Amanhã, grande estreia. Estreia MUNDIAL!! Directamente de Nova Iorque, do centro da Big Apple, a grande, a única, a extraordinaria e ilustre desconhecida: INES BAPTISTA!!!
A cantar, no DeSalvio Park, no Soho, juntamente com os Suaverinos, banda 'a qual se juntou há cerca de 2 semanas, com quem teve 2 ensaios, nenhum deles digno do nome.
Banda do tipo "tudo ao molhe e fé em Deus" "estasse bem" "don't worry, be happy", com malta muito fixe, mas mais interessada no repasto que se segue aos ensaios (jantar cozinhado pelo anfitrião), bem como na passinha que por vezes por ali passa, prevê-se que vá ser um espectáculo inédito.
Parte de um mini-festival que por ali se vai realizar, os Suaverinos vão actuar 'as 18:45, um total de 3 músicas, das quais uma tem por cantora... quem mais? Moi même!!
Após anos e anos a fazer depilação com cera, chegou finalmente a vez de experimentar a mesma, mas a laser.
Devo desde já dizer que o laser foi contra muitos e bons hábitos que eu tinha, sendo difícil pactuar com a coisa logo no início, quando me disseram que, no dia da depilação, devia remover todos os pêlos... com gillette!
Com lâmina?!?!
Juro que fazê-lo foi a coisa mais anti-natural que já fiz nos últimos tempos (sim, até saltar do avião me pareceu mais normalzinho que isto), como se me obrigassem a escrever com a mão esquerda, ao fim de uma vida de destria.
Qual ralação com os pêlos ficarem mais fortes, crescerem mais rápido, parecerem uma escova assim que despontam... ah, mariquices! Toca a rapar tudo que o que se quer aqui não é a pele lizinha e sem pontinho negros. Aliás, para a depilação a laser, quanto maior o contraste de côr entre a pele e o pêlo cortado, melhor, uma vez que o laser actua na base dessa diferença. Assim que detecta um ponto preto... ZAP!!!!! Esturrica aquilo até 'a raíz.
E isso traz-me a uma outra surpresa com que este tipo de depilação me presenteou: o laser esturrica mesmo o pêlo, deixando um "agradável" odor a carne-de-porco queimada (neste caso porca). Pppf, que pivete! E, como se isso já não fosse mau, assim que acerta num pêlo, o laser queima até 'a raíz, o que significa que se sente uma coisa, que eu ainda não consegui definir se é queimar se é electrocutar, no interior da pele.
Ah, não dói!! A depilação a cera dói muito mais, nhanhanha, nhanhanha... tretas!!! Dói sim e dói que se farta. Nunca pinchei tanto nem soltei tantos guinchos numa depilação. Só mesmo a chamuça de la muerte é que conseguiu superar a marcação no "dolorirómetro". E olhem que eu até sou bastante resistente 'a dor (só a título de ilustração, quando parti o braço, no hospital julgavam que se tratava de uma caso de mãe preocupada em demasia pois, como dizia a enfermeira "oh, minha senhora, se o braço estivesse partido, a sua filha estava aí num berreiro que não se podia!"... e eu, quietinha, "sugadita", agarrada ao braço só a dizer "dói", em surdina)
Da última vez que fui ao laser (já a 2a), estava-me a doer tanto que a mulherzinha teve que tomar medidas drásticas. Vai daí, besuntou a área a depilar com gel de ecografias, pôs o ar que sopra ao mesmo tempo que o laser actua no máximo da força e do frio e pronto, só congelando a coisa é que eu deixeid e sentir as picadas do laser... mas aí, estava a morrer de dor, de tanto frio.
Presa por ter cão e presa por não ter.
O que vale é que, ao todo, a coisa nem deve durar 5 minutos, de tão rápido que é. O que não é nada rápido é os pêlos começarem a cair, como a esteticista indicou que ia acontecer. Passei a andar obcecada, a puxar os pêlos, assim que eles espretavam, a ver se caiam. E nada de cair.
