4.26.2007

Coisas Boas

O "maridjinho" abraça-me:
- ai... 'cê já 'tá quase indo embora.
- mas eu só vou em Julho!!
- então, está quase. Passa tão rápido... já ' tou com Saudade!

4.25.2007

Coisas Boas

O médico entra no consultório e diz-me:
- Está mais magra não está?

Falem-lhes ao estômago

E' costume aparecerem nos laboratórios representantes desta ou daquela empresa, que nos querem vender as mais recentes inovações tecnológicas nos diferentes campos da investigação.

O mais curioso é que não é com as incríveis vantagens que este ou aquele produto têm que nos tentam chamar a atenção. Chegam ao pé do pessoal e dizem:

- Vamos fazer uma demonstração dos nossos productos no dia tal.

- Arrã - responde o cientista, quase não desviando os olhos da pipetagem que está fazer.

- Vai haver comida, gelados, cachorros quentes e hamburgers!

E é ver o pessoal largar tudo e mobilizar-se para encher a barriga!

4.24.2007

Tecnomacumba

Confesso que quando ouvi este nome não pude deixar de fazer um ar de espanto e sorrir:

- Tecnomacumba?!?!

Lembrei-me logo desta cena:

E o que me veio 'a cabeça foi um monte de pessoal possuído a dançar tecno com galinhas pretas na cabeça... o que, se pensarmos bem, nem está muito da realidade das Raves e afins. Basta olhar para os pastilhados! (tirando as pobres das galinhas, claro).

Afinal não é bem isso:

"TECNOMACUMBA
por Caetano Veloso


Faz algum tempo que venho ouvindo com curiosidade e agrado uma voz de mulher que impressiona pela firmeza, pela limpeza do som, pela naturalidade da afinação. É uma voz que ouvi primeiro casualmente no rádio do carro e que sempre me fez parar para atentar e me perguntar: quem é essa cantora que tem a emissão lisa (sem vibratos) mais impressionante que ouvi em muito tempo? De quem é essa voz encorpada e delicada, de quem são esses glissandos seguros e de grande efeito experimental sem sombra de vulgaridade?

Aprendi o nome de Rita Ribeiro ao encontrar as respostas a essas perguntas. Agora, em parte num movimento de buscar usos significativos para suas invenções vocais, Rita desenvolveu esse projeto a que deu o nome de Tecnomacumba. Os cantos e toques das religiões afro-brasileiras e sua sintonia com os ritmos desenvolvidos no uso de instrumentos eletrônicos. O resultado é rico, honesto e sugestivo.

O disco é um produto de nível profissional impecável, uma prova de que o Brasil anda com as próprias pernas. As combinações rítmicas e timbrísticas das programações eletrônicas com os instrumentos tocados por gente são equilibradas.

O repertório é uma antologia de composições sobre o tema das religiões africanas no Brasil - sempre emolduradas por cantos saídos diretamente dessas práticas religiosas. Às vezes somos levados a nos perguntar coisas como, por exemplo, se o canto sobre Tempo ecoa as lavadeiras de Monsueto ou se o samba de Monsueto é que foi tirado daquele canto. Assim, há um rendado de motivos, uma rede de lembranças e referências que dão uma textura interna especial ao trabalho. O resultado fica mais para um pop elegante, em que uma boa banda de acompanhamento é temperada por sons tecno, do que para um mergulho radical no mundo dos batuques e da eletrônica. Mais uma vez, o que ressalta é a voz de Rita, sua segurança simpática (isso não é fácil nem freqüente), seu timbre cheio, seus ornamentos chiques porque personalíssimos, sua nobreza maranhense. Esse disco tem um futuro intrigante e pode vir a dizer mais do que parece agora. Vamos ouvir e esperar.

Caetano Veloso "

Tirado daqui

4.23.2007

Inês e o Baseball

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Equivale a: um boi a olhar para um palácio!

Estava eu ontem na lavandaria enquanto o jogo dos Red Sox era transmitido nas televisões. Volta e meia o pessoal esquecia-se que estava a lavar a roupa e delirava: riam-se, aplaudiam, gritavam! Até falavam com o vizinho do lado com quem, caso contrário, nunca falariam naquelas circunstâncias.

No ecrãn, os jogadores rejubilavam num estádio, também ele ao rubro. O locutor referia-se a algo como 4 home-runs, coisa nunca dantes vista na história dos Red Sox.

E eu ali, a olhar para aquilo tudo sem fazer put'ideia do que raio se teria passado.
O baseball é daquelas coisas da cultura Americana que, nem com ligação intravenosa, alguma vez se me vai entranhar... só estranhar!

4.19.2007

Amigo

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Porque os verdadeiros Amigos são intemporais e estão sempre lá, sinto vontade de repetir o que já aqui tinha feito.
Mais uma vez, obrigada Zezito!

