2.23.2012

Zeca Afonso



Ultimamente, é pelo Facebook que sei da morte dos famosos.

Amy Whinehouse, Witney Houston... toda a gente desatou a postar coisas sobre eles antes que pudesse receber a notícia pelos jornais.

Quando abri o Facebook hoje de manhã, era posts dos Zeca Afonso por todo o lado.

Por um momento julguei que tivesse ressuscitado.

2.22.2012

As Tangerinas



Não posso dizer que tenha desejos durante a gravidez. Pelo menos, não até agora.
Sinceramente, espero não passar por aquelas loucuras de acordar a meio da noite com uma vontade esganada de comer uma qualquer iguaria que não lembra nem ao menino Jesus e correr seca e meca (ou fazer o David correr) até a encontrar.

Contudo, é um facto que, no início da gravidez, tinha uma vontade enorme de comer citrus: laranjas, tangerinas, até limão... tudo me parecia extremamente apetecível. Como disse, não acordava a meio da noite desesperada por um gomo suculento mas, quando vislumbrava um destes frutos, via um sumo de laranja, uma limonada ou algo semelhante, sentia de imediato vontade de o ter para mim.

Ora, estávamos nós muito felizes e contentes na Jamaica, quando um senhor apareceu perto de nós, na praia, com um saco cheio de tangerinas. Pelos vistos, tinha acabado de as comprar algures, ali por perto. Até então, a única fruta que tinha vislumbrado por aquelas bandas tinha sido bananas, papaias e abacaxis, mas assim que vi aquelas tangerinas, o mundo reduziu-se a um canudo e toda a minha atenção e o meu desejo se focou naqueles frutos laranja.

E parecia um robot, empancado numa ordem e que não pode avançar sem que esta seja cumprida:

- QUERO TANGERINAS!!!

De um salto, levantei-me. Parecia que tinha uma mola no rabo. E fui ter com o senhor, que agora se preparava para descascar uma:

- Desculpe, onde comprou essas tangerinas? - balbuciei, disfarçando com dificuldade a saliva que me humedecia a boca e quase deslizava pela língua, olhando fixamente para as tangerinas e quase sem dirigir o olhar para o senhor.

- Ali, mais abaixo, há uma velhota perto do resort blá blá blá... - e neste momento já nem conseguia ouvir nada, uma vez que as minhas narinas eram inundadas pela essência que emanava da casca rasgada, expondo agora os gomos laranja suculentos. Tive que me segurar para não lhos pedir.

Engoli a saliva que quase me afogava.

- Obrigada!

Virei costas, agarrei na mão do David que, sem hipótese, teve que me seguir:

- Vamos comprar tangerinas!!!!

E lá seguimos pela praia, prescrutando tudo e todos na tentativa de encontrar rapidamente a dita velhota, guardiã do tesouro. O sol estava a pique. Quente, queimava-nos as costas, toldava-nos o olhar, agora franzido, para combater tanta luminosidade. Mas nada me parava.

- Temos que encontrar AS tangerinas!!

E dizia aquilo com tamanha convicção e desejo que, em menos de nada, em vez de 1 erámos já 2 com uma vontade tremenda de comer tangerinas. E andámos e andámos e andámos. E nada de encontrar a velhota. E continuámos a andar. Perguntámos a uma senhora se sabia onde poderíamos encontrar tangerinas: mais 'a frente, respondeu. E continuámos a andar.

Já perto do resort que me parecia soar vagamente ao nome que o senhor tinha dito (mas que, para dizer a verdade, nunca ouvi bem de tão inebriada que estava), perguntámos a um nativo se sabia de uma velhota que vendia fruta. Ah, a avozinha, exclamou ele com o que nos pareceu ser uma certeza inabalável de que tínhamos chegado ao destino. Sim, está ali. Vão falar com ela.

Vimos uma velhota pachorrenta, sentada no alpendre, sem qualquer sinal de tangerinas ou qualquer fruta. Mesmo assim, dirigimo-nos a ela. Quando questionada sobre laranjas/tangerinas, disse que sim, que tinha. Perguntámos quanto custavam, tentou extorquir-nos uma fortuna, discutimos o preço e deixou-nos com um "esperem aqui".

