8.30.2007

Tira a mão da boca!!

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Já dizia a minha mãe e com razão!

Tanto eu como a minha irmã nunca tivemos o hábito de roer as unhas, pois os nossos pais estavam sempre em cima do acontecimento. Contudo, 'a parte de todo o condicionamento Pavloviano, confesso que volta e meia, lá estou eu com um dedo na boca, para retirar aquelas pelinhas irritantes que se acumulam dos lados das unhas.

Mais valia ter estado quietinha e ter seguido os concelhos da Mãe, pois caso o tivesse feito não teria que me sujeitar a uma cirurgia na próxima 3a feira. Bem, escrito assim até parece uma coisa de grande porte mas, felizmente, não o é. Mas pronto, como não acontece todos os dias, nada como dar ênfase 'A CIRURGIA.

Acontece que no Sábado passado tirei uma dessas pelinhas e desde Domingo que o meu polegar parece uma bela batata, vermelha, quente, inchada e luzidia, cujos sintomas são ada mais nada menos que um latejar constante, que se estende por toda a mão.

Deixei a coisa andar até hoje, sempre na esperança que melhorasse mas, como tal não aconteceu, abordei um dos post-docs cá do lab (que também é médico). Ao ver a coisa, abanou logo a cabeça e disse:

- Isso vai ter que ser lancetado!
- Hhhmm! - respondi - Can you help me?

Acho que o post-doc gostou do desafio e prontificou-se a fazer a operação. De imediato tratámos logo de arranjar seringa, agulha, escalpe, compressa... tínhamos tudo no lab menos a Lindocaína, anestésico necessário para que eu não destasse aos berros, fugisse com a mão e me arriscasse a terminar esta história com um polegar amputado.

Uma vez que, mesmo indo ao laboratório do lado, que trabalha com ratinhos, não conseguimos encontrar a droga, acabámos por concordar que seria melhor eu ir até aos Serviços de Saúde.

Telefono, descrevo o quadro clínico e, em 20 minutos, já estava a ser atendida no centro de ungências. O que vale é que aqui são mesmo eficientes com estas coisas. Dizem logo "venha imediatamente para cá", não vá o diabo tecê-las e depois levarem com um processo em cima. E viva os USA! :)

A médica não foi tão dramática quanto o post-doc no meu lab, mas receitou-me um antibiótico para que a infecção ficasse confinada nos próximos dias e então na 3a feira se "corte" a coisa.

Chegada ao lab, informei o post-doc da decisão. Ele acha que a coisa é toda muito exagerada e que aqui (na Harvard) nos tratam realmente nas palminhas. De qualquer das formas, ofereceu-se para "ajudar" caso eu não resista até 3a feira deste mal tão aterrador que me assola (a avaliar pelo procedimento da médica).

Seja como fôr, vou pensar duas vezes da próxima vez que tiver uma destas peles a irritar-me!

8.17.2007

Até fico verde!

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Aviso de quem é amigo!
Se vierem para os lados de Cambridge, lá para onde eu moro, não andem de bicicleta 'as 6as feiras. E' o dia de recolha do lixo e é cá um pivete para quem vai atrás de um dos camiões (mesmo que a km de distância) que uma gajo até desmaia!

8.15.2007

Palpites e Bitates

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Porque estamos todos ansiosos por ver a Clara do lado de fora, aqui a soon-to-be-Tia fez um apanhado de umas quantas técnicas que poderão surtir o efeito desejado. Assim, começamos com a:

- Técnica Ketchup = Pegar na grávida e abaná-la freneticamente para cima e para baixo (assim, como o Obelix faz aos Romanos... esses loucos), dando umas leves carolados no topo da cabeça da mesma.

- Técnica da Enfadadeira = Atestar a grávida de comida. Dar-lhe de "comeri" e de "buberi" até que o estômago inchado faça tanta pressão sobre a bebé, que ela sai cá para fora, qual Pipoca.

