1.31.2011

Apple TV



Há uns meses atrás adquiri a Apple TV, que é o máximo e dá um jeitão.

Contudo, a trademark da Apple, de ter tudo bonitinho, com um design altamente sofisticado e moderno, acaba por ser mais uma desvantagem do que uma vantagem no que toca ao controlo remoto.

E' tão fininho, mas tão fininho e tão lizinho... tão slick, como eles gostam de dizer por aqui, que o bicho se mete por tudo quanto é sítio e, na maioria das vezes, dá de desaparecer sem deixar rasto. Desaparece nos espaços do sofá, entre as pregas da mantinha, por entre as almofadas... 'as vezes estou sentada em cima dele e nem dou conta (felizmente nunca desapareceu nestas circunstâncias :P).

E' comum passar mais tempo 'a procura do comando do que aquele que levaria a fazer a accão que desejo. Raça do miúdo!!!

1.26.2011

Departures



Ontem vi um filme de uma beleza e sensibilidade extremas.
Lindo!!
Debulhei-me em lágrimas e senti a Saudade que mora comigo, dos meus Pais, a apertar cá dentro. E quis dizer-lhes que os Amo, ainda mais do que já digo... nunca é demais!

1.25.2011

México 3 - Ik Kil/Chichen Itza

O prometido é devido. Hoje não vou falar do frio mas sim do calor do México :)

Mexico 3

Gelo



Hoje de manhã estava tanto frio, mas tanto frio que, embora a casa estivesse quentinha (até dormi só de t-shirt de manga curta), a janela tinha gelo do lado de dentro.

Eu sei que isto já é bater no ceguinho, e prometo que não torno a falar do frio... mas têm que concordar que -30 graus é inédito (e espero que único e que não volte a registar-se).

1.24.2011

70 graus



O David está no Brasil.
Está, aliás, na Cidade mais linda deste mundo, no Rio de Janeiro.

De manhã dizia-me que, lá, a sensação térmica era de 40 graus, face aos -30 que sinto por aqui.

Separam-nos 70 graus... não sei se fique com mais inveja de ele estar na Cidade Maravihosa, se da temperatura.

E para fugir do frio





Cheira-me que estes destinos já estiveram mais longe.

Está um frio do ca*@#*lho



E falam eles de frio polar em Portugal, com temperaturas acima de zero graus.

Amanhã de manhã vai ser um forrobodó por estas bandas vai! Para abrir a pestana, toma lá com -30 graus. Mas calma, que vai melhorar. Lá pelas 11h SO' vai parecer que estão -23 graus.

E' caso para medidas de aquecimento drásticas. Se eu fosse um homem, era isto que usava :)

1.23.2011

Notas Soltas

* Descobri qual a função principal de um acrílico (porque dizer "placa" é horrível). Contra todas as expectativas, ter um acrílico com 2 dentes (já disse que "placa" é muito horrível, não já?) deixa uma pessoa a falar Espanhol que é uma maravilha. Com esta coisa na boca, fico tão sopinha-de-massa que aquele trejeito que eles fazem de pôr a linguinha junto aos dentes, para pronunciar o S em "por Supuesto", "Siempre" e que tais, sai sem esforço nenhum. Nem sequer deito "gafanhotos" e valeu-me um merecido elogio no México: " hablas tan bien Español. Es Mexicana?"

* Consumismo é mesmo a palavra de ordem neste país. Porque agora quase não vemos televisão, liguei para o nosso servidor a pedir que cancelassem a mesma e nos deixassem só a internet. Surprise, surprise!!!! Ter só internet é muito mais caro do que ter internet e televisão. Deixa lá estar a televisão então.

* Confirma-se, está um frio do caraças!!

1.21.2011

iTunes e Artwork





Na altura em que ter internet ainda era coisa rara, já para não referir fazer downloads de tudo e mais alguma coisa, os CDs e os Vinis abundavam lá por casa.

Sempre gostei da sensação de abrir a gaveta ou olhar para as várias colunas carregadas de CDs e percorrer com os dedos as caixas dos mesmos. Sabia de cór cada capa, que cores tinha, como era a lombada daquele CD. E a memória visual ajudava-me muito a lembrar-me de músicas, de artistas, de momentos... agora, com os computadores, iTunes, mp3 e ter a música toda digitalizada, sinto muito a falta desse registo visual. E' para mim uma grande muleta.

