4.18.2011

Despedido



Sempre usei o Skype para falar com quem está longe, para poder ouvir e ver.

De uma maneira geral a coisa funciona sempre. Contudo, de vez em quando (e geralmente quando falo com os meus pais) nem sempre a ligação era perfeita. Volta e meia lá ficava eu a ouvir os meus pais aos soluços, a imagem parada ou eles a mim. E tentávamos aproximarmos-nos do router, e tentávamos ligar o cabo directamente ao computador, e tentávamos com os dedos cruzados, e tentávamos ao pé-coxinho, e fazíamos trinta por uma linha para ver se a conversa conseguia decorrer do início ao fim sem interrupções, mas sem grande sucesso.

Por bastante tempo, estava convencida que uma das ligações não era boa e, por isso, a coisa pifava. No entanto, este fim de semana, cansados e tantas interrupções, eis que os meus pais tiveram a ideia brilhante de usarmos o Gmail em vez do Skype para prosseguirmos.

Dito e feito, a imagem ficou perfeita, o som cristalino e fluído e tudo decorreu sem interrupções até desligarmos.

Anuncio então que despedi o Skype. A partir de agora, só uso o Gmail :)

4.15.2011

Gender Cake Party

Ora aqui está algo que nunca me passaria pela cabeça mas... os Americanos são malucos e são e deles tudo se pode esperar.

Então, ao que parece, babyshowers, chás-de-bebé e festinhas para oferecer presentes ao bebé que está para vir, estão verdadeiramente fora de moda. O que está a dar agora é o que eles chamam de Gender Cake Party.

A coisa vai assim: faz-se uma ecografia e a técnica põe o resultado num envelope. Os pais dão esse envelope 'a pastelaria que vai fazer o bolo para a festa e, dependendo do sexo do bebé, esta faz o recheio cor-de-rosa ou azul, se fôr menina ou menino, respectivamente. Depois, o bolo segue para casa, sendo que este é verde para não deixar adivinhar o seu conteúdo.

No momento de partir o bolo... é a loucura!



PS - A mim pareceu-me que o pai não gostou muito do recheio do bolo. Giro, giro, era se isto desse pancadaria e o pessoal começasse a atirar bolo uns aos outros :D

4.14.2011

O meu prédio é uma pessoa - Porteiros



Como podem ver na foto que ilustra este post, existe um porteiro 'a porta do prédio que, a qualquer hora do dia ou da noite, nos abre a porta e cumprimenta. Embora não consigam ver, lá dentro tem um segundo porteiro que, tal como o primeiro, nos cumprimenta assim que nos vê e que é ainda responsável por nos comunicar caso alguém queria subir até ao nosso andar, abrir-nos a porta do ginásio, dar-nos alguma encomenda que tenha chegado, etc...

E' uma mordomia com a qual, confesso, não me importaria SE... não existisse um certo porteiro que, contrariamente aos outros, que se limitam ao "bom-dia", "boa-tarde"... vá, podem esticar-se um bocadinho e saber o nosso nome, perguntar o típico "how are you?", é um verdadeiro chato.

Quando o vemos já sabemos que vamos ficar ali meia hora no paleio. Ou porque temos correio, ou porque não temos, ou porque queremos ir ao ginásio e ele nos fala de como era no tempo dele, ou porque sou Portuguesa e o pão é bom, mas não tanto como o Italiano, e diz-se Inez, Inís ou Ains?... uma seca.

Chega ao cúmulo de nos carregar no botão do elevador para o chamar e depois nos pôr a maozinha nas costas quando entramos... E DEPOIS carregar no botão do nosso andar. Como já tem alguma idade, quando há várias pessoa dentro do elevador, volta e meia carrega nos número errados. Assim, não só ficamos presos na converseta, como depois, quando finalmente a porta se fecha e vamos em direcção a casa, temos que ir parando aqui e ali, sem que ninguém saia mas porque o homenzinho se enganou nos botões.

E nestes momentos eu penso... só em Nova Iorque!

Relâmpagos em NY

Na 3a feira, quando saímos do show do Jon Stewart, chovia a cântaros e o céu era rasgado por raios e relâmpagos. Alguém filmou:

Minha Terra



Nasci em Portugal, mais concretamente no Porto.

O Porto!!

Embora aos 10 meses tenha sido recambiada para Setúbal, onde cresci e sempre vivi até me aventurar pelo estrangeiro, mesmo sem conhecer bem a cidade, as suas ruelas e calçadas (como canta o Rui Veloso), o cheiro a Porto, a lembrança do Porto, a imagem do Porto emocionam-me e deixam-me sempre com um nó. Nem sei se na barriga, se no coração, se na garganta, mas sinto-o cá dentro, como algo meu, mui querido e único. Inexplicável. Intenso. Profundo. Absurdamente trasncendente. E' o Porto e pronto. Nada mais há a dizer.

Se isto 'a partida já parece estranho, mais estranho é que sinta exactamente o mesmo em relação 'a Cidade Maravilhosa, Cidade do Rio de Janeiro, que só vim a conhecer aos 21 anos, mais por um acaso do que intencionalmente. Talvez o que chamo de acaso tenha sido Aquela coisa mágica que sinto pelo Porto, aquele Destino a manifestar-se mas, o que é certo é que, mesmo sem conhecer bem a cidade ou de alguma vez da janela ver o "Corcovado, o Redentor, que lindo!", (como escreveu Tom Jobim), esta cidade emociona-me da mesma maneira.

Ainda me lembro da primeira vez que A vi, no avião, só para fazer uma escala no aeroporto Santos Dumont. O Cristo, de braços abertos sobre a Cidade Maravilhosa, banhada por um sol radiante. Todo aquele mar!

E chorei... como choro quando, lá de cima, avisto Lisboa!
Da mesma forma que choro ao chegar ao Porto, 'a noite. O Douro, a nebelina, a Ribeira.
Ou ao ver os socalcos do Douro, as vinhas, descendo para o Peso da Régua.
E chorei... como choro quando chego 'a Minha Terra!!!

Porque, tal como ao Porto, sinto o Rio de Janeiro como Minha Terra.