Era só o que me faltava, rapar os pêlos, esturricar-me toda e agora os pêlos persistirem, pensava eu. Mas acho que era só mesmo ansiedade de querer ver o esforço recompensado. Já caiu tudo e parece-me que vamos no bom caminho.
Ando a passar por uma fase meio parva: ando com a cabeça sempre a pulular de ideias e coisas sobre as quais quero escrever aqui no blog mas, no fim, vai-se a ver, escrevo pouco ou nada.
Se calhar é o efeito Nova Iorque: há tanta coisa para fazer, que não fico ao computador. Quando tenho tempo, não escrevo porque estou cansada. Estasse mesmo a ver que o Blog está em sérios riscos de extinsão. O que me vale é que, muuuuuito de vez em quando, lá há alguém que me diz que lê o blog e aí fico mais animada para escrever... sim, que isto de escrever para o vazio (leia-se, total ausência de feedback sempre que clico em "publish post"), faz com que uma pessoa fique meio lentinha.
Como sei que, embora agora esteja cheia de boas intenções, não vou falar aqui nem de metade daquilo que queria, fica já aqui a listinha do que está para vir, quando Deus quiser :)
Relatos sobre:
- bike new york, nos 5 bairros de Nova Iorque - depilação a laser - fim de semana do memorial day, nos Adirondacks - Hike e backpacking no Grand Canyon, Arizona - concerto da Madeleine Peyroux - Summerstage, com Mart'nália, no Central Park - Corrida de Portugal, também no Central Park - Suaverinos - uma banda 'a qual me juntei e onde canto
Se tudo correr bem, hoje ainda tiro um destes items da lista... tijei!
Bem sei que ando sempre a dizer que certas coisas só acontecem em Nova Iorque, mas que hei-de fazer? E' verdade!!!
Se não, vejam só o que me aconteceu ontem.
Estava eu num restaurante com uma amiga, daqueles que têm um balcão junto 'a janela, ao qual nos sentámos, para vermos as pessoas passar enquanto jantávamos. Nisto, já no fim da nossa refeição (ainda bem), aparecem 2 miúdos, que pararam mesmo no passeio 'a nossa frente. Até chamaram a nossa atenção pelo facto de serem tão novos e estarem sozinhos, sem a supervisão de qualquer adulto.
Enquanto comentávamos sobre isso (parvas, preocupadas com e pivetes, tão "inocentes"), um deles fica parado no passeio enquanto que o outro olha desconfiadamente para os 2 lados. Percebemos imediatamente que algo ia acontecer mas, antes que qualquer uma de nós pudesse articular uma palavra, já um deles corria na nossa direcção e, num milésimo de segundo, saltou para o vidro ao mesmo tempo que baixava as calças e esparramou o rabo na janela. Tau, um mooning ali, 'a maneira, para sobremesa.
Foi tão rápido que as pessoas ao nosso lado, ao ouvirem o barulho e ao verem a nossa cara de surpresa e riso, ao mesmo tempo que os putos fugiam em alta correria rua abaixo, já só puderem adivinhar o lindo cenário que tinhamos acabado de presencear.
Corria eu por um parque em Munique quando esta música começou a tocar, escolhida ao acaso por entre a miscelânea de canções que tinha sacado do computador de um amigo. E, assim que começam as primeiras batidas, o côro e aquela voz a debitar aquelas frases e aquelas palavras, tive que parar de correr, pois o choro compulsivo não me deixava mais respirar.
Estava, na altura, numa fase muito difícil e complicada da minha vida, muito perdida, revoltada, desiludida. Tudo me levava 'as lágrimas. Como diz o Zeca Baleiro, "ando tão 'a flôr da pele, qualquer beijo de novela me faz chorar"... e esse era o mote.
Dado o meu frágil estado emocional, atribui-lhe as culpas daquele choro, perante aquela música. Concerteza, é uma fase, pensei.
Tretas!
O que é certo é que hoje, bem mais resolvida e feliz, esta música voltou a tocar, por acaso. Estava eu no laboratório, na bancada, e o iPod escolheu-a por entre tantas outras que poderiam ter calhado. E, quando ouço de novo aquele discurso, a sapiência e a profundidade daquelas palavras, dou por mim com o olhar toldado de lágrimas tal como aconteceu antes.
