- "O" concerto a Solo do Keith Jarrett foi a razão porque, desde Junho, já sabia que no dia 26 de Setembro estaria em NY, pois comprei logo o bilhete após o anúncio surpresa no concerto do trio do K.Jarrett, no festival de Jazz de Nova Iorque.
Embora já tenha exposto subejamente a minha admiração por este músico neste e neste post, não posso deixar de dizer, mais uma vez, que é INDESCRITIVEL ouvi-lo e vê-lo. Foi o melhor concerto do género que alguma vez presenciei e, arrisco a dizer, que alguma vez verei.
O Carnegie Hall rebentava pelas costuras e, nos minutos antes do início do concerto, os bilhetes da "candonga" iam já para cima dos $100, mesmo que com vista parcial do palco. Nunca antes o barulho feito por aplausos, assobios, pés a bater no chão e berros tinha sido tão ensurecedor e forte, mesmo comparando, proporcionalmente, com concertos em estádios.
O público estava ao rubro. Sentia-se a emoção no ar.
Keith fez-me rir, suspirar e chorar novamente. E' lindo ver-se e ouvir-se tanta expressão e beleza sairem do simples diálogo entre um homem e um piano, num palco vazio.
São oportunidades que, sem qualquer sombra de dúvida, têm muito mais chance de ocorreram em NY, centro do mundo. Nesta cidade tudo é possível. As coisas mais inesperadas acontecem mas, por serem em NY, acabam por adquirir um cariz que faz parte da "rotina da cidade". Em NY acabam por ser normais e naturais.
Se não, veja-se. Enquanto esperávamos na porta do Carnegie para entrar, o Miguel reparou na presença de alguém que logo fez notar 'a Rita e a mim. Imediatamente surpreendidas, não perdi tempo a dirigir-me a ele e perguntar se podíamos tirar uma foto:
- Claro - respondeu com um sorriso, enquanto ajeitava a mochila - são Portugueses?
Recebeu-nos com muita simpatia e normalidade. Em menos de nada, passámos cerca de meia hora na conversa, soubémos que tinha ouvido acerca do concerto no próprio dia enquanto passeava pela área e que, por sorte, conseguiu um bilhete por $100. Ainda nos rimos 'a conta disso pois, na sua busca por bilhetes, ficou a saber que se vendiam bilhetes só para escutar:
- Deve ser coisa de Americano - dizia ele com um sorriso divertido (e que sorriso :P), enquanto fechava os olhos e os imitava.
Está em NY só por uns meses, para aprender Inglês (querido, eu ensino-te Inglês e até pode ser em Braille. Já agora, podes-me apresentar ao teu amigo Santoro? :P) e pronto, quis o destino que alguns dos seus minutos fossem passados connosco.
Meninas, roam-se de "imbeija" :D















































