6.27.2005

Ressaca

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Ainda sob o efeito inebriante dos concertos da semana passada, preciso que me passe a "bebedeira" para ser capaz de escrever sobre eles:

- Keith Jarrett/Jack Dejohnette/Gary Peacok
- Paul Motian/Bill Frisell/Joe Lovano
- Stanley Clarke/Bela Fleck/Jean-Luc Ponty
- Cassandra Wilson.

Momento do Dia

Senti o cheiro a terra molhada em Manhattan.
Inspirei fundo e tentei reter aquele odor dentro de mim.

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Só pedindo aos Santinhos!

Fui ao oftalmologista.
Julguei que andava a ver mal mas, afinal, o meu problema é ver bem demais.

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"... And please let Mom, Dad, Rex, Ginger, Tucker, me and all of the rest of the family see colour."

6.23.2005

Lei de Murphy (Versão "Noiorquina")

Se estás 'a espera do autocarro M15 'as tantas da matina na 2a Avenida, todo e qualquer veículo de grandes dimensões, cheio de luzes e que, 'a distância, pareça o transporte prometido, será um camião do lixo.

(já para não falar que, certamente, chegaste exactamente 29 segundos após um autocarro ter passado e terás que esperar uma eternidade pelo próximo, pois estarão sempre atrasados :P)

6.22.2005

E' Hoje! E' Hoje!!!!

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Keith Jarrett

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Um Homem. Um Piano. Uma unidade.

Neste momento escuto o concerto em Paris, o meu preferido.
Tanto neste concerto como em todos os outros que gravou, totalmente improvisados tendo até o mais famoso de todos eles (gravado em Köln) a particularidade de se restringir aos registos médios do piano por falta de afinação do mesmo nos registos mais agudos/graves (o que em nada diminuiu a genialidade de Keith Jarrett... pelo contrário), este extraordinário músico faz com que a música adquira contornos humanos e vice-versa.

Ele respira música e a música respira-o a ele.

Ele transpira música e a música transpira-o a ele.

Há cores, aguarelas, penumbras, sombras. Um gemido, um cantar, um bater de pedal, de martelos, um ranger de banco, um abraçar do teclado, uma exclamação.
Prazer, dor, alegria, ansiedade, expectativa, tristeza, abandono.
Tormenta, acalmia.
Há cumplicidadde, identidade.
Confundem-se... a música, Ele, o piano, o sentimento...

E' lindo! Inexplicável.

Infelizmente, hoje em dia Keith já não nos presenteia mais com este tipo de interpretações. Fruto da intensidade com que os vivia e expressava, os concertos acabaram por o exaurir, tendo sofrido nos últimos anos de Síndroma de Fadiga Crónico... que muito romanticamente alguns preferem enunciar como um "estado de tristeza". Contudo, recuperou e actua ainda com o seu trio de há já muitos anos, que terei o privilégio de escutar amanhã no Carnegie Hall.

Embora actue com músicos excelentes, e falo de Gary Peacock e Jack Deohnette, não consigo conter a minha excitação ao saber que vou ver e escutar, ao vivo e a cores, O Keith Jarrett.

Alguém que sente e vive a música com tanta alma e que cria melodias tão imensamente intensas só pode ser extraordinário.
Adoro-o!

Já Chegou! Já chegou! :D

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Já tenho uma máquina de fotografar!!!!
Não é linda??
E' super "picolina", compacta e toda XPTO com 4.0 megapixels, 3.0x zoom óptico... (sim, as gajas também conseguem falar esta linguagem... não é só dizer: Oh, tão querida! - o que até é verdade, heheh).

Ohhhh, "My Precious"!!!! (dito com sotaque Irlandês e a bater com os dedinhos das mãos, em pleno êxtase).

Acho que o blog ainda vai ficar com mais fotos que o costume... ou então distraio-me tanto com a maquineta que me esqueço de escrever :P

6.21.2005

Afinal, podia ser pior

Lá que ando abananada ando mas, ao menos, não ao ponto de fazer figuras como a dos 3 matulões que hoje vi na East Village. Reuniam-se 'a volta de uma casca de banana sobre a qual saltavam, qual surfistas, para deslizar sobre o passeio... tipo "banana surf".

Menos mal... pensei que eu já fosse um caso agudo :P

Quero um Canito!!!!

Ao ver o pessoal a passear os cães na rua (e quando digo cães refiro-me 'aqueles grandes e não aos pequenotes, que mais parecem a pilhas) é frequente recordar-me dos vários que tive e dos risos que me provocaram em situações divertidas como esta.

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Tenho saudades!

6.20.2005

Inté

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Isto de Blogar é viciante e, sem dar conta, acaba sempre por ir noite adentro.
Vou dormir... amanhã há mais!

Minúcia Oriental

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Hoje fui cortar o cabelo a um salão oriental.
Cortam com arte e paz... sai de lá completamente Zen.

Mariza Transparente

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Já saiu o novo albúm de Mariza. Ainda não o tenho mas já escuto uma das faixas: Medo (Reinaldo Ferreira/Alain Oulman). A voz e a interpretação, como já vem sendo hábito, continuam cheias de alma e expressão... literalmente, transparentes.
Longe de Portugal, o Fado adquiriu para mim um novo significado.
Agora gosto e muito. Identifico-me com tantas coisas e tantos estados de espírito!

Estou ansiosa pelo dia 7 de Outubro, altura em que poderei escutar ao vivo o novo trabalho, no Carnegie Hall.

Uma excelente razão para vir até NY :)

6.19.2005

Essência

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Esquecia-se sempre de algo.
Deambulava nua pela casa depois do banho, ‘a procura de alguma peça de roupa que não encontrava no quarto. Passou pela irmã, que logo lhe perguntou:

- Que puseste na pele? O óleo “verde”?
- Sim – respondeu distraidamente, ainda ‘a procura da dita peça de roupa.
- Pah, em ti cheira sempre melhor! Cheira diferente! Já com o perfume é a mesma coisa. Se eu usar o teu, nunca cheira da mesma maneira. Sei lá… tens um cheirinho especial!

