9.27.2005

Somethings Only Happen in NY

Como todo o entusiasmo que foi estar em NY novamente (mesmo que só por uns dias), o verdadeiro motivo por que lá fui ficou algo dissimulado:

- "O" concerto a Solo do Keith Jarrett foi a razão porque, desde Junho, já sabia que no dia 26 de Setembro estaria em NY, pois comprei logo o bilhete após o anúncio surpresa no concerto do trio do K.Jarrett, no festival de Jazz de Nova Iorque.

Embora já tenha exposto subejamente a minha admiração por este músico neste e neste post, não posso deixar de dizer, mais uma vez, que é INDESCRITIVEL ouvi-lo e vê-lo. Foi o melhor concerto do género que alguma vez presenciei e, arrisco a dizer, que alguma vez verei.
O Carnegie Hall rebentava pelas costuras e, nos minutos antes do início do concerto, os bilhetes da "candonga" iam já para cima dos $100, mesmo que com vista parcial do palco. Nunca antes o barulho feito por aplausos, assobios, pés a bater no chão e berros tinha sido tão ensurecedor e forte, mesmo comparando, proporcionalmente, com concertos em estádios.
O público estava ao rubro. Sentia-se a emoção no ar.
Keith fez-me rir, suspirar e chorar novamente. E' lindo ver-se e ouvir-se tanta expressão e beleza sairem do simples diálogo entre um homem e um piano, num palco vazio.

São oportunidades que, sem qualquer sombra de dúvida, têm muito mais chance de ocorreram em NY, centro do mundo. Nesta cidade tudo é possível. As coisas mais inesperadas acontecem mas, por serem em NY, acabam por adquirir um cariz que faz parte da "rotina da cidade". Em NY acabam por ser normais e naturais.
Se não, veja-se. Enquanto esperávamos na porta do Carnegie para entrar, o Miguel reparou na presença de alguém que logo fez notar 'a Rita e a mim. Imediatamente surpreendidas, não perdi tempo a dirigir-me a ele e perguntar se podíamos tirar uma foto:
- Claro - respondeu com um sorriso, enquanto ajeitava a mochila - são Portugueses?
Recebeu-nos com muita simpatia e normalidade. Em menos de nada, passámos cerca de meia hora na conversa, soubémos que tinha ouvido acerca do concerto no próprio dia enquanto passeava pela área e que, por sorte, conseguiu um bilhete por $100. Ainda nos rimos 'a conta disso pois, na sua busca por bilhetes, ficou a saber que se vendiam bilhetes só para escutar:
- Deve ser coisa de Americano - dizia ele com um sorriso divertido (e que sorriso :P), enquanto fechava os olhos e os imitava.
Está em NY só por uns meses, para aprender Inglês (querido, eu ensino-te Inglês e até pode ser em Braille. Já agora, podes-me apresentar ao teu amigo Santoro? :P) e pronto, quis o destino que alguns dos seus minutos fossem passados connosco.
Meninas, roam-se de "imbeija" :D

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Mudança

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Alguém me dizia este fim de semana que NY não é a mesma sem mim.
Eu também não sou a mesma sem ela.

Gosto de Amarelo

Amarelo em NY:

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Amarelo em Cambridge:

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9.22.2005

Vocês Merecem!

São de facto o público excepcional... literalmente!
Impávidos e serenos... não dão qualquer trabalho.

Reparo que tenho perto das 4500 visitas desde que iniciei o blog nestes moldes, e que, por dia, me visitam uma média de 20 pessoas.
Bem sei que não é uma enormidade e que a escrita não é das melhores mas, mesmo assim, espanta-me que todos passem despercebidos. E' que não chateiam mesmo nada!
Não fazem ondas, não berram, não choram...nada!!

E' vê-los passar (os números) sem deixar qualquer rasto.

E' sem dúvida mais que merecido o "Oscar da Passividade".