PS - Foto tirada lá em casa.

4.13.2011

O meu prédio é uma pessoa - Pet Park



Estava aqui a ver o anúncio de uma cama desdobrável (a pensar nas visitas!) que está 'a venda no prédio e, uma coisa leva 'a outra, comecei a explorar o site do prédio... e não é que eles têm uma secção chamada Pet Park, que encoraja as pessoas a pôr lá os nomes dos seus animaizinhos de estimação, descrição, raça e tal?!

O mote é "conheça os animais de estimação no seu prédio".

E' o que eu digo, esta malta é doidinha!

1st impression: I am deaf!



Ontem fui assistir 'a gravação do Daily Show, com o Jon Stewart.

Curiosamente, não foi com ele (o Jon) que fiquei surpreendida, não foi com o estúdio, não foi com o Deval Patrick (convidado), não foi com nada disso. Nesse quesito, tudo foi como esperado. O Jon é super cómico e inteligente e, embora leia as coisas no teleponto, tem uma capacidade de improvisação extraordinária. O estúdio, é cheio de luzes e câmeras e pessoal, como esperado. O Deval Patrick foi simpático, como até então me tinha parecido.

Agora, o que me surpreendeu MESMO, foi a barulheira que aquela gravação é. A música para entusiasmar a plateia está altíssima e o pessoal berra, grita e aplaude ainda mais alto.

Saí de lá surda!

4.08.2011

O meu prédio é uma pessoa - Porco Vietnamita II



Lembram-se da história do porco?

Pois é, por muito engraçada que a história fosse, aquilo pareceu-me algo surreal e, o facto de ter saído logo no dia das mentiras, aumentou as suspeitas. O post fez sucesso entre os meus amigos mas quanto mais comentávamos sobre o desgraçado do porco, mais chegávamos 'a conclusão que aquilo não podia ser verdade. Que devia haver ali algo. Mas depois, em contrapartida, também pensávamos: mas que graça tem pregar uma partida da qual não se pode ver o resultado?

Então, tivemos a ideia brilhante. E se respondessemos ao email? Sim, pergunta de que tamanho é o porco, se cabe no forno? Pois, a Páscoa está tão próxima que, se o deixarmos crescer mais um pouco, é um belo substituto para o cabrito. Afinal, $485 nem é assim tão caro, tendo em conta que lucramos 10kg por semana. Ah, e não te esqueças de perguntar se os sacos são especiais porque também são fraldas?

E já estão a ver que o porco deu pano para mangas e nos rimos muito 'a custa da história.

No fim, mandei um email singelo, só a perguntar "já venderam o porco"?
Há 2 dias recebi a resposta: "não, comêmo-lo ;)"... com essa carinha no fim.

Embora não seja 100% de confirmação, acho que sim, que se tratou de uma partida de 1 de Abril. Pelo sim pelo não, respondi: "oh, que pena. Era isso mesmo que eu queria fazer também".

Até agora... a história ficou-se por aqui.

O meu prédio é uma pessoa - Flores



Eu cá acho que o meu prédio é uma pessoa sim, mas não uma pessoa qualquer.
E' uma bela de uma gaja, daquelas meio carpichosas.

Cheira-me que se deve ter chateado com alguém e que esse alguém se anda a tentar redimir. Então, é ver flores e vasos de plantas a chegarem todos os dias, 'as dezenas, entregues religiosamente todas as manhãs, desde que a Primavera começou (onde quer que ela esteja, pois eu ainda não dei por ela). Há flores nos jarrões da entrada, há flores nos canteiros que ladeiam os prédio, há flores a ser plantadas no parque, juntamente com outras platas e arbustos. Flores por todo o lado.

Resmas de homens de joelhos na terra, mãos sujas, fatos de macaco. Há mais jardineiros do que jardim, parece-me. Os homens estão doidos! Mas, mesmo assim, parece que nunca chega e no dia seguinte chegam mais.

E' ou não é uma gaja? Daquelas castigadoras? :)

4.07.2011

NY - Cabeleireiro



Hoje fui ai cabeleireiro.

Chegada lá, pediram-me para esperar. Na entrada, uns sofazinhos, uma mezinha com bolinhos e chazinho, umas revistas... até aí tudo normal. Passado um bocado, vem a rapariga chamar-me. Julgava que já ia lavar a cabeça ou qualquer coisa assim, mas não. Enganei-me.

A miúda veio-me chamar para um tour ao salão, desde o hall de entrada até 'a casa de banho, passando por uma parede branca, vazia, só com uns pregos, onde, segundo ela me informou, expõem quadros de artistas (ao que parece o artista da semana levou os quadros ontem).

Mais parecia que me queria vender o salão. E, pelo que vi, toda a cliente que lá chega, tem direito a nova corrida, nova viagem.

Muito estranho, mas... ok, pode ser... quando em Nova Iorque....

4.05.2011

Nespresso



No novo lab, um corredor separa a minha bancada da sala de conferências. Na sala, 'a disposição de quem quiser, uma Nespresso e uma pilha de caixas de cápsulas, com todos os sabores... é 'a escolha.

Volta e meia, chega-me aquele cheirinho a café, quentinho, acabadinho de sair. Virando um pouco a cabeça, consigo vislumbrar a espuma cremosa, caramelo.

Que inveja! Como eu gostava de gostar de café!

4.01.2011

O meu prédio é uma pessoa - Porco Vietnamita



Como referi aqui, o meu prédio mais parece uma pessoa do que outra coisa. Como há já várias coisas acerca do dito sobre as quais quero escrever, inicio agora a rubrica "O meu prédio é uma pessoa", porque cheira-me que isto vai dar pano para mangas.

A título de exemplo, segue a pérola de email que recebi hoje de manhã, na sessão de classificados, onde a comunidade (pessoas que moram no complexo) escreve sobre coisas que estão a vender, sobre serviços que estão 'a procura, etc...