Help!! Estou a ser Atacada por Armas Biológicas!

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Voltou a acontecer!

Aaaahhhh!!!!!!
E' o ataque das Bananas!!!!

Passei por uma banca e... comecei a sentir aquele efeito... ai, ai, ai,...
Resiste Inês, resiste!!
Sê forte!!!
Run away from the light!
Say NO to the dark side of the Force!!

Eu bem tentei, mas não consegui. Lá comprei eu outro monte de bananas!! :P

Argentina?!

A semana passada fui até Boston para dar uma vista de olhos num apartamento (isto porque em Setembro me mudo para lá e tenho que encontrar tecto... mas isso já é material para outro post). Chegada ‘a morada, fiquei ‘a espera nas escadas, onde já se encontrava um senhor. Olhou-me com curiosidade e perguntou-me se era a Cathy. Respondi que não, que estava ‘a espera dela. Ele era o supervisor do prédio e iria abrir-nos a porta do apartamento para o podermos ver. Durante os minutos de espera trocámos umas palavras e, a meio da conversa, acabei por lhe perguntar o nome... afinal já estávamos a falar há algum tempo e as apresentações ainda não tinham sido feitas.
- Fernando! – respondeu.
- Fernando?! Are you Portuguese?
Certinho, direitinho. Nem de propóstio, a primeira pessoa que conheci naquele dia em Boston tinha que ser logo Tuga, nomeadamente Açoreano.
- Engraçado – disse ele ainda com o sotaque de S.Miguel – eu não diria que és Portuguesa! Bem, agora sim, acho que és muito Portuguesa mas, no início, por causa da maneira de vestir e falar, julguei que fosses… p’rái Argentina!

- Quê??? Argentina?!
Até arregalei os olhos de espanto!!

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Já me tinham dito antes que parecia Francesa, Brasileira, Inglesa ou Americana (vá-se lá saber como!)... mas nunca Argentina ou alguém de expressão Espanhola. Era irónico sem dúvida!! Farto-me de me meter com o sotaque do pessoal cuja língua materna é o Espanhol com quem tenho mais ‘a vontade ou sou amiga... quando falam Inglês e dizem “I rave” em vez de “I have” ou "Boodoo Doll" ou "In Bibo" em vez de "Voodoo Doll" ou "In vivo", respectivamente, rebolo a rir.
Desta vez... quem levou com o gozo fui eu. Toma lá para não te armares em Chica Esperta :P

PS – Mesmo assim, ainda acho que o Fernando era meio surdinho!

A Mística da Frying Pan

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Há dias regressei ‘a Frying Pan, barco bar/disco de que já falei no meu antigo blog. Exceptuando essa primeira vez, sempre que lá fui algo de particular aconteceu. Em Novembro, com o Ricardo e com o Hugo, amigos que cá me vieram visitar, tentámos ir até lá. Embora fosse Inverno, pensei que estivesse aberto. Ao chegarmos lá, nada contradisse esta suspeita, uma vez que havia pessoas dentro e fora do barco. Entrámos e deparámos-nos com bastante pessoal de copos na mão e com ar de que toda a gente se conhecia. Estranho, bem como também foi estranho ninguém nos pedir qualquer identificação nem pagamento mas… “olha, estamos com sorte!” e lá continuámos. Continuando a andar pelo barco vimos que nas diferentes divisões havia comida distribuída por mesas. “Olha, viemos parar a uma festa privada!”, disse.
“Ah, sim? Olha que fixe! O pessoal não se importa nada!” brincou o Ricardo, já a servir-se de uns salgados. A malta não se fez rogada e vai de “morfar”… até estávamos com fome. Ao mesmo tempo que deambulávamos por ali entrámos no esquema e cumprimentávamos o pessoal, como se os conhecessemos também. Depois de bebidos e comidos, e porque a música era uma porcaria, decidimos sair da festa.
Já cá fora, com um frio de rachar, batíamos com os pés no chão sem saber para onde ir de seguida. Afinal, era 6a feira ‘a noite! Tinhamos que ir bombar. Vamos para aqui, vamos para ali, entretanto aproximam-se de nós 2 rapazes, bem vestidos e um pouco mais velhos, já um pouco alegres.
- “So, were you at the party!”
Entreolhamos-nos…
- “Eerr… not really! We popped in by mistake and just ate something before leaving!”
- “What? And you didn’t even pay anything?”
Hhehee! Ao que parece aquele pessoal teve todo que contribuir para o aluger do barco mas nós, em grande estilo, tivémos tudo ‘a “borlix”.
- “No!”
- “Well done!!” disseram-nos, a sorrir meio inebriados e a bater nas costas do Hugo. “Were are you guys going now?”
- “We dunno! Any suggestion of a cool place to go?”
- “Sure, just come with us. We’re about to take a cab and go to this place on 6th Av.”
Entreolhamos-nos de novo:
- “ ‘Bora” – disse o Ricardo com o seu ar safado e a esfregar as mãos de satisfação.
Fomos no táxi com eles, pagaram a viagem e, ao chegármos lá, muito embora houvesse uma fila gigantesca, assim que saímos do carro e o porteiro os reconheceu, disse imediatamente: “Come this way”. Em grande estilo outra vez, lá entrámos nós ‘a frente do pessoal todo e, uma vez lá dentro, os rapazes insistiam em continuar a pagar a noite e vai de termos bebidas “ ‘a pala”. No fim da noite, hora de ir embora: “xauzinho, obrigada!” e lá regressámos nós a casa.
“Isto é mesmo “Noiorq”!!! Memo ‘a grande” repetia o Ricardo “over and over”