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Tirando o Tripeiro de Roterdão que, embora nem sequer me conheça, volta-e-meia-de-vez-enquando-vai-não-vai lá põe um comentário (man, és um bacano) e outros transeuntes que se contam pelos dedos mas que nem sequer chegam ao volta-e-meia-de-vez-enquando-vai-não-vai, não há uma única alminha que se digne a fazer mais um clique e a dar um ar da sua graça aos dedinhos para escrever uma linha nos comentários (já nem digo umas linhas). E' daquelas coisas que nem lembram ao Menino Jesus, pois nem dele alguma vez recebi um comentário.

Bem sei que a "Maria Cachucha" é um estado frio e que o Inverno é de morrer e que, portanto, a malta precisa de aquecer. Mas, escrever SO' para aquecer não tem lá grande piada.

Vá lá, em vez de ficarem agarrados ao Oscar, deixem lá o rapaz em paz e aqueçam antes o teclado ;)

Porque Há Fotos Assim (XXVII)

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9.21.2005

Carapau de Corrida

Como disse, ando a tratar de aprender clarinete.

Assim, estou na fase em que já arranjei professora mas ando ainda a ver se arranjo um instrumento decente. Desta feita, contactei alguém que soube ter um clarinete para venda e propus que mo desse por 10 dias para que o experimentasse e, então sim, caso me agradasse, ficaria com ele. De acordo.

Como não percebo puto de clarinetes, excepto de que gosto muito do som, pedi então 'a futura professora que o analisasse por mim. Predispôs-se de imediato e então perguntei-lhe como poderia chegar até a casa dela, indo de bicicleta, para lhe levar o dito:
- Bem, a partir de Harvard Square deve levar aproximadamente uns 30 a 40 minutos. Moro em Mount Vernon street. E' do lado esquerdo da Mass. Avenue, numa subida.

O tempo está bom, até está calor, pensei, uma pedaladazinha depois do lab até vai saber bem. Meti-me 'a estrada e, qual não é o meu espanto quando, em menos de 10 minutos , lá encontro eu a Mount Vernon street do lado esquerdo da Mass. Avenue, numa subida. Até olhei de novo para as indicações que tinha para ver se estava no local correcto.
"Sim, é aqui! Mount Vernon street, 'a esquerda, numa subida... só pode ser!
Pfff, 30 a 40 minutos!!! Deve é ter o rabo muito pesado... ou então sou boa ciclista", dizia eu para os meus botões enquanto me dirigia ao número da porta indicado.
Chegada lá, deparei-me com a casa errada.

O que acontece é que estes totós, em cada "bairro", repetem os nomes das ruas. Assim, há Pearl Streets aos pontapés, e Prospect Streets aos pontapés e, claro está, Mount Vernon streets aos pontapés também (Acho que os Xutos se iam dar bem por aqui). Como ainda não me tinha apercebido desta coisa bem esperta, estava convencida que tinha chegado ao meu destino bem mais cedo do que julgava.

Afinal ela não tinha o rabo pesado, nem eu sou assim tão boa ciclista.
Toma lá para não te armares em chica-esperta!!
Tive que pedalar os 30 minutos que me lixei :P

História puxa História

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Se ainda hoje o meu Alemão é quase inexistente, na primeira vez que fui parar 'a Alemanha roçava a ignorância total.

Lembro-me que a prioridade nos primeiros dias foi a de arranjar uma bicicleta, uma vez que sem bicicleta não se pode estar verdadeiramente inserido em Heidelberg, cidade onde eu estava. Uma vez na posse de uma, comecei por fazer o reconhecimento da área mais perto de onde morava bem como dos locais que viria a frequentar com maior assiduidade.

Estranhamente, reparei que havia uma rua (eu sabia que straße queria dizer rua) que era grande. Mas, MESMO, MESMO grande. Estava em todo o lado.
Para cada lado que me virasse, lá estava ela, a Einbahnstrasse.
Fantástico, pensei. Quem diria que numa territa tão pequena haveria uma rua tão grande. Estava "mmmmmmmaravilhada".

Chegada a casa, não continha o meu espanto e vai de me virar para o Christian, alemão com quem dividia a casa e com quem de imediato partilhei a minha grande descoberta:

- This is really amazing! - dizia-lhe eu com um sorriso de orelha a orelha e os olhos muito abertos - I just came across with this street that should be called "the never-ending-straße". It's huge!!
- Ah! - tartamudeou o Christian meio confuso com o que eu lhe dizia.
- Yes, the Einbahnstraße!!!!