E ali estava eu, num cenário cómico de tão ridículo, a chorar enquanto pipetava, como se pipetar fosse doloroso ou triste ('as vezes sei que é, mas não era o caso).
O que aquela música me faz é o mesmo que me fazem fotografias antigas, do passado mais atrás, filmes da minha infância, lembranças idas... relembra-me que o tempo corre, não volta atrás. Acende a saudade.
Lembra-me de tempos que não tornam e que só existem guardados no meu coração e nos recantos da memória. E dói... faz-me sofrer. Sofro mesmo muito com a consciência do passado, da incapacidade de voltar a viver aqueles momentos, pese embora os tenha vivido em toda a sua plenitude. Mas queria mais e outra vez. Voltar a sentir aqueles cheiros, a ver os rostos sem rugas, voltar a rir-me como ri ou pura e simplesmente voltar a ser ingénua e inocente, ainda tenra, criança.
Não me importo minimamente com a idade, com o eu ficar velha. Digo sem vergonha que tenho 33 anos, que nasci em 1978. E disso eu gosto. De eu estar aqui enquanto o tempo passa. Quero morrer muito velhinha (desde que lúcida). Mas, obviamente que isso também significa que o tempo passa para os outros, para os que me são queridos e que fazem a minha vida... e é isso que me dói. E' meio ambíguo, eu sei.
O tempo passa mesmo muito rápido...
Sei que tenho é que dar graças por essas memórias tão felizes. Por ter um passado querido e revestido de boas lembranças. Bem triste é quando algumas pessoas nem querem pensar na infância, na adolescência, nos traumas. Mas... não consigo lidar com elas de outra maneira.
Chego a ter saudade do que não vivi, do que não passei, do que não presenceei. Saudades do avô que nunca conheci, da avó que me escapou por entre os dedos, da avó presente até aos meus 18 anos, do avô a quem dirijo todos os dias os meus pensamentos, o meu amor, os meus pedidos e de quem sinto saudades agudas, não só do que vivi com ele como do que seria se ainda aqui estivesse, se me visse hoje...
Todos os dias ouco o seu tão típico "Oh, Nênê!!".
E quem fala de avós fala de tudo e de todos.
O tempo passa. Ficam as memórias. E as memórias doem. Doem-me.
São poucas ou nenhumas as fotografias que tenho expostas em casa. Porque me dói olhar para elas.
Em casa dos meus pais, choro ao ver fotografias minhas e da minha irmã agarradas aos meus pais, ao lado da nossa antiga Mazda, de sorrisos no rosto, saudades dos óculos de sol verdes da minha mãe, do tanto de cabelo e do bigode farto do meu pai, do cheiro dos estofos pretos e couro do carro. Passei anos até ver a compilação que os meus pais fizeram em DVD dos filmes da nossa super 8. E, mesmo esses, só vi uma vez, sozinha, depois de muita preparação emocional e, inevitavelmente, sob um banho de lágrimas e dores no coração.
Choro agora... as memórias doem. Doem-me.
Estou por aqui a despejar o que me vai na alma, por causa desta música. Coisas minhas... não interessam a ninguém. Mas se me leram até aqui... olhem, pelo menos que a mensagem sirva para se lembrarem de usar protector solar :)
Valente patriotismo, o Escudo e a Esfera Armilar Portugueses em grande destaque, enquanto uma betoneira descarregava na Rockefeller. Somos das obras mas somo-lo em grande :)
Na creche, para evitar descriminações acho, alguns dos bonecos são "neguinhos". Aposto que também os há Asiáticos, just in case.
Num bar:
"Todas as crianças não supervisionadas receberão um café espresso e um cahorrinho de graça". Aposto que nenhum pai quer uma criança com overdose de cafeína, hiper eléctrica e, ainda por cima, com um cãozinho. Deveras eficiente :)
Não, não é um sex-toy. Eu quando olhei para isto também fiquei a pensar para que é que serviria.
