12.03.2008

A Mascote do Casaco Amarelo

Quando morei na Alemanha, os meus pais foram lá visitar-me e, como prenda de anos, ofereceram-me esta bela bicicleta.


Era tão boa, tão boa que, chegada a hora de regressar a Portugal, fiz questão de a trazer comigo. Já não tive a mesma facilidade quando vim aqui para os USA, pelo que a minha querida bina ficou com os meus pais e hoje faz as delícias do meu Fatinito.
Ele é serra de Sines, ele é Grândola, ele é Santo André... zinga, zinga, o meu pai vai com ela para todo o lado.

Acontece que, com tanto uso, a bichinha estava a precisar de uma reforma. Ou assim achou o meu pai. Desta feita, fê-la em fanicos, desmontou-a toda, peça por peça, limpou, lubrificou, oleou, subsitituiu, lixou, pintou... fez trinta por uma linha e eis que, depois de toda a reforma, se transformou numa bela bicicleta, qual borboleta após metamorfose.
A cereja no topo do bolo: o Casaco Amarelo ainda ganhou uma mascote.

Vejam:






























Não está linda, linda?
"Ganda" Fatinito!!!! Não há pai para o meu pai!! ;)

PS - O meu pai é mesmo muito "jeitosinho" e já por várias vezes que se meteu em empreitadas que envolvem desmontar um qualquer aparelho (rádios, televisões, vídeos, etc...). Na maioria das vezes, no fim sobravam sempre peças, mesmo o aparelho estando a funcionar na perfeição. Desta vez deu-se um milagre: todas as pecinhas foram usadas!

12.01.2008

Curiosidade Geográfica


O Casaco Amarelo recebe visitas das mais variadas partes do mundo, na maioria das vezes devido 'as fotografias que por aqui ponho. Nada como o Google Images.

Contudo, tenho verificado uma visita assídua, directamente do Dubai. E quem quer que seja que está por aquelas bandas, procura especificamente por este blog. Não vem cá dar por acaso.

Há algo no Dubai que me fascina, nem sei bem o quê. Acho exótico, distante... quase que surreal dadas as várias distâncias que se podem aplicar (social, cultural, religiosas, geográfica...).
Nunca lá estive, nem sei se alguma vez a vida vai me proporcionar conhecer este país. Não conheço lá ninguém... e eis que tenho lá um leitor.

E eu acho isso fantástico!!

Não o acordem!


Cá para mim o S.Pedro anda a dormir.
1 de Dezembro e, até hoje, nem um floquito de neve. E' milagre!!!
Deixem-no dormir!

11.28.2008

Regueifinha Azul

Ora, a nossa Regueifinha, esperta e inteligente como é, já escolheu o clube do seu coração.

PUUOOORRTOOO!!! :)







11.27.2008

Dia do Peru
































Hoje é o dia do peru e da malta agradecer - o Thanksgiving.
Para mim não é preciso haver um dia especial para agradecer.
Eu todos os dias dou graças pelo "piru" que tenho lá em casa ;)

11.17.2008

Calexico


A noite de ontem terminou ao som dos Calexico, uma banda que já sigo há alguma tempo mas que nunca tinha tido oportunidade de ouvir ao vivo.
Não desiludiram! Com um humor aguçado, divertiram a plateia e deixaram toda a gente a dançar (o que por estas bandas é obra, uma vez que o pessoal não levanta o rabo da cadeira por nada).
Excelente!

PS - Se quiserem saber um pouquinho mais sobre os Calexico, este senhor tem muito bom gosto musical e descreve-os bem.

11.13.2008

Siglas (cont.)


Aqui está a lista de siglas usadas por estas bandas, agora mais actualizada dada a contribuição da Ana Rita, da Sara, da Joana, da Jerusa e da Ana:

- DUI = driving under the influence (conduzir alcoolizado)
- STD = sexual transmitted diseases (doenças sexualmente transmissíveis)
- UTI = urinary tract infection (infecções do tracto urinário)
- XYZ = examine your zipper (fechar a braguilha)
- FYI = for your information (para sua informação)
- AKA = also known as (também conhecido por)
- ASAP = as soon as possible (assim que possível)
- BLT = bacon lettuce tomato (bacon, alface e tomate)
- BTW = by the way (já agora)
- BRB = be right back (venho já)
- 24/7 = twenty-four-seven (24h, 7 dias por semana)
- BFF = best friends forever (melhores amigos/as para sempre)
- OMG = oh my god (oh meu deus)
- DIY = do it yourself (faça você mesmo)
- BO = body odor (odor corporal)
- RSVP = répondez s'il vous plaît (responder por favor) - notem que até o Francês eles metem ao barulho
- BYOB = bring your own booze (traga a sua bebida) - usado para festas
- PDA = public display of affection (demonstração pública de afecto) - usado para casais
- TMI = too much information (informação a mais)
- TBD = to be determined (a ser determinado)
- OJ = orange juice (sumo de laranja)
- ICU = intensive care unit (unidade de cuidados intensivos)
- PD = police department (departamento da polícia)
- TGIF = thank god it's Friday (graças a deus é 6a feira) - esta eu acho linda!! (obrigada Ana)

O Marco também contribuiu com uma sigla que usam lá pela Alemanha, se bem que nesse país até faz sentido, uma vez que as palavras nunca mais têm fim:

- GE = para enunciar a empresa, que deve ter um nome impronunciável
- TLA = three letter acronym (acrónimo de 3 letras)

Pelo menos agora, se vierem para estas bandas, já sabem qual é a tradução para muitas das TLAs que pos aqui polulam sem legendas ;)

11.12.2008

Late in the Evening



Já vos aconteceu, do nada, lembrarem-se de uma música que já não ouvem há séculos e depois ficarem com uma vontade louca de a ouvir? Isso aconteceu-me ontem.
Acho que escrever a tese está a ter os seus efeitos e, inventar as coisas mais bizarras para me distrair e interromper a escrita, tem sido o prato do dia.

