(cicar aqui, depois no play e escutar com som bem alto)
Andava eu a ver o que ouvem as pessoas que estão ligadas 'a minha network quando me aparecem os Creedence clearwater Revival.
Escolho a primeira música e soam de imediato as primeiras notas de "Susi Q".
Que batida! (ouçam bem!!!)
... e, de repente, sou uma garotita de 5 ou 6 anos, sentada no banco traseiro da nossa carrinha Mazda branca. Bancos de couro, preto, frio e com um cheiro único, que ainda hoje consigo sentir.
"Zig-zag"ueávamos pelas muitas curvas da estrada nacional de Setúbal até ao Porto ao som de músicas assim. Ainda me lembro desta cassete... preta com um autocolante branco, laranja, amarelo e vermelho. E do som que fazia ao entrar na ranhura.
Adormecia muitas vezes, como que embalada por estas melodias intemporais... para mais tarde ser acordada pelo trepidar do paralelo, já em Campanhã ou Bonfim, e por aquele outro cheiro... o cheiro a Porto.
Isto sim é música! Aquela que me consegue trazer tanta e tanta coisa boa!
Por acaso acontece-vos de vez em quando terem assim, uma epifania, a maior revelação dos últimos tempos, quase que acompanhada de música angelical (como aquelas dos milagres), com coisas que estiveram sempre 'a vossa frente?
Volta e meia isso isso acontece-me mas com mais frequência no que diz respeito a palavras e representações. Ainda me lembro quando, recém-chegada aos USA, vi a data do 11 de Setembro escrita por estas bandas. Aqui escreve-se o mês primeiro, seguido do dia. Como também devem saber dos filmes, sempre que há um acidente ou urgência, chama-se o 911.
Então, 11 de Setembro escreve-se 9.11... 911, topam! De repente tudo fez sentido! Os caramelos dos terroristas até se deram ao requinte de ironizar com a data.
Bem, mas não é acerca do 9/11 que vos quero falar, pois passados todos estes anos vocês já se devem ter apercebido.
A minha epifania de hoje foi com a palavra ILHA, mais concretamente ISLAND. Folheava um jornal e alguem rasgou a página que se seguia e assim, em vez de "island" li "is land", pois o rasgão passava mesmo pelo meio.
E faz todo o sentido! Is land = E' terra! = ILHA!!! Tchanam!!! Foi assim um daqueles momentos de Eureka!
Será que a palavra Island surgiu mesmo da boca de um naúfrago quando, já temendo ser uma miragem ou alucinação, avistou o pedaço de terra salvador e balbuciou "is land"?
E pronto... assim partilho eu convosco o rasgo de inteligência do dia!
Porque não custa nada e a Rita Jacinto merece, fica lançado o repto.
Para perceberem bem a história toda, têm que ler este post da Menina Azul, uma outra amiga dos tempos da faculdade.
Fica aqui um tiquinho do que por lá vão ler:
"Ha' uns anitos atras esta grande amiga dos tempos de faculdade voltou costas 'a Biologia e resolveu abracar o amor. Este amor levou-a para muito longe da sua vida nornal e dos seus confortos ocidentais... levou-a para o coracao de uma de terra generosa e rica e no entanto tao sofrida: para Africa, Tanzania. Esta tem sido uma viagem pessoal de grande riqueza e humanismo, que a tem transformado, a tem feito crescer e tem feito crecer a sua paixao por Africa. La' ela tem estado em contacto com populacoes locais e tem vivido e aprendido de perto os seus modos e os seus costumes. Mais recentemente ela e o seu mais-que-tudo tem desenvolvido um projecto onde recebem visitantes com muito conforto e em estilo tradicional, permitindo-lhes assim viver uma experiencia autentica, unica e muito rica, desenvolvendo projectos de arte e musica com criancas da comuinidade local - desta forma levam um sorriso aos ja'-de-si-enormes sorrisos que valem pelo Mundo (e acreditem, estes sorrisos enchem-vos mesmo a alma de Sol).
Por isso eu incentivo e recomendo e apoio e aplaudo quem quiser ajudar e incentivar a pequena industria desta minha amiga: sao produtos originais, artesanais e feitos com todo o amor e dedicacao. A nos basto-nos apenas visitar o blog dela e escolher o que gostamos... passados uns dias recebemos este cheirinho de Africa!"
Ainda no rescaldo do concerto do Cetano Veloso aqui em Boston, posso revelar, de fonte fidedigníssima e apuradíssima (basicamente o resultado da amena cavaqueira enquanto se beberam umas cervejitas com o Pedro, Ricardo e Marcelo, músicos do Caetano) que, o melhor concerto da tourné de "Cê" foi, por unanimidade imediata, aquele no Coliseu do Porto.