Sabem quando, depois do almoço, ficamos com aquela preguicite aguda que implora por 20 minutinhos de sono (os Espanhóis é que sabem)? Quando tudo o que queremos é pousar a cabecinha por uns minutos sobre os braços e passarmos pelas brasas?
Pois voilá! Parece que mais alguém também passa por isso e inventou isto.
Se tiverem um cantinho aí no vosso espaço onde possam acomodar tal coisa, olhem... bons sonhos :)
Porque quase todos os ginásios oferecem uns quantos dias de graça para que se possam experimentar as suas aulas e instalações antes de nos afiliarmos, eu ando agora a correr os estabelecimentos aqui perto da área para ver em qual deles vou dar ao litrinho.
Uma vez que estes dias são de graça e são, ando também a bater 'a porta de ginásios nos quais sei 'a partida que não irei ficar, essencialmente porque são carérrimos. Esse é o caso, por exemplo, do Sports Club L.A., onde exercitei durante os últimos 3 dias.
Uma vez que me parti toda na 2a e na 3a feira, porque fiz logo 2 aulas seguidas em cada dia (há que aproveitar, certo?), hoje decidi experimentar a yoga, para alongar os músculos doridos. Por indicação de uma amigo que lá anda, fui experimentar a aula de um tal Amrit, Indiano de gema. O meu amigo já me tinha falado dele e do quão espectaculares eram as suas aulas... mas eu ainda não tinha percebido bem o que ele queria dizer, até hoje.
Saí de lá igualmente partida, ou até mais, do que saí dos outros 2 dias mas, mais que tudo, saí de lá deslumbrada, maravilhada, totalmente banzada. O homem é de facto um espectáulo e fez-me perceber que, embora já pratique yoga há mais de 8 anos, nunca até hoje fiz yoga a sério. Andava a brincar 'as yogas, era o que era.
O Amrit transpira yoga por todos os poros. Vê-se que, para ele, yoga deve ser o mesmo que foi para nós jogar ao berlinde ou 'as escondidas enquanto crianças. Cresceu com aquilo. A sua estatura pequenita e franzina, efeitada pelo pucho no topo da cabeça, deixam adivinhar a sua agilidade e flexibilidade. Esta é mais que confirmada quando, ainda de calças de ganga, o tipo faz para lá uma contorção e um binding que, nem mesmo quando aquecidos, mais de metade da aula não consegue fazer.
Percebendo que eu era nova na aula e da flexibilidade que possuo, por muitas vezes que veio até mim durante as poses para me corrigir e obrigar-me a chegar mais perto dos meus limites físicos. Limites esses que desconhecia mas dos quais, se não fosse ele, nunca teria tomado consciência. E que, afinal, consigo fazer. Dei por mim a fazer poses mirabolantes, a sentir os músculos esticar como até então nunca tinha sentido, até o "Corvo" eu fiz, pela primeira vez!!! E tudo isto sem ter que ir para o hospital a seguir. Embora a sala não estivesse aquecida, eu suei em bica e sinto agora o corpo dorido como nunca antes senti. Mas um dorido diferente e que sabe bem, física e espiritualmente.
Como disse, saí de lá desumbrada... totalmente apaixonada pelo homem e pela sua forma de fazer yoga. Tão deslumbrada que até comecei a considerar fazer um esforço aqui, cortar um gasto acolá, para me inscrever neste gym e poder usufruir destas aulas fantásticas!
Amigos muito, mas mesmo muito queridos, e a quem guardo naquele espacinho do coração só reservado a pessoas especiais, passam há já 3 anos por uma luta e tormenta dolorosos.
Falo do Edu e da Dani, e hoje o Edu escreveu no seu blog um post que me deixou de nó na garganta e olhos marejados de água e sal... e com mais vontade ainda de ajudar do que tenho tido até agora, como se isso fosse possível.
Dada a distância trans-Atlântica que me separa deles, vejo-me impossibilitada de responder ao repto lançado pelo Edu e correr, com ambos os braços estendidos, para a Hematologistas Associados (na rua Conde de Irajá 183, em Botafogo, fone (21) 2537-7440) para doar sangue para a Dani.