Desta vez, eu e a Célia, já dentro do barco, fomos ‘a procura das casas-de-banho. No regresso ‘a pista cruzámos-nos com um rapaz alto e algo familiar. “Hhhmm, eu conheço este tipo de algum lado!” pensei. Olhei para ele novamente e reconheci-o:
- “Sorry, aren’t you the DJ of Fauna Flash, the ones playing tonight?”
- “Yes” – respondeu timidamente e com o sotaque que só os “zi Germans” têm.
- “Hi! I am Inês and this is Célia!”. Estendi-lhe a mão prontamente, pois de cumprimentos Alemães sei eu bem. “We came we’re on purpose to hear you guys!”
Pronto, lá estava a situação da noite a acontecer. Blá, blá, blá, comecámos a falar. Ficámos a saber que o outro Fauna Flash (a quem eu e a Célia decidimos chamar Flash, pois este com quem estávamos a falar devia ser o Fauna :P) não iria actuar, porque foi ao médico há 2 dias atrás por causa de um problema no olho, e estava meio zarolhito podendo ficar cego e, portanto, não pode viajar. De certeza que ficámos a saber mais do que muita gente… connections, ppff! Falámos também de uns concertos em karlstorbahnhof, em Heidelberg, onde eu e a Célia vivemos antes. A Célia até disse que os viu lá mas, mais tarde, lembrou-se que afinal foi aqui… mas isso não interessa nada, porque o rapazito até era simpático e gostou das Portuguesitas :)
No fim despediu-se, dizendo que ia dar o seu melhor. Fez e prometeu, pois a noite, para além de ser curiosa pela “típica situação” foi também muito boa e bastante movimentada aos sons das percursões ao vivo e do DJ “Fauna”.

6.16.2005

Um Dia...

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Pousará o livro que está a ler para o deixar esquecido no colo moreno.
Puxará os óculos de sol um pouco para baixo, deixando que a luz do sol filtrada pelo chapéu de palha de abas largas lhe chegue aos olhos.
Então, o tempo parará e contemplará longamente o "Mar" na água azul. O seu Mar, aquele ao som do qual adormece e nos braços do qual se sente protegida e aconchegada: os Homens da sua vida!
Sorrirá e inspirará fundo, enchendo os pulmões de maresia.
Sentir-se-á a mulher mais feliz do mundo.

Essência

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Entrara no edifício da Embaixada.
Parecia um Bunker, por fora e por dentro. Aproximou-se do pequeno balcão para entregar os formulários ao funcionário que se encontrava do outro lado de uma grossa placa de plexiglass. A única comunicação entre eles fazia-se por um intercomunicador e uma pequena fresta, no fundo do vidro, pela qual deslizavam os papéis.
Durante o processo de transacção olhou para ela e, muito sério, perguntou-lhe:
- Excuse me Mam. Can I ask you something without you being offended?
Pensou imediatamente que houvesse algum problema com os documentos… era só o que lhe faltava.
- Sure – respondeu a medo.
- I couldn’t avoid feeling your perfume. Would you mind telling me what is it?
- Sure – respondeu, desta vez decididamente. Esta era uma pergunta fácil.

NY from the East Side

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Em vez de um pote de ouro ao fim de cada arco-íris, existe um Pôr-do-Sol ao fundo de cada rua.

E' mesmo a cidade que nunca pára

'As 4 da manhã encontro pessoas a fazer jogging.
Nunca sei se hei-de dizer JA' são 4 da manhã ou AINDA são 4 da manhã.

Abananada

Sem dúvida que nunca mais serei a mesma depois de ter estado em NY.
Ele há coisas que nem lembram ao diabo!

Nunca gostei muito de bananas.
Aquele cheiro e aquele consistência meia mole?!? Blach! Neste caso, não adoro o amarelo. Só se fossem muito verdes e rijas é que lá conseguia comer uma de vez em quando... e, e! O Rei fazia anos!
Quase que se podiam contar pelos dedos das mão as bananas que comi nos últimos 27 anos de tão poucas que foram. Chegava a esmiuçar a salada de frutas para tirar toda e qualquer rodela do fruto mafarriquento. Uma trabalheira, sem dúvida, mas mais que justificada. Detestava mesmo aquele sabor a banana!

Houve até uma vez em que preferi fazer uma desfeita a uma amiga a comer o bolo de banana e chocolate que tinha preparado especialmente para mim, quando a fui visitar na Alemanha.

Contudo, algo de estranho aconteceu recentemente. De há 2 meses para cá ando com tamanha vontade de comer bananas que me espanto a mim mesma ao parar numa banca de fruta na rua para comprar, activa e propositadamente, quem sabe? Quem sabe?
Ora pois, para comprar bananas!
Chego a comer 'as 2 por dia. Isto não é normal!
Ainda me questiono quanto ao que raio se terá passado.

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6.15.2005

Amigos!

Nos últimos dias deram-se 2 situações que, por diferentes razões, me deram a mesma sensação de conforto e alegria.
Feliz por me saber querida e apreciada por aqueles de quem gosto!

Procura I

Estava no messenger e abre-se uma janela:
"Estás aí?"
Era P. Somos amigos mas não falamos com grande frequência. E' quando calha!
Contudo, naquele dia, assim que entrou online, veio de imediato ao meu encontro.
"Sim, estou. Estás bom?"
"Inês!!! Estou a morrer de amor!!!"
Fiquei algo surpreendida... não esperei que falasse daquelas coisas comigo.
Trocámos impressões durante um bocado: "O que se passou? Porquê? Porque não? Vais ver que passa!..."
Então, a determinada altura disse:
" Queria poder-te ajudar e ser um ombro amigo mas... um pouco distante não? A um oceano de distância! Não posso fazer grande coisa! Porquê a mim e não a alguém aí perto de ti?"
"Digo-te a ti porque sei que és sensível e que me vais perceber!"

