7.15.2005

Saia

Hoje vesti uma saia que já tenho há 12 anos.
Por gostar tanto dela não a consigo deitar fora. Curiosamente, o facto de ser velhota não a torna menos bonita. Sempre que a visto as pessoas reparam. Hoje não foi excepção e 5 pessoas vieram dizer-me o quanto gostavam da dita saia. Acho que a vou passar a usar quanto tiver que dar uma “talk”. Assim, a plateia sempre se distrai a olhar para a saia e não para mim :P

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7.14.2005

Gosto de Amarelo!

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Transgénico de Campos Baptista

Eis o nome do último coração que me pôs com lágrimas nos olhos.

Tudo aconteceu quando, pelas lentes do microscópio, vi este peixito, com o seu pequeno coração a bater... um coracão vermelho.
Liiiiindo!!!
Não continha em mim tanta alegria e dei por mim emocionadamente a sorrir e exclamar: Funcionou! Funcionou!

E' por momentos como este, em que fazemos figuras totalmente parvas a olhar para um caixa de petri e nos emocionamos de felicidade, que vale a pena fazer ciência!

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(Legenda: Zebrafish de 24h. A cabeça está virada para o lado esquerdo e a mancha escura que se vê é o olho. A mancha vermelha é o coração)

Futura "Home Sweet Home"

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Tchanam!!!! Já tenho casa em Boston!
Custou mas foi!
Graças ao trabalho de equipa que estabeleci com a minha amiga Rita (pois andar a passear entre NY e Boston não era a situação mais ideal), conseguimos encontrar um "cantinho" para mim na "Bean City".

Todos os dias eu vasculhava na Craigslist, contactava o pessoal, eles telefonavam 'a Rita (em Boston) e a desgraçada lá ia ver os sítios por mim para depois me dar a sua opinião mais honesta acerca dos locais.
Amigos assim já não se encontram muitos e estou-lhe eternamente grata, pois hoje tirou-me uma preocupação das costas. Telefonou-me com "Boas Notícias", para variar. Até agora só tinha visto sítios não muito agradáveis, alguns tão maus que ela não sabia se havia de rir ou chorar. Mas o cenário mudou.

Ora, em Setembro, quando me mudar para os estado da "Maria Cachucha" (vulgo Massachusetts) irei para um rés-do-chão, nomeadamente para um apartamento com um sala, dois quartos, uma cozinha, uma casa-de-banho, muitas janelas, chão de madeira e, o melhor de tudo, com um jardim. O senhorio disse que se quisesse desbravar o agora abandonado jardim nas traseiras poderia ficar com ele e fazer o que quisesse. Não podia ser melhor!
Imaginei-me logo a apanhar banhos de sol numa chaise-long, bikini reduzido, óculos de sol, chapéu de palha, ao som de um reggae 'a maneira, a beber água de côco e com um paxá a abanar um leque... esperem, acho que já estou a delirar um pouco, hehehe.

Já meti o Steve, meu companheiro de bancada super habilidoso para tudo o que sejam trabalhos manuais, ao barulho.
" - Esteves - como carinhosamente gosto de lhe chamar - em Boston vais ter que encontrar um tempinho entre o lab, a tua esposa e o teu filhote para me vires ajudar a compôr o meu jardim".
Como sempre, sorriu de forma bem disposta e disse, no seu Português macarrónico e que tanto me diverte.
" - Si! (ainda não o consegui ensinar a dizer o "M" no fim da palavra)".
" - Em compensação, recebes 3 garrafitas de vinho do Porto!", disse-lhe piscando o olho.
" - More? You'll make of me a drunk man! I still have the one you gave me for fixing the blinds... but that's fine, I don't mind, hehehe"
Como vêm, ele já está habituado ;)

Fiquei muito entusiasmada com a notícia, bem como os amigos com quem fui partilhar as boas novas. Ainda ninguém viu a casa mas já todos ficaram contentes por mim e já todos iam de bom grado ajudar a recuperar o jardim, para depois fazermos barbecues e festas (lembrou-me da anedota em que o pai Lelo diz 'a família que se habilitou a um carro e a Lelada toda começa imediatamente a fazer planos de onde cada um se vai sentar até que o pai Lelo os trás de volta 'a realidade dizendo:
"Vá, tudo fora do automobili!".
O Vitor sugeriu até que se plantassem uns tomates e umas batatas no dito jardim. Uma alegria!