Lembrei-me de uma música da minha infância, de um dos vinis dos meus pais e que, gravada em cassete, nos acompanhou em muitas viagens e momentos. Nem sequer tinha a certeza de quem era o cantor. Paul Simon, acho eu... mas só isso não me ia levar muito longe.
E' uma música que me faz mexer, e querer dançar, e sorrir... deixa-me sempre com um certo quê de euforia. E em menos de nada já estava ao telefone a cantar para o meu pai:

- Lembras-te desta música Fatino? - e cantarolei.

Do outro lado, já o meu pai cantarolava, identificando-a de imediato e, de repente, já era um redemoinho de emoções e lembranças.

- Eu tenho esse disco!! - senti o entusiasmo na voz do meu pai - até já estou a ver a capa! Espera aí que eu já vou ver. Já, já, já!

E foi mesmo já. Largou o telefone, passou-o 'a minha irmã e vai de começar logo a procurar. Em barulho de fundo, já o ouvia a ele e 'a minha mãe, na tarefa de encontrar "O" disco e "Aquela" música.

- Que música é que é? - perguntou-me a minha mana.
- E' aquela... ta ta ra ta ta ta...
- Aahhhh!!! Aquela que depois faz tum tum tum tum?!?!
- Sim!!
- Eeehhh, essa música! - exclamou ela.

E começámos a cantar juntas.

- Lembra-me sempre as nossas viagens, da carrinha Mazda!...
- A mim também, a mim também!! - respondia-me ela, sorridente.

Acho que a lembrança daquela música agitou os espíritos da família e ficámos embuídos em recordações boas e doces.

E hoje já tenho a música comigo, e hoje até a ouvi aqui no meu computador enquanto o meu papi a ouvia também na nossa casa em Portugal e, pelo chat, íamos cantando em uníssono. Sorri muito e quase que via o meu pai, do outro lado do oceano e de todos estes quilómetros, a sorrir também. Passado um bocado, o meu pai escrevia-me de novo para me dizer que pôs a música de novo e dançou com a Clara ao colo, a minha regueifinha, e que ela o abraçou e gostou muito. E ficámos ainda mais ligados... tudo por causa desta música e das boas vibrações e energias que nos passa.

O meu contador do iTunes diz-me que já ouvi 29 vezes em menos de 24 horas. Pouco saudável, dirão muitos... eu digo que são precisas estas massagens de Alma, de sentimentos, de conforto e carinho.... e de sentirmos que as distâncias não existem e que o Amor impera e nos une.

E que é tão simples e fácil sentirmos tudo isto. Basta uma música, por exemplo.

C'um caneco!

C'um caneco!

Então, a musiqueta aqui ao lado... agora deu-lhe para não tocar?!
Alguém sabe de um host para mp3 que dê um link para pôr aqui no blog?
Está visto que o que encontrei foi sol de pouca dura!

A gerência agradece.

Siglas


Acho que este é o país que mais siglas usa.
Para tudo e nada há um conjuntinho de letras que abrevia a expressão original e, o mais engraçado, é que é esperado que toda a gente saiba o que querem dizer. Encontram-se em todo o lado: no discruso coloquial, nas notícas da TV, nos restaurantes, no diálogo com médico....
Vejam lá se conhecem as que por aqui enuncio:

- DUI = driving under the influence (conduzir alcoolizado)
- STD = sexual transmitted diseases (doenças sexualmente transmissíveis)
- UTI = urinary tract infection (infecções do tracto urinário)
- XYZ = examine your zipper (fechar a braguilha)
- FYI = for your information (para sua informação)
- AKA = also known as (também conhecido por)
- ASAP = as soon as possible (assim que possível)
- BLT = bacon lettuce tomato (bacon, alface e tomate)
- BTW = by the way (já agora)
- BRB = be right back (venho já)
- 24/7 = twenty-four-seven (24h, 7 dias por semana)
- BFF = best friends forever (melhores amigos/as para sempre)
- OMG = oh my god (oh meu deus)

Só me lembro destas. Se souberem mais alguma, avisem... não custa andar informada :)

11.09.2008

Falta de Imaginação


Deve haver mesmo muita falta de imaginação. A maioria das pessoas que chega a este blog fá-lo após a busca de "jogos gay" ou "jogos para gays".

11.07.2008

Bom fim de semana

Ironia


Ironicamente, o melhor discurso de McCain foi o último que deu.

de Campos-Baptista


Se fizerem uma busca na PubMed por "Campos-Baptista", o meu artigo já está disponível online.
Done!!

Conforto



Cama feita de lavado, com lençóis de flanela.

11.06.2008

YES WE CAN!


Acreditamos. Podemos.
Agora, mãos ao trabalho!

Essência

Image Hosted by ImageShack.us
Sabendo que ia passar pela rua da casa deles, ligou-lhe para pedir um docinho:

- Quando eu passar por aí 'cê pode me dar um chocolate?
- Claro! Até já.

Passado nem 1 minuto, ele já lá estava e ela já o esperava.
Subiu as escadas do camião, empuleirou-se na porta e entregou-lhe o chocolate... e também um beijo.
- Hmmm, que cheiro gostoso... 'cê cheira a casa, conforto!

