Após anos e anos a fazer depilação com cera, chegou finalmente a vez de experimentar a mesma, mas a laser.
Devo desde já dizer que o laser foi contra muitos e bons hábitos que eu tinha, sendo difícil pactuar com a coisa logo no início, quando me disseram que, no dia da depilação, devia remover todos os pêlos... com gillette!
Com lâmina?!?!
Juro que fazê-lo foi a coisa mais anti-natural que já fiz nos últimos tempos (sim, até saltar do avião me pareceu mais normalzinho que isto), como se me obrigassem a escrever com a mão esquerda, ao fim de uma vida de destria.
Qual ralação com os pêlos ficarem mais fortes, crescerem mais rápido, parecerem uma escova assim que despontam... ah, mariquices! Toca a rapar tudo que o que se quer aqui não é a pele lizinha e sem pontinho negros. Aliás, para a depilação a laser, quanto maior o contraste de côr entre a pele e o pêlo cortado, melhor, uma vez que o laser actua na base dessa diferença. Assim que detecta um ponto preto... ZAP!!!!! Esturrica aquilo até 'a raíz.
E isso traz-me a uma outra surpresa com que este tipo de depilação me presenteou: o laser esturrica mesmo o pêlo, deixando um "agradável" odor a carne-de-porco queimada (neste caso porca). Pppf, que pivete! E, como se isso já não fosse mau, assim que acerta num pêlo, o laser queima até 'a raíz, o que significa que se sente uma coisa, que eu ainda não consegui definir se é queimar se é electrocutar, no interior da pele.
Ah, não dói!! A depilação a cera dói muito mais, nhanhanha, nhanhanha... tretas!!! Dói sim e dói que se farta. Nunca pinchei tanto nem soltei tantos guinchos numa depilação. Só mesmo a chamuça de la muerte é que conseguiu superar a marcação no "dolorirómetro". E olhem que eu até sou bastante resistente 'a dor (só a título de ilustração, quando parti o braço, no hospital julgavam que se tratava de uma caso de mãe preocupada em demasia pois, como dizia a enfermeira "oh, minha senhora, se o braço estivesse partido, a sua filha estava aí num berreiro que não se podia!"... e eu, quietinha, "sugadita", agarrada ao braço só a dizer "dói", em surdina)
Da última vez que fui ao laser (já a 2a), estava-me a doer tanto que a mulherzinha teve que tomar medidas drásticas. Vai daí, besuntou a área a depilar com gel de ecografias, pôs o ar que sopra ao mesmo tempo que o laser actua no máximo da força e do frio e pronto, só congelando a coisa é que eu deixeid e sentir as picadas do laser... mas aí, estava a morrer de dor, de tanto frio.
Presa por ter cão e presa por não ter.
O que vale é que, ao todo, a coisa nem deve durar 5 minutos, de tão rápido que é. O que não é nada rápido é os pêlos começarem a cair, como a esteticista indicou que ia acontecer. Passei a andar obcecada, a puxar os pêlos, assim que eles espretavam, a ver se caiam. E nada de cair.
Era só o que me faltava, rapar os pêlos, esturricar-me toda e agora os pêlos persistirem, pensava eu. Mas acho que era só mesmo ansiedade de querer ver o esforço recompensado. Já caiu tudo e parece-me que vamos no bom caminho.
Ando a passar por uma fase meio parva: ando com a cabeça sempre a pulular de ideias e coisas sobre as quais quero escrever aqui no blog mas, no fim, vai-se a ver, escrevo pouco ou nada.
Se calhar é o efeito Nova Iorque: há tanta coisa para fazer, que não fico ao computador. Quando tenho tempo, não escrevo porque estou cansada. Estasse mesmo a ver que o Blog está em sérios riscos de extinsão. O que me vale é que, muuuuuito de vez em quando, lá há alguém que me diz que lê o blog e aí fico mais animada para escrever... sim, que isto de escrever para o vazio (leia-se, total ausência de feedback sempre que clico em "publish post"), faz com que uma pessoa fique meio lentinha.
Como sei que, embora agora esteja cheia de boas intenções, não vou falar aqui nem de metade daquilo que queria, fica já aqui a listinha do que está para vir, quando Deus quiser :)
Relatos sobre:
- bike new york, nos 5 bairros de Nova Iorque - depilação a laser - fim de semana do memorial day, nos Adirondacks - Hike e backpacking no Grand Canyon, Arizona - concerto da Madeleine Peyroux - Summerstage, com Mart'nália, no Central Park - Corrida de Portugal, também no Central Park - Suaverinos - uma banda 'a qual me juntei e onde canto
Se tudo correr bem, hoje ainda tiro um destes items da lista... tijei!
Bem sei que ando sempre a dizer que certas coisas só acontecem em Nova Iorque, mas que hei-de fazer? E' verdade!!!
Se não, vejam só o que me aconteceu ontem.
Estava eu num restaurante com uma amiga, daqueles que têm um balcão junto 'a janela, ao qual nos sentámos, para vermos as pessoas passar enquanto jantávamos. Nisto, já no fim da nossa refeição (ainda bem), aparecem 2 miúdos, que pararam mesmo no passeio 'a nossa frente. Até chamaram a nossa atenção pelo facto de serem tão novos e estarem sozinhos, sem a supervisão de qualquer adulto.
Enquanto comentávamos sobre isso (parvas, preocupadas com e pivetes, tão "inocentes"), um deles fica parado no passeio enquanto que o outro olha desconfiadamente para os 2 lados. Percebemos imediatamente que algo ia acontecer mas, antes que qualquer uma de nós pudesse articular uma palavra, já um deles corria na nossa direcção e, num milésimo de segundo, saltou para o vidro ao mesmo tempo que baixava as calças e esparramou o rabo na janela. Tau, um mooning ali, 'a maneira, para sobremesa.
Foi tão rápido que as pessoas ao nosso lado, ao ouvirem o barulho e ao verem a nossa cara de surpresa e riso, ao mesmo tempo que os putos fugiam em alta correria rua abaixo, já só puderem adivinhar o lindo cenário que tinhamos acabado de presencear.
Corria eu por um parque em Munique quando esta música começou a tocar, escolhida ao acaso por entre a miscelânea de canções que tinha sacado do computador de um amigo. E, assim que começam as primeiras batidas, o côro e aquela voz a debitar aquelas frases e aquelas palavras, tive que parar de correr, pois o choro compulsivo não me deixava mais respirar.
Estava, na altura, numa fase muito difícil e complicada da minha vida, muito perdida, revoltada, desiludida. Tudo me levava 'as lágrimas. Como diz o Zeca Baleiro, "ando tão 'a flôr da pele, qualquer beijo de novela me faz chorar"... e esse era o mote.
Dado o meu frágil estado emocional, atribui-lhe as culpas daquele choro, perante aquela música. Concerteza, é uma fase, pensei.
Tretas!
