9.20.2007

Primer

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Esta semana vi este filme.
Honesta e sinceramente, alguém percebeu o filme 'a primeira?
Assim, de uma assentada só, sem ter que andar para a frente e para trás inúmeras vezes?
Mesmo assim, ainda não percebi bem tudo! Aceitam-se voluntários para explicar.

9.18.2007

Bebel Gilberto

Ontem 'a noite fomos ver e ouvir a Bebel Gilberto.



A avaliar pelos albúns dela, esparava algo muito mellow e calmo, e uma presença meio sem sal e deslavadita. Enganei-me por completo, pois foi um espectáculo surreal (comparado com as minhas expectativas).

A banda de abertura foi "Forró in the Dark", esta constituída por alguns elementos que eu, por acaso, já conhecia de NY. Na altura em que morei em Nova Iorque, eles eram daquelas bandinhas que tocavam forró no Nublu e no S.O.B., mas só para um público restrito, na sua amioria Brasileiro.

Está visto que cresceram e bem. Ao que parece, uma das músicas daquele filme dos pinguins que fazem surf (Surf's Up, acho que é esse o nome) é desta banda.

Mesmo sem saberem dançar forró, a audiência foi ao rubro com eles e fartaram-se de dançar como sabiam. Aliás, acho que até foi mais divertido assim, pois vi expressões corporais que nunca julguei serem possíveis ao som daquela música!

Até aqui tudo bem mas, quando começa o show da Bebel, a banda é exactamente a mesma. Esta não esperava eu. Deve ser para economia, sei lá.
Não faz mal, eles são bons músicos, por isso, pode ser!

Quando a mulher entra no palco, quase que tropeça nas escadas de acesso ao mesmo. Ainda olhei para os pezinhos dela (sim, pezinhos, porque ela é super pequenina... p'raí 1,60m.) para ver se estava de saltos altos, mas não. A culpa não era dos sapatos (razinhos, razinhos) mas sim do facto de a Bebel já ter entrado no palco bem atestada.

De copito de vinho tinto na mão, lá começou ela toda contente um concerto que se revelou bastante divertido e até mexido, pois ela não insistiu muito nos temas lentos mas sim naqueles que davam para pôr a malta a bater palmas e a dançar. Acho que deve ter bebido demais, pois a meio saiu do palco após segredar ao baixista algo como "vê lá se os entretens". Deve ter ido fazer xixi :P

Depois, para além do inédito que era ver a Bebel ter como banda os Forró in the Dark e ver que a Bebel estava a cantar inebriada e ter o pessoal todo aos pulos num concerto dela, a chave de ouro veio quando uma Maluca (com maiúscula uma vez que aquilo era mesmo doideira nos píncaros) se deitou no palco, a esfregar-se pelo chão.

A Bebel até disse algo como "Tchii, baixou o espírito!".

Ah, antes disso, esta miúda já se tinha agarrado 'as pernas do percursionista, quando eles regressaram ao palco para o encore, e não o deixava andar. No fim, o homem até saiu por trás do palco, pois acho que ficou com medo dela. Mas não se safou!

Já mesmo no finalzinho, após ter subido de novo para o palco e se ter agarrado 'as pernas da Bebel, quase não a deixando sair do palco também, quando as luzes acenderam, a louca foi toda lampeira lá para cima e não largou o percursionista enquanto não lhe arrancou o número de telefone. Coitado! Ossos de ofício

Foi sem dúvida um concerto inesperado mas muito divertido!

9.14.2007

Harvard People, esse "ganda" malucos

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No fim-de-semana passado foi o retiro do departamento. O pessoal todo foi até aqui e passou 2 dias a apresentar e discutir ciência, tudo 'a "borliu".

O local escolhido para este ano é significativamente melhor que o dos anos anteriores. Para além da vista para a floresta e para o início do Outono (já se começam a ver os matizes acastanhados na folhagem), a comida era boa, e os quartos também (a foto é de um quarto para 2 pessoas).

Por todas estas razões e mais algumas, seria bom que os retiros continuassem a ser por estas bandas, mas o pessoal tratou logo de pôr essa hipótese na corda bamba.

Passada a primeira noite, quando se iniciaram as talks na manhã seguinte, a coisa começou logo com um aviso.

Ao que parece, o hotel tinha enviado uma carta 'a organização do evento onde referia comportamenos inapropriados durante a noite anterior, desde tenativa de invasão da piscina (que estava fechada), até pessoal a andar de boxers pelo hotel (note-se que e' um daqueles locais para onde montes de velhinhos vão, para fazer termas e sei lá que mais. Acho que até lhes caiu a dentadura de tão boquiabertos que ficaram) e berros pelos corredores e dentro dos quartos, onde decorreram festas privadas, regadas a álcool comprado fora do Inn.

Até aqui tudo normal, não fosse este um retiro. A cereja no topo do bolo vem quando, todos eestes distúrbios tiveram origem não em estudantes (que eram a maioria) mas sim nos PIs, ou seja, os nossos chefes, supra-sumos na inteligência e na "nerdice".

Foi giro ver que, na 2a noite, haviam 2 polícias de plantão na recepção e que, quando terminou a festa (música e dança no salão até 'a meia-noite), começåram a patrulhar os corredores do hotel.

Este pessoal da Harvard é mesmo perigoso, hein!

Vamos lá a ver onde vai ser o retiro no próximo ano.

9.13.2007

Notaram?

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Foi com grande espanto que há semanas, quando revi o filme "La Flor de Mi Secreto", de Almodóvar, reparo que uma das tramas da escritora Amanda Gris (pseudónimo da persongaem principal desse filme) é, sem tirar nem pôr, aquela de "Volver", este o filme mais recente do realizador Espanhol.

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Retratado no primeiro filme como um enredo de baixo nível, a mulher que mata o marido por este abusar da filha deles e o mete dentro da arca frigorífica do restaurante do vizinho vira uma trama brilhante em Volver, 12 anos depois.

Não haja dúvidas que Almodóvar tem rasgos de génio!

9.07.2007

Herbie Hancock

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No passado dia 25 fui ver este Senhor actuar.

Não há mesmo palavras para descrever o que se passou naquela sala de concertos da Berklee, pois foi formidável.
Aquilo sim, é ser-se músico dos pés 'a cabeça! Vive-se e respira-se música durante aquelas quase 2 horas.

Então quando entrou o tema de Cantaloupe Island... foi o delírio!

Tira a mão da boca!! (fim)

Hoje de manhã, 'as 9:30, lá estava eu na Longwood Medical 'area, para me encontrar com o F. no Children's Hospital.

Entrámos pelo ER, mandámos mensagem para o pager do Big Boss e passados uns minutos tinhamos um surpreendentemente novo e simpático cirurgião connosco. Como quem não quer nada, escapulimo-nos para uma sala onde se costumam reparar fracturas expostas e que tais, fechámos a porta e começámos o round 2 desta saga.

Para começar, entrei logo na história pois, pela primeira vez, fez-se uma ecografia a um polegar.
- Oh, o meu filhinho!! - brincava eu enquanto o cirurgião me explicava que aquela massa assim e assado era o osso e que a outra, mais escura, correspondia 'a infecção, logo ao lado de uma outra massa, a unha.

Após localização da bolsa de pus, começámos a cirurgia. Novas injecções no dedo até ficar inchado e anestesiado, desinfecção com betadine, teste para ver se a anestesia estava a funcionar e... o belo do estilete, afiadinho e reluzente, entra em acção.

Agora, e' melhor que aqueles mais susceptíveis vão buscar o saco de plástico. Notem que não digo para deixarem de ler... só para não chamarem o Gregório logo em cima do vosso teclado, hehehe.

Então, depois o médico fez algo como isto:

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Só que em vez de ser para o lado, foi em frente com o estilete. Ganda festa!
Logo logo, saiu sangue todo melequento e nojento por baixo da pele levantada e pronto... já está! Exterminou-se o saco do pus.

Não me doeu nada, agora até tenho um bonito curativo no polegar que faz toda a gente perguntar o que me aconteceu e já me livrei da minha "paronychia", outra coisa que aprendi e que se refere a qualquer infecção 'a volta das unhas.