Esperámos. E vimos a velhota, lentamente, dirigir-se para as traseiras da casa. Lentamente, vimo-la também passar para um dos lados com um balde vazio. Passados uns 10 minutos, voltámos a vê-la, lenta, passar para o outro lado, ainda com o balde vazio. E ali continuámos 'a espera. Mais 10 minutos, mais 20, mais 30... quase 45 minutos volvidos eis que a velhota sai, lentamente, das traseiras da casa, desta vez carregando não só o balde (ainda vazio), como uma sombrinha. Lenta, passou um pouco 'a nossa frente, sem nos dar qualquer cavaco. Lenta, continuou até uma banquinha de madeira branca, vazia, mais 'a frente, junto ao mar.

Agora, já com cara de parvos e de "só pode estar a gozar connosco!!", vimo-la, lentamente, caminhar até ao mar. Encheu o balde com água. Lentamente, regressou até 'a banquinha e, lentamente, começou a lavar a mesma com a água salgada.

Só connosco!!! O raio da velha ainda está a montar o estaminé para vender fruta (que continuávamos sem ver)!!!! Já desesperada, sequiosa de citrus, citrus, citrus, tão sequiosa quanto determinada, exclamei: continuemos então. Se aquele senhor encontrou tangerinas, nós também vamos encontrar. Eu TENHO que comer tangerinas. TENHO!!!!!

E lá seguimos pelo extenso areal. Só para terem uma ideia, a praia chama-se "Seven Mile Beach" (praia das 7 milhas... ou seja, de 11.2654 km). Não exagero se vos disser que percorremos mais de metade da praia em busca das tangerinas perdidas (mais parecíamos o Indiana Jones).

Eis então que encontrámos uma banca de fruta. É ALI!!!! Exclamei, qual Moisés perdido no deserto quando encontrou um oásis. E corri para a banca. Lá, uma monte de fruta mal encarada. As tangerinas não eram sequer laranja. Deformadas, olharam-me mal encaradas e verdes. Mesmo assim, quis comprá-las. Como nestas coisas tudo tem que ser difícil (não fosse isto passar-se comigo), demos com uma velhota hiper-mega-super-uber mal encarada, mal educada e que julgava que os turistas são estúpidos. Conseguiu que me crescesse uma raiva maior que o meu desejo, o que me fez mandá-la 'a fava e partir para a terceira empreitada da busca das tangerinas.

Como 'a terceira é de vez, finalmente, lá ao fundo, mais de 2 horas passadas sobre o início da nossa peregrinação, apareceu uma outra velhota, numa banquinha simples, pequena... mas com umas tangerinas lindas!! Sorridente, presenteou-nos com a simpatia a que nos habituámos na Jamaica (a velha ranhosa de antes deve ser a ovelha negra lá do sítio). Mesmo o preço sendo justo, o David tentou baixar mais um pouco. Resisti e disse, com uma vontade incomensurável de enfiar aquelas tangerinas na boca, não, está bem, está justo. A senhora sorriu mais uma vez: a menina é boa pessoa... em vez de 4 dou-lhe 5 tangerinas pelo mesmo preço!
Quem merece, merece!!

E, após tamanho sofrimento, não consigo descrever o quão bem me souberam os primeiros gomos quando, sentada sobre a kanga, numa sombra, devorei a primeira tangerina. Passadas 3 peças de fruta e saciado um pouco do meu desejo, percebi que as tangerinas nem eram tão espectáculares assim. Mas eu TINHA que comer tangerinas!!

Felizes e contentes, curtimos aquele lado da praia que ainda não conhecíamos, banhámo-nos, secámos ao sol, para depois regressarmos aonde tínhamos partido. Inacreditavelmente, passado aquele tempo todo, só agora a primeira velhota se sentava para começar a vender a fruta. Se tivéssemos ido na conversa dela, 'aquela hora ainda estávamos 'a espera das ditas laranjas. Lentidão é o espírito da Jamaica!

Esta história já vai longa e quase soa a loucura sentir tamanha vontade de comer citrus. No entanto, há uma explicação científica, que passo a partilhar convosco, não vão vocês pensar que sou doidinha.