E' frequente saber que conheço a música que está a tocar mas, porque me falta a imagem do CD, por vezes não consigo identificá-la de imediato... não fosse eu, actualmente, ter 18,396 canções na minha "discoteca", número este que tem sempre tendência para aumentar e não para diminuir.

Assim, decidi que ia catalogar todas as minhas músicas no iTunes. Atribuir a todos a respectiva capa (artwork) e, sempre que possível, tê-las em display quando ouço música. Assim, é só olhar para o monitor e, aos pouquinhos, vou associando os nomes 'as capas.

Parece que, de repente, passei de um estado de latência ou amnésia temporária para um estado de clarividência. Tenho muito mais noção do que ouço, do que ouvi ontem ou do que adicionei hoje. Tudo porque tenho o registo visual daquele CD.

E' com orgulho que anuncio que, finalmente, terminei de catalogar todas as minhas músicas. Custou mas foi... e agora, tenho um display todo bonitinho :)

Frrrrrrrrrrrio, muito frrrrrrrrrrrio!



Mais valia estar caladinha.

Ando para aí a queixar-me da neve e da chuva mas, ao menos quando essas são as condições meteorológicas, as temperaturas são mais ou menos "amenas"... andam ali entre os -1ºC e o 1ºC.

Olhem só o que nos espera no Domingo ( e não só).
Vai ser a loucura!!!! Pinguins 'a l'abordage!!!!

Manjar: Boa companhia e Boa comida (espero)







Terminou há pouco o que demoninei por "saga dos jantares"... ou "maratona gastronómica"... ou, curtir bem os Amigos, a companhia e as iguarias Portuguesas.

Desde 5a feira passada que tenho sempre alguém cá por casa 'a noite. Num misto de saudades, que surgem quando se passa umas semanas fora e se quer saber das novidades e como foram essas mesmas semanas para todos os amigos que também viajaram e agora estão de volta, e do querer partilhar todas as coisas boas que se trouxe da Santa Terrinha (vulgo salpicões, chouriços, queijo da serra, vinho do Porto, marmelada da mamã, bolo da Madeira, tarte de amêndoa, café, etc...), estava quase que sôfrega para me encontrar com toda a gente. O David estar no Brasil e eu por aqui sozinha, neste Inverno mafarriquento, também ajudou 'a festa.

Vai daí, 5a feira passada fomos 3, na 6a éramos 8, no sábado 3 de novo, no Domingo 4 (e este foi especial, pois foram só gajas, e uma delas directinha de São Paulo, carregada de boas novas), na 2a foi noite de jogos, com mímicas e charadas para 8, na 3a uma breve pausa, para depois receber novamente 3 amigos ontem e 3 amigos hoje.

E cozinhar é um prazer. Detesto fazê-lo só para uma pessoa, mas faço-o de coração quando sei que tenho com quem partilhar.

Do queijo pouco sobrou... um "cuzinho". A marmelada da Madrecita marchou rapidamente, entre "ohs" e "ahs", de prazer e satisfação. Os salpicões e chouriços, foram desaparecendo aqui e ali, disfarçados no refogado ou nas ervilhas, sempre a dar aquele gostinho especial. A tarte de amêndoa e o bolo da Madeira foram mais resistentes e ainda há vestígios dos mesmos digno do nome... o mesmo já não se pode dizer da 7a maravilha do mundo, o vinho do Porto "do Tio João".

