenário muito bonito.
As cadeiras eram altas, como as de um bar (já estão a ver que fui para a galeria, não é, hehhe) pelo que a vista não podia ter sido melhor.
Como vêm, foi uma noite muito bem passada.
Eis uma review que encontrei acerca do assunto:

"With a cast that gets into more positions than there are in the Kamasutra, "Play Without Words" is the hottest show in town -- and it does it all without dialogue. "Inspired by" Joseph Losey's film "The Servant," based on the novel by Robin Maugham, choreographer-director Matthew Bourne's erotic, sinister, witty take on corruption and seduction is setting the Brooklyn Academy of Music's Harvey Theater on fire.

Bourne details that most British of conflicts: class differences as embodied in the aphrodisiac of sex. In his last New York outing, "Swan Lake," Bourne's strategy was to cast only males in the roles of the transformed cygnets. This time, he has two or three performers playing each character, offering a time traveler's view of events that would make Einstein proud.

Breaking down specific actions into several parts both reflects and deepens the physical act. The result is an ambiguous scrambling of motivations so that the story is told on various levels and from shifting perspectives. Occasionally the focus becomes muddied, but the overall through-line is clear.

Ter"ry Davies' jazzy, bluesy music, under Michael Haslam's musical direction, is played by a superb band. Bourne's sinuous choreography ranges from classic ballet to the frug. These are the swinging '60s, with their abundance of anything-goes freedom. For all its mod style, though, this is also the classic theatre of reversals, feeding into everyone's secret schadenfreude as master is toppled by servant.

Using a revolving staircase and a background of tilted London landmarks, set designer Lez Brotherston creates a crazy-quilt environment, lit with dreamlike intensity by Paule Constable. Brotherston's smart costumes pinpoint each character's place in a universe of dark betrayal, sexual ambivalence, and cheerful hedonism.

Bourne doesn't neglect humor, although it's shaped like a stiletto. And his sizzling cast is up to every nuance, teasing the audience into delicious voyeurism."

Porque Há Fotos Assim (XII)

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Para Aqueles que sempre Quiseram Ser médicos...

Ainda há esperança. Afinal só é preciso imaginação :)

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Soluçao 'a vista!

Bem, parece-me que vou conseguir contornar o problema das imagens no Blog. Demorará, contudo, algum tempo a "arrumar a casa". Como já é tarde, trato disso amanhã.
Deixo-vos com a foto de um fim de dia de que sinto falta: com mar, com sol e com horizonte.

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4.07.2005

4.06.2005

Desgraça Eminente?

Hhhmm, já há mais de um dia que a maioria das imagens não aparece no Blog e que o servidor onde normalmente as ponho está em baixo. Será que pifou?? Espero sinceramente que não... se sim, lá se foram horas de trabalho e afinco... e ainda por cima não recebo qualquer indemnização!

NY pode ser uma Seca

Ora ia eu no metro toda lampeira, em plena hora de ponta, com o metro a rebentar pelas costuras de "Noiorquinos" quando, por entre o barulho das conversas, distingo o Português. Prescrutei a multidão e facilmente dei com a fonte: nem mais nem menos que 2 actrizes Portuguesas, das telenovelas.
Mas que azar, ah! Já é a 2ª vez que vou encontrar, aqui em NY, pessoas conhecidas em Portugal que, no país de origem nunca vi. Será que tenho que ir para Portugal para ver os famosos daqui?
Mas onde raio andam o Jack Nicholson, o Moby, a Meryl Strip? Vim eu de tão longe para ver Tugas?
OK, bem sei que, provavelmente, não andam de metro. Isso é para os "pobres' mas, mesmo assim! Bah!

4.03.2005

Hoje Acordei Assim...

A precisar da tranquilidade e paz que me trás o Mar, a 'Agua, o Azul!
Ser parte dos elementos: areia, céu, horizonte, sal, água, fluidez, paz, silêncio surdo, mergulho, olhar 'a minha volta, mundo azul, mundo de luz e espuma acima de mim... tranquilidade, conforto. Só azul, só mar, só....
Já fui assim tantas vezes, mas nunca as vezes suficientes... é sempre pouco.
Preciso ser assim, estar assim outra vez...
Só...