Aposto que depois deta história toda, até vocês vão pensar 2 vezes antes de porem os dedos na boca ;)

9.06.2007

Tira a mão da boca!! (cont.)

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Se leram esta entrada, sabem que na 3a feira devo ter feito uma "cirurgia" que, supostamente, poria fim ao sofrimento do meu polegar. Errado, 3a feira passou, mas o dedo continuou na mesma.

Vermelho e inchado, como podem ver na foto, não foi razão suficiente para convencer a cirurgiã de serviço a lancetá-lo. Eu bem queria mas a fulana, como mãos não era a especialidade dela, desculpou-se dizendo que não via bem o alvo da possível incisão e que, quiçá, a coisa poderia passar com o tempo (minha, já ando assim há mais de uma semana e não há maneira de esta coisa passar! pensei eu). Assim, mandou-me para casa e sugeriu que marcasse consulta com o cirurgião de mãos (que está de férias e só vem daqui a 2 semanas).

Bonito!

Quando cheguei ao lab, o médico que trabalha connosco e que estava disposto a ajudar-me, não fosse a falta de anestesia, ficou atónito com a decisão da médica.

- Não vê o alvo? Mas a gaja está pitosga!
- Pois - lamentava-me eu, olhando desanimada para o inchaço que, julguei, poderia ter desaparecido nesse mesmo dia.
- Bem - continuou ele - hoje tenho turno no hospital, vou ver se arranjo a Lindocaína. Se ficares com o dedo assim, quando o cirurgião de mãos chegar, em vez de ter que fazer só um corte, provavelmente vai ter que te tirar parte da unha.

Perante tal cenário disse-lhe logo: meu, trás a faca e o alguidar que a gente trata disto quanto antes.

No dia seguinte, logo de manhã, apareceu F. sorridente, com o frasquito de Lindocaína.

- Então, estás pronta?
- 'bora!
- J. queres vir connosco? (J. e' um estudante de medicina que também está no lab) - assim fazes de assistente e ainda aprendes algo que mais tarde terás que fazer com alguma frequência.
- 'bora lá!

Assim, lá foram os 3 estarolas do Schier lab para a sala do Confocal, que 'aquela hora está geralmente vazia e reunía as condições necessárias: privacidade, luz e espaço para a operação.

Sobre o tabuleiro improvisado (previamente desinfectado com álcool) encontravam-se a agulha, seringa, gazes, estilete, anestesia e sei lá que mais necessário. Após preparada a zona de trabalho, começou o espectáculo.

Tive direito a ver da primeira fila tudo a desenrolar-se, enquanto F. explicava cada passinho para que, tanto eu como o J., percebessemos o que se ia passando.
Anestesia aplicada e a surtir efeito, seguiu-se um primeiro corte. Notem, a palavra chave aqui é "primeiro". Contrariamente 'as expectativas, não jorrou um mar de pus e sangue assim que a incisão foi feita. Ao que parece, a infecção é mais profunda do que F. inicialmente tinha pensado.

Eu até gosto destas coisas e não sou nada impressionável, pelo que me estava a divertir com a experiência e a aprendizagem (fiquei a saber que, no caso de dígitos, não se pode aplicar como anestesia Lindocaína e Epinefrina combinadas, este último um vaso-costrictor, porque os dedos podem ficar sem circulação. A desvantagem de não usar Epinefrina e' que, porque os vasos não são contraídos, sai muito mais sangue).

Após explicar ao J. que teria que fazer um segundo golpe e que a esta hora, se estivesse na Medical School, já não levaria um A, nem um B, mas sim um C pelo procedimento, F. apontou o estilete de novo ao polegar. O dedo estava dormente e estava pelo que, por mim, siga para Bingo!

(Nota: neste instante, entrou o Chinezito do nosso laboratório com uma série de caixas de petri e embriões, para ver ao microscópio. Deparando-se com o espectáculo e olhando com mais atenção para o segundo corte que agora se desferia, ficou mais amarelo que o costume e decidiu olhar para os embriões mais tarde.)

Mais um corte, mais um tanto de sangue (aposto que a esta hora algumas das pessoas que estão a ler este relato também já estão a ficar como o Casaco... Amarelas, hehehe) mas pus, que era o que queríamos, nada.

O franzir da testa de F. confirmou-me que a coisa não estava mesmo nada a correr bem.

- Inês, lamento dizer mas a infecção deve estar por baixo da unha, razão pela qual não a consigo atingir com estes golpes. Vou parar por aqui, porque já tens o polegar massacrado o suficiente, mas vou falar com o Chefe de Cirurgias do Hospital da Harvard para ver o que se deve fazer.

Mais uma vez, lá fiquei eu com o inchaço por resolver e, a juntar 'a festa, 2 bonitos golpes.

Hoje de manhã F. já veio ver como está a paciente e amanhã vou com ele até ao Big Boss ver qual deverá ser o passo seguinte.

Até lá.... não percam os próximos episódios porque nós, também não! :)

PS - Prometo avisar se entratanto o dedo cair.

9.05.2007

Daltonismo... ou não.

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No Ikea:

- Gosto mesmo do azul daquela cadeira.
- Qual, aquela verde?
- Não é verde, é azul!
- Claro que não!!
- Claro que sim!!
- Claro que não!!!
- Claro que sim!!! Queres ver? Aposto contigo!

Chegados 'a cadeira, a cor dela denominava-se "blue-green".

8.30.2007

Tira a mão da boca!!

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Já dizia a minha mãe e com razão!

Tanto eu como a minha irmã nunca tivemos o hábito de roer as unhas, pois os nossos pais estavam sempre em cima do acontecimento. Contudo, 'a parte de todo o condicionamento Pavloviano, confesso que volta e meia, lá estou eu com um dedo na boca, para retirar aquelas pelinhas irritantes que se acumulam dos lados das unhas.

Mais valia ter estado quietinha e ter seguido os concelhos da Mãe, pois caso o tivesse feito não teria que me sujeitar a uma cirurgia na próxima 3a feira. Bem, escrito assim até parece uma coisa de grande porte mas, felizmente, não o é. Mas pronto, como não acontece todos os dias, nada como dar ênfase 'A CIRURGIA.

Acontece que no Sábado passado tirei uma dessas pelinhas e desde Domingo que o meu polegar parece uma bela batata, vermelha, quente, inchada e luzidia, cujos sintomas são ada mais nada menos que um latejar constante, que se estende por toda a mão.

Deixei a coisa andar até hoje, sempre na esperança que melhorasse mas, como tal não aconteceu, abordei um dos post-docs cá do lab (que também é médico). Ao ver a coisa, abanou logo a cabeça e disse:

- Isso vai ter que ser lancetado!
- Hhhmm! - respondi - Can you help me?

Acho que o post-doc gostou do desafio e prontificou-se a fazer a operação. De imediato tratámos logo de arranjar seringa, agulha, escalpe, compressa... tínhamos tudo no lab menos a Lindocaína, anestésico necessário para que eu não destasse aos berros, fugisse com a mão e me arriscasse a terminar esta história com um polegar amputado.

Uma vez que, mesmo indo ao laboratório do lado, que trabalha com ratinhos, não conseguimos encontrar a droga, acabámos por concordar que seria melhor eu ir até aos Serviços de Saúde.

Telefono, descrevo o quadro clínico e, em 20 minutos, já estava a ser atendida no centro de ungências. O que vale é que aqui são mesmo eficientes com estas coisas. Dizem logo "venha imediatamente para cá", não vá o diabo tecê-las e depois levarem com um processo em cima. E viva os USA! :)

A médica não foi tão dramática quanto o post-doc no meu lab, mas receitou-me um antibiótico para que a infecção ficasse confinada nos próximos dias e então na 3a feira se "corte" a coisa.

Chegada ao lab, informei o post-doc da decisão. Ele acha que a coisa é toda muito exagerada e que aqui (na Harvard) nos tratam realmente nas palminhas. De qualquer das formas, ofereceu-se para "ajudar" caso eu não resista até 3a feira deste mal tão aterrador que me assola (a avaliar pelo procedimento da médica).