4.18.2007

Virginia Tech

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Nas palavras do meu amigo P., que tirou esta foto:

"Pois, esta cena da Virginia Tech... e um massacre a moda antiga. E incrivel como estes gajos aqui insistem em dizer q sao um pais civilizado... podes comprar armas como quem compra cerveja ou vinho (pouco mais e preciso q um uma driver’s license). So para ficarem com uma ideia, envio-vos a foto do Winston-Salem Gun Show no ano passado... podia ter comprado uma metralhadora na boa... por uns miseros 400 USD."

Notem só no pormenor do carrinho de bebé e do adolescente junto 'a banca!
As criancinhas já crescem a julgar que ter armas 'a volta delas e' normal... depois queixem-se!

4.17.2007

Música em Boston

A semana passada fui a dois concertos, bastante díspares mas ambos excelentes.

O primeiro foi no MFA, concerto da cantora Brasileira Céu que, com os seus 24 anos, surpreende com uma maturidade vocal extraordinária. Numa mistura de Soul com Jazz, alguma Bossa Nova, Samba Reage e Afro Beat, música Electrónica e bastantes efeitos sonoros (até tem um trecho com guitarra Portuguesa) a sua voz, aveludada e sensual, afinadíssima e super versátil, fez as delícias dos curiosos que enchiam a sala. Foi o seu “debut” em Boston e tanto ela como os músicos se portaram excelentemente. Esta é a música de promoção do albúm, "Malemolencia":



Mas esta é a minha preferida, uma versão de “Concrete Jungle” de Bob Marley:



Já há dois dias que ouço o CD dela sem parar. E’ mesmo bom!

O segundo concerto, bem esse... esse exige mais umas quantas linhas de texto. Fui assistir a nada mais nada menos que o concerto do Brad Mehldau com o Pat Metheny.

Ainda bem que comprámos os bilhetes com mais de 2 meses de antecedência pois a Opera House estava, literalmente, a abarrotar.



Confesso que, para este tipo de espectáculo, prefiro uma sala mais pequena mas o público esteve ‘a altura. Via-se que era pessoal que sabia apreciar e estar neste tipo de concerto pelo que, muito embora a sala enorme, a coisa até se tornou bastante familiar e intimista.

Bem, por onde começar? Pelo início.
Aqui podem ouvir a ovação que Brad e Pat receberam só por aparecerem no palco. Já dava para adivinhar uma noite bem passada.



Aparece tudo escuro porque, depois do trauma do concerto da Mariza, não me atrevi logo a sacar da camera. Assim, como quem não quer a coisa, ficou ligada no meu colo durante um tempo (já estão mesmo a ver que a coisa não durou muito, hehehe).

Deixo-vos com alguns trechos do concerto:



O Pat trocou imensas vezes de instrumentos durante o concerto, demonstrando uma versatilidade incrível. Embora sempre com o piano, o Brad não ficou nada atrás. Pelo contrário. E’, pura e simplesmente, genial. Nesta música o Pat toca viola e foi das melodias que mais me impressionaram ao longo do concerto, de tão linda que era. Eis aqui um pouquinho:



E mais outro tanto:



E o quarteto que mais tarde encheu o palco.



Embora as estrelas fossem, obviamente, o Brad e o Pat, o contrabaixista e o baterista foram dos melhores que alguma vez vi, presenteando-nos com sessões de solos absurdamente extraordinárias. Fiquei tão banzada que nem sequer tive acção para pegar na maquineta mas, acreditem, foi muito, mas muuuuuuito bom.

Claro que o cenário não estaria completo se, a determinado trecho, o Pat Metheney não fizesse uma actuação com a Pikasso Guitar, instrumento que faz jus ao nome uma vez que tem 3 braços e 4 sets de cordas que atravessam o corpo da guitarra. Uma verdadeira ode ao Cubismo e aos ouvidos.

Num só instrumento ouve-se o baixo, algo semelhante a uma harpa, sons orientais e, obviamente, o som da viola. Não me recordo do nome da música que ele interpretou, excepto que era algo com “water” e, de facto, parecia música aquática de tão fluída e transparente.



Que dizer. Nem sei!
Foi brutalmente bom! Uma violência de genialidade e musicalidade. Até os efeitos luminosos estiveram a preceito. E quando tocaram uma música do Milton Nascimento... foi o delírio!

Lindo!

4.15.2007

Não há fome que não dê fartura

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Já assim dizia a minha avó, e muito bem.

Se antes passámos por trabalhos para encontrar um carro, a semana passada, assim, sem mais nem menos, o David ganhou um carro.
Sim, ganhou, do tipo: olha, toma lá, fica com ele!

E o melhor é que não é um carrito qualquer! E' uma bela bomba este nosso novo Rampilan. A prová-lo estão as fotos que ilustram este post.
Digam lá que não parece uma nave espacial?!