Embora sobriamente engarrafado num garrafa verde, sem rótulo, só o "B" (de Bom) escrito na rolha e o pequeno autocolante, onde se lia suncitamente "Porto João", deixavam adivinhar a iguaria que por ali vinha. Vinho do Porto, daquele que não se encontra em prateleiras de loja, de idade pouco precisa, mas certamente avançada... 30, 40? Quiçá, 50 anos! Directamente da região demarcada do vinho do Porto, do Douro, do Peso da Régua, terra onde muitas das minhas origens nasceram, ainda com algum pó acumulado nas curvas da garrafa. Certamente que o carinho e boa vontade com que o meu Tio me oferece destas relíquias também aperfeiçoa o sabor já de si magnífico... pelo que dizem, claro. Infelizmene, eu beber não bebo. Mas delicio-me com as reacções dos meus amigos. Imperetrivelmente, muitas das exclamações incluem "o melhor vinho do Porto que algum vez bebi!". E eu acredito e sei que é verdade. Nem eu própria fico indiferente ao perfume que este nectar dos deuses exala.... até molho dedo em alguma pinguinha que verta fora do copinho. Afinal, todo o pedacinho deste vinho do Porto que não seja consumido, é um desperdício.

Sobra agora a garrafa vazia, ainda em cima da mesa, por entre os despojos do jantar de hoje e destes dias, envolta no quão bom foi ter toda esta gente aqui, rever todos os Amigos, partilhar todas as coisas boas e voltar 'a vida "normal" da melhor maneira... sim, porque é sempre um choque voltar a Boston, ser recebido pela neve e pelo frio, pela distância que nos separa daquele porto de abrigo onde nos recolhemos por uns dias.

E nada como o calor humano, para que tudo seja mais fácil!

1.19.2011

Pinguins



Pior do que uma tempestade de neve que deixa paredes de neve em tudo quanto é lado, é nevar o dia todo, como aconteceu ontem e depois as temperaturas subirem um ou dois graus. O suficiente para a neve passar a chuva e depois a água e a neve virarem uma mixórdia tal que há poças em todo o lado. Pior que poças, poças disfarçadas, que parecem chão com neve em cima e, vai-se a ver, quando lá pomos o pé, ficamos com água até ao tornozelo. Agua fresquinha, fresquinha, como devem imaginar.

A cereja no topo do bolo é que depois 'a noite as temperaturas descem abaixo de zero, vira tudo gelo, e depois andamos num rink de patinagem autêntico.

Atravessar a rua vira um desafio, porque ou temos água ou temos paredes de neve 'a nossa frente. Ontem tive que andar uns 100 metros (num passeio cheio de gelo) até finalmente conseguir passar para o outro lado da rua (qual chicken)... e depois andar tudo para trás de novo.

Qual chicken não... parecemos todos verdadeiros pinguins.

1.15.2011

Mãos fumegantes



Volta e meia as temperaturas descem a pico. Até -5 graus ou isso, até se suporta, mas ontem, por exemplo, os termómetros 'a noite marcavam -11 graus com sensação térmica de -17. Ninguém merece.

Juro que, de manhã, mais parece que o volante do carro está congelado. Por vezes não lhe consigo pegar com as mãos, de tão frio que está. Há dias, tentei conduzir com luvas mas, por não ser muito prático, a meio do caminho tirei-as.

Foi engraçado vê-las a fumegar. Literalmente, deitavam fumo como se deita da boca.

1.12.2011

México 2 - Custou mas chegámos

Hoje nevou como nunca antes vi... ou se vi, foi tão mauzinho que apaguei da memória e hoje foi para mim o pior nevão de sempre.

Acumularam-se, durante a noite e parte do dia, 17.5 polegadas de neve, que é o mesmo que dizer que a neve atingiu 44.5 cm de altura... quase meio metro. E' bonito? E'. Fica tudo branquinho, numa calma e num silêncio muito particulares, como se só se pudesse sussurrar para não perturbar tal placidez. As árvores, já sem folhas e só com ramos, acumulam paredes de neve sobre eles, num equilíbrio instável e delicado. Mais parecem feitas de renda. A cidade parou. As escolas não abriram, muita gente (tal como eu) não foi trabalhar. Poder-se-ia dizer que era uma cidade deserta, não fosse, aqui e ali, começarem a aparecer as pessoas quando a neve abrandou, de pás em riste, para libertarem os carros do que mais parece ser um estado de hibernação. Também eu passei mais de uma hora a tentar desenterrar o nosso carro (já que o Sr. meu marido está no bem bom no Brasil :))... e aí... a porra da neve já não tem piada nenhuma.