Olhem só se não é de rir:

"Category - Housing
Item - Vietnamese Pig
Description -

Hi all,
I recently bought a vietnamese pig (also known as mini pig, or teacup pig).
His name is Silvio, and is a great pet, very smart and love to gather with people..
The problem is that is growing excessively, 100 pounds in 2 weeks, and I suspect is not a mini size pig but a regular one.
My studio is too small for him.
Do you want him?
I will give it away only to someone who owns at least a one bedroom apartment.
I paid 500 dollars and ask for 485 (pig + special plastic bags..)"


Primeiro, a categoria é Housing, o que me dá logo vontade de rir, pois do que ele está 'a procura é de uma quinta ou de um curral.

Depois, o óbvio: o gajo compra um porco a julgar que vai ser um mini-pig e o bicho vai de lhe crescer 25 kilos por semana. Mas ele ainda não tem a certeza se é um teacup pig ou não... só suspeita. Ou as chávenas de chá (teacup) no Vietnam são gigantes ou este gajo é cegueta... não, é mesmo parvo. E, ainda por cima, descreve o porco como um "great pet". E' um animal de estimação tão "great" que o gajo o quer despachar... arrã. A adivinhar pelo post, ele deve viver num estúdio. Deve ser um excelente pet, especialmente na rapidez com que deixa o espaço todo numa pocilga, literalmente.

Só de imaginar a cena num dos apartamentos daqui já me parto a rir. Está bem que os apartamentos são enormes para os standards the Manhattan mas daí até albergar um porco com mais de 50kg vai um grande passo.

Agora, o que eu acho que a cereja no topo do bolo é ele julgar que alguém está disposto a dar 485$ por um porco gigante, ainda mais em Nova Iorque, onde 'as vezes nem espaço para as pessoas há. Ah, e o pormenor dos sacos plásticos especiais. O gajo de certeza que está num aperto dos grandes, se calhar até a ter que partilhar a cama com o suíno e, mesmo assim, o espírito Asiático (desculpem se soa preconceituoso mas, é um facto) fá-lo não abrir mão de nada... ou antes, faz o "grande" facor de descontar $15 e ainda dar uns sacos especiais (o que quer que seja que os sacos possam ter de especial).

Amigo... nem dado!! :P

3.31.2011

Gadgets






Desde Domingo passado até ontem que se verificaram os dias mais geeks de que tenho memória. Assim, sem mais nem menos, adquiri, não uma, não duas mas sim três, leram vem, três, gadgets/maquinetas/brinquedos/coisas-para-me-manter-entretida-e-distraída-em-vez-de-estar-na bancada-do-lab-como-devia-estar-agora :)

Quer por razões pessoais quer por razões profissionais, eis que agora tenho um iPod nano (tão "crido" e fofinho, laranjinha, já que não havia amarelo), um sistema Wii (já com 2 comandos e com um braço 'a banda de andar a jogar 'aquilo. E' a loucura) e um laptop Macbook Pro (acho que conseguem perceber logo quais os pessoas e profissionais).

Há dias passei horas a encher o iPod com música, a criar pastas (eu e a organização), dar nomes 'as playlists... quando vi, já passava da 1 da matina e eu ainda 'a voltas com aquilo. Ontem, depois do cinema e da saga até Queens, ainda me pus a instalar coisas no computador... vai-se a ver, 2:30 da manhã.

Com o Wii (ainda) não fiquei até tão tarde mas divirto-me 'a brava a criar personagens para aquilo. E' mesmo 'a gaja.

Hoje, em vez de estar na bancada, como devia, ando a sincronizar o meu computador "velhinho" com o novo, a instalar mais umas coisas, a escolher a bolsa para o bichinho (gaja, gaja), a escolher o desktop, o screensaver... coisas muito úteis como vêem, e que não podem esperar. Máxima urgência.

A ver a que horas me deito hoje... estas gadgets andam a dar cabo de mim, mas gosto tanto tanto delas!!!! :D

NY details



- Um dos paparazzi era um chinoca minorca, caga tacos, anão, perna curta e rente ao chão. Munido da sua potentíssima máquina fotográfica, com uma objectiva quase do tamanho dele e capaz de o derrubar caso se distraísse e desequilibrasse, fazia também parte do seu equipamento um banquinho desdobrável. Transportava-o para aqui e para ali com imensa destreza e era em cima dele que se punha por forma a conseguir elevar-se sobre as cabeças dos seus rivais.

- Após ter visto a Liv e o Kevin (cá para os amigos), uma rapariga (e tantos outros) agarrou-se logo ao telemóvel, através do qual, excitadíssima, relatava a quem a ouvia do outro lado: ela é super alta e está mesmo aqui, a 2 metros de mim. Oh my God!! Oh my God!!

- Quando saímos do cinema, eu e a J. metemos-nos no F-Train e seguimos em direcção 'a rua 63 (julgávamos nós), em amena cavaqueira. A determinada altura, o caminho pareceu-nos algo longo, os nomes das estações pouco familiares. Até as pessoas no metro eram diferentes.

Mas espera, estamos no F? Sim, confirma-se. Hhhmm, mas onde é que estamos? Com a conversa não ouvimos os anúncios do motorista que avisam da mudança de trajecto (mesmo que tivessemos ouvido, não tínhamos percebido nada porque toda a gente sabe que estes altifalantes dos lugares públicos só estão autorizados a emitir sons fanhosos e inintelegíveis) e, quando demos conta, já estávamos a atravessar o rio para Queens.

Bonito!! E nós com tanta vontadinha de chegar a casa, com sono e cansadas (diga-se que o sono foi especialmente induzido pelo filme Francês que fomos ver, "Certified Copy"... Francês e está tudo dito). Decidimos sair na próxima estação, e inverter a nossa direcção. O plano era bom mas, devido 'as obras e sei lá que mais, os metros não corriam na direcção oposta. Tivemos que esperar de novo pelo metro que tínhamos acabado de abandonar e mais 'a frente saímos novamente, para inverter a direcção... e mais uma vez essa opção foi-nos negada. Parecia um daqueles pesadelos em que estamos num labirinto e não conseguimos sair.

Eu quero ir para Manhattan!!!!! (até me lembrei da Samantha, no Sex and the City).

