" Membro fantasma - sensação experienciada por cerca de 50% a 80% dos amputados de ainda possuirem o membro que lhes foi retirado. "
Eu acho que sofro disto, mas ao contrário.
Pedalar para o lab com -6˚C faz-me ter os membros mas não os sentir.
1.31.2007
1.30.2007
Lá terá que ser

O Blog sempre me fez muita companhia nas noites em que chegava a casa e nada mais me esperava se não um silêncio vazio. Servia de companheiro, com quem falava e desabava. Agora que tenho o David, o Casaco Amarelo ficou para segundo plano e algo negligenciado.
Até andava a pensar desistir da blogosfera mas, quando menos se espera, acontecem destas coisas: mais de 170 visitas num dia.
Coisa inédita!
Embora o soubesse já, tive a confirmação de que, uma vez partilhado, o Casaco não é mais só meu: é meu e de quem o lê, de quem comenta, de quem nele busca algo... e não posso pura e simplesmente dizer “acabou-se a papa doce!” (se bem que convém que contribuam com uns bitates aqui e ali, ok?).
Assim, o Casaco está por aqui para mais um Inverno.
1.28.2007
Para Ele

Apareceu na minha vida inesperadamente, como uma lufada de ar fresco.
Os dias tornaram-se mais luminosos, mais bonitos.
Brilhantes, cheios de um aroma que só ele tem. Primavera!
Todos os dias recebo Túlipas Amarelas: no sorriso, no abraço, no beijo, nas palavras sussuradas, no afastar do cabelo do meu rosto, no olhar meigo, naquela amizade e companheirismo...
Túlipas amarelas no meu coração!
Para quem eu tanto quero.
Para o David.
Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
Eugénio de Andrade
1.24.2007
Tal Pai tal Filho
1.23.2007
Vantagens de estar Casada
Quem me vê diz que estou mais magra.
Com uma pele espantosa, um cabelo saudável, um ar radiante... bonita!
Nada como estar apaixonada, andar feliz e, claro, fazer muito exercício (horizontal/vertical/obliquo/em-qualquer-lado/em-qualquer altura/em qualquer-posição, entenda-se, hehehe).
E a prova disso é o meu Indíce de Massa Corporal: 21.5
E o vosso, qual é?
Vamos lá a ver os estragos da época natalícia!
Com uma pele espantosa, um cabelo saudável, um ar radiante... bonita!
Nada como estar apaixonada, andar feliz e, claro, fazer muito exercício (horizontal/vertical/obliquo/em-qualquer-lado/em-qualquer altura/em qualquer-posição, entenda-se, hehehe).
E a prova disso é o meu Indíce de Massa Corporal: 21.5
E o vosso, qual é?
Vamos lá a ver os estragos da época natalícia!
1.18.2007
1.17.2007
1.16.2007
Ele está aí

Começámos o dia com 4˚C e já vamos nos -4˚C.
A previsão é de que esta noite os termómetros baixem até aos -11˚C, continuando a descer amanhã.
Bbbrrr... que frio!!
Numa esperança quase que irreal, esperava que este ano não passássemos por este tormento. O Inverno tem sido anormalmente quente e, embora já a meio de Janeiro, ainda não houve sinal de neve. O ano passado, no dia 29 de Outubro caiu o primeiro nevão.
Mesmo sabendo que isto não é normal, tinha esperanças que este ano não tivesse que me transformar num astronauta deslocado do seu habbitat, de tão enchouriçados que temos que andar.
O que vale é que mais nenhum Inverno será tão frio como os anteriores.
Agora tenho quem me abrace :)
1.15.2007
Portugueses Modernos aos olhos de um Brasileiro