No início da gravidez, o corpo de uma mulher passa a produzir mais sangue, por forma a transportar o oxigénio e nutrientes necessários ao bebé. No fim da gravidez, o volume de sangue terá aumentado entre 30% a 50%, sendo que o período de produção saguínea mais acentuado ocorre durante as primeiras 12 semanas. Assim, a quantidade de ferro disponível na corrente sanguínea diminui, sendo bastante difícil atingir os 30mg de ferro necessários diariamente durante a gravidez (o dobro, comparado com a dose necessária normalmente).
Ora, a nossa amiga vitamina C (sobejamente presente em citrus), ajuda a fixar e a aumentar a absorção de ferro.

Eu nem sabia disto na altura... só sabia que TINHA quer comer tangerinas!!
Mas, a Natureza tem sempre razão.

Daí o meu ar de felicidade na foto :)

Família



O David esteve fora por 2 dias.

Ao chegar a casa, beijou-me, pousou a mão na barriga e falou com o bebé.
Olhando-me nos olhos, sorriu:

- tive saudades tuas e do filhote!

2.14.2012

Ironias da Gravidez - As Mamas



É um facto que, se por agora ainda não se nota a barriga, o aumento do tamanho das mamas é quase que imediato desde o início da gravidez.

Elas ficam maiores, mais redondas, mais maciças, mais tonificadas e duras. Tudo de bom.
Mega apetecíveis, tanto ao olhar como ao toque.

Mas, não há bela sem se não e não podia ser tudo tão perfeito: as mamas doem que se fartam!
Até dormir de barriga para baixo se torna quase impossível, de tão dolorosas que as belas se tornam no início.

A ironia suprema? O coitado do David, qual sequioso perante um fonte de água fresca, vê tais frutos apetecíveis e nada de lhes poder tocar. E, desgostoso, exclamava:

- Dá Deus nozes a quem não tem dentes!!

2.13.2012

Aceitam-se apostas



Segundo a Dra. D, e de acordo com a data do início da minha última menstruação, a Cajú vai nascer no dia 13 de Agosto.

Na 1a ecografia, e segundo as medições feitas 'as 9 semanas e 4 dias, a Cajú vai nascer dia 14 de Agosto.

Segundo um amigo querido, com um "je ne sais quois" sobre estas coisas, a Cajú vai nasber dia 12 de Agosto.

Aceitam-se apostas :)

a 1ª Ecografia








(continuação de Dra. D.)

Seguimos para o laboratório onde a ecografia seria feita e esperámos. Porque já tinha providenciado uma amostra de urina 'a Dra. D., desatei a beber água que nem louca quando lá cheguei e me disseram que tinha que ter a bexiga cheia, por forma a que o exame fosse bem sucedido. Aquilo até virou risota - uma vez que só tinham copinhos pequeninos e era ver o David fazer "piscinas" enquanto trazia copos cheios e levava copos vazios. As coisas que nós fazemos por uma Favita :)

Chegado o exame, foi totalmente indescritível.
Assim que a técnica colocou a sonda na minha barriga, besuntada de gel morno, abriu-se um novo mundo. Aquela imagem apareceu e atingiu-nos de forma violenta. Ali estava ele, aquele embriãozinho pequenininho, qual lua cheia numa noite escura, a iluminar tudo, o nosso futuro, as nossas vidas.

Por muitas destas imagens que vejamos, nada nos prepara para o que é ver aquele pedaço de nós!

Senti os olhos marejados. Apertei a mão do David e olhei-o. Não sei o que brilhava mais, se o seu sorriso se o seu olhar, também ele humedecido pela ternura e pela amoção.

Mais uma vez tivemos sorte: a técnica, tal como a médica, agia como se fosse a primeira vez que presenceava tal momento. Paciente, explicava-nos tudo o que estávamos a ver e sorria aqui e ali para com ela mesma, como se dissesse: "que coisa fofa". Porque o motivo daquela ecografia era, supostamente, a possibilidade de algum problema, o exame foi minucioso. Vimos até o bracinho direito do/a bebé mexer, como quem acena para aquela janela para o exterior.