Enquanto me degladiava com a neve, o vento, o gelo que entra pelo espaço que a luva deixa no punho, a água fria que começa a ensopar as calças, cada vez que piso a neve em redor do carro e me afundo até ao joelho, o pingo no nariz que não consigo coçar, o gorro que insiste em tapar-me os olhos, os movimentos que não são fluídos por causa do casaco de esquimó, dei por mim a pensar no meu querido Mérrrrico e em como, há duas semanas atrás, também eu estava no bem bom, com sol e calor. E lembrei-me que tinha que actualizar o Blog.

Eis aqui então a 2a parte da saga Mexicana (que, espero, chegue ao fim.... pois a da West Coast ainda está incompleta e a de Fernando de Noronha nem sequer começou :P).

Após termos perdido um dia de viagem, chegámos a Cancun no dia 30, já perto das 14h. Optimista, pensava e dizia ao David: assim que sairmos, vamos buscar o carro que alugámos, seguimos para Tulum, devemos chegar lá perto das 16h e ainda dá para darmos um mergulhinho no mar. Parecia ser fácil, mas desde logo vi que o nosso azar ainda não tinha terminado. Chegados ao balcão da Hertz, fomos informados que, porque não tínhamos aparecido no dia anterior (dia de início da reserva), tínhamos perdido o nosso carro e agora não tinham nenhum para nos dar.

Tretas!! Após uma breve averiguação nos outros balcões, das outras companhias, percebemos que a escassez de carros se devia ao facto de, porque também havia embróglio nos vôos que saiam do México para os USA e as pessoas ficavam em terra, acabavam por não devolver os carros quando esperado e daí não havia carros para ninguém.

Agora digo isto com toda a calma mas, na altura, em que cada um começa a passar a batata para o outro, já me diziam que tinha que telefonar para a Expedia, agência nos USA através da qual fizemos a reserva. E telefonar, digo-vos, é um desafio, mesmo que se esteja no aeroporto. Telefone, ninguém tinha. OK, vamos comprar um cartão para chamadas internacionais. Espera, não temos dinheiro. Levantar dinheiro na caixa também foi engraçado, mas fez-se. Comprado o cartão e marcado o número, numa cabina, "número não reconhecido". Ai o caraças. E WiFi, há no aeroporto, para telefonar do Skpe? No, no tenemos "WiFive". Boa. Saídos do sagão, afinal já havia "wifive", no sagão. "Está en todas partes, señora". Duh!?!?! Há horas que estou a perguntar isso e ninguém me diz que há. Bem, 'bora lá usar esta "wifive". De onde é que está a vir o sinal? Ah, é dali! Comecei a andar com o computador, saindo debaixo do alpendre. Assim que saio, juro, no segundo exacto, começa a chover e a água a cair nas teclas e no monitor e... quase mandei aquela porcaria toda ao chão, pois já estava passada com tantas dificuldades, depois de horas de viagem e atrasos e muito cansaço e fome.... ah, e calor, porque vínhamos com roupa para zero graus quando lá estavam 30. Assim que arranjei um local abrigado, parou de chover... claro! O David, calmo como sempre, tentava aliviar a situação, mas eu já só amaldiçoava as férias que ainda nem tinham começado. Depois de várias tentativas com a "wifive", finalmente o skype conseguiu chamar o número desejado. Quando atenderam, era uma gravação a dizer que tinham muitas chamadas e que não atendiam ninguém. Nem é preciso descrever o desespero. Com isto, já tinha passado mais de uma hora que tínhamos chegado ao aeroporto e ainda dali não tínhamos saído.

Continuávamos na estaca zero, sem carro, sem saber como reinvidicar o que tínhamos reservado e pago e sem saber como ir para Tulum, a quase 2h de distância. Decidimos ir para o gabinete central da Hertz, noutro terminal e ver no que é que aquilo dava. Chegados lá, 40 pessoas na nossa situação: tudo 'a espera de carro. Bonito!