De repente só vejo o Christian rebentar num riso contagiante. Rebolava pelo chão, quase. As lágrimas já lhe estavam nos olhos, enquanto explodia em sonoras gargalhadas. Eu... olhava sem saber o que se passava, sem saber se havia de rir também ou julgar que ela era maluquinho.

- But... what are you laughing at?

Quando finalmente conseguiu parar de rir e retomar o fôlego, lá me conseguiu dizer que Einbahnstraße significava, simplesmente, rua de sentido único (pronto, pronto, também se podem rir e gozar um pouquinho... mas só um pouquinho, ah!).

Não seria muito mais fácil que os "zi germans", em vez de escreverem nos sinais naquela língua de quem se engasgou numa espinha, fizessem desenhinhos?
Assim, percebia-se logo! :)

PS - E nem vou referir que, na autoestrada, julguei que Ausfahrt e Einfahrt (saída e entrada, respectivamente) eram uma cidade muito importante (e que ignorante que eu era que nunca tinha ouvido falar de tais cidades). Havia setas a apontar por elas ao longo de km e km!!! :P

Ooopps...

Só agora reparei que a foto do corpo masculino se repetia 3 vezes. Problemas técnicos que ainda levam o pessoal a julgar que sou tarada :P
Já está reposta a normalidade.

Adoro o Corpo Masculino

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9.20.2005

O que eu acho piada...

...é quando Eles juram a pé juntos que são imunes ao Ciúme :P

"Conta-se que a não existência de um prémio Nobel de Matemática se deve ao facto da esposa de Alfred Nobel ter, alegadamente, tido uma aventura amorosa com um matemático. Alfred Nobel não quis que este último viesse a ganhar o prémio por si criado."

(in, Wikipedia - Prémio Nobel)

9.19.2005

Não mais criança...

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Percebi que cresci quando a preocupação de partir uma perna foi substituída pelo receio de partir o coração.

"Gaijas"!

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O meu cabelo está tão giro que até estou assim... meio, vaidosa! :P

Coisas Boas de Se Ouvir

Especialmente quando se refere a algo que será para a vida!

Este fim-de-semana alguém me dizia, após ter visto a minha tatuagem, que esta era a primeira que via de que de facto gostava e achava bonita:

- As outras são só mais uma tatuagem. Na maioria das vezes nem se olha duas vezes mas, a tua... está mesmo... assim, elegante!

Corte de Cabelo

"Meninos e meninas, não tentem isto em casa!"

Ora aqui está uma frase que nada se aplica ao caso, pois foi exactamente em casa que eu e a Rita decidimos cortar o meu cabelo. Foi um boa simbiose: a Rita teria uma cobaia para aperfeiçoar as suas aptidões de cabeleireira e eu uma bela oportunidade de poupar $80 (sim, não se riam... era isso mesmo que eu pagava ao doido do Vietnamita que me cortava o cabelo em NY para ter a certeza que ficava como eu gosto). Se a coisa desse para o torto, como para a semana vou até 'a Big Apple, resolver-se-ia a coisa lá. mas não foi necessário.
Ficou o máximo e, ainda por cima, é "di grátis" e divertido, com direito a música e chá! :)

Primeiro, preparou-se o estaminé:

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Depois, começou o Forrobodó:

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Et voilá!!
Viva a artista!

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Foi Daqueles Serões...

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Algures entre as 4h e as 5h da manhã...
'A luz ténue e aconchegante das velas, envoltos num Jazz aveludado...
Refastelados confortavelmente no chão...
Almofadas fofas, pés descalços, um cotovelo apoiado no chão...
E saboreou-se a conversa, a excelente companhia e o bom vinho.

Desafio

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Este fim de semana fiz pela primeira vez a laundry desde que cá estou.

Neste belo país, diz a regra que em cada casa exista uma máquina de lavar loiça mas, de lavar roupa... está quieto (na versão Estado Unidense do Asterix, o Obelix diria "estes Americanos são doidos!" :P).
Para se lavar a roupa tem sempre que se ir até 'a lavandaria que, se se tiver sorte, estará no rés-do-chão do edifício. Sorte, tive-a em NY, em que este era o caso. Mas, aqui não, tenho mesmo que ir até uma lavandaria pública.

