5.18.2005

Nem mesmo com a possibilidade de escolha...

Faz hoje precisamente 25 anos que o monte de Santa Helena entrou em erupção em Washington, matando 57 pessoas e deixando muitas desaparecidas. Passado esse tempo todo, os USA estão novamente envolvidos em situações explosivas (note-se, deliberadamente explosivas) que envolvem a morte de muitas mais pessoas.

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5.17.2005

O Pormenor

... torna esta foto genial!

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Decidido

Pronto, agora é que a minha escalada ao Evereste está mesmo cancelada, por razões que me ultrapassam :P

Afinal não eram dores de cabeça mas sim falta de ar!

Há cerca de uma semana atrás tivemos um problema no sistema de abastecimento de água/ar nos aquários do laboratório e os peixes foram, basicamente, gaseados, ficando expostos a uma quantidade de ar diluído na água excessiva. Poderia ter sido algo muito grave mas, embora vários peixes tenham sido encontrados de papo-para-o-ar, a falha foi detectada a tempo e a maioria resistiu.
Curiosidade das curiosidades, após este incidente, os peixes ficaram completamente doidos e, contrariamente ao cenário habitual (ver post de 23 de Março), andam a pôr ovos a torto a a direito: se antes nos víamos a braços com a escassez de embriões, agora não sabemos o que fazer a tanto ovo.

E’ caso para dizer que ficaram com o gás todo! :)


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5.16.2005

Porque Ha Fotos Assim (XXII)

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Histórias com Música

Ontem, Domingo, fui a um concerto de Jazz.
O local é acolhedor e pequeno, não havendo limite entre o palco e a plateia. Músicos e audiência interagem livremente, criando um ambiente cúmplice e descontraído. A determinada altura, após anunciada a próxima música a tocar, o trombonista deixou ao critério do baixista a escolha da tonalidade. Ficando este indeciso, eis que o trombonista se vira para a plateia e pergunta que chave usar.
Prontamente respondi "A", por entre os vários palpites que surgiram. Seguidas umas piadas e uns comentários vira-se então para mim e diz-me:
- Por tua causa, vou tocar em G sustenido duplo e depois no fim conversamos por me dares tão difícil tarefa!
Piscou-me o olho e sorri cumplicemente, pois o que acabava de dizer era, exactamente, que ia tocar em "A", mas por outras palavras... mas nem toda a gente percebeu!


Hoje, quando caminhava para casa já de noite, escutava um grupo que me foi dado a conhecer há pouco tempo pelo meu melhor amigo Patrick, de que desde logo gostei muito. Ouvia a música "Embrace", do grupo Canidas, música esta que apela ao ritmo mais imo e natural em nós.
Falo do bater do coração.
A harmonia é acompanhada de sussurros mudos que mimicam a batida:
- tum-tum... tum-tum...
A esta junta-se uma letra e uma melodia etéra, pacífica, primitiva... natural. Uma voz feminina abraça o som. Lembrei-me então de algo que li recentemente, que achei curioso mas, ao mesmo tempo, tão lógico.
Lia acerca do facto de as canções de embalar seram, na sua maioria, dentro de um compasso binário... tal como o é o bater do coração. E também acerca do facto de as mães, sejam elas canhotas ou destras, embalarem os bebés sempre com a cabeça do lado esquerdo do seu peito... onde o coração é mais sonoro.
Tum-tum... tum-tum... sem dúvida o primeiro som que encontraremos nos lugares mais recônditos das nossas memórias.
Que outro som que não este para acalmar e adormecer um bebé? Ideal... natural!

Por Favor, Tem a Versão Masculina?

Discutíamos relações entre as pessoas.
Pontos de vista, opiniões, maneiras de ser e de agir. Então, diz-me:

- Inês, quem ficar contigo vai ser feliz!
Pode ter a certeza que será sempre respeitado, a todos os níveis!

Hhhmm... pena ter sido uma rapariga!

5.15.2005

Casanova... faz dieta!

O Casanova é um Amigo especial. Para além de ser um querido, é também um romântico carente, que precisa sempre que lhe confirmem o quanto gostam dele e que nunca está esquecido.