11.05.2008

Barack Obama: Presidente do EUA

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(foto NY Times)
Há 4 anos, quando o Bush foi reeleito, aqui e ali viam-se algumas pessoas na rua. Muitas choravam, noutras lia-se o desalento no rosto. E neste "silêncio", Nova Iorque mergulhava em tristeza.

Ontem foi bem diferente.
Houve lágrimas, mas de muita felicidade e, acima de tudo, de esperança renascida.
Nas ruas de Cambridge, muitos vieram para as ruas e... foi lindo! Foi único!

Após assistirmos ao discurso esmagador de Obama, saímos para a rua e pedalámos para Harvard Square. Pelo caminho, as campainhas das nossas bicicletas já se juntavam 'as buzinas dos carros e 'as celebrações das pessoas. Chegados lá, festejava-se. Até os polícias se juntavam 'a multidão!


(foto de Zach Bouzan)

E as pessoas riam-se umas para as outras, abraçavam-se sem se conhecerem. Cantou-se o hino dos EUA, em uníssono e com um brilho nos olhos, e pela primeira vez tocou-me. Aquele momento dizia-me respeito. A mim e a todos, nos EUA, no mundo.

A felicidade de presencear e viver momentos tão únicos na história foi indescritível.
E foi muito emocionante, muito, muito!

Discurso de Obama


Ainda hoje, ao reler, fico emocionada!
in PUBLICO

"Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.

É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.

É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.

Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.

É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.

Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.

Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.

O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.

Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.

Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.

Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.

E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.

Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.

E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.

E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.

Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.



Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.

Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.

Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.

Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.

Esta vitória é vossa.

E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.

Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.

Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.

Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.

O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.

Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.

Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.

Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.

Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.

Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.

Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.

Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.

Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.

Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.

Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.

São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.

Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.

E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.

E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.

Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.

É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.

Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.

E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.

Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.

Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.

Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.

Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.

Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.

E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.

Sim, podemos.

América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?

Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.

Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.

Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América"

11.04.2008

11.03.2008

Conforto


Um par de palmilhas novas.

Já agora...






Se não foram a tempo de comprar o PUBLICO no Sábado, podem sempre ler sobre o meu trabalho amanhã, no Diário de Notícias :)

(PS - Não se preocuem que este ataque de narcisismo já está a acabar)

11.01.2008

Artigo

Se comprarem o PUBLICO de hoje, lerão o seguinte:
(sabem que é a Inês Baptista, certo? ;))

" Investigadores revelam genes determinantes na formação do coração saudável
01.11.2008, Andrea Cunha Freitas

O estudo feito em peixes-zebra, pode ajudar na prevenção de defeitos congénitos do coração
A família de genes que foi alvo de todas as atenções dos investigadores chama-se Nodal. Inês Campos-Baptista, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e associada ao Instituto Gulbenkian de Ciências, e Alexander Schier, da Universidade de Harvard (EUA), mostraram como estes genes asseguram que o coração tenha a assimetria correcta, necessária ao seu bom funcionamento. O estudo, cujos resultados serão publicados na edição de Dezembro da publicação norte-americana Development Dynamics, pode ajudar na prevenção de doenças congénitas do coração humano, com recurso a terapia genética.
Inês Campos-Baptista e Alexander Schier focaram-se no coração de peixes-zebra, pequenos animais vertebrados frequentemente usados como modelo em investigações. A cientista explicou ao PÚBLICO que o estudo de embriões destes peixes mostrou como os genes Nodal (já associados ao estabelecimento da assimetria humana) "dão intruções às células sobre a velocidade a que estas se devem mover e em que direcção devem ir". "Estes genes são expressos no embrião só no lado esquerdo e fazem com que o coração vá para o lado esquerdo", acrescenta. Ainda que possam existir outros genes envolvidos na formação de um coração assimétrico (quando os genes Nodal não estão presentes forma-se um coração viável mas com malformações), esta família de genes desempenhará um papel crucial no desenvolvimento de um coração saudável.
A terapia génica neste nível está longe de ser algo rotineiro, porém, Inês Campos-Baptista admite que, no futuro, seja possível, por exemplo, fazer um despiste a uma mulher grávida que permita detectar a mutação do gene Nodal no embrião e, desta forma, agir preventivamente evitando futuros problemas congénitos (defeitos no septo, transposição das grandes artérias, refluxo venenoso anómalo, entre outros riscos). "A longo prazo, saber o que os genes estão a dizer às células vai ser útil para se saber a que nível actuar geneticamente por forma a impedir deformações congénitas", precisa a bióloga."

10.31.2008

Novidade no Casaco Amarelo


Agora com música.
Gostam?

10.30.2008

Homens e Soutiens


Meninas, já repararam que os homens, para nos tirarem o soutien, é um vê se te avias, mas que a coisa muda de figura quando lhes pedimos para ajustarem as alças?
Parece ser missão impossível... mesmo sem ter que fazer a coisa em braile :P

10.28.2008

Excelente resposta a Palin


Especialmente a parte final :)

10.25.2008

Ignorância

Sarah Palin noutro momento de "genialidade":


Desta vez menosprezou, de forma atroz, investigação feita em drosophila, a mosca da fruta, organismo modelo para estudos sem os quais a ciência não poderia avançar. Por certo que o dinheiro gasto em investigação é bem mais empregue do que os 150 mil dólares gastos por ela e pela família... em trapinhos!

Rídiculo!!
Tão triste que nem soube se havia de rir ou de chorar!

Mais uma calinada, a juntar a todas estas... e as que mais hão de vir!

10.23.2008

Presente para a Tia


Embora com pouco mais que 14 meses, já diz muita coisa.
E ontem surpreendeu-me, ao telefone, quando, por entre os beijinhos que me enviava, chamou por mim: "Nês"... e derreti-me toda!