Seja como fôr, vou pensar duas vezes da próxima vez que tiver uma destas peles a irritar-me!

8.17.2007

Até fico verde!

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Aviso de quem é amigo!
Se vierem para os lados de Cambridge, lá para onde eu moro, não andem de bicicleta 'as 6as feiras. E' o dia de recolha do lixo e é cá um pivete para quem vai atrás de um dos camiões (mesmo que a km de distância) que uma gajo até desmaia!

8.15.2007

Palpites e Bitates

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Porque estamos todos ansiosos por ver a Clara do lado de fora, aqui a soon-to-be-Tia fez um apanhado de umas quantas técnicas que poderão surtir o efeito desejado. Assim, começamos com a:

- Técnica Ketchup = Pegar na grávida e abaná-la freneticamente para cima e para baixo (assim, como o Obelix faz aos Romanos... esses loucos), dando umas leves carolados no topo da cabeça da mesma.

- Técnica da Enfadadeira = Atestar a grávida de comida. Dar-lhe de "comeri" e de "buberi" até que o estômago inchado faça tanta pressão sobre a bebé, que ela sai cá para fora, qual Pipoca.

- Técnica da Passadeira = ontem os meus pais foram dar uma volta com a minha mana e referiram que ela sentiu algumas dores. Nada mais fácil: toca a pôr a grávida em cima de uma passadeira e por aquilo a abrir até a Clara saltar cá para fora.

- Técnica da parvoíce = pôr a grávida a ouvir isto:

http://multimedia.rtp.pt/envia_file.php?file=/at3/69-127896_8624-0703161144.mp3&name=Laboratolilolela

Mediante tamanha dose de parvoíce, o riso vai ser tanto que acabará por expelir a pigoita. (banda sonora gentilmente cedida por esta Menina , que sabe muitas coisas :))

Nota: reparem que nenhuma desta técnicas se revelará perigosa para a Clara uma vez que, saia ela em que circunstâncias sair, fará sempre bunging-jumping com o seu cordão umbilical, como diria... a minha Mana, pois está claro!

8.09.2007

Nunca mais chega....

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A minha mana está grávida, e é uma grávida Linda!

Toda ela é Luz, não fosse a portadora da nossa Clara.

E é daquelas grávidas orgulhosas.
Feliz, ostenta e empina a sua maternidade, envolta em carícias constantes.

E é daquelas grávidas que já tem Saudade da barriga que ainda a acompanha, tal a paixão e devoção com que se entregou a esta nova etapa da sua/nossas vida/s.

E' uma delícia sentir a Clara mexer-se, pontapear e até soluçar.

Tudo é maravilhoso mas, agora que apenas dias nos afastam das tão desejadas 38 semanas, só queremos que este nosso brilho nos olhos seja o reflexo da sua presença, nos nossos braços, onde a podemos cheirar e senti-la.

Clara, vem, anda!
Estamos ansiosos! :)

Constatação

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Quando alguém emagrece e deixa de escrever no seu Blog é porque se apaixonou e o sexo impera.

Cogumelos

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Ontem reparei que, na base de uma das plantas que tenho lá em casa, crescem agora 5 cogumelos esbranquiçados.
Alguém me sabe dizer se os devo remover ou não?
Será que fazem mal 'a planta ou podem ser todos amigos?

8.08.2007

Perseguição

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E' oficial! Definitivamente as baratas perseguem-me!
E vejam ao ponto que isto chegou: PELO TELEFONE!!!
Aaaarrgghh!!

Estava eu, ontem, toda pipoca ao telefone com a Sarita, que está em Nova Iorque, e de repente começa ela:

- Ai! Ai...aiii...
- Que foi Sara?
- Ai...

E é que a Sarita é tão honesta que não consegue disfarçar. Nem pelo telefone!

- Ai... está aqui uma barata no meu elevador! - gemeu ela.
- Aaahhhhhhhhhhhhhh!

E pronto, dai em diante foi um fartote de histerismo. Era ouvir os guinchinhos da Sara de um lado e os meus gritos do outro.
A Sara bem me pedia desculpas, mas eu não me calava! Só de imaginar a cena, lembrei-me logo do que me aconteceu e aí é que os berros aumentaram ainda mais!
Aposto que no fim, a desgraçada da Sarita já estava assim:

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Desculpa lá! :P

8.07.2007

Estou em NYC?

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- Don't move!!! Put up your hands!!
In the air!!! Now! NOOOWWWW!!!!

E mai nada!!

Parece cena de Nova Iorque mas é, nada mais nada menos, o que se passou ontem ao fim da tarde.

Estava eu na minha vidinha quando, de repente, vindos do nada, aparecem 3 carros da bófia a abrir, travam a alta velocidade, derrapando e fazendo um "ganda" espalhafato (como nos filmes) e bloqueiam pela frente, pelo lado e por trás, um Mercedes estacionado.

Saltam os polícias do carro, cada um empunhando a sua arma ao suspeito, que se encontrava sentado ao volante. Berram, berram, chegam mais 3 carros (já eram 6, todos com as luzinhas a dar-a-dar) e o circo estava montado.

Porque nesse dia tinha acabado de ler esta notícia, pelo sim pelo não afastei-me um pouco, não fosse eu ficar com uma corrente de ar, mas ainda deu para ver a chegada de um tipo ambulância, quadradona, que afinal é uma cela, onde puseram o mauzão.

Que alegria!! Já há montes de tempo que não me sentia num filme, como acontecia volta e meia em Nova Iorque.

E pronto, foi a emoção do dia!

8.06.2007

Mais algum palpite?

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Nova descoberta sobre a Mona Lisa!

Qualquer dia dizem que a miúda cheirava mal dos pés e por isso é que era meio amarelada!

8.03.2007

Amesterdão

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Ora no dia 9 de Julho lá me meti eu num avião para ir até Portugal. Contudo, as férias foram só um acréscimo da meeting na Holanda a que eu tinha que ir, esse o verdadeiro motivo da viagem (cof, cof).

Cheguei a Lisboa na 3a feira e na 4a já apanhava o avião para Amesterdão. Não sei que voltas e que contas é que fiz que, na 3a feira 'a noite, estava convencida que o meu vôo no dia seguinte seria 'as 17h. Tão convencida estava que nem sequer fiz mala nem nada.

No entanto, qualquer coisa durante o sono me dizia "vai ver os horários! vai ver os horário!!". Ah, o subconsciente!! Esse malandro!! E ainda bem que assim é, pois na 4a feira de manhã, por volta das 10:40, acordo e eis se não quando apanho um valente susto ao ver os horários. Verifico que o meu vôo é, nada mais nada menos que, 'as 12:40... ou seja, tinha que estar em Lisboa pelo menos 'as 11:40.
E eu sem Setúbal!

Estão a ver a bela cena, não estão?

Toda desgrenhada e ainda com um valente jet-lag em cima, chego ao pé do meu pai e digo-lhe:

- Fatinito, está tudo bem, tudo calmo, mas temos que estar no aeroporto daqui a 40 minutos!!

E a partir daí foi um corropio.
Não sei como consegui, em 20 minutos, tomar banho, vestir-me e fazer a mala. Fantástico, não? Para uma gaja, não está nada mal. Claro está que a mala ficou toda mal feita e, chegada 'a Holanda, lá tive eu que comprar um casaco, pois não estava propriamente Verão e eu só tinha roupa fresca.

Com a pressa também me esqueci da máquina fotográfica. Azar dos azares, a maquineta da Sarita, amiga com quem fiquei em Amesterdão, também pifou e vimos o nosso registo reduzido a uma máquina digital.

Tirando estes precalços, foi o máximo estar lá aqueles 4 dias. Pus a conversa toda em dia com a minha amiga Sarita que, embora em NY, está muuuito longe, revi outra amigalhaça, a Menina Azul , cuja amizade já remonta aos tempos em que eramos da mesma turma na faculdade. Deu também para estar com a minha querida amiga Silke, companheira de luta de quando estávamos as 2 no mesmo laboratório, na Alemanha. Foi uma alegria!

