5.16.2011

Observações que não interessam nem ao menino Jesus



Aqui em Nova Iorque tenho mais macacos!

5.13.2011

Ondas Pendulares

E' de mim ou isto é mesmo hipnotizante?

5.10.2011

Skydiving

New England Skydiving from Ines Baptista on Vimeo.



Como referi a semana passada, na 6a feira fui experimentar Skydiving.

A coisa surpreendeu-me por três razões.

A primeira foi que, nunca, nunquinha, me senti nervosa, mesmo quando já a 14,000 pés (4,267 metros) de altitude. Juro, com os dedinhos a cruzar sobre os lábios. Até eu fiquei surpresa com tamanha reacção... ou ausência dela. Não sei se foi pela sensação de segurança (ilusória) que dá estar toda apertada e agarrada por arnezes ao instructor (boa pinta, diga-se. O Don foi o máximo, super competente e simpático), não sei se foi porque o céu estava azul e o sol brilhava, dando mesmo vontade de saltar para dentro de toda aquela Primavera, não sei se foi por estar com amigos... só sei que, nem mesmo quando a porta se abriu, senti as perninhas a tremer.

Aliás, pelo contrário. Como já referi várias vezes, sou uma enjoadinha de primeira apanha e então, ainda no avião, por ir virada para a cauda do mesmo e por causa do cheiro a gasolina lá dentro, estava era mortinha por sair de lá e apanhar ar fresco.

A segunda foi que, quando finalmente saímos do avião (com um back-flip para ser mais emocionanate e radical), não há a mínima sensação de queda ou de abismo. Julguei que ia ser como na montanha russa, em que se sente aquele vazio no estômago, ou como nos pesadelos, quando vamos a cair e não mais paramos, a menos que acordemos. Mas não! Pese embora vamos em queda livre por 1 minuto, sim, leram bem, 1 minuto (e eu que julguei que era uma coisa rápido, tipo 10 segundos), a sensação é sempre aquela de irmos a flutuar e não a cair.
Foi quase como que uma "desilusão", mas uma desilusão que mais foi uma agradável surpresa.

O vento é de uma força incrível e sustenta-nos, não havendo propriamente aceleração que propocione a sensação de queda. E isso traz-me 'a 3a supresa: NUNCA pensei que fosse possível a minha cara transforma-se numa massa de panqueca, qual gelatina, qual bandeira defraldada ao vento feroz. Ainda agora não consigo parar de rir quando vejo o filme.
E' surreal!! Até as orelhas ficam deformadas.

E, confirma-se. Tenho umas bochechas gigantes, o que ajudou 'a festa :)

Durante o salto estavam -14ºC. Muito frio segundo os instructores. Bem mais frio do que o costume, mas nem isso me impediu de ficar mesmo muito enjoada enquando caíamos (nesse aspecto, até foi bom o vento ter deformado a minha cara, porque assim não se nota o quão enjoada eu estava). Enquanto o cameraman rodopiava 'a minha volta para nos filmar e fotografar, confesso que temi que ele apanhasse um grande plano, 4D, do meu pequeno almoço. Quando o paraquedas abriu, o meu estômago ripostou e, num reflexo, fez aquele arranque de quem vai vomitar. Felizmente não saiu nada, se não tornava-me na primeira pessoa a vomitar a tamanha altura e, mais surreal ainda, conseguir vomitar em cima de alguém. Só comigo!!

Mas o enjôo passou-me quando já íamos de paraquedas (que ainda manejei) e deu para aproveitar a vista e aquele sensação de leveza, ausência de peso, de silêncio, calma.

Muito lindo!

Ao fundo, deu para ver o mar e o topo do Mount Washington, ainda coberto de neve. E' uma sensação indescritível. Lá nas alturas, veio-me 'a cabeça Milan Kundera e o título "A insustentável Leveza do Ser" adquiriu um novo significado.

A aterragem foi suave, aliás, como eu descreveria tudo até então, até mesmo a queda.

"Smooth" foi a palavra do dia pois, tal como eu, também os meus amigos estavam surpreendidos com a facilidade da coisa.