Se em NY já era um desafio transportar a roupa do 4º andar para o rés-do-chão, aqui a coisa vai ser concerteza bastante mais audaciosa, uma vez que tenho que o fazer por 6 blocos. Na Big Apple não foram raras as vezes em que acabei com um ou mais pares de meias "desamanados". Há sem qualquer sombra de vida um excepção 'as Leis de Conservação da Massa pois, neste caso, nunca se aplicam. Perde-se sempre algo!

Excepcionalmente, desta vez não perdi nada, mas... vamos lá a ver se a coisa corre bem e não acabo sem roupa!

9.17.2005

Bush no Seu melhor

A meter água, como sempre!

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9.16.2005

Sabedoria Popular

Há alturas em que não podia estar mais de acordo com o que "os antigos" dizem.
"De pequenino se torce o pepino" é um desses exemplos.
Digam lá que não concordam comigo 100%? ;)

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First Kiss

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Aquele momento...
Em que os lábios estão prestes a encontrar-se, a sentir-se, a saborear-se...

Aquele momento...
Em que nada mais existe para além da respiração do outro, próxima...

Aquele momento...
Em que os olhos se fecham e os sentidos se entregam ao novo mundo prestes a revelar-se...

Don't you just love it?

Está a Chegar

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Hoje o dia acordou cinzento e chuvoso.
No chão já se avistam algumas folhas de plátano, amareladas e abandonadas ao vento.
Acho que o Outono está por aí!

9.15.2005

Schier Lab (PostDocs e Estudantes)

O meu chefe é conhecido no meio científico não só por ser alguém brilhante mas também por usar umas camisas algo folclóricas, berrantes e, até consideradas por alguns, meio pirositas. Eu cá acho-lhes piada e o pessoal do lab parece achar o mesmo, pois vimos neste gosto particular uma forma de lhe oferecer um presente de aniversário original.

Assim, na última festa que o Alex (meu chefe) deu em casa, alguns de nós arranjaram maneira de retirar uma das suas camisas do armário, sem que ele desse conta. Levámo-la para o lab e lá cada um tirou uma foto com ela vestida, para depois fazermos um poster.

O Alex, adorou. Fartou-se de rir e de imediato recebemos um email de agradecimento. O que não contávamos é que ele gostasse tanto ao ponto de agora esta foto andar por aí a ser exibida em tudo quanto é canto de Harvard.

Começou logo na série de seminários de recepção ao primeiro ano, onde vimos a nossa foto escarrapachada no ecran quando o Alex deu a sua talk. Agora, porque vamos organizar uma festa para que os outros labs nos conheçam, o cartaz promocional é, adivinhem o quê? Exacto, a nossa foto escarrapachada nas paredes do departamento. Até na porta do nosso lab há uma cópia colada do belo exemplar.

O mais engraçado é que ninguém está esclarecido quanto ao porquê de estarmos todos a usar aquela camisa "linda de morrer". Assim, ainda vamos é ficar conhecidos por "aquele lab, de gosto por camisas duvidoso"!

Queriámos "gozar" com o Alex e, afinal...
E' o que se chama, "sair o tiro pela colatra" :)

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E é tão bom morar sozinha!

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Quase 1 da manhã...
Vagueio nua pela casa cheia da minha música.

9.13.2005

Time is Money

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"Einstein descobre que o tempo é, de facto, dinheiro"

Sinto muito a necessidade de me expressar musicalmente. E' a minha terapia e a forma de me relaxar e descontrair.

Uma vez que em NY, de vez em quando, lá me reunia com mais 2 estarolas e, por 2 horas nos enfiávamos num estúdio onde dávamos largas aos nossos desvarios musicais, esta necessidade era até de alguma forma preenchida e a coisa ia passando.
Mas, aqui, já me começa a "sufocar" um pouco o não fazer nada neste campo.