E depois, foi passear pelos canais, pelo districto vermelho, apreciar as montras (de roupa, hehhe), andar de barco, comer num restaurante chinês manhoso, perto de um outro que tem uns patos ao penduro que cheiram muito mal, mas que tem uma comida óptima e onde a nos levou a Menina Azul, sentir o cheirinho das coffee shops, evitar ser atropelada por bicicletas... foi mesmo fixe!

Vejam só a nossa carinha de contentes, enquanto entadas num qualquer café junto a um qualquer canal!

8.01.2007

Múmia Paralítica

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Era uma vez um Francês, um Alemão e um Japonês.

Poderia ser o início de uma anedota mas não é, de todo. O que vou contar não teve piada nenhuma. Num só dia devo ter batido o record de contracção muscular, pois durante o tempo que estive no lab estive sempre tensa, firme e hirta, como diria o Herrera.

Estava eu de manhã muito sossegadita a fazer as coisas na minha bancada quando olho para o lado e, no chão, junto 'a parede, vejo uma barata enoooooooooorme. Arrrgghh!

Como 'a frente deste gente toda não posso dar o escândalo que normalmente dou quando me deparo com estes bichos, saí pé ante pé, como quem não quer a coisa e, do outro lado da porta do laboratório, interpelei o Francês que se sentava no microscópio:

- J.?! Are you afraid of cockroaches? - perguntei já a sentir as usuais erupções e comichões que me assolam nestas situações.
- Nô (é o No em Francês).
- Would you mind killing that one over there?

Prestável, o J. lá se levantou e, após algumas tropelias (deduzo que tenha sido um desafio pela algazarra que ouvi vir do lab, entre guinchinhos de algumas pessoas e barulho de coisas a cair), lá conseguiu apanhar a desgraçada e desfazer-se dela.

Ainda meio a medo, entrei no lab, a olhar para tudo quanto era lado, completamente tensa e retesada. Ainda o dia estava a começar e já me doía o corpo. Bonito!

Refeita deste susto, dirijo-me ao andar de baixo, onde temos os nossos peixinhos e onde recolho os embriões para que depois, numa outra sala, os injecte.
Lá lá lá, lá vai a Inês para a sala de injecções, sento-me, preparo o estaminé todo e eis se não quando vou a estender a mão para agarrar no esguicho, está uma barata morta, com aquelas patas horríveis viradas para o ar, mesmo ali, na bancada.

Aí não contive o medo:

- AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!! - enquanto saltava da cadeira e mandava pelo ar agulhas, moldes, embriões e sem lá eu mais o quê!

Quase matei o Alemão que estava ao meu lado de susto.

- What happenz? (happened em Alemão)
- P. could you please get rid of that coakroach?
- Sure! - enquanto se dirigia a ela - oh, diz iz not the same dat vuas here yesterday!!
- Quê, havia outra? (pensei eu)
- Diz has a broken antenna!
- Quero lá saber se tem a antena partida ou não. Deita lá a bicha fora antes que me dê um ataquinho... outro, quero eu dizer (continuava eu a pensar).
- Arrã - articulei ainda meio paralisada
- Why are you afraid? Dey are zo beautiful?
- Este gajo só pode estar a gozar comigo (já fervia eu nos meus pensamentos)

Acho que ele percebeu que eu não estava a fingir o meu estado de histeria e lá me salvou sem mais demoras.

Escusado será de dizer que por esta altura eu já estava com os nervos feitos em fanicos. Qualquer coisinha que mexesse já me assustava e quase fiquei entrevadinha de estar tão tensa.

Julguei que o dia a partir de agora decorreria sem mais precalços mas, como não há 2 sem 3... não perdi pela espera. Desta vez, um verdadeiro filme de terror!

Ora, aqui a Je teve a brilhante ideia de ficar a trabalhar até tarde no lab. Desta feita, era quase 1 da matina quando, enquanto sentada ao computador a analisar os meus dados, dou por mim com a estranha sensação de estar a ser observada.
Aí, quando me viro...

Medo!!! Muuuuuuuuito medo!!!!!

Estava, nada mais nada menos que, a maior barata que já vi 'a minha frente (acreditem, batia as gigantes que me atormentaram em Salvador de Bahia) a dirigir-se para mim, no chão.

Não sei como fiz o que fiz, mas o que é certo é que saltei da cadeira, quase fazendo um mortal encarpado, com uma semi-pirueta e, qual ninja, já estava na parte de fora do lab, a correr pelo corredor fora.

- Ai o caraças!! - pensava eu - então agora como é que me desenrasco desta? - falava eu para com os meus botões - nem me atrevo a entrar no lab de novo... e estão lá as minhas coisas, a chave de casa, a carteira... Ai o caraças!!! E agora, não há ninguém para me salvar!!!!!

Estava eu nestas andanças quando me apercebo que há vida no laboratório do lado. Felizmente não era mais uma barata mas sim... o Japonês. Rejubilei!

- Hi! You have to save me! - disse-lhe logo assim, tipo donzela em perigo, para ele não ter como fugir - are you afraid of coakroaches?
Respondeu-me com uma vénia, pois as aptidões de comunicação dos Japoneses por estas bandas deixam a desejar, e só dizia OK!! OK!!

Mesmo não tendo a certeza se ele tinha percebido o que lhe perguntei, fiz-lhe sinal:

- Come with me!

Mais uma vénia e mais um OK!! OK!!

Durante o caminho lá percebi que ele sabia ao que ia pois, num Inglês macarrónico, lá me disse que no Japão há baratas enormes nos arranha céus (enquanto delimitava o tamanho delas com as mãos).

"Oh querido, pára lá com as demonstrações que eu já estou assustada o suficiente", pensava eu ao passo que nos aproximávamos do sítio onde se encontrava o monstro (digam lá que eu não sou uma exagerada, hehhe). O local do crime!!!

- It's there - apontei com o dedo para onde ela estaria, pois nem sequer me atrevi a entrar.

Vénia, OK!! OK!! e lá entrou ele.

Quando a viu até deu um salto (deco admitir que o "malga d'aloz" a saltar me fez rir)! O mais giro é que mesmo assim continuou a sorrir e a dizer OK!! OK!!... devia estar a capacitar-se da bela embrulhada em que se tinha metido.

Zás trás pás e, em menos de nada, a besta já estava capturada. O Japonoca ainda se vinha a dirigir até a mim com o troféu na mão mas eu de um salto disse logo:

- Amigo, acalma-te lá aí e baza mas é na outra direcção!

Nem sei bem o que disse em Inglês, mas ele ao ver o terror na minha cara, desopilou logo e despachou-se da mercadoriaal
No fim, abracei-o para lhe demonstrar a minha gratidão. Slavou-me mesmo pois arrisquei-me a não poder ir para casa. O que quer que fosse que eu estava a fazer no computador, por ali ficou, nem salvei, pois não quis ficar mais tempo dentro do lab... e até hoje, ando sempre com muuuuuita atenção por aquelas bandas.

Após tamanhos encontros do 3º grau com estes bichos hediondos num só dia, só me faltou mesmo estar embrulhada em gaze (quem bem podia ter acontecido, uma vez que com os tantos saltos que dei, me podia ter magoado).
Como já estava paralítica de tanta tensão, eu virei nada mais nada menos do que uma múmia paralítica.

Ah, e não julguem que isto foi exagero. Foi mesmo verdade. No dia seguinte, ao acordar, nem me mexia!

7.31.2007

Ainda estou viva

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Só mesmo para dizer que ainda mexo, não vão vocês julgar que o Casaco passou fora de moda. Muita coisa há para contar, desde umas belíssimas férias em Portugal, com uma passagem por Amesterdão, histórias e mais histórias... ams por isso ainda vão ter que esperar, pois ainda não me organizei como deve ser.

6.28.2007

Urgente Refrescar

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Não há 8 sem 80. Se no Inverno nos queixamos do frio extremo, não perdemos pela espera. Nos últimos dias têm estado temperaturas acima dos 30 graus, com níveis de húmidade elevados, deixando qualquer um que se aventure na rua por mais de meia hora verdadeiramente derretido.