Se eu tivesse que pôr por ordem crescente de nervos e sensação de angústia, sem dúvida que Skydiving vinha primeiro, seguido de montanhas russas como o Superman ou kingda ka
e depois Bungee Jumping (que acho que é a única coisa que nunca farei na vidinha... a menos que seja concorrente do concurso Amazing Race :)).

PS - Neste outro filme, do amigaço Maurício, podem ver a minha queda de outro ângulo. Só aqui é que tive mesmo a noção de que não vamos a flutuar e que caíamos rapidamente. Continuo a achar inacreditável que não se sinta isso!

Smooth Sky Diving from Mauricio Carneiro on Vimeo.

Orquídea Surpresa II



Mais uma vez, fui recebida por uma nova orquídea ao voltar do fim de semana.

Perguntavam-me qual é o segredo para conseguir que as orquídeas floresçam: sinceramente, acho que elas são tímidas e do que precisam é de privacidade :)

5.06.2011

NYC Film Race IV



O tema foi "Roubo de Identidade" e tinham que aparecer na história "Creme de barbear" e "Olho de peixe/Peephole".
E eis que aparece o Eduardo Leal.
Para os mais curiosos ou para os que por aqui tropeçam, eis o filme: ChameLeal

ChameLeal from Extranjeros United on Vimeo.

5.05.2011

NYC Film Race III



E o filme, a bem ou a mal, ficou feito.

Pessoalmente, acho que podia ter ficado bem melhor mas... olha, não se pode ter tudo e foi o que se arranjou. Vamos lá a ver se o público gosta. Já não entramos na competição, mas estamos ainda na corrida para o Prémio da Audiência.

E hoje vai ser exibido no Big Screen, em Brooklyn. Azar dos azares, não vou poder ver a minha própria estreia no cinema, uma vez que amanhã tenho que estar na Nova Inglaterra para, finalmente, fazer este salto (lembram-se?). E' o que faz ter vidas muito ocupada :)

A partir de amanhã já posso divulgar o filme pelo que, se o pára-quedas abrir e tudo correr bem, depois venho aqui pô-lo, para além de vos contar também sobre o salto... ah, e sobre o bike new york, que foi Domingo passado mas de que também ainda não tive tempo de falar.

Como disse, vidas muito ocupadas, cof, cof!

5.03.2011

Orquídea Surpresa

Eis que, de 6a para 2a feira, sou recebida com uma orquídea ao chegar ao trabalho :)


6a feira


2a feira

5.02.2011

NYC Film Race II



Infelizmente, a prova não foi superada.

Recebemos o tema e s props que deviam aparecer no filme 'as 22h de 6a feira. Fiemos brain-storming por 1h ou 2h e ainda filmámos uma cena. Por volta das 4:30 da matina fomos-nos deitar, mas com a cabeça a fervilhar de ideias. As 3 horas de sono passaram a correr e, ainda ensonados, escrevemos o guião. Já a meio da manhã, apareceram mais membros da equipa. Filmámos mais 5 cenas. Escolhemos as músicas. Gravámos o som da narração. Seleccionámos porções do muito filme que tínhamos (pelo menos para 3 min de filme final). Estava tudo a andar bem e a tempo e horas. Tínhamos cerca de 5 horas para editar tudo e voilá. O resultado final seria maravilhoso... não fosse o suposto editor não ter comparecido.

Foi frustrante pois ali estávamos todos, com o material necessário, até mesmo com o programa de eidção, mas sem o saber usar. E, convenhamos, esta não era a melhor altura para estarmos a aprender. Com o pouco que sabíamos, ainda se tentou mas demoravam-se séculos para fazer quase nada ou chegar 'a conclusão de como é que se fazia algo. E

E o tempo passou e, chegadas as 22h de Sábado, estávamos sem filme para submeter.

Foi triste... e ficámos tristes até hoje, altura em que surgiu uma esperança. A organização concordou em dar-nos até amanhã para editarmos a coisa. Já não estraremos na competição mas, se houver filme, este será mostrado juntamente com os outros.

Como a nossa ambição nunca foi ganhar, ficaríamos felicíssimos se pudéssemos ver a nossa produção no big screen. De maneiras que, dentro de uns minutos, lá vou eu juntar-me 'a equipa para ver se desta vez é que é.