Decidi então procurar os locais onde poderei ter aulas de clarinete (andava indecisa entre o clarinete e o violoncelo mas, dado que desde que ouvi o Adagio do concerto para Clarinete de Mozart, aos 10 anos, no filme "Africa Minha", jurei a mim mesma que um dia o haveria de tocar, a escolha ficou automaticamente mais fácil. Mesmo em miúda era já alguém muito decidida! :P)

Descobri então que aqui a coisa funciona 'a hora, mesmo que em escolas de música. Assim sendo, 1 horita de aulas fica em nada mais nada menos do que 40$. Ora 1 hora por semana, 4 vezes por mês... outch, é carote!

E' no entanto tudo uma questão de perspectiva e de relatividade (grande Einstein). Se pensar que, ao fim de um ano, terei gasto aproximadamente $1920 até fico com os olhos trocados mas, se em vez disso pensar que, como aqui não vou a restaurantes todas as semanas como em NY e, portanto, não gasto esse dinheiro, esta passa a ser a minha nova estravagância.

Que fazer?

My Man

E por falar em música....

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Vantagens de estar em Harvard

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Não há cientista no mundo inteiro que lide com clonagem e Biologia Molecular, mesmo que só ao de leve ou muito indirectamente, e não saiba o que é o Maniatis.

O Maniatis é, sem tirar nem pôr, a bíblia de laboratório onde se encontram todos os protocolos necessários 'a realização de uma experiência no âmbito da genética molecular. Editado em 1982, é peça fulcral num laboratório, como sejam as pipetas, microscópios ou reagentes.
Com o passar dos anos, exigiram-se novas edições e impressões e hoje em dia encontramos este conjunto de 3 volumes sob o nome de Sambrook and Russell, responsáveis pela última actualização do livro. Contudo, se perguntarmos a alguém no lab onde está o "Sambrook e Russell" poucos saberão dizê-lo mas, se em vez disso, perguntarmos pel'O Maniatis, logo o rosto de qualquer um se ilumina e prontamente nos poderão ajudar.

Por ser algo tão mas tão indispensável, o Maniatis acaba por ser visto mais como uma entidade e não como uma pessoa, um homem, que um dia o compilou. O Maniatis está acima do terreno. E' algo!! Assim, meio divino!

Nunca tive noção deste facto até ontem quando, ao assistir a uma série de seminários de recepção aos novos estudantes (onde cada chefe de laboratório fala da pesquisa que se faz no seu lab e uma excelente oportunidade para ficar a conhecer os laboratórios vizinhos no departamento) me aparece, assim, sem mais nem menos, sem qualquer aviso de recepção (ainda me dava o fanico) o Maniatis, Maniatis o homem, a pessoa, de carne e osso, nem tão velho assim, da forma mais natural deste mundo, ali, 'a minha frente, em grande estilo, a dar a sua "talk".

Mas, mas, mas....
Os meus colegas de trabalho também se entreolhavam e acotovelavam, partilhando a surpresa!

Juro que me apeteceu ajoelhar e começar a venerá-lo :P

Foi a Loucura!!!!

O concerto de ontem não podia ter sido mais energizante!

Se no início a coisa parecia querer dar para o torto, uma vez que não havia maneira de pôr os teclados a bombar e ficámos confinados a uma versão totalmente acústica, não passou mesmo de uma ameaça pois foi um espectáculo!

O pessoal que estava a assistir era um verdadeiro mono e não havia maneira de se mexerem. Em contrapartida, o grupinho onde estavam os Tugas fazia a festa e apanhava as canas e acabou por cair nas graças das cantoras que lá se divertiam connosco, riam e até nos deram (a mim e ‘a Xana) o microfone para cantarmos o refrão da música “Too drunk to F**k” (e eu que nem bebo!), que pôs o pessoal (frise-se, os Tugas e Ca.) em completo alvoroço.
‘A pala de tanta energia ainda nos livrámos de um banho de cerveja com que a cantora presenteou a plateia amorfa, ao fim de tantas tentativas para os estimular. Como quem não quer a coisa, começou a dizer que precisava de umas cervejas. Os mongos do bar não se tocaram e ela, sem meias medidas, vai de saltar para o meio do público e ir buscar pessoalmente as cervejas, enquanto a outra cantora (uma total personagem: um misto de Woodstock de collants rosa shock com o ar desgrenhado da Janis Jopplin) continuava com a música. De regresso ao palco, atingia-se o climax da loucura e parvoice total, tanto por parte da banda como do nosso grupinho, onde andávamos aos saltos, como quem curte o Ska dos Primitive Reason, perdidos num riso eufórico e imitando os Cossacos russos (uma mistelada total).
Assim, de repente, a cantora entra em completo desatino e vai de começar aos pulos e aos saltos abanando ao mesmo tempo as cervejas para cima da plateia que, agora sim, se mexia. Nós saímos ilesos pois estávamos a cumprir mais que bem o nosso papel. O mais hilariante foi ver a forma angelical como a Camille, francesa típica, de olhar angelical e tímido, dizia com ar gozão, por baixo da sua peruca fluorescente e com os olhos azuis muito abertos: “Pardon! Pardon! Merci!”… e ria-se como uma santinha (se houvessem legendas para o pensamento dela, de certeza que seria algo como: tomem lá que é para aprenderem”.