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4.02.2005

Será que é aqui a "Luz Vermelha" de NY?

Quando o Ricardo e o Hugo me visitaram em Novembro, surgiu uma dúvida pertinente. Onde é que andam "as meninas" nesta cidade? Quem sabe? Quem sabe?
Pois é, eu não sabia e a resposta que recebi quando inquiri pessoal daqui foi de que não existe um sítio específico. No entanto, olhando com atenção enquanto passeava por Tribeca, verifiquei que existir, existe... está é camuflado!
Ricado, afinal "elas andem aí"! :P

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A Mulher Ideal

Eis uma escultura situada no SoHo que homenageia uma das fantasias sexuais comum a todos os homens (homens que gostam de "gaijas", diga-se): rica em mamas e em traseiro:

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Aliás, o Pedrocas dá provas disso, hehehe (espero bem que não lhe dê um treco ao ver a foto aqui):

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4.01.2005

Agora, uma história com 27 anos

Não resisti a revisitar um texto que publiquei no ano passado aqui, a propósito do meu 26º aniversário.
Esta foi a maneira como a minha querida Tai-Tai expressou os seus votos de "Feliz Aniversário", de que tanto gostei e que tão original achei.
Assim, ficam também a saber da melhor maneira como foi o evento que, após 27 anos, celebrei!

"Hoje vou contar uma história:

Um dia, uma grávida muito grávida foi ao médico! Depois dos exames de rotina perguntou:

- Então, Sr. Doutor?

- Está tudo bem, mas o parto ainda não é para já.

- Não? Mas eu estou com tanta vontade de conhecer o meu bebé!

- Pois é, mas ainda não está para já. Volte daqui a uma semana...

Uma semana passou. A grávida lá voltou!

- Então Sr. Doutor?

- Está tudo bem, mas ainda não há sinais de parto eminente. Como jé fez mais de 40 semanas de gestação, se o bebé não nascer até à próxima segunda-feira de Páscoa, vamos provocar o parto.

E a grávida veio embora para casa...

Entretanto o bebé, lá no seu ninho quente e fofo, tinha ouvido tudo e pôs-se a pensar:

- Com que então, querem-me expulsar do meu cantinho! E eu que estava aqui tão bem! Mas se pensam que me vão tirar daqui à força estão muito enganados! Hei-de sair daqui pelos meus próprios meios, mas só para chatear só saio mesmo no prazo limite.

E assim fez! Na famosa segunda-feira de páscoa, lá anunciou ele a sua chegada! O parto foi normal e sem problemas, ou não fosse a Mãe uma verdadeira atleta! O Pai também foi um herói! Enfrentou o parto com uma bruta enxaqueca e uma paragem de digestão...Só vacilou um pouquinho ao fim, mas isso agora não interessa nada.
E lá apareceu o tão ansiado bebé! Uma linda menina, com mais de 0,5 m, com uma cara sem rugas e linda de morrer. Veio com as garras afiadas e a fazer co-có, (que é como quem diz a cagar-se) para aqueles abelhudos de bata branca que a obrigaram a sair do seu ninho.
Para os pais uma felicidade sem fim!! A família toda rejubilou! Do lado do Pai: primeira neta e primeira sobrinha. Avós e tios babadíssimos!
Ainda é jovem, mas já com um percurso de fazer inveja a muita gente! Com a sua inteligência, determinação e força de vontade conseguiu sempre tudo aquilo a que se propôs, deixando todos os que a amam felizes e orgulhosos!
Hoje podem encontrá-la em Nova Iorque. De casaco amarelo, um corte de cabelo à maneira e um sorriso que põe os "camones" todos com a cabeça a andar à roda...
Já todos adivinharam o nome da heroína da minha história! E' a Inês, uma "Estrela" Portuguesa concerteza... "