Fingers crossed :)

4.29.2011

NYC Film Race



Daqui a menos de 1 hora começa a 24 Hour NYC Film Race e eu vou participar.

Amanhã, a pouco de 1 hora de terminarmos, espero poder ainda vir aqui dizer: missão cumprida (comprida é concerteza :)).

O Casamento Real



Hoje de manhã, eu no banho, o David no quarto:

- 'mor?!
- hhmm?!
- hoje é o casamento real.
- a sério? - respondeu ele - Temos que nos apressar. Acho que estamos atrasados.

Uns minutos depois, eu a vestir-me, o David a olhar pela janela, pensativo:

- em que pensas? - pergunto, enquanto me tento equilibrar num pé, a pôr a meia no outro.

Silêncio. Alguma reflecção e uma sombra de preocupação sobre o rosto do David.

- Não sei o que é que havemos de oferecer ao Príncipe.

4.21.2011

Meu Mar



Saudades do meu mar. Do mar de Sto. André!

iDea

Faça a Apple o que fizer, invente o que inventar, quer funcione bem ou não, seja ou não a melhor opção do mercado, existe uma frebre em relação aos produtos por eles produzidos que faz com que a população responda em massa, qual rebanho, a todo e qualquer anúncio sobre um novo produto.

E é mesmo assim:

4.20.2011

Na Rockefeller



Durante o processo de orientação, informação sobre seguros de saúde, websites a utilizar, etc..., cada um de nós recebeu um iPad, para ir navegando 'a medida que as instruções nos eram dadas.

Chique!

4.18.2011



Hoje tropecei neste piano.
Simplesmente espectacular!

Despedido



Sempre usei o Skype para falar com quem está longe, para poder ouvir e ver.

De uma maneira geral a coisa funciona sempre. Contudo, de vez em quando (e geralmente quando falo com os meus pais) nem sempre a ligação era perfeita. Volta e meia lá ficava eu a ouvir os meus pais aos soluços, a imagem parada ou eles a mim. E tentávamos aproximarmos-nos do router, e tentávamos ligar o cabo directamente ao computador, e tentávamos com os dedos cruzados, e tentávamos ao pé-coxinho, e fazíamos trinta por uma linha para ver se a conversa conseguia decorrer do início ao fim sem interrupções, mas sem grande sucesso.

Por bastante tempo, estava convencida que uma das ligações não era boa e, por isso, a coisa pifava. No entanto, este fim de semana, cansados e tantas interrupções, eis que os meus pais tiveram a ideia brilhante de usarmos o Gmail em vez do Skype para prosseguirmos.

Dito e feito, a imagem ficou perfeita, o som cristalino e fluído e tudo decorreu sem interrupções até desligarmos.

Anuncio então que despedi o Skype. A partir de agora, só uso o Gmail :)

4.15.2011

Gender Cake Party

Ora aqui está algo que nunca me passaria pela cabeça mas... os Americanos são malucos e são e deles tudo se pode esperar.

Então, ao que parece, babyshowers, chás-de-bebé e festinhas para oferecer presentes ao bebé que está para vir, estão verdadeiramente fora de moda. O que está a dar agora é o que eles chamam de Gender Cake Party.

A coisa vai assim: faz-se uma ecografia e a técnica põe o resultado num envelope. Os pais dão esse envelope 'a pastelaria que vai fazer o bolo para a festa e, dependendo do sexo do bebé, esta faz o recheio cor-de-rosa ou azul, se fôr menina ou menino, respectivamente. Depois, o bolo segue para casa, sendo que este é verde para não deixar adivinhar o seu conteúdo.

No momento de partir o bolo... é a loucura!



PS - A mim pareceu-me que o pai não gostou muito do recheio do bolo. Giro, giro, era se isto desse pancadaria e o pessoal começasse a atirar bolo uns aos outros :D

4.14.2011

O meu prédio é uma pessoa - Porteiros



Como podem ver na foto que ilustra este post, existe um porteiro 'a porta do prédio que, a qualquer hora do dia ou da noite, nos abre a porta e cumprimenta. Embora não consigam ver, lá dentro tem um segundo porteiro que, tal como o primeiro, nos cumprimenta assim que nos vê e que é ainda responsável por nos comunicar caso alguém queria subir até ao nosso andar, abrir-nos a porta do ginásio, dar-nos alguma encomenda que tenha chegado, etc...