Procura II

Entrou no meu laboratório com os braços no ar, um sorriso de orelha a orelha e o ar mais feliz deste mundo, qual criança em dia de aniversário:
"Fui seleccionado!! Vou correr na Maratona de NY!!!"
"Ena!! Parabéns!! Que fixe!!!!". Bati-lhe no ombro com gosto. Estava mesmo feliz por ele. Ao tempo que andava a falar do quanto gostaria de participar no evento.
Estava deliciada com aquela felicidade tão genuína.
Um puto de 34 anos, literalmente! E ainda mais deliciada por ter vindo de propósito 'a minha bancada para partilhar a novidade comigo.
"Já sabes! Em Outubro tens que vir cá a NY para me apoiares!"
Como é que podia recusar? Claro que venho! :)

Deitaram-se

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"Ela olhou-o!
Havia um Mundo naquele olhar... Silencioso, Transparente, sem qualquer necessidade de palavras.
Aproximou-se e juntou-se a Ela."

De Cortar a Respiração

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Aqui em NY é comum passar pelas salas de cinema e ler em letras garrafais, a respeito de um qualquer filme, que é “Breath Taking!!”

Não resisto a imaginar a sala cheia de pessoal de mãos cravadas nas cadeiras e olhos arregalados, sem respirar e a ficarem azulados.
Como a Sara sugeriu, seria boa ideia instalarem máscaras de oxigénio que caíssem do tecto, como nos aviões... just in case! ;)

Leis de Murphy e Baldas ao Trabalho :)

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Acho as “Leis de Murphy” só estariam completas se incluissem a seguinte constatação:

- Todas as facas de cozinha que já não cortem carne, peixe, fruta, vegetais e sei lá que mais que devessem cortar, cortarão, SEM QUALQUER SOMBRA DE DUVIDA, todo e qualquer dedo que se lhes interponha.

E’ certinho, direitinho!
Nas últimas 2 semanas já testei a veracidade desta afirmação por duas vezes, com eficácia comprovada. 100% - Duas distrações, dois golpes valentes.
Lá foi a Inês de pensos rápidos para o laboratório que, ao fim de umas lavagens ou um período com luvas, logo sairam. Como a coisa quando em contacto com qualquer reagente começa logo a arder, acho que devia ir ter com o patrão e dizer-lhe:

- Oh Chefe! Estou com as mãozitas ‘a banda! Não consigo pipetar. Como os golpes precisam de cicatrizar, acho que seria boa ideia passar umas horitas lá fora a apanhar sol. Que tal?

6.14.2005

Essência

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- Ele disse-me que dormiram juntos!
- Sim, é verdade! – não a espantava a “cumplicidade” masculina (ou necessidade que têm de revelar as suas “conquistas”) bem como também não a surpreendia o "questionário". Homens!!
Sorriu.
- Deve ter sido... assim... algo, hein!?
Não respondeu.
- Nunca o ouvi falar assim antes... até referiu o teu cheiro. Algo único?!
Continuava a sorrir.

Sim, lembrava-se de o sentir invadi-la e de o ouvir sussurrar-lhe:

“ - Esse teu cheiro...!! ”
E perder-se nela...

Eugénio de Andrade (1923-2005)

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Devias estar Aqui

Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um

- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum.

de «Poesia e Prosa», O Jornal/Limiar, Lisboa, 1990.

O meu poeta favorito.

Gosto de Amarelo!

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Quase férias

Este Domingo foi excelente.

Foi passado na praia, na boa companhia de amigos. Para lá chegar, uma agradável viagem de comboio que nos ajuda a fugir dos arranha-céus e cimento da cidade para nos mostrar paisagens com verde, com água e casinhas prazenteiras. Depois, uma passeio de ferry-boat até ao nosso destino: uma praia de dunas, com a típica vegetação atravessada por passadeiras de madeira, areia fina e mar com ondas. Até fazia lembrar Tróia. Claro que o mar não é azul nem transparente como aquele a que estou habituada mas, não se pode querer tudo!

O dia foi passado relaxadamente a apanhar sol, a mordiscar umas cenouras, a conversar, a ler um livro ou a ouvir música. De vez em quando lá se tentava ir ‘a água mas, dada a temperatura gélida, só mesmo 3 corajosos mosqueteiros (o Rui, eu e Mariane), ou doidos (como lhes queiram chamar), se atreveram a mergulhar.

‘A noite, o revelador banho que deixa apreciar o resultado de um dia de exposição ao sol. Cara rosada, umas marcas de bikini, muito creme para hidratar a pele e a sensação de lábios salgados. Vesti umas roupas leves, calcei as sandálias e saí para a noite abafada, só arejada por uma leve brisa.

Fui até ao S.O.B. (Sounds of Brazil) com a Sara, onde nos fartámos de dançar Forró. A noite passou-se ao som de uma banda ao vivo, super animada e agitada, a dançar por entre brasileiros e apreciadores do estilo de dança.

“Would you like to dance?” era a frase que ansiávamos ouvir e lá seguíamos nós para a pista de dança.
Já há muito que não dançava tanto!
A determinada altura dançava com um Americano (a quem de certeza trocaram as voltas pois, a avaliar pela côr da pele e jeito para a dança, mais parecia Baihano) com quem não só pude relembrar o que já sabia como também adquirir novos passos. Roda para aqui, recua para ali, gira, vira... estonteantemente divertido. A determinada altura, numa sequência de músicas sem intervalo, a banda começou a acelerar o ritmo e dancávamos agora no que no Brasil eles chamam de “despencar”, pois basicamente as ancas desconjuntam-se para seguir o ritmo frenético e contageante. Quase que parecia Lambada. Por natureza já estava calor e o facto de se dançar contra o corpo do outro tornava a coisa ainda mais quente. Com toda a velocidade da dança, a determinada altura já sentia o suor escorrer-me pelas costas, pelo pescoço, no queixo... mas nada de parar. Não havia qualquer cansaço. O meu par acabou por exclamar “where do you go get so much energy?”

