1.18.2008

Música da Dudley

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Ontem aconteceu-me daquelas coisas que gosto. Acabar o dia a fazer algo completamente inesperado, neste caso a assistir a um concerto na Dudley House, dado por elementos da respectiva orquestra.

Não fosse já suficiente ser de graça e ainda com direito a chazinho e biscoitos durante o recital, em jeito bem informal e intimista, fiquei agradavelmente surpreendida ao verificar que, pela primeira vez, estava numa plateia verdadeiramente educada para aquele tipo de evento.

Excepto uma pessoa que se precipitou na primeira pausa mas que desde logo corrigiu o erro, nunca ninguém bateu palmas entre andamentos bem como não se ouviu um único telemóvel tocar durante todo o concerto. Já para não falar da ausência de ataques de tosse compulsivos sempre que se experimentava um silêncio.

Finalmente!

1.17.2008

Funeral

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Hoje de manhã vi um cortejo fúnebre.

Aqui esta cerimónia é bem diferente daquilo que costumo ver em Portugal. Toda a gente segue num carro que ostenta uma bandeira cor-de-laranja fluorescente onde se lê em letras pretas "Funeral". 'A frente vai um carro da polícia, com as luzes azuis-vermelhas a piscar e a apitar de vez em quando.

Todos os carros têm os 4 piscas ligados e seguem em marcha lenta. O carro funerário segue 'a frente do cortejo e ninguém que se atravesse com esta fila de carros de bandeira colorida a interrompe.

Nas ruas perpendiculares, mesmo que o sinal esteja verde, ninguém entra até que a fila de carros termine. Aliás, esta foi a razão pela qual percebi que um cortejo estava a passar pois, montada na minha bicicleta, atrás de uns quantos carros e com o semáforo verde, não estava bem a perceber porque não andavam.

Não pude deixar de estranhar ao ver este ritual.

Quando o vi pela primeira vez, julguei até que se tratasse de um diplomata ou alguém publicamente importante. Contudo, esta é já a 3a vez que presencio tal evento. Acho que esta é então a norma.

Achei estranho porque, também contrariamente ao que se vê em Portugal, nunca por aqui vi nenhum cortejo com as buzinas aos berros e tulezinhos nas antenas dos carros a celebrar um casamento. Acho isso uma piroseira mas, fazer notar por notar, acho preferível marcar um presença publica para celebrar uma Alegria do que para fazer notar a Tristeza.

1.10.2008

A Minha Metade

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Estamos juntos há mais de um ano e meio.

Tudo aconteceu repentinamente: tropeçámos um no outro e em menos de nada já estávamos casados e, desde então, a viver das maiores Felicidades.

Sou rodeada de muito Amor e Carinho, todos os dias. E é naqueles pequenos quês que percebo o quão grande é este sentimento que me assola e pelo qual sou envolvida.

Todos os dias Ele acorda e sai mais cedo do que eu. E todos os dias encontro o leite fora do frigorífico e já em cima da mesa para que não esteja tão frio quando o vou beber. Ele sabe que eu não gosto de bebidas frias.

O micro-ondas é sempre parado no último segundo. O silêncio da manhã nunca é interrompido por aqueles 5 apitos estridentes. Ele não quer que o meu sono seja interrompido.

Quando está prestes a sair vem até 'a cama para me beijar e acariciar, aconchegando-me e sussurando-me ao ouvido o quanto gosta de mim e como gostaria de ali ficar mais um pouquinho. Ele sabe que gosto destes miminhos.

Se está muito frio lá fora, deixa o aquecimento ligado para que, quando eu acordar, seja confortável andar pela casa.

Na almofada ao meu lado, deixa sempre o telemóvel ligado em modo silencioso para que seja a voz dele a acordar-me e não o terrível despertador. Pontualmente, aquele breve apito soa ao horário combinado e do outro lado atende-me sempre um "Bom Dia Amor!" ou o trautear de uma das nossas músicas, que me deixa com sorriso de tonta.

Quando regresso de viagem, após vários dias de ausência, chego sempre a um ninho limpo do tecto até ao chão, perfumado e com velas acessas aqui e ali. Flores Amarelas esperam-me sempre em jeito de surpresa, acompanhadas de um chocolate e um cartão de boas vindas.

Se me sente mais preocupada ou em baixo, aproxima-se de mim silenciosamente só para me abraçar. Ou então abraça-me só porque sim, porque estou a cozinhar ou a lavar a loiça e quer ficar junto a mim, colado 'as minhas costas.

Nos nossos passeios 'as vezes desvia-se inesperadamente para apanhar uma flor tímida de um canteiro e ma oferecer com aquele sorriso.

Se me vê a beliscar um chocolate, sem que lhe peça vai-me buscar o copo de água da praxe (já Laura Esquivel escreveu "Como Agua para Chocolate". Para mim um não existe um sem o outro e Ele sabe).

No Domingo passado, porque tive que trabalhar, presenteou-me com um prato Brasileiro que adoro. Quando cheguei a casa tinha uma mesa impecavelmente decorada e, no meio, uma travessa enorme de "Salpicão". Mas este "Salpicão" não foi simplesmente mais um destes pratos. Foi mais saboroso do que todos os outros até então uma vez que, para além da intenção, a decoração foi única.

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E estes são só alguns dos exemplos das muitas coisas queridas que recebo diariamente e que tornam a minha vida mais colorida e bonita.

Ele conhece-me... e as palavras são quase sempre desnecessárias! Sinto que me compreende quando me acaricia com as costas da mão no interior do antebraço, no encontro entre os nossos rostos que se beijam sem lábios, só percorrendo os contornos um do outro ou nos pés entrelaçados debaixo dos lençóis.

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E sinto que tenho tanta sorte, tanta...

"Tchiamu" também!

1.05.2008

Reenergizante


Faz bem no início de cada Ano e em qualquer altura. Vale a pena perder 7 minutos de vez em quando para escutar esta música e a sua mensagem.

Bom Ano de 2008. Sejam felizes, sempre!

1.03.2008

Início de ano Radical

Isto de passar o fim de ano com neve e frio tem muita piada quando uma pessoa não tem que levar com este factores em cima durante o Inverno todo. Como eu e uns quantos amigos aqui da área não podemos fugir a estas intempéries, decidimos começar o ano de forma radical, para afastar o mau tempo.

Assim, no dia 1, fomos fazer, nada mais nada menos do que esta maluqueira.

Após uma viagem de carro meio preclitante devido a uma tempestade de neve, eis que chegámos ao nosso destino:

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Lá, excitadíssimos, tivemos uma pequena formação sobre sinais de mãos a ter em atenção durante o vôo,

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formação essa que foi dada pelo instructor que depois estaria connosco dentro do túnel de vento. Por muita vontade que o pessoal tenha para fazer as piruetas que viram no site do Skyventure, quando somos submetidos 'aquele fluxo de ar poderosíssimo, parecemos peixe fora de água, completamente descoordenados e sem noção. Assim, o instructor vai-nos dando dicas sobre o posicionamento dos membros e evitando que desatemos a rebolar e a bater nas paredes.