E lá entrámos nós de novo no metro, para nos enfiarmos ainda mais em Queens e tentarmos chegar 'a única estação que permitia o retorno 'a "civilização".

O que vale é que nos deu para a parvoíce (mais a mim do que 'a J., mas depois acabou por entrar na onda). Dizia eu, armada em snob: que coisa?! Nós, meninas do Upper East Side, chiques, divas, aqui, a caminho de Queens... mas pronto, não te apoquentes J. Temos que ser uns para os outros e fica-nos sempre bem interagirmos com as minorias! (aqui, como a J. tão bem disse, eu parecia a irmã do Michael Bluth, do "Arrested Development"... bacoca, bacoquinha, burra, burrinha). E ríamos, pronto. Ao menos isso.
Sempre é mais giro andar "perdida" no metro acompanhada do que sozinha, como me aconteceu aqui... esta cena é meio parecida :)

** Fragmento do "Casaco Amarelo em NY"

"(...) Hoje queria ir igualmente nadar mais um pouco mas, os planos foram todos por água abaixo... ou antes, ficaram sem água! Queria comprar bilhetes para um espectáculo da Broadway e, para tal, caminhei até Washington Square, onde se encontra o polo principal da NYU e também a central de bilhetes, onde há descontos para estudantes (só mesmo nessas circunstâncias é que posso adquirir ingressos para tal evento). Chegada lá, bati com o nariz na porta. A bilheteira só abria às 12:30 e eu não podia esperar porque tinha embriões a crescer. Assim, voltei para o lab e decidi comprar os bilhetes da parte da tarde. Planeei ir lá às 17:30 para regressar por voltas das 18:30, o que ainda me dava tempo para ir nadar dessa hora até às 20h. Qual quê... o plano até era bom e exequível mas, a totoinha da Inês pura e simplesmente "perdeu-se" no metro. O que se passou foi que na linha que eu queria passam 4 metros, uns que param em todas as estações e outros que vão directos a paragens mais longínquas. De início apanhei um destes e vi a paragem que eu queria passar-me à frente. Assim que pude, saí e tentei parar na estação que queria no regresso. Parecia um filme cómico... mais uma vez, meti-me num metro que me permitiu uma vista previlegiada da dita plataforma, mas sem parar lá. Voltei, então, ao ponto de partida. Dou nova olhada ao mapa, excluo o metro W (que era no qual eu tinha feito esta primeira tour) e vai de decidir que o que eu queria era o N, Downtown. Espero na linha correspondente, vem o metro e entro, toda contente. Pois, pois... vai de ver outra vez a "8th street" (paragem que eu queria) a passar à minha frente e népias de conseguir lá chegar. Acontece que na mesma linha que o N corre o Q e eu não reparei que estava a entrar neste último. No regresso, nova tentativa para ficar na 8th street, novo falhanço... e vão duas viagens no carrocel. Finalmente, à 3ª, consigo sair na 8th street. É o que faz não estar habituada a metros com 4 linhas! Bem, lá vou eu toda lampeira à central de bilhetes e, qual não é a desilusão, após este esforço Herculeo, quando me dizem que os bilhetes já esgotaram. É preciso ter azar... começaram a ser vendidos hoje! Claro está que a ida à piscina ficou sem efeito uma vez que perdi uma hora a "passear" de metro. Mas, durante as 5 viagens que fiz, até deu para observar pessoa bastante curiosas. Uma, em particular, chamou-me a atenção pelo ar mórbido. Era uma moça, de aproximadamente 25 anos, muito branca. Os olhos eram azuis muito claros e, pos ser tão branca, as veias transpareciam um tom igualmente azulado. O cabelo era preto azeviche, com reflexos roxos, sendo também roxos o camiseiro e a mala, que se destacavam na idumentária totalmente negra. Está-se mesmo a ver o que ela me lembrou... um belo de um vampiro. "Será?". Bem, em NY tudo é possível... porque não? (já sei, já sei... filmes a mais!). Esqueci-me de ver como eram os dentes mas ela não estava com cara de bons amigos e, portanto, não os mostrou!
Bem, não consegui exercitar a nadar mas bem que o fiz a andar, a subir e descer escadas. Pode ser que amanhã lá consiga ir, está-me mesmo a apetecer. Não sei é se depois desta noitada terei energias... são agora 5:30 da manhã. Os embriões esperam-me..."

Kevin Bacon e Liv Tyler





E eis que se deu o meu primeiro encontro imediato com famosos 'a séria aqui em NY.

Ontem, fui até Washington Square, para ir ao cinema com amigas.
Cheguei lá mais cedo do que o previsto.

Logo 'a saída do metro, que fica logo ao lado do IFC, uma confusão de gente. Pensei até que já nem desse para comprar bilhetes, pese embora a minha chegada adiantada. Montes de paparazzis, flashes, câmeras. Não conseguia vislumbrar o porquê de tanto furor mas, depois de perguntar a um dos fotógrafos, que nem sequer desviou o olhar para me responder (não fosse ele perder algo importante), percebi que eram o Kevin Bacon e a Liv Tyler que ali estavam.

Cá fora não os vi mas, assim que entraram, os paparazzi bazaram, ficaram só as pessoas que iam para o cinema (afinal, havia bilhetes ao pontapé) e, lá dentro, vi-os no hall, onde ficaram ainda a conversar.

Ela, tem a cara de anjo, linda, que lhe é característica, é altíssima (mais uns saltos finíssimos de 20cm) e escanzelada... cheirou-me a anorexia. Ele, mais baixinho e magrinho do que o imaginava, também a dar para o escanzeladote.

Lá dentro, eram só mais 2 pessoas. Ela até se virou para o rapaz do cinema e perguntou: "where's the bathroom?". Tal como nós, comuns mortais, também faz xi-xi :)

Podia ter falado com eles, tirado fotografias mas, parva como sou, não tinha a máquina comigo. Já devia saber que, em NY, isso passa a ser um acessório tão essencial, quanto a carteira ou as chaves de casa porque, quando menos se espera, algo digno de registo pode acontecer.