A sua inocência era assim dentro desta onda:

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O máximo!!

Seguiram-se muitos momentos espectaculares desde uma versão Blues de uma outra versão até vários rebolanços pelo chão, passando por uma música Gótica e outra que imitava uma abelha (acreditem, que é bem mais hilariante assistir do que estar para aqui a ler a descrição), mas este foi, sem dúvida, digno de registo.
Foi uma noite bem passada, com boa música, companhia divertidíssima e muita energia gasta.

Deu para sorrir...

Mas logo caí na Realidade

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... mas deu para sorrir por pouco tempo.

Saídos do concerto, todos com um fomeca jeitosa 'a conta de tanta energia gasta, a pergunta que se impunha (normalmente, digo eu) era:

- "Então, que sítio escolhemos para ir comer?"

Pois é, aqui, dado o avançado da hora (quase 23:30... uuuuuuuu!!!!) não houve escolha nem meia escolha. A frase que se fez ouvir em vez disso foi:

- "Bem, a esta hora já não encontramos nada aberto!"

E lá fui eu para casa comer sopa... bbbuuuáááá!!!!!!
Tenho saudades de NY!!!!!!!

9.12.2005

Nouvelle Vague

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Hoje vou ao concerto desta banda bem catita!
A ver se me anima e se entro com melhor espírito na Nova Vaga :)

Curiosidade

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" Veja todos os cálculos, anotações teóricas e equipamento de laboratório, Sargento! Sim, a curiosidade matou o gato!"

E se tiverem curiosidade em saber mais, voltem amanhã.
Agora vou dormir que já se faz tarde. Ah, e descansem que, por este tipo de curiosidade, ninguém morre :)

Algo Intimo

Partilho convosco o meu bem mais precioso: a Família.
Não podia ser mais perfeita.
Tenho saudades deles: "Crespita", Phatino e Madalê!

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9.11.2005

Essência

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Era mais uma chegada.
Adorava esta área dos aeroportos, onde abundam os sorrisos, os abraços e a felicidade estampada nos rostos que agora se encontram.
Também por ela alguns rostos esperavam, que se iluminaram ao vislumbrá-la.
Braços abertos.
Aquele abraço: quente, reconfortante, familiar, porto de abrigo.
Ao senti-la, a mãe inspira fortemente e diz-lhe com ternura:
- Ahhh! Cheira a Ti!

Adoro o Corpo Masculino

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Tip for the Guys

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Se alguma vez vos disserem "XYZ", não fiquem com cara de parvos a olhar para a pessoa mas, em vez disso, e se querem evitar uma situação embaraçosa (a menos que sejam uns exibicionistas), apressem-se a subir o fecho das calças.
Pois é, "XYZ" é basicamente uma forma discreta de se dizer "eXamine Your Zipper" em público.