Porque muitos dos Portugueses que emigraram para o Brasil o fizeram há coisa de 50 anos atrás, para muitos Brasileiros o estereótipo do Tuga é o de alguém velho, que trabalha numa padaria e, como não podia deixar de ser, tem um farto bigode.
Hoje, assistia com o David ao programa "OS GRANDE PORTUGUESES", apresentado por Maria Elisa e, enquanto várias personalidades como Almeida Santos, Leonor Beleza, Mário Soares, Marcelo Rebelo de Sousa e que tais comentavam os nomeados, o David, com um sorriso, abanava a cabeça e dizia:
- Está tudo mal! Tudo mal!
- Mal?? Que mal tem o Zeca Afonso?
- Está tudo mal!! Estes Portugueses já não são o que eram! Aparecem todos sem bigode... até as mulheres!!
Pimba, uma almofadada no David!
Ele sabe que eu luto activamente contra o estereótipo que referi mas não consegui evitar a risota geral! :)
1.12.2007
1.10.2007
Um par de Estalos
Concordo que nos aeroportos se tem que proceder a medidas de segurança e que, por muito chato que possa ser tirar sapatos, cintos e quase ficar em pelota, é para o bem do utente. No entanto, há que haver o mínimo de bom senso.
Devido ao formato de um dos items que levava quando voei daqui para a Europa, por altura do Natal, o que eu esperava despachar no check-in acabou por vir comigo na cabine, como bagagem de mão.
Com a pressa, filas, horário do embarque quase aí e o inesperado da situação, esqueci-me que transpostava nessa mesma mala uma embalagem de creme para o corpo. Como desde que houve aquela possibilidade de bomba em Inglaterra em Agosto, por causa de uma substância líquida, não se pode levar quase nada que se aproxime dessa consistência e quase nos arriscamos a ser atirados da janela do avião em pleno vôo se chorarmos ou suarmos demais e excedermos o limite máximo de líquido previsto por pessoa, obviamente que depois de passar pelo detector de metais o funcionário me chamou 'a parte e pediu para inspeccionar a minha mala.
Colocou as luvas de latex, correu o fecho eclair pedindo para que eu não tocasse em nada e lá de dentro tirou o frasco outrora rosáceo e agora transparente, apresentando apenas uma pequena camada de creme alaranjado no fundo.
Por outras palavras, um frasco de creme praticamente vazio.
- Lamento mas vou ter que lhe confiscar isto! Excede as 8oz permitidas.
Cara da Inês
- Quê?!?! Mas não vê que o frasco está praticamente vazio? (um par de estalos)
- As ordens que tenho é de que cada passageiro só pode levar 8oz de substâncias de consistência líquida ou géis. Aqui no frasco diz 12oz.
Cara da Inês
- Mas você 'tá parvo ou quê?? (óbvio que não disse isto, mas era, letrinha por letrinha, o que me percorreu a mente durante aquela cena toda)
E lá fiquei eu a ver o marmanjo deitar o creme para o lixo, onde já se amontoavam frascos e frascos de shampoos, géis de banho, batôns, perfumes e sei lá mais o quê.
E porque me lembrei eu desta história? Ora, vi este desenho e tenho a certeza que foi aquele sernhor que o fez :P
Devido ao formato de um dos items que levava quando voei daqui para a Europa, por altura do Natal, o que eu esperava despachar no check-in acabou por vir comigo na cabine, como bagagem de mão.
Com a pressa, filas, horário do embarque quase aí e o inesperado da situação, esqueci-me que transpostava nessa mesma mala uma embalagem de creme para o corpo. Como desde que houve aquela possibilidade de bomba em Inglaterra em Agosto, por causa de uma substância líquida, não se pode levar quase nada que se aproxime dessa consistência e quase nos arriscamos a ser atirados da janela do avião em pleno vôo se chorarmos ou suarmos demais e excedermos o limite máximo de líquido previsto por pessoa, obviamente que depois de passar pelo detector de metais o funcionário me chamou 'a parte e pediu para inspeccionar a minha mala.
Colocou as luvas de latex, correu o fecho eclair pedindo para que eu não tocasse em nada e lá de dentro tirou o frasco outrora rosáceo e agora transparente, apresentando apenas uma pequena camada de creme alaranjado no fundo.
Por outras palavras, um frasco de creme praticamente vazio.
- Lamento mas vou ter que lhe confiscar isto! Excede as 8oz permitidas.
Cara da Inês
- Quê?!?! Mas não vê que o frasco está praticamente vazio? (um par de estalos)
- As ordens que tenho é de que cada passageiro só pode levar 8oz de substâncias de consistência líquida ou géis. Aqui no frasco diz 12oz.
Cara da Inês
- Mas você 'tá parvo ou quê?? (óbvio que não disse isto, mas era, letrinha por letrinha, o que me percorreu a mente durante aquela cena toda)
E lá fiquei eu a ver o marmanjo deitar o creme para o lixo, onde já se amontoavam frascos e frascos de shampoos, géis de banho, batôns, perfumes e sei lá mais o quê.
E porque me lembrei eu desta história? Ora, vi este desenho e tenho a certeza que foi aquele sernhor que o fez :P
1.07.2007
Tomás
O melhor presente de Natal foi...

UMA CEGONHA COM GPS!!
Finalmente a caramela encontrou a morada da minha mãna e lá por meados de Agosto/Setembro vou ser tia do Tomás (até parece que ouço o meu cunhado a gritar lá do fundo: Carolina!!!!! Ele insiste que vai ser uma menina... coitado, cada um tem a sua pancazita, heheh)
Foi, é, uma tremenda Alegria a chegada desta criança.
Parabéns aos pais!

UMA CEGONHA COM GPS!!
Finalmente a caramela encontrou a morada da minha mãna e lá por meados de Agosto/Setembro vou ser tia do Tomás (até parece que ouço o meu cunhado a gritar lá do fundo: Carolina!!!!! Ele insiste que vai ser uma menina... coitado, cada um tem a sua pancazita, heheh)
Foi, é, uma tremenda Alegria a chegada desta criança.
Parabéns aos pais!
12.12.2006
O GRITO

Já que hoje é o aniversário do Munch, bastante conhecido pelo seu famoso Grito, decidi falar de um outro tipo de grito: o da reclamação e do incorformismo.
Sou desde pequena o que se pode chamar de uma bela refilona. Se acho que tenho razão, reclamo e não me calo. E não calo mesmo. Vejam só como não estou a mentir:

Bonitinha, não?! :)
Começou desde logo com os meus pais, o que me custou algumas bofetadas (muito bem dadas, diga-se. Hoje sou uma menina muito bem educadinha). Depois seguiram-se reclamações com os colegas, o homem do autocarro, os professores e nunca mais parei.
Lembro-me perfeitamente de ser expulsa da aula de Matemática, por me ter levantado e, em nome de todos, desatar a barafustar com a professora por nos chamar parvos.
“Não é com isultos que se educam as pessoas!!!”.
Indignadíssima, a professora cuspiu um “reduza-se ‘a sua insignificância” e mandou-me sair da sala. Muito embora nunca antes tivesse sido advertida dessa forma por um professor e não obstante ter sido sempre uma aluna exemplar, em desempenho e conduta, como me gostaria de me manter, nada mais me poderia ter dado tanto prazer do que sair daquela sala.
Sai de cabeça erguida e satisfeita por não ter engolido o insulto como todos os outros fizeram. Desde aí, nunca mais a Dona Pigmeu, como lhe chamávamos, nos insultou.
Acho que é por causa das faltas de reclamação que a sociedade não avança. O pessoal, basicamente, come e cala, acomodando-se ‘as coisas, pois é mais fácil não fazer nada do que reclamar. E assim se vai indo, contando já com a passividade do consumidor, e assim se continuam a assistir a injustiças.
O expoente máximo desta minha teoria teve lugar em Espanha, em Salamanca salvo erro, onde, juntamente com pais e irmã, acampámos por uns dias. Digo que foi o expoente porque serviu para converter alguém, mais propriamente a minha Madalê querida (vulgo Mãe), que também é muito teimosita mas teve que dar a mão ‘a palmatória.
Naqueles 15 dias de férias, o então meu namorado ficou em Portugal, enquanto andei a passear por terras Espanholas. Claro está que, ‘a noite, lá fazia eu o telefonema da praxe, para matar a saudade. Naquela noite, reuni as minhas moeditas (500 pesetas, na altura) e fui até ‘a cabine telefónica.
Pus o dinheiro, como de costume e, sem sequer ter tido tempo de pertanejar, a maquineta ficou-me com as moedas sem ter efectuado a ligação. Após as típicas tentativas de bater várias vezes no telefone, pôr e tirar o auscultador, verificar se algumas moedas teriam caído, segui frustrada para a roullote, sem efectuar a chamada e deixando o namorado indefinidamente ‘a espera.
No dia seguinte, bem cedinho, enquanto estávamos a tomar o pequeno-almoço, disse:
- vou indo para a recepção e espero lá por vocês. Vou reclamar do dinheiro que perdi!
A minha mãe riu-se:
- Dá-te para boa! E é logo aqui em Espanha que vais reclamar. Amanhã já vamos embora, não te serve de nada.
- Azarito!! Ao menos reclamo. Se não fizer nada é que tenho a certeza que não reavejo o dinheiro.
Abanou a cabeça como quem diz “é sempre a mesma… teimosa!!” e, ainda sorrindo, só disse:
- vai lá… se ficas feliz!
E lá segui eu, sentindo nas costas o sorriso de “é sempre a mesma… teimosa!!” da minha mãe.
Chegada ‘a recepção, expus o meu caso, ao que a mulherzita me disse que as cabines são da responsabilidade da Telefónica, pelo que a única coisa que ela podia fazer era dar-me um formulário de reclamação para eu preencher e ser enviado ‘a companhia. Assim fiz.
Quando os meus pais me apanharam e seguimos para a visita turística do dia, contei o sucedido… e a minha mãe ainda se riu mais:
- Sim! Sim! Bem podes esperar. Não me digas que estás ‘a espera que te mandem o dinheiro para Portugal?!?!
Não só mandaram, como o fizeram ainda antes que nós lá conseguíssemos chegar. Quando regressamos, tinha na caixa do correio uma carta da Telefónica a dar-me toda a razão, a pedir-me desculpa pelo sucedido e pelo inconveniente e ainda… um cartão telefónico no valor de 1000 pesetas (o dobro do que eu tinha perdido).
Após este episódio, é ver a minha mãe reclamar até hoje, sempre que acha que o deve fazer e dizer: vale sempre a pena, como a minha Nês fez em Espanha!
Esta historieta toda vem a propósito de uma situação recente.
Aqui, para se estacionar o carro, é uma dor de cabeça. Tem que ser ter uma permissão de parqueamento para aquela zona em particular, caso contrário, pimba: em menos de nada temos uma multa escarrapachada no vidro do carro. E se os gajos são rápido… não dão folga nenhuma. Assim, se eu moro em Somerville, não posso estacionar em Cambridge e “viso-versa”. como dizia alguém que conhecia.
Ora, acontece que na rua onde moramos não há esse requisito (deve ser milagre) e, por isso, estacionámos o nosso popó tranquilamente, mesmo sem termos ainda o autocolantezinho que diz que ali moramos e que podemos estacionar em Somerville. Na manhã seguinte, o que é que temos ‘a nossa espera? Nem mais, uma bela multa!
O David conformou-se logo, dada a rispidez do sistema.
Eu olhei para aquilo e só consegui rir. Primeiro, veio um bófia de Cambridge multar-nos em Somerville (só pensei: mas o gajo não tem mais nada que fazer ‘as 9 da matina de Domingo?) e depois o motivo da multa era “falta de autocolante de parqueamento”.
- Só podem estar a gozar!! Não pagamos!!! (e de repente pareceu-me ouvir as manifestações dos estudantes quando eu andava na FCUL, contra as proprinas! Mas foi mais ou menos esse o espírito).
Zás-trás-pás, ligo para a Câmara Municipal de Somerville, confirmo que de facto não era preciso autocolante, meto a reclamação a caminho pela internet e há dias recebi a cartinha em casa a dizer que sim senhor, tínhamos razão, e que a multa estava sem efeito.
E “mai” nada!!
Não me calo e não me calo!
Até parece que ouvi a minha Madalê:
- vale sempre a pena, como a minha Nês fez em Espanha! :)
11.26.2006
Rocky, esse "ganda" maluco!
Pelo vistos ele está de volta.
Dados os resultados dos castings, tiveram mesmo que usar o Stallone de novo!
Dados os resultados dos castings, tiveram mesmo que usar o Stallone de novo!
11.22.2006
Ooops...