A Rita diz-me que a casa tem tanto espaço que o meu problema será ter mobília para encher as divisões. Uma coisa a pensar sem dúvida (especialmente porque naquelas bandas não há IKEA. Mas que raio de sítio para onde vou! Se até qualquer buraquinho como New Haven ou Alfragide têm, porque não há-de Boston ter um? Pffff...) mas, até lá, muito espaço para receber quem lá me quiser ir visitar e fazer muitas, muitas festas... pois Boston não é tão animado como NY (bbuuááá!!!) e vale a pena mesmo pelas festas particulares.
Assim, espero entrar no roteiro das "Festas Bostonianas". Até estou numa zona porreira, pois fica perto das comunidades Portuguesa e Brasileira e será fácil encontrar mercados a vender iguarias destes dois tipos de culinária... e bebidas, claro ;)

Ah, e estou-me a esquecer de outro pormenor MUITO importante.
Vou, finalmente, viver SOZINHA!!!!
Nunca me importei de partilhar. Até gostava!
Já tinha partilhado casa 3 vezes: no Algarve com o Nuno, em Heidelberg com o Christian e mais tarde numa casa com mais 3 mafarricos (Fred, Cristina e Kristin) e tudo sempre correu 'as mil maravilhas. Era divertido... até 'a 4ª vez (afinal, 'a 3ª não foi de vez), agora em NY, com uma caramela que, contrariamente ao outro pessoal com quem vivi, só fez da minha vida um inferno e desejar intensamente que nunca mais tivesse que partilhar. Assim, nunca mais vou ter que fazer cara de pouco amigos ao entrar em casa. Eu já nem sabia com que cara a via:

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Mas agora já é passado. Já desapareceu da minha frente e posso sorrir, sorrir, sorrir, para receber aqueles de quem gosto :)

7.13.2005

Hoje sinto-me assim...

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Em perfeito equilibrio e harmonia.

De manhã...

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"A primeira luz da manhã invadia já o quarto, agora silencioso.
Acordou. Olhou para o lado.
Ele ainda dormia, de costas voltadas para ela.
Ficou a contemplá-lo por uns instantes. Gostava de o ver naquela luz. A pele morena e lisa. O corpo de Homem.
Aproximou-se, para juntar o seu corpo ao dele. Abraçou-o, sentiu as costas dele nos seus seios, mergulhou no seu pescoço e inspirou o seu cheiro. Sentiu o macio do seu cabelo no rosto e lembrou-se da canção de Caetano:

"De baixo dos Caracóis, dos seus cabelos
Uma História para Contar
De um mundo tão distante..."

Quis adormecer de novo e que aquela manhã não terminasse"

Domingo... mais Forró

Finalmente passou-se um dia em que me calhou alimentar os milhares de peixes do laboratório sem que fosse uma seca.
Para além da participação preciosa do meu iPod, que debitou Caetano Veloso e Gilberto Gil durante todo o tempo que estive de esguicho na mão a passar de tanque em tanque (‘as vezes isto pode ser motivo de desconcentração, pois distraio-me e começo a dançar e a cantar em vez de alimentar os peixitos), as duas sessões de “alimentação” foram intercaladas com um agradável brunch na East Village. Eu, a Sara, a Kerstin e a Catarina juntámos-nos ‘a Sara R. para celebrar o aniversário dela e enchemos a barriga de comida deliciosa e conversa. Num pequeno pátio nas traseiras do bar, ali ficámos prazenteiramente ‘a sombra a usufruir da espectacular invenção que é o Brunch.
Saímos de lá tão cheias que a ideia de ir comer feijoada Brasileira ‘a noite não nos parecia assim tão apelativa. Mas isso foi só naquele momento pois, passadas 3 ou 4 horas, já estávamos ansiosas por ir até ao S.O.B. (Sounds of Brazil) e deliciarmos-nos com esta maravilhosa iguaria gastronómica. Claro está que o facto de ir ser mais uma noite de Forró também entusiasmava toda a gente.
O espaço é excelente:

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E a Feijoada estava deliciosa!