3.29.2011

Custo de vida



Ontem comprei algo na Amazon e, no fim, quando chega a parte de saber quanto nos vai custar a brincadeira, vejo que, por estar em NY e enviar o pedido para lá, pago um imposto que não pagava em Massachusetts. Até na Internet NY é mais caro, caramba!

Pelo sim, pelo não, ainda envio tudo para Massachusetts, já que, durante 1 ano, os correios fazem o favor de reencaminhar a correspondência... de graça ;)

Esquecimento



Estou mortinha, mas mesmo mortinha, por que chegue Agosto e resolva de uma vez por todas esta história da placa. Normalmente as pessoas esquecem-se das chaves, da carteira, do guarda-chuva... eu esqueço-me dos dentes.
Isto não é normal!

3.27.2011

Telefone: o trauma/prova superada... para nada



Embora não tenha quaisquer problemas com idade e fale dela abertamente, até há bem pouco tempo fazer anos era um pesadelo para mim. Isto porque mexia com um trauma que eu sempre tive com telefones... e toda a gente sabe que no dia de anos se recebe montes de telefonemas. Bem, pelo menos mais do que o normal.

Vá-se lá saber porquê, falar ao telefone deixava-me nervosa, ansiosa e com as mãos a transpirar. Ficava sempre tão preocupada com a possibilidade de um daqueles silêncios desconfortáveis, em que ninguém diz nada, que quase nem prestava atenção no que me estavam a dizer e passava aqueles segundos a pensar no que ia dizer a seguir. E, claro está, que isto tornava a conversação ainda mais difícil e a probabilidade de eu dizer algo completamente parvo e descabido aumentava exponencialmente... que era outra coisa que me deixava nervosa. Afinal, ninguém gosta de fazer figura de urso e, acreditem, ao telefone eu transformava-me numa completa ursa.

Até hoje estou para perceber porque é que isto acontecia, até porque ao vivo até sou normaleca, acho... converso e tal mas, ao telefone... pronto, empancava.

Curiosamente, com o passar dos anos e, espero, ao tornar-me mais madura, este desconforto foi-se desvanecendo e, pese embora não seja a coisa que eu mais gosto de fazer, falar ao telefone tornou-se algo normal e com a qual nem me importo. Obvio que o estar longe ajudou e acredito também que parte da superação está relacionada com o facto de, aqui nos EUA, se resolverem montes de coisas pelo telefone... assim, tive que me adaptar e habituar.

Ironia das ironias, com o passar dos anos, não só eu amadureci, espero, como os meios de comunicação também evoluiram e, hoje em dia, que já posso perfeitamente receber todas as chamadas do mundo, as pessoas agora despejam "Parabéns" no Facebook ou por email e o assunto fica resolvido. Recebem-se aquelas palavrinhas, sabe-se que a pessoa se lembrou de nós, nos quer bem e dispensa-se a conversar "forçada".

Parece-me que a minha emancipação telefónica veio tarde e a más horas pois hoje em dia falar ao telefone tornou-se obsoleto. A pessoas preferem mil vezes mandar mensagens de texto, escrever um email ou algo no Facebook. Tudo menos contactar a pessoa directamente.

Nada contra... só tenho pena de agora, que consigo, não poder pôr o meu ex-medinho 'a prova :)

33... diga lá outra vez?!



Fazem hoje 33 anos que os meus pais se tornaram pais pela primeira vez.

Mais do que as felicitações que surgem no dia de hoje por causa do meu aniversário, penso que os que devem ser verdadeiramente felicitados são eles, os meus pais, que desde aquele momento em que os meus pulmões se encheram de ar, embaracaram numa aventura que, até hoje, têm cumprido de forma exímia e exemplar.... e na qual ainda me surpreendem, conseguindo superar-se quando já pensava que o tinham feito anteriormente.

Mais que parabéns para mim, parabéns para vocês!! :)

3.25.2011

Alguém me sabe explicar?



Eu cá acho que o meu Mac anda deprimido. O raio do computador parece uma criança mimada, sempre a precisar de atenção e que lhe pegue ao colo, literalmente. Deve ser da nova casa pois, desde que aqui chegámos, que se recusa a dar música pelo Airtunes, a menos que esteja bem sentadinho nas minhas pernas. Assim que toca no sofá, pronto, pára. Pego nele, volta a tocar imediatamente. Se estiver em cima da mesa também funcemina mas em cima do sofá é que não, nem pensar. E o sofá nem é dos piorzinhos... de pele e tal, mas pronto, o computador recusa-se. Esquisitinho o bicho, hein?!

3.22.2011

Famosos

Isto há dias em que uma pessoa até se sente importante. Na 2a feira, abro o Público Online e vejo uma reportagem sobre um amigo meu. Depois, recebo o vídeo sobre uma nova cantora Portuguesa e, qual não é o meu espanto quando, ao olhar para ela, a reconheci imediatamente. Também a conhecia!

Está visto que, se em Nova Iorque não és famoso, pelo menos conheces famosos :)

Fica aqui o vídeo da Luísa, porque já agora também a podem ficar a conhecer. Um misto, pareceu-me, de Norah Jones, Madeleine Peyroux e mais alguma coisinha... bem bom!!

3.18.2011

Gelado Dove



Eu cá acho que me foi rogada uma praga ou qualquer mau olhado no que toca a gelados. Eu nem sou daquelas pessoas loucas por gelados mas, quando encontro um que gosto, agarro-me 'aquele e já não escolho mais nenhum. Gosto, pronto, fica.

Se bem se lembram, em 2005, quando eu ainda estava aqui em NY, apaixonei-me pelo Gelado Godiva Dark Chocolate... e foi um belo de um balde de água fria quando o desgraçado desapareceu do mercado, para ser substituído pela versão light, horrível!

Depoisl, a esperança renasceu quando, já em Boston, encontrei os gelados de pauzinho da Dova, Triple Chocolate. Hhhmmm, que bons que eram. Eram porque, como já devem ter adivinhado, também esses deram de frosques a determinada altura e nunca mais se encontraram em lado nenhum.