E em pleno laboratório, foi exactamente uma cena dessas que eu fiz. Foi como se tivesse, no meio do silêncio, mandado tamanho berro que toda a gente ficou a olhar para mim.
No lado do laboratório em que me encontro, existem 4 bancadas, cada uma com 2 pessoas. Em frente ‘as bancadas existem as respectivas secretárias. Assim, existe uma fila de secretárias, uma fila de bancadas, outra fila de bancadas em que as pessoas ficam frente a frente, outra de secretárias e por aí segue.
Embora exista alguma divisão entra as chamadas “bays” (corredor entre bancada e secretária) o espaço é basicamente contínuo e consegue-se ouvir tudo o que se passa no lab.
Nesse dia, o A., na bancada ‘a minha frente, tinha que apresentar a lab-meeting. Bastante atarefado e atrapalhado, tentava prepará-la, em cima da hora... como sempre. Volta e meia lá dizia algo como: “ pessoal, preparem-se para a pior lab meeting da vossa vida!”
Tentando consolá-lo, aqui entra a Inês em acção, num momento que se tornou inédito na história do Schier lab.
O que eu queria dizer ao A. era:
- vá lá, não te preocupes, tu safas-te sempre!!
E que foi que eu disse então?
- C’mon, don’t worry, you always (e aqui é que os tambores começam a rufar)... GET OFF with it.
Entenda-se que o que eu queria dizer era GET AWAY (safas-te) e não GET OFF (ejaculas!!!!)
Imediatamente, da outra ponta do lab, após uma gargalhada sonora, WY berra:
- WHAT?? Mas que raio de conversas vão para aí?
Ao meu lado, J., de pipeta na mão, personificava o A. a GET OFF:
- Ohhhhh... MicroRNAs!! MicroRNAaaaaaaas!!!
Oh yes! Yeeeeesssssss!!
Escusado será dizer que foi risada geral... até o A. relaxou um pouco!
Eu e o meu Inglês...
Sei as palavras grandes e complicadas. Por vezes nem acreditam que Inglês não é a minha primeira língua (se bem que devem ser meio mouquinhos :P), mas depois.... quando chega ‘as pequeninas como IN, ON, OUT, UP, AWAY, DOWN e mais sei lá o quê... é uma desgraça. Meto os pés pelas mãos e saem alarvidades destas :)
11.14.2006
Um Carro Diferente
Lembram-se da história dos meus carros mirabolantes? Pois é, pode-se dizer que essas histórias passaram mesmo ‘a história pois ontem, eu e o David tornámo-nos os felizes proprietários de um veículo a sério.
Ei-lo, o Mazda Tribute ES. Não é tão bonitinho!?

Custou mas foi!
Já há mais de um mês que andávamos ‘a procura de carro mas não havia meio de acertarmos com a coisa. Aliás, acertar acertávamos, só que acertávamos sempre em situações menos esperadas.
No primeiro caso, vimos o anúncio do carro, achámos tudo muito bem e o David foi lá vê-lo, em Medway. Veio satisfeito e fez questão que no dia seguinte eu lá fosse com ele para confirmar que era de facto uma boa aquisição. Andámos no carro, analisámos tudo, fizemos o típico choradinho para baixar o preço, chorámos ainda mais um bocadinho, mais um pouquinho, mais um tiquinho e, ao fim da tarde, tínhamos chegado a acordo com o dono. Até aqui tudo bem. Faltava então que ele nos passasse o título do carro, coisa que ficou para ser feita no dia seguinte. De manhã toca o telefone:
- Olhem, afinal não vos posso vender o carro!
- O quê? – só pode estar a gozar com a nossa cara, pensava eu
- Ah, é que o título do carro vai demorar dois meses a ser feito, pois o carro ainda está no nome não sei de quem...
Uma treta! Mas que raio de trengo que se vai pôr a vender o carro sem providenciar que tudo esteja em ordem para que a transacção se processe? Devia ter-lhe cobrado os dois dias de aluguer de um carro que tivemos que fazer para lá podermos ir ver a carripana dele. Bem, adiante! Venha o próximo.
Mais umas buscas, mais umas pesquisas, mais umas análises e desta vez encontrámos o próximo candidato em Peabody, perto de Salem, a cidade das bruxas (acho que encontrámos uma bruxa que andava perdida pela área - a dona do carro). Novos contactos, novas combinações, novo aluguer do carro e lá fomos nós. Vimos, experimentámos, gostámos, regateámos, chorámos, esperneámos e já nos aproximava-mos do fecho do negócio não fosse a senhora (grávida e bem americana) querer dinheiro.
Teríamos passado o cheque logo na altura mas, assim, ficámos de regressar no dia seguinte com o dinheiro. Bendita a hora em que o fizemos pois, chegados a casa, verificámos que, tendo em conta os extras ou ausência deles no veículo, o preço que tínhamos acordado estava 700 dólares acima do preço estimado para aquele carro, daquele ano e com aquela quantidade de milhas.
Na manhã seguinte, bem cedo, para evitar que a mulherzita se fosse pôr a limpar o carro com a sua pesada barriga de quase 9 meses desnecessariamente, telefono para esclarecermos esse ponto. Atendeu-me com uma voz de sono e arrastada. Assim que refiro que o preço do Blue Book está abaixo do preço que tínhamos discutido, deu-lha a travadinha e aqui vai disto (foi aqui que fiquei com a certeza que era uma bruxa). Nem parecia a mesma. A grávida desata aos berros, chia, grita, bale, tosse e muge, imagino até que estivesse a fumegar pelas orelhas, desgrenhada, de cabelos em pé, ruborizada qual tomate e com a barriga aos saltos, não me dando qualquer oportunidade de articular seja que palavra for. Ficou possessa.
Quando atentei um “but” cuspiu um:
- não querem o carro pois não? então tchau!
E desligou-me o telefone na cara. Fiquei atónita, boquiaberta e sem sequer saber o que dizer. Ao meu lado, na cama, o David olhou para mim e só exclamou:
- não correu lá muito bem, pois não?
Rimos e ainda hoje a grávida é motivo de risota e de paródia.
Ironicamente, fomos encontrar o nosso Mazda mesmo ao pé de casa... e andámos nós ‘a procura por tão longe (não referi que antes já tínhamos ido a New Hampshire e Malden fazer a nossa busca)!!!
Bem, o que interessa é que desta vez o negócio foi bem mais civilizado e compensador. O dono do stand, um senhor gordo, grande mas com muito potencial para ser um bonacheirão bem disposto, pareceu-nos muito bom sujeito, bastante prestável e, como se de filhos dele nos tratássemos, com bastante vontade de nos ajudar. Nunca tinha ouvido falar de um stand que emprestasse dinheiro, como se de um amigo ou familiar se tratasse, sem juros e que nos permitisse pagar quando e como quisermos, pelo tempo que quisermos, mas o que é certo é que foi isso que ele fez e pronto.
Já temos um popó, todo catita!!
Vamos buscá-lo amanhã!
Depois eu ponho fotos de “mete nojo” comigo e com o David e, claro, a estrela desta saga: o Mazda.
Ei-lo, o Mazda Tribute ES. Não é tão bonitinho!?