Depois, o equipamento: joelheiras

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Um fato e uns ténis todos catitas:

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Um capacete, óculos e tampões para os ouvidos (não tenho fotos deste porque o instructor já estava a chamar-nos para começarmos a sessão), e aqui vai disto:

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Como podem verificar, a aerodinâmica ainda não é das melhores e o instructor sofre bastante (coitado... ainda eu não fui o pior caso. Havia um miúdo, com pernas e braços de 2 metros, que quase mandava o instructor, que era um caga-tacos, desta para melhor, com tanta pancada que lhe dava), já para não falar da cara de panqueca com que uma pessoa fica, mas que a coisa vale a pena, vale. E' uma sensação interessantíssima e nova e a emoção é muita. Vai ser, sem dúvida, uma das actividades a repetir.

E já que falamos em actividades... para a semana há mais coisas novas ;)

O Frio

Após várias tempestades de neve nas últimas semanas, eis que chega o Frio, ainda mais temível que o manto branco. Neste preciso momento os termómetros marcam -12 graus Celsius mas, por causa do vento, a temperatura que se sente é de -21 graus, a que por estas bandas se chama de windshield.

Ora acontece que aqui a Je, desde que chegou aos States que está farta de levar com o Frio no trombil e este ano decidiu-se a comprar um casaco como deve ser, desse por onde desse. O escolhido foi este modelo da Northface, que custa nada mais nada menos do que 300 dólares:

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Caro? Sem dúvida mas, 'a típica Portuguesa, fiz logo o pensamento de que, se um casaco de Inverno me dura 6 anos, então 50 dolares por ano nem é assim tanto e pronto... já me sentia mais preparada para gastar o pilim no casaco.

Chegada 'a Macy's, agarro no bichinho e lá vou eu para o balcão, já mentalizada do rombo orçamental que se avizinhava.

Como de costume, a mulherzita perguntou-me se eu tinha o cartão de crédito da casa, ao que respondi que não. Como de costume também, perguntou-me se queria aderir, ao que mais uma vez respondi que não (aqui, eles são uma máquina a impingir cartões de crédito 'a malta. Não admira que o pessoal fique endividado até ao pescoço pois com tanto cartão 'a página tantas o pessoal já não sabe a quantas anda).

- Mas tem a certeza? Olhe que quando adere tem um desconto de 40%, o que numa compra destas é bastante significativo. Sempre são 120 dólares a menos!!
- Como? Só por aderir? - perguntei incrédula.
- Sim!

Como quando a esmola é grande o pobre desconfia (e nunca se espera que uma funcionária seja tão simpática), ainda me quis certificar melhor.

- Mas tem juros? O cartão tem uma anuidade exorbitante? Fico obrigada a alguma coisa? Tem algum senão tipo ficar com fungos nos pés ou ter um ataque de hemorróidas? O Pai Natal deixa de saber a minha morada ou o menino Jesus é entregue ao pai biológico?

A tudo a mulherzita respondeu-me sorridente que "Não" (eu devo ser mesmo um bicho raro por estas bandas) ao que, por fim, me rendi e lá aderi ao cartão. Escusado será de dizer que saí muito mais feliz da loja, pois tive mesmo o desconto sem quaisquer problemas.

Hoje tornei-me a sentir muito feliz de novo uma vez que, pela primeira vez, tive a prova de que o casaco me valia mesmo de alguma coisa e foi um bom investimento. Até agora, uns míseros -2 ou -4 graus eram ainda demasiado quentes para o casaco, ficando eu a assar enquanto envolta em penas de ganso e sei lá que mais. Mas hoje, foi uma maravilha. O vento soprava, o frio enregelava as muscosas do nariz e congelava as lágrimas no cantinho dos olhos, que fazim "crrr, crrr" quando se partiam num piscar mas, tudo o que fosse zona corporal coberta pelo casaco, estava morninha e agradavelmente protegida!

Frio, bring it on! I am ready!!! (mas não abuses, ok?)

12.15.2007

Música para os meus ouvidos!

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Estou em Portugal.
A maior parte das vezes vôo pela Air France.
Durante todo o vôo a minha frase preferida é quando a menina diz, toda pipoca:
- Disarmement du tobogã! (desarmamento da aeronave)
Lindo!

11.20.2007

Thanksgiving

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Está quase a chegar... coitados dos "piruns"!

11.07.2007

Recordação

(cicar aqui, depois no play e escutar com som bem alto)

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Andava eu a ver o que ouvem as pessoas que estão ligadas 'a minha network quando me aparecem os Creedence clearwater Revival.

Escolho a primeira música e soam de imediato as primeiras notas de "Susi Q".

Que batida! (ouçam bem!!!)

... e, de repente, sou uma garotita de 5 ou 6 anos, sentada no banco traseiro da nossa carrinha Mazda branca. Bancos de couro, preto, frio e com um cheiro único, que ainda hoje consigo sentir.

"Zig-zag"ueávamos pelas muitas curvas da estrada nacional de Setúbal até ao Porto ao som de músicas assim. Ainda me lembro desta cassete... preta com um autocolante branco, laranja, amarelo e vermelho. E do som que fazia ao entrar na ranhura.

Adormecia muitas vezes, como que embalada por estas melodias intemporais... para mais tarde ser acordada pelo trepidar do paralelo, já em Campanhã ou Bonfim, e por aquele outro cheiro... o cheiro a Porto.

Isto sim é música! Aquela que me consegue trazer tanta e tanta coisa boa!

Ilha

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Por acaso acontece-vos de vez em quando terem assim, uma epifania, a maior revelação dos últimos tempos, quase que acompanhada de música angelical (como aquelas dos milagres), com coisas que estiveram sempre 'a vossa frente?

Volta e meia isso isso acontece-me mas com mais frequência no que diz respeito a palavras e representações. Ainda me lembro quando, recém-chegada aos USA, vi a data do 11 de Setembro escrita por estas bandas. Aqui escreve-se o mês primeiro, seguido do dia. Como também devem saber dos filmes, sempre que há um acidente ou urgência, chama-se o 911.

Então, 11 de Setembro escreve-se 9.11... 911, topam! De repente tudo fez sentido! Os caramelos dos terroristas até se deram ao requinte de ironizar com a data.

Bem, mas não é acerca do 9/11 que vos quero falar, pois passados todos estes anos vocês já se devem ter apercebido.

A minha epifania de hoje foi com a palavra ILHA, mais concretamente ISLAND.
Folheava um jornal e alguem rasgou a página que se seguia e assim, em vez de "island" li "is land", pois o rasgão passava mesmo pelo meio.

E faz todo o sentido! Is land = E' terra! = ILHA!!!
Tchanam!!! Foi assim um daqueles momentos de Eureka!