O que é certo é que hoje, bem mais resolvida e feliz, esta música voltou a tocar, por acaso. Estava eu no laboratório, na bancada, e o iPod escolheu-a por entre tantas outras que poderiam ter calhado. E, quando ouço de novo aquele discurso, a sapiência e a profundidade daquelas palavras, dou por mim com o olhar toldado de lágrimas tal como aconteceu antes.
E ali estava eu, num cenário cómico de tão ridículo, a chorar enquanto pipetava, como se pipetar fosse doloroso ou triste ('as vezes sei que é, mas não era o caso).
O que aquela música me faz é o mesmo que me fazem fotografias antigas, do passado mais atrás, filmes da minha infância, lembranças idas... relembra-me que o tempo corre, não volta atrás. Acende a saudade.
Lembra-me de tempos que não tornam e que só existem guardados no meu coração e nos recantos da memória. E dói... faz-me sofrer. Sofro mesmo muito com a consciência do passado, da incapacidade de voltar a viver aqueles momentos, pese embora os tenha vivido em toda a sua plenitude. Mas queria mais e outra vez. Voltar a sentir aqueles cheiros, a ver os rostos sem rugas, voltar a rir-me como ri ou pura e simplesmente voltar a ser ingénua e inocente, ainda tenra, criança.
Não me importo minimamente com a idade, com o eu ficar velha. Digo sem vergonha que tenho 33 anos, que nasci em 1978. E disso eu gosto. De eu estar aqui enquanto o tempo passa. Quero morrer muito velhinha (desde que lúcida). Mas, obviamente que isso também significa que o tempo passa para os outros, para os que me são queridos e que fazem a minha vida... e é isso que me dói. E' meio ambíguo, eu sei.
O tempo passa mesmo muito rápido...
Sei que tenho é que dar graças por essas memórias tão felizes. Por ter um passado querido e revestido de boas lembranças. Bem triste é quando algumas pessoas nem querem pensar na infância, na adolescência, nos traumas. Mas... não consigo lidar com elas de outra maneira.
Chego a ter saudade do que não vivi, do que não passei, do que não presenceei. Saudades do avô que nunca conheci, da avó que me escapou por entre os dedos, da avó presente até aos meus 18 anos, do avô a quem dirijo todos os dias os meus pensamentos, o meu amor, os meus pedidos e de quem sinto saudades agudas, não só do que vivi com ele como do que seria se ainda aqui estivesse, se me visse hoje...
Todos os dias ouco o seu tão típico "Oh, Nênê!!".
E quem fala de avós fala de tudo e de todos.
O tempo passa. Ficam as memórias. E as memórias doem. Doem-me.
São poucas ou nenhumas as fotografias que tenho expostas em casa. Porque me dói olhar para elas.
Em casa dos meus pais, choro ao ver fotografias minhas e da minha irmã agarradas aos meus pais, ao lado da nossa antiga Mazda, de sorrisos no rosto, saudades dos óculos de sol verdes da minha mãe, do tanto de cabelo e do bigode farto do meu pai, do cheiro dos estofos pretos e couro do carro. Passei anos até ver a compilação que os meus pais fizeram em DVD dos filmes da nossa super 8. E, mesmo esses, só vi uma vez, sozinha, depois de muita preparação emocional e, inevitavelmente, sob um banho de lágrimas e dores no coração.
Choro agora... as memórias doem. Doem-me.
Estou por aqui a despejar o que me vai na alma, por causa desta música. Coisas minhas... não interessam a ninguém. Mas se me leram até aqui... olhem, pelo menos que a mensagem sirva para se lembrarem de usar protector solar :)
Valente patriotismo, o Escudo e a Esfera Armilar Portugueses em grande destaque, enquanto uma betoneira descarregava na Rockefeller. Somos das obras mas somo-lo em grande :)
Na creche, para evitar descriminações acho, alguns dos bonecos são "neguinhos". Aposto que também os há Asiáticos, just in case.
Num bar:
"Todas as crianças não supervisionadas receberão um café espresso e um cahorrinho de graça". Aposto que nenhum pai quer uma criança com overdose de cafeína, hiper eléctrica e, ainda por cima, com um cãozinho. Deveras eficiente :)
Não, não é um sex-toy. Eu quando olhei para isto também fiquei a pensar para que é que serviria.
Sabem quando, depois do almoço, ficamos com aquela preguicite aguda que implora por 20 minutinhos de sono (os Espanhóis é que sabem)? Quando tudo o que queremos é pousar a cabecinha por uns minutos sobre os braços e passarmos pelas brasas?
Pois voilá! Parece que mais alguém também passa por isso e inventou isto.
Se tiverem um cantinho aí no vosso espaço onde possam acomodar tal coisa, olhem... bons sonhos :)
Porque quase todos os ginásios oferecem uns quantos dias de graça para que se possam experimentar as suas aulas e instalações antes de nos afiliarmos, eu ando agora a correr os estabelecimentos aqui perto da área para ver em qual deles vou dar ao litrinho.
Uma vez que estes dias são de graça e são, ando também a bater 'a porta de ginásios nos quais sei 'a partida que não irei ficar, essencialmente porque são carérrimos. Esse é o caso, por exemplo, do Sports Club L.A., onde exercitei durante os últimos 3 dias.
Uma vez que me parti toda na 2a e na 3a feira, porque fiz logo 2 aulas seguidas em cada dia (há que aproveitar, certo?), hoje decidi experimentar a yoga, para alongar os músculos doridos. Por indicação de uma amigo que lá anda, fui experimentar a aula de um tal Amrit, Indiano de gema. O meu amigo já me tinha falado dele e do quão espectaculares eram as suas aulas... mas eu ainda não tinha percebido bem o que ele queria dizer, até hoje.
Saí de lá igualmente partida, ou até mais, do que saí dos outros 2 dias mas, mais que tudo, saí de lá deslumbrada, maravilhada, totalmente banzada. O homem é de facto um espectáulo e fez-me perceber que, embora já pratique yoga há mais de 8 anos, nunca até hoje fiz yoga a sério. Andava a brincar 'as yogas, era o que era.
O Amrit transpira yoga por todos os poros. Vê-se que, para ele, yoga deve ser o mesmo que foi para nós jogar ao berlinde ou 'as escondidas enquanto crianças. Cresceu com aquilo. A sua estatura pequenita e franzina, efeitada pelo pucho no topo da cabeça, deixam adivinhar a sua agilidade e flexibilidade. Esta é mais que confirmada quando, ainda de calças de ganga, o tipo faz para lá uma contorção e um binding que, nem mesmo quando aquecidos, mais de metade da aula não consegue fazer.
Percebendo que eu era nova na aula e da flexibilidade que possuo, por muitas vezes que veio até mim durante as poses para me corrigir e obrigar-me a chegar mais perto dos meus limites físicos. Limites esses que desconhecia mas dos quais, se não fosse ele, nunca teria tomado consciência. E que, afinal, consigo fazer. Dei por mim a fazer poses mirabolantes, a sentir os músculos esticar como até então nunca tinha sentido, até o "Corvo" eu fiz, pela primeira vez!!! E tudo isto sem ter que ir para o hospital a seguir. Embora a sala não estivesse aquecida, eu suei em bica e sinto agora o corpo dorido como nunca antes senti. Mas um dorido diferente e que sabe bem, física e espiritualmente.
