12.12.2006

O GRITO

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Já que hoje é o aniversário do Munch, bastante conhecido pelo seu famoso Grito, decidi falar de um outro tipo de grito: o da reclamação e do incorformismo.

Sou desde pequena o que se pode chamar de uma bela refilona. Se acho que tenho razão, reclamo e não me calo. E não calo mesmo. Vejam só como não estou a mentir:

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Bonitinha, não?! :)

Começou desde logo com os meus pais, o que me custou algumas bofetadas (muito bem dadas, diga-se. Hoje sou uma menina muito bem educadinha). Depois seguiram-se reclamações com os colegas, o homem do autocarro, os professores e nunca mais parei.

Lembro-me perfeitamente de ser expulsa da aula de Matemática, por me ter levantado e, em nome de todos, desatar a barafustar com a professora por nos chamar parvos.
“Não é com isultos que se educam as pessoas!!!”.
Indignadíssima, a professora cuspiu um “reduza-se ‘a sua insignificância” e mandou-me sair da sala. Muito embora nunca antes tivesse sido advertida dessa forma por um professor e não obstante ter sido sempre uma aluna exemplar, em desempenho e conduta, como me gostaria de me manter, nada mais me poderia ter dado tanto prazer do que sair daquela sala.
Sai de cabeça erguida e satisfeita por não ter engolido o insulto como todos os outros fizeram. Desde aí, nunca mais a Dona Pigmeu, como lhe chamávamos, nos insultou.

Acho que é por causa das faltas de reclamação que a sociedade não avança. O pessoal, basicamente, come e cala, acomodando-se ‘as coisas, pois é mais fácil não fazer nada do que reclamar. E assim se vai indo, contando já com a passividade do consumidor, e assim se continuam a assistir a injustiças.

O expoente máximo desta minha teoria teve lugar em Espanha, em Salamanca salvo erro, onde, juntamente com pais e irmã, acampámos por uns dias. Digo que foi o expoente porque serviu para converter alguém, mais propriamente a minha Madalê querida (vulgo Mãe), que também é muito teimosita mas teve que dar a mão ‘a palmatória.

Naqueles 15 dias de férias, o então meu namorado ficou em Portugal, enquanto andei a passear por terras Espanholas. Claro está que, ‘a noite, lá fazia eu o telefonema da praxe, para matar a saudade. Naquela noite, reuni as minhas moeditas (500 pesetas, na altura) e fui até ‘a cabine telefónica.

Pus o dinheiro, como de costume e, sem sequer ter tido tempo de pertanejar, a maquineta ficou-me com as moedas sem ter efectuado a ligação. Após as típicas tentativas de bater várias vezes no telefone, pôr e tirar o auscultador, verificar se algumas moedas teriam caído, segui frustrada para a roullote, sem efectuar a chamada e deixando o namorado indefinidamente ‘a espera.

No dia seguinte, bem cedinho, enquanto estávamos a tomar o pequeno-almoço, disse:

- vou indo para a recepção e espero lá por vocês. Vou reclamar do dinheiro que perdi!

A minha mãe riu-se:

- Dá-te para boa! E é logo aqui em Espanha que vais reclamar. Amanhã já vamos embora, não te serve de nada.

- Azarito!! Ao menos reclamo. Se não fizer nada é que tenho a certeza que não reavejo o dinheiro.

Abanou a cabeça como quem diz “é sempre a mesma… teimosa!!” e, ainda sorrindo, só disse:

- vai lá… se ficas feliz!

E lá segui eu, sentindo nas costas o sorriso de “é sempre a mesma… teimosa!!” da minha mãe.

Chegada ‘a recepção, expus o meu caso, ao que a mulherzita me disse que as cabines são da responsabilidade da Telefónica, pelo que a única coisa que ela podia fazer era dar-me um formulário de reclamação para eu preencher e ser enviado ‘a companhia. Assim fiz.

Quando os meus pais me apanharam e seguimos para a visita turística do dia, contei o sucedido… e a minha mãe ainda se riu mais:

- Sim! Sim! Bem podes esperar. Não me digas que estás ‘a espera que te mandem o dinheiro para Portugal?!?!

Não só mandaram, como o fizeram ainda antes que nós lá conseguíssemos chegar. Quando regressamos, tinha na caixa do correio uma carta da Telefónica a dar-me toda a razão, a pedir-me desculpa pelo sucedido e pelo inconveniente e ainda… um cartão telefónico no valor de 1000 pesetas (o dobro do que eu tinha perdido).

Após este episódio, é ver a minha mãe reclamar até hoje, sempre que acha que o deve fazer e dizer: vale sempre a pena, como a minha Nês fez em Espanha!

Esta historieta toda vem a propósito de uma situação recente.

Aqui, para se estacionar o carro, é uma dor de cabeça. Tem que ser ter uma permissão de parqueamento para aquela zona em particular, caso contrário, pimba: em menos de nada temos uma multa escarrapachada no vidro do carro. E se os gajos são rápido… não dão folga nenhuma. Assim, se eu moro em Somerville, não posso estacionar em Cambridge e “viso-versa”. como dizia alguém que conhecia.