Desculpa para ir a Casa


Acabou-se-me a cidreira que a mãe me deu!

10.22.2008

Coisas que faltam neste país


Fita Tesa para calafetar as janelas

e bacon aos quadradinhos!

10.21.2008

Mas hoje foi 6a feira 13?


O dia correu-me bem, sem nada a assinalar.... até tudo começar a correr mal.

Fiquei no lab até 'as 20:00, uma vez que fui convidada para uma festa de aniversário a começar pouco depois. Pensei em seguir directamente, não sem antes verificar qual era a morada.
Ao abrir o email, vejo que a festa é na 3a feira, de facto, mas não nesta. E' só para a semana, dia 28. Isto não teria sido um balde de água fria se não tivesse recusado ir a um concerto para o qual havia bilhetes de graça, na Berklee, justamente por causa desta festa de aniversário.

Revirei os olhos, pensei "só comigo!" e preparei-me para desligar o computador. Qual o meu espanto quando este, como que por vontade própria, manda um estalo, tipo curto circuito, o monitor fica totalmente preto e o som (estava a ouvir música) pifa.
"Bonito, só o que me faltava!"

Felizmente, tinha feito back-up de tudo o que estava a fazer (afinal, ninguém quer correr riscos quando está a escrever a tese). Olhei para o relógio e pensei: "se me despachar ainda consigo ir 'a Apple Store antes dela fechar, 'as 21h".

Pequei no computador e tentei sair rapidamente do lab. Apressei-me para o carro e lá fui eu. A meio do caminho tenho daqueles pensamentos que nos fazem parar por um milionésimo de segundo: "porra, esqueci-me das chaves de casa no lab! "

Tentei telefonar ao David, para saber se estava perto e se me podia dar as chaves dele. O telemóvel ficou sem bateria naquele preciso momento: "ggrrrr, que raiva!!!"

Afinal não me tinha esquecido das chaves mas, até as encontrar na mala, fiquei a rebuscar por todo o lado ao mesmo tempo que conduzia. Não muito recomendável.

Chegada 'a Apple Store, o óbito do monitor e do sistema de aúdio confirmou-se. Assim, lá ficou o meu laptop em obervação/cirurgia pelos próximos 7 dias. Não me dá jeito nenhum, pois tenho feito tudo naquele computador para poder levar e trazer para/do lab. Uma chatice!

Aproveitei o facto de estar no shopping para procurar umas pilhas minúsculas, de 12 volts, para o controlo remoto das chaves do carro, que também decidiu pifar. Após correr 3 lojas, lá encontrei umas, minúsculas, de 12 volts. Contudo, chegada a casa, não eram aquelas mas sim umas outras quaisquer, A-não-sei-quê.

Ando mmmmmmmeesmo a precisar de ir ao gym e estava toda feliz por poder fazê-lo amanhã, 'as 12:15. A cereja em cima do bolo: há uma reunião de lab a que horas? As 12:15!

Tenho sorte ou quê??

A ver se me aguento 'a bronca

Ando a escrever a tese de doutoramento. Aproxima-se a recta final.... que é sempre a mais difícil.
Há stress, há frustração, há tédio, há momentos de inspiração... seja o que for que há, lá que é intenso, é.

Sempre reagi bem ao stress, 'a pressão e a prazos. Não baixo os braços facilmente e os que me conhecem vêem-me como uma lutadora. A minha mãe diz-me "ah, mas tu és a Inês", como quem fala de uma força invencível. A minha prima hoje dizia-me "fazes isso com uma perna 'as costas... afinal, és tu!".

Tudo muito verdade. E' sim verdade que sempre mantive o nível, sempre fui profissional e perfeccionista mas... será que tudo isso vem sem um preço?
Eu pensava que sim, até 'a última surpresa que preguei a mim mesma.

Antes de ir para Portugal, em Julho, para nos casarmos, andei numa roda viva para escrever e submeter um artigo (que já foi aceite, diga-se). Foi mesmo até 'a última... até 'a última mesmo! No dia da viagem, estive no lab até 'as 17h, com um vôo 'as 22h e as malas ainda por fazer. Quando entrei no avião, nem queria acreditar. Mas, se respirava fundo e saía do stress de Boston, estrava também no stress de Portugal, dos últimos preparativos do casamento, festa essa que já vinha a acusar o peso da sua organização há quase um ano. Afinal, se um casamento per se já é difícil de organizar, 'a distância ainda se torna mais complicado.

Foram 9 dias sem parar até ao grande dia. E a Inês, sempre de pedra e cal, sem uma beliscadura... aparentemente.
Passou-se o casamento, passaram-se os dias de férias, os momentos com a família... de repente, aeroporto, despedida, abraços que não queremos terminar, lágrimas... e já cá estávamos de novo.

Foi tudo tão rápido!

E cá estávamos nós de novo. De novo no lab, mais trabalho, mais isto, mais aquilo, mais, mais....

Naquela noite deitei-me como em todas as outras. Não fiz nada de especial, nem sequer fui ao ginásio. Adormeci ainda antes de o David chegar do trabalho, já de madrugada. Senti-o chegar, entrar na cama. Abracei-o ensonada, acarinhámo-nos, aconcheguei-me naquele cantinho dele e voltei a adormecer.

Sonhei. O sonho ficou desconfortável. Senti dor... e o sonho confundiu-se com a realidade. A dor não era no sonho, era aqui, agora, neste preciso momento, sempre que me tentava mexer. O mais pequeno movimento, mesmo que de 1 mm, provocava-me imensa dor.
Acordei com a dor, assim... de rosto no colchão e braços a fazer de almofada. E não conseguia sair dessa posição. Estava paralisada.