Nota: Opinião após terem já tocado na América do Sul, América Central e Europa. Embora ainda vão tocar no Canadá e nos USA, duvido que estes "camones" todos consigam bater a malta Tripeira.
Ah, Portugal recebeu também a medalha para o pior concerto... mas este em Coimbra.
Fomos, alguns Tugas desgarrados por estas paragens, ouvir o Caetano Veloso na apresentação do seu último album: "Cê"
Como já se adivinhava da audição deste trabalho, foi um espectáculo vibrante e a atirar para o Rock, onde presenceámos a energia e garra inesgotáveis deste grande artista:
Ele dançava:
Ele era todo energia e potencia:
Não perdendo contudo a sua identidade. Em todas as composições havia a alma de Caetano, espelhada nas letras fenomenais e musicas excelentes. Não so nos mostrou o seu novo trabalho como soube manter o equilíbrio ideal com toda o seu passado musical. Assim, relembrou mestres como Jack Morelembau:
Trouxe-nos de novo o Caetano das nossas memórias, com seu violão:
E aquelas melodias eternas... como "Sampa":
Foi um concerto fenomenal que, após o seu terminus e naquele período em que o pessoal espera pelo bis, terminou comigo e com a Janica bem lá 'a frente, junto ao palco, a dançar, a cantar e até a apertar a mão a Caetano, que de debruçava de vez em quando sobre uma plateia ao rubro. A tirada emocional veio quando, já a meio do encore, Caetano se sai com o "Leaozinho"... e as lágrimas escorreram-me de tantas as recordações de criança!
A noite poderia ter terminado por aqui e teria sido perfeita mas... há sempre daquelas coisas. Assim, porque estávamos também com uns amigos cuja irmã namora com um dos músicos, lá fomos eu e a Janica parar aos bastidores, onde, em amena cavaqueira, comemos feijoada Brasileira com os membros da banda. O Caetano, esse... foi-nos dito que já se tinha ido embora mas, eis que, já bem no fim, quando já vestíamos os casacos e nos preparávamos para sair, aparece 'a nossa frente.
Numa profusão de espanto, euforia, alegria e sei lá mais o quê, falámos um pouco...
Naquele tempinho que ali esteve connosco foi extremamente afável e simpático e... sim, agora a noite não podia ser mais perfeita!
Andava eu a cirandar pela internet 'a procura de umas botas de Inverno quando vejo que, entre as categorias de saltos altos, sandálias, botas, desporto e afins, encontro uma outra: sapatos Vegetarianos!
Se ficaram curiosos sobre o que isto seria, eis alguns exemplos:
Quando era miúda, se havia coisa que eu admirava na minha mãe e que para mim significava ser-se já bem crescido, era a habilidade para coser, fazer baínhas e afins.
Sempre que se compravam umas calças ou uma saia que precisassem de um ajuste, lá pegava a minha mãe na agulha, dedal e/ou máquina de costurar, e ficava tudo operacional em menos de nada.
Nunca me julguei capaz destas andanças mas, devido 'as circunstâncias, que remédio tive eu se não abalançar-me para fazer a baínha das calças do fato que comprei (comprar um fato é outra coisa que me mostra que já estou no mundo dos adultos!).
Assim, ontem 'a noite, lá estava eu de agulha em punho, alfinetes, tesoura, linha, a subir e descer o banco para ver se aquela medida era boa, se não embarrava no chão, se mostrava a mesma porção de sapato em cada perna e, believe it or not, fiz e ficou bem. E logo 'a primeira!
De certeza que a minha mãe está toda orgulhosa! Vamos lá a ver é se não esturrico o pano do fato ao passá-lo a ferro... outra coisa de adultos que eu raramente ou nunca fiz.
Juro que James Watson me merece cada vez menos respeito.
No passado dia 3 fui ver uma palestra dele, por altura do lançamento do seu novo livro, e foi absolutamente escabroso ouvir os comentários sexistas e completamente despropositados que fazia a respeito de tudo e de nada. Tudo espremidinho não saiu nada de jeito.
Se eu já estava fula com ele, fiquei ainda pior quando li esta notícias.
Mas ninguém passa um atestado de senilidade a este gajo?
(Nem de propósito, alguns minutos após ter escrito este post:
Ontem, em plena cidade, mesmo 'a minha frente, estava um belo espécime destes! Juro, um porco enoooooooooorme!! Não acreditam? Então topem só a cena:
Na estrada de um só sentido iamos a passo de caracol porque, mesmo 'a frente, ia o camião do lixo, no seu para-arranca.
Com apenas um carro a separar-me da viatura, pude ver claramente que o homenzito, com uma bela palitonga no canto da boca (ah leão!) pegava despreocupadamente nos caixotes atulhados de lixo, notem SEM LUVAS, e que fazia ele de seguida?