Ora, acontece que na rua onde moramos não há esse requisito (deve ser milagre) e, por isso, estacionámos o nosso popó tranquilamente, mesmo sem termos ainda o autocolantezinho que diz que ali moramos e que podemos estacionar em Somerville. Na manhã seguinte, o que é que temos ‘a nossa espera? Nem mais, uma bela multa!

O David conformou-se logo, dada a rispidez do sistema.
Eu olhei para aquilo e só consegui rir. Primeiro, veio um bófia de Cambridge multar-nos em Somerville (só pensei: mas o gajo não tem mais nada que fazer ‘as 9 da matina de Domingo?) e depois o motivo da multa era “falta de autocolante de parqueamento”.

- Só podem estar a gozar!! Não pagamos!!! (e de repente pareceu-me ouvir as manifestações dos estudantes quando eu andava na FCUL, contra as proprinas! Mas foi mais ou menos esse o espírito).

Zás-trás-pás, ligo para a Câmara Municipal de Somerville, confirmo que de facto não era preciso autocolante, meto a reclamação a caminho pela internet e há dias recebi a cartinha em casa a dizer que sim senhor, tínhamos razão, e que a multa estava sem efeito.

E “mai” nada!!
Não me calo e não me calo!

Até parece que ouvi a minha Madalê:
- vale sempre a pena, como a minha Nês fez em Espanha! :)

11.26.2006

Rocky, esse "ganda" maluco!

Pelo vistos ele está de volta.

Dados os resultados dos castings, tiveram mesmo que usar o Stallone de novo!

11.22.2006

Ooops...

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E em pleno laboratório, foi exactamente uma cena dessas que eu fiz. Foi como se tivesse, no meio do silêncio, mandado tamanho berro que toda a gente ficou a olhar para mim.

No lado do laboratório em que me encontro, existem 4 bancadas, cada uma com 2 pessoas. Em frente ‘as bancadas existem as respectivas secretárias. Assim, existe uma fila de secretárias, uma fila de bancadas, outra fila de bancadas em que as pessoas ficam frente a frente, outra de secretárias e por aí segue.

Embora exista alguma divisão entra as chamadas “bays” (corredor entre bancada e secretária) o espaço é basicamente contínuo e consegue-se ouvir tudo o que se passa no lab.

Nesse dia, o A., na bancada ‘a minha frente, tinha que apresentar a lab-meeting. Bastante atarefado e atrapalhado, tentava prepará-la, em cima da hora... como sempre. Volta e meia lá dizia algo como: “ pessoal, preparem-se para a pior lab meeting da vossa vida!”

Tentando consolá-lo, aqui entra a Inês em acção, num momento que se tornou inédito na história do Schier lab.
O que eu queria dizer ao A. era:

- vá lá, não te preocupes, tu safas-te sempre!!

E que foi que eu disse então?

- C’mon, don’t worry, you always (e aqui é que os tambores começam a rufar)... GET OFF with it.

Entenda-se que o que eu queria dizer era GET AWAY (safas-te) e não GET OFF (ejaculas!!!!)

Imediatamente, da outra ponta do lab, após uma gargalhada sonora, WY berra:
- WHAT?? Mas que raio de conversas vão para aí?

Ao meu lado, J., de pipeta na mão, personificava o A. a GET OFF:

- Ohhhhh... MicroRNAs!! MicroRNAaaaaaaas!!!
Oh yes! Yeeeeesssssss!!

Escusado será dizer que foi risada geral... até o A. relaxou um pouco!

Eu e o meu Inglês...
Sei as palavras grandes e complicadas. Por vezes nem acreditam que Inglês não é a minha primeira língua (se bem que devem ser meio mouquinhos :P), mas depois.... quando chega ‘as pequeninas como IN, ON, OUT, UP, AWAY, DOWN e mais sei lá o quê... é uma desgraça. Meto os pés pelas mãos e saem alarvidades destas :)

11.14.2006

Um Carro Diferente

Lembram-se da história dos meus carros mirabolantes? Pois é, pode-se dizer que essas histórias passaram mesmo ‘a história pois ontem, eu e o David tornámo-nos os felizes proprietários de um veículo a sério.

Ei-lo, o Mazda Tribute ES. Não é tão bonitinho!?

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Custou mas foi!

Já há mais de um mês que andávamos ‘a procura de carro mas não havia meio de acertarmos com a coisa. Aliás, acertar acertávamos, só que acertávamos sempre em situações menos esperadas.

No primeiro caso, vimos o anúncio do carro, achámos tudo muito bem e o David foi lá vê-lo, em Medway. Veio satisfeito e fez questão que no dia seguinte eu lá fosse com ele para confirmar que era de facto uma boa aquisição. Andámos no carro, analisámos tudo, fizemos o típico choradinho para baixar o preço, chorámos ainda mais um bocadinho, mais um pouquinho, mais um tiquinho e, ao fim da tarde, tínhamos chegado a acordo com o dono. Até aqui tudo bem. Faltava então que ele nos passasse o título do carro, coisa que ficou para ser feita no dia seguinte. De manhã toca o telefone:

- Olhem, afinal não vos posso vender o carro!
- O quê? – só pode estar a gozar com a nossa cara, pensava eu
- Ah, é que o título do carro vai demorar dois meses a ser feito, pois o carro ainda está no nome não sei de quem...