Acho que vinha do facto de aquele Domingo parecer totalmente um dia de férias, despreocupado, sem pensar em trabalho ou preocupações, só a aproveitar o estar calor, o haver música e dança. Terminei a noite completamente ensopada. Quase que se podia espremer a t-shirt mas... nunca me senti tão fresca!

Segunda-feira nem pareceu muito má :)

Cello na Praia

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6.13.2005

Mais vale não dizer nada

Detesto a frase: “Vamos ser Amigos”!

Das duas uma, ou se está a forçar uma situação e a querer algo que não se tem ou, já se teve o que se queria mas, porque não se quer mais, esta é uma maneira airosa de se descartar de uma situação desconfortável.

Em qualquer dos casos, nunca existe amizade... pois esta não se negoceia.

6.12.2005

Está Tanto Calor!!!

Amanhã vou para a praia.
Vou passar o dia assim :)

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6.11.2005

E Ela Beijou-o Assim...

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“Mordeu-lhe o lábio, levemente, provocantemente.
Sentiu-o apertá-la contra si enquanto inspirava fortemente.
Inalava-a... desejava-a.

No ar, aquela música. Uma voz ingénua.

In a manner of speaking (Nouvelle Vague)

“In a Manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing

In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that I feel about you
Is beyond words

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything

In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrified

So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing.

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything”

Ingenuidade? Nenhuma!
A música envolveu-os... envolveram-se também.
In a manner of speaking... palavras para quê?
Os corpos falaram. “

Há Autógrafos e Autógrafos!

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A semana passada assisti ‘a actuação de Luciana Souza, cantora de Jazz Brasileira, acompanhada pelo guitarrista conterrâneo Romero Lubambo. O clube de Jazz, pequeno e aconchegante, providenciou a atmosfera ideal: luzes baixas e ténues que tornavam o grená aveludado das paredes aconchegante e intimista. Deliciei-me com as versões acústicas de Jobim, Djavan, Vinicius, Lins e companhia, salpicadas com toques jazzísticos.
A interacção com o público foi forte, não fossem eles Brasileiros! Envolveram-nos não só com boa música como também com os seus sorrisos, boa disposição e ‘a vontade. Foi bom!
No final consegui facilmente falar com eles, uma vez que permaneceram por ali, ‘a disposição de quem os quisesse interpelar. Fiquei com autógrafos no meu bilhete, desta vez sem ter que estar em filas de espera ou pessoas a acotovelarem-se, como outrora já fizera.

Houve um período da minha vida em que, fruto de conhecer alguém que conhecia alguém que conhecia alguém, usufruí gratuitamente de bilhetes para os mais variados concertos. Estava lá sempre batida! Na maioria das vezes ficava ‘a frente e, normalmente, conseguia entabular uma qualquer comunicação por gestos com um dos elementos da banda para conseguir um autógrafo no fim ou uma palheta. Sucederam-se diversas peripécias, uma das quais terminando comigo em cima do palco a cantar e a dançar com a cantora dos Morcheeba. Contudo, a que recordo mais vivamente aconteceu no concerto dos Cardigans. Com um sorriso aqui e um acenar de mão ali, consegui captar a atenção do guitarrista, ao qual prontamente me pus logo a pedir a palheta. Mesmo estando no meio de uma música, o guitarrista aproximou-se da ponta do palco para me dar a palheta. Esticou o braço e viu que não chegava até ‘a minha mão estendida. Aproximou-se um pouco mais da beira do palco, esticou-se mais um pouco e…. zás, escorregou e caiu do palco. A situação era já de si inédita mas, o mais engraçado foi que ficou a balançar, tipo pêndulo, uma vez que não conseguia tocar com os pés no chão e estava preso ‘a guitarra, que continuava com o cabo ligado. Primeiro fiquei espantada, boquiaberta, num misto de surpresa e preocupação. Coitado, afinal estava naquela situação por minha causa! Depois, não consegui evitar começar a rir. Ele riu-se também, sem qualquer embaraço. Piscou o olho e disse-me qualquer coisa como “everything for a fan with such a nice smile” (gaba-te cesta que vais ‘a vindima, heheh).
Já auxiliado pelo segurança que imediatamente apareceu e o devolveu ao palco, fez ainda questão de lhe dizer “That’s for her”, apontando para a palheta que entretanto ficara no chão. Ainda hoje tenho a dita palheta... sem dúvida aquela com a história mais cómica.
O concerto então decorreu como se estivesse a assistir ‘a actuação de alguém que conhecia pessoalmente, sempre com a cumplicidade da queda hilariante entre nós e alguns rasgos de humor do guitarrista que ainda me fez sinal mais tarde, com uma outra palheta na mão, como quem diz
- “Também queres esta?”

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6.01.2005

American Way :)

Um homem passeava pelo Central Park, em Nova York. De repente vê uma rapariga ser atacada por um pitbull. Corre na sua direcção e começa a lutar com o cão, matando-o e salvando a vida da rapariga.
Um polícia que assistia à cena dirige-se a ele e diz:
- Você é um herói!!! Amanhã poderemos ler em todos os jornais:
"Herói de Nova York salva a vida de rapariga".
O Homem diz:
- Mas eu não sou de Nova York!
- Então, a manchete de amanhã será:
"Corajoso americano salva a vida de uma rapariga"
- Mas eu não sou americano! - diz o homem.
- Oh! Então o que é que você é?
- Eu sou paquistanês!

No dia seguinte, o jornal apresenta na primeira página:
"Extremista islâmico assassina cão americano. Conexões com rede terrorista ainda a ser investigadas"

5.31.2005

Hoje estou assim...

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Meia Zen da tola! :)
Banda Sonora: Talvin Singh – OK and Anokha.

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Escuta

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“Vengo de un prado vacío,
un país con el nombre de un río,
un edén olvidado,
un campo al costado del mar.

Pocos caminos abiertos,
todos los ojos en el aeropuerto.
Unos años dorados.
Un pueblo habituado a añorar.