Assustei-me, tentei perceber bem o que se estava a passar. Sim, estava acordada e sim, não me conseguia mexer. As dores eram atrozes. Tentei mais uma vez deslocar-me, sem sucesso. Involuntariamente as lágrimas já me escorriam pelo rosto.

- David... ajuda-me! - e choramingava, num misto de dor e receio.

O David ouviu-me mas, porque falo durante o sono, assumiu que eu estava a sonhar. Não ligou.

- Amor... é a sério. Ajuda-me, não me consigo mexer - lamuriava-me, de rosto virado para a parede mas percebendo que ele não se tinha virado para mim.

Aí, ele percebeu que era a sério. Ficou assustado, como eu, mas tentou manter-me calma. Não sabia bem como me ajudar, pois qualquer toque resultava em dores tremendas, mas, ao poucos, muito aos poucos, conseguiu virar-me e soerguer-me. Com muito carinho e cuidado, despiu-me, vestiu-me, penteou-me, calçou-me.

- Calma, vai correr tudo bem!! - sussurrava-me.

Chegados ao hospital, entrei nas urgências.
O diagnóstico: contracção aguda dos músculos das costas e do pescoço.
Como é que isto acontece? Devido a má posição a dormir ou reacção ao stress.

- Stress!? Mas eu vim de férias - pensei.

Mas sim, essa foi a razão. Porque me submeti a dias e dias de muitas horas de trabalho, dias e dias de má alimentação, quase ou nenhum tempo de sono, directas, muitas manhãs a nascer quando a minha noite ainda não tinha acabado, seguido de preparativos e mais preparativos, o meu corpo não teve tempo para se recuperar. Ou antes, quando ainda se estava a recuperar, voltou logo ao trabalho.

Resultado, revoltou-se e disse-me: aguenta lá aí que eu ainda não estou pronto!

Desta feita, levei de imediato uma injecção de relaxantes musculares (que me deixou o rabo a doer... mais uma dor a juntar 'as outras), e passei os próximos 12 dias a tomar medicamentos para as dores e valium, um relaxante muscular extraordinário, acompanhado de descanso total.

A ver se aprendi a lição e se levo esta coisa da tese com mais calma.

10.19.2008

Folhagem de Outono


No fim de semana passado fui ver as cores da folhagem para New Hampshire.
Um grupo de amigos, uma super carrinha, uma cabaninha, pequeno almoço junto ao lago, matizes e paisagens estonteantes... foi muito bom!
(clicar no album para ver fotos ampliadas)

Ainda sobre "Blindness"


José Saramago e Fernando Meirelles após verem o filme.

10.18.2008

Blindness


Fui ver o filme "Blindness", baseado no "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago.

E' difícil encontrar palavras para descrever o trabalho genial do realizador Fernando Meirelles.
Pela primeira vez, um filme não ficou aquém do livro... e que livro!

E' extraordinariamente esmagador.

10.07.2008

Está a vir


Constatei que, para além de nós, pelo menos mais 3 amigos nossos baixaram os braços, se resignaram e conformaram no fim de semana passado.

Ainda ontem começava o Verão e, num ápice, já cá está o Outono. E com ele o frio...

E, há que admiti-lo, ficou frio este fim de semana.
E, há que admiti-lo, teve que se ligar o aquecimento em casa.

Numa cerimónia solene (e triste), o David chamou-me e, quando já ambos fitávamos o termóstato, disse-me:

- Querida, tem que ser!

Pusémos as nossas maozitas sobre o aparelho, e lá rodámos aquilo para os 70F.

10.03.2008

Acerca do VP-debate e de Sarah Palin


Tirado daqui.
Eu não diria melhor!

Mais cegos que um cego


Cultura: Cegos norte-americanos contestam «Ensaio Sobre a Cegueira»
03.10.2008
Fonte: Público
No dia da estreia nos Estados Unidos do filme «Blindness», realizado pelo brasileiro Fernando Meirelles com base no livro de José Saramago «Ensaio Sobre a Cegueira», a Federação Nacional de Cegos norte-americana afirmou que tanto o livro como o filme «retratam os cegos como incapazes de fazer seja o que for e como viciados ou criminosos».

Estes gajos são mesmo estúpidos... e não encontro palavra melhor para descrever esta contestação. Estúpidos!

Claramente não perceberam a metáfora do filme... claramente, são cegos.
E por opção... não por incapacidade!

10.02.2008

Dá-me música!


O meu maridão em acção... numa das, hehehe!
Ai... é tão lindo!!!!!!

10.01.2008

Virei Crente


Comecei e jogar no Euromilhões!

9.30.2008

Palin: Medo, muito medo!


Esta gaja é a candidata Republicana para Vice-Presidente.

Se já é assustador pensar numa vitória dos Republicanos nas próximas eleições presidenciais Americanas, ainda mais assustador é imaginar que, caso sejam eleitos, o Senador McCain não tarde muito a dar o peido mestre e seja Palin quem o vai substituir.

Até agora, Palin tem dado provas vergonhosas de total incompetência para ocupar o cargo a que concorre. Vejam só este excerto da entrevista com Katie Couric:



De forma bastante polida, Katie Couric descreve esta entrevista como uma "really interesting experience"... para não dizer que não percebeu puto do que é que Palin estava para ali a balbuciar, num esforço ridículo para responder a algo que desconhece. Vejam só a cara da entrevistadora!!! Hilariante, no mínimo!