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Lavámos o carrito, tirámos-lhe os bancos de trás para que o David pudesse ter espaço para todas as entregas que faz e ei-lo aí para as curvas, pois o resto já ele tinha: embora um carro de 1990, este Nissan vem com vidros eléctricos, fecho de portas centralizado, ar condicionado, rádio com CD, tecto de abrir, mudanças automáticas, cruise control... e, mais fantástico, tudo a funcionar.

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Os amortecedores foram substituídos o ano passado, o motor foi refeito há 3.

Um "xpetáculo"!

Já há uns dias que o David anda a dar-a-dar com ele, para trás e para a frente, a calcorrear quilómetros e o chaveco lá se aguenta 'a bronca. Económico, levezinho... zwwwweeee, lá vai ele.

Claro que não há bela sem senão. Na 5a feira, enquanto o céu desabava lá fora, o David telefona-me, de kispo vestido e capuz enfiado, a dizer que lhe está a chover na cabeça, pois pinga água do tecto de abrir.

Nada que não se resolva. Pegámos num quanto de "duct-tape" (aquele fita cola cinzenta e larga que os mauzões usam nos filmes para tapar as boca das vítimas, sabem?) selámos o tecto de abrir e "já 'tá". As bandas cinzentas até combinam com o ar alternativo do Rampilan, uma vez que tem uma mala bordeaux que foi retirada de um outro carro e um espelho retrovisor também colado com fita-cola.

Um "xpetáculo"!!!

Já com o selo da inspecção em dia (sim, passou :P) lá andamos nós a acelerar pelo estado da Maria Cachucha.

Ah, e esta hein?!

4.13.2007

A Portuguesa e o Brasileiro

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Ontem estavamos, eu e o David, na cozinha, a preparar o jantar e a deitar conversa fora quando, já não sei porquê, começamos a falar dos hinos dos nossos países.

- Queres que eu cante o hino de Portugal? - perguntei - Chama-se "A Portuguesa".
- Pode ser.

Pigarreei, afinei a garganta e lá comecei eu:

"Heróis do Maaaaaaaaaar.
Nooooooooobre povo ...."

Empenhada como estava, até pus a maozita direita do lado esquerdo do peito e lá continuei eu orgulhosamente.

"Sobre a terra e sobre o Mar" (em pianinho, com as dinâmicas todas)

Até ao fim:

Marchar! Marchaaaaaaaaaaar!
Tum-tum-tum-tum (isto fui eu a imitar o som dos tambores)

Terminada a actuação, estava 'a espera de uma ovação. Qual quê!

- Ué? Já acabou?! - perguntou o David surpreendido.
- Já, porquê? - respondi ofendidíssima. Afinal, tinha-me empenhado a valer, ali, no meio da cozinha, entre tachos e panelas, de pantufas e mão no peito.
- Ah não! Não pode ser! - abanava o David a cabeça, divertido - Como é que pode? O hino de Portugal sem falar de Bacalhau, Fado, Pastéis de Belém e Tortas de Azeitão?!?! Ah, que coisa mais sem graça!

Trengo! :P

4.05.2007

Barata-Trap

Aqui no instituto encontra-se, aqui e ali, armadilhas para baratas. Embora tenha um nojo e uma fobia descomunal a estas coisas, nunca resisto a olhar para ver se alguma ficou lá agarrada, toda coladinha, sem se mexer, e a agoniar: morre barata! morre!!

Para meu infortúnio, nunca lá está nenhuma. Se calhar, por serem de Harvard, as caramelas das baratas já aprenderam a evitar as armadilhas.

Eu cá prefiro pensar que já morreram todas.

Blaaaarrrgh!!!

PS - Por motivos óbvios, abstive-me de ilustrar este post. Que nooooooojo!

Esnif! Esnif!!

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Acabaram-se os Morenazos... kaput!

Buááááááá! :(

4.03.2007

Dupla Personalidade

Há dias descobri este blog e agora não quero outra coisa.
Já sei que vou ter com que me rir cada vez que lá vou. Certinho, direitinho!

Vejam lá se não tenho razão!?
Estas tiras com o gato fazem-me sempre rebolar de riso:


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3.30.2007

11 de Setembro e Afins

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Descobri toda a verdade aqui.

De me mandar ao chão de tanto riso.
Boinc! (som da Inês a cair no chão)

"O alegado cérebro do 11 de Setembro, que tem assumido a autoria de tudo o que é tragédia (da destruição de Pompeia às duas guerras mundiais e da peste negra à primeira eleição de Alberto João Jardim), admitiu agora ter planeado também o terramoto de Lisboa de 1755 como represália pela tomada da cidade aos mouros por D. Afonso Henriques. A deslocação violenta das placas tectónicas foi desencadeada por toupeiras amestradas doutrinadas no Islão que abriram túneis até grande profundidade na crosta terrestre, fazendo-se explodir em nome de Alá. Quanto ao absurdo aparente do seu envolvimento em algo que ocorreu há vários séculos, Mohammed prometeu pensar numa resposta e apresentá-la em breve. Apesar das queixas de ter sido torturado pela CIA, o ex-estratega da Al-Qaeda garante que nenhuma destas confissões foi obtida à força mas pede encarecidamente para lhe tirarem os eléctrodos dos testículos porque incomodam bastante, agradecendo a extracção recente da cópia enrolada do Corão que trazia alojada no recto. Convidado a comentar o visual na fotografia tirada aquando da sua captura, disse apenas que "foi uma fase."

in www.inpecia.com

Palhaços

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Têm a mania que são maus mas são é uns belos palhaços, é o que é!