Uma treta! Mas que raio de trengo que se vai pôr a vender o carro sem providenciar que tudo esteja em ordem para que a transacção se processe? Devia ter-lhe cobrado os dois dias de aluguer de um carro que tivemos que fazer para lá podermos ir ver a carripana dele. Bem, adiante! Venha o próximo.

Mais umas buscas, mais umas pesquisas, mais umas análises e desta vez encontrámos o próximo candidato em Peabody, perto de Salem, a cidade das bruxas (acho que encontrámos uma bruxa que andava perdida pela área - a dona do carro). Novos contactos, novas combinações, novo aluguer do carro e lá fomos nós. Vimos, experimentámos, gostámos, regateámos, chorámos, esperneámos e já nos aproximava-mos do fecho do negócio não fosse a senhora (grávida e bem americana) querer dinheiro.

Teríamos passado o cheque logo na altura mas, assim, ficámos de regressar no dia seguinte com o dinheiro. Bendita a hora em que o fizemos pois, chegados a casa, verificámos que, tendo em conta os extras ou ausência deles no veículo, o preço que tínhamos acordado estava 700 dólares acima do preço estimado para aquele carro, daquele ano e com aquela quantidade de milhas.

Na manhã seguinte, bem cedo, para evitar que a mulherzita se fosse pôr a limpar o carro com a sua pesada barriga de quase 9 meses desnecessariamente, telefono para esclarecermos esse ponto. Atendeu-me com uma voz de sono e arrastada. Assim que refiro que o preço do Blue Book está abaixo do preço que tínhamos discutido, deu-lha a travadinha e aqui vai disto (foi aqui que fiquei com a certeza que era uma bruxa). Nem parecia a mesma. A grávida desata aos berros, chia, grita, bale, tosse e muge, imagino até que estivesse a fumegar pelas orelhas, desgrenhada, de cabelos em pé, ruborizada qual tomate e com a barriga aos saltos, não me dando qualquer oportunidade de articular seja que palavra for. Ficou possessa.
Quando atentei um “but” cuspiu um:

- não querem o carro pois não? então tchau!

E desligou-me o telefone na cara. Fiquei atónita, boquiaberta e sem sequer saber o que dizer. Ao meu lado, na cama, o David olhou para mim e só exclamou:

- não correu lá muito bem, pois não?

Rimos e ainda hoje a grávida é motivo de risota e de paródia.

Ironicamente, fomos encontrar o nosso Mazda mesmo ao pé de casa... e andámos nós ‘a procura por tão longe (não referi que antes já tínhamos ido a New Hampshire e Malden fazer a nossa busca)!!!

Bem, o que interessa é que desta vez o negócio foi bem mais civilizado e compensador. O dono do stand, um senhor gordo, grande mas com muito potencial para ser um bonacheirão bem disposto, pareceu-nos muito bom sujeito, bastante prestável e, como se de filhos dele nos tratássemos, com bastante vontade de nos ajudar. Nunca tinha ouvido falar de um stand que emprestasse dinheiro, como se de um amigo ou familiar se tratasse, sem juros e que nos permitisse pagar quando e como quisermos, pelo tempo que quisermos, mas o que é certo é que foi isso que ele fez e pronto.

Já temos um popó, todo catita!!

Vamos buscá-lo amanhã!

Depois eu ponho fotos de “mete nojo” comigo e com o David e, claro, a estrela desta saga: o Mazda.

11.13.2006

Pau, Ponteiro, Vara…

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E é mesmo sobre aquelas coisinhas que se usam para guiar uma plateia ao longo da nossa apresentação em Powerpoint (ou Keynote para os MAC aficcionados), sem termos que nos emperiquitar sobre o ecran onde esta é projectada, que eu vou falar: o ponteiro a laser.

De há uns tempos para cá, tornou-se bastante comum, para não dizer fashionable e estiloso, usar estes pequenos sticks, bem elegantes por sinal, de dentro dos quais saem raios poderosíssimos. Não me refiro ‘a espada luminosa do Jedi, mas essa é mesmo a figura que uma pessoa faz quando tenta segurar o ponteiro a laser com as duas mãos.

Não fica nada bem mas essa é a única maneira que um gajo tem de evitar que quem nos está a ouvir perceba o nosso nervosismo. E’ que quando agarramos no ponteiro só com uma mão, em grande estilo, ao mínimo tremor de nervos, aquela traquitana em vez de apontar para um ponto fixo no écran, mais parece uma mosca em plena interpretação do vôo do moscardo de Rimsky-Korsakov. A luzita abana por tudo quanto é lado… mais parece que está a haver um tremor de terra.

Já estão a ver: ou seguramos a coisa com uma mão e arriscamo-nos a parecer estar ligados a uma perfuradora, ou agarramos com as duas mãos, só faltando o capacete preto para fazermos de Dart Vader e acabarmos a apresentação em grande estilo com um valente “May the Force be with you”.