Obvio que não tardaram a surgir sátiras ao mau desempenho de Palin. No Saturday Night Live, já vão duas... vale a pena ver. De rebolar a rir, a começar logo com uma dramatização da entrevista que vos mostrei acima:





Esta 5a feira vai ser transmitido, em directo, o debate entre Palin e Joe Biden, homólogo pelo partido Democrático. O partido Republicano bem que anda a treinar Palin e a fazer-lhe "intensive breafing" mas duvido que a gaja se aguente sem se estatelar ao comprido.

Can't wait!

Noite de Núpcias

No dia do casamento, já bem 'a noite (aliás, já era Domingo, uma vez que a meio-noite já se tinha ido há 2 horas atrás) a minha mana Eduarda, cunhado, tia Tai-Tai e tio Duarte vieram até nós para nos anunciarem mais uma surpresa... como se todas as que se verificaram naquele dia não fossem já muitas e mais que suficientes!

Eu sabia que eles nos iriam mandar naquela noite para qualquer lugar, mas não fazia a mínima ideia para onde. O David estava convencidíssimo que íamos passar a noite de núpcias na casa da minha irmã. Todos mantivemos essa versão até 'a última e ele não desconfiava de nada. O rapazito contenta-se com pouco, heheheh.

Ora, os nossos queridos familiares e padrinhos revelaram-nos onde iria ser passada não só aquela noite como também a seguinte. Tinham-nos reservado uma suite no Sesimbra Hotel SPA, um hotel "sei lá!", chiequééééééééééérrrriiiimo, com uma vista linda, virado para o mar, e teríamos o previlégio de lá ficar até 2a feira de manhã, uma vez que um só dia não daria para aproveitarmos todas as mordomias, nomeadamente a piscina que quase se funde com o horizonte azul do mar de Sesimbra e a SPA, onde nos regalámos no jacuzzi, sauna, banho turco, duche tropical, duche suiço, sala de relaxamento e sei lá que mais, os chinelitos no quarto, o roupão turco (daqueles mesmo grossos...), you name it!

Embora já extremamente cansado, os olhinhos do David até brilharam de felicidade e de espanto ao receber a notícia:

- Quê?? Naquele hotel onde fizemos a massagem no dia antes do casamento (este episódio fica para ser contado mais tarde). Amooooooorrrr!!! Qu'espectáculo!!!!

Eu também fiquei toda feliz e, após nos termos despedido dos últimos convidados, termos agradecido aos srs. da quinta a qualidade do serviço e toda amabilidade, após nos termos despedido dos fotógrafos e agradecido o extraordinário serviço e boa disposição, após nos despedirmos dos músicos e agradecido a excelente banda sonora para tal dia e após termos ajudado os nosso pais a pôr toda a comida que sobrou nos carros, finalmente dirigimo-nos para o veículo que nos iria levar para o hotel.

Aqui abre-se espaço para fazer referência a um Amigo muito, mas muito especial, o Alfredo. Fomos da mesma turma no 9º ano, portanto, conhecemo-nos há já 16 anos. E a nossa amizade tem sido daquelas coisas fantásticas que não param de crescer e que, curiosamente, se tem solidificado ainda mais agora que estou longe. Sei que posso contar com o Alfredo para tudo e que tenho ali um Amigo que nunca me vai falhar nem medir esforços para me ajudar, seja no que fôr. Por isso, foi a ele que me dirigi quando, semanas antes de irmos para Portugal, percebemos que seria imprescindível termos um carro para nos deslocarmos, uma vez que o dos meus pais iria estar ocupado a tempo inteiro com as passeatas que eles fizeram com os pais e irmã do David.

Como para além de muito Amigo o Alfredo é também das pessoas com mais "connections" que conheço, de certeza que arranjaria maneira de nos solucionar o problema, para não termos que recorrer a agências e gastar imenso dinheiro com o aluguer de um carro para as férias. Dito e feito, nem foi preciso fazer a mínima prospecção. Após 5 segundos do meu pedido, o Alfredo pôs logo 'a disposição o carro dele.

Tratou das coisas por forma a que não tivessemos que nos incomodar com nada que dissesse respeito 'a viatura. Assim, na manhã do casamento, foi com outro amigo nosso deixar o carro lá na Quinta, para que 'a noite já tivéssemos como nos deslocar. Como se isso já não bastasse, quando chegámos ao carro este estava limpíssimo (até cheirava a novo), atestado, com o óleo e os pneus verificadíssimos.
Digam lá que não temos Amigos que são pedras raras???

Seguimos para o Hotel. A situação era cómica: o David, vestido de noivo, com a gravata um pouco desapertada e o colarinho aberto, seguia no banco do lado, estafado (o coitado, para além de levar com todo o cansaço que involve o dia do casamento, ainda estava a lutar com o jet-lag, pois só chegou na 5a feira, 2 dias antes do Grande dia). Eu, já meio descabelada e com a pintura desbotada, ia a conduzir, enfiada numa nuvem de seda e de saiote (que aliás, já estava meio rasgadote pois nas sessão de fotografias pisei-o e... pimba. Rasgão!), com as pernocas 'a mostra e pés descalços... como qualquer noiva que se preze, ao fim da noite já me soube muito bem tirar os pés das sandálias que, mesmo sendo mais baixas que os sapatos usados na igreja, já denunciavam a sua presença.

A estrada não tinha quase ninguém e em menos de nada já estávamos a estacionar na garagem do hotel e a tirar as malas. Bem, malas não é bem a palavra certa. Eu diria as mochilas, o que contrastou de forma cómica com as nossas indumentárias. Eram o noivo e a noiva, ainda com o vestido, de design (Jesus Peiró, para quem quiser saber), a arrastar no chão, de mochila 'as costas. Muito bonito.