- Técnica da Passadeira = ontem os meus pais foram dar uma volta com a minha mana e referiram que ela sentiu algumas dores. Nada mais fácil: toca a pôr a grávida em cima de uma passadeira e por aquilo a abrir até a Clara saltar cá para fora.

- Técnica da parvoíce = pôr a grávida a ouvir isto:

http://multimedia.rtp.pt/envia_file.php?file=/at3/69-127896_8624-0703161144.mp3&name=Laboratolilolela

Mediante tamanha dose de parvoíce, o riso vai ser tanto que acabará por expelir a pigoita. (banda sonora gentilmente cedida por esta Menina , que sabe muitas coisas :))

Nota: reparem que nenhuma desta técnicas se revelará perigosa para a Clara uma vez que, saia ela em que circunstâncias sair, fará sempre bunging-jumping com o seu cordão umbilical, como diria... a minha Mana, pois está claro!

8.09.2007

Nunca mais chega....

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A minha mana está grávida, e é uma grávida Linda!

Toda ela é Luz, não fosse a portadora da nossa Clara.

E é daquelas grávidas orgulhosas.
Feliz, ostenta e empina a sua maternidade, envolta em carícias constantes.

E é daquelas grávidas que já tem Saudade da barriga que ainda a acompanha, tal a paixão e devoção com que se entregou a esta nova etapa da sua/nossas vida/s.

E' uma delícia sentir a Clara mexer-se, pontapear e até soluçar.

Tudo é maravilhoso mas, agora que apenas dias nos afastam das tão desejadas 38 semanas, só queremos que este nosso brilho nos olhos seja o reflexo da sua presença, nos nossos braços, onde a podemos cheirar e senti-la.

Clara, vem, anda!
Estamos ansiosos! :)

Constatação

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Quando alguém emagrece e deixa de escrever no seu Blog é porque se apaixonou e o sexo impera.

Cogumelos

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Ontem reparei que, na base de uma das plantas que tenho lá em casa, crescem agora 5 cogumelos esbranquiçados.
Alguém me sabe dizer se os devo remover ou não?
Será que fazem mal 'a planta ou podem ser todos amigos?

8.08.2007

Perseguição

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E' oficial! Definitivamente as baratas perseguem-me!
E vejam ao ponto que isto chegou: PELO TELEFONE!!!
Aaaarrgghh!!

Estava eu, ontem, toda pipoca ao telefone com a Sarita, que está em Nova Iorque, e de repente começa ela:

- Ai! Ai...aiii...
- Que foi Sara?
- Ai...

E é que a Sarita é tão honesta que não consegue disfarçar. Nem pelo telefone!

- Ai... está aqui uma barata no meu elevador! - gemeu ela.
- Aaahhhhhhhhhhhhhh!

E pronto, dai em diante foi um fartote de histerismo. Era ouvir os guinchinhos da Sara de um lado e os meus gritos do outro.
A Sara bem me pedia desculpas, mas eu não me calava! Só de imaginar a cena, lembrei-me logo do que me aconteceu e aí é que os berros aumentaram ainda mais!
Aposto que no fim, a desgraçada da Sarita já estava assim:

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Desculpa lá! :P

8.07.2007

Estou em NYC?

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- Don't move!!! Put up your hands!!
In the air!!! Now! NOOOWWWW!!!!

E mai nada!!

Parece cena de Nova Iorque mas é, nada mais nada menos, o que se passou ontem ao fim da tarde.

Estava eu na minha vidinha quando, de repente, vindos do nada, aparecem 3 carros da bófia a abrir, travam a alta velocidade, derrapando e fazendo um "ganda" espalhafato (como nos filmes) e bloqueiam pela frente, pelo lado e por trás, um Mercedes estacionado.

Saltam os polícias do carro, cada um empunhando a sua arma ao suspeito, que se encontrava sentado ao volante. Berram, berram, chegam mais 3 carros (já eram 6, todos com as luzinhas a dar-a-dar) e o circo estava montado.