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Há que ganhar energias para passar a noite a dançar.
A Sara R. começou logo por aquecer com uma bela Cachaça :)

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A banda é extraordinária. Para além de músicos muito bons, a cantora, Magali, transmite uma energia e vivacidade contagiantes. E’ impossível ficar indiferente a
tanto entusiasmo.

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Ah, claro está que também há uns quantos músicos giros. A Sara gostou tanto do Flautista que hoje já me veio perguntar pelas fotografias. Assim, as próximas fotos são dedicadas ‘a Sarita. Especialmente para ti, o "Homem do Pífaro":

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Feliz? heheh

A pista estava cheia e ninguém parou de dançar.

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Dancei muito!
A determinada altura com um Carioca, para mim, exímio dançarino. Já tinha reparado nele. Penso que ele em mim também mas ainda não nos tinhamos decidido a finalmente dançar... até aí, altura em que, por entre a multidão, os nossos olhares se cruzaram e, por gestos, perguntei se o queria fazer.
A partir daí, não quis mais ninguém (pronto, pronto, também era muito giro, outra das razões… :P).

Mais tarde, quando a banda de Forró terminou, seguiu-se um agrupamento de Maracatú. Muitos tambores, batidas, ritmos… levaram toda a gente ao rubro. Ninguém estava parado e aquele som ressoava cá dentro, gerando mais movimento.

Foi uma noite extraordinária… totalmente Brasileira!
Totalmente demais, como só eles sabem dizer.

7.12.2005

Deslumbrado por um Bilhete

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No S.O.B., para além de Forró e Feijoada, houve também um concurso para sortear uma viagem ao Rio de Janeiro para 2 pessoas. Eu bem que tentei ser a escolhida e preenchi vários panfletos (nunca me sai nada mas... há que tentar! Se já assim é difícil, sem fazer nada por isso ainda pior!).
Aquando da escolha do panfleto vencedor, reparo que o papel que a organizadora segurava na mão estava completamente liso e não dobrado em dois, como os meus. Numa de brincadeira virei-me para a Sarita e exclamei:

" - Não é esse!! Tem que estar dobrado ao meio!"

O moço 'a minha frente ouviu, virou-se para mim e, com sotaque Brasileiro, diz-me:
" - Se sair o meu nome, eu levo você comigo!"
Neste exacto momento o nome do vencedor é anunciado e... não é que era mesmo o dele! Desvairado, correu para o palco. Claro está que nunca mais ouvi nada acerca da tal proposta. Mais tarde a Sarita vem ter comigo:
" - Nem sabes o que aconteceu. O tipo que ganhou a viagem interpelou-me e perguntou se eu queria ir com ele. Respondi-lhe que não podia porque ele já tinha convidado uma amiga minha. Ficou com cara de parvo... ooops!"

Está visto que o bilhete o deixou cegueta e com amnésia :P

P.S.1

No Sábado passado regressei ao P.S.1, uma das divisões do MoMa (Museum of Modern Art), em Queens. Digo "regressei" porque, todos os anos, por esta altura, iniciam as sessões de Warm Up, 'as quais já tinha ido o ano passado. Todos os fins de semana há festa!

Basicamente, o edifício de 3 andares em forma de U e feito de tijolos alberga diferentes exposições no seu interior enquanto que, no exterior, delimita uma área aberta onde centenas de pessoas se reúnem para dançar ao som da música de 3 DJs, que se revezam para "spinar" ao vivo. A sessão decorre das 3 da tarde até 'as 9 e não é por ainda haver luz do dia que o pessoal se inibe. Toda a gente dança e curte o espaço intensa e genuinamente.