Chegados 'a recepção, muito embora fossem já quase 3 da manhã, o Recepcionista recebeu-nos desperto e simpático:

- Muito boa noite - disse com um 'a vontade que denotava estar 'a nossa espera - Então muitos Parabéns!

Sem sequer termos tempo de anunciar o nome da reserva, disse prontamente:

- A suite 908 está 'a vossa espera. O pequeno-almoço será servido no quarto, se assim desejarem.

Passou-nos a chave para a mão e lá seguimos todos contentes para o quarto. Pese embora o cansaço fosse muito, não deixámos de admirar os pormenores que se desenrolavam 'a nossa frente, uma vez que a decoração do hotel está extremamente bem conseguida.
Estávamos maaaravilhados!

Quando já estávamos 'a porta do quarto o David pôs tudo no chão, abriu-a e disse-me:

- Espera aí!

Rapidamente, enfiou todas as nossas malas lá dentro, já exclamando "Uau!!!! Amor, espera só pr'ocê ver o resto!!" em resposta 'as minhas primeiras impressões, feitas ali mesmo da porta:

- Ena, que coisa chique!!! - dizia eu.

Depois, já de mãos vazias, veio até mim:

- A noiva tem que entrar nos braços do noivo - disse escancarando um sorriso e oferecendo-me os braços.

Risonha e cúmplica, sentei-me no assento oferecido, agarrei-me ao pescoço dele, e lá entrámos nós. (Confesso que não consegui deixar de ter algum receio... não fosse o David fazer como o meu pai que, ao entrar com a minha mãe, entrou 'a bombeiro, de frente, e lhe esmurrou os joelhos, hehehe!)

Correu tudo bem!

As luzes estavam na intensidade ideal, criando uma atmosfera intimista. Na sala, esperavam-nos o Espumante no gelo e as frutas. No quarto, a cama king size seduzia-nos.
Com calma, sentámo-nos no sofá da sala. Ergueu o braço, convidando-me para o seu conforto... e eu meti-me debaixo dele, ficando ali, abraçada.

Ficámos em silêncio, como que a saborear toda a Beleza, como que com receio de interferir com toda aquela perfeição. Só se ouvia o mar, logo ali aos nossos pés, a bater placidamente... foi bom.

Acariciou-me o cabelo por uns minutos e depois, calmamente, como se de um ritual se tratasse, o David começou a tirar-me todos os ganjos, com muito carinho. Tirou tambéma fita. Aos poucos, as mechas desgrenhadas cairam-me pelos ombros... mesmo assim, despenteada e com a pintura esborratada, sussurrou-me:

- Es tão linda!

Desapertei-lhe os botões do colete, um por um. Fiz deslizar a gravata pelo nó, devagar, até esta escorregar do colarinho. Tirei-lhe o camiseiro, o cinto, as calças, as meias. Ofereci-lhe as costas, para que me desapertasse o vestido. Agora enjelhada e suja, a seda caiu no chão e os grãos de arroz alojados nos lugares mais reconditos tamborilaram sobre o tampo da mesinha ali perto... rimos! Tirou-me a liga:

- P'ra que é que é isto?
- Para nada! Faz parte da tradição.

Atirou-a para trás das costas. Rimos de novo. E desenrolou-me a meia de perna direita. Depois a meia da perna esquerda. Tomou-me os pés entre as mãos e massajou-os:

- Estamos cansados, hein?
- Sim - respondi já a sucumbir ao peso das pálpebras e a deliciar-me com a massagem.

Resisti.

- Vou tomar banho... fica aqui, descansa que eu depois chamo-te.

Prostrou-se e ficou a ouvir o som do chuveiro, misturado com o do mar... e com o silêncio daquele ambiente.

(Abro parêntesis para dizer que, como manda a tradição, o saco de toillete da noiva não foi nada bem preparado - isto porque já aconteceu o mesmo com algumas amigas minhas. Naquela manhã tinha pedido 'a minha mãe que me pusesse o amaciador no saco, uma vez que já estava a ser fotografada e não podia ir lá. Não sei como, desencantou um gel não sei onde e vai de o meter lá para dentro. Já estão mesmo a ver o pânico que foi quando percebi que não ia ter amaciador para tirar toda aquela laca e riças do cabelo.
Ainda para mais, o Hotel só tinha shampoo. Bem, com muuuuuita paciência, tentei separar o cabelo enquanto o lavava, mas ainda não tinha percebido que o meu pesadelo não tinha começado. Saída do banho, o que é que eu descrubro? que a minha mami também não pôs a escova do cabelo no saco. Resta-me dizer que andei aqueles dois dias com um cabelo muito wild, uma vez que o hotel também não tinha nenhum pentinho reles de plastico para me salvar. Mami, fica daquelas coisas para recordar e rir!)

Já enrolada no roupão, fofinho e branco, com os pés metidos nos que me pareceram ser os chinelos mais confortáveis do mundo, chamei-o:

- Podes ir.

Deitei-me na cama e fiquei 'a espera.

Ouvi o mar... ouvi.... mar... cochilei um poquinho... sonho?.... senti a carícia no meu rosto. O David já ali estava. Veio para junto de mim, abracámo-nos e ali, juntinhos, parecíamos uma ilha na imensidão de cama que nos rodeava.

Vários foram aqueles que no casamento nos disseram, em jeito de "estraga-prazeres":

- Noite de núcias?!? Sim, sim... quando lá chegarem só querem é dormir. Essa coisa de sexo na noite de núpcias é um mito!

Liliana, Rui, Cristina, Marco e todos aqueles de que me estiver a esquecer, fica aqui o anúncio:

- Não é mito, de todo! ;)

Aquele noite e todos os minutos que passámos naquele hotel foram extraordinários.
Foi mesmo muito, muito, muito bom! Podem ver as fotos aqui:



Depois deste 2 dias, seguimos para uma mini lua-de-mel... mas depois conto mais!