Como disse, saí de lá desumbrada... totalmente apaixonada pelo homem e pela sua forma de fazer yoga. Tão deslumbrada que até comecei a considerar fazer um esforço aqui, cortar um gasto acolá, para me inscrever neste gym e poder usufruir destas aulas fantásticas!
Amigos muito, mas mesmo muito queridos, e a quem guardo naquele espacinho do coração só reservado a pessoas especiais, passam há já 3 anos por uma luta e tormenta dolorosos.
Falo do Edu e da Dani, e hoje o Edu escreveu no seu blog um post que me deixou de nó na garganta e olhos marejados de água e sal... e com mais vontade ainda de ajudar do que tenho tido até agora, como se isso fosse possível.
Dada a distância trans-Atlântica que me separa deles, vejo-me impossibilitada de responder ao repto lançado pelo Edu e correr, com ambos os braços estendidos, para a Hematologistas Associados (na rua Conde de Irajá 183, em Botafogo, fone (21) 2537-7440) para doar sangue para a Dani.
Contudo, porque sei que vários dos visitantes que aqui chegam ao Casaco Amarelo (e até alguns dos leitores assíduos, certo Juliana?) vêm/estão na Cidade Maravilhosa, queria pedir-vos que fossem, até Sábado, doar sangue, em nome de Danielli Pureza, na morada acima referida.
Já que lá não posso estar e doar, que pelo menos consiga mobilizar a solidariedade de quem por aqui passa.
Desde já, a todos os que o fizerem, o meu mais profundo agradecimento. Se não puderem contribuir, pelo menos que passem a palavra.
Como referi a semana passada, na 6a feira fui experimentar Skydiving.
A coisa surpreendeu-me por três razões.
A primeira foi que, nunca, nunquinha, me senti nervosa, mesmo quando já a 14,000 pés (4,267 metros) de altitude. Juro, com os dedinhos a cruzar sobre os lábios. Até eu fiquei surpresa com tamanha reacção... ou ausência dela. Não sei se foi pela sensação de segurança (ilusória) que dá estar toda apertada e agarrada por arnezes ao instructor (boa pinta, diga-se. O Don foi o máximo, super competente e simpático), não sei se foi porque o céu estava azul e o sol brilhava, dando mesmo vontade de saltar para dentro de toda aquela Primavera, não sei se foi por estar com amigos... só sei que, nem mesmo quando a porta se abriu, senti as perninhas a tremer.
Aliás, pelo contrário. Como já referi várias vezes, sou uma enjoadinha de primeira apanha e então, ainda no avião, por ir virada para a cauda do mesmo e por causa do cheiro a gasolina lá dentro, estava era mortinha por sair de lá e apanhar ar fresco.
A segunda foi que, quando finalmente saímos do avião (com um back-flip para ser mais emocionanate e radical), não há a mínima sensação de queda ou de abismo. Julguei que ia ser como na montanha russa, em que se sente aquele vazio no estômago, ou como nos pesadelos, quando vamos a cair e não mais paramos, a menos que acordemos. Mas não! Pese embora vamos em queda livre por 1 minuto, sim, leram bem, 1 minuto (e eu que julguei que era uma coisa rápido, tipo 10 segundos), a sensação é sempre aquela de irmos a flutuar e não a cair. Foi quase como que uma "desilusão", mas uma desilusão que mais foi uma agradável surpresa.
O vento é de uma força incrível e sustenta-nos, não havendo propriamente aceleração que propocione a sensação de queda. E isso traz-me 'a 3a supresa: NUNCA pensei que fosse possível a minha cara transforma-se numa massa de panqueca, qual gelatina, qual bandeira defraldada ao vento feroz. Ainda agora não consigo parar de rir quando vejo o filme. E' surreal!! Até as orelhas ficam deformadas.
E, confirma-se. Tenho umas bochechas gigantes, o que ajudou 'a festa :)
Durante o salto estavam -14ºC. Muito frio segundo os instructores. Bem mais frio do que o costume, mas nem isso me impediu de ficar mesmo muito enjoada enquando caíamos (nesse aspecto, até foi bom o vento ter deformado a minha cara, porque assim não se nota o quão enjoada eu estava). Enquanto o cameraman rodopiava 'a minha volta para nos filmar e fotografar, confesso que temi que ele apanhasse um grande plano, 4D, do meu pequeno almoço. Quando o paraquedas abriu, o meu estômago ripostou e, num reflexo, fez aquele arranque de quem vai vomitar. Felizmente não saiu nada, se não tornava-me na primeira pessoa a vomitar a tamanha altura e, mais surreal ainda, conseguir vomitar em cima de alguém. Só comigo!!
Mas o enjôo passou-me quando já íamos de paraquedas (que ainda manejei) e deu para aproveitar a vista e aquele sensação de leveza, ausência de peso, de silêncio, calma.
Muito lindo!
Ao fundo, deu para ver o mar e o topo do Mount Washington, ainda coberto de neve. E' uma sensação indescritível. Lá nas alturas, veio-me 'a cabeça Milan Kundera e o título "A insustentável Leveza do Ser" adquiriu um novo significado.
A aterragem foi suave, aliás, como eu descreveria tudo até então, até mesmo a queda.
"Smooth" foi a palavra do dia pois, tal como eu, também os meus amigos estavam surpreendidos com a facilidade da coisa.
Se eu tivesse que pôr por ordem crescente de nervos e sensação de angústia, sem dúvida que Skydiving vinha primeiro, seguido de montanhas russas como o Superman ou kingda ka e depois Bungee Jumping (que acho que é a única coisa que nunca farei na vidinha... a menos que seja concorrente do concurso Amazing Race :)).
PS - Neste outro filme, do amigaço Maurício, podem ver a minha queda de outro ângulo. Só aqui é que tive mesmo a noção de que não vamos a flutuar e que caíamos rapidamente. Continuo a achar inacreditável que não se sinta isso!
Mais uma vez, fui recebida por uma nova orquídea ao voltar do fim de semana.
Perguntavam-me qual é o segredo para conseguir que as orquídeas floresçam: sinceramente, acho que elas são tímidas e do que precisam é de privacidade :)
O tema foi "Roubo de Identidade" e tinham que aparecer na história "Creme de barbear" e "Olho de peixe/Peephole". E eis que aparece o Eduardo Leal. Para os mais curiosos ou para os que por aqui tropeçam, eis o filme: ChameLeal
Pessoalmente, acho que podia ter ficado bem melhor mas... olha, não se pode ter tudo e foi o que se arranjou. Vamos lá a ver se o público gosta. Já não entramos na competição, mas estamos ainda na corrida para o Prémio da Audiência.
