
OK. Estamos "grávidos". Tornamos este facto público ou não (leia-se, escrevo sobre isso no Blog ou não)?
De uma maneira geral, noto que as pessoas não gostam de tornar pública uma gravidez, a menos que esta já esteja num estado bastante avançado e concreto. Até podem ir contando aos mais próximos, mas raramente a expõem num email generalizado ou num blog, como o fiz ontem. Esta é, pelo menos, a minha experiência.
Se não, veja-se: perante o email que enviei aos meus a anunciar/oficializar a nossa gravidez, de imediato recebi logo 4 resposta, de 4 amigas, todas elas revelando que também estavam grávidas (bem mais que eu) mas que, até então, acharam por bem ainda não dizer.
Percebo os receios que envolvem uma gravidez, então agora melhor que ninguém: será que está tudo bem? será que vai correr bem até ao fim? será que o bebé é perfeito? será que está isento de qualquer má formação genética? será? será? Existem, de facto, muitos receios e preocupações.
E sei que "embora não acredite em bruxas, que as há... há" ou seja, percebo também que queiramos proteger algo tão especial e único de más energias ou virações negativas, que possam advir de invejas, maus olhados, más querenças, mal entendidos... o que lhes quisermos chamar. O que é certo é que estas coisas existem e que é sempre um risco quando nos expomos, seja de que maneira fôr.
Contudo, esta gravidez já é, embora tão pequenina e tão no início, a maior e mais emocionante aventura das nossas vidas. Se nestes mais de 8 anos de Casaco Amarelo, usei o blog para falar, desabafar, estrapolar ou dissertar sobre o que me vai na alma, o que sinto, o que penso, por que peripécias passo, não vejo como poderia ser honesta comigo mesma e com a minha maneira de ser (já para não falar para com aqueles que me leêm, mesmo que sejam só uma mão cheia), se omitisse algo tão, mas tão importante.
O exercício da escrita e o prazer que este me dá seriam, desde logo, amputados. Para além disso, tenho para mim que, se é bom ter os nossos e aqueles que nos querem bem 'a nossa volta e envolvidos com o que nos faz feliz e nos faz sorrir, também é um facto que, quando as coisas correm mal (o que espero piamente que não aconteça neste caso, mas sei ser uma probabilidade como outra qualquer), é também fundamental estar rodeado de todo esse bem querer e poder contar com esse apoio.
Se as coisas são boas, são-no muito mais quando partilhadas.
Se as coisas são más, são-no muito menos quando patilhadas.
Daí a decisão de partilhar, desde cedo, a nossa Favita (já não mais uma ervilha, dado que está agora com 2.35cm). Nunca poderá ser mau escrever para aqueles que, até hoje, me receberam sempre com tanto carinho por aqui.
Assim, prossigamos. Cheira-me até que este tema fará mais sucesso do que os posts sobre sexo. A audiência feminina já se começou a manifestar :)


