Porque nesse dia tinha acabado de ler esta notícia, pelo sim pelo não afastei-me um pouco, não fosse eu ficar com uma corrente de ar, mas ainda deu para ver a chegada de um tipo ambulância, quadradona, que afinal é uma cela, onde puseram o mauzão.

Que alegria!! Já há montes de tempo que não me sentia num filme, como acontecia volta e meia em Nova Iorque.

E pronto, foi a emoção do dia!

8.06.2007

Mais algum palpite?

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Nova descoberta sobre a Mona Lisa!

Qualquer dia dizem que a miúda cheirava mal dos pés e por isso é que era meio amarelada!

8.03.2007

Amesterdão

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Ora no dia 9 de Julho lá me meti eu num avião para ir até Portugal. Contudo, as férias foram só um acréscimo da meeting na Holanda a que eu tinha que ir, esse o verdadeiro motivo da viagem (cof, cof).

Cheguei a Lisboa na 3a feira e na 4a já apanhava o avião para Amesterdão. Não sei que voltas e que contas é que fiz que, na 3a feira 'a noite, estava convencida que o meu vôo no dia seguinte seria 'as 17h. Tão convencida estava que nem sequer fiz mala nem nada.

No entanto, qualquer coisa durante o sono me dizia "vai ver os horários! vai ver os horário!!". Ah, o subconsciente!! Esse malandro!! E ainda bem que assim é, pois na 4a feira de manhã, por volta das 10:40, acordo e eis se não quando apanho um valente susto ao ver os horários. Verifico que o meu vôo é, nada mais nada menos que, 'as 12:40... ou seja, tinha que estar em Lisboa pelo menos 'as 11:40.
E eu sem Setúbal!

Estão a ver a bela cena, não estão?

Toda desgrenhada e ainda com um valente jet-lag em cima, chego ao pé do meu pai e digo-lhe:

- Fatinito, está tudo bem, tudo calmo, mas temos que estar no aeroporto daqui a 40 minutos!!

E a partir daí foi um corropio.
Não sei como consegui, em 20 minutos, tomar banho, vestir-me e fazer a mala. Fantástico, não? Para uma gaja, não está nada mal. Claro está que a mala ficou toda mal feita e, chegada 'a Holanda, lá tive eu que comprar um casaco, pois não estava propriamente Verão e eu só tinha roupa fresca.

Com a pressa também me esqueci da máquina fotográfica. Azar dos azares, a maquineta da Sarita, amiga com quem fiquei em Amesterdão, também pifou e vimos o nosso registo reduzido a uma máquina digital.

Tirando estes precalços, foi o máximo estar lá aqueles 4 dias. Pus a conversa toda em dia com a minha amiga Sarita que, embora em NY, está muuuito longe, revi outra amigalhaça, a Menina Azul , cuja amizade já remonta aos tempos em que eramos da mesma turma na faculdade. Deu também para estar com a minha querida amiga Silke, companheira de luta de quando estávamos as 2 no mesmo laboratório, na Alemanha. Foi uma alegria!

E depois, foi passear pelos canais, pelo districto vermelho, apreciar as montras (de roupa, hehhe), andar de barco, comer num restaurante chinês manhoso, perto de um outro que tem uns patos ao penduro que cheiram muito mal, mas que tem uma comida óptima e onde a nos levou a Menina Azul, sentir o cheirinho das coffee shops, evitar ser atropelada por bicicletas... foi mesmo fixe!

Vejam só a nossa carinha de contentes, enquanto entadas num qualquer café junto a um qualquer canal!

8.01.2007

Múmia Paralítica

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Era uma vez um Francês, um Alemão e um Japonês.

Poderia ser o início de uma anedota mas não é, de todo. O que vou contar não teve piada nenhuma. Num só dia devo ter batido o record de contracção muscular, pois durante o tempo que estive no lab estive sempre tensa, firme e hirta, como diria o Herrera.