Refiro-me, obviamente, ‘a policia de trânsito por estas bandas. A malta queixa-se de Portugal mas olhem que aqui a coisa não é melhor. Quando há cotas por preencher, toca a multar a torto e a direito, mesmo sem o fazerem como deve ser.

Como se devem lembrar daqui, andei a receber multas de mau estacionamento, muito embora tivesse a permissão de residente e naquela rua tal nem se aplique. A cena repetiu-se não uma, não duas mas sim sete vezes.

Já era tal a frequência com que acontecia que, por várias vezes, o David chegava ao pé de mim e dizia-me:

- Adivinha quem nos visitou!
- Quem?
- O nosso amigo Eagle (palerma do polícia que nos passou as multas).

E lá se repetia o ritual de manhã: entro no site, reclamo e passados uns dias recebia uma carta a dizer que “sim senhora, tem razão. não é preciso pagar”.

Mas a coisa há tempos mudou de tom e em vez de eu reeber esta carta, recebi uma a dizer que estavam a analisar a minha situação e que posteriormente me contactariam.

Ora, o contacto chegou ontem, e vejam só a lindeza da coisa. Os totós dizem que “após minuciosa análise do seu processo” (notem a ironia no Minuciosa) decidiram negar o meu apelo porque, e preparem-se que agora é que a coisa fica ainda mais bonita, “ o parquímetro está a funcionar em perfeitas condições”.

PARQUIMETRO?!?!?! Mas qual parquímetro?
Essa coisa nem sequer existe na minha rua quanto mais um a trabalhar?

Já estão a ver o quão cuidada e minuciosa é a análise deles. Achei aquilo tão estapafúrdio que até dei a carta para um Americano ler, não fosse eu não saber que qualquer outra coisa se podia chamar “meter” (parquímetro).

Mas é mesmo isso que diz. E querem que pague $90.
Noventa dólares!!! Pfff, o caraças é que pago!
Está visto que vai haver forrobodó com esta história.

Já mandei a respectiva reclamação... vamos lá a ver o quão minuciosa vai ser agora a análise do processo. Com sorte recebo uma carta a dizer que “após análise pormenorizada do caso, chegámos ‘a conclusão que é proibido ter camelos dentro do carro”.

Aí até percebia... devia ser o Sr. Eagle a ver-se reflectido na janela do carro!

3.28.2007

Ah, Fadista(s)!!!

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Foi no Sábado passado que ela actuou na Berklee School of Music.

Nem a chuva, que mais tarde se transformou em neve (após um dia de sol radiante... o tempo aqui é completamente doido), arredou os muitos admiradores que quiseram escutar a Mariza, esgotando o auditório.

Não há palavras para a descrever.

A Mulher é um portento!
A Mulher é uma força da Natureza!
A Mulher é o máximo!
A Mulher é extraordinária!
A Mulher, pura e simplesmente, não existe.

A minha amiga Holandesa, excitadíssima, sentada ao meu lado, só exclamava como era inacreditável que tamanha voz e poder saísse de dentro daquele figura esguia, delgada e frágil.

Mariza encheu a sala, não só com a sua voz como com a sua presença, calma e tranquila, ao mesmo tempo que simpática e comunicativa. Falou em Inglês e em Português. Gracejou aqui e ali e, amiúde, esclareceu-nos porque esta ou aquela música lhe eram relevantes, porque Carlos do Carmo é um dos seus mestres (homenageou-o cantando um dos seus Fados), qual a origem do Fado, qual a origem dela, as suas raízes Moçambicanas e Portuguesas, como foi a sua infância e como, aos 5 anos, interpretou em público o seu primeiro Fado no Café dos pais, na Mouraria.

Fez-nos sentir Portugueses e remexeu nAquela nossa Saudade, que nos é tão típica. Por vezes tive lágrimas nos olhos. Noutras, sorri e ri animada enquanto a Mariza, bamboleando-se e dançando até, puxava pela plateia que, batendo palmas, acompanhava os Fados animados e divertidos.

O público estava ao rubro! Irrompia em valentes “Ah, Fadista!!” quando, imponente, Mariza terminava as suas interpretações, interpretações essas perfeitas, cheias de alma e sentimento, mesmo quando se estabelecia aquele silêncio de expectativa, esperando por um sussurro quase inaudível ou por aquela palavra suspensa.