Custou mas foi!
Já há mais de um mês que andávamos ‘a procura de carro mas não havia meio de acertarmos com a coisa. Aliás, acertar acertávamos, só que acertávamos sempre em situações menos esperadas.
No primeiro caso, vimos o anúncio do carro, achámos tudo muito bem e o David foi lá vê-lo, em Medway. Veio satisfeito e fez questão que no dia seguinte eu lá fosse com ele para confirmar que era de facto uma boa aquisição. Andámos no carro, analisámos tudo, fizemos o típico choradinho para baixar o preço, chorámos ainda mais um bocadinho, mais um pouquinho, mais um tiquinho e, ao fim da tarde, tínhamos chegado a acordo com o dono. Até aqui tudo bem. Faltava então que ele nos passasse o título do carro, coisa que ficou para ser feita no dia seguinte. De manhã toca o telefone:
- Olhem, afinal não vos posso vender o carro!
- O quê? – só pode estar a gozar com a nossa cara, pensava eu
- Ah, é que o título do carro vai demorar dois meses a ser feito, pois o carro ainda está no nome não sei de quem...
Uma treta! Mas que raio de trengo que se vai pôr a vender o carro sem providenciar que tudo esteja em ordem para que a transacção se processe? Devia ter-lhe cobrado os dois dias de aluguer de um carro que tivemos que fazer para lá podermos ir ver a carripana dele. Bem, adiante! Venha o próximo.
Mais umas buscas, mais umas pesquisas, mais umas análises e desta vez encontrámos o próximo candidato em Peabody, perto de Salem, a cidade das bruxas (acho que encontrámos uma bruxa que andava perdida pela área - a dona do carro). Novos contactos, novas combinações, novo aluguer do carro e lá fomos nós. Vimos, experimentámos, gostámos, regateámos, chorámos, esperneámos e já nos aproximava-mos do fecho do negócio não fosse a senhora (grávida e bem americana) querer dinheiro.
Teríamos passado o cheque logo na altura mas, assim, ficámos de regressar no dia seguinte com o dinheiro. Bendita a hora em que o fizemos pois, chegados a casa, verificámos que, tendo em conta os extras ou ausência deles no veículo, o preço que tínhamos acordado estava 700 dólares acima do preço estimado para aquele carro, daquele ano e com aquela quantidade de milhas.
Na manhã seguinte, bem cedo, para evitar que a mulherzita se fosse pôr a limpar o carro com a sua pesada barriga de quase 9 meses desnecessariamente, telefono para esclarecermos esse ponto. Atendeu-me com uma voz de sono e arrastada. Assim que refiro que o preço do Blue Book está abaixo do preço que tínhamos discutido, deu-lha a travadinha e aqui vai disto (foi aqui que fiquei com a certeza que era uma bruxa). Nem parecia a mesma. A grávida desata aos berros, chia, grita, bale, tosse e muge, imagino até que estivesse a fumegar pelas orelhas, desgrenhada, de cabelos em pé, ruborizada qual tomate e com a barriga aos saltos, não me dando qualquer oportunidade de articular seja que palavra for. Ficou possessa.
Quando atentei um “but” cuspiu um:
- não querem o carro pois não? então tchau!
E desligou-me o telefone na cara. Fiquei atónita, boquiaberta e sem sequer saber o que dizer. Ao meu lado, na cama, o David olhou para mim e só exclamou:
- não correu lá muito bem, pois não?
Rimos e ainda hoje a grávida é motivo de risota e de paródia.
Ironicamente, fomos encontrar o nosso Mazda mesmo ao pé de casa... e andámos nós ‘a procura por tão longe (não referi que antes já tínhamos ido a New Hampshire e Malden fazer a nossa busca)!!!
Bem, o que interessa é que desta vez o negócio foi bem mais civilizado e compensador. O dono do stand, um senhor gordo, grande mas com muito potencial para ser um bonacheirão bem disposto, pareceu-nos muito bom sujeito, bastante prestável e, como se de filhos dele nos tratássemos, com bastante vontade de nos ajudar. Nunca tinha ouvido falar de um stand que emprestasse dinheiro, como se de um amigo ou familiar se tratasse, sem juros e que nos permitisse pagar quando e como quisermos, pelo tempo que quisermos, mas o que é certo é que foi isso que ele fez e pronto.
Já temos um popó, todo catita!!
Vamos buscá-lo amanhã!
Depois eu ponho fotos de “mete nojo” comigo e com o David e, claro, a estrela desta saga: o Mazda.
11.13.2006
Pau, Ponteiro, Vara…