Voltei a ficar orfã de gelados mas eis que depois apareceram os gelados da Dove, em caixinhas, com uma camada de chocolate espessa em cima de todos eles. E apaixonei-me pelo de chocolate, pelo de menta, pelo de cereja, pelo de amoras... e toda a gente lambia os beiços quando eu aparecia com esta maravilha do mundo moderno. A alegria até durou vários anos e nunca me ocorreu que aqueles gelados tão delcioso fossem um fenómeno local, e logo de Boston. A ser, que fossem de NY, cidade onde (supostamente) se encontra de tudo.

Pois é, já sabem o que vou dizer a seguir. Aqui na Maçã... não existem gelados Dove. Buáááááá!!!
Já procurei em 5 super mercados diferentes, já procurei online, procurei até em fóruns e, tal como eu, também há uns maluquinhos que sentem saudades do gelado e que colocam questões tipo: "onde se encontram gelados Dove em NYC?". E resposta? Não há. Ninguém sabe.

Então, eis-me aqui, em Nova Iorque, coitadinha, sem geladinho nenhum que me satisfaça.
Se alguém me quiser mandar uns pelo correio, assim, bem embaladinhos e tal, a gerência mais que agradece. Garante-se estadia em Manhattan 'a borliu :)

Bomba



A propósito da catástrofe que se desenrola no Japão, hoje no Públco lia-se:

"O nível cinco significa que a situação em Fukushima é um "acidente com amplas consequências", segundo a Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, International Nuclear and Radiological Event Scale). Segundo esta escala, os eventos..."

Para o bem e para o mal, as pessoas bem que me dizem que eu sou uma bomba. Confirma-se.

3.10.2011

NYC Condoms



Hoje fui ao médico e estes preservativos estavam lá para quem os quisesse lavr.
Até a protecção aqui tem a cara de NYC :)

A assentar arraiais

Ora aqui estamos nós em Nova Iorque. Eu, de volta, o David, a estrear-se.

Faz hoje uma semana que saímos de Boston e parece que já foi há uma eternidade. Confesso que sinto saudades das pessoas mas, muito embora ainda nem tenha dado para aproveitar nada da Grande Maçã, da cidade nem me lembro. Por agora, tem sido desempacotar, arrumar, pintar (o David tem sido mesmo o homem do pincel!), limpar, desempacotar mais coisas... uma estafa. So tenho saído de casa para compras básicas e para ir para o trabalho que, por ser novidade, acaba também por ser cansativo.

Mas estamos bem e felizes. Adoramos a nossa casinha e, Nova Iorque é sempre nova Iorque. Mesmo só pondo o narizinho de fora, já deu para sentir a energia.

Só a título de exemplo, o prédio onde moramos tem o seu próprio website. Quase parece um blog, como se de uma personalidade se tratasse. Podemos ficar amigos dos vizinhos, saber o contacto de emergência para tudo, mandar email a todos os funcionários a requerer manutenção, limpeza, marcar elevadores, reservar o jardim... é o que se quer. Só mesmo em NY :)

3.01.2011

Mudança



Ontem já tudo foi empacotado e seguiu para Nova Iorque. Foi um dia de mudança longo e difícil, mas felizmente chegou ao fim.

Encontramos-nos agora no limbo, em que já não estamos cá, mas também ainda não estamos lá. Por 3 dias, a nossa casa é um hotel e agora andamos a tratar das últimas coisas: bancos, cartões, cancelar luz, internet, TV, doar coisas que descobrimos na mudança, vender o carro... há sempre coisas para fazer.

Embora custosas, mudanças são sempre uma coisa boa, e esperamos ansiosamente pelo que NY nos tem para dar... contudo, confesso que sinto já saudades dos amigos daqui, que nem ainda deixei e que já me fazem falta. Mas, se virmos bem as coisas, foi isso que também senti há quase 6 anos, quando fui recambiada de NY para Boston. O bom é que as amizades ultrapassam as distâncias!

Como dizia uma leitora do Casaco, o Casaco volta a NY... vamos a ver se para coisas melhores e maiores!!

2.27.2011

NYC 'a vista



Quase se escutam as moscas. Não por falta de novidades ou coisas para contar mas porque tenho andado numa roda viva. Só assim, de "repentemente", esta semana mudamos-nos para... Nova Iorque!! Sim, mudar, as in, para uma nova casa, um novo emprego, uma nova vida. Como vêem,assim que a poeira assentar, vai haver muito para dizer.
Me aguardem!! :)

2.01.2011

Batucada na Rua



No fim e semana passado, foi a minha primeira actuação com o Bloco AfroBrasil, grupo de percursão a que me juntei há uns meses e sobre o qual já aqui falei.

Por ser uma actuação de rua é que me juntei porque, se errasse, ninguém notava muito, heheh. Assim, lá invadimos nós Harvard Square, para animar aquele Sábado 'a tarde.

Foi muito, mas muito, mas muito divertido! E' incrível a energia que todos aqueles tambores a tocar transmitem. Incrível também que, mesmo ao ar livre, o som seja tão alto que tive que usar os abafadores. Toda a gente dançava, toda a gente vibrava e nós, a tocar, ainda o fazíamos com mais vigor e vontade, batendo com toda a força. Foi mesmo o máximo.

Embora tenhamos tocado por duas horas, na rua, com temperaturas abaixo de zero e por entre montanhas de neve, nem dei conta do tempo passar. Só as bolhas nas mãos e, no dia seguinte, a dor no braço, me fizeram ver que, afinal, ficámos por ali a tocar por muito tempo. Mas valeu muito, muito a pena e teria repetido a dose sem problema... bem, desta vez, talvez com luvas. Com o entusiasmo também não as usei e eis o resultado :P




Bendita a hora








Está visto que bazei de Boston em boa altura. Embora agora tenha que estar aqui, em Atlanta, 'a espera por um total de 9 horas, mais vale esperar aqui do que lá, onde a neve se acumula e cancela todos os vôos!