Será que a palavra Island surgiu mesmo da boca de um naúfrago quando, já temendo ser uma miragem ou alucinação, avistou o pedaço de terra salvador e balbuciou "is land"?

E pronto... assim partilho eu convosco o rasgo de inteligência do dia!

Uma lança em Africa

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Porque não custa nada e a Rita Jacinto merece, fica lançado o repto.

Para perceberem bem a história toda, têm que ler este post da Menina Azul, uma outra amiga dos tempos da faculdade.

Fica aqui um tiquinho do que por lá vão ler:

"Ha' uns anitos atras esta grande amiga dos tempos de faculdade voltou costas 'a Biologia e resolveu abracar o amor. Este amor levou-a para muito longe da sua vida nornal e dos seus confortos ocidentais... levou-a para o coracao de uma de terra generosa e rica e no entanto tao sofrida: para Africa, Tanzania. Esta tem sido uma viagem pessoal de grande riqueza e humanismo, que a tem transformado, a tem feito crescer e tem feito crecer a sua paixao por Africa. La' ela tem estado em contacto com populacoes locais e tem vivido e aprendido de perto os seus modos e os seus costumes. Mais recentemente ela e o seu mais-que-tudo tem desenvolvido um projecto onde recebem visitantes com muito conforto e em estilo tradicional, permitindo-lhes assim viver uma experiencia autentica, unica e muito rica, desenvolvendo projectos de arte e musica com criancas da comuinidade local - desta forma levam um sorriso aos ja'-de-si-enormes sorrisos que valem pelo Mundo (e acreditem, estes sorrisos enchem-vos mesmo a alma de Sol).

Por isso eu incentivo e recomendo e apoio e aplaudo quem quiser ajudar e incentivar a pequena industria desta minha amiga: sao produtos originais, artesanais e feitos com todo o amor e dedicacao. A nos basto-nos apenas visitar o blog dela e escolher o que gostamos... passados uns dias recebemos este cheirinho de Africa!"


Toca a contribuir aqui.

Eu vou já fazer isso :)

PS - Agradece-se a quem, daqueles que passa aqui pelo estaminé e tem Blog, ajude a passar a palavra!

11.06.2007

E bibó Puorto Carago!

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Ainda no rescaldo do concerto do Cetano Veloso aqui em Boston, posso revelar, de fonte fidedigníssima e apuradíssima (basicamente o resultado da amena cavaqueira enquanto se beberam umas cervejitas com o Pedro, Ricardo e Marcelo, músicos do Caetano) que, o melhor concerto da tourné de "Cê" foi, por unanimidade imediata, aquele no Coliseu do Porto.

Nota: Opinião após terem já tocado na América do Sul, América Central e Europa. Embora ainda vão tocar no Canadá e nos USA, duvido que estes "camones" todos consigam bater a malta Tripeira.

Ah, Portugal recebeu também a medalha para o pior concerto... mas este em Coimbra.

11.04.2007

6a feira: noite de Caetano Veloso

Fomos, alguns Tugas desgarrados por estas paragens, ouvir o Caetano Veloso na apresentação do seu último album: "Cê"

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Como já se adivinhava da audição deste trabalho, foi um espectáculo vibrante e a atirar para o Rock, onde presenceámos a energia e garra inesgotáveis deste grande artista:

Ele dançava:


Ele era todo energia e potencia:



Não perdendo contudo a sua identidade. Em todas as composições havia a alma de Caetano, espelhada nas letras fenomenais e musicas excelentes. Não so nos mostrou o seu novo trabalho como soube manter o equilíbrio ideal com toda o seu passado musical. Assim, relembrou mestres como Jack Morelembau:



Trouxe-nos de novo o Caetano das nossas memórias, com seu violão:



E aquelas melodias eternas... como "Sampa":


Foi um concerto fenomenal que, após o seu terminus e naquele período em que o pessoal espera pelo bis, terminou comigo e com a Janica bem lá 'a frente, junto ao palco, a dançar, a cantar e até a apertar a mão a Caetano, que de debruçava de vez em quando sobre uma plateia ao rubro. A tirada emocional veio quando, já a meio do encore, Caetano se sai com o "Leaozinho"... e as lágrimas escorreram-me de tantas as recordações de criança!

A noite poderia ter terminado por aqui e teria sido perfeita mas... há sempre daquelas coisas. Assim, porque estávamos também com uns amigos cuja irmã namora com um dos músicos, lá fomos eu e a Janica parar aos bastidores, onde, em amena cavaqueira, comemos feijoada Brasileira com os membros da banda. O Caetano, esse... foi-nos dito que já se tinha ido embora mas, eis que, já bem no fim, quando já vestíamos os casacos e nos preparávamos para sair, aparece 'a nossa frente.

Numa profusão de espanto, euforia, alegria e sei lá mais o quê, falámos um pouco...

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Naquele tempinho que ali esteve connosco foi extremamente afável e simpático e... sim, agora a noite não podia ser mais perfeita!

11.02.2007

Sapatos Vegetarianos

Há coisas que não deixam de me surpreender!

Andava eu a cirandar pela internet 'a procura de umas botas de Inverno quando vejo que, entre as categorias de saltos altos, sandálias, botas, desporto e afins, encontro uma outra: sapatos Vegetarianos!

Se ficaram curiosos sobre o que isto seria, eis alguns exemplos:

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10.23.2007

Que crescidinha!

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Quando era miúda, se havia coisa que eu admirava na minha mãe e que para mim significava ser-se já bem crescido, era a habilidade para coser, fazer baínhas e afins.

Sempre que se compravam umas calças ou uma saia que precisassem de um ajuste, lá pegava a minha mãe na agulha, dedal e/ou máquina de costurar, e ficava tudo operacional em menos de nada.

Nunca me julguei capaz destas andanças mas, devido 'as circunstâncias, que remédio tive eu se não abalançar-me para fazer a baínha das calças do fato que comprei (comprar um fato é outra coisa que me mostra que já estou no mundo dos adultos!).

Assim, ontem 'a noite, lá estava eu de agulha em punho, alfinetes, tesoura, linha, a subir e descer o banco para ver se aquela medida era boa, se não embarrava no chão, se mostrava a mesma porção de sapato em cada perna e, believe it or not, fiz e ficou bem. E logo 'a primeira!

De certeza que a minha mãe está toda orgulhosa!
Vamos lá a ver é se não esturrico o pano do fato ao passá-lo a ferro... outra coisa de adultos que eu raramente ou nunca fiz.

10.18.2007

Absurdo

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Juro que James Watson me merece cada vez menos respeito.

No passado dia 3 fui ver uma palestra dele, por altura do lançamento do seu novo livro, e foi absolutamente escabroso ouvir os comentários sexistas e completamente despropositados que fazia a respeito de tudo e de nada. Tudo espremidinho não saiu nada de jeito.