E é mesmo sobre aquelas coisinhas que se usam para guiar uma plateia ao longo da nossa apresentação em Powerpoint (ou Keynote para os MAC aficcionados), sem termos que nos emperiquitar sobre o ecran onde esta é projectada, que eu vou falar: o ponteiro a laser.
De há uns tempos para cá, tornou-se bastante comum, para não dizer fashionable e estiloso, usar estes pequenos sticks, bem elegantes por sinal, de dentro dos quais saem raios poderosíssimos. Não me refiro ‘a espada luminosa do Jedi, mas essa é mesmo a figura que uma pessoa faz quando tenta segurar o ponteiro a laser com as duas mãos.
Não fica nada bem mas essa é a única maneira que um gajo tem de evitar que quem nos está a ouvir perceba o nosso nervosismo. E’ que quando agarramos no ponteiro só com uma mão, em grande estilo, ao mínimo tremor de nervos, aquela traquitana em vez de apontar para um ponto fixo no écran, mais parece uma mosca em plena interpretação do vôo do moscardo de Rimsky-Korsakov. A luzita abana por tudo quanto é lado… mais parece que está a haver um tremor de terra.
Já estão a ver: ou seguramos a coisa com uma mão e arriscamo-nos a parecer estar ligados a uma perfuradora, ou agarramos com as duas mãos, só faltando o capacete preto para fazermos de Dart Vader e acabarmos a apresentação em grande estilo com um valente “May the Force be with you”.
Oh p'ra ele tão catita, com o seu ponteirito:

Assim, eu cá sou bem tradicionalista e não sou nada apologista dos ponteiros a laser. Sempre que posso, procuro a vara e faço a apresentação com ela em punho.
Nada como um pau para uma boa performance!
PS – Eu bem disse que iria falar de pilas ;)
11.12.2006
De volta