Tudo afinadíssimo!! Irrepreensível!
Profissional como é, Mariza deu todo o espaço aos seus músicos para se expressarem e mostrarem o quão exímios são. Tivemos até uma sessão de guitarrada, em que a Mariza se retirou momentaneamente do palco e só as guitarras primaram.

Excitadíssima, recorri várias vezes ‘a minha camera, muito embora fosse proibido, para registar este ou aquele momento. Tendo sido admoestada uma vez, decidi, após uns 6 filmes (hehehe) parar. Já estava a abusar.

Disse mesmo para mim mesma que não o faria mais mas, quando no fim, inesperada e surpreendentemente, a Mariza presenteia os Americanos com uma versão em Fado de “Summertime” (Gershwin) EXTRAORDINARIA, não resisti e saquei da maquineta mais uma vez.

Mais valia ter estado quietinha porque, muito embora várias pessoas estivessem a tirar fotos, por eu estar mesmo junto ao corredor, fui logo apanhada. A cena foi linda, segundo a minha amiga Holandesa. Ela diz que ficou assustada. Eu... nem sei o que me passou pela cabeça, mas estava na maior. Acho que fiquei possuída pelo espírito aventureiro e destemido dos meus antepassados, enaltecidos no Fado.

Foi assim, chega a menina dos bilhetes e diz-me:

- Faz favor de parar. Já foi avisada 3 vezes. Vai ter que me dar a sua máquina.
- Mentira!! (que raio Inês, não te sabes calar? Que diferença fazem 2 ou 3 vezes!?! Não tens razão e não!)
- Por favor dê-me a sua câmera.
- Não dou!! (lá está ela...)
- Então peço-lhe que me acompanhe até ao gerente.
- Faz favor de esperar que quero ouvir esta música. (juro que lhe respondi assim)
- Já lhe disse para, por favor, me acompanhar.
- Não acompanho. Já lhe disse que quero ouvir esta música – respondi do alto de toda a minha razão - E não insista que está a estragar o espectáculo aos outros (JURO que lhe respondi isto)

Acho que, perplexa com tamanha cara de pau da Tuga, a miúda ficou meio muda, gaguejou, não soube o que falar e bazou.

Tranquila, fiquei a ouvir o Summertime. Não sei mesmo o que me deu porque, mesmo tendo sido em Inglês (que me deixa sempre insegura no que toca a discussões) fiquei calmíssima, impávida e serena.

Termina a música, apoteose e aplausos e sinto uma sombra ao pé de mim.
Era a miúda e o gerente.
- Olha estes – pensei.
- Sou o fulano tal, gerente do estaminé, bla, bla, bla... venha comigo
- ‘Bora lá!
-
Calmamente, disse ‘a minha colega, “eu já venho”. Peguei no meu casaco, no meu saco, ajeitei o cabelo e segui ‘a frente do mafarrico: trá-lá-lá!

Levou-me para o gabinete dele e disse que a miúda disse não sei o quê e eu dizia que não e que ela mentiu (notem como eu sou doidinha e discuto mesmo sabendo que não tenho razão) e que ela não me podia chamar mentirosa e depois ele dizia que ela não me estava a chamar mentirosa e depois eu dizia que se eu digo algo e ela diz “não foi nada” isso era chama-me mentirosa e depois ele disse que era uma questão de semântica e eu disse-lhe que era exactamente o mesmo argumento que ele estava a usar para dizer que ela não disse a palavra mentirosa, especificamente... uma bela treta de discussão.

E notem como eu me enterrava e continuava a barafustar:

- Disseram-me para parar e eu parei.
- Ah, mas estava a fazer um filme sabendo que era proibido.
- Estava, MAS parei quando me disseram e há muitas outras pessoas a fazer filmes mas vocês não chegam lá. Não está certo! Deviam usar os mesmos parâmetros de justiça com toda a gente (lindo este argumento, não acham?)
- Quantos filmes fez?
- Fiz um porque, como disse, parei quando me disseram (e continuava cheia de razão, hein!)

Patati – patatá depois diz-me:

- Faz favor de apagar o filme.
- Não apago! (miúda, tu estavas possuída, só pode)
- Apague por favor.
- Não apago. Apague você se quiser (máximo de estupidez a bater ‘a porta)
- Eu não mexo na sua máquina. Apague o filme se faz favor.
- Não apago!
- Então vou ter que lhe ficar com a máquina.
- Ah, bom... ‘tá bem, eu apago.

E notem, agora é que é liiiiiiindo.

Cheia de razão e completamente ultrajada viro-me para o homenzinho, quase espetando a máquina no focinho dele, digo:
- Então venha cá ver para não me chatear mais (JURO que lhe disse isto)

E começo a apagar o último filme. Puta da máquina (desculpem lá os mais sensíveis), vai de mostrar sempre o que está a seguir. Então era ver 1, 2, 3, 4....6, 7 filmes a aparecer. "Ganda" festa!