Ontem, muito embora já fosse quase meia noite, não havia uma única janela fechada na casa (nada mais nada menos que oito janelas). O calor era tanto, que até a porta da entrada estava aberta. De sala escancarada para a rua, o David via TV sentado num banco do lado de fora da casa.

Dormir?!?! Nem pensar. Ufff, que brasa!

A única coisa boa deste calor todo, é que chego a casa e tenho o maridjinho a cirandar pela casa pelado, hehehe ;)

6.22.2007

Caracóis

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Ainda bem que não gosto de caracóis, caso contrário, andava pela rua sempre a babar-me e com desejos.

Acontece que por esta altura do ano, quando fica calor, há algumas árvores que libertam um cheiro exactamente igual 'aquele que se liberta quando, na panela de água a ferver, as lesmazinhas são mexidas com ervas.

Em contraspartida, fico meio enjoada... não gosto nada do cheiro, nem de caracóis. Blargh!!
Agora que penso, não sei se não seria melhor gostar deles!

6.18.2007

Vanessa da Mata e Ben Harper



Já há alguns dias que não me canso de ouvir esta música. Vanessa da Mata, cantora EX-TRA-OR-DI-NA-RIA do Mato Grosso, de voz abençoada e beleza exótica, lançou agora o seu 3º album "SIM" e este é o single de promoção, numa parceria com o não menos espectacular Ben Harper.

Liiiinda!!!!!

Lila Downs

A semana passada fui até ao MFA, juntamente com alguns amigos, assistir ao espectáculo da Lila Downs. Para quem não sabe, é esta Senhora:

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Para além de extremamente exótica e linda de morrer, a Mulher deixou-nos a todos completamente contagiados pela sua presença, força e garra no palco. Têm aqui 3 amostras do que foi o concerto:







As luzes e projecções estiveram sempre de feição e os músicos, irrepreensíveis e exímios, fizeram o favor de, juntamente com a Lila Downs, nos deixarem ao rubro. O harpista agarrou no instrumento (salvo seja) e fez para lá uns solos que nunca julguei serem possíveis numa harpa. O que deveria ter sido um concerto com a malta toda sentadinha, num auditório, acabou com o pessoal todo em pé e aos saltos, a bailar de um lado para o outro. Até os velhotes se punham a dar-a-dar, como se não houvesse amanhã. Foi a loucura!

No fim, até eu já gritava, qual Mexicana, Ai! Ai! Aaaaiii!, como aparece neste filme :)

6.12.2007

E' de mim ou...

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E' de mim ou, embora muito boa gente faça troça e goze com o cliché do emigrante Português, que só ouve música pimba e é pouco culto, esta é uma imagem que é alimentada, sustentada e está para se manter?

Passo a explicar. Há dias dei por mim em frente 'a RTPi a ver no que dava uma pimbalhada qualquer, em que participavam Clementes, Tony Careiras, Quim Barreiros e outros que tais. Não só dei por mim a ver isto como dei por mim a pensar: mas por que raio paraste sequer um segundo a ver este programa?

A resposta é fácil: não só não há alternativas (os canais Americanos por vezes conseguem ser bem piores) como também, e mais importante ainda, no único canal dirigido 'as comunidades Portuguesas espalhadas por este mundo, promove-se, na sua amioria, este tipo de "cultura".

Os programas que passam ou são de há 30 anos atrás, parados num Portugal que já não existe, ou então são de música pimba e piroseiras afins. Se alguns existem que possam promover alguma novidade e conhecimento (não estou a incluir o Telejornal), passam a horas geralmente impraticáveis e tardias.

Basicamente, quando a maioria dos Tugas vai estar alapada em frente 'a televisão, a única coisa que dá é exactamente aquela que confere o tão típico cliché de emigrante.

Poder-se-á dizer: ah, mas é disso que os Portugueses que estão lá fora gostam. Pode ser de facto, mas também é certo que as pessoas gostam do que lhes dão. Se não há mais nada, que remédio se não papar o que aparece... como eu estava a fazer naqueles 5 minutos que parei para ver.

Como é que se pode querer que o Portugues que emigrou há 30 anos atrás, na sua maioria pessoas humildes e de baixa formação escolar, não seja o "pimba" a que estamos habituados? Se só lhe mostram as coisas da época em que ele saiu do país, como se este não tivesse desenvolvido desde então, e se só lhe dão a ouvir música de um certo género como se não houvesse mais nada a ser produzido no país, como querem que ele adquira os "hábitos" modernos?

6.06.2007

Inês: a Arma Secreta

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Acabei de descobrir que vou ser rica na vida. E muito rica mesmo!! Então não é que tenho a capacidade de abolir do mercado todo e qualquer produto que seja relacionado com chocolate? Mas abolir mesmo, assim, desaparece e pronto, mais ninguém compra aquilo! Puufff, não há mais na prateleira!
Imaginem a Inês nas mãos da Cadbury a eliminar os produtos da concorrência, por exemplo. Rica! Riquíiiiissssima!!!

MUAHAHAHAH! (riso maqueavélico)

Bem, não devem estar a perceber nada do que estou para aqui a dizer, pelo que passo a explicar.

A coisa começou em Nova Iorque, com o Gelado Godiva, saga que podem ler aqui para ficarem mesmo a perceber. Basicamente eu adorava o desgraçado do gelado e, sem mais nem menos, desapareceu do mercado.

Depois, quando vim para Boston/Cambridge/Somerville, tentei colmatar esta falha, procurando e escarafunchando em tudo o que eram gelados até encontrar, finalmente, o substituto: nada mais nada menos do que o gelado Triple Chocolate, de Dove.
Bom! Muuuuuuito bom!
Já estão a adivinhar o que aconteceu, não é? Nem mais, desapareceu do mercado e nunca mais ninguém lhe pôs os olhos em cima. Puufff de novo.

Até aqui eu julgava que tinham sido apenas duas coincidências infelizes mas, depois do que se passou esta semana, não mais acredito nessas coisas. São os meus poderes mágicos e pronto!

Comecei há 2 semanas a trazer para casa barras de chocolate negro da Dove. O David delirou. Quais trufas da Lindt, qual carapuça! Foram imediatamente remetidas ao esquecimento após o aparecimento destas barras de chocolate preto. Das 3 vezes que voltei ao supermercado recebeu-me sempre a mesma pergunta ao chegar a casa:
- trouxe o meu chocolate querida?

E qual foi a minha resposta, qual foi?
- Oh "crido", desculpa... mas não há! Procurei tudo e desapareceram!

A porra dos chocolates foram abolidos das prateleiras onde costumavam estar. Digam lá que isto não é coisa digna de poderes especiais?

E' o que vos digo. Eu, nas mãos de uma qualquer empresa de chocolates, sou uma verdadeira Arma Secreta. E' só pedirem que eu começo a comer este ou aquele chocolate e pronto, em menos de nada vai desaparecer do mercado... acabou-se a concorrência.

Pelo sim pelo não, não me vou arriscar a comprar Morenazos quando fôr a Portugal. Vou continuar a pedir ao pessoal que mos mande ou coisa que o valha, não vá o diabo tecê-las e eles desaparecerem também!!

5.29.2007

A Marreca da Minha Irmã

- Então mana, recebeste a minha encomenda?
- Sim. Obrgada!! Que bom, tantos chocolates!!!
- E viste os Morenazos?
- Sim, claro. Já começaram a marchar hoje ao pequeno-almoço.
- Hhhmm... e.... então vais escrever um post sobre eles, não é?
- Acho que não. O pessoal já está farto de ouvir falar de Morenazos.
- Pah, não está certo!! Quando descobri que se dissesse que cheiravas bem tu escrevias no blog, não escreveste (ver "Essencia", na coluna da esquerda). Agora que descobri o segredo dos Morenazos, também não escreves!! Tá mali!!! Tá mali! Mali! Mali!
- Oh marreca, isto não é só pedir. Se lesses e comentásses no Blog, eu lá metia uma cunha por ti, agora assim....
- Ai é? Vou já pôr um comentário a dizer para as formigas atacarem os teus Morenazos, hehe.

5.23.2007

Quem disse que as formigas não têm dentes?