Estava eu de manhã muito sossegadita a fazer as coisas na minha bancada quando olho para o lado e, no chão, junto 'a parede, vejo uma barata enoooooooooorme. Arrrgghh!

Como 'a frente deste gente toda não posso dar o escândalo que normalmente dou quando me deparo com estes bichos, saí pé ante pé, como quem não quer a coisa e, do outro lado da porta do laboratório, interpelei o Francês que se sentava no microscópio:

- J.?! Are you afraid of cockroaches? - perguntei já a sentir as usuais erupções e comichões que me assolam nestas situações.
- Nô (é o No em Francês).
- Would you mind killing that one over there?

Prestável, o J. lá se levantou e, após algumas tropelias (deduzo que tenha sido um desafio pela algazarra que ouvi vir do lab, entre guinchinhos de algumas pessoas e barulho de coisas a cair), lá conseguiu apanhar a desgraçada e desfazer-se dela.

Ainda meio a medo, entrei no lab, a olhar para tudo quanto era lado, completamente tensa e retesada. Ainda o dia estava a começar e já me doía o corpo. Bonito!

Refeita deste susto, dirijo-me ao andar de baixo, onde temos os nossos peixinhos e onde recolho os embriões para que depois, numa outra sala, os injecte.
Lá lá lá, lá vai a Inês para a sala de injecções, sento-me, preparo o estaminé todo e eis se não quando vou a estender a mão para agarrar no esguicho, está uma barata morta, com aquelas patas horríveis viradas para o ar, mesmo ali, na bancada.

Aí não contive o medo:

- AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!! - enquanto saltava da cadeira e mandava pelo ar agulhas, moldes, embriões e sem lá eu mais o quê!

Quase matei o Alemão que estava ao meu lado de susto.

- What happenz? (happened em Alemão)
- P. could you please get rid of that coakroach?
- Sure! - enquanto se dirigia a ela - oh, diz iz not the same dat vuas here yesterday!!
- Quê, havia outra? (pensei eu)
- Diz has a broken antenna!
- Quero lá saber se tem a antena partida ou não. Deita lá a bicha fora antes que me dê um ataquinho... outro, quero eu dizer (continuava eu a pensar).
- Arrã - articulei ainda meio paralisada
- Why are you afraid? Dey are zo beautiful?
- Este gajo só pode estar a gozar comigo (já fervia eu nos meus pensamentos)

Acho que ele percebeu que eu não estava a fingir o meu estado de histeria e lá me salvou sem mais demoras.

Escusado será de dizer que por esta altura eu já estava com os nervos feitos em fanicos. Qualquer coisinha que mexesse já me assustava e quase fiquei entrevadinha de estar tão tensa.

Julguei que o dia a partir de agora decorreria sem mais precalços mas, como não há 2 sem 3... não perdi pela espera. Desta vez, um verdadeiro filme de terror!

Ora, aqui a Je teve a brilhante ideia de ficar a trabalhar até tarde no lab. Desta feita, era quase 1 da matina quando, enquanto sentada ao computador a analisar os meus dados, dou por mim com a estranha sensação de estar a ser observada.
Aí, quando me viro...

Medo!!! Muuuuuuuuito medo!!!!!

Estava, nada mais nada menos que, a maior barata que já vi 'a minha frente (acreditem, batia as gigantes que me atormentaram em Salvador de Bahia) a dirigir-se para mim, no chão.

Não sei como fiz o que fiz, mas o que é certo é que saltei da cadeira, quase fazendo um mortal encarpado, com uma semi-pirueta e, qual ninja, já estava na parte de fora do lab, a correr pelo corredor fora.

- Ai o caraças!! - pensava eu - então agora como é que me desenrasco desta? - falava eu para com os meus botões - nem me atrevo a entrar no lab de novo... e estão lá as minhas coisas, a chave de casa, a carteira... Ai o caraças!!! E agora, não há ninguém para me salvar!!!!!