Se eu já estava fula com ele, fiquei ainda pior quando li esta notícias.

Mas ninguém passa um atestado de senilidade a este gajo?

(Nem de propósito, alguns minutos após ter escrito este post:

"Comentários racistas de James Watson motivam cancelamento de palestra em Londres"

Toma lá seu caramelo!!

E ainda mais esta!)

E lavar as manápulas, não?

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Ontem, em plena cidade, mesmo 'a minha frente, estava um belo espécime destes!
Juro, um porco enoooooooooorme!! Não acreditam? Então topem só a cena:

Na estrada de um só sentido iamos a passo de caracol porque, mesmo 'a frente, ia o camião do lixo, no seu para-arranca.

Com apenas um carro a separar-me da viatura, pude ver claramente que o homenzito, com uma bela palitonga no canto da boca (ah leão!) pegava despreocupadamente nos caixotes atulhados de lixo, notem SEM LUVAS, e que fazia ele de seguida?

Levava a mao imunda com as unhacas pretas ao seu belo palito, chupava daqui, escarafunchava dali, vai de o por de novo na boca e seguir para o próximo caixote.

Era ou não era um "ganda" porco?

10.16.2007

Tia pela 1a vez

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Estive em Portugal para exercer os meus direitos de tia da mais doce bebé que alguma vez existiu!

9.27.2007

Concordo!


Por várias vezes já o Santana Lopes revelou-se um verdadeiro palerma.
Contudo, não deixo de concordar com a atitude dele neste vídeo. Por muito que goste do Mourinho (que gosto... esse Homem é um "senhore"!) acho que as prioridades noticiosas têm que ser estabelecidas.

Assiste-se hoje em dia a um completo desvario e desvio do que deveria ser a informação televisiva nos telejornais. Histórias de abertura como a peeling da Lili Caneças, a saída de Paris Hilton da prisão ou interrupção de notícias sobre a política nacional para mostrar a chegada de um treinador de futebol são completamente descabidas!

9.25.2007

Estou lixada com estes gajos!

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E' no que dá!
Que raiva este falso puritanismo todo!

Tanta censura, tanta censura, não se vêem mamas nem sexos em lado nenhum neste país sem ser com um quadradinho desfocado 'a frente e depois, sempre que se aluga um filme do Netflix em que haja alguma cena mais escaldante (e que mostre os ditos), um gajo não consegue ver nada.

'A força destes tipos ficarem tanto tempo para trás e para a frente na mesma cena, a babarem pelo fruto proibido, os DVDs ficam todos riscados e empancam sempre.

Deixem lá esta cambada ver as mamocas das meninas senão não há paciência que ature isto!

9.20.2007

Primer

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Esta semana vi este filme.
Honesta e sinceramente, alguém percebeu o filme 'a primeira?
Assim, de uma assentada só, sem ter que andar para a frente e para trás inúmeras vezes?
Mesmo assim, ainda não percebi bem tudo! Aceitam-se voluntários para explicar.

9.18.2007

Bebel Gilberto

Ontem 'a noite fomos ver e ouvir a Bebel Gilberto.



A avaliar pelos albúns dela, esparava algo muito mellow e calmo, e uma presença meio sem sal e deslavadita. Enganei-me por completo, pois foi um espectáculo surreal (comparado com as minhas expectativas).

A banda de abertura foi "Forró in the Dark", esta constituída por alguns elementos que eu, por acaso, já conhecia de NY. Na altura em que morei em Nova Iorque, eles eram daquelas bandinhas que tocavam forró no Nublu e no S.O.B., mas só para um público restrito, na sua amioria Brasileiro.

Está visto que cresceram e bem. Ao que parece, uma das músicas daquele filme dos pinguins que fazem surf (Surf's Up, acho que é esse o nome) é desta banda.

Mesmo sem saberem dançar forró, a audiência foi ao rubro com eles e fartaram-se de dançar como sabiam. Aliás, acho que até foi mais divertido assim, pois vi expressões corporais que nunca julguei serem possíveis ao som daquela música!

Até aqui tudo bem mas, quando começa o show da Bebel, a banda é exactamente a mesma. Esta não esperava eu. Deve ser para economia, sei lá.
Não faz mal, eles são bons músicos, por isso, pode ser!

Quando a mulher entra no palco, quase que tropeça nas escadas de acesso ao mesmo. Ainda olhei para os pezinhos dela (sim, pezinhos, porque ela é super pequenina... p'raí 1,60m.) para ver se estava de saltos altos, mas não. A culpa não era dos sapatos (razinhos, razinhos) mas sim do facto de a Bebel já ter entrado no palco bem atestada.

De copito de vinho tinto na mão, lá começou ela toda contente um concerto que se revelou bastante divertido e até mexido, pois ela não insistiu muito nos temas lentos mas sim naqueles que davam para pôr a malta a bater palmas e a dançar. Acho que deve ter bebido demais, pois a meio saiu do palco após segredar ao baixista algo como "vê lá se os entretens". Deve ter ido fazer xixi :P

Depois, para além do inédito que era ver a Bebel ter como banda os Forró in the Dark e ver que a Bebel estava a cantar inebriada e ter o pessoal todo aos pulos num concerto dela, a chave de ouro veio quando uma Maluca (com maiúscula uma vez que aquilo era mesmo doideira nos píncaros) se deitou no palco, a esfregar-se pelo chão.

A Bebel até disse algo como "Tchii, baixou o espírito!".

Ah, antes disso, esta miúda já se tinha agarrado 'as pernas do percursionista, quando eles regressaram ao palco para o encore, e não o deixava andar. No fim, o homem até saiu por trás do palco, pois acho que ficou com medo dela. Mas não se safou!

Já mesmo no finalzinho, após ter subido de novo para o palco e se ter agarrado 'as pernas da Bebel, quase não a deixando sair do palco também, quando as luzes acenderam, a louca foi toda lampeira lá para cima e não largou o percursionista enquanto não lhe arrancou o número de telefone. Coitado! Ossos de ofício

Foi sem dúvida um concerto inesperado mas muito divertido!

9.14.2007

Harvard People, esse "ganda" malucos

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No fim-de-semana passado foi o retiro do departamento. O pessoal todo foi até aqui e passou 2 dias a apresentar e discutir ciência, tudo 'a "borliu".

O local escolhido para este ano é significativamente melhor que o dos anos anteriores. Para além da vista para a floresta e para o início do Outono (já se começam a ver os matizes acastanhados na folhagem), a comida era boa, e os quartos também (a foto é de um quarto para 2 pessoas).

Por todas estas razões e mais algumas, seria bom que os retiros continuassem a ser por estas bandas, mas o pessoal tratou logo de pôr essa hipótese na corda bamba.

Passada a primeira noite, quando se iniciaram as talks na manhã seguinte, a coisa começou logo com um aviso.