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Ainda ontem as apanhamos a atacar o nosso Listerine.

E' no que dá viver no campo!

5.20.2007

Compionhes!!!!!

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Puorto, Puorto, Puorto, és a nossa Glória!!!
Dá-nos neste dia!!!
Mais uma Alegria!!!
Mais uma Vitóoooooooria!!

Carago!!! Lá nos fizemos nós ao Bi!!

Post especialmente dedicado aos meus Papás, que directamente do Algarve me ligaram para celebrar, e ao Fernando, que logo comentou aqui no estaminé!

5.19.2007

Soluços: o Ataque

Nem vos digo nem vos conto!
Se querem ter uns abdominais firmes e hirtos, completamente definidos e bem trabalhados, nada como uma sessão de soluços misturada com outra de riso:







Juro que, após uma hora nestas condições, já me doía a barriga!

5.18.2007

E a coisa não acaba

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Sim, é verdade! Vou falar, mais uma vez, dos Morenazos.

E' que estes não são mais umas simples e meras bolachas, nem jamais poderão alguma vez cair no anonimato após os desenvolvimentos que se têm vindo a registar desde A SAGA.

São sim, o motor de acontecimentos de dimensões trans-Atlânticas. Eu diria até, quiçá, de escala mundial.

E' um fenómeno!!
E' extraordinário!!

As pessoas, ao ler este post, devem ter pensado:
- coitada da rapariguita!! Satisfaz-se com pouco. E' mesmo doida!

e então a coisa começou e crescer e não se ficou por aqui.

Começaram a haver cada vez mais e mais manifestações de curiosidade, cumplicidade e compreensão em relação aos meus queridos Morenazos e o carinho que nutro por eles, como puderam ler aqui.

A Kitiana, que nunca me viu mais gorda ou alguma vez me conheceu, excepto na Blogosfera, até se ofereceu para me mandar umas quantas embalagenzitas pelo correio, uma vez que todas as manhãs passa pelo LIDL e se lembra da minha saga (ver comentários).

Se eu aí dizia que o Bruno andava a subir 'as paredes de curiosidade, não andava muito longe da verdade. Vejam só o email que eu recebi dele há algumas horas atrás:

"Devo aparecer la' mais tarde. estas interessada em dar um salto a central 'a noitinha? ela perguntou-me se tu querias vir uma vez q iniciaste a ideia das bolachas eheh

b"

De início não percebi patavina, mas então li o email que estava redireccionado, imediatamente abaixo da mensagem do Bruno, e fez-se luz (não foi bem luz! Foi mais um sonoro: 'tás'a gozar!!?!?! Só pode!!!).

AP, uma amiga do Brunovsky, escreveu-lhe o seguinte:

"ja voltei do nosso Portugal

(...)

Mas vamos ao que interessa. Desta viagem trouxe na bagagem... 'morenazos'. Eu nao sabia o que isto era, ate o Bruno me ter pedido para trazer! Quem nao sabe, pode dar asas 'a sua imaginacao ate... amanha! Aparecam na minha casa dp do jantar, la pelas 9.15pm/ 9.30pm, para uma sessao de 'morenazos'. Nao tragam nada. Ou melhor, tragam so a vossa boa disposicao!

Ate la!
Bjs"

Notem só o pormenor do "vamos ao que interessa".

Lindo!!!

A ida a Portugal, oásis dos Tugas por aqui plantados, fica imediatamente remetida para segundo plano face 'a importância dos fantásticos Morenazos.
Quem é que quer saber das praias, da gastronomia farta e deliciosa e dos carinhos da Terrinha? Niguém!
Passa 'a frente! Vamos mesmo ao que interessa!

Os Morenazos até dão azo a uma operação mistério pela qual, muitos dos incautos e ingénuos que andam por essa vida sem saber ainda o que é um Morenazo (perdoai-lhes Senhor), devem estar ansiosamente 'a espera.

E é já amanhã 'a noite!
Zwweeeeee!!!!!!! Nem acredito!

Pah, Morenazos meus!!
Morenaaaaaazzzzzos aqui, pah! Aqui!!!!

E' a "lócuuuuuuura"!!!

Obrigada Bruno, por seres, tu e os teus amigos, tão loucos quanto eu ;)

5.13.2007

A coisa promete

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Hoje o céu esteve azul, limpo, sem nuvens e com um sol radiante. Uma brisa fresca manteve a temperatura naquele limiar ideal nem-muito-quente-nem-muito-frio.
E que dia melhor para ir até 'a praia?!

Fomos, eu e o David, visitar o mar pela primeira vez deste lado do Atlântico. Metemo-nos no comboio, para uma viagem de 40 minutos, durante a qual pudémos observar as belezas da Primavera: verde viçoso e flores por tudo quanto era lado.

Manchester by the Sea, onde fica a praia, encontrava-se tranquila e quase vazia. A época balnear ainda não começou. Perfeito!

Partilhando a mesma toalha, deitámo-nos ao sol, observando as poucas pessoas que por lá passeavam, crianças que chapinavam na água e adolescentes jogando baseball (ou pelo menso a tentar) e disco-voador.

Promete... de certeza que daqui a uns fins de semana já poderemos passar o dia ao sol e mergulhar no mar.

Até a Matilde, nosso amuleto, que me foi oferecida por uma Amiga querida no Rio de Janeiro, se quis estirar ao sol. Olhem que catita que ela está no espacinho que encontrou na nossa toalha! :)

5.11.2007

Essência

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Agarrou-a por trás, enquanto ela fazia algo na cozinha.

Beijou-lhe o pescoço, envolvendo-lhe a cintura enquanto a outra mão lhe acariciava o seio. Apertou o corpo dele contra o dela, continuando a beijá-la: pescoço, orelha, uma língua que desliza quente, provocando-lhe um arrepio.

Abraçou-a, virando-a então para si e beijando a boca de um rosto agora envolto por duas mãos que lhe seguram as maxilas.
Por entre beijos e respirações que se misturam, ouviu-o:

- Esse seu cheiro... me deixa louco!

E o jantar ficou para mais tarde....

Raivinha

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Desde que vim para os EUA que há duas coisas que me deixam particularmente irritada.

No início não ligava muito mas agora, 'a medida que o tempo passa e uma pessoa vê como é que o esquema funciona, passo-me da cabeça quando as pessoas só se lembram de mim porque precisam de ajuda para mudanças ou porque querem algo que não existe ou que é mais caro nos seus países.

Ggrrrr!!!

5.10.2007

Comissão

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Está visto que o post dos Morenazos causou sensação.

Não só ainda hoje recebo comentários a propósito dos ditos (vide comentários a "Chorinho em Boston", da Kitiana), como mobilizei a massa populacional (oh p'ra ela armada em grande) a provar a iguaria.

Ele é a Violante que, mesmo na Alemanha, berço do LIDL, não os conhecia e foi a correr para o supermercado mais próximo.

Ele é a minha prima "Ivonete" que agora, sempre que me apanha mo MSN, faz pirraça e goza comigo dizendo: sabes o que estou a comer? sabes? sabes? (eu digo-te, marreca! :P)

Ele é o Bruno que, tal como eu, se encontra por terras do Tio Sam e que, tal como eu, ficou cheio de vontade de comer as bolachongas e que, tal como eu, agora anda a subir 'as paredes e a contar os dias até ir a Portugal e se poder saciar (estou p'ra'qui a inventar mas pronto, o blog é meu).

Até o desgraçado do André, coitado, que fez o carregamento, me vem perguntar de vez em quando: e então, tens por aí Morenitos? (morenaaaaazos!!)

Por tudo isto, acho que o LIDL me devia pagar uma comissão.
Há lá marketing melhor que o que eu fiz!?!?
Assim, sempre que forem ao LIDL comprar Morenazos, digam 'a Sra da caixa que vão da parte da Inês e que a moçoila devia receber uns trocos, 'tá bem?

Já agora, se não fôr pedir muito, podem também enviar uns quantos para estas bandas :)

5.06.2007

Chorinho em Boston

Como na semana que passou tive que dar o seminário para o departamento e andei meio stressada, não tive tempo para escrever sobre este evento mas, porque foi de facto especial, falo dele agora.