Oh p'ra ele tão catita, com o seu ponteirito:

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Assim, eu cá sou bem tradicionalista e não sou nada apologista dos ponteiros a laser. Sempre que posso, procuro a vara e faço a apresentação com ela em punho.

Nada como um pau para uma boa performance!

PS – Eu bem disse que iria falar de pilas ;)

11.12.2006

De volta

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Andas tão quietinha!

Já tenho saudades das tuas aventuras!

Que se passa com o Casaco?

Inezita, moça, ainda está viva?

Menina Inês,
O que é feito de si?!
Não se deixa ver há semanas, não dá notícias, o telemóvel não dá sinal de
vida...
Tentei ligar para o lab, mas também não estavas lá. Miúda, vê lá se dás
sinais de vida. Acho que ainda vivemos na mesma cidade.

Várias foram as abordagens que questionaram que raio se teria passado comigo para não escrever no blog já há tanto tempo.
Não, não me deixei vencer pela preguiça como aconteceu ao bicharoco da foto. Antes pelo contrário!

Andei a bulir a todo o gás, pois na semana passada lá tive eu que enfrentar novamente a sala de seminários, cheia de cromos de Harvard e eu, lá ‘a frente, de ponteiro na mão, com ar de quem percebe muito mas de quem no fundo está é cheia de receio de não estar ‘a altura. A coisa passou sem precalços e aqui estou, sem grandes mazelas.

A juntar ‘a história há, claro, o facto de continuar em Primavera permanente e, ao chegar a casa, ter coisas bem melhores para fazer do que me sentar ‘a frente do computador (e perguntam vocês: que estás então a fazer agora? "poijé", estou a escrever porque o meu gajo está a tocar forrozito no clube e hoje não me apeteceu bailar). Bem, isso não interessa nada mas, como em todos nós existe pelo menos um tiquinho de Big Brother e queremos sempre saber das cusquices, ficam a saber que eu e o meu gajo continuamos em lua de mel e está tudo mais que bem.

Hhhmm…

Reli agora o que escrevi e pergunto-me: mas que raio têm as pessoas a ver com isso? Nada, mas pronto, hoje deu-me para isto.

Ora então, decidi voltar ao blog, sacudir a poeira do casaco e pô-lo mais amarelinho. Há que energizar e, para isso, nada melhor que uma história sobre pilhas… piLHas, ah… nada de confusões (se bem que, se fosse sobre piLas, tenho a certeza que o poder de reenergização seria bem mais eficaz. Pode ser que nos próximos episódios me dê para falar disso :P)

Este fim de semana, no super mercado, procurei pilhas por tudo quanto era lado e nada de as encontrar. Avistando um dos funcionários lá ao fundo, dirigi-me a ele e perguntei:

- Excuse me, where can I find batteries?

Franziu a testa, olhou para mim, considerou se se conseguiria fazer explicar ou não dada a complexidade da resposta e, finalmente, decidiu:

- Come with me.

Segui-o até ao fim do corredor, onde me indicou, apontando com o dedo papudo, uma porta algures ‘a direita, entre as arcas frigoríficas repletas de “piruns” (estasse a aproximar o Thanksgiving).

Temi ter percebido mal as intruções. Afinal, estava-me a indicar a porta de serviço, por onde os funcionários trazem os produtos para preencher as prateleiras.

- Over there? – perguntei eu para me assegurar que tinha percebido bem.
- Yes! Yes! – respondeu-me ele satisfeito com a sua performance.

Ainda hesitante, segui na direcção que me indicou. Quando cheguei ‘a porta, ainda me voltei para trás, para, com o olhar, prescrutar por entre a multidão e receber o acenar positivo do funcionário.

OK, pensei. Se ele diz que é aqui...
Entrei e, como esperado, estava no armazém.

- Mas que raio de sítio para se pôr as pilhas! Não admira que não as tivesse encontrado – pensava eu.

Cruzei-me com outro funcionário e, só pelo sim pelo não, perguntei de novo:

- Excuse me, where are the batteries?
- Right there – respondeu ele meio apressado, apontando para o corredor que se abria ‘a esquerda.
- Porra, é mesmo aqui - continuava eu a pensar, dada a estranheza do local.

Continuei, ainda meio incrédula e, por fim, encontro um terceiro funcionário:

- Excuse me, I am looking for batteries?! – exclamei, num misto de certeza do que perguntava mas dúvida quanto ‘a pergunta fazer algum sentido naquele local.

- Right here – confirmou ele, apontando para a porta ‘a sua frente.

E desatei a rir (acho que até agora o homenzito deve julgar que eu era uma doidinha qualquer).

'A sua frente encontrava-se , nada mais nada menos, do que a casa de banho das senhoras.

Assim, facilmente se pode ir de piLHas para piLas. Basta perceber Bathrooms em vez de Batteries :)

10.14.2006

Inês e os seus carros

Quem me ouvir, até parece que tenho uma frota automóvel mas, quando não se tem cão, caça-se com gato... ou qualquer coisa do género (é que também não sou grande espingarda no que toca ‘a caça). E foi isso mesmo que fiz nas 2 histórias que se seguem.