9.29.2008

Eles "andem" aí


Já me tinham dito que existem e que andam, assim, naturalmente pelas ruas.

Achei deveras estranho mas, o que é verdade é que, volta e meia, lá sinto aquele cheiro nauseabundo.

Há dias confirmei: as doninhas fazem parte das espécies endémicas cá da área, juntamente com os banais cães, gatos e ratos.

Voltava eu 'a noite para casa quando me deparo com uma pachorrenta doninha fedorenta a atravessar a estrada. Tum-du-dum-du-dum... lá ia ela toda feliz, sem pressa nenhuma.

9.26.2008

Mais um membro na Família



A família cresceu, e o novo elemento chegou ontem!
Não é tão fofinho, o nosso "bobby"? E que trabalhador que ele é, hehehe!

9.22.2008

Porque será?



"- Mas será que é por isso? Não pode ser!
Então e nós, mulheres, que no ginecologista temos que ficar ali, despedidas, de pernas abertas!!?! Isso sim, é desconfortável!

- Está bem... mas, para o homens é diferente. Eu acho que, para eles, despirem-se em frente ao médico não é assim tão trivial... sei lá. Acho que têm sempre o receio de poderem ter uma erecção. 'As vezes não conseguem controlar...

- Oh sim, eu quando vou ao ginecologista estou sempre com medo de ter um orgasmo, logo ali, assim... zás!"

Brincadeiras 'a parte, esta é uma pequena parte da conversa que travei com duas amigas Sábado 'a noite.

Discutíamos o porquê de os Homens terem tão pouco 'a vontade com médicos 'a frente dos quais terão que estar nus. A J. pensa que talvez seja pelo receio de uma erecção despropositada, a V. brincou... mas o que é certo é que até hoje não percebo o porquê dessa resistência?

Obvio que estou a generalizar e nem todos os Homens são iguais, mas, na maioria das vezes, quando se fala nestas coisas, sinto que o estar nu em frente ao médico e passar por procedimentos que envolvam exposição de partes intímas parece ser mais constrangedor para o lado masculino.

Porquê?

9.20.2008

Foi-se o Sol... vêm as nuvens!


Não é mentira.

A semana passada andava de sandálias e blusas de alças.
Casaco? Para quê?

Hoje, já precisei de luvas para pedalar e, muito embora o casaco polar, lamentei não ter levado um cachecol.

9.12.2008

E o Amor é isto...


Ainda estou no laboratório.

Não contava ficar aqui até tão tarde e, por isso, fui apanhada desprevenida... e 'as 20h o meu estômago já roncava de fome, para além de já estar de mau humor.

Quando falámos ao telefone, queixei-me. O David ficou com pena mas, porque tinha que ir tocar daí a uma hora, não me pode ajudar.

- Não faz mal, não te preocupes. Como quando chegar a casa!
- Está bem! - respondeu-me ele.

Continuei a trabalhar.
Passada uma meia hora sinto alguém por trás de mim. Era o David.

Para além do sorriso magnífico, trouxe consigo também um saco, que exibiu orgulhosamente no ar:

- Seu jantar!!

Não sei se fiquei mais feliz por o ver ou por ver a comida. Foi, concerteza, a junção de tudo e de perceber que, mesmo estando atrasado, perdeu aquele tempinho e desviou caminho para me vir fazer este miminho.

Dentro da merenda encontrei o meu prato preferido de um restaurante onde costumamos ir. E, para sobremesa, não faltou um pedaço de chocolate... não tão doce quanto o abraço que o David me deu, ou os beijos que trocámos ou o sorriso com que me presenteou.
Mas tudo muito, muito bom.

E agora, mesmo já sendo tão tarde, sem fome e com o coração tão cheio de calor, continuo a trabalhar, com um sorriso no rosto.

E o Amor é isto... pequenos gestos!

9.10.2008

Pois, parece que sim!


Ouvi dizer... não vi!

Aconteceu algures, durante a noite, enquanto eu dormia.

Segundo o contador aqui do lado, esta versão do Casaco Amarelo ultrapassou as 100.000 visitas.

Obrigada pessoal! :)

9.08.2008

Hamilton de Hollanda e Mike Marshall


Ontem fui ouvir esses Senhores.
Numa dança linda de bandolins, emocionaram-me.
Foi muito, muito lindo!!!

9.04.2008

Quem sai aos seus...



Esta rabina super fofa é a minha sobrinha Clara, a minha regueifinha, como gosto de lhe chamar.

Não é por ser a minha sobrinha, mas é o máximo, claro!
E o melhor de tudo, é que sai 'a tia (aqui a Je). E' suuuuuper esperta e precoce, tem um excelente ouvido para a música (oh p'ra mim a ser tão modesta). E, como se já não bastasse, até nos pequenos quês é tal e qual eu: rabiosque pesado, o que faz com que com 1 anito ainda não consiga caminhar sozinha e tem também um belo faro para o chocolate!

No outro dia a minha irmã estranhou a Clara estar na sala tão caladinha. Quando foi ver como é que ela estava, deparou com a princesa a deliciar-se com um belo chocolate, que conseguiu surripiar de uma gaveta.

Claro que para isso teve que se pôr de pé, apoiada, e fazer alguma ginástica mas, tal como a tia, qualquer esforço é justificado desde que a recompensa seja chocolaaaaaaaaaaate! :)

Mana, se a Clarita for mesmo como eu, não adianta andares a esconder chocolates, como a mãe fazia comigo, hehehe!