Várias coisas boas se passaram durante o fim de semana passado: um jantar e um agradável serão passados na companhia de amigos, uma noite de forró e funk bem animada com mais amigos, uma viagem no espaço e a sensação de estar numa tasca em Portugal a assistir ao Sporting-Benfica (blargh!!) terminando com uma partida de matraquilhos mas, o bom mesmo, foi o brunch de Domingo. Não pela comida, não pelo local mas sim por, juntamente com vários e bons amigos, ter assistido a uma das primeiras actuações por estas bandas da minha mui querida amiga Lu.

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Para além do sorriso Carioca lindo, só comparável 'a beleza da Cidade Maravilhosa, a Lu é de um bem querer e doçura indizíveis, daqueles que nos aquecem tanto o coração que só dá vontade de a abraçar e dizer o quanto gostamos dela.

E' já de si, como podem constatar, uma pessoa excepcional, mas consegue tornar-se ainda mais especial por partilhar connosco e da maneira mais bela todo o açucar que carrega dentro de si: embora amadora, pega num dos seus bandolins (penso que são ainda, SO' quatro, só....) e vai de nos desarmar com Choros que não têm época.

E foi assim que saboreámos o nosso brunch, desfrutando de uma mesa repleta de amigos, todos reunidos para apoiar e assistir 'a actuação da nossa querida amiga Lu:







Parabéns "miúda crida"!!
Bis! Bis!

5.03.2007

Primavera a sério

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Como agora a maioria dos casais começa a morar junto sem de facto se casar, não passei muito por aquela fase de que muitas pessoas se queixam que é: todos os meus amigos se começaram a casar ao mesmo tempo e é casamentos a torto e a direito.

Em compensação, não posso dizer o mesmo sobre a fase seguinte, que é a fase dos bebés (sim, porque deixar de "coisar" ninguém deixa, heheh). De repente, começou toda a gente a ficar grávida. Tirando a minha mana, que é a minha grávida predilecta e está com uma barrigona linda, so´ esta semana fiquei a saber de 5 casais grávidos, todos eles por estas bandas. Quase um por dia.

Quais passarinhos, quais flores, quais mangas curtas, chinelos e quais biciletas na rua!?! Agora sim, a Primavera chegou. Estes é que são os sinais!

Deu-lhes o Amor :)

5.01.2007

Contra a Pornografia Infantil

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Tão fácil quanto acender um vela, tão útil quanto iluminar a escuridão.

Vão até aqui e contribuam.

Não se esqueçam: ENTER!

4.26.2007

Coisas Boas

O "maridjinho" abraça-me:
- ai... 'cê já 'tá quase indo embora.
- mas eu só vou em Julho!!
- então, está quase. Passa tão rápido... já ' tou com Saudade!

4.25.2007

Coisas Boas

O médico entra no consultório e diz-me:
- Está mais magra não está?

Falem-lhes ao estômago

E' costume aparecerem nos laboratórios representantes desta ou daquela empresa, que nos querem vender as mais recentes inovações tecnológicas nos diferentes campos da investigação.

O mais curioso é que não é com as incríveis vantagens que este ou aquele produto têm que nos tentam chamar a atenção. Chegam ao pé do pessoal e dizem:

- Vamos fazer uma demonstração dos nossos productos no dia tal.

- Arrã - responde o cientista, quase não desviando os olhos da pipetagem que está fazer.

- Vai haver comida, gelados, cachorros quentes e hamburgers!

E é ver o pessoal largar tudo e mobilizar-se para encher a barriga!

4.24.2007

Tecnomacumba

Confesso que quando ouvi este nome não pude deixar de fazer um ar de espanto e sorrir:

- Tecnomacumba?!?!

Lembrei-me logo desta cena:

E o que me veio 'a cabeça foi um monte de pessoal possuído a dançar tecno com galinhas pretas na cabeça... o que, se pensarmos bem, nem está muito da realidade das Raves e afins. Basta olhar para os pastilhados! (tirando as pobres das galinhas, claro).

Afinal não é bem isso:

"TECNOMACUMBA
por Caetano Veloso


Faz algum tempo que venho ouvindo com curiosidade e agrado uma voz de mulher que impressiona pela firmeza, pela limpeza do som, pela naturalidade da afinação. É uma voz que ouvi primeiro casualmente no rádio do carro e que sempre me fez parar para atentar e me perguntar: quem é essa cantora que tem a emissão lisa (sem vibratos) mais impressionante que ouvi em muito tempo? De quem é essa voz encorpada e delicada, de quem são esses glissandos seguros e de grande efeito experimental sem sombra de vulgaridade?

Aprendi o nome de Rita Ribeiro ao encontrar as respostas a essas perguntas. Agora, em parte num movimento de buscar usos significativos para suas invenções vocais, Rita desenvolveu esse projeto a que deu o nome de Tecnomacumba. Os cantos e toques das religiões afro-brasileiras e sua sintonia com os ritmos desenvolvidos no uso de instrumentos eletrônicos. O resultado é rico, honesto e sugestivo.

O disco é um produto de nível profissional impecável, uma prova de que o Brasil anda com as próprias pernas. As combinações rítmicas e timbrísticas das programações eletrônicas com os instrumentos tocados por gente são equilibradas.

O repertório é uma antologia de composições sobre o tema das religiões africanas no Brasil - sempre emolduradas por cantos saídos diretamente dessas práticas religiosas. Às vezes somos levados a nos perguntar coisas como, por exemplo, se o canto sobre Tempo ecoa as lavadeiras de Monsueto ou se o samba de Monsueto é que foi tirado daquele canto. Assim, há um rendado de motivos, uma rede de lembranças e referências que dão uma textura interna especial ao trabalho. O resultado fica mais para um pop elegante, em que uma boa banda de acompanhamento é temperada por sons tecno, do que para um mergulho radical no mundo dos batuques e da eletrônica. Mais uma vez, o que ressalta é a voz de Rita, sua segurança simpática (isso não é fácil nem freqüente), seu timbre cheio, seus ornamentos chiques porque personalíssimos, sua nobreza maranhense. Esse disco tem um futuro intrigante e pode vir a dizer mais do que parece agora. Vamos ouvir e esperar.

Caetano Veloso "

Tirado daqui

4.23.2007

Inês e o Baseball

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Equivale a: um boi a olhar para um palácio!

Estava eu ontem na lavandaria enquanto o jogo dos Red Sox era transmitido nas televisões. Volta e meia o pessoal esquecia-se que estava a lavar a roupa e delirava: riam-se, aplaudiam, gritavam! Até falavam com o vizinho do lado com quem, caso contrário, nunca falariam naquelas circunstâncias.

No ecrãn, os jogadores rejubilavam num estádio, também ele ao rubro. O locutor referia-se a algo como 4 home-runs, coisa nunca dantes vista na história dos Red Sox.

E eu ali, a olhar para aquilo tudo sem fazer put'ideia do que raio se teria passado.
O baseball é daquelas coisas da cultura Americana que, nem com ligação intravenosa, alguma vez se me vai entranhar... só estranhar!

4.19.2007

Amigo

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Porque os verdadeiros Amigos são intemporais e estão sempre lá, sinto vontade de repetir o que já aqui tinha feito.
Mais uma vez, obrigada Zezito!

4.18.2007

Virginia Tech

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Nas palavras do meu amigo P., que tirou esta foto:

"Pois, esta cena da Virginia Tech... e um massacre a moda antiga. E incrivel como estes gajos aqui insistem em dizer q sao um pais civilizado... podes comprar armas como quem compra cerveja ou vinho (pouco mais e preciso q um uma driver’s license). So para ficarem com uma ideia, envio-vos a foto do Winston-Salem Gun Show no ano passado... podia ter comprado uma metralhadora na boa... por uns miseros 400 USD."

Notem só no pormenor do carrinho de bebé e do adolescente junto 'a banca!
As criancinhas já crescem a julgar que ter armas 'a volta delas e' normal... depois queixem-se!

4.17.2007

Música em Boston

A semana passada fui a dois concertos, bastante díspares mas ambos excelentes.