E hoje vai ser exibido no Big Screen, em Brooklyn. Azar dos azares, não vou poder ver a minha própria estreia no cinema, uma vez que amanhã tenho que estar na Nova Inglaterra para, finalmente, fazer este salto (lembram-se?). E' o que faz ter vidas muito ocupada :)
A partir de amanhã já posso divulgar o filme pelo que, se o pára-quedas abrir e tudo correr bem, depois venho aqui pô-lo, para além de vos contar também sobre o salto... ah, e sobre o bike new york, que foi Domingo passado mas de que também ainda não tive tempo de falar.
Recebemos o tema e s props que deviam aparecer no filme 'as 22h de 6a feira. Fiemos brain-storming por 1h ou 2h e ainda filmámos uma cena. Por volta das 4:30 da matina fomos-nos deitar, mas com a cabeça a fervilhar de ideias. As 3 horas de sono passaram a correr e, ainda ensonados, escrevemos o guião. Já a meio da manhã, apareceram mais membros da equipa. Filmámos mais 5 cenas. Escolhemos as músicas. Gravámos o som da narração. Seleccionámos porções do muito filme que tínhamos (pelo menos para 3 min de filme final). Estava tudo a andar bem e a tempo e horas. Tínhamos cerca de 5 horas para editar tudo e voilá. O resultado final seria maravilhoso... não fosse o suposto editor não ter comparecido.
Foi frustrante pois ali estávamos todos, com o material necessário, até mesmo com o programa de eidção, mas sem o saber usar. E, convenhamos, esta não era a melhor altura para estarmos a aprender. Com o pouco que sabíamos, ainda se tentou mas demoravam-se séculos para fazer quase nada ou chegar 'a conclusão de como é que se fazia algo. E
E o tempo passou e, chegadas as 22h de Sábado, estávamos sem filme para submeter.
Foi triste... e ficámos tristes até hoje, altura em que surgiu uma esperança. A organização concordou em dar-nos até amanhã para editarmos a coisa. Já não estraremos na competição mas, se houver filme, este será mostrado juntamente com os outros.
Como a nossa ambição nunca foi ganhar, ficaríamos felicíssimos se pudéssemos ver a nossa produção no big screen. De maneiras que, dentro de uns minutos, lá vou eu juntar-me 'a equipa para ver se desta vez é que é.
Faça a Apple o que fizer, invente o que inventar, quer funcione bem ou não, seja ou não a melhor opção do mercado, existe uma frebre em relação aos produtos por eles produzidos que faz com que a população responda em massa, qual rebanho, a todo e qualquer anúncio sobre um novo produto.
Durante o processo de orientação, informação sobre seguros de saúde, websites a utilizar, etc..., cada um de nós recebeu um iPad, para ir navegando 'a medida que as instruções nos eram dadas.
Chique!
4.18.2011
Hoje tropecei neste piano. Simplesmente espectacular!
Sempre usei o Skype para falar com quem está longe, para poder ouvir e ver.
De uma maneira geral a coisa funciona sempre. Contudo, de vez em quando (e geralmente quando falo com os meus pais) nem sempre a ligação era perfeita. Volta e meia lá ficava eu a ouvir os meus pais aos soluços, a imagem parada ou eles a mim. E tentávamos aproximarmos-nos do router, e tentávamos ligar o cabo directamente ao computador, e tentávamos com os dedos cruzados, e tentávamos ao pé-coxinho, e fazíamos trinta por uma linha para ver se a conversa conseguia decorrer do início ao fim sem interrupções, mas sem grande sucesso.
Por bastante tempo, estava convencida que uma das ligações não era boa e, por isso, a coisa pifava. No entanto, este fim de semana, cansados e tantas interrupções, eis que os meus pais tiveram a ideia brilhante de usarmos o Gmail em vez do Skype para prosseguirmos.
Dito e feito, a imagem ficou perfeita, o som cristalino e fluído e tudo decorreu sem interrupções até desligarmos.
Anuncio então que despedi o Skype. A partir de agora, só uso o Gmail :)
Ora aqui está algo que nunca me passaria pela cabeça mas... os Americanos são malucos e são e deles tudo se pode esperar.
Então, ao que parece, babyshowers, chás-de-bebé e festinhas para oferecer presentes ao bebé que está para vir, estão verdadeiramente fora de moda. O que está a dar agora é o que eles chamam de Gender Cake Party.
A coisa vai assim: faz-se uma ecografia e a técnica põe o resultado num envelope. Os pais dão esse envelope 'a pastelaria que vai fazer o bolo para a festa e, dependendo do sexo do bebé, esta faz o recheio cor-de-rosa ou azul, se fôr menina ou menino, respectivamente. Depois, o bolo segue para casa, sendo que este é verde para não deixar adivinhar o seu conteúdo.
No momento de partir o bolo... é a loucura!
PS - A mim pareceu-me que o pai não gostou muito do recheio do bolo. Giro, giro, era se isto desse pancadaria e o pessoal começasse a atirar bolo uns aos outros :D
Como podem ver na foto que ilustra este post, existe um porteiro 'a porta do prédio que, a qualquer hora do dia ou da noite, nos abre a porta e cumprimenta. Embora não consigam ver, lá dentro tem um segundo porteiro que, tal como o primeiro, nos cumprimenta assim que nos vê e que é ainda responsável por nos comunicar caso alguém queria subir até ao nosso andar, abrir-nos a porta do ginásio, dar-nos alguma encomenda que tenha chegado, etc...
E' uma mordomia com a qual, confesso, não me importaria SE... não existisse um certo porteiro que, contrariamente aos outros, que se limitam ao "bom-dia", "boa-tarde"... vá, podem esticar-se um bocadinho e saber o nosso nome, perguntar o típico "how are you?", é um verdadeiro chato.
Quando o vemos já sabemos que vamos ficar ali meia hora no paleio. Ou porque temos correio, ou porque não temos, ou porque queremos ir ao ginásio e ele nos fala de como era no tempo dele, ou porque sou Portuguesa e o pão é bom, mas não tanto como o Italiano, e diz-se Inez, Inís ou Ains?... uma seca.
Chega ao cúmulo de nos carregar no botão do elevador para o chamar e depois nos pôr a maozinha nas costas quando entramos... E DEPOIS carregar no botão do nosso andar. Como já tem alguma idade, quando há várias pessoa dentro do elevador, volta e meia carrega nos número errados. Assim, não só ficamos presos na converseta, como depois, quando finalmente a porta se fecha e vamos em direcção a casa, temos que ir parando aqui e ali, sem que ninguém saia mas porque o homenzinho se enganou nos botões.
Embora aos 10 meses tenha sido recambiada para Setúbal, onde cresci e sempre vivi até me aventurar pelo estrangeiro, mesmo sem conhecer bem a cidade, as suas ruelas e calçadas (como canta o Rui Veloso), o cheiro a Porto, a lembrança do Porto, a imagem do Porto emocionam-me e deixam-me sempre com um nó. Nem sei se na barriga, se no coração, se na garganta, mas sinto-o cá dentro, como algo meu, mui querido e único. Inexplicável. Intenso. Profundo. Absurdamente trasncendente. E' o Porto e pronto. Nada mais há a dizer.