Como me cuesta quererte.
Me cuesta perderte.
Me cuesta olvidar.

El olor de la tierra mojada,
la brisa del mar,
brisa del mar, llévame hasta mi casa.

Brisa del Mar...

Un sueño y un pasaporte,
como las aves buscamos el norte,
cuando el invierno se acerca y el frío comienza a apretar.

Y este es un invierno largo,
van varios lustros de tragos amargos,
y nos hicimos mayores esperando las flores
del Jacaranda.

Como me cuesta marcharme.
Me cuesta quedarme.
Me cuesta olvidar.

El olor de la tierra mojada,
la brisa del mar,
brisa del mar, llévame hasta mi casa.

Brisa del mar...”

(Jorge Drexler, Sea - "Un pais con el nombre de un rio")

Escuto esta música e nunca consigo deixar de pensar no meu país.
Transmite o que sinto, a ambiguidade: o querer ficar, o querer partir, o não querer esquecer quando se está longe.
Porque parti.
Também no meu país o cheiro a terra molhada é particular.
E a brisa do mar... ah sim, a brisa do mar faz-me falta, faz-me viajar, leva-me a casa.

Para o azul, para água, para o horizonte.

A música, é linda!

Embala, como quando se fica deitado na rebentação de um mar calmo, num fim de dia, numa praia deserta. Só, sentindo a espuma percorrer o corpo, ficando com pequenos grãos de areia e sal na pele.

Balouça, como se adormecesse. Vai... vem... espraia...

A voz... redonda e aveludada, como as ondas!

No dia em que alguém me sussurar “Jacaranda” desta maneira, apaixonar-me-ei irremediavelmente.

5.30.2005

Essência

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Estava de visita.
Já não a via há muito tempo e aguardara ansiosamente por aqueles 2 dias.
Foi um fim de semana excelente! Abraçaram-se e riram como só as verdadeiras Amigas fazem. ‘A noite, dividindo a mesma cama, conversaram de tudo como se a noite não tivesse fim. Partilharam daquela cumplicidade e amizade... que só as verdadeiras Amigas têm.
O fim de semana passou-se e a inevitável despedida chegou, com as lágrimas do costume e a incerteza do próximo encontro.
Passados uns dias, falaram-se. A amiga, com a sensibilidade que lhe é tão típica, dizia-lhe:
- Sabes, ainda estás cá! E’ tão giro! A cama ainda cheira a ti!

Inocência

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Desde cedo se revelara uma criança diferente.

Na família isso foi notado de imediato.
O avô todos os dias se deliciava a observá-la, num misto de curiosidade e espanto, quando, ainda bebé de meses, esta se abastraía de tudo e de todos para se fixar nos poucos segundos que duravam a apresentação de um programa na televisão.
Nada mais existia!
Ficava fascinada pela música e imagens e ainda hoje se recorda do macaco a descascar uma banana, de onde saía uma mulher vestida de vermelho e branco, com calções, cabelos compridos e um chapéu branco, tudo acompanhado de uma música Barsileira. Passada a apresentação, voltava ‘a Terra.

Sempre foi muito observadora. Volta e meia surpreende com memórias que não se julgavam possíveis, de cheiros, imagens, um vestido antigo ou até mesmo a barriga da mãe grávida da sua irmã mais nova.
A personalidade forte e algo difícil também não passava despercebida. Já no infantário acabaria por ser escolhida como “objecto de estudo” para uma tese de psico-sociologia infantil e a professora da escola primária ainda hoje, passados mais de 20 anos, se refere a ela como “A minha aluna!”.
A lógica e raciocínio também lhe eram particulares, acabando por surpreender os pais com as questões mais inesperadas.

Naquele dia, no infantário, a educadora de infância mencionara, pela primeira vez, as noções básicas de sexualidade, adaptadas, obviamente, ‘a tenra idade da audiência. As crianças estavam todas sentadas numa roda, com pernas “’a chinês” e escutavam a Fernanda que, com gestos e expressões suaves, representava com as mãos:

- O Pai põe uma semente na Mãe que depois vai crescer. Cresce dentro da barriga da Mãe e, quando já está grande, dá origem a um bebé, que depois o Sr. Doutor tira cá para fora.

Tinha ficado fascinada a imaginar um bebé pendurado numa árvore, enrolado na barriga da Mãe.
Pensara nisso durante o dia todo.
‘A noite, durante o jantar, interrompeu os pais:

- A Fernanda hoje explicou como é que os bebés aparecem na barriga da Mãe mas, fiquei com uma dúvida!

Os pais entreolharam-se, ‘a espera do que viria dali:

- Ah sim! Que giro! Então o que não percebeste? – respondeu o pai prontamente.
- Quando o Sr.Doutor me tirou de dentro da barriga da mãe, ao espreitar lá para dentro não viu a Mãna?

Se esta questão era já por si bastante original, mais inesperado foi o que se sucedeu. A sua irmã mais nova, que até então se tinha (parecia) mantido alheia ‘a conversa, poisou os talheres no prato e, com o ar mais sapiente deste mundo, responde do alto dos seus 3 anos:

- Não, porque eu estava no Barreiro... e tu nasceste no Porto!

Palavras para quê?
Quem sai aos seus....

Família

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Movida pela Música

Em 2003 decidi pegar na minha mochila e ir para o Brasil, onde acabei por ficar quase 2 meses. Embora tivesse alguns pontos definidos ao longo da viagem, deixei-me literalmente ir pela corrente e ver onde pararia. Invariavelmente, e não fosse o Brasil um país que transpira musicalidade, deixei-me guiar pela música. Recordo com saudade as noites de forró em Natal ou Porto Seguro, os Luaus, as danças na praia, os batuques do Olodum em Salvador da Bahia e o molejo dos corpos morenos. Mulatos, sorrisos amplos e francos.