Estava eu nestas andanças quando me apercebo que há vida no laboratório do lado. Felizmente não era mais uma barata mas sim... o Japonês. Rejubilei!

- Hi! You have to save me! - disse-lhe logo assim, tipo donzela em perigo, para ele não ter como fugir - are you afraid of coakroaches?
Respondeu-me com uma vénia, pois as aptidões de comunicação dos Japoneses por estas bandas deixam a desejar, e só dizia OK!! OK!!

Mesmo não tendo a certeza se ele tinha percebido o que lhe perguntei, fiz-lhe sinal:

- Come with me!

Mais uma vénia e mais um OK!! OK!!

Durante o caminho lá percebi que ele sabia ao que ia pois, num Inglês macarrónico, lá me disse que no Japão há baratas enormes nos arranha céus (enquanto delimitava o tamanho delas com as mãos).

"Oh querido, pára lá com as demonstrações que eu já estou assustada o suficiente", pensava eu ao passo que nos aproximávamos do sítio onde se encontrava o monstro (digam lá que eu não sou uma exagerada, hehhe). O local do crime!!!

- It's there - apontei com o dedo para onde ela estaria, pois nem sequer me atrevi a entrar.

Vénia, OK!! OK!! e lá entrou ele.

Quando a viu até deu um salto (deco admitir que o "malga d'aloz" a saltar me fez rir)! O mais giro é que mesmo assim continuou a sorrir e a dizer OK!! OK!!... devia estar a capacitar-se da bela embrulhada em que se tinha metido.

Zás trás pás e, em menos de nada, a besta já estava capturada. O Japonoca ainda se vinha a dirigir até a mim com o troféu na mão mas eu de um salto disse logo:

- Amigo, acalma-te lá aí e baza mas é na outra direcção!

Nem sei bem o que disse em Inglês, mas ele ao ver o terror na minha cara, desopilou logo e despachou-se da mercadoriaal
No fim, abracei-o para lhe demonstrar a minha gratidão. Slavou-me mesmo pois arrisquei-me a não poder ir para casa. O que quer que fosse que eu estava a fazer no computador, por ali ficou, nem salvei, pois não quis ficar mais tempo dentro do lab... e até hoje, ando sempre com muuuuuita atenção por aquelas bandas.

Após tamanhos encontros do 3º grau com estes bichos hediondos num só dia, só me faltou mesmo estar embrulhada em gaze (quem bem podia ter acontecido, uma vez que com os tantos saltos que dei, me podia ter magoado).
Como já estava paralítica de tanta tensão, eu virei nada mais nada menos do que uma múmia paralítica.

Ah, e não julguem que isto foi exagero. Foi mesmo verdade. No dia seguinte, ao acordar, nem me mexia!

7.31.2007

Ainda estou viva

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Só mesmo para dizer que ainda mexo, não vão vocês julgar que o Casaco passou fora de moda. Muita coisa há para contar, desde umas belíssimas férias em Portugal, com uma passagem por Amesterdão, histórias e mais histórias... ams por isso ainda vão ter que esperar, pois ainda não me organizei como deve ser.

6.28.2007

Urgente Refrescar

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Não há 8 sem 80. Se no Inverno nos queixamos do frio extremo, não perdemos pela espera. Nos últimos dias têm estado temperaturas acima dos 30 graus, com níveis de húmidade elevados, deixando qualquer um que se aventure na rua por mais de meia hora verdadeiramente derretido.

Ontem, muito embora já fosse quase meia noite, não havia uma única janela fechada na casa (nada mais nada menos que oito janelas). O calor era tanto, que até a porta da entrada estava aberta. De sala escancarada para a rua, o David via TV sentado num banco do lado de fora da casa.

Dormir?!?! Nem pensar. Ufff, que brasa!