Quem avisa teu amigo é.
Quem é amiga quem é? ;)

Balanço

Então, nesta primeira semana consegui desempacotar tudo, montar a mobília e pôr a casa em ordem, iniciar uma experiência no lab (que funcionou), instalar internet em casa, obter um telemóvel, inscrever-me no ginásio, comprar umas carpetes, descobrir 2 sítios onde se dança forró nesta terra bem como onde fica o Shaws (supermercado) e o Target (tipo Aki), comprar um aspirador, um ferro de engomar e um rolo da massa (para fazer quiches), descobrir onde ficam a “Liquour Store”, padaria e minimercado mais próximos, entre outras coisas menores.
Perdidos em combate: um saca-rolhas, 3 canecas de pequeno-almoço e 2 quilos. No meio de tanto papel, os primeiros devem ter ido parar ao lixo. Os quilitos perdidos, agradece-se!
Não está mau, pois não?

11 de Setembro

Para que nunca se esqueça e sirva sempre de reflexão e aprendizagem, esta excelente reportagem.

9.10.2005

Adoro o Corpo Masculino

Verifiquei que algumas das pessoas que visitam o meu blog (felizmente uma minoria) o consideram um "blog de mulheres nuas". Um amigo chegou a dizer-me que, se não me conhecesse, diria que eu era lésbica e outro alguém dizia que era bom se tivesse mais fotos de homens.
Realmente não sei onde foram buscar a ideia. Obviamente limitam-se a olhar para as fotos, e mesmo assim só para algumas.
Oh meus amigos! Para que não hajam dúvidas, eu não podia gostar mais de homens!
Fico completamente doida com o cheiro deles, as vozes graves, os braços fortes... ai, serão sempre a minha perdição!
Assim, para eliminar de vez as suspeitas, os rumores ou os queixumes, inicio agora esta rubrica.

Homens! Homens! Homens!
Ssssssssiiimmmmm!!!! :)


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Está um dia tão bonito...

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Vou pedalar por aí!

Tempo para Sentir

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Tudo foi muito intenso.
Sentidos entorpecidos pela velocidade dos acontecimentos.
Não tive tempo para parar ou para pensar.

Foi tudo a correr.
Havia sempre algo para fazer, algo para organizar, algo a tratar.
Não tive tempo para parar ou para pensar.

Caixas e mais caixas.
Empacotar. Desempacotar.
Não tive tempo para parar ou para pensar.

Ao fim dos dias, o cansaço.
Costas doridas, mãos cortadas, pele arranhada.
Suspirava. Queria dormir, ser levada pelo sono.
Não tive tempo para parar ou para pensar.

Até agora...

Tudo finalmente toma forma.
Começa a haver uma ordem, um encaixe numa rotina.

E tenho agora tempo para parar e para pensar.

Apercebo-me... começo também a sentir.

E dói...
Não é mais o corpo. Dói-me a Alma.
Sinto vazio... sinto saudades...

Nó na garganta.
Olhos com água, lábios com sal.
Aperto no peito.

Sinto-me perdida, desconheço esta realidade.

Faltam-me aqueles sorrisos.
Faltam-me os "bons-dias", "vamos fazer algo", "queres fazer uma pausa?", "ligo-te mais tarde"...
Uma mão no ombro, uma carícia no rosto, um piscar de olho.

Desconheço os cheiros.
Não reconheço os sons.
Que cores são estas?

E tenho agora tempo para parar e para pensar.

Sinto...
Sinto-me só!

Soundtrack for a Feeling

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Faixa 11: Silent Dream

Duplos

Não só nós tivemos que nos mudar de malas e bagagens para Cambridge, como também os peixes que utilizamos para as nossas experiências tiveram que o fazer.
Eis a nova casa deles... bem maior que a minha, ah! :)

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Por forma a evitar a perda massiva de peixes caso houvesse algum problema no sistema, os primeiros a entrar nos tanques são os corajosos e destemidos "Stunt Fish" (que é como quem diz, aqueles que ficam na linha da frente, que são irrelevantes para experiências e que têm que se amolar com o que vier ou, numa linguagem mais Hollywoodeska, os Jackie Chen do "Peixódromo").

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Como estavam com boa cara, iniciámos já a mudança do resto dos peixes.
Olhem que bem que alguns dos meus já estão instalados.
Ah, os meus peixitos!!!!

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Puuuuuuoooooooorrrrrtttttooo!!!!!

E para começar todos os dias com boas vibrações no lab:

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9.09.2005

Companhia

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Hoje a cama parece-me maior e a casa mais vazia...