Os homens da Hertz já nem sabiam para onde se virar, sem carros nenhuns e com clientes a mais, cada um com a tampa a saltar mais do que o outro. Como nós, mais gente havia para ir para Tulum. Então, após uma hora 'a espera de carros que nunca apareceram, a Hertz lá organizou uma carrinha que nos levaria a todos, de graça, até ao destino e, no dia seguinte, entre as 9h e as 11h, a Hertz de Tulum ia telefonar-nos para nos dizer quando iríamos conseguir um carro (yah, amanhã, passa-se mais um dia sem carro... não vamos conseguir fazer nada, desesperava eu)... mas pronto, não havia mais nada a fazer e então lá fomos nós para Tulum, sem carro 'a vista.

Pelo caminho fomos largando os passageiros nos respectivos hóteis e nós e outro casal fomos os últimos. Pelo sim pelo não, pedimos que nos levassem ao escritório da Hertz em Tulum, só para acertar tudo e ver se havia carro ou não. Nem queríamos acreditar quando, finalmente a nossa sorte mudou e havia não 1 mas sim 2 carros lá, um para nós e outro para o casal. Perfeito!!! Finalmente alguma coisa boa. E como a gente merecia, deram-nos também um mergulho com golfinhos de graça, que era algo que eu ia fazer de qualquer das formas e que agradeci de bom agrado.

Assim, já de carrito em nossa posse (Aaaaaaaaaaleluia!!!!!) seguimos para o hotel. Agora só faltava chegarmos ao hotel e também termos perdido a nossa reserva porque não chegámos ontem, dizia eu com o meu "optimismo" amargo de tantas experiências más de uma só vez. Felizmente enganei-me e, embora já tarde, chegámos ao paraíso.

Mexico 2

Croissants



Este vídeo é fascinante! Nunca pensei ficar a vê-lo até ao fim dos seus 10 minutos mas, é tão interessante que, quando dei conta, já tinha acabado... e eu com uma vontade enorme de dar uma trinca num daqueles croissants.

Devo dizer, contudo, que depois de ver a parte do 1Kg de manteiga, nunca mais vou olhar para estes miminhos sem me vir 'a cabeça a bomba calórica que são... ou como um dia, quando fôr grande, vou querer dominar a cozinhar como este pasteleiro domina a massa :)

1.07.2011

México 1 - Parolinhos

A viagem para o México começou da pior maneira, uma vez que, dado o caos que se instalou nos aeroportos por causa do nevão que assolou a Costa Este dos EUA, os vôos estavam todos atrasados e as pessoas em terra eram mais que muitas. Assim, embora tenhamos saído no dia 29, como previsto, fizé-mo-lo para Houston, em vez de irmos directos para Cancun. México, só no dia a seguir. Por isso, perdemos um dia no Mérrrico Lindo.

Bem, mas nem tudo foi mau. Pela primeira vez na vidinha, fui sentada em 1a classe e, claro está, adorei. Parecíamos uns parolinhos, a apreciar coisas tão básicas, como sejam ter espaço para as pernas mas que, num avião, fazem toda a diferença.

As fotografias falam por si :)

Mexico 1

12.28.2010

Dentista



Para além dos meus pais e de alguns amigos, quando vou a Portugal, o meu Dentista é aquele que recebe sempre, sempre, sempre uma visita minha. Pode gabar-se de me ver mais vezes e com mais frequência do que pessoas bem mais importantes para mim mas que, por uma razão ou por outra, nem sempre consigo visitar.

Nasci com a infelicidade de ter uns dentes/gengivas péssimos, pese embora seja das pessoas mais cuidadosas e preocupada com a saúde dos mesmos. Visito o dentista pelo menos 2 ou 3 vezes por anos, uso elixir, fio dental, parta dentífrica XPTO, mas, quando a genética não está lá, não há nada mais a fazer do que tentar gerir a má sorte.

'A força de tantas desvitalizações, esse procedimento passou para mim a ser a norma. Contudo, desta vez a coisa piou mais fino e um pivot acabou por ir ao ar, deixando um novo buraco junto a um outro que já por lá se encontrava (resultado de uma extração o ano passado). Era meu desejo fazer 2 implantes, para que estes espaços fossem preenchidos mas, como um azar nunca vem só, ao que parece o meu maxilar também não tem massa óssea suficiente para os mesmos. Desta feita, por 6 meses tenho para aqui uma coisa metida na raíz (ou antes, no espaço deixado por esta) que, em princípio, vai estimular o crescimento ósseo, para que então os implantes possam ser equacionados.