Andas tão quietinha!
Já tenho saudades das tuas aventuras!
Que se passa com o Casaco?
Inezita, moça, ainda está viva?
Menina Inês,
O que é feito de si?!
Não se deixa ver há semanas, não dá notícias, o telemóvel não dá sinal de
vida...
Tentei ligar para o lab, mas também não estavas lá. Miúda, vê lá se dás
sinais de vida. Acho que ainda vivemos na mesma cidade.
Várias foram as abordagens que questionaram que raio se teria passado comigo para não escrever no blog já há tanto tempo.
Não, não me deixei vencer pela preguiça como aconteceu ao bicharoco da foto. Antes pelo contrário!
Andei a bulir a todo o gás, pois na semana passada lá tive eu que enfrentar novamente a sala de seminários, cheia de cromos de Harvard e eu, lá ‘a frente, de ponteiro na mão, com ar de quem percebe muito mas de quem no fundo está é cheia de receio de não estar ‘a altura. A coisa passou sem precalços e aqui estou, sem grandes mazelas.
A juntar ‘a história há, claro, o facto de continuar em Primavera permanente e, ao chegar a casa, ter coisas bem melhores para fazer do que me sentar ‘a frente do computador (e perguntam vocês: que estás então a fazer agora? "poijé", estou a escrever porque o meu gajo está a tocar forrozito no clube e hoje não me apeteceu bailar). Bem, isso não interessa nada mas, como em todos nós existe pelo menos um tiquinho de Big Brother e queremos sempre saber das cusquices, ficam a saber que eu e o meu gajo continuamos em lua de mel e está tudo mais que bem.
Hhhmm…
Reli agora o que escrevi e pergunto-me: mas que raio têm as pessoas a ver com isso? Nada, mas pronto, hoje deu-me para isto.
Ora então, decidi voltar ao blog, sacudir a poeira do casaco e pô-lo mais amarelinho. Há que energizar e, para isso, nada melhor que uma história sobre pilhas… piLHas, ah… nada de confusões (se bem que, se fosse sobre piLas, tenho a certeza que o poder de reenergização seria bem mais eficaz. Pode ser que nos próximos episódios me dê para falar disso :P)
Este fim de semana, no super mercado, procurei pilhas por tudo quanto era lado e nada de as encontrar. Avistando um dos funcionários lá ao fundo, dirigi-me a ele e perguntei:
- Excuse me, where can I find batteries?
Franziu a testa, olhou para mim, considerou se se conseguiria fazer explicar ou não dada a complexidade da resposta e, finalmente, decidiu:
- Come with me.
Segui-o até ao fim do corredor, onde me indicou, apontando com o dedo papudo, uma porta algures ‘a direita, entre as arcas frigoríficas repletas de “piruns” (estasse a aproximar o Thanksgiving).
Temi ter percebido mal as intruções. Afinal, estava-me a indicar a porta de serviço, por onde os funcionários trazem os produtos para preencher as prateleiras.
- Over there? – perguntei eu para me assegurar que tinha percebido bem.
- Yes! Yes! – respondeu-me ele satisfeito com a sua performance.
Ainda hesitante, segui na direcção que me indicou. Quando cheguei ‘a porta, ainda me voltei para trás, para, com o olhar, prescrutar por entre a multidão e receber o acenar positivo do funcionário.
OK, pensei. Se ele diz que é aqui...
Entrei e, como esperado, estava no armazém.
- Mas que raio de sítio para se pôr as pilhas! Não admira que não as tivesse encontrado – pensava eu.
Cruzei-me com outro funcionário e, só pelo sim pelo não, perguntei de novo:
- Excuse me, where are the batteries?
- Right there – respondeu ele meio apressado, apontando para o corredor que se abria ‘a esquerda.
- Porra, é mesmo aqui - continuava eu a pensar, dada a estranheza do local.
Continuei, ainda meio incrédula e, por fim, encontro um terceiro funcionário:
- Excuse me, I am looking for batteries?! – exclamei, num misto de certeza do que perguntava mas dúvida quanto ‘a pergunta fazer algum sentido naquele local.
- Right here – confirmou ele, apontando para a porta ‘a sua frente.
E desatei a rir (acho que até agora o homenzito deve julgar que eu era uma doidinha qualquer).
'A sua frente encontrava-se , nada mais nada menos, do que a casa de banho das senhoras.
Assim, facilmente se pode ir de piLHas para piLas. Basta perceber Bathrooms em vez de Batteries :)
10.14.2006
Inês e os seus carros
Quem me ouvir, até parece que tenho uma frota automóvel mas, quando não se tem cão, caça-se com gato... ou qualquer coisa do género (é que também não sou grande espingarda no que toca ‘a caça). E foi isso mesmo que fiz nas 2 histórias que se seguem.
Assim, um destes dias, decidi ir ao horto para comprar umas plantas, daquelas médias/grandes, por forma a tornar a casa mais aconchegante e acolhedora. Uma vez que não tenho carro e que o David ainda não tinha regressado do Brasil, decidi munir-me dos meios de possível transporte que tinha ‘a disposição e, vai daí, agarrei em nada mais nada menos do que num carrinho de compras da Target, grande superfície que fica a caminha do horto.

Eles bem dizem que os carrinhos não podem sair do espaço comercial e que têm um sistema qualquer XPTO que trava as rodas do carro quando se sai do perímetro e sei lá que mais mas, o que é certo é que aqui a Je pegou alegremente num deles, e ali foi ela estrada a fora sem qualquer problema (se calhar, por ser domingo, o sistema estava de folga).
Chegada ao horto, “estaciono” a carripana perto dos outros carros e, após escolhidas as plantas, pedi ao homenzito da loja que as pusesse, juntamente com 2 sacos de terra, no meu “carro”:
- Onde está o seu carro?
- Ali – apontei eu para a minha “máquina” vermelha
- Onde? – dizia o homenzito olhando em todas as direcções mas sem perceber que carro vermelho era aquele a que me referia.
- Aquele, da Target! – sorri.
Percebendo finalmente, abriu-me um sorriso onde expôs os seus enormes dentes incisivos de ouro e, rindo, disse:
- Ah, trabalhas para a Target!?
- Bem, maijomenos – respondi eu em tom de brincadeira – digamos que pedi emprestado e já lá vou devolver.
- Hehehe... smart girl!!!
Lá empilhámos tudo no carrito e depois segui alegre e contente até minha casa onde, após descarga, acomodei a “bomba vermelha” num pequeno estacionamento logo ali para que, quando terminadas as obras de remodelação em minha casa, pegasse nele e o fosse pôr no centro comercial novamente.
Qual quê?? E quem é que me diz que o carro ainda estava lá?
Era o estavas! Em três tempos, desapareceu. Acho que houve mais alguém que precisou de caçar com gato :)
A outra história passou-se num fim de semana. Embora toda a gente saiba que é, no mínimo, ter instintos suicidas ir ‘as compras ao fim de semana, quando se trabalha durante a semana e não se tem carro não resta outra hipótese se não fazer as compras de supermercado a um Sábado ou Domingo.
Desta feita, lá fui eu para o Market Basket, supermercado enorme que existe relativamente perto da minha casa e que, por ter a relação preço/qualidade mais aliciante das redondezas, é uma verdadeira loucura de tanta gente que por lá se concentra e empurra.
Para tornar a minha ida o mais eficiente possível, levo comigo uma malinha de rodinhas e uma mochila vazias. Assim, posso trazer mais coisas e é mais fácil trazer tudo quando volto a pé.