Ouvimos o coraçãozinho do bebé bater. Tal como a imagem, surpreendeu-nos com a sua determinação. Tão sonoro e tão robusto. Fiquei tão emocionada que por vezes não continha o soluço e lá saltava a sonda. Cúmplices, ríamos todos.

- Parece um bateriazinha de samba: tac tá, tac tá, tac tá! - exclamou com um risinho nervoso o Pai babado - O nosso bebé já está sambando!

E foi, sem dúvida, um dos dias mais emocionantes das nossas vidas.

Com o coração a explodir de amor, eis que, finalmente, naquele dia, partilhámos a boa nova com os que nos querem bem e com aqueles que moram nos nossos corações. A acompanhar as 4 fotografias que ilustram este post, seguiu este email, ao qual recebemos mais de uma centena de respostas, confirmando que estamos, nós e esta coisinha aqui dentro, rodeados de muito bem querer e boas energias:

"Querida Família e Queridos Amigos,

Feliz 2012!!!
Para nós, 2012 vai ser um ano em grande. Literalmente. Estamos grávidos!!!!!! :):):):):)

Estamos muito, muito felizes e é com muita alegria que partilhamos convosco a primeira fotografia da nossa Favita (já não é mais uma ervilha, uma vez que tem 2.35cm).

Fizemos ontem a primeira ecografia e, por muitas fotografias destas que vejamos, nada nos prepara para a emoção que é ver a NOSSA ecografia e o nosso rebento. Emocionámos-nos muito e quase morremos ao ouvir o coraçãozito, tão veloz mas já tão acertivo e forte.
É mesmo muito, muito incrível! Se já estávamos apaixonados pela novidade, agora estamos ainda mais.

Desde ontem que tudo se tornou muito mais real e concreto.
Se até agora a única indicação que tínhamos da existência desta vida eram o risquinho a mais no teste de gravidez, alguns enjôos e dores nos peitos, agora sabemos que tem 9 semanas e 4 dias, 2.35cm e está com nascimento previsto para dia 13 de Agosto.

Em anexo seguem as fotos daquela que já é a maior e mais emocionante aventura das nossas vidas.
Esperamos poder continuar a contar as novidades, até que o pãozinho saia do forno :)

Muitos beijos para todos,

Nês e David"

2.12.2012

IJokes



As hormonas dão-me para a parvoíce. Assim, a semana passada foi uma risota despregada quando começámos com as IJokes, ou seja, piadas sobre a Apple e o Steve Jobs, que começam com o tão famoso I (ai).

Ainda hoje estou para perceber como conseguimos rir tanto e durante tanto tempo de algo tão básico, mas o que é certo é que (e diga-se que 'as 3 da manhã, naquela festa, já estava tudo muito bem atestado - menos eu, que não preciso, tenho as hormonas - e, portanto, o álcool também ajudou) é que aquilo deu muito aso 'a imaginação e ainda esta semana dei por mim a inventar mais uma maravilhosa piada para este grupo.

Assim, seguem-se algumas versões: Americana, Brasileira e Portuguesa (esta da minha utoria):

- O que disse o Steve Jobs quando chegou ao céu?
- IGod

- Com a morte do Steve Jobs, a Apple lançou mais um novo produto, desta vez na Bahia: o IPim

- Que disse o Steve Jobs quando se cruzou com uma família de ciganos?
- ILelo!!

* os maiores sucessos da noite foram a Ipinga, Ibanana e "ai, ai"... mas o nível de parvoíce era tal que não há como explicá-las.

2.11.2012

Ana Moura



Ontem foi dia de Ana Moura. E que bela surpresa!

Tinham-me dito que ela não era de grandes falas, algo tímida e, que embora cantasse bem, que o concerto era assim, morninho.

Pois ontem foi totalmente o oposto. Tanto em Português como em Inglês, envolveu a plateia. Pôs toda a gente 'a vontade, a cantar, a bater palmas. Explicou algumas das músicas, fez piadas e, acima de tudo, cantou espectacularmente.