Ao que parece, o hotel tinha enviado uma carta 'a organização do evento onde referia comportamenos inapropriados durante a noite anterior, desde tenativa de invasão da piscina (que estava fechada), até pessoal a andar de boxers pelo hotel (note-se que e' um daqueles locais para onde montes de velhinhos vão, para fazer termas e sei lá que mais. Acho que até lhes caiu a dentadura de tão boquiabertos que ficaram) e berros pelos corredores e dentro dos quartos, onde decorreram festas privadas, regadas a álcool comprado fora do Inn.

Até aqui tudo normal, não fosse este um retiro. A cereja no topo do bolo vem quando, todos eestes distúrbios tiveram origem não em estudantes (que eram a maioria) mas sim nos PIs, ou seja, os nossos chefes, supra-sumos na inteligência e na "nerdice".

Foi giro ver que, na 2a noite, haviam 2 polícias de plantão na recepção e que, quando terminou a festa (música e dança no salão até 'a meia-noite), começåram a patrulhar os corredores do hotel.

Este pessoal da Harvard é mesmo perigoso, hein!

Vamos lá a ver onde vai ser o retiro no próximo ano.

9.13.2007

Notaram?

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Foi com grande espanto que há semanas, quando revi o filme "La Flor de Mi Secreto", de Almodóvar, reparo que uma das tramas da escritora Amanda Gris (pseudónimo da persongaem principal desse filme) é, sem tirar nem pôr, aquela de "Volver", este o filme mais recente do realizador Espanhol.

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Retratado no primeiro filme como um enredo de baixo nível, a mulher que mata o marido por este abusar da filha deles e o mete dentro da arca frigorífica do restaurante do vizinho vira uma trama brilhante em Volver, 12 anos depois.

Não haja dúvidas que Almodóvar tem rasgos de génio!

9.07.2007

Herbie Hancock

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No passado dia 25 fui ver este Senhor actuar.

Não há mesmo palavras para descrever o que se passou naquela sala de concertos da Berklee, pois foi formidável.
Aquilo sim, é ser-se músico dos pés 'a cabeça! Vive-se e respira-se música durante aquelas quase 2 horas.

Então quando entrou o tema de Cantaloupe Island... foi o delírio!

Tira a mão da boca!! (fim)

Hoje de manhã, 'as 9:30, lá estava eu na Longwood Medical 'area, para me encontrar com o F. no Children's Hospital.

Entrámos pelo ER, mandámos mensagem para o pager do Big Boss e passados uns minutos tinhamos um surpreendentemente novo e simpático cirurgião connosco. Como quem não quer nada, escapulimo-nos para uma sala onde se costumam reparar fracturas expostas e que tais, fechámos a porta e começámos o round 2 desta saga.

Para começar, entrei logo na história pois, pela primeira vez, fez-se uma ecografia a um polegar.
- Oh, o meu filhinho!! - brincava eu enquanto o cirurgião me explicava que aquela massa assim e assado era o osso e que a outra, mais escura, correspondia 'a infecção, logo ao lado de uma outra massa, a unha.

Após localização da bolsa de pus, começámos a cirurgia. Novas injecções no dedo até ficar inchado e anestesiado, desinfecção com betadine, teste para ver se a anestesia estava a funcionar e... o belo do estilete, afiadinho e reluzente, entra em acção.

Agora, e' melhor que aqueles mais susceptíveis vão buscar o saco de plástico. Notem que não digo para deixarem de ler... só para não chamarem o Gregório logo em cima do vosso teclado, hehehe.

Então, depois o médico fez algo como isto:

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Só que em vez de ser para o lado, foi em frente com o estilete. Ganda festa!
Logo logo, saiu sangue todo melequento e nojento por baixo da pele levantada e pronto... já está! Exterminou-se o saco do pus.

Não me doeu nada, agora até tenho um bonito curativo no polegar que faz toda a gente perguntar o que me aconteceu e já me livrei da minha "paronychia", outra coisa que aprendi e que se refere a qualquer infecção 'a volta das unhas.

Aposto que depois deta história toda, até vocês vão pensar 2 vezes antes de porem os dedos na boca ;)

9.06.2007

Tira a mão da boca!! (cont.)

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Se leram esta entrada, sabem que na 3a feira devo ter feito uma "cirurgia" que, supostamente, poria fim ao sofrimento do meu polegar. Errado, 3a feira passou, mas o dedo continuou na mesma.

Vermelho e inchado, como podem ver na foto, não foi razão suficiente para convencer a cirurgiã de serviço a lancetá-lo. Eu bem queria mas a fulana, como mãos não era a especialidade dela, desculpou-se dizendo que não via bem o alvo da possível incisão e que, quiçá, a coisa poderia passar com o tempo (minha, já ando assim há mais de uma semana e não há maneira de esta coisa passar! pensei eu). Assim, mandou-me para casa e sugeriu que marcasse consulta com o cirurgião de mãos (que está de férias e só vem daqui a 2 semanas).

Bonito!

Quando cheguei ao lab, o médico que trabalha connosco e que estava disposto a ajudar-me, não fosse a falta de anestesia, ficou atónito com a decisão da médica.

- Não vê o alvo? Mas a gaja está pitosga!
- Pois - lamentava-me eu, olhando desanimada para o inchaço que, julguei, poderia ter desaparecido nesse mesmo dia.
- Bem - continuou ele - hoje tenho turno no hospital, vou ver se arranjo a Lindocaína. Se ficares com o dedo assim, quando o cirurgião de mãos chegar, em vez de ter que fazer só um corte, provavelmente vai ter que te tirar parte da unha.

Perante tal cenário disse-lhe logo: meu, trás a faca e o alguidar que a gente trata disto quanto antes.

No dia seguinte, logo de manhã, apareceu F. sorridente, com o frasquito de Lindocaína.

- Então, estás pronta?
- 'bora!
- J. queres vir connosco? (J. e' um estudante de medicina que também está no lab) - assim fazes de assistente e ainda aprendes algo que mais tarde terás que fazer com alguma frequência.
- 'bora lá!

Assim, lá foram os 3 estarolas do Schier lab para a sala do Confocal, que 'aquela hora está geralmente vazia e reunía as condições necessárias: privacidade, luz e espaço para a operação.

Sobre o tabuleiro improvisado (previamente desinfectado com álcool) encontravam-se a agulha, seringa, gazes, estilete, anestesia e sei lá que mais necessário. Após preparada a zona de trabalho, começou o espectáculo.

Tive direito a ver da primeira fila tudo a desenrolar-se, enquanto F. explicava cada passinho para que, tanto eu como o J., percebessemos o que se ia passando.
Anestesia aplicada e a surtir efeito, seguiu-se um primeiro corte. Notem, a palavra chave aqui é "primeiro". Contrariamente 'as expectativas, não jorrou um mar de pus e sangue assim que a incisão foi feita. Ao que parece, a infecção é mais profunda do que F. inicialmente tinha pensado.