A única coisa boa deste calor todo, é que chego a casa e tenho o maridjinho a cirandar pela casa pelado, hehehe ;)

6.22.2007

Caracóis

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Ainda bem que não gosto de caracóis, caso contrário, andava pela rua sempre a babar-me e com desejos.

Acontece que por esta altura do ano, quando fica calor, há algumas árvores que libertam um cheiro exactamente igual 'aquele que se liberta quando, na panela de água a ferver, as lesmazinhas são mexidas com ervas.

Em contraspartida, fico meio enjoada... não gosto nada do cheiro, nem de caracóis. Blargh!!
Agora que penso, não sei se não seria melhor gostar deles!

6.18.2007

Vanessa da Mata e Ben Harper



Já há alguns dias que não me canso de ouvir esta música. Vanessa da Mata, cantora EX-TRA-OR-DI-NA-RIA do Mato Grosso, de voz abençoada e beleza exótica, lançou agora o seu 3º album "SIM" e este é o single de promoção, numa parceria com o não menos espectacular Ben Harper.

Liiiinda!!!!!

Lila Downs

A semana passada fui até ao MFA, juntamente com alguns amigos, assistir ao espectáculo da Lila Downs. Para quem não sabe, é esta Senhora:

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Para além de extremamente exótica e linda de morrer, a Mulher deixou-nos a todos completamente contagiados pela sua presença, força e garra no palco. Têm aqui 3 amostras do que foi o concerto:







As luzes e projecções estiveram sempre de feição e os músicos, irrepreensíveis e exímios, fizeram o favor de, juntamente com a Lila Downs, nos deixarem ao rubro. O harpista agarrou no instrumento (salvo seja) e fez para lá uns solos que nunca julguei serem possíveis numa harpa. O que deveria ter sido um concerto com a malta toda sentadinha, num auditório, acabou com o pessoal todo em pé e aos saltos, a bailar de um lado para o outro. Até os velhotes se punham a dar-a-dar, como se não houvesse amanhã. Foi a loucura!

No fim, até eu já gritava, qual Mexicana, Ai! Ai! Aaaaiii!, como aparece neste filme :)

6.12.2007

E' de mim ou...

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E' de mim ou, embora muito boa gente faça troça e goze com o cliché do emigrante Português, que só ouve música pimba e é pouco culto, esta é uma imagem que é alimentada, sustentada e está para se manter?

Passo a explicar. Há dias dei por mim em frente 'a RTPi a ver no que dava uma pimbalhada qualquer, em que participavam Clementes, Tony Careiras, Quim Barreiros e outros que tais. Não só dei por mim a ver isto como dei por mim a pensar: mas por que raio paraste sequer um segundo a ver este programa?

A resposta é fácil: não só não há alternativas (os canais Americanos por vezes conseguem ser bem piores) como também, e mais importante ainda, no único canal dirigido 'as comunidades Portuguesas espalhadas por este mundo, promove-se, na sua amioria, este tipo de "cultura".

Os programas que passam ou são de há 30 anos atrás, parados num Portugal que já não existe, ou então são de música pimba e piroseiras afins. Se alguns existem que possam promover alguma novidade e conhecimento (não estou a incluir o Telejornal), passam a horas geralmente impraticáveis e tardias.

Basicamente, quando a maioria dos Tugas vai estar alapada em frente 'a televisão, a única coisa que dá é exactamente aquela que confere o tão típico cliché de emigrante.

Poder-se-á dizer: ah, mas é disso que os Portugueses que estão lá fora gostam. Pode ser de facto, mas também é certo que as pessoas gostam do que lhes dão. Se não há mais nada, que remédio se não papar o que aparece... como eu estava a fazer naqueles 5 minutos que parei para ver.

Como é que se pode querer que o Portugues que emigrou há 30 anos atrás, na sua maioria pessoas humildes e de baixa formação escolar, não seja o "pimba" a que estamos habituados? Se só lhe mostram as coisas da época em que ele saiu do país, como se este não tivesse desenvolvido desde então, e se só lhe dão a ouvir música de um certo género como se não houvesse mais nada a ser produzido no país, como querem que ele adquira os "hábitos" modernos?