E vou ficar desdentada, com este buracão aqui, Dr.? - perguntei eu já a temer que ia voltar para os EUA, qual velha desdentada. Não se preocupe, que vai ficar impecável, respondeu ele com a sua calma e optimismo característicos. Assim, não vim com um buraco enorme mas vim com um acrílico com 2 dentes... vulgo, uma bela de uma placa (ou seja, vim uma velha desdentada disfarçada).

Quem olhar para mim, nem nota e, de facto, não tenho buraco nenhum 'a mostra, mas aquela porcaria incomoda para caraças. E' certo que só passaram 24h desde que passei para o clube das placas (mas é só por 6 meses, ok?) e ainda tenho que me habituar, mas não auguro grande sucesso. Comer com aquilo, nem pensar. Parece que tenho uma montanha na boca que, volta e meia, decide deslocar-se. Para além disso, 'a volta de lá andar sempre com a língua, para me habituar ao corpo estranho que quase me sufoca e volta e meia me dá esgares de vómito, tenho bolhinhas na ponta de língua. Como se calçasse um sapato apertado e andasse com ele todo o dia.

Há também que referir que agora falo que nem uma adorável "sopinha de massa", mas cheira-me que daqui a uns dias já domino a nova técnica de palato.

Estou mortinha por Junho, para deixar de usar isto e ir pôr os implantes. Agora, o meu dentista pode-se também gabar de eu marcar viagens em função dele :)

Boston-Lisboa-Boston



Estamos acabadinhos de chegar de Portugal, onde é tudo tão bom que não há post que lhe faça jus. Foi bom. Muito, muito bom!!

Eramos para ter voltado ontem mas, graças 'a tempestade de neve por estas bandas, tivemos que ficar em terra. Bem vistas as coisas, foi a melhor coizinha que nos aconteceu. Se tivessemos vindo ontem, teríamos que parar em Ponta Delgada, já para não referir aturar os Açoreanos que por lá se apanham. Nada contra os Açoreanos, mas há uma espécie deles, Açoreanus immigrantis, que é tão bacoca que não há paciência. O avião vira uma festa de aldeia quando lá vão.

Assim, ao virmos hoje, pudemos usufruir de uma noite num hotel em Lisboa com tudo pago, tivemos direito a um vôo directo, pela SATA, excepecionalmente a voar 'a 3a feira, só para nós. Não só viemos directos como ainda cada um de nós pode vir deitado, tantos eram os lugares vazios. Nesta caso, vir em primeira classe ou não não teria feito diferença nenhuma.

Confesso que ontem ainda tememos que a coisa desse para o torto, pois se o vôo de hoje fosse também cancelado a nossa idade para o México, amanhã, estaria bastante comprometida. Já me estava a preparar para passar o dia pregadinha ao balcão da Delta, em Lisboa, a pedir 'a Sra. (ou Sr.) por todos os santinhos para nos arranjar um vôo Lisboa-Cancun, já que o de Boston-Cancun não poderia ser realizado uma vez que ainda estávamos em Portugal. Felizmente não foi preciso.

Claro que não podia tudo correr bem, bem, bem. A aterragem cá foi a pior de sempre. Eu já ia agarradinha ao saquito de plástico (para variar) e não visualizei o horror (se bem que o tivesse sentido... quase não acertava no saco) mas o David, lívido, relatou-me o que viu da janela: o quanto o avião oscilou já mesmo junto 'a pista, de tal forma que a asa, sobre a qual íamos sentados, ficou a um palmo do chão... um palmo mesmo, não é exagero. A coisa foi tão rés-vés-Campo-de-Ourique que, mesmo sem termos os Açoreanos a bordo, no fim se ouviram palmas, coisa quase inexistente nos dias que correm (excepto, claro, nos vôos que param em Ponta Delgada. Aí, é um forrobodó!). No rosto de todos (menos no meu, que estava era com cara de quem chamou o Gregório e foi poupada da bela visão) lia-se o alívio de estarmos vivinhos. Batiam palmas não pela aterragem fantástica mas por termos escapado a um senhor acidente. Enfim...