Eu até gosto destas coisas e não sou nada impressionável, pelo que me estava a divertir com a experiência e a aprendizagem (fiquei a saber que, no caso de dígitos, não se pode aplicar como anestesia Lindocaína e Epinefrina combinadas, este último um vaso-costrictor, porque os dedos podem ficar sem circulação. A desvantagem de não usar Epinefrina e' que, porque os vasos não são contraídos, sai muito mais sangue).

Após explicar ao J. que teria que fazer um segundo golpe e que a esta hora, se estivesse na Medical School, já não levaria um A, nem um B, mas sim um C pelo procedimento, F. apontou o estilete de novo ao polegar. O dedo estava dormente e estava pelo que, por mim, siga para Bingo!

(Nota: neste instante, entrou o Chinezito do nosso laboratório com uma série de caixas de petri e embriões, para ver ao microscópio. Deparando-se com o espectáculo e olhando com mais atenção para o segundo corte que agora se desferia, ficou mais amarelo que o costume e decidiu olhar para os embriões mais tarde.)

Mais um corte, mais um tanto de sangue (aposto que a esta hora algumas das pessoas que estão a ler este relato também já estão a ficar como o Casaco... Amarelas, hehehe) mas pus, que era o que queríamos, nada.

O franzir da testa de F. confirmou-me que a coisa não estava mesmo nada a correr bem.

- Inês, lamento dizer mas a infecção deve estar por baixo da unha, razão pela qual não a consigo atingir com estes golpes. Vou parar por aqui, porque já tens o polegar massacrado o suficiente, mas vou falar com o Chefe de Cirurgias do Hospital da Harvard para ver o que se deve fazer.

Mais uma vez, lá fiquei eu com o inchaço por resolver e, a juntar 'a festa, 2 bonitos golpes.

Hoje de manhã F. já veio ver como está a paciente e amanhã vou com ele até ao Big Boss ver qual deverá ser o passo seguinte.

Até lá.... não percam os próximos episódios porque nós, também não! :)

PS - Prometo avisar se entratanto o dedo cair.

9.05.2007

Daltonismo... ou não.

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No Ikea:

- Gosto mesmo do azul daquela cadeira.
- Qual, aquela verde?
- Não é verde, é azul!
- Claro que não!!
- Claro que sim!!
- Claro que não!!!
- Claro que sim!!! Queres ver? Aposto contigo!

Chegados 'a cadeira, a cor dela denominava-se "blue-green".

8.30.2007

Tira a mão da boca!!

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Já dizia a minha mãe e com razão!

Tanto eu como a minha irmã nunca tivemos o hábito de roer as unhas, pois os nossos pais estavam sempre em cima do acontecimento. Contudo, 'a parte de todo o condicionamento Pavloviano, confesso que volta e meia, lá estou eu com um dedo na boca, para retirar aquelas pelinhas irritantes que se acumulam dos lados das unhas.

Mais valia ter estado quietinha e ter seguido os concelhos da Mãe, pois caso o tivesse feito não teria que me sujeitar a uma cirurgia na próxima 3a feira. Bem, escrito assim até parece uma coisa de grande porte mas, felizmente, não o é. Mas pronto, como não acontece todos os dias, nada como dar ênfase 'A CIRURGIA.

Acontece que no Sábado passado tirei uma dessas pelinhas e desde Domingo que o meu polegar parece uma bela batata, vermelha, quente, inchada e luzidia, cujos sintomas são ada mais nada menos que um latejar constante, que se estende por toda a mão.

Deixei a coisa andar até hoje, sempre na esperança que melhorasse mas, como tal não aconteceu, abordei um dos post-docs cá do lab (que também é médico). Ao ver a coisa, abanou logo a cabeça e disse:

- Isso vai ter que ser lancetado!
- Hhhmm! - respondi - Can you help me?

Acho que o post-doc gostou do desafio e prontificou-se a fazer a operação. De imediato tratámos logo de arranjar seringa, agulha, escalpe, compressa... tínhamos tudo no lab menos a Lindocaína, anestésico necessário para que eu não destasse aos berros, fugisse com a mão e me arriscasse a terminar esta história com um polegar amputado.

Uma vez que, mesmo indo ao laboratório do lado, que trabalha com ratinhos, não conseguimos encontrar a droga, acabámos por concordar que seria melhor eu ir até aos Serviços de Saúde.

Telefono, descrevo o quadro clínico e, em 20 minutos, já estava a ser atendida no centro de ungências. O que vale é que aqui são mesmo eficientes com estas coisas. Dizem logo "venha imediatamente para cá", não vá o diabo tecê-las e depois levarem com um processo em cima. E viva os USA! :)

A médica não foi tão dramática quanto o post-doc no meu lab, mas receitou-me um antibiótico para que a infecção ficasse confinada nos próximos dias e então na 3a feira se "corte" a coisa.

Chegada ao lab, informei o post-doc da decisão. Ele acha que a coisa é toda muito exagerada e que aqui (na Harvard) nos tratam realmente nas palminhas. De qualquer das formas, ofereceu-se para "ajudar" caso eu não resista até 3a feira deste mal tão aterrador que me assola (a avaliar pelo procedimento da médica).

Seja como fôr, vou pensar duas vezes da próxima vez que tiver uma destas peles a irritar-me!

8.17.2007

Até fico verde!

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Aviso de quem é amigo!
Se vierem para os lados de Cambridge, lá para onde eu moro, não andem de bicicleta 'as 6as feiras. E' o dia de recolha do lixo e é cá um pivete para quem vai atrás de um dos camiões (mesmo que a km de distância) que uma gajo até desmaia!

8.15.2007

Palpites e Bitates

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Porque estamos todos ansiosos por ver a Clara do lado de fora, aqui a soon-to-be-Tia fez um apanhado de umas quantas técnicas que poderão surtir o efeito desejado. Assim, começamos com a:

- Técnica Ketchup = Pegar na grávida e abaná-la freneticamente para cima e para baixo (assim, como o Obelix faz aos Romanos... esses loucos), dando umas leves carolados no topo da cabeça da mesma.

- Técnica da Enfadadeira = Atestar a grávida de comida. Dar-lhe de "comeri" e de "buberi" até que o estômago inchado faça tanta pressão sobre a bebé, que ela sai cá para fora, qual Pipoca.

- Técnica da Passadeira = ontem os meus pais foram dar uma volta com a minha mana e referiram que ela sentiu algumas dores. Nada mais fácil: toca a pôr a grávida em cima de uma passadeira e por aquilo a abrir até a Clara saltar cá para fora.

- Técnica da parvoíce = pôr a grávida a ouvir isto:

http://multimedia.rtp.pt/envia_file.php?file=/at3/69-127896_8624-0703161144.mp3&name=Laboratolilolela

Mediante tamanha dose de parvoíce, o riso vai ser tanto que acabará por expelir a pigoita. (banda sonora gentilmente cedida por esta Menina , que sabe muitas coisas :))

Nota: reparem que nenhuma desta técnicas se revelará perigosa para a Clara uma vez que, saia ela em que circunstâncias sair, fará sempre bunging-jumping com o seu cordão umbilical, como diria... a minha Mana, pois está claro!