Assim, um destes dias, decidi ir ao horto para comprar umas plantas, daquelas médias/grandes, por forma a tornar a casa mais aconchegante e acolhedora. Uma vez que não tenho carro e que o David ainda não tinha regressado do Brasil, decidi munir-me dos meios de possível transporte que tinha ‘a disposição e, vai daí, agarrei em nada mais nada menos do que num carrinho de compras da Target, grande superfície que fica a caminha do horto.

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Eles bem dizem que os carrinhos não podem sair do espaço comercial e que têm um sistema qualquer XPTO que trava as rodas do carro quando se sai do perímetro e sei lá que mais mas, o que é certo é que aqui a Je pegou alegremente num deles, e ali foi ela estrada a fora sem qualquer problema (se calhar, por ser domingo, o sistema estava de folga).

Chegada ao horto, “estaciono” a carripana perto dos outros carros e, após escolhidas as plantas, pedi ao homenzito da loja que as pusesse, juntamente com 2 sacos de terra, no meu “carro”:
- Onde está o seu carro?
- Ali – apontei eu para a minha “máquina” vermelha
- Onde? – dizia o homenzito olhando em todas as direcções mas sem perceber que carro vermelho era aquele a que me referia.
- Aquele, da Target! – sorri.
Percebendo finalmente, abriu-me um sorriso onde expôs os seus enormes dentes incisivos de ouro e, rindo, disse:
- Ah, trabalhas para a Target!?
- Bem, maijomenos – respondi eu em tom de brincadeira – digamos que pedi emprestado e já lá vou devolver.
- Hehehe... smart girl!!!

Lá empilhámos tudo no carrito e depois segui alegre e contente até minha casa onde, após descarga, acomodei a “bomba vermelha” num pequeno estacionamento logo ali para que, quando terminadas as obras de remodelação em minha casa, pegasse nele e o fosse pôr no centro comercial novamente.

Qual quê?? E quem é que me diz que o carro ainda estava lá?
Era o estavas! Em três tempos, desapareceu. Acho que houve mais alguém que precisou de caçar com gato :)

A outra história passou-se num fim de semana. Embora toda a gente saiba que é, no mínimo, ter instintos suicidas ir ‘as compras ao fim de semana, quando se trabalha durante a semana e não se tem carro não resta outra hipótese se não fazer as compras de supermercado a um Sábado ou Domingo.

Desta feita, lá fui eu para o Market Basket, supermercado enorme que existe relativamente perto da minha casa e que, por ter a relação preço/qualidade mais aliciante das redondezas, é uma verdadeira loucura de tanta gente que por lá se concentra e empurra.

Para tornar a minha ida o mais eficiente possível, levo comigo uma malinha de rodinhas e uma mochila vazias. Assim, posso trazer mais coisas e é mais fácil trazer tudo quando volto a pé.

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Após feitas as compras, vim de imediato cá para fora onde, mais calmamente, pude empacotar tudo dentro da malita.

Parei junto a um dos muitos carros estacionados e procedi ‘a operação “transfega/arrumação/empacotamento/baza daqui”.
Como era de esperar, no parque de estacionamento os carros aglomeravam-se e formavam filas intermináveis por forma a encontrarem um lugar e reparei que uma das filas se iniciava logo ali ao pé de mim, onde um carro piscava para estacionar algures do meu lado. Não liguei!

Quando já estava na fase final de “empacotamento”, retirei a mala já cheia do carrinho das compras e iniciei a fase “baza daqui”, puxando alegremente a minha malita. Nisto, vejo que os moços que se encontravam dentro do carro com o pisca ligado se agitaram: um a rir ‘as gargalhadas e o outro, o que estava ao volante, com as mãos na cabeça e um ar de incredulidade hilariante.
Abriu a janela e perguntou-me:
- Não tens um carro? Esse carro não é teu? – apontanto para o Jeep junto ao qual eu tinha parado.
- Não me importava nada mas, por ora, o único carro que tenho é este – respondi eu apontando para a minha maleta e já a rir-me por ter percebido que estiveram aquele tempo todo ‘a espera de um lugar que nunca existiu.

Os meus carros são realmente muito especiais!

10.04.2006

Tempos Modernos

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Pais raptam filha para ela não casar

Se bem me lembro, costumava ser o noivo a fazer isso ou a miuda a dar de frosques da casa dos cotas, não era?

10.01.2006

Que nem Cacho

Caminhávamos, já no lusco fusco, de mãos dadas. Não havia mais ninguém ‘a nossa volta. Apenas nós.

Distraída, nem me apercebi da bicicleta que se aproximava em direcção oposta até sentir o David puxar-me para o seu lado. Assim, ficámos mais perto da parede e deixámos mais espaço para que a dita bicicleta passasse por entre nós e a cerca que ladeava o outro lado do caminho. Caberiam, seguramente, umas 4 pessoas lado a lado, pelo que o espaço deixado por nós era mais que suficiente para a bina passar.