O homenzinho podia ter feito de mim gato-sapato mas, se calhar, já habituado aos doidos mais que varridos, nem se deu ao trabalho de dizer:

- Com que então só um, ah!

E agora a cereja no topo do bolo:

- Está feliz? Já está tudo apagado, viu? Ou também quer ver as outras fotos (e nesta altura a máquina exibia orgulhosamente uma foto de mim com cara de tresloucada a idolatrar os Morenazos). Quer mais alguma coisa?
- Não – acho que o homem nem respondeu muito mais porque devia estar completamente abananado com a minha atitude de Micas-Coxa-da-Madragoa-desvairada. Tenho a certeza que pensou que eu tinha acabado de sair do manicómio sem terminar o tratamento.
- Então com licença que quero ir ver o espectáculo!

E saí, sem sequer olhar para trás, altivamente caminhando para o auditório, onde cheguei e, calmamente, como se não fosse nada comigo, me sentei e ignorei os olhares do pessoal nas cadeiras vizinhas que assistiram ao circo todo.

Ah, Fadista!

O Gerente teve que ter mesmo muuuuuuita paciência. Nem sei como se manteve sempre tão bem. Eu cá, nem que me paguem, aceito ser gerente seja do que for se tiver que aturar doidas como a que eu fui, hehehe.
Ele há com cada uma!

A minha amiga Holandesa só me dizia:

- Uau, fizeste-lhe mesmo frente. Es mesmo Forte!

E eu pensava:

- Sou é muito maluca é o que sou!

Coisas!

PS – Só para a Ivone, e para a fazer rir, o que eu pensei quando o gerente me disse que tinha que ir com ele foi:
- C’oa Breca! :D

3.27.2007

Hoje é dia de festa...

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Lá lá lá lá-lá-lá!

(...)

Uma salva de palmas!

Clap! Clap! Clap!

3.26.2007

A Saga

Tudo começou com a minha ida a Portugal, em Dezembro.

Como toda a mãe que se preze, sempre que a filhota parte para terras além-mar, esta tenta mandar-lhe na bagagem daqueles miminhos que, sabendo o quanto custa chegar para o vazio de uma casa sem família, beijos e abraços, irão de certa forma colmatar um pouco essa carência.

Assim, sempre que vou ‘a Terrinha, durante os dias que lá passo, volta e meia ouço a minha Madalê dizer-me “filha, vou pôr isto para levares!” ou “vou comprar isto para a minha Nês se consolar quando estiver na América!” (e vem-me ‘a lembrança, com carinho, a forma engraçada como abre os olhos quando diz “Ameeeerica”, para logo a seguir sorrir e me abraçar).

Sabendo que de manhã nada mais me satisfaz para pequeno-almoço que um valente copo de leite branco e puro acompanhado de bolachas de chocolate escuro, prontamente comprou 10 pacotes de Morenazos, bolachitas do LIDL semelhantes aos Filipinos, mas mil, milhões, trilhões de vezes melhores.

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“Já tenho as bolachinhas para o teu “piqueno-almoço”!” disse-me ela enquanto, orgulhosamente, me exibia o saco plástico cheio das embalagens vermelhas. Mas cheio mesmo: eram 10 pacotes!

Com tamanha devoção os guardou para que não fossem consumidos e na hora da partida não fossem esquecidos que, acabaram mesmo por ficar muito embrulhadinhos num qualquer saco na dispensa.... esquecidos!

Como ela diz, levei na mala o suficiente para abrir um restaurante: bacalhau com grão, língua estufada com ervilhas, massa de coelho, cozido ‘a Portuguesa (note-se, estes quatro já cozinhados e prontos a comer), chocolates, mel, latas de atum, pães-de-leite, chouriços, empadas, azeite, rissóis, croquetes (sim, isto tudo e, como costume, tudo passou incólume e chegou, são e salvo ‘a minha cozinha) mas, mesmo satisfeita com mais um sucesso do famoso contrabando Tuga, nada me conseguiu consolar assim que percebi que os meus mui e mais que queridos Morenazos ficaram em terras Lusas.

Virei e revirei as malas, pensando que a Maezinha os tivesse enfiado algures sem eu ter reparado. Mas, não… a dura verdade é que os coitadinhos ficaram por lá sozinhos e abandonados, e eu abandonada e sozinha deste lado fiquei!

Bem, chega de lamúrias! – pensei – e logo comecei a engendrar possíveis soluções. Sendo o Natal uma altura em que bastante gente vai a casa, pensei em quem ainda poderia estar em Portugal que eu conhecesse e que, no seu regresso para Boston, me pudesse trazer os “my precious”.