Frequentemente, vem-me ‘a memória um serão passado no arquipélago de Tenharé, em Morro de S.Paulo. Uma das melhores noites de sempre.
A noite estava quente. O céu, escuro, limpo e repleto de estrelas que iluminavam o mar calmo. Um brisa morna e leve irrompia de vez em quando por entre a humidade pesada e o cheiro verde, tropical. Na praça do lugarejo as pessoas passeavam-se: a luz da lua reflectia nas peles morenas, transpiradas. Roupas leves e coloridas, águas de côco e chinelos nos pés que se enterravam no areal. Formavam-se pequenos grupos onde houvesse umas cadeiras ou uns bancos. Qualquer lugar servia num local assim, tão simples, ainda protegido da febre do turismo.

Como tinha chegado nesse dia, os meus conhecimentos limitavam-se ainda aos donos da Pousada (2 Franceses hilariantes) e a uma moça que conheci no barco que nos levou até ‘a ilha. Por uma razão ou outra, não me poderiam fazer companhia nessa noite, pelo que fui passear sozinha.

Uma coisa que aprendi no Brasil, é que nunca se está só. A simpatia e calor daquela gente, em todos os locais que visitei, fez-me sempre sentir acompanhada e benvinda a qualquer sítio. E aqui não foi excepção.

Num cantinho da praça, junto a um pequeno carrinho de venda de pipocas, o dono, conformado com o calor e o pouco sucesso que as pipocas estavam a ter, não se fez rogado e, basicamente, esqueceu o propóstio por que ali estava. Em vez de promover o negócio, sentou-se prazenteiramente num banco e começou a tocar viola. Cantava e sorria com prazer. Era bonacheirão e bem disposto, com um chapéu de palha que lhe descaía levemente para o lado direito da cabeça. ‘A sua volta, num pequeno banco ao lado, outras pessoas se juntaram e sentaram. Uma criança brincava com um saco de pipocas pendurado enquanto a mãe escutava a música. Dirigi-me para lá e sentei-me na ponta do banco. Tocavam na altura “Desafinado” de Jobim. Para além do dono das pipocas, uma outra moça, sorridente e rechonchuda, entoava a tão conhecida melodia. Não resisti e quis também participar. Arrisquei então fazer a 2ª voz. Comecei baixo, mas logo a inibição passou dado o sorriso e piscar de olho com que o guitarrista me saudou. Dali seguiram-se muitas outras melodias. Cantámos, cantámos, rimos… a noite passou-se, as pipocas ficaram esquecidas e todos saímos dali com um sorriso.
Nada mais poderia ter sido tão ideal. A noite foi perfeita e, no dia seguinte o dono das pipocas saudou-me com aquele sotaque delicioso:
- Oh Portuguesa! - sorria.
Mais ‘a frente, já várias pessoas me conheciam e eu a elas:
- Oh, Portuguesa!
Foi assim que fiquei baptizada e passei, por uns dias, a fazer parte daquele cenário. Tudo, por causa da música!

5.29.2005

Essência

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A viagem tinha sido longa. A manhã parecia distante e pertencer a outro dia. Atravessara o oceano e aproximava-se agora da paragem do autocarro, prestes a entrar na última viagem do dia.
Colocou-se na fila.
‘A sua frente, 2 pessoas. No início da fila, um cego.
Esperava em pé, segurando firmemente a bengala branca e fitando o vazio, quando algo o fez virar a cabeça na direcção dela e interromper o estado de concentração:
- Hmmm... – prescrutava a escuridão, olhando para ela com os olhos que não viam... mas viam. Sorriu – I guess a flower must have arrived! Smells like spring!

Se Até os Animaizinhos Gostam...

Porque não? :P

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5.28.2005

Tempos Modernos

Antes faziam-se "fatinhos" para as bonecas. Hoje, fazem-se vestimentas para o iPod.
A Artista? Cidália Baptista (mãe daquela tipa muito convencida, que se autodenomina de escritora renomeada :P)

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PS - Aceitam-se encomendas.
Calma! Calma! Um de cada vez!

Vou Amar e ser Amada Assim!

Distraidamente.
Genuina e ingenuamente.
Sem complicações.
Com côr, com riso, com música.
Só porque sim... porque é tão natural! :)

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("Gato Preto Gato Branco", Emir Kusturica - Ida e Zare numa das cenas de amor mais inocentemente deliciosas de que me lembro)

Essência

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Saía dos correios e um rapaz segurou a porta para a deixar passar.
Passou.
- Danke! – sorriu-lhe.
Ficou a olhar para ela e, por momentos, hesitou.
Com algum embaraço, disse-lhe então, quando esta já se afastava:
- Entschuldigung, kann ich Ihnen eine Frage stellen?
- Sorry, I don’t speak German!
- Oh! – sorriu também. Corou - Can I ask you a question?
- Sure!
- What is your perfume? It's amazing!

5.27.2005

Matei a Passarada Toda

Ia a caminho de casa quando, já a meio, me lembrei que deixei algo a correr no laboratório. Lá voltei eu para trás, já a pensar que seria um esforço em vão e que, provavelmente, o resultado não seria o desejado.
Enganei-me. Desta vez valeu a pena o esforço.

Tchanam!!! Não é fantástico?

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OK, bem sei que não percebem muito do que estou para aqui a mostrar mas, basicamente, nesta fotografia, para a coisa ser bem sucedida, teria que ver duas bandas em cada coluna: uma entre o 1º e o 2º risco da coluna da esquerda, a contar de baixo e outra no 1º risco acima do traço mais brilhante da coluna da esquerda.
Foram 10 os testes e 10 os resultados positivos.
E’ caso para dizer: cada tiro cada melro… 10 tiros 10 melros!

Não dá para o prémio Nobel mas, pelo menos, já me anima o fim de semana!

K's Choice

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A banda Sonora do dia foram os K’s Choice.