8.09.2007

Nunca mais chega....

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A minha mana está grávida, e é uma grávida Linda!

Toda ela é Luz, não fosse a portadora da nossa Clara.

E é daquelas grávidas orgulhosas.
Feliz, ostenta e empina a sua maternidade, envolta em carícias constantes.

E é daquelas grávidas que já tem Saudade da barriga que ainda a acompanha, tal a paixão e devoção com que se entregou a esta nova etapa da sua/nossas vida/s.

E' uma delícia sentir a Clara mexer-se, pontapear e até soluçar.

Tudo é maravilhoso mas, agora que apenas dias nos afastam das tão desejadas 38 semanas, só queremos que este nosso brilho nos olhos seja o reflexo da sua presença, nos nossos braços, onde a podemos cheirar e senti-la.

Clara, vem, anda!
Estamos ansiosos! :)

Constatação

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Quando alguém emagrece e deixa de escrever no seu Blog é porque se apaixonou e o sexo impera.

Cogumelos

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Ontem reparei que, na base de uma das plantas que tenho lá em casa, crescem agora 5 cogumelos esbranquiçados.
Alguém me sabe dizer se os devo remover ou não?
Será que fazem mal 'a planta ou podem ser todos amigos?

8.08.2007

Perseguição

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E' oficial! Definitivamente as baratas perseguem-me!
E vejam ao ponto que isto chegou: PELO TELEFONE!!!
Aaaarrgghh!!

Estava eu, ontem, toda pipoca ao telefone com a Sarita, que está em Nova Iorque, e de repente começa ela:

- Ai! Ai...aiii...
- Que foi Sara?
- Ai...

E é que a Sarita é tão honesta que não consegue disfarçar. Nem pelo telefone!

- Ai... está aqui uma barata no meu elevador! - gemeu ela.
- Aaahhhhhhhhhhhhhh!

E pronto, dai em diante foi um fartote de histerismo. Era ouvir os guinchinhos da Sara de um lado e os meus gritos do outro.
A Sara bem me pedia desculpas, mas eu não me calava! Só de imaginar a cena, lembrei-me logo do que me aconteceu e aí é que os berros aumentaram ainda mais!
Aposto que no fim, a desgraçada da Sarita já estava assim:

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Desculpa lá! :P

8.07.2007

Estou em NYC?

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- Don't move!!! Put up your hands!!
In the air!!! Now! NOOOWWWW!!!!

E mai nada!!

Parece cena de Nova Iorque mas é, nada mais nada menos, o que se passou ontem ao fim da tarde.

Estava eu na minha vidinha quando, de repente, vindos do nada, aparecem 3 carros da bófia a abrir, travam a alta velocidade, derrapando e fazendo um "ganda" espalhafato (como nos filmes) e bloqueiam pela frente, pelo lado e por trás, um Mercedes estacionado.

Saltam os polícias do carro, cada um empunhando a sua arma ao suspeito, que se encontrava sentado ao volante. Berram, berram, chegam mais 3 carros (já eram 6, todos com as luzinhas a dar-a-dar) e o circo estava montado.

Porque nesse dia tinha acabado de ler esta notícia, pelo sim pelo não afastei-me um pouco, não fosse eu ficar com uma corrente de ar, mas ainda deu para ver a chegada de um tipo ambulância, quadradona, que afinal é uma cela, onde puseram o mauzão.

Que alegria!! Já há montes de tempo que não me sentia num filme, como acontecia volta e meia em Nova Iorque.

E pronto, foi a emoção do dia!

8.06.2007

Mais algum palpite?

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Nova descoberta sobre a Mona Lisa!

Qualquer dia dizem que a miúda cheirava mal dos pés e por isso é que era meio amarelada!

8.03.2007

Amesterdão

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Ora no dia 9 de Julho lá me meti eu num avião para ir até Portugal. Contudo, as férias foram só um acréscimo da meeting na Holanda a que eu tinha que ir, esse o verdadeiro motivo da viagem (cof, cof).

Cheguei a Lisboa na 3a feira e na 4a já apanhava o avião para Amesterdão. Não sei que voltas e que contas é que fiz que, na 3a feira 'a noite, estava convencida que o meu vôo no dia seguinte seria 'as 17h. Tão convencida estava que nem sequer fiz mala nem nada.

No entanto, qualquer coisa durante o sono me dizia "vai ver os horários! vai ver os horário!!". Ah, o subconsciente!! Esse malandro!! E ainda bem que assim é, pois na 4a feira de manhã, por volta das 10:40, acordo e eis se não quando apanho um valente susto ao ver os horários. Verifico que o meu vôo é, nada mais nada menos que, 'as 12:40... ou seja, tinha que estar em Lisboa pelo menos 'as 11:40.
E eu sem Setúbal!

Estão a ver a bela cena, não estão?

Toda desgrenhada e ainda com um valente jet-lag em cima, chego ao pé do meu pai e digo-lhe:

- Fatinito, está tudo bem, tudo calmo, mas temos que estar no aeroporto daqui a 40 minutos!!

E a partir daí foi um corropio.
Não sei como consegui, em 20 minutos, tomar banho, vestir-me e fazer a mala. Fantástico, não? Para uma gaja, não está nada mal. Claro está que a mala ficou toda mal feita e, chegada 'a Holanda, lá tive eu que comprar um casaco, pois não estava propriamente Verão e eu só tinha roupa fresca.

Com a pressa também me esqueci da máquina fotográfica. Azar dos azares, a maquineta da Sarita, amiga com quem fiquei em Amesterdão, também pifou e vimos o nosso registo reduzido a uma máquina digital.

Tirando estes precalços, foi o máximo estar lá aqueles 4 dias. Pus a conversa toda em dia com a minha amiga Sarita que, embora em NY, está muuuito longe, revi outra amigalhaça, a Menina Azul , cuja amizade já remonta aos tempos em que eramos da mesma turma na faculdade. Deu também para estar com a minha querida amiga Silke, companheira de luta de quando estávamos as 2 no mesmo laboratório, na Alemanha. Foi uma alegria!

E depois, foi passear pelos canais, pelo districto vermelho, apreciar as montras (de roupa, hehhe), andar de barco, comer num restaurante chinês manhoso, perto de um outro que tem uns patos ao penduro que cheiram muito mal, mas que tem uma comida óptima e onde a nos levou a Menina Azul, sentir o cheirinho das coffee shops, evitar ser atropelada por bicicletas... foi mesmo fixe!

Vejam só a nossa carinha de contentes, enquanto entadas num qualquer café junto a um qualquer canal!