6.06.2007

Inês: a Arma Secreta

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Acabei de descobrir que vou ser rica na vida. E muito rica mesmo!! Então não é que tenho a capacidade de abolir do mercado todo e qualquer produto que seja relacionado com chocolate? Mas abolir mesmo, assim, desaparece e pronto, mais ninguém compra aquilo! Puufff, não há mais na prateleira!
Imaginem a Inês nas mãos da Cadbury a eliminar os produtos da concorrência, por exemplo. Rica! Riquíiiiissssima!!!

MUAHAHAHAH! (riso maqueavélico)

Bem, não devem estar a perceber nada do que estou para aqui a dizer, pelo que passo a explicar.

A coisa começou em Nova Iorque, com o Gelado Godiva, saga que podem ler aqui para ficarem mesmo a perceber. Basicamente eu adorava o desgraçado do gelado e, sem mais nem menos, desapareceu do mercado.

Depois, quando vim para Boston/Cambridge/Somerville, tentei colmatar esta falha, procurando e escarafunchando em tudo o que eram gelados até encontrar, finalmente, o substituto: nada mais nada menos do que o gelado Triple Chocolate, de Dove.
Bom! Muuuuuuito bom!
Já estão a adivinhar o que aconteceu, não é? Nem mais, desapareceu do mercado e nunca mais ninguém lhe pôs os olhos em cima. Puufff de novo.

Até aqui eu julgava que tinham sido apenas duas coincidências infelizes mas, depois do que se passou esta semana, não mais acredito nessas coisas. São os meus poderes mágicos e pronto!

Comecei há 2 semanas a trazer para casa barras de chocolate negro da Dove. O David delirou. Quais trufas da Lindt, qual carapuça! Foram imediatamente remetidas ao esquecimento após o aparecimento destas barras de chocolate preto. Das 3 vezes que voltei ao supermercado recebeu-me sempre a mesma pergunta ao chegar a casa:
- trouxe o meu chocolate querida?

E qual foi a minha resposta, qual foi?
- Oh "crido", desculpa... mas não há! Procurei tudo e desapareceram!

A porra dos chocolates foram abolidos das prateleiras onde costumavam estar. Digam lá que isto não é coisa digna de poderes especiais?

E' o que vos digo. Eu, nas mãos de uma qualquer empresa de chocolates, sou uma verdadeira Arma Secreta. E' só pedirem que eu começo a comer este ou aquele chocolate e pronto, em menos de nada vai desaparecer do mercado... acabou-se a concorrência.

Pelo sim pelo não, não me vou arriscar a comprar Morenazos quando fôr a Portugal. Vou continuar a pedir ao pessoal que mos mande ou coisa que o valha, não vá o diabo tecê-las e eles desaparecerem também!!

5.29.2007

A Marreca da Minha Irmã

- Então mana, recebeste a minha encomenda?
- Sim. Obrgada!! Que bom, tantos chocolates!!!
- E viste os Morenazos?
- Sim, claro. Já começaram a marchar hoje ao pequeno-almoço.
- Hhhmm... e.... então vais escrever um post sobre eles, não é?
- Acho que não. O pessoal já está farto de ouvir falar de Morenazos.
- Pah, não está certo!! Quando descobri que se dissesse que cheiravas bem tu escrevias no blog, não escreveste (ver "Essencia", na coluna da esquerda). Agora que descobri o segredo dos Morenazos, também não escreves!! Tá mali!!! Tá mali! Mali! Mali!
- Oh marreca, isto não é só pedir. Se lesses e comentásses no Blog, eu lá metia uma cunha por ti, agora assim....
- Ai é? Vou já pôr um comentário a dizer para as formigas atacarem os teus Morenazos, hehe.