E’ daquelas bandas que, sempre que passo muito tempo sem os ouvir, me pergunto porque não ouço mais, pois uma vez que o faça, passo dias seguidos a ouvi-los…. até me fartar e até ‘a próxima, quando o “random play” lá calha de parar numa das suas músicas.
Para além da excelente música, têm letras deliciosas, como esta.
Imaginem, versao acústica, duas vozes acompanhadas por uma viola (e nada como ouvir mesmo):

“Breakfast

I woke up between dawn and night
Thought I heard the voice of Mommy
Sounds as if my parents have a fight
So I woke up my brother lying next to me

I wonder why she's making all that noise
Better go and check it out
So without trying to breathe only the sound of little feet
We were about to discover what that noise was all about

And as we opened up the door
We saw them lying on the kitchen floor
We were grateful for they both did their best
But we said 'Hey, there must be an easier way to make breakfast'

They both got up real fast
As if they were caught (or something)
And then we understood at last
It was a surprise breakfast they were planning

Mommy stumbled, 'Later, kids, you'll understand'
While Daddy was busy putting on his pants
We said 'We already do, don't worry, we'll do the rest'
So far for our quest, we made coffee, boiled eggs
We made them breakfast”

E a vida era tão boa quando eu era assim... inocente, criança!

Festa

Hoje vou a uma festa no Brooklyn com “dress-code”.

"Não faço a mínima ideia do que vestir. Estava apensar em algo... assim!
Será demais? :) "

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Porque Há Fotos Assim (XXIV)

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Abril Despedaçado (Walter Salles, 2001)

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Lindo!

De uma simplicidade e beleza só traduzidas pela excelente fotografia.
Banda sonora... excelente! Cheio de sensibilidade, tacto, sentimentos...
E o Mar transbordou e as lágrimas salgadas escorreram-me pela cara.
Mar de Alma.

Lindo!

5.26.2005

Nipple Again

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E os Nipple reuniram-se de novo, para mais uma Jam Session (se não faz "puto-ideia" do que estou a falar, faz favor de ver o post de dia 19 de Março), desta feita com um artista convidado: um Baterista!

Muita música, muito improviso e, acima de tudo, muita boa disposição e risos.
Passaram-se 2 horas num ápice.

O artista? (para além dos renomeados Nipple, claro)

Próspero Baptista! (pai da também renomeada escritora, internacionalmente reconhecida e aclamada - até já na India - Inês Baptista... moi même. Tchanam!)

PS - OK, bem sei que a escrita não é das melhores mas, como este é o meu cantinho para a parvoíce, tudo é permitido :)

5.25.2005

Noche Flamenca em NY

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Um palco
Escuro, Silêncio

Um palco
Um foco que, tenuamente, ilumina um vulto

Um perfil
Perfil de um homem...
Perfil de uma guitarra...
Um corpo... um só

Aquele som... aquele guitarra
Música

As cordas, os dedos, as sombras
Chora...

Cigano

Um sobrolho franzido...
Sentido
Agressivo
Dorido
Doce
Tenso... Intenso

Um corpo que se funde com outro
Homem, Guitarra

Aquele som... aquela guitarra
Um vulto, um palco escuro, um perfil

No escuro... mãos iluminadas
Ritmos
A tempo... contra-tempo
Sincopado, cadenciado, alternado
Coordenado, uno

Tenso... Intenso

Mãos, Palmas...
Vozes
Mais vultos

Aquele som... Aquela guitarra

Vultos, perfis
Luz ténue
Tacões, batidas

Cigano

Mãos, Palmas
Vozes

Corpos, dança, música
Expressão
Suor

Rostos endurecidos...
Sentido
Agressivo
Dorido
Doce
Tensos... Intensos

Um Homem
Uma Mulher

Tensos... Intensos

Corpos que se querem
Que se desejam
Que não podem

Perto, quase...
Longe de novo

Uma mão que resvala numa cintura insinuante
Lábios que quase se tocam... quase

Olhares... sobrolhos franzidos

Provocação
Mágoa

Querer... não poder

Mãos, palmas
Vozes
Tacões, Batidas

Batidas de pés... do coração
Tenso... Intenso

Aquele som... Aquela Guitarra

Num palco escuro

Flamenco!

5.23.2005

Como adoro música...

Tudo o que se lhe relaciona interessa-me.
Isto poderá ser, de facto, interessante.

Gostava que o meu DNA soasse como o Adagio da 5ª sinfonia de Mahler...

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Uns Morrem... Outros, Ficam Assim!

Eu acho que há pessoal que ainda não percebeu que o Asterix e o Obelix são só uma banda desenhada :)

" Lion Mutilates 42 Midgets in Cambodian Ring-Fight

Spectators cheered as entire Cambodian Midget Fighting League (CMFL) squared off against African Lion. Tickets had been sold-out three weeks before the much anticipated fight, which took place in the city of Kâmpóng Chhnãng.
The fight was slated when an angry fan contested Yang Sihamoni, President of the CMFL, claiming that one lion could defeat his entire league of 42 fighters.
Sihamoni takes great pride in the league he helped create, as was conveyed in his recent advertising campaign for the CMFL that stated his midgets will "... take on anything; man, beast, or machine."
This campaign is believed to be what sparked the undisclosed fan to challenge the entire league to fight a lion; a challenge that Sihamoni readily accepted.

An African Lion (Panthera Leo) was shipped to centrally located Kâmpóng Chhnãng especially for the event, which took place last Saturday, April 30, 2005 in the city’s coliseum. The Cambodian Government allowed the fight to take place, under the condition that they receive a 50% commission on each ticket sold, and that no cameras would be allowed in the arena.

The fight was called in only 12 minutes, after which 28 fighters were declared dead, while the other 14 suffered severe injuries including broken bones and lost limbs, rendering them unable to fight back. Sihamoni was quoted before the fight stating that he felt since his fighters out-numbered the lion 42 to 1, that they “… could out-wit and out-muscle [it].”

Unfortunately, he was wrong."

(in BBC News, 2 Maio 2005)