O primeiro foi no MFA, concerto da cantora Brasileira Céu que, com os seus 24 anos, surpreende com uma maturidade vocal extraordinária. Numa mistura de Soul com Jazz, alguma Bossa Nova, Samba Reage e Afro Beat, música Electrónica e bastantes efeitos sonoros (até tem um trecho com guitarra Portuguesa) a sua voz, aveludada e sensual, afinadíssima e super versátil, fez as delícias dos curiosos que enchiam a sala. Foi o seu “debut” em Boston e tanto ela como os músicos se portaram excelentemente. Esta é a música de promoção do albúm, "Malemolencia":



Mas esta é a minha preferida, uma versão de “Concrete Jungle” de Bob Marley:



Já há dois dias que ouço o CD dela sem parar. E’ mesmo bom!

O segundo concerto, bem esse... esse exige mais umas quantas linhas de texto. Fui assistir a nada mais nada menos que o concerto do Brad Mehldau com o Pat Metheny.

Ainda bem que comprámos os bilhetes com mais de 2 meses de antecedência pois a Opera House estava, literalmente, a abarrotar.



Confesso que, para este tipo de espectáculo, prefiro uma sala mais pequena mas o público esteve ‘a altura. Via-se que era pessoal que sabia apreciar e estar neste tipo de concerto pelo que, muito embora a sala enorme, a coisa até se tornou bastante familiar e intimista.

Bem, por onde começar? Pelo início.
Aqui podem ouvir a ovação que Brad e Pat receberam só por aparecerem no palco. Já dava para adivinhar uma noite bem passada.



Aparece tudo escuro porque, depois do trauma do concerto da Mariza, não me atrevi logo a sacar da camera. Assim, como quem não quer a coisa, ficou ligada no meu colo durante um tempo (já estão mesmo a ver que a coisa não durou muito, hehehe).

Deixo-vos com alguns trechos do concerto:



O Pat trocou imensas vezes de instrumentos durante o concerto, demonstrando uma versatilidade incrível. Embora sempre com o piano, o Brad não ficou nada atrás. Pelo contrário. E’, pura e simplesmente, genial. Nesta música o Pat toca viola e foi das melodias que mais me impressionaram ao longo do concerto, de tão linda que era. Eis aqui um pouquinho:



E mais outro tanto:



E o quarteto que mais tarde encheu o palco.



Embora as estrelas fossem, obviamente, o Brad e o Pat, o contrabaixista e o baterista foram dos melhores que alguma vez vi, presenteando-nos com sessões de solos absurdamente extraordinárias. Fiquei tão banzada que nem sequer tive acção para pegar na maquineta mas, acreditem, foi muito, mas muuuuuuito bom.

Claro que o cenário não estaria completo se, a determinado trecho, o Pat Metheney não fizesse uma actuação com a Pikasso Guitar, instrumento que faz jus ao nome uma vez que tem 3 braços e 4 sets de cordas que atravessam o corpo da guitarra. Uma verdadeira ode ao Cubismo e aos ouvidos.

Num só instrumento ouve-se o baixo, algo semelhante a uma harpa, sons orientais e, obviamente, o som da viola. Não me recordo do nome da música que ele interpretou, excepto que era algo com “water” e, de facto, parecia música aquática de tão fluída e transparente.



Que dizer. Nem sei!
Foi brutalmente bom! Uma violência de genialidade e musicalidade. Até os efeitos luminosos estiveram a preceito. E quando tocaram uma música do Milton Nascimento... foi o delírio!

Lindo!

4.15.2007

Não há fome que não dê fartura

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Já assim dizia a minha avó, e muito bem.

Se antes passámos por trabalhos para encontrar um carro, a semana passada, assim, sem mais nem menos, o David ganhou um carro.
Sim, ganhou, do tipo: olha, toma lá, fica com ele!

E o melhor é que não é um carrito qualquer! E' uma bela bomba este nosso novo Rampilan. A prová-lo estão as fotos que ilustram este post.
Digam lá que não parece uma nave espacial?!

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Lavámos o carrito, tirámos-lhe os bancos de trás para que o David pudesse ter espaço para todas as entregas que faz e ei-lo aí para as curvas, pois o resto já ele tinha: embora um carro de 1990, este Nissan vem com vidros eléctricos, fecho de portas centralizado, ar condicionado, rádio com CD, tecto de abrir, mudanças automáticas, cruise control... e, mais fantástico, tudo a funcionar.

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Os amortecedores foram substituídos o ano passado, o motor foi refeito há 3.

Um "xpetáculo"!

Já há uns dias que o David anda a dar-a-dar com ele, para trás e para a frente, a calcorrear quilómetros e o chaveco lá se aguenta 'a bronca. Económico, levezinho... zwwwweeee, lá vai ele.

Claro que não há bela sem senão. Na 5a feira, enquanto o céu desabava lá fora, o David telefona-me, de kispo vestido e capuz enfiado, a dizer que lhe está a chover na cabeça, pois pinga água do tecto de abrir.

Nada que não se resolva. Pegámos num quanto de "duct-tape" (aquele fita cola cinzenta e larga que os mauzões usam nos filmes para tapar as boca das vítimas, sabem?) selámos o tecto de abrir e "já 'tá". As bandas cinzentas até combinam com o ar alternativo do Rampilan, uma vez que tem uma mala bordeaux que foi retirada de um outro carro e um espelho retrovisor também colado com fita-cola.

Um "xpetáculo"!!!

Já com o selo da inspecção em dia (sim, passou :P) lá andamos nós a acelerar pelo estado da Maria Cachucha.

Ah, e esta hein?!

4.13.2007

A Portuguesa e o Brasileiro

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Ontem estavamos, eu e o David, na cozinha, a preparar o jantar e a deitar conversa fora quando, já não sei porquê, começamos a falar dos hinos dos nossos países.

- Queres que eu cante o hino de Portugal? - perguntei - Chama-se "A Portuguesa".
- Pode ser.

Pigarreei, afinei a garganta e lá comecei eu:

"Heróis do Maaaaaaaaaar.
Nooooooooobre povo ...."

Empenhada como estava, até pus a maozita direita do lado esquerdo do peito e lá continuei eu orgulhosamente.

"Sobre a terra e sobre o Mar" (em pianinho, com as dinâmicas todas)

Até ao fim:

Marchar! Marchaaaaaaaaaaar!
Tum-tum-tum-tum (isto fui eu a imitar o som dos tambores)

Terminada a actuação, estava 'a espera de uma ovação. Qual quê!

- Ué? Já acabou?! - perguntou o David surpreendido.
- Já, porquê? - respondi ofendidíssima. Afinal, tinha-me empenhado a valer, ali, no meio da cozinha, entre tachos e panelas, de pantufas e mão no peito.
- Ah não! Não pode ser! - abanava o David a cabeça, divertido - Como é que pode? O hino de Portugal sem falar de Bacalhau, Fado, Pastéis de Belém e Tortas de Azeitão?!?! Ah, que coisa mais sem graça!

Trengo! :P

4.05.2007

Barata-Trap

Aqui no instituto encontra-se, aqui e ali, armadilhas para baratas. Embora tenha um nojo e uma fobia descomunal a estas coisas, nunca resisto a olhar para ver se alguma ficou lá agarrada, toda coladinha, sem se mexer, e a agoniar: morre barata! morre!!

Para meu infortúnio, nunca lá está nenhuma. Se calhar, por serem de Harvard, as caramelas das baratas já aprenderam a evitar as armadilhas.

Eu cá prefiro pensar que já morreram todas.

Blaaaarrrgh!!!

PS - Por motivos óbvios, abstive-me de ilustrar este post. Que nooooooojo!

Esnif! Esnif!!

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Acabaram-se os Morenazos... kaput!

Buááááááá! :(

4.03.2007

Dupla Personalidade

Há dias descobri este blog e agora não quero outra coisa.
Já sei que vou ter com que me rir cada vez que lá vou. Certinho, direitinho!

Vejam lá se não tenho razão!?
Estas tiras com o gato fazem-me sempre rebolar de riso:


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