Assim, toca de falar com a Madalê. Logo que atendeu e percebeu que era eu (e, obviamente, após me perguntar como foi a viagem, se correr tudo bem e tal) logo do outro lado da linha ouvi um prolongado e lamuriento:

- “ooohhhhh filha!!! os teus morenazos!!”
- “Pois é, Madalê, mas não te apoquentes. Fulana tal ainda aí está, o número de telefone é o tal, tenta ligar por favor e explica bem a situação (se bem que, por muito bem explicadinha que fosse, acho que qualquer pessoa acharia que eu não podia estar boa da carola a dar-me a tanto trabalho por causa de umas bolachas. Mas, mais uma vez ressalvo: não umas quaisquer. Os MORENAZOS!!)… pode ser que ela os possa trazer”
- “Roger. Mensagem recebida!!” e de imediato a minha Madalê começou logo a bulir.

Fiquei esperançosa de que no dia seguinte me dissesse: já está tudo tratado mas, devido a excesso de bagagem (mal que se apodera de todo e qualquer um que regresse de casa) o transporte dos Morenazos não seria possível.

“C’oa breca” – pensei – mas não desanimei.

Revolvi as ideias mais um pouquinho e, Plim!, lembrei-me de outra pessoa que viria daí a uma semana.

Novo telefonema para a Madalê, nova troca de instruções, “Roger” e lá foi a Madrecita tratar de outra missão. Mais uma vez, porque o possível destinatário não se encontrou disponível quando julgou que estaria, a transação não foi possível e lá ficaram os Morenazos em águas-de-bacalhau, ou seja, em Portugal (que não são bem águas de bacalhau uma vez que não os há na nossa costa... mas vocês entendem-me, não é?).

Desde então, passei Janeiro e Fevereiro tristíssima, a suspirar pelo Morenazos além-mar e sempre a tentar descobrir novas maneiras de os trazer até cá, uma vez que tão cedo não iria eu até lá. Nem as Milano , que eu adoro, pela manhã a acompanhar o meu copo de leite conseguiram suprimir a dor. E eu pensava e pensava "como raio vou trazer os Morenazos para cá!?", até que o André me diz que o pai dele está para vir a Boston.

“Epá, é oportunidade a não perder!!”. Meto a minha mãe ao barulho, a minha irmã também entra na festa (escusado será de dizer que o André nem teve tempo para dizer quer não), entra a secretária do pai do André, telefonemas para aqui e para ali, tudo a mexer e a dar-a-dar para despachar os Morenazos (missão bem mais importante que aquela do soldado Ryan, por exemplo. Vejam só a dimensão da coisa! Oscar garantido.) mas o destino era mesmo para que ainda não fosse desta. Desencontros e faltas de tempo fizeram com que, mais uma vez, a esperança morresse na praia.

- “Oh, André!!!” – lamentava-me eu no ombro dele - “Estivemos quase!! Quase!!!”
- “Não te preocupes! “ – e fazia-me festinhas na cabeça – “para a semana vou eu a Portugal!!!”

Rejubilei.

Abro um parêntesis para dizer que, embora seja um poço de boa vontade e tenha um coração do tamanho do mundo, o André é a pessoa que eu menos esparava que me pudesse salvar nesta situação, uma vez que anda sempre numa lufa-lufa, numa roda viva, extremamente ocupado com tudo e mais alguma coisa e é sempre dificílimo manter uma conversa com ele por mais de 2 minutos… que fará marcar alguma coisa.

Adiante.

Eu estava tão desesperada e, percebendo que ele entendia a minha dor (só um maluco para entender outro maluco… cada um tem a sua pancazita), pensei: vamos a isso! alguma vez há-de dar.

Telefonemas, encontro no aeroporto entre os meus pais e o André (é Milagre!!! Funcionou!!!), troca da mercadoria, regresso do André e email recebido:

remetente - André
receptor - Inês
mensagem - “já cá estão sãos e salvos!!”

E eu saltava e ria, pulava para o pescoço do David aos guinchinhos:

- Chegaram!! Chegaram!!! – e o David pensando que eu me tinha passado de vez.
- Calma ‘mor! Calma! (coitadinho, maridinho sofre!)

E segui toda feliz para o lab no dia seguinte, onde passei a esperar a cada hora, cada minuto, cada segundo que o André me entrasse pela porta adentro com o pacote dos Morenazos.