Contudo, porque sei que vários dos visitantes que aqui chegam ao Casaco Amarelo (e até alguns dos leitores assíduos, certo Juliana?) vêm/estão na Cidade Maravilhosa, queria pedir-vos que fossem, até Sábado, doar sangue, em nome de Danielli Pureza, na morada acima referida.
Já que lá não posso estar e doar, que pelo menos consiga mobilizar a solidariedade de quem por aqui passa.
Desde já, a todos os que o fizerem, o meu mais profundo agradecimento. Se não puderem contribuir, pelo menos que passem a palavra.
Como referi a semana passada, na 6a feira fui experimentar Skydiving.
A coisa surpreendeu-me por três razões.
A primeira foi que, nunca, nunquinha, me senti nervosa, mesmo quando já a 14,000 pés (4,267 metros) de altitude. Juro, com os dedinhos a cruzar sobre os lábios. Até eu fiquei surpresa com tamanha reacção... ou ausência dela. Não sei se foi pela sensação de segurança (ilusória) que dá estar toda apertada e agarrada por arnezes ao instructor (boa pinta, diga-se. O Don foi o máximo, super competente e simpático), não sei se foi porque o céu estava azul e o sol brilhava, dando mesmo vontade de saltar para dentro de toda aquela Primavera, não sei se foi por estar com amigos... só sei que, nem mesmo quando a porta se abriu, senti as perninhas a tremer.
Aliás, pelo contrário. Como já referi várias vezes, sou uma enjoadinha de primeira apanha e então, ainda no avião, por ir virada para a cauda do mesmo e por causa do cheiro a gasolina lá dentro, estava era mortinha por sair de lá e apanhar ar fresco.
A segunda foi que, quando finalmente saímos do avião (com um back-flip para ser mais emocionanate e radical), não há a mínima sensação de queda ou de abismo. Julguei que ia ser como na montanha russa, em que se sente aquele vazio no estômago, ou como nos pesadelos, quando vamos a cair e não mais paramos, a menos que acordemos. Mas não! Pese embora vamos em queda livre por 1 minuto, sim, leram bem, 1 minuto (e eu que julguei que era uma coisa rápido, tipo 10 segundos), a sensação é sempre aquela de irmos a flutuar e não a cair. Foi quase como que uma "desilusão", mas uma desilusão que mais foi uma agradável surpresa.
O vento é de uma força incrível e sustenta-nos, não havendo propriamente aceleração que propocione a sensação de queda. E isso traz-me 'a 3a supresa: NUNCA pensei que fosse possível a minha cara transforma-se numa massa de panqueca, qual gelatina, qual bandeira defraldada ao vento feroz. Ainda agora não consigo parar de rir quando vejo o filme. E' surreal!! Até as orelhas ficam deformadas.
E, confirma-se. Tenho umas bochechas gigantes, o que ajudou 'a festa :)
Durante o salto estavam -14ºC. Muito frio segundo os instructores. Bem mais frio do que o costume, mas nem isso me impediu de ficar mesmo muito enjoada enquando caíamos (nesse aspecto, até foi bom o vento ter deformado a minha cara, porque assim não se nota o quão enjoada eu estava). Enquanto o cameraman rodopiava 'a minha volta para nos filmar e fotografar, confesso que temi que ele apanhasse um grande plano, 4D, do meu pequeno almoço. Quando o paraquedas abriu, o meu estômago ripostou e, num reflexo, fez aquele arranque de quem vai vomitar. Felizmente não saiu nada, se não tornava-me na primeira pessoa a vomitar a tamanha altura e, mais surreal ainda, conseguir vomitar em cima de alguém. Só comigo!!
Mas o enjôo passou-me quando já íamos de paraquedas (que ainda manejei) e deu para aproveitar a vista e aquele sensação de leveza, ausência de peso, de silêncio, calma.
Muito lindo!