E' uma mordomia com a qual, confesso, não me importaria SE... não existisse um certo porteiro que, contrariamente aos outros, que se limitam ao "bom-dia", "boa-tarde"... vá, podem esticar-se um bocadinho e saber o nosso nome, perguntar o típico "how are you?", é um verdadeiro chato.

Quando o vemos já sabemos que vamos ficar ali meia hora no paleio. Ou porque temos correio, ou porque não temos, ou porque queremos ir ao ginásio e ele nos fala de como era no tempo dele, ou porque sou Portuguesa e o pão é bom, mas não tanto como o Italiano, e diz-se Inez, Inís ou Ains?... uma seca.

Chega ao cúmulo de nos carregar no botão do elevador para o chamar e depois nos pôr a maozinha nas costas quando entramos... E DEPOIS carregar no botão do nosso andar. Como já tem alguma idade, quando há várias pessoa dentro do elevador, volta e meia carrega nos número errados. Assim, não só ficamos presos na converseta, como depois, quando finalmente a porta se fecha e vamos em direcção a casa, temos que ir parando aqui e ali, sem que ninguém saia mas porque o homenzinho se enganou nos botões.

E nestes momentos eu penso... só em Nova Iorque!

Relâmpagos em NY

Na 3a feira, quando saímos do show do Jon Stewart, chovia a cântaros e o céu era rasgado por raios e relâmpagos. Alguém filmou:

Minha Terra



Nasci em Portugal, mais concretamente no Porto.

O Porto!!

Embora aos 10 meses tenha sido recambiada para Setúbal, onde cresci e sempre vivi até me aventurar pelo estrangeiro, mesmo sem conhecer bem a cidade, as suas ruelas e calçadas (como canta o Rui Veloso), o cheiro a Porto, a lembrança do Porto, a imagem do Porto emocionam-me e deixam-me sempre com um nó. Nem sei se na barriga, se no coração, se na garganta, mas sinto-o cá dentro, como algo meu, mui querido e único. Inexplicável. Intenso. Profundo. Absurdamente trasncendente. E' o Porto e pronto. Nada mais há a dizer.

Se isto 'a partida já parece estranho, mais estranho é que sinta exactamente o mesmo em relação 'a Cidade Maravilhosa, Cidade do Rio de Janeiro, que só vim a conhecer aos 21 anos, mais por um acaso do que intencionalmente. Talvez o que chamo de acaso tenha sido Aquela coisa mágica que sinto pelo Porto, aquele Destino a manifestar-se mas, o que é certo é que, mesmo sem conhecer bem a cidade ou de alguma vez da janela ver o "Corcovado, o Redentor, que lindo!", (como escreveu Tom Jobim), esta cidade emociona-me da mesma maneira.

Ainda me lembro da primeira vez que A vi, no avião, só para fazer uma escala no aeroporto Santos Dumont. O Cristo, de braços abertos sobre a Cidade Maravilhosa, banhada por um sol radiante. Todo aquele mar!

E chorei... como choro quando, lá de cima, avisto Lisboa!
Da mesma forma que choro ao chegar ao Porto, 'a noite. O Douro, a nebelina, a Ribeira.
Ou ao ver os socalcos do Douro, as vinhas, descendo para o Peso da Régua.
E chorei... como choro quando chego 'a Minha Terra!!!

Porque, tal como ao Porto, sinto o Rio de Janeiro como Minha Terra.

PS - Foto tirada lá em casa.

4.13.2011

O meu prédio é uma pessoa - Pet Park



Estava aqui a ver o anúncio de uma cama desdobrável (a pensar nas visitas!) que está 'a venda no prédio e, uma coisa leva 'a outra, comecei a explorar o site do prédio... e não é que eles têm uma secção chamada Pet Park, que encoraja as pessoas a pôr lá os nomes dos seus animaizinhos de estimação, descrição, raça e tal?!

O mote é "conheça os animais de estimação no seu prédio".

E' o que eu digo, esta malta é doidinha!