Um dia, dois dias, três dias… e nada de André. Já pensava em telefonar-lhe quando me aparece a meio de uma experiência. Larguei a pipeta, tirei as luvas, rasguei a bata, entornei as soluções, passei por cima das bancadas como se de um filme de Hollywood se tratasse, para estacar em frente ao André:

- E então!?!?! – enquanto perscrutava minuciosamente tudo ‘a volta dele não vislumbrando qualquer embalagem.
- Opah, comi os Morenitos!!
- Morenazos!!! – corrigi imediatamente – deixa-te lá de tretas e passa para cá a “droga” – repliquei divertida.
- Inezita, hoje não as pude trazer (isto já depois de 3 dias de espera) – disse ele com tacto e carinho, já adivinhado o colapso da Je - Estão em minha casa, mas nem fui lá, não dormi, trabalhei a noite toda, o meu carro foi roubado (é que para além de ocupado tudo, mas tudo mesmo, lhe acontece. Até me surpreende como é que não ficaram com os Morenazos na alfândega!), fiquei adoentado, blá, blá, blá…

E então apercebi-me que tinha passado para um segundo estágio do desafio: se a primeira fase correspondeu a trazer os Morenazos de Portugal para Boston, a segunda fase, e ainda mais difícil, seria trazer os Morenazos da casa do André para o lab.

Mas, se eu já tinha esperado tanto tempo, não seriam agora uns dias ou uma semana (mais que isso não, ok?) que me fariam desesperar… e eu sei que o André tem as melhores intenções, portanto, bastaria falar-lhe ao coração uma ou duas vezes por dia:

- “, mori! Trouxeste? Não!?!? Ohhh… fico tão tristinha!!!” – e do outro lado do telefone ele poderia adivinhar o meu beicinho e os olhinhos de Pussycat (gato do Shrek).

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E por aí foi até que, finalmente, na 4a feira passada lhe amoleci o coração o suficiente ao ponto de ele se organizar um tiquinho e recebi o tão atribulado pacote.

Qual tesouro, assim que o vi, com os olhos a brilhar, nem o desembrulhei logo (vinha dentro de uma caixa de sapatos, embrulhada em papel de oferta). Quis saborear aquele momento tão esperado.
Apreciei-lhe o peso, adivinhando as delícas que estariam lá dentro. Surpreendida com o peso algo excessivo, abanei e escutei, pressagiando que a minha Madalê teria feito das suas:

- pesado para serem só bolachas não – dizia-me o André curioso, agora também já super envolvido na história.
- é!…. – e continuava a manuseá-lo – vou abrir quando chegar a casa.
- não abres agora?!?! – respondeu surpreendido, a rebentar de curiosidade
- ‘mori, prometo que assim que abrir te telefono a dizer o que tem cá dentro!

Passei a tarde a pensar naquele momento glorioso que seria, ‘a noite, juntamente com o David, abrir O pacote. E assim o fizemos (salvo seja).

Qual ritual, tirei o papel, cortei o baraço, tirei a fita-cola que envolvia a caixa dos sapatos e…

(neste momento já podem adivinhar que se ouviu música algelical e que saiu uma luz super forte lá de dentro, ‘a medida que o tesouro se revelava)

Mais que os pacotes de Morenazos, ‘a nossa frente estavam, nada mais nada menos do que: tabletes e tabletes de chocolate (Nestlé, Milka, Ritter Sport, Toblerone, Serenata de Amor e sei lá que mais…), latas de atum Bom Petisco, uma embalagem de bolachas de água e sal, outra de óleo Johnson verde – hhmmm, que tem Aquele cheirinho!! o daqui cheira mal!! – vejam por vocês:

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Miminhos da mamã!! Os melhores do Mundo!
Que espectáculo. Celebrei tanto que o David só dizia:
- tenho que te forografar! Os teus pais têm que ver isto (por motivos de preservação da minha imagem, não as coloco aqui... até tenho vergonha :P)

E digam lá, se não valeu a pena a espera! Em vez de uns mísero Morenazos (oh p’ra ela! Agora que tem resmas e resmas de coisas boas, os Morenazos já não lhe chegam!! Mal agradecida) !! Porca!) recebi tudo, TUDO isto… e ainda mais a surpresa, do inesperado, do que será?

Claro está que telefonei ao André para lhe revelar o segredo de Fátima:

- Quê?!?!? Eu trouxe isso tudo?!?!?! Miúda, ainda ia preso!!! Depois terias que me ir levar Morenitos ‘a prisão.
- Morenazos – corrigi – não levo ‘a prisão mas levo amanhã para o lab!


E viva a Madalê!!
E viv'ó André!
E viv'ó David também coitado. 'As vezes tem que ter uma paciência de santo, hehehe!

E um final… Feliz!!! :)

3.20.2007

Teoria: Menstruação Masculina

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Embora Homens e Mulheres sejam claramente diferentes, noto que têm algo em comum.

Da mesma forma que gajas a trabalhar/viver juntas acabam por ter o período sincronizado, também os gajos que convivem diariamente no mesmo espaço passam a cortar o cabelo ao mesmo tempo.

Basta o Chinezito do meu lab aparecer de guedelha cortada que até ao fim dessa semana já sei que todos os outros irão fazer uma visita ao barbeiro.

Ainda só não percebi se também sobrem de TPM, mas como volta e meia ficam com a neura, deduzo que sim :)