Ao fundo, deu para ver o mar e o topo do Mount Washington, ainda coberto de neve. E' uma sensação indescritível. Lá nas alturas, veio-me 'a cabeça Milan Kundera e o título "A insustentável Leveza do Ser" adquiriu um novo significado.
A aterragem foi suave, aliás, como eu descreveria tudo até então, até mesmo a queda.
"Smooth" foi a palavra do dia pois, tal como eu, também os meus amigos estavam surpreendidos com a facilidade da coisa.
Se eu tivesse que pôr por ordem crescente de nervos e sensação de angústia, sem dúvida que Skydiving vinha primeiro, seguido de montanhas russas como o Superman ou kingda ka e depois Bungee Jumping (que acho que é a única coisa que nunca farei na vidinha... a menos que seja concorrente do concurso Amazing Race :)).
PS - Neste outro filme, do amigaço Maurício, podem ver a minha queda de outro ângulo. Só aqui é que tive mesmo a noção de que não vamos a flutuar e que caíamos rapidamente. Continuo a achar inacreditável que não se sinta isso!
Mais uma vez, fui recebida por uma nova orquídea ao voltar do fim de semana.
Perguntavam-me qual é o segredo para conseguir que as orquídeas floresçam: sinceramente, acho que elas são tímidas e do que precisam é de privacidade :)
O tema foi "Roubo de Identidade" e tinham que aparecer na história "Creme de barbear" e "Olho de peixe/Peephole". E eis que aparece o Eduardo Leal. Para os mais curiosos ou para os que por aqui tropeçam, eis o filme: ChameLeal
Pessoalmente, acho que podia ter ficado bem melhor mas... olha, não se pode ter tudo e foi o que se arranjou. Vamos lá a ver se o público gosta. Já não entramos na competição, mas estamos ainda na corrida para o Prémio da Audiência.
E hoje vai ser exibido no Big Screen, em Brooklyn. Azar dos azares, não vou poder ver a minha própria estreia no cinema, uma vez que amanhã tenho que estar na Nova Inglaterra para, finalmente, fazer este salto (lembram-se?). E' o que faz ter vidas muito ocupada :)
A partir de amanhã já posso divulgar o filme pelo que, se o pára-quedas abrir e tudo correr bem, depois venho aqui pô-lo, para além de vos contar também sobre o salto... ah, e sobre o bike new york, que foi Domingo passado mas de que também ainda não tive tempo de falar.
Recebemos o tema e s props que deviam aparecer no filme 'as 22h de 6a feira. Fiemos brain-storming por 1h ou 2h e ainda filmámos uma cena. Por volta das 4:30 da matina fomos-nos deitar, mas com a cabeça a fervilhar de ideias. As 3 horas de sono passaram a correr e, ainda ensonados, escrevemos o guião. Já a meio da manhã, apareceram mais membros da equipa. Filmámos mais 5 cenas. Escolhemos as músicas. Gravámos o som da narração. Seleccionámos porções do muito filme que tínhamos (pelo menos para 3 min de filme final). Estava tudo a andar bem e a tempo e horas. Tínhamos cerca de 5 horas para editar tudo e voilá. O resultado final seria maravilhoso... não fosse o suposto editor não ter comparecido.
Foi frustrante pois ali estávamos todos, com o material necessário, até mesmo com o programa de eidção, mas sem o saber usar. E, convenhamos, esta não era a melhor altura para estarmos a aprender. Com o pouco que sabíamos, ainda se tentou mas demoravam-se séculos para fazer quase nada ou chegar 'a conclusão de como é que se fazia algo. E
E o tempo passou e, chegadas as 22h de Sábado, estávamos sem filme para submeter.
Foi triste... e ficámos tristes até hoje, altura em que surgiu uma esperança. A organização concordou em dar-nos até amanhã para editarmos a coisa. Já não estraremos na competição mas, se houver filme, este será mostrado juntamente com os outros.
Como a nossa ambição nunca foi ganhar, ficaríamos felicíssimos se pudéssemos ver a nossa produção no big screen. De maneiras que, dentro de uns minutos, lá vou eu juntar-me 'a equipa para ver se desta vez é que é.