Após feitas as compras, vim de imediato cá para fora onde, mais calmamente, pude empacotar tudo dentro da malita.
Parei junto a um dos muitos carros estacionados e procedi ‘a operação “transfega/arrumação/empacotamento/baza daqui”.
Como era de esperar, no parque de estacionamento os carros aglomeravam-se e formavam filas intermináveis por forma a encontrarem um lugar e reparei que uma das filas se iniciava logo ali ao pé de mim, onde um carro piscava para estacionar algures do meu lado. Não liguei!
Quando já estava na fase final de “empacotamento”, retirei a mala já cheia do carrinho das compras e iniciei a fase “baza daqui”, puxando alegremente a minha malita. Nisto, vejo que os moços que se encontravam dentro do carro com o pisca ligado se agitaram: um a rir ‘as gargalhadas e o outro, o que estava ao volante, com as mãos na cabeça e um ar de incredulidade hilariante.
Abriu a janela e perguntou-me:
- Não tens um carro? Esse carro não é teu? – apontanto para o Jeep junto ao qual eu tinha parado.
- Não me importava nada mas, por ora, o único carro que tenho é este – respondi eu apontando para a minha maleta e já a rir-me por ter percebido que estiveram aquele tempo todo ‘a espera de um lugar que nunca existiu.
Os meus carros são realmente muito especiais!
Assim, um destes dias, decidi ir ao horto para comprar umas plantas, daquelas médias/grandes, por forma a tornar a casa mais aconchegante e acolhedora. Uma vez que não tenho carro e que o David ainda não tinha regressado do Brasil, decidi munir-me dos meios de possível transporte que tinha ‘a disposição e, vai daí, agarrei em nada mais nada menos do que num carrinho de compras da Target, grande superfície que fica a caminha do horto.

Eles bem dizem que os carrinhos não podem sair do espaço comercial e que têm um sistema qualquer XPTO que trava as rodas do carro quando se sai do perímetro e sei lá que mais mas, o que é certo é que aqui a Je pegou alegremente num deles, e ali foi ela estrada a fora sem qualquer problema (se calhar, por ser domingo, o sistema estava de folga).
Chegada ao horto, “estaciono” a carripana perto dos outros carros e, após escolhidas as plantas, pedi ao homenzito da loja que as pusesse, juntamente com 2 sacos de terra, no meu “carro”:
- Onde está o seu carro?
- Ali – apontei eu para a minha “máquina” vermelha
- Onde? – dizia o homenzito olhando em todas as direcções mas sem perceber que carro vermelho era aquele a que me referia.
- Aquele, da Target! – sorri.
Percebendo finalmente, abriu-me um sorriso onde expôs os seus enormes dentes incisivos de ouro e, rindo, disse:
- Ah, trabalhas para a Target!?
- Bem, maijomenos – respondi eu em tom de brincadeira – digamos que pedi emprestado e já lá vou devolver.
- Hehehe... smart girl!!!
Lá empilhámos tudo no carrito e depois segui alegre e contente até minha casa onde, após descarga, acomodei a “bomba vermelha” num pequeno estacionamento logo ali para que, quando terminadas as obras de remodelação em minha casa, pegasse nele e o fosse pôr no centro comercial novamente.
Qual quê?? E quem é que me diz que o carro ainda estava lá?
Era o estavas! Em três tempos, desapareceu. Acho que houve mais alguém que precisou de caçar com gato :)
A outra história passou-se num fim de semana. Embora toda a gente saiba que é, no mínimo, ter instintos suicidas ir ‘as compras ao fim de semana, quando se trabalha durante a semana e não se tem carro não resta outra hipótese se não fazer as compras de supermercado a um Sábado ou Domingo.
Desta feita, lá fui eu para o Market Basket, supermercado enorme que existe relativamente perto da minha casa e que, por ter a relação preço/qualidade mais aliciante das redondezas, é uma verdadeira loucura de tanta gente que por lá se concentra e empurra.
Para tornar a minha ida o mais eficiente possível, levo comigo uma malinha de rodinhas e uma mochila vazias. Assim, posso trazer mais coisas e é mais fácil trazer tudo quando volto a pé.

Após feitas as compras, vim de imediato cá para fora onde, mais calmamente, pude empacotar tudo dentro da malita.
Parei junto a um dos muitos carros estacionados e procedi ‘a operação “transfega/arrumação/empacotamento/baza daqui”.
Como era de esperar, no parque de estacionamento os carros aglomeravam-se e formavam filas intermináveis por forma a encontrarem um lugar e reparei que uma das filas se iniciava logo ali ao pé de mim, onde um carro piscava para estacionar algures do meu lado. Não liguei!
Quando já estava na fase final de “empacotamento”, retirei a mala já cheia do carrinho das compras e iniciei a fase “baza daqui”, puxando alegremente a minha malita. Nisto, vejo que os moços que se encontravam dentro do carro com o pisca ligado se agitaram: um a rir ‘as gargalhadas e o outro, o que estava ao volante, com as mãos na cabeça e um ar de incredulidade hilariante.
Abriu a janela e perguntou-me:
- Não tens um carro? Esse carro não é teu? – apontanto para o Jeep junto ao qual eu tinha parado.
- Não me importava nada mas, por ora, o único carro que tenho é este – respondi eu apontando para a minha maleta e já a rir-me por ter percebido que estiveram aquele tempo todo ‘a espera de um lugar que nunca existiu.
Os meus carros são realmente muito especiais!
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