Se isto 'a partida já parece estranho, mais estranho é que sinta exactamente o mesmo em relação 'a Cidade Maravilhosa, Cidade do Rio de Janeiro, que só vim a conhecer aos 21 anos, mais por um acaso do que intencionalmente. Talvez o que chamo de acaso tenha sido Aquela coisa mágica que sinto pelo Porto, aquele Destino a manifestar-se mas, o que é certo é que, mesmo sem conhecer bem a cidade ou de alguma vez da janela ver o "Corcovado, o Redentor, que lindo!", (como escreveu Tom Jobim), esta cidade emociona-me da mesma maneira.
Ainda me lembro da primeira vez que A vi, no avião, só para fazer uma escala no aeroporto Santos Dumont. O Cristo, de braços abertos sobre a Cidade Maravilhosa, banhada por um sol radiante. Todo aquele mar!
E chorei... como choro quando, lá de cima, avisto Lisboa! Da mesma forma que choro ao chegar ao Porto, 'a noite. O Douro, a nebelina, a Ribeira. Ou ao ver os socalcos do Douro, as vinhas, descendo para o Peso da Régua. E chorei... como choro quando chego 'a Minha Terra!!!
Porque, tal como ao Porto, sinto o Rio de Janeiro como Minha Terra.
Estava aqui a ver o anúncio de uma cama desdobrável (a pensar nas visitas!) que está 'a venda no prédio e, uma coisa leva 'a outra, comecei a explorar o site do prédio... e não é que eles têm uma secção chamada Pet Park, que encoraja as pessoas a pôr lá os nomes dos seus animaizinhos de estimação, descrição, raça e tal?!
O mote é "conheça os animais de estimação no seu prédio".
Ontem fui assistir 'a gravação do Daily Show, com o Jon Stewart.
Curiosamente, não foi com ele (o Jon) que fiquei surpreendida, não foi com o estúdio, não foi com o Deval Patrick (convidado), não foi com nada disso. Nesse quesito, tudo foi como esperado. O Jon é super cómico e inteligente e, embora leia as coisas no teleponto, tem uma capacidade de improvisação extraordinária. O estúdio, é cheio de luzes e câmeras e pessoal, como esperado. O Deval Patrick foi simpático, como até então me tinha parecido.
Agora, o que me surpreendeu MESMO, foi a barulheira que aquela gravação é. A música para entusiasmar a plateia está altíssima e o pessoal berra, grita e aplaude ainda mais alto.
Pois é, por muito engraçada que a história fosse, aquilo pareceu-me algo surreal e, o facto de ter saído logo no dia das mentiras, aumentou as suspeitas. O post fez sucesso entre os meus amigos mas quanto mais comentávamos sobre o desgraçado do porco, mais chegávamos 'a conclusão que aquilo não podia ser verdade. Que devia haver ali algo. Mas depois, em contrapartida, também pensávamos: mas que graça tem pregar uma partida da qual não se pode ver o resultado?
Então, tivemos a ideia brilhante. E se respondessemos ao email? Sim, pergunta de que tamanho é o porco, se cabe no forno? Pois, a Páscoa está tão próxima que, se o deixarmos crescer mais um pouco, é um belo substituto para o cabrito. Afinal, $485 nem é assim tão caro, tendo em conta que lucramos 10kg por semana. Ah, e não te esqueças de perguntar se os sacos são especiais porque também são fraldas?
E já estão a ver que o porco deu pano para mangas e nos rimos muito 'a custa da história.
No fim, mandei um email singelo, só a perguntar "já venderam o porco"? Há 2 dias recebi a resposta: "não, comêmo-lo ;)"... com essa carinha no fim.
Embora não seja 100% de confirmação, acho que sim, que se tratou de uma partida de 1 de Abril. Pelo sim pelo não, respondi: "oh, que pena. Era isso mesmo que eu queria fazer também".
Eu cá acho que o meu prédio é uma pessoa sim, mas não uma pessoa qualquer. E' uma bela de uma gaja, daquelas meio carpichosas.
Cheira-me que se deve ter chateado com alguém e que esse alguém se anda a tentar redimir. Então, é ver flores e vasos de plantas a chegarem todos os dias, 'as dezenas, entregues religiosamente todas as manhãs, desde que a Primavera começou (onde quer que ela esteja, pois eu ainda não dei por ela). Há flores nos jarrões da entrada, há flores nos canteiros que ladeiam os prédio, há flores a ser plantadas no parque, juntamente com outras platas e arbustos. Flores por todo o lado.
Resmas de homens de joelhos na terra, mãos sujas, fatos de macaco. Há mais jardineiros do que jardim, parece-me. Os homens estão doidos! Mas, mesmo assim, parece que nunca chega e no dia seguinte chegam mais.
Chegada lá, pediram-me para esperar. Na entrada, uns sofazinhos, uma mezinha com bolinhos e chazinho, umas revistas... até aí tudo normal. Passado um bocado, vem a rapariga chamar-me. Julgava que já ia lavar a cabeça ou qualquer coisa assim, mas não. Enganei-me.
A miúda veio-me chamar para um tour ao salão, desde o hall de entrada até 'a casa de banho, passando por uma parede branca, vazia, só com uns pregos, onde, segundo ela me informou, expõem quadros de artistas (ao que parece o artista da semana levou os quadros ontem).
Mais parecia que me queria vender o salão. E, pelo que vi, toda a cliente que lá chega, tem direito a nova corrida, nova viagem.
Muito estranho, mas... ok, pode ser... quando em Nova Iorque....
No novo lab, um corredor separa a minha bancada da sala de conferências. Na sala, 'a disposição de quem quiser, uma Nespresso e uma pilha de caixas de cápsulas, com todos os sabores... é 'a escolha.
Volta e meia, chega-me aquele cheirinho a café, quentinho, acabadinho de sair. Virando um pouco a cabeça, consigo vislumbrar a espuma cremosa, caramelo.
Como referi aqui, o meu prédio mais parece uma pessoa do que outra coisa. Como há já várias coisas acerca do dito sobre as quais quero escrever, inicio agora a rubrica "O meu prédio é uma pessoa", porque cheira-me que isto vai dar pano para mangas.
A título de exemplo, segue a pérola de email que recebi hoje de manhã, na sessão de classificados, onde a comunidade (pessoas que moram no complexo) escreve sobre coisas que estão a vender, sobre serviços que estão 'a procura, etc...
Hi all, I recently bought a vietnamese pig (also known as mini pig, or teacup pig). His name is Silvio, and is a great pet, very smart and love to gather with people.. The problem is that is growing excessively, 100 pounds in 2 weeks, and I suspect is not a mini size pig but a regular one. My studio is too small for him. Do you want him? I will give it away only to someone who owns at least a one bedroom apartment. I paid 500 dollars and ask for 485 (pig + special plastic bags..)"
Primeiro, a categoria é Housing, o que me dá logo vontade de rir, pois do que ele está 'a procura é de uma quinta ou de um curral.