Tivemos ainda direito 'a surpresa de o saxofonista dos Rolling Stones, com quem ela já trabalhou, aparecer em palco para a acompanhar em 3 Fados (vantagens de estar em Nova Iorque. Já no concerto do Philip Glass apareceu o Francis F. Coppola, já que mora por estas bandas).

A veia de emigrante desterrada há mais de 8 anos já me levou a vários eventos de Fado cá nos EUA. Contudo, de todos, contando com os concertos da Mariza e do Camané, este foi de longe o meu concerto preferido. O mais completo, mais intimista... não sei explicar. Adorei.

Os músicos exímios, ela linda de morrer (a mulher é mesmo uma brasa) e com uma voz fantástica. A cereja no topo foi quando interpretou "Por um Dia", um Fado de que gosto muito e que não sabia que ela (e os músicos) cantavam (a tocar aqui ao lado).

Um excelente início de fim de semana.

Gravidez - Considerações



Recebi hoje um email sobre um concerto em Dezembro.
- Ena, que fixe, em que dia é? Quero ir!!!

Depois, a realidade bateu 'a porta: espera lá, nessa altura o/a bebé já nasceu!
Concerto? Yeah, right!

Tenho mesmo que me habituar 'a ideia que a gravidez não dura para sempre :P

2.06.2012

Dra. D.

Porque a minha ginecologista já não exerce obstetrícia, quando soube que estava grávida tive que marcar consulta com uma nova médica.

Liguei para o consultório e, ao explicar a situação, atribuiram-me logo uma outra médica, que viemos a conhecer passado 1 mês, na consulta das "8 semanas" (afinal, 9 semanas e 4 dias naquele dia).

Confesso que estava meio apreensiva por não tido qualquer parte activa nesta escolha ou tido sequer oportunidade de me certificar que a médica escolhida seria do nosso agrado. Afinal, numa fase tão especial das nossas vidas, é imperetrível que haja uma ligação de confiança, amizade e 'a vontade logo desde o início, para que as coisas corram pelo melhor até ao fim.

Esperámos, eu e o David, na sala de exame. Bateram 'a porta, e eis que entra a Dra. D.: alta, grande, robusta, extremamente sorridente e de braços abertos.
PARABENS!!! já exclamava ela, ao mesmo tempo que nos abraçava, sem sequer haver tempo para as apresentações formais. VAO SER PAIS!! QUE COISA FANTÁSTICA!!!

Conquistou-me imediatamente pela espontaneidade e pela afabilidade. Afinal, por estas bandas não é nada comum o contacto físico entre as pessoas, muito menos com quem se conhece pela primeira vez. Mas, logo ficou tudo explicado: a Dra. D. é Grega.

Estamos entre gente da nossa: Brasileiros, Portugueses, Gregos. Mediterrânicos e Latinos... tudo gente quente e que se recomenda. Mais um ponto a favor.

Durante o tempo todo que lá estivemos, mais que uma hora seguramente, fez-nos sentir especiais. Muito especiais. Como se fôssemos os únicos pais 'a face da terra prestes a terem o seu primeiro filho. Como se nunca antes a Dra. D. tivesse enfrentado tal situação. Um bebé, que novidade!! Contem-me tudo!!

Incrível que uma obstrecta há já tantos anos, com tantos partos, bebés e pais no seu curriculum, nos tenha conseguido fazer sentir assim. O que é certo é que soubemos imediatamente que tínhamos ali a médica certa para nós.

Perguntou-nos tudo: de onde éramos, como crescemos, como fomos criados, que empregos temos, se vamos ter alguém a ajudar quando o rebento nascer, qual o tamanho do nosso apartamento, qual o histórico de saúde e familiar de cada um de nós, se foi planeado, quanto tempo demorou até engravidarmos (fiquei a saber que, para a minha idade, estou mais que saudável!), e mais e mais.

Previu a data de nascimento, deu-nos dicas quanto a cremes para estrias (dica: comprem todos na Europa. Os Americanos não prestam :P), quando comprar o quê, com o que nos preocuparmos agora, que exames se vão seguir, etc, etc...

E, uma vez mais, tudo com o máximo de atenção. Sem nos apressar, sem nos fazer sentir que a próxima paciente poderia estar 'a