Buenos Aires



Eu avisei: não aturo mais tempestades de neve.
Pelo vistos, hoje vai haver outra... e neste momento escrevo do aeroporto, a caminho de Buenos Aires. O prometido é devido :)

1.31.2011

Bodas de Coral



Posso dizer que sou uma pessoa poupada, bastante responsável no que diz respeito a gastos, dívidas, contas, poupanças... enfim, durmo descansadinha 'a noite, sabendo que o que tenho foi ganho com o meu suor, que não devo nada a ninguém e que tenho a garantia de no dia seguinte ter um tecto sobre a cabeça e comida na mesa.

Contudo, tenho também a noção de que não devemos ser escravos do dinheiro e que este também serve para nos dar prazeres e felicidade. O dinheiro é para gastar... desde que com conta peso e medida e, vá lá, um desvariozinho de vez em quando, aqui e ali, não faz mal a ninguém.

Desta feita, acabei de gastar algum dinheiro... e não podia estar mais feliz por o ter feito.

Os meus pais vão fazer, em breve, uns bonitos 35 anos de casados. Bonitos porque, até hoje, pese embora as resmunguices e rezinguices típicas da idade, continuam apaixonados e a amar-se como sempre os conheci, melhores amigos, companheiros, com respeito e consideração mútuos.

Eles são um espectáculo!!!

E, muito embora sejam como eu em relação ao dinheiro (aliás, foi deles que aprendi), dentro dos seus limites conseguiram-nos dar, a mim a 'a minha irmã, miminhos que mais são luxos e que nos fizeram sempre apreciar estas acções. E, como filhota grande que já sou, tento agora retribuir da melhor maneira que posso.

As restribuições, fui-lhas feito ao longo da vida, 'a medida das circunstâncias. Porque, agora, felizmente, as coisas correm bem, achei que era mais que justificada uma super prenda para este aniversário tão especial.

Assim, com a ajuda do David (e conselhos de quem já lá esteve), os meus pais vão passar um semana na ilha da Boa Vista, Cabo Verde... e a única coisa que tiveram que saber foi a data, hora de embarque e em que hotel vão ficar hospedados.

Merecem isto e muito mais... dar-lhes-ia o mundo se pudesse! Por ora, oferecemos um bocadinho de Cabo Verde... quem sabe, todos os anos, lhes oferecemos destes presentes que, aconteça o que acontecer, ficam sempre com eles e são uma riqueza que nunca podem perder.

Viajar! Conhecer! Experimentar!

Boa viagem meus Fatinos queridos!!!

Flocos de... sabonete



Este Inverno já tivemos para aí umas 5 quedas de neve valentes, algumas das quais dignas da denominação "tempestade de neve".

Embora ainda nem tenhamos chegado a Fevereiro, este Janeiro já se consagrou o terceiro mais "nevoso" de que há história em Boston, com uns bonitos (leia-se horríveis) 97.3 cm de neve.

Fica daqui o meu protesto: a partir de agora, os únicos flocos que aceito são os de sabonete, como na imagem. Acho que era uma excelente ideia!

Apple TV



Há uns meses atrás adquiri a Apple TV, que é o máximo e dá um jeitão.

Contudo, a trademark da Apple, de ter tudo bonitinho, com um design altamente sofisticado e moderno, acaba por ser mais uma desvantagem do que uma vantagem no que toca ao controlo remoto.

E' tão fininho, mas tão fininho e tão lizinho... tão slick, como eles gostam de dizer por aqui, que o bicho se mete por tudo quanto é sítio e, na maioria das vezes, dá de desaparecer sem deixar rasto. Desaparece nos espaços do sofá, entre as pregas da mantinha, por entre as almofadas... 'as vezes estou sentada em cima dele e nem dou conta (felizmente nunca desapareceu nestas circunstâncias :P).

E' comum passar mais tempo 'a procura do comando do que aquele que levaria a fazer a accão que desejo. Raça do miúdo!!!

1.26.2011

Departures



Ontem vi um filme de uma beleza e sensibilidade extremas.
Lindo!!
Debulhei-me em lágrimas e senti a Saudade que mora comigo, dos meus Pais, a apertar cá dentro. E quis dizer-lhes que os Amo, ainda mais do que já digo... nunca é demais!

1.25.2011

México 3 - Ik Kil/Chichen Itza

O prometido é devido. Hoje não vou falar do frio mas sim do calor do México :)

Mexico 3

Gelo



Hoje de manhã estava tanto frio, mas tanto frio que, embora a casa estivesse quentinha (até dormi só de t-shirt de manga curta), a janela tinha gelo do lado de dentro.

Eu sei que isto já é bater no ceguinho, e prometo que não torno a falar do frio... mas têm que concordar que -30 graus é inédito (e espero que único e que não volte a registar-se).

1.24.2011

70 graus



O David está no Brasil.
Está, aliás, na Cidade mais linda deste mundo, no Rio de Janeiro.

De manhã dizia-me que, lá, a sensação térmica era de 40 graus, face aos -30 que sinto por aqui.

Separam-nos 70 graus... não sei se fique com mais inveja de ele estar na Cidade Maravihosa, se da temperatura.

E para fugir do frio





Cheira-me que estes destinos já estiveram mais longe.

Está um frio do ca*@#*lho



E falam eles de frio polar em Portugal, com temperaturas acima de zero graus.

Amanhã de manhã vai ser um forrobodó por estas bandas vai! Para abrir a pestana, toma lá com -30 graus. Mas calma, que vai melhorar. Lá pelas 11h SO' vai parecer que estão -23 graus.

E' caso para medidas de aquecimento drásticas. Se eu fosse um homem, era isto que usava :)

1.23.2011

Notas Soltas

* Descobri qual a função principal de um acrílico (porque dizer "placa" é horrível). Contra todas as expectativas, ter um acrílico com 2 dentes (já disse que "placa" é muito horrível, não já?) deixa uma pessoa a falar Espanhol que é uma maravilha. Com esta coisa na boca, fico tão sopinha-de-massa que aquele trejeito que eles fazem de pôr a linguinha junto aos dentes, para pronunciar o S em "por Supuesto", "Siempre" e que tais, sai sem esforço nenhum. Nem sequer deito "gafanhotos" e valeu-me um merecido elogio no México: " hablas tan bien Español. Es Mexicana?"