Depois, o óbvio: o gajo compra um porco a julgar que vai ser um mini-pig e o bicho vai de lhe crescer 25 kilos por semana. Mas ele ainda não tem a certeza se é um teacup pig ou não... só suspeita. Ou as chávenas de chá (teacup) no Vietnam são gigantes ou este gajo é cegueta... não, é mesmo parvo. E, ainda por cima, descreve o porco como um "great pet". E' um animal de estimação tão "great" que o gajo o quer despachar... arrã. A adivinhar pelo post, ele deve viver num estúdio. Deve ser um excelente pet, especialmente na rapidez com que deixa o espaço todo numa pocilga, literalmente.
Só de imaginar a cena num dos apartamentos daqui já me parto a rir. Está bem que os apartamentos são enormes para os standards the Manhattan mas daí até albergar um porco com mais de 50kg vai um grande passo.
Agora, o que eu acho que a cereja no topo do bolo é ele julgar que alguém está disposto a dar 485$ por um porco gigante, ainda mais em Nova Iorque, onde 'as vezes nem espaço para as pessoas há. Ah, e o pormenor dos sacos plásticos especiais. O gajo de certeza que está num aperto dos grandes, se calhar até a ter que partilhar a cama com o suíno e, mesmo assim, o espírito Asiático (desculpem se soa preconceituoso mas, é um facto) fá-lo não abrir mão de nada... ou antes, faz o "grande" facor de descontar $15 e ainda dar uns sacos especiais (o que quer que seja que os sacos possam ter de especial).
Desde Domingo passado até ontem que se verificaram os dias mais geeks de que tenho memória. Assim, sem mais nem menos, adquiri, não uma, não duas mas sim três, leram vem, três, gadgets/maquinetas/brinquedos/coisas-para-me-manter-entretida-e-distraída-em-vez-de-estar-na bancada-do-lab-como-devia-estar-agora :)
Quer por razões pessoais quer por razões profissionais, eis que agora tenho um iPod nano (tão "crido" e fofinho, laranjinha, já que não havia amarelo), um sistema Wii (já com 2 comandos e com um braço 'a banda de andar a jogar 'aquilo. E' a loucura) e um laptop Macbook Pro (acho que conseguem perceber logo quais os pessoas e profissionais).
Há dias passei horas a encher o iPod com música, a criar pastas (eu e a organização), dar nomes 'as playlists... quando vi, já passava da 1 da matina e eu ainda 'a voltas com aquilo. Ontem, depois do cinema e da saga até Queens, ainda me pus a instalar coisas no computador... vai-se a ver, 2:30 da manhã.
Com o Wii (ainda) não fiquei até tão tarde mas divirto-me 'a brava a criar personagens para aquilo. E' mesmo 'a gaja.
Hoje, em vez de estar na bancada, como devia, ando a sincronizar o meu computador "velhinho" com o novo, a instalar mais umas coisas, a escolher a bolsa para o bichinho (gaja, gaja), a escolher o desktop, o screensaver... coisas muito úteis como vêem, e que não podem esperar. Máxima urgência.
A ver a que horas me deito hoje... estas gadgets andam a dar cabo de mim, mas gosto tanto tanto delas!!!! :D
- Um dos paparazzi era um chinoca minorca, caga tacos, anão, perna curta e rente ao chão. Munido da sua potentíssima máquina fotográfica, com uma objectiva quase do tamanho dele e capaz de o derrubar caso se distraísse e desequilibrasse, fazia também parte do seu equipamento um banquinho desdobrável. Transportava-o para aqui e para ali com imensa destreza e era em cima dele que se punha por forma a conseguir elevar-se sobre as cabeças dos seus rivais.
- Após ter visto a Liv e o Kevin (cá para os amigos), uma rapariga (e tantos outros) agarrou-se logo ao telemóvel, através do qual, excitadíssima, relatava a quem a ouvia do outro lado: ela é super alta e está mesmo aqui, a 2 metros de mim. Oh my God!! Oh my God!!
- Quando saímos do cinema, eu e a J. metemos-nos no F-Train e seguimos em direcção 'a rua 63 (julgávamos nós), em amena cavaqueira. A determinada altura, o caminho pareceu-nos algo longo, os nomes das estações pouco familiares. Até as pessoas no metro eram diferentes.
Mas espera, estamos no F? Sim, confirma-se. Hhhmm, mas onde é que estamos? Com a conversa não ouvimos os anúncios do motorista que avisam da mudança de trajecto (mesmo que tivessemos ouvido, não tínhamos percebido nada porque toda a gente sabe que estes altifalantes dos lugares públicos só estão autorizados a emitir sons fanhosos e inintelegíveis) e, quando demos conta, já estávamos a atravessar o rio para Queens.
Bonito!! E nós com tanta vontadinha de chegar a casa, com sono e cansadas (diga-se que o sono foi especialmente induzido pelo filme Francês que fomos ver, "Certified Copy"... Francês e está tudo dito). Decidimos sair na próxima estação, e inverter a nossa direcção. O plano era bom mas, devido 'as obras e sei lá que mais, os metros não corriam na direcção oposta. Tivemos que esperar de novo pelo metro que tínhamos acabado de abandonar e mais 'a frente saímos novamente, para inverter a direcção... e mais uma vez essa opção foi-nos negada. Parecia um daqueles pesadelos em que estamos num labirinto e não conseguimos sair.
Eu quero ir para Manhattan!!!!! (até me lembrei da Samantha, no Sex and the City).
E lá entrámos nós de novo no metro, para nos enfiarmos ainda mais em Queens e tentarmos chegar 'a única estação que permitia o retorno 'a "civilização".