8.01.2007

Múmia Paralítica

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Era uma vez um Francês, um Alemão e um Japonês.

Poderia ser o início de uma anedota mas não é, de todo. O que vou contar não teve piada nenhuma. Num só dia devo ter batido o record de contracção muscular, pois durante o tempo que estive no lab estive sempre tensa, firme e hirta, como diria o Herrera.

Estava eu de manhã muito sossegadita a fazer as coisas na minha bancada quando olho para o lado e, no chão, junto 'a parede, vejo uma barata enoooooooooorme. Arrrgghh!

Como 'a frente deste gente toda não posso dar o escândalo que normalmente dou quando me deparo com estes bichos, saí pé ante pé, como quem não quer a coisa e, do outro lado da porta do laboratório, interpelei o Francês que se sentava no microscópio:

- J.?! Are you afraid of cockroaches? - perguntei já a sentir as usuais erupções e comichões que me assolam nestas situações.
- Nô (é o No em Francês).
- Would you mind killing that one over there?

Prestável, o J. lá se levantou e, após algumas tropelias (deduzo que tenha sido um desafio pela algazarra que ouvi vir do lab, entre guinchinhos de algumas pessoas e barulho de coisas a cair), lá conseguiu apanhar a desgraçada e desfazer-se dela.

Ainda meio a medo, entrei no lab, a olhar para tudo quanto era lado, completamente tensa e retesada. Ainda o dia estava a começar e já me doía o corpo. Bonito!

Refeita deste susto, dirijo-me ao andar de baixo, onde temos os nossos peixinhos e onde recolho os embriões para que depois, numa outra sala, os injecte.
Lá lá lá, lá vai a Inês para a sala de injecções, sento-me, preparo o estaminé todo e eis se não quando vou a estender a mão para agarrar no esguicho, está uma barata morta, com aquelas patas horríveis viradas para o ar, mesmo ali, na bancada.

Aí não contive o medo:

- AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!! - enquanto saltava da cadeira e mandava pelo ar agulhas, moldes, embriões e sem lá eu mais o quê!

Quase matei o Alemão que estava ao meu lado de susto.

- What happenz? (happened em Alemão)
- P. could you please get rid of that coakroach?
- Sure! - enquanto se dirigia a ela - oh, diz iz not the same dat vuas here yesterday!!
- Quê, havia outra? (pensei eu)
- Diz has a broken antenna!
- Quero lá saber se tem a antena partida ou não. Deita lá a bicha fora antes que me dê um ataquinho... outro, quero eu dizer (continuava eu a pensar).
- Arrã - articulei ainda meio paralisada
- Why are you afraid? Dey are zo beautiful?
- Este gajo só pode estar a gozar comigo (já fervia eu nos meus pensamentos)

Acho que ele percebeu que eu não estava a fingir o meu estado de histeria e lá me salvou sem mais demoras.

Escusado será de dizer que por esta altura eu já estava com os nervos feitos em fanicos. Qualquer coisinha que mexesse já me assustava e quase fiquei entrevadinha de estar tão tensa.

Julguei que o dia a partir de agora decorreria sem mais precalços mas, como não há 2 sem 3... não perdi pela espera. Desta vez, um verdadeiro filme de terror!

Ora, aqui a Je teve a brilhante ideia de ficar a trabalhar até tarde no lab. Desta feita, era quase 1 da matina quando, enquanto sentada ao computador a analisar os meus dados, dou por mim com a estranha sensação de estar a ser observada.
Aí, quando me viro...

Medo!!! Muuuuuuuuito medo!!!!!

Estava, nada mais nada menos que, a maior barata que já vi 'a minha frente (acreditem, batia as gigantes que me atormentaram em Salvador de Bahia) a dirigir-se para mim, no chão.

Não sei como fiz o que fiz, mas o que é certo é que saltei da cadeira, quase fazendo um mortal encarpado, com uma semi-pirueta e, qual ninja, já estava na parte de fora do lab, a correr pelo corredor fora.

- Ai o caraças!! - pensava eu - então agora como é que me desenrasco desta? - falava eu para com os meus botões - nem me atrevo a entrar no lab de novo... e estão lá as minhas coisas, a chave de casa, a carteira... Ai o caraças!!! E agora, não há ninguém para me salvar!!!!!

Estava eu nestas andanças quando me apercebo que há vida no laboratório do lado. Felizmente não era mais uma barata mas sim... o Japonês. Rejubilei!

- Hi! You have to save me! - disse-lhe logo assim, tipo donzela em perigo, para ele não ter como fugir - are you afraid of coakroaches?
Respondeu-me com uma vénia, pois as aptidões de comunicação dos Japoneses por estas bandas deixam a desejar, e só dizia OK!! OK!!

Mesmo não tendo a certeza se ele tinha percebido o que lhe perguntei, fiz-lhe sinal:

- Come with me!

Mais uma vénia e mais um OK!! OK!!

Durante o caminho lá percebi que ele sabia ao que ia pois, num Inglês macarrónico, lá me disse que no Japão há baratas enormes nos arranha céus (enquanto delimitava o tamanho delas com as mãos).

"Oh querido, pára lá com as demonstrações que eu já estou assustada o suficiente", pensava eu ao passo que nos aproximávamos do sítio onde se encontrava o monstro (digam lá que eu não sou uma exagerada, hehhe). O local do crime!!!

- It's there - apontei com o dedo para onde ela estaria, pois nem sequer me atrevi a entrar.

Vénia, OK!! OK!! e lá entrou ele.

Quando a viu até deu um salto (deco admitir que o "malga d'aloz" a saltar me fez rir)! O mais giro é que mesmo assim continuou a sorrir e a dizer OK!! OK!!... devia estar a capacitar-se da bela embrulhada em que se tinha metido.

Zás trás pás e, em menos de nada, a besta já estava capturada. O Japonoca ainda se vinha a dirigir até a mim com o troféu na mão mas eu de um salto disse logo:

- Amigo, acalma-te lá aí e baza mas é na outra direcção!

Nem sei bem o que disse em Inglês, mas ele ao ver o terror na minha cara, desopilou logo e despachou-se da mercadoriaal
No fim, abracei-o para lhe demonstrar a minha gratidão. Slavou-me mesmo pois arrisquei-me a não poder ir para casa. O que quer que fosse que eu estava a fazer no computador, por ali ficou, nem salvei, pois não quis ficar mais tempo dentro do lab... e até hoje, ando sempre com muuuuuita atenção por aquelas bandas.

Após tamanhos encontros do 3º grau com estes bichos hediondos num só dia, só me faltou mesmo estar embrulhada em gaze (quem bem podia ter acontecido, uma vez que com os tantos saltos que dei, me podia ter magoado).
Como já estava paralítica de tanta tensão, eu virei nada mais nada menos do que uma múmia paralítica.

Ah, e não julguem que isto foi exagero. Foi mesmo verdade. No dia seguinte, ao acordar, nem me mexia!