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Na área de "convívio", um pouco afastada da pista de dança, há sempre uma instalação nova por ano. Desta vez pareceu-me ser algo relativo a um qualquer esqueleto. Infelizmente não tem emissões de vapor de água, como a do ano passado, o que tornava a coisa mais refrescante, mas sombra não falta.

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Também lá, um artista promovia a sua arte activamente. Fui encontrar este marmanjo metido dentro de uma peça de metal, em verdadeira torra do sol. Disse-me que ficaria ali a tarde toda. Não fosse o facto de ter chovido por uns minutos (o que foi uma razão válida para sair dali) dúvido que tivesse aguentado... estava mesmo MUITO calor. Aliás, acho que quando falei com ele já devia estar sob os efeitos de uma bela mioleira esturricada. Estava convencidíssimo que eu era uma artista e ficou admiradíssimo quando disse ser cientista (aliás, dependendo do local onde estamos, o pessoal julga sempre que somos do meio... o mesmo se passou com um fotógrafo que conhecemos neste dia).

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Subindo a escadaria para a exibição, um boneco estatelado. Penso que será uma representação dos muitos que se "partem" a dançar ali (Nota: os dedinhos tortos não se devem a nada partido. E' mesmo defeito de fabrico :))

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Dentro do museu, consegui tirar estas fotos, até me terem advertido que não o poderia fazer sem um "Press Pass". Ainda os tentei convencer que, como Bióloga, poderiam haver coisas de interesse para mim mas... a coisa não pegou. Afinal, 'as vezes não são assim tão totós!

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Lá fora a coisa ainda estava a aquecer. No chão estavam espalhadas bolas insufláveis que, mais tarde, serviriam para diversão do pessoal ao serem atiradas de um lado para o outro sobre a multidão dançante. Eram tão jeitosinhas que eu e a Sara pensamos logo em ficar com uma... dá semrpe jeito para levar para a praia :)

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Já com mais gente, eu e a Sara R. apreciávamos a multidão que se ia juntando das escadas onde muita gente também se senta e relaxa, ouvindo a música, bebendo umas cervejas... ou fazendo figuras como este marmelo:

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(Sara: Não te cures não!)

O registo fotográfico fica-se por aqui. Após ter começado a dançar, esqueci-me completamente de tirar mais fotos mas, como de certeza que lá voltarei mais vezes, depois tiro fotos do pessoal a dançar e dos vários break-dancers que se juntam para, numa pequena clareira que conseguem formar por entre a multidão, se desengonçarem todos e mostrarem as suas habilidades.
Pode ser que tenha sorte e que lá volte a estar uma menina dos seus 10 anos, gordinha e vestida de côr-de-rosa que, desafiando aqueles matulões todos, se atirou para a roda e surpreendeu tudo e todos com os seus movimentos sexys e eróticos, tirados dos telediscos da MTV.

Embalada por Gaia

A noite estava quente, abafada e húmida.
No ar, aquele cheiro. Cheiro a trovoada, a terra... a verde.
Tive o privilégio de adormecer com este cenário, a escutar os sons abafados, surdos e cavos dos trovões e o resfolegar das folhas das árvores, agitadas pela brisa e pela chuva que caía.

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7.07.2005

Verdadeira Razão

Tretas!
Pensaram nisto porque de certeza que desequilibrei a economia com a enormidade de bananas que andava a comer. Mas, agora que já estou curada, já não precisam :)

7.06.2005

Estou curada!!

Yupiii!
Já consigo passar por esta banca sem comprar nenhumas bananas :)

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Adeus, antro de perdição!! (isto dito com uma ar muito dramático, costas da maozinha na testa e a olhar para cima, como as donzelas que usavam espartilhos e, por não conseguirem respirar, desmaiarem de 5 em 5 minutos. Já se devem ter apercebido que hoje estou num daqueles dias de parvoíce aguda :P)