O que vale é que nos deu para a parvoíce (mais a mim do que 'a J., mas depois acabou por entrar na onda). Dizia eu, armada em snob: que coisa?! Nós, meninas do Upper East Side, chiques, divas, aqui, a caminho de Queens... mas pronto, não te apoquentes J. Temos que ser uns para os outros e fica-nos sempre bem interagirmos com as minorias! (aqui, como a J. tão bem disse, eu parecia a irmã do Michael Bluth, do "Arrested Development"... bacoca, bacoquinha, burra, burrinha). E ríamos, pronto. Ao menos isso. Sempre é mais giro andar "perdida" no metro acompanhada do que sozinha, como me aconteceu aqui... esta cena é meio parecida :)
"(...) Hoje queria ir igualmente nadar mais um pouco mas, os planos foram todos por água abaixo... ou antes, ficaram sem água! Queria comprar bilhetes para um espectáculo da Broadway e, para tal, caminhei até Washington Square, onde se encontra o polo principal da NYU e também a central de bilhetes, onde há descontos para estudantes (só mesmo nessas circunstâncias é que posso adquirir ingressos para tal evento). Chegada lá, bati com o nariz na porta. A bilheteira só abria às 12:30 e eu não podia esperar porque tinha embriões a crescer. Assim, voltei para o lab e decidi comprar os bilhetes da parte da tarde. Planeei ir lá às 17:30 para regressar por voltas das 18:30, o que ainda me dava tempo para ir nadar dessa hora até às 20h. Qual quê... o plano até era bom e exequível mas, a totoinha da Inês pura e simplesmente "perdeu-se" no metro. O que se passou foi que na linha que eu queria passam 4 metros, uns que param em todas as estações e outros que vão directos a paragens mais longínquas. De início apanhei um destes e vi a paragem que eu queria passar-me à frente. Assim que pude, saí e tentei parar na estação que queria no regresso. Parecia um filme cómico... mais uma vez, meti-me num metro que me permitiu uma vista previlegiada da dita plataforma, mas sem parar lá. Voltei, então, ao ponto de partida. Dou nova olhada ao mapa, excluo o metro W (que era no qual eu tinha feito esta primeira tour) e vai de decidir que o que eu queria era o N, Downtown. Espero na linha correspondente, vem o metro e entro, toda contente. Pois, pois... vai de ver outra vez a "8th street" (paragem que eu queria) a passar à minha frente e népias de conseguir lá chegar. Acontece que na mesma linha que o N corre o Q e eu não reparei que estava a entrar neste último. No regresso, nova tentativa para ficar na 8th street, novo falhanço... e vão duas viagens no carrocel. Finalmente, à 3ª, consigo sair na 8th street. É o que faz não estar habituada a metros com 4 linhas! Bem, lá vou eu toda lampeira à central de bilhetes e, qual não é a desilusão, após este esforço Herculeo, quando me dizem que os bilhetes já esgotaram. É preciso ter azar... começaram a ser vendidos hoje! Claro está que a ida à piscina ficou sem efeito uma vez que perdi uma hora a "passear" de metro. Mas, durante as 5 viagens que fiz, até deu para observar pessoa bastante curiosas. Uma, em particular, chamou-me a atenção pelo ar mórbido. Era uma moça, de aproximadamente 25 anos, muito branca. Os olhos eram azuis muito claros e, pos ser tão branca, as veias transpareciam um tom igualmente azulado. O cabelo era preto azeviche, com reflexos roxos, sendo também roxos o camiseiro e a mala, que se destacavam na idumentária totalmente negra. Está-se mesmo a ver o que ela me lembrou... um belo de um vampiro. "Será?". Bem, em NY tudo é possível... porque não? (já sei, já sei... filmes a mais!). Esqueci-me de ver como eram os dentes mas ela não estava com cara de bons amigos e, portanto, não os mostrou! Bem, não consegui exercitar a nadar mas bem que o fiz a andar, a subir e descer escadas. Pode ser que amanhã lá consiga ir, está-me mesmo a apetecer. Não sei é se depois desta noitada terei energias... são agora 5:30 da manhã. Os embriões esperam-me..."
E eis que se deu o meu primeiro encontro imediato com famosos 'a séria aqui em NY.
Ontem, fui até Washington Square, para ir ao cinema com amigas. Cheguei lá mais cedo do que o previsto.
Logo 'a saída do metro, que fica logo ao lado do IFC, uma confusão de gente. Pensei até que já nem desse para comprar bilhetes, pese embora a minha chegada adiantada. Montes de paparazzis, flashes, câmeras. Não conseguia vislumbrar o porquê de tanto furor mas, depois de perguntar a um dos fotógrafos, que nem sequer desviou o olhar para me responder (não fosse ele perder algo importante), percebi que eram o Kevin Bacon e a Liv Tyler que ali estavam.
Cá fora não os vi mas, assim que entraram, os paparazzi bazaram, ficaram só as pessoas que iam para o cinema (afinal, havia bilhetes ao pontapé) e, lá dentro, vi-os no hall, onde ficaram ainda a conversar.
Ela, tem a cara de anjo, linda, que lhe é característica, é altíssima (mais uns saltos finíssimos de 20cm) e escanzelada... cheirou-me a anorexia. Ele, mais baixinho e magrinho do que o imaginava, também a dar para o escanzeladote.
Lá dentro, eram só mais 2 pessoas. Ela até se virou para o rapaz do cinema e perguntou: "where's the bathroom?". Tal como nós, comuns mortais, também faz xi-xi :)
Podia ter falado com eles, tirado fotografias mas, parva como sou, não tinha a máquina comigo. Já devia saber que, em NY, isso passa a ser um acessório tão essencial, quanto a carteira ou as chaves de casa porque, quando menos se espera, algo digno de registo pode acontecer.
Ontem comprei algo na Amazon e, no fim, quando chega a parte de saber quanto nos vai custar a brincadeira, vejo que, por estar em NY e enviar o pedido para lá, pago um imposto que não pagava em Massachusetts. Até na Internet NY é mais caro, caramba!
Pelo sim, pelo não, ainda envio tudo para Massachusetts, já que, durante 1 ano, os correios fazem o favor de reencaminhar a correspondência... de graça ;)
Estou mortinha, mas mesmo mortinha, por que chegue Agosto e resolva de uma vez por todas esta história da placa. Normalmente as pessoas esquecem-se das chaves, da carteira, do guarda-chuva... eu esqueço-me dos dentes. Isto não é normal!
Embora não tenha quaisquer problemas com idade e fale dela abertamente, até há bem pouco tempo fazer anos era um pesadelo para mim. Isto porque mexia com um trauma que eu sempre tive com telefones... e toda a gente sabe que no dia de anos se recebe montes de telefonemas. Bem, pelo menos mais do que o normal.
Vá-se lá saber porquê, falar ao telefone deixava-me nervosa, ansiosa e com as mãos a transpirar. Ficava sempre tão preocupada com a possibilidade de um daqueles silêncios desconfortáveis, em que ninguém diz nada, que quase nem prestava atenção no que me estavam a dizer e passava aqueles segundos a pensar no que ia dizer a seguir. E, claro está, que isto tornava a conversação ainda mais difícil e a probabilidade de eu dizer algo completamente parvo e descabido aumentava exponencialmente... que era outra coisa que me deixava nervosa. Afinal, ninguém gosta de fazer figura de urso e, acreditem, ao telefone eu transformava-me numa completa ursa.
Até hoje estou para perceber porque é que isto acontecia, até porque ao vivo até sou normaleca, acho... converso e tal mas, ao telefone... pronto, empancava.
Curiosamente, com o passar dos anos e, espero, ao tornar-me mais madura, este desconforto foi-se desvanecendo e, pese embora não seja a coisa que eu mais gosto de fazer, falar ao telefone tornou-se algo normal e com a qual nem me importo. Obvio que o estar longe ajudou e acredito também que parte da superação está relacionada com o facto de, aqui nos EUA, se resolverem montes de coisas pelo telefone... assim, tive que me adaptar e habituar.
Ironia das ironias, com o passar dos anos, não só eu amadureci, espero, como os meios de comunicação também evoluiram e, hoje em dia, que já posso perfeitamente receber todas as chamadas do mundo, as pessoas agora despejam "Parabéns" no Facebook ou por email e o assunto fica resolvido. Recebem-se aquelas palavrinhas, sabe-se que a pessoa se lembrou de nós, nos quer bem e dispensa-se a conversar "forçada".