Assim, anda sempre a azucrinar-me o juízo dizendo que, no meu blog, só escrevo sobre os outros e não escrevo sobre ele, e que ele não é suficiente importante para mim para eu escrever um post sobre ele, e que eu não gosto dele, e que eu não lhe ligo... coisas!

‘A força de tanta insistência conseguiu finalmente que eu dedicasse algum deste espaço ‘a sua pessoa... só penso que não será da maneira que ele o desejaria, hehehe.
Pois o Casanova marcou uma presença muito forte no meu pensamento quando, há duas semanas, fui pedalar no Bike New York, um evento ciclístico que consiste em percorrer de bicicleta os 5 “bairros” de Nova Iorque.

Aí vai a Inês ‘as 7 da matina, tempo cinzento e chuvoso de uma manhã de Domingo em que mais apetecia ficar na cama quando, quase a chegar a Battery Park (linha de partida), o selim começa a descair para a frente e para trás. Logo me veio ‘a cabeça a razão daquele desaire: quando o meu querido Casanova cá esteve em Setembro, vai de se sentar na minha bina e, em menos de nada, pôs o selim ‘a banda... dado o seu rabiosque anafado e pesado.

Como nunca mais andei de bicleta desde então, nunca mais me lembrei de o consertar.Escusado será de dizer que lhe roguei 1001 pragas. Como raio iria eu pedalar 42 milhas assim? O que valeu foi que encontrei logo alguém com uma chave inglesa e me resolveu o problema. De selim já estabilizado, as pragas converteram-se num sorriso e numa ideia genial: “Já sei, é sobre isto que vou escrever e assim o Casanova não se pode queixar mais!”

Satisfeito? :P

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PS - MAs que fique bem claro que o Casanova é o meu NhoNho do coração e que gosto muuuuuito dele!

5.14.2005

Quantas vezes comtemplei assim o Mar...

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Psicoterapia Psicadelica

E eu a julgar que a malta tinha que ir "bombar" para um discoteca para se tratar!:

"Psicoterapia Psicadélica refere-se a prácticas psicoterapêuticas que recorrem ao uso de drogas psicadélicas"

Mas, mesmo assim, a ideia parece-me interessante... de certeza que o Myron J. Stolaroff tem muitos adeptos :P

5.13.2005

Adiado

Hoje de manhã lá voltei eu 'a parede de escalada.
Contrariamente ao que sucedeu na primeira vez que experimentei, hoje foram-me transmitidos os princípios técnicos da coisa: usar a ponta dos pés, manter os braços esticados, aproveitar o balanço dos movimentos, virar as ancas para a parede, blá, blá, blá...
Preocupada com estas coisas todas, hoje nem a meio consegui chegar. Uma desgraça! Está visto que me saí bem melhor quando me atirei 'a parede 'a "papo-seco".
Pasmem-se, o meu problema é ter força a mais e por isso acabo por esforçar demasiado os braços.
Tenho que comer menos espinafres e adiar a escalada do Evereste :P

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5.12.2005

Será que não foi em Portugal?

"Argumentação de um francês que foi apanhado a 250 Km/h numa estrada onde o
limite era de 70.

Sr. Dr. Juiz,

Confirmo que vi a estrada a marca 70 em números negros inscritos num círculo vermelho, sem qualquer informação de unidades.

Ora como sabe, a Lei de 4 de Julho de 1837 torna obrigatório em França o Sistema Métrico, e o Decreto 65-501 de 3 de Maio de 1961, modificado de acordo com as directivas europeias, define, COMO UNIDADE DE BASE LEGAL, as unidades do Sistema Internacional, SI. Poderá confirmar tudo isso no site do Governo.

Ora, no Sistema SI, a unidade de comprimento é o "Metro", e a unidade de tempo é o "Segundo". Torna-se portanto evidente que a unidade de Velocidade é o "Metro por Segundo". Não me passaria pela cabeça que o Ministério aplicasse uma unidade diferente.

Assim sendo, os 70 Metros por Segundo correspondem exactamente a 252 Km/h.

Ora a Polícia afirma que me cronometrou a 250 Km/h o que eu não contesto. Circulava portanto 2 Km/h abaixo do limite permitido.