Mas a festa continuou! Quando já no táxi, a caminho de casa, parados num semáforo, eis que um carro se enfia na nossa traseira. Pumba!! Fruto não só da neve, mas também de alguma falta de travões (ou destreza, vá-se saber), uma mulherzita quis fazer amizade com o nosso motorista. Depois de um grande chinfrim (a mulherzinha devia ter ido para actriz), lá apareceu a polícia e tudo se resolveu. A nossa chegada a casa foi bem recebida... já chegava de emoções.

A ver se amanhã não continuamos a saga.

Merrrrrico Lindo!!! Aqui vamos nós, para o calor e para celebrar o início de 2011, que se avizinha próspero... depois conto :)

Bom ano para todos!

11.23.2010

Telemovelmania



A Mariana mostrou-me este vídeo e não pude deixar de escrever sobre ele e sogre algo que já sinto há muito e que vem de encontro 'a mensagem do mesmo.

Concordo que os telemóveis sao muito úteis e que é igualmente muito vantajoso poder aceder 'a internet quando se quer. Contudo, detesto, mas detesto MESMO, a maneira como, hoje em dia, o que deveria ser apenas algo útil virou um vício.

As pessoas já não sabem estar sem ser com a porcaria do telefone na mão. Parece que isso as faz sentir mais seguras. As pessoas já não conseguem estar sem olhar para o telefone a cada 30 segundos, para ver se alguma coisa mudou no Facebook, se receberam algum email ou se alguém os contactou no Skype. E' absurdo como as pessoas buscam constantemente por notícias naquele ecrazinho, que não passa de um aparelho cheio de fios e parafusos, em deterimento de as receberem pessoalmente, de as discutirem, falarem, do contacto humano, do prestar atencao 'a pessoa que está ali ao lado, de carne e osso, ao alcance, que sente, que ri, que chora, que fala.

Não!! A porcaria da maquineta e' mais importante.

Irrita-me profundamente estar num grupo de amigos e ver a atenção das pessoas desviada para o telefone. E' como se aquelas pessoas que ali estão, não tivessem qualquer valor. O telefone tem prioridade máxima. Justifica interromper tudo e mais alguma coisa. E' absurdo como, mesmo quando a ter uma conversa de 1 para 1, as pessoas abanham a cabeca como se estivessem a prestar atenção ao outro e, discretamente ou não, começam a ver se há alguma coisa no telefone.

O mais ridículo é que, se a pessoa que os contacta por telefone estivesse presente e o amigo ao lado estivesse no telefone, o que interessava era falar com o amigo do telefone. E' um vício!!

E com ele, perde-se o contacto cara a cara, nao se vê aquele pôr do sol, nao se responde ao filho que nos chama, não se da atenção 'aquele que precisa muito mais de nós do que aquela maquineta, atendem-se chamadas na casa de banho (p'l'amor de Deus. Na casa de banho?!), não se vê o carro da frente... perdeu-se totalmente a noção de privacidade, de não estar contactável.

Caramba, qual é o problema de não estar 24h, 7 dias por semana contactável?
Já houve um tempo sem telemóveis e sobrevivemos. Ninguém morre por não ter telemóvel. Antes as pessoas conseguiam combinar coisas sem ser com o "depois telefono-te". Mais ninguém se sabe organizar sem o telefone. Ainda tenho bem presente na minha mente o CAOS que foi em 1998, no fim da Expo, porque toda a gente decidiu telefonar quando chegassem, para se encontrarem, e 'a conta da sobrecraga, as ligações telefónicas eram inexistentes. E eram dezenas de pessoas perdidas, crianças a chorar, postos de achados e perdidos a abarrotar... eu, que já nem era mais voluntária naquela altura, acabei por trabalhar de novo, para ajudar. E tudo porquê, porque se deposita toda a atenção e prioridade no telefone.

Pela vossa rica saudinha, não se esqueçam que há um vida muito mais interessante e importante para lá do ecrã do telemóvel!

11.20.2010

Customized Google



Quando abro o computador, o meu Google recebe-me desta forma.
Assim, até começo o dia de bom humor!
Um dia, vou sorrir por abrir a janela... não o computador.