Parece-me que a minha emancipação telefónica veio tarde e a más horas pois hoje em dia falar ao telefone tornou-se obsoleto. A pessoas preferem mil vezes mandar mensagens de texto, escrever um email ou algo no Facebook. Tudo menos contactar a pessoa directamente.
Nada contra... só tenho pena de agora, que consigo, não poder pôr o meu ex-medinho 'a prova :)
Fazem hoje 33 anos que os meus pais se tornaram pais pela primeira vez.
Mais do que as felicitações que surgem no dia de hoje por causa do meu aniversário, penso que os que devem ser verdadeiramente felicitados são eles, os meus pais, que desde aquele momento em que os meus pulmões se encheram de ar, embaracaram numa aventura que, até hoje, têm cumprido de forma exímia e exemplar.... e na qual ainda me surpreendem, conseguindo superar-se quando já pensava que o tinham feito anteriormente.
Mais que parabéns para mim, parabéns para vocês!! :)
Eu cá acho que o meu Mac anda deprimido. O raio do computador parece uma criança mimada, sempre a precisar de atenção e que lhe pegue ao colo, literalmente. Deve ser da nova casa pois, desde que aqui chegámos, que se recusa a dar música pelo Airtunes, a menos que esteja bem sentadinho nas minhas pernas. Assim que toca no sofá, pronto, pára. Pego nele, volta a tocar imediatamente. Se estiver em cima da mesa também funcemina mas em cima do sofá é que não, nem pensar. E o sofá nem é dos piorzinhos... de pele e tal, mas pronto, o computador recusa-se. Esquisitinho o bicho, hein?!
Isto há dias em que uma pessoa até se sente importante. Na 2a feira, abro o Público Online e vejo uma reportagem sobre um amigo meu. Depois, recebo o vídeo sobre uma nova cantora Portuguesa e, qual não é o meu espanto quando, ao olhar para ela, a reconheci imediatamente. Também a conhecia!
Está visto que, se em Nova Iorque não és famoso, pelo menos conheces famosos :)
Fica aqui o vídeo da Luísa, porque já agora também a podem ficar a conhecer. Um misto, pareceu-me, de Norah Jones, Madeleine Peyroux e mais alguma coisinha... bem bom!!
Eu cá acho que me foi rogada uma praga ou qualquer mau olhado no que toca a gelados. Eu nem sou daquelas pessoas loucas por gelados mas, quando encontro um que gosto, agarro-me 'aquele e já não escolho mais nenhum. Gosto, pronto, fica.
Depoisl, a esperança renasceu quando, já em Boston, encontrei os gelados de pauzinho da Dova, Triple Chocolate. Hhhmmm, que bons que eram. Eram porque, como já devem ter adivinhado, também esses deram de frosques a determinada altura e nunca mais se encontraram em lado nenhum.
Voltei a ficar orfã de gelados mas eis que depois apareceram os gelados da Dove, em caixinhas, com uma camada de chocolate espessa em cima de todos eles. E apaixonei-me pelo de chocolate, pelo de menta, pelo de cereja, pelo de amoras... e toda a gente lambia os beiços quando eu aparecia com esta maravilha do mundo moderno. A alegria até durou vários anos e nunca me ocorreu que aqueles gelados tão delcioso fossem um fenómeno local, e logo de Boston. A ser, que fossem de NY, cidade onde (supostamente) se encontra de tudo.
Pois é, já sabem o que vou dizer a seguir. Aqui na Maçã... não existem gelados Dove. Buáááááá!!! Já procurei em 5 super mercados diferentes, já procurei online, procurei até em fóruns e, tal como eu, também há uns maluquinhos que sentem saudades do gelado e que colocam questões tipo: "onde se encontram gelados Dove em NYC?". E resposta? Não há. Ninguém sabe.
Então, eis-me aqui, em Nova Iorque, coitadinha, sem geladinho nenhum que me satisfaça. Se alguém me quiser mandar uns pelo correio, assim, bem embaladinhos e tal, a gerência mais que agradece. Garante-se estadia em Manhattan 'a borliu :)
A propósito da catástrofe que se desenrola no Japão, hoje no Públco lia-se:
"O nível cinco significa que a situação em Fukushima é um "acidente com amplas consequências", segundo a Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, International Nuclear and Radiological Event Scale). Segundo esta escala, os eventos..."
Para o bem e para o mal, as pessoas bem que me dizem que eu sou uma bomba. Confirma-se.
Ora aqui estamos nós em Nova Iorque. Eu, de volta, o David, a estrear-se.
Faz hoje uma semana que saímos de Boston e parece que já foi há uma eternidade. Confesso que sinto saudades das pessoas mas, muito embora ainda nem tenha dado para aproveitar nada da Grande Maçã, da cidade nem me lembro. Por agora, tem sido desempacotar, arrumar, pintar (o David tem sido mesmo o homem do pincel!), limpar, desempacotar mais coisas... uma estafa. So tenho saído de casa para compras básicas e para ir para o trabalho que, por ser novidade, acaba também por ser cansativo.
Mas estamos bem e felizes. Adoramos a nossa casinha e, Nova Iorque é sempre nova Iorque. Mesmo só pondo o narizinho de fora, já deu para sentir a energia.
Só a título de exemplo, o prédio onde moramos tem o seu próprio website. Quase parece um blog, como se de uma personalidade se tratasse. Podemos ficar amigos dos vizinhos, saber o contacto de emergência para tudo, mandar email a todos os funcionários a requerer manutenção, limpeza, marcar elevadores, reservar o jardim... é o que se quer. Só mesmo em NY :)
Ontem já tudo foi empacotado e seguiu para Nova Iorque. Foi um dia de mudança longo e difícil, mas felizmente chegou ao fim.
Encontramos-nos agora no limbo, em que já não estamos cá, mas também ainda não estamos lá. Por 3 dias, a nossa casa é um hotel e agora andamos a tratar das últimas coisas: bancos, cartões, cancelar luz, internet, TV, doar coisas que descobrimos na mudança, vender o carro... há sempre coisas para fazer.
Embora custosas, mudanças são sempre uma coisa boa, e esperamos ansiosamente pelo que NY nos tem para dar... contudo, confesso que sinto já saudades dos amigos daqui, que nem ainda deixei e que já me fazem falta. Mas, se virmos bem as coisas, foi isso que também senti há quase 6 anos, quando fui recambiada de NY para Boston. O bom é que as amizades ultrapassam as distâncias!
Como dizia uma leitora do Casaco, o Casaco volta a NY... vamos a ver se para coisas melhores e maiores!!
Quase se escutam as moscas. Não por falta de novidades ou coisas para contar mas porque tenho andado numa roda viva. Só assim, de "repentemente", esta semana mudamos-nos para... Nova Iorque!! Sim, mudar, as in, para uma nova casa, um novo emprego, uma nova vida. Como vêem,assim que a poeira assentar, vai haver muito para dizer. Me aguardem!! :)