Observando a luzinha cintilante aproximar-se de nós, estranhámos quando esta começou a adquirir contornos oscilantes. Zig-zagueando de um lado para o outro, vimos, como que em câmara lenta, o ciclista espetar-se ‘a nossa frente contra a parede com algum estardalhaço, dada a cabeçada que mandou com o capacete no cimento, e escorregar por esta abaixo, até ficar com a bicicleta estatelada no chão e as pernas no ar.

Estranhamente, os reflexos não foram aqueles que se esperam de alguém que procura evitar a queda mas sim os de alguém que, talvez, tivesse perdido a consciência.
Preocupados e sem perceber muito bem o que se teria passado, acorremos de imediato para tentar ajudar o homenzito.

- Are you OK? Can you stand up?

O bafo etílico que me envolveu assim que me abaixei para o tentar erguer, enquanto perguntava se estava bem e se se conseguia levantar, de imediato me tirou as dúvidas quanto ‘as causas daquela queda. Quase que caía para o lado também!

Meio que envergonhado meio que desnorteado, o senhor só disse, em Inglês:

- Lamento muito! Desculpem lá!
Mas é que fiquei aflito quando vi esta multidão de 5 pessoas ‘a minha frente – ao mesmo tempo que gesticulava para nos mostrar a multidão (diga-se, eu e o David).

O David, olhando meio que incrédulo meio que divertido, virou-se para mim e, em Português, perguntou-me:

- Ele disse CINCO pessoas? Uma MULTIDAO!!

Assenti com a cabeça, já com um daqueles risos que mal se consegue controlar a subir-me pela garganta!

- Pois é, eu sei o que você quer dizer – respondi eu ao homenzito.

Ajustando o capacete, a luz da frente e verificando que os reflectores das pernas estavam no sítio (vá lá, ao menos era um bêbado consciente... “maijomenos”), montou-se de novo na bicicleta e lá foi ele, desculpando-se de novo.

Eu e o David ficámos a vê-lo ir, temendo pelo poste que tínhamos passado uns metros antes:
- Ai o poste! Ai o poste! – dizia eu já com as mãos na cabeça, enquanto o via, periclitante, a aproximar-se dele.
- Quantos postes verá ele? – questionava-se o David, por entre gargalhadas.

Nestas dúvidas, como que por milagre, vimos o bêbado continuar caminho, sem mais incidentes.

Esperemos que não tenha apanhado nenhum policia pelo caminho... senão, de certeza que fez figuras como esta :)

9.27.2006

Pois, pois...

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Maternidade recente é "o segredo" do sorriso de Mona Lisa - dizem cientistas canadianos
2006-09-27

O sorriso misterioso de Mona Lisa é o de uma mulher que acabou de dar à luz, assegura o perito francês Bruno Mottin, do centro de investigação e restauro do museu do Louvre. A esta surpreendente conclusão chegou uma equipa de cientistas canadianos, que utilizou tecnologia tridimensional numa nova investigação sobre o quadro de Leonardo da Vinci. Na explicação dada por Mottin, o vestido da mulher imortalizada por Leonardo da Vinci está coberto por um fino véu transparente, usado na Itália de princípios do século XVI pelas mulheres grávidas ou que acabavam de dar à luz
Este pormenor - o véu - esteve até ao presente "oculto" sob uma camada de verniz. O quadro está a ser objecto de diversos estudos. O que agora levaram a cabo cientistas do Conselho nacional de investigações do Canadá mostrou também que ele se apresenta num delicado estado de conservação mas não sofrerá grandes danos se for tratado adequadamente.

"O painel de madeira em que a obra foi pintada - advertem os cientistas - é sensível à temperatura e às variações climáticas. No entanto, se as actuais condições de manipulação se mantiverem, não há risco de degradação". A pesquisa permitiu ainda apurar que a fissura de 12 centímetros na metade superior do quadro "parece estável e não se agravou ao longo dos anos".

Mona Lisa, ou Gioconda, a jovem mulher de meio sorriso enigmático que Da Vinci fez imortal, tem sido identificada como Lisa Gherardini, a mulher de um mercador florentino chamado Francesco de Giocondo.
(in www.cienciahoje. com)

Chamem-lhe sorrisinho de maternidade!!
Do que ela se ri sei eu :P

Desculpem...

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Ando assim... meio ausente, meio distraída.

Agora é Primavera constantemente. Mora comigo. Faça chuva ou trovoada lá fora, chego a casa e sei que tenho sol 'a minha espera... e fico tão no ar, tão flutuante, que não me consigo sentar em frente ao computador.

Prometo regressar "'a normalidade" logo que possa :)

9.21.2006

Nem de propósito...

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... e para que não restem dúvidas, eis a Depilação Brasileira no seu melhor!

"Capa comemorativa dos 30 anos da Playboy Brasil, ilustrando a evolução dos tempos entre 1976 e 2006 em traços simples"

(Ivonete, boa malha! ;))

David

Ontem foi assim...
Esperei...

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Esperei mais um pouco...

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Quase... está quase!!

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Chegou a minha Primavera :)

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9.17.2006

Má Ideia...

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... depilação Brasileira feita por uma Indiana!!

Pior ideia ainda:

... regressar de bicicleta!

FONIX!!!!