Esperando a aceitação dos meus argumentos, de V. Ex.a. ...."

OK, depois eu dou autografos!

Nunca me passou pela cabeça que, ao fazer a tatuagem, esta acabasse por me levar aos bastidores da criação de uma obra de arte. Porque tenho um Man Ray tatuado nas costas (não é para toda a gente, ah!), alguém que viu e que, coincidência das coincidências, estava a fazer um projecto sobre as várias obras desse artista, convidou-me a participar.
A ideia de estar na primeira pessoa num projecto destes, metida em estúdios, ser filmada e conhecer gente diferente (que é como quem diz, não cientista) obviamente que me atraiu e acabei por aceder.
As sessões começarão dentro em breve para, posteriormente, serem editadas em DVD e, quiçá, serem exibidas no Brooklyn (OK, bem sei que não é Manhattan mas… já é pertinho).

Prometo que depois mostro, dou autógrafos e confirmo que me conhecem :D

5.11.2005

Porque Ha Fotos Assim (XXI)

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Rugas Especiais

“ (…)
Rugas
ja começo a ter as primeiras rugas
Rugas
começam-me a nascer as primeiras rugas
Rugas de chorar
Rugas de sorrir
Rugas de cantar, começo a franzir
Rugas de chorar
Rugas de sorrir
Rugas de cantar
Rugas de sentir
Rugas (…)”

(António Variações, in Humanos)

Escutava esta música e ocorreu-me que as rugas são sempre acompanhadas de uma carga simbólica e emocional muito forte, de maneira geral associadas a melancolia e tristeza, recordação de tempos passados e que já não voltam, resvetidas de doçura e de amargura.

Mas, nem sempre tem que ser assim.

Rugas lembram-me calma, tranquilidade, a imensidão azul, um mergulho no mar, um suster da respiração e contemplação da luz filtrada pela água límpida, uma onda que passa por cima arrastando consigo a espuma branca. Lembram-me o silêncio surdo do mar. Cabelos revoltos, pele morena, sabor a sal nos lábios, nos olhos. Férias, praia, um gelado, uma roda de amigos, um pôr do sol, um fim do dia, um beijo salgado.

Rugas… rugas nos dedos das mãos, nos dedos dos pés de tanto tempo passar dentro de água.
Rugas de água… felicidade.

5.10.2005

Your Belay is On! Climbing! Climb On!

Ontem, finalmente, após quase de 2 meses de insistência, a Andreia convenceu-me a ir experimentar a parede de escalada do ginásio da NYU.
Bendita a hora em que o fez, pois adorei!
Aquilo de ver o topo e tentar chegar lá é bem mais entusiasmante do que imaginei ‘a partida. Na primeira tentativa de escalada, fiquei-me pelo meio, pois os antebraços (parte do corpo que nunca considerei que tivesse músculos, quanto mais que me pudessem fazer tanta faltinha) começaram a doer, a tremer, a fraquejar… pareciam esparguete.
Uns minutos de descanso resolveram a coisa e, na 2a tentativa, já subi até ao topo. Os braços/costas ainda ficaram a doer mas, nada de mais. Ainda fui nadar a seguir e, hoje de manhã, surpreendentemente, não tinha quaisquer dores.
Estou ansiosa por ir outra vez!
Claro que não fui nenhuma profissional como a Andreia mas, a coisa até foi bastante bem… mais ou menos assim… mais coisa, menos coisa :P

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5.09.2005

Porque Ha Fotos Assim (XX)

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Não imita... é!

Gosto muito desta foto!
O movimento existe, é natural. A pele é pele, a carne é carne: há volume, massa, estrias, flexibilidade. Existe expontaneadade.

Em vez de poses artificiais e implantes de silicone, tentado imitar a perfeição, por não ter nada disso é que esta foto se torna perfeita.

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5.08.2005

Mortos ou Mudos?

Uma vez que tenho cá os meus pais a visitar-me, impôs-se que os levasse 'a chocolataria "Vosges", para conhecerem "Haut Chocolat" (não fosse esta loja uma boutique de chocolate).