Levava a mao imunda com as unhacas pretas ao seu belo palito, chupava daqui, escarafunchava dali, vai de o por de novo na boca e seguir para o próximo caixote.
Por várias vezes já o Santana Lopes revelou-se um verdadeiro palerma. Contudo, não deixo de concordar com a atitude dele neste vídeo. Por muito que goste do Mourinho (que gosto... esse Homem é um "senhore"!) acho que as prioridades noticiosas têm que ser estabelecidas.
Assiste-se hoje em dia a um completo desvario e desvio do que deveria ser a informação televisiva nos telejornais. Histórias de abertura como a peeling da Lili Caneças, a saída de Paris Hilton da prisão ou interrupção de notícias sobre a política nacional para mostrar a chegada de um treinador de futebol são completamente descabidas!
E' no que dá! Que raiva este falso puritanismo todo!
Tanta censura, tanta censura, não se vêem mamas nem sexos em lado nenhum neste país sem ser com um quadradinho desfocado 'a frente e depois, sempre que se aluga um filme do Netflix em que haja alguma cena mais escaldante (e que mostre os ditos), um gajo não consegue ver nada.
'A força destes tipos ficarem tanto tempo para trás e para a frente na mesma cena, a babarem pelo fruto proibido, os DVDs ficam todos riscados e empancam sempre.
Deixem lá esta cambada ver as mamocas das meninas senão não há paciência que ature isto!
Esta semana vi este filme. Honesta e sinceramente, alguém percebeu o filme 'a primeira? Assim, de uma assentada só, sem ter que andar para a frente e para trás inúmeras vezes? Mesmo assim, ainda não percebi bem tudo! Aceitam-se voluntários para explicar.
Ontem 'a noite fomos ver e ouvir a Bebel Gilberto.
A avaliar pelos albúns dela, esparava algo muito mellow e calmo, e uma presença meio sem sal e deslavadita. Enganei-me por completo, pois foi um espectáculo surreal (comparado com as minhas expectativas).
A banda de abertura foi "Forró in the Dark", esta constituída por alguns elementos que eu, por acaso, já conhecia de NY. Na altura em que morei em Nova Iorque, eles eram daquelas bandinhas que tocavam forró no Nublu e no S.O.B., mas só para um público restrito, na sua amioria Brasileiro.
Está visto que cresceram e bem. Ao que parece, uma das músicas daquele filme dos pinguins que fazem surf (Surf's Up, acho que é esse o nome) é desta banda.
Mesmo sem saberem dançar forró, a audiência foi ao rubro com eles e fartaram-se de dançar como sabiam. Aliás, acho que até foi mais divertido assim, pois vi expressões corporais que nunca julguei serem possíveis ao som daquela música!
Até aqui tudo bem mas, quando começa o show da Bebel, a banda é exactamente a mesma. Esta não esperava eu. Deve ser para economia, sei lá. Não faz mal, eles são bons músicos, por isso, pode ser!
Quando a mulher entra no palco, quase que tropeça nas escadas de acesso ao mesmo. Ainda olhei para os pezinhos dela (sim, pezinhos, porque ela é super pequenina... p'raí 1,60m.) para ver se estava de saltos altos, mas não. A culpa não era dos sapatos (razinhos, razinhos) mas sim do facto de a Bebel já ter entrado no palco bem atestada.
De copito de vinho tinto na mão, lá começou ela toda contente um concerto que se revelou bastante divertido e até mexido, pois ela não insistiu muito nos temas lentos mas sim naqueles que davam para pôr a malta a bater palmas e a dançar. Acho que deve ter bebido demais, pois a meio saiu do palco após segredar ao baixista algo como "vê lá se os entretens". Deve ter ido fazer xixi :P
Depois, para além do inédito que era ver a Bebel ter como banda os Forró in the Dark e ver que a Bebel estava a cantar inebriada e ter o pessoal todo aos pulos num concerto dela, a chave de ouro veio quando uma Maluca (com maiúscula uma vez que aquilo era mesmo doideira nos píncaros) se deitou no palco, a esfregar-se pelo chão.
A Bebel até disse algo como "Tchii, baixou o espírito!".
Ah, antes disso, esta miúda já se tinha agarrado 'as pernas do percursionista, quando eles regressaram ao palco para o encore, e não o deixava andar. No fim, o homem até saiu por trás do palco, pois acho que ficou com medo dela. Mas não se safou!
Já mesmo no finalzinho, após ter subido de novo para o palco e se ter agarrado 'as pernas da Bebel, quase não a deixando sair do palco também, quando as luzes acenderam, a louca foi toda lampeira lá para cima e não largou o percursionista enquanto não lhe arrancou o número de telefone. Coitado! Ossos de ofício
Foi sem dúvida um concerto inesperado mas muito divertido!