Estou que nem posso :P

9.10.2006

Tróia

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Embora o meu Porto seja, de coração, a cidade mais linda do Mundo, seguida pelo Rio de Janeiro, que é "aquela coisa inexplicável", considero Setúbal, a cidade que me viu crescer e onde ainda hoje encontro "Casa", uma cidade lindíssima.
Serra da Arrábida, Praias, o Sado e o seu estuário e a Tróia tornam o conjunto extremamente belo.

E é a propósito deste último que escrevo.

Recebi há dias esta publicidade da Sonae, onde se vê a Tróia como é hoje e como será, após o Sr. Belmiro de Azevedo para lá injectar uma catrefada de milhares de Euros.

Concordo que a península se encontra subaproveitada, estragada, abandonada até. Mas... não sei porquê, temo pelos planos que lhe foram atribuídos.
Acho que preferia o lado selvagem de Tróia 'a megalomania de novo-riquismo e elitismo que se avizinha!

8.30.2006

Pérola da Música Portuguesa

Vocês lembram-se disto?



Ontem foi risada de meia-noite no laboratório enquanto o André, enfática e pomposamente, apresentava 'a Lu, nossa amiga Brasileira, este vulto das odes 'a colonização Portuguesa.

E cantávamos, e dançávamos, e fazíamos coreografias... só faltou pegar nas pipetas, qual microfone. A Lu, percebendo o porquê de tanto chinfrim a bem ou mal, rebolava de tanto riso com as nossas figuras:

- Fui conquistador! Fui conquistadoooooooorrrrr!!! (e aqui quase que ajoelhávamos no chão, tal não era o dramatismo e sentimento empregue na representação. Ainda bem que só a mulherzita da limpeza entrou naquela altura e não nenhum dos nossos chefes!)

Que piroseira!
E pensar que Portugal em peso julgava que teríamos uma chance de ganhar esse festival da Eurovisão!

Ai balha-me deuje!!!

8.25.2006

A Je no seu melhor

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Já me disseram que, por vezes, sou demasiado directa. Pessoalmente, não acho que isso seja mau. Prefiro dizer o que penso, mesmo que não seja exactamente o que o outro espera ouvir, do que fingir uma resposta na qual não acredito. Claro que, tudo com conta, peso e medida.

Há situações em que o assunto não é tão premente ao ponto de sentir necessidade em tornar o meu ponto de vista claríssimo e, nessas ocasiões, não me importo de ser simpática e não discordar (notem que também não concordo. ouço só e não comento... sou meio teimosita, sabem?).

A situação que vos vou contar foi uma dessas situações. Não me teria custado nada estar caladinha e a miúda teria ficado feliz e contente e eu também não me chateava muito... só que, já dá para ver que não foi assim.

Estávamos no jardim, no meio dos convivas que se tinham reunido para aquele churrasco. Eu, sentada, reparei que K. se aproximava com umas bolachas de chocolate. Não umas quaisquer. Bolachas de chocolate Milano, que eu adoro!
Já anteriormente tinha reparado que havia umas em cima da mesa mas, como eram “light”, abstive-me de as comer. Não gosto nada destas mariquices lights, que não são carne nem são peixe.

Adiante!
Como ‘aquela distância não consegui perceber se K. trazia as mesmas bolachas ou não, perguntei-lhe:

- São “light”?

De imediato, a rapariga sentada ao meu lado, exibindo um sorriso enorme e excitadíssima, respondeu-me:

- Sim, são sim!!

- Ah, então não quero!
Bolachas de chocolate não são para ser “light” e não!

Já adivinhado o que por ali vinha, K. começa a gesticular-me, qual filme mudo, por trás da rapariga.

Eu, sem perceber nada, continuei:

- acho uma parvoíce fazerem-se estes doces “light”! - e K. continuava a gesticular, agora mais vigorosamente. Se uma pessoa não quer engordar não come doces e pronto! Agora, comer esta coisa... nem nos satisfaz na barriga, porque não sabe a nada de jeito, nem nos satisfaz na consciência porque, mesmo sendo "light", sabemos que não o deveríamos estar a comer.

A rapariga, agora com um sorriso amarelado, soltou um “pois” desanimado e afastou-se.
De imediato K. vem ter comigo:

- Inês, que bela cena! – e ria-se já – aquela rapariga foi quem trouxe as bolachas!

"Já estavas caladinha estavas, oh Inês!", pensei para comigo.

8.24.2006

Lamechices

E como deixar a Je a chorar emocionada logo pela manhã, mas ao mesmo tempo tão feliz por se terem lembrado de mim de maneira tão doce?

Simples! Bastou as minhas primas Queridas enviarem-me este vídeo do mais novo membro do clã, a minha Primita Catita!



Esta coisa de estar no estrangeiro é muito gira para certas coisas mas, para outras, nem por isso. A vida do outro lado desenrola-se, coisas importantes acontecem e eu sem as poder presencear ou viver ao vivo.