Como sempre, não resisti a comprar algumas tabletes dos chocolates exóticos que por lá têm e, ontem 'a noite, após um lauto jantar (cozinhado por mamãe, óbvio), decidimos experimentar o chocolate com caril e côco. Por muito estranha que a combinação possa parecer, funciona mesmo muito bem.

Tratando-se de um chocolate tão "chique, sei lá!", até trás instruções de como se deve apreciar o chocolate e executar todo o ritual que leva da abertura da embalagem até ao seu consumo. Não nos fizemos rogados e eu e o meu pai, em verdadeira concentração e estado meditativo/introspectivo (mais parecia que estávamos na missa, note-se a ironia, uma vez que já nos estávamos a escacar a rir), iniciámos o rito:

- "SEE: Firstly, there should be a glossy shine to the chocolate bar, this shows a good temper; rather, a tight bond between the cocoa butter and the cacao mass" - Ficámos ali a admirar a superfície do chocolate e a soltar exclamações sobre o quão brilhante e aerodinâmico era. "Sim senhor, sim senhor, muito bonito!"

- "SMELL: Rub your thumb on the chocolate to help release the aromas. Smell the exotic spices, florals, caramel notes and tropical fruits as they dance in the bouquet" - vai de espetar o dedo na barra de chocolate e começar a esfregar. O meu pai fê-lo de tal maneira que ficou logo uma marca, tipo impressão digital, na superfície outrora brilhante. Enfiando o dedo no nariz: "pois, pois, cheira bem! E então, quando é que atacamos?"
Calma, ainda falta...

- "SNAP: Quality chocolate should always be dry to the touch. Break the bar into two pieces. You should hear a crisp, ringing snap, which indicates a well-tempered bar of chocolate" - "Silêncio! Silêncio que se vai cantar o fado!". Calámos-nos todos e ficámos ansiosamente 'a espera DO barulho. Partido o chocolate, um "Aaahhh!" de admiração. "Fantástico! E então, é agora que atacamos?".
Só mais um passo...

- "TASTE: Place the chocolate on your tongue (Ameeeennnn!!!) and press it to the roof of your mouth. Within thirty seconds (note-se, não são 29s nem 31s, tem que ser 30s), the chocolate should slowly begin to melt around your tongue. The taste should not be evanescent, it should have a long, lingering finish that is layered with spices, black fruits, earthy cacao, treenuts, and whispers from the Aztecs"

Neste momento, estávamos eu e o meu pai de olhitos fechados, contar até 30 para ver se os efeitos se faziam surtir, quando a minha mãe desata num riso descontrolado. Quando finalmente consegui parar e articular algumas palavras, sai-se com o seguinte:
- Os meus Astecas ou são mudos ou morreram! Eu cá não oiço nada!

Galhofa total!!!

PS - Mas que o chocolate é bom, é!

5.06.2005

Esclarecimento/Anúncio

No post anterior, refiro-me, obviamente, ao amor dos pais, que me estão cá a visitar (o que justifica a minha ausência destas lides).

No outro campo do amor, as coisas vão de mal a pior!

Aceitam-se voluntários para mudar esta situação, de preferência um rapaz alto (1,78m, mais coisa menos coisa), na casa dos 30 (mais coisa menos coisa), moreno, de olhos cinzentos/esverdeados/azulados (dependendo do estado de alma), lábios carnudos, corpo escultural (com "altinhos" nos abdominais), riso amplo com "covinhas", dentes brancos, que cheire sempre a mar (por fazer surf e não por ser pescador, ah!), carinhoso, meigo, acrobata exímio do Kamasutra (e com muita resistência, hehehe), divertido, que toque um instrumento (de preferência violoncelo) e adore música, com mãos longas, que goste de cozinhar, que se sensibilize com o cheiro a terra molhada, que saiba e que me ensine muitas coisas (muitas, muitas, muitas, dos mais variados campos), com juizinho (acho que este é que é o "calcanhar de aquiles" da minha busca), honesto e que me faça apaixonar também pelo seu intelecto... ah, e que more cá por estas bandas!

Hhhmmm, acho que é tudo!
Se fôr muito difícil preencher todos os requisitos, se me sussurrar ao ouvido "Gosto de Ti!" quando menos eu esperar e achar as minhas "pancas" divinais, já é um bom começo :P