* Consumismo é mesmo a palavra de ordem neste país. Porque agora quase não vemos televisão, liguei para o nosso servidor a pedir que cancelassem a mesma e nos deixassem só a internet. Surprise, surprise!!!! Ter só internet é muito mais caro do que ter internet e televisão. Deixa lá estar a televisão então.

* Confirma-se, está um frio do caraças!!

1.21.2011

iTunes e Artwork





Na altura em que ter internet ainda era coisa rara, já para não referir fazer downloads de tudo e mais alguma coisa, os CDs e os Vinis abundavam lá por casa.

Sempre gostei da sensação de abrir a gaveta ou olhar para as várias colunas carregadas de CDs e percorrer com os dedos as caixas dos mesmos. Sabia de cór cada capa, que cores tinha, como era a lombada daquele CD. E a memória visual ajudava-me muito a lembrar-me de músicas, de artistas, de momentos... agora, com os computadores, iTunes, mp3 e ter a música toda digitalizada, sinto muito a falta desse registo visual. E' para mim uma grande muleta.

E' frequente saber que conheço a música que está a tocar mas, porque me falta a imagem do CD, por vezes não consigo identificá-la de imediato... não fosse eu, actualmente, ter 18,396 canções na minha "discoteca", número este que tem sempre tendência para aumentar e não para diminuir.

Assim, decidi que ia catalogar todas as minhas músicas no iTunes. Atribuir a todos a respectiva capa (artwork) e, sempre que possível, tê-las em display quando ouço música. Assim, é só olhar para o monitor e, aos pouquinhos, vou associando os nomes 'as capas.

Parece que, de repente, passei de um estado de latência ou amnésia temporária para um estado de clarividência. Tenho muito mais noção do que ouço, do que ouvi ontem ou do que adicionei hoje. Tudo porque tenho o registo visual daquele CD.

E' com orgulho que anuncio que, finalmente, terminei de catalogar todas as minhas músicas. Custou mas foi... e agora, tenho um display todo bonitinho :)

Frrrrrrrrrrrio, muito frrrrrrrrrrrio!



Mais valia estar caladinha.

Ando para aí a queixar-me da neve e da chuva mas, ao menos quando essas são as condições meteorológicas, as temperaturas são mais ou menos "amenas"... andam ali entre os -1ºC e o 1ºC.

Olhem só o que nos espera no Domingo ( e não só).
Vai ser a loucura!!!! Pinguins 'a l'abordage!!!!

Manjar: Boa companhia e Boa comida (espero)







Terminou há pouco o que demoninei por "saga dos jantares"... ou "maratona gastronómica"... ou, curtir bem os Amigos, a companhia e as iguarias Portuguesas.

Desde 5a feira passada que tenho sempre alguém cá por casa 'a noite. Num misto de saudades, que surgem quando se passa umas semanas fora e se quer saber das novidades e como foram essas mesmas semanas para todos os amigos que também viajaram e agora estão de volta, e do querer partilhar todas as coisas boas que se trouxe da Santa Terrinha (vulgo salpicões, chouriços, queijo da serra, vinho do Porto, marmelada da mamã, bolo da Madeira, tarte de amêndoa, café, etc...), estava quase que sôfrega para me encontrar com toda a gente. O David estar no Brasil e eu por aqui sozinha, neste Inverno mafarriquento, também ajudou 'a festa.

Vai daí, 5a feira passada fomos 3, na 6a éramos 8, no sábado 3 de novo, no Domingo 4 (e este foi especial, pois foram só gajas, e uma delas directinha de São Paulo, carregada de boas novas), na 2a foi noite de jogos, com mímicas e charadas para 8, na 3a uma breve pausa, para depois receber novamente 3 amigos ontem e 3 amigos hoje.

E cozinhar é um prazer. Detesto fazê-lo só para uma pessoa, mas faço-o de coração quando sei que tenho com quem partilhar.

Do queijo pouco sobrou... um "cuzinho". A marmelada da Madrecita marchou rapidamente, entre "ohs" e "ahs", de prazer e satisfação. Os salpicões e chouriços, foram desaparecendo aqui e ali, disfarçados no refogado ou nas ervilhas, sempre a dar aquele gostinho especial. A tarte de amêndoa e o bolo da Madeira foram mais resistentes e ainda há vestígios dos mesmos digno do nome... o mesmo já não se pode dizer da 7a maravilha do mundo, o vinho do Porto "do Tio João".

Embora sobriamente engarrafado num garrafa verde, sem rótulo, só o "B" (de Bom) escrito na rolha e o pequeno autocolante, onde se lia suncitamente "Porto João", deixavam adivinhar a iguaria que por ali vinha. Vinho do Porto, daquele que não se encontra em prateleiras de loja, de idade pouco precisa, mas certamente avançada... 30, 40? Quiçá, 50 anos! Directamente da região demarcada do vinho do Porto, do Douro, do Peso da Régua, terra onde muitas das minhas origens nasceram, ainda com algum pó acumulado nas curvas da garrafa. Certamente que o carinho e boa vontade com que o meu Tio me oferece destas relíquias também aperfeiçoa o sabor já de si magnífico... pelo que dizem, claro. Infelizmene, eu beber não bebo. Mas delicio-me com as reacções dos meus amigos. Imperetrivelmente, muitas das exclamações incluem "o melhor vinho do Porto que algum vez bebi!". E eu acredito e sei que é verdade. Nem eu própria fico indiferente ao perfume que este nectar dos deuses exala.... até molho dedo em alguma pinguinha que verta fora do copinho. Afinal, todo o pedacinho deste vinho do Porto que não seja consumido, é um desperdício.

Sobra agora a garrafa vazia, ainda em cima da mesa, por entre os despojos do jantar de hoje e destes dias, envolta no quão bom foi ter toda esta gente aqui, rever todos os Amigos, partilhar todas as coisas boas e voltar 'a vida "normal" da melhor maneira... sim, porque é sempre um choque voltar a Boston, ser recebido pela neve e pelo frio, pela distância que nos separa daquele porto de abrigo onde nos recolhemos por uns dias.

E nada como o calor humano, para que tudo seja mais fácil!