Ainda não conheci esta bebé maravilhosa (não é LIIIIIIIIINDA de morrer?!), nem sequer vi a barrigota linda de grávida que a mamã MJ passeou orgulhosa durante 9 meses, mas as agora Titis (Primas Queridas!), fazem o favor de diminuir a distância e vão-me mimando e actualizando com fotos e comentários. Conhecendo-me tão vem, a Ivone até me mandou um email acerca do cheirinho da Primita Catita. Mas nada me preparou para este vídeo, assim, logo de manhã, como quem diz "Bom Dia!".
E que coisa linda!

Armei-me em carapau de corrida e, em Dezembro passado, quando estive em PT pela última vez, anunciei que este ano, em vez de ir 'a santa Terrinha cada vez que tivesse férias, numa das vezes iria a um outro local qualquer e só no próxima Natal voltaria a Portugal. "Já conheço Portugal e há um mundo inteiro por descobrir! Assim, tem que se dividir o mal pelas aldeias", anunciava eu do alto da minha sabedoria e experiência.
De facto, no início nem foi assim tão mau. Férias no Brasil, dez diazitos na Califórnia... não me posso queixar.

Mas agora, quando os meus pais e amigos do coração me telefonam de Sagres, onde passei excelentes momentos como este o ano passado, quando vejo filmes como a "Casa de Areia" sobre gerações e os laços que unem as pessoas, quando passeio pelo albúm de fotografias tiradas em PT pelos meus amigos Edu e Dani ou quando recebo filmes como o desta manhã bate-me cá uma Saudade... e vejo que não sou assim tão carapau de corrida e que estou mortinha por me meter no avião e pisar naquele belo jardim 'a beira mar plantado, que tanto tanto tem para me oferecer e onde tenho sempre tanto para conhecer.

Afinal, como disse, a vida do outro lado desenrola-se, coisas importantes acontecem...

8.23.2006

Casa de Areia

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Esmagadoramente belo.
Imperdível!

8.21.2006

Coisas....

Como devem ter reparado (ou não, porque poucos devem ser aqueles que ligam puto a este blog :P) estive ausente por quase 3 semanas. Foram tempos ambíguos!
Por um lado foi excelente, porque fui para a Califórnia, nomeadamente para uma conferência (que adorei) em Santa Cruz, viagem ‘a qual se juntaram duas mini-estadias em São Francisco com a minha mui querida Mana Si e os amigos dela (alguns que já conhecia e que outros vim a conhecer), uma ida para Long Beach onde eu e mais 5 mafarricos (amigos) ficámos num apartamento de sonho, com uma casa de banho maior que o meu quarto, piscina, jacuzzi, e a praia logo ali, muitos passeios por Santa Mónica, passagem por Malibu, Venice Beach, Sunset Boulevard, as montanhas de Hollywood ao fundo, LA logo ali enquanto acelerávamos com os cabelos ao vento no descapotável de K. e T., e a cereja no topo do bolo e razão desta ida para aquelas bandas, o casamento de dois amigos queridos que, segundo a tradição Judia, me transportaram para cenas de filmes do Emir Kusturica, tipo Gato Preto Gato Branco, e me permitiram participar do casório mais animado e divertido da história. Saltar, pinchar e rodopiar ao som de melodias chapadinhas 'as composições de Goran Bregociv foi efusivamente hilariante e contagiante! Mazel Tov (ou Molotof, como alguns de nós já gritavam!).

Regressar custou! Custou deixar o sol, a praia, trabalhar para o bronze como principal actividade do dia e, especialmente, cair directinha em Boston, com um jet-lag pesado e uma constipação valente, logo numa 2a feira (é no que dá laurear tanto a pevide). A juntar ‘a festa, tive que dar lab-meeting na 6a feira e tive reunião com o chefe no sábado. Nada mais nada menos do que 4 dias para recuperar de tudo, cair na real, fazer alguma coisa de jeito no lab e tratar de me sair bem ‘a frente da malta toda com quem trabalho e do chefe. A bem ou a mal (mais bem que mal, felizmente) lá me safei e, no fim do dia de Sábado, já pude respirar um pouco. O fim de semana passou num ápice e hoje já era 2a feira de novo.
“Vamos lá a ver se não é uma daquelas 2a feiras!”, pensei ao acordar. E não foi mesmo. O dia foi Maravilhoso!
Esteve enevoado, uma brisa algo fresca e, em algumas árvores, as folhas amareladas já anunciam o Outono para breve. E que há de tão maravilhoso acerca disso? Nada! Mas o que aconteceu, ultrapassou isso tudo e fez deste dia um dos mais felizes dos últimos quase 2 meses.
Quando já perdia as esperanças de ver a minha Primavera regressar antes do fim de Outubro, eis que tudo se alterou, houve reviravoltas, ventos de direcções desconhecidas, mudaram-se marés, rios correram ao contrário, planetas alteraram as sua rota e, e, e….. o David vai regressar 1 mês e 5 dias mais cedo (notem a precisão)!!!!
Zzzzzwwwweeeeeeeeee!!!! Rejubilei! Rejubilámos!
A ideia de voltar a ser Primavera em menos de um mês afastou as nuvens e fez o Sol brilhar de novo.

E estou assim! Parvinha!

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Folhas de Outono, preparem-se!!