- Hey, tu aí? Anda cá! :)

Quem diria...

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Pensar que há 3 semanas atrás esta era eu: morena, na praia, com o cabelo molhado e pele salgada... Parece ttttãããããããããããããããããããããããããããoooo longe!
Já estou tão cansada e tão pálida que acho que estou a precisar de férias outra vez.

Só pode ser Brasileira

Fui dançar Forró pela primeira vez aqui.

Uma das moças, Brasileira e exímia dançarina, disse-me ao passar por mim:

- Gosto da sua roupa. Pelo top e pelo dançar 'cê só pode ser Brasileira, acertei?
- Hhhhmmm, quase. Portuguesa.
- Sério! - exclamou com espanto!

Devo ter para aqui qualquer influência que desconheço pois confesso que não me importava nada se, de facto, fosse Brasileira. Se antes de conhecer o Brasil já me sentia atraída pelo país e pela cultura, então depois de lá ter estado fiquei completamente apaixonada. Adoro o povo, adoro a música e fiquei completamente viciada nesta dança.

E aquele jeito de falar Português com acúcar....

Ai, se me falam assim ao ouvido....

PS - Diga-se que o top só era aberto nas costas.

9.08.2005

Eu bem digo que a minha Geografia é má!

Acho que me enganei e, em vez de vir parar a Cambridge, acabei por ir para os Açores (Vi, isto parece S.Miguel. Irias adorar!).

De cada vez que falo com alguém na rua ou nas lojas aqui da zona, sai-me um Açoreano. O encontro mais bizarro foi há dias quando, enquanto fazia arrumações 'a tarde, ouço tocar uma campainha com um som bastante distinto do da porta da frente, mas exactamente dentro da cozinha.

- Hhhm! Só pode ser a porta de trás - pensei.

Contudo, olhando pela janela, não vislumbrei ninguém. Reparei no entanto que, na casa do lado, uma senhora esperava que lhe abrissem a porta.
Uma vez que o som parou, não liguei nem pensei mais no assunto, até 'a noite, altura em que, enquanto fazia o jantar, ouço de novo a campainha.

- Mas que raio!

E voltava a não haver ninguém na porta de trás. E lá estava a tal senhora outra vez 'a porta da vivenda do lado.

- Será que?...

Depois das situações bizarras que vivi em NY (como aquela em que quase me engasguei por causa de um bombeiro que se enganou na porta e apareceu de rompante por trás da cortina do restaurante) não me espantava muito que o som que eu ouvia na minha casa resultasse do pressionar do botão na outra casa. Bem que podia ter jogado na lotaria!

- Are you ringing the door bell? - disse através da janela
- Yes - respondeu-me meia surpreendida a Sra. - com um sotaque que reconheci logo como o típico Tuga a falar Inglês
- Well, I am afraid you're knocking on my door instead!

Meia incrédula, a Sra. experimentou pressionar novamente a campainha, desta vez prestando mais atenção e verificando que, de facto, o som vinha da minha casa.

Palavra puxa palavra e em menos de nada a Sra. já estava junto 'a minha janela a dizer-me que andava 'a procura da sobrinha, blá, blá, blá. Isto, claro, em Português, pois a D.Lurdes recebeu com agrado a típica pergunta: Are you Portuguese? So am I!

Assim, conheci a primeira vizinha, Açoreana de gema, e fiquei a saber que aquelas coisas que só me acontecem a mim... continuam a acontecer, mesmo não estando mais na Big Apple!

Digno de Registo

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A minha primeira experiência em Harvard.

Afinal...

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Quando pensei em escrever este post queria basicamente dizer que, ao observar as bicicletas cá da zona, todas com cadeadinhos da treta, me sentia ridícula por carregar esta verdadeira arma de arremesso que me vi obrigada a obter em NY (diga-se, mais cara que a própria "bina"), visto ser o único meio de evitar o furto.
No entanto, nem de propósito , ao caminhar na rua deparei-me com os despojos de uma corrente cortada junto a um poste onde, deduzo, outrora se encontrara uma bicileta presa.

Afinal, nem faço assim tanta figura de ursa e, se o fizer, ao menos sou uma ursa de bicicleta :P