No fim-de-semana passado foi o retiro do departamento. O pessoal todo foi até aqui e passou 2 dias a apresentar e discutir ciência, tudo 'a "borliu".
O local escolhido para este ano é significativamente melhor que o dos anos anteriores. Para além da vista para a floresta e para o início do Outono (já se começam a ver os matizes acastanhados na folhagem), a comida era boa, e os quartos também (a foto é de um quarto para 2 pessoas).
Por todas estas razões e mais algumas, seria bom que os retiros continuassem a ser por estas bandas, mas o pessoal tratou logo de pôr essa hipótese na corda bamba.
Passada a primeira noite, quando se iniciaram as talks na manhã seguinte, a coisa começou logo com um aviso.
Ao que parece, o hotel tinha enviado uma carta 'a organização do evento onde referia comportamenos inapropriados durante a noite anterior, desde tenativa de invasão da piscina (que estava fechada), até pessoal a andar de boxers pelo hotel (note-se que e' um daqueles locais para onde montes de velhinhos vão, para fazer termas e sei lá que mais. Acho que até lhes caiu a dentadura de tão boquiabertos que ficaram) e berros pelos corredores e dentro dos quartos, onde decorreram festas privadas, regadas a álcool comprado fora do Inn.
Até aqui tudo normal, não fosse este um retiro. A cereja no topo do bolo vem quando, todos eestes distúrbios tiveram origem não em estudantes (que eram a maioria) mas sim nos PIs, ou seja, os nossos chefes, supra-sumos na inteligência e na "nerdice".
Foi giro ver que, na 2a noite, haviam 2 polícias de plantão na recepção e que, quando terminou a festa (música e dança no salão até 'a meia-noite), começåram a patrulhar os corredores do hotel.
Este pessoal da Harvard é mesmo perigoso, hein!
Vamos lá a ver onde vai ser o retiro no próximo ano.
Foi com grande espanto que há semanas, quando revi o filme "La Flor de Mi Secreto", de Almodóvar, reparo que uma das tramas da escritora Amanda Gris (pseudónimo da persongaem principal desse filme) é, sem tirar nem pôr, aquela de "Volver", este o filme mais recente do realizador Espanhol.
Retratado no primeiro filme como um enredo de baixo nível, a mulher que mata o marido por este abusar da filha deles e o mete dentro da arca frigorífica do restaurante do vizinho vira uma trama brilhante em Volver, 12 anos depois.
Não haja dúvidas que Almodóvar tem rasgos de génio!
Não há mesmo palavras para descrever o que se passou naquela sala de concertos da Berklee, pois foi formidável. Aquilo sim, é ser-se músico dos pés 'a cabeça! Vive-se e respira-se música durante aquelas quase 2 horas.
Então quando entrou o tema de Cantaloupe Island... foi o delírio!
Hoje de manhã, 'as 9:30, lá estava eu na Longwood Medical 'area, para me encontrar com o F. no Children's Hospital.
Entrámos pelo ER, mandámos mensagem para o pager do Big Boss e passados uns minutos tinhamos um surpreendentemente novo e simpático cirurgião connosco. Como quem não quer nada, escapulimo-nos para uma sala onde se costumam reparar fracturas expostas e que tais, fechámos a porta e começámos o round 2 desta saga.
Para começar, entrei logo na história pois, pela primeira vez, fez-se uma ecografia a um polegar. - Oh, o meu filhinho!! - brincava eu enquanto o cirurgião me explicava que aquela massa assim e assado era o osso e que a outra, mais escura, correspondia 'a infecção, logo ao lado de uma outra massa, a unha.
Após localização da bolsa de pus, começámos a cirurgia. Novas injecções no dedo até ficar inchado e anestesiado, desinfecção com betadine, teste para ver se a anestesia estava a funcionar e... o belo do estilete, afiadinho e reluzente, entra em acção.
Agora, e' melhor que aqueles mais susceptíveis vão buscar o saco de plástico. Notem que não digo para deixarem de ler... só para não chamarem o Gregório logo em cima do vosso teclado, hehehe.
Então, depois o médico fez algo como isto:
Só que em vez de ser para o lado, foi em frente com o estilete. Ganda festa! Logo logo, saiu sangue todo melequento e nojento por baixo da pele levantada e pronto... já está! Exterminou-se o saco do pus.
Não me doeu nada, agora até tenho um bonito curativo no polegar que faz toda a gente perguntar o que me aconteceu e já me livrei da minha "paronychia", outra coisa que aprendi e que se refere a qualquer infecção 'a volta das unhas.
Aposto que depois deta história toda, até vocês vão pensar 2 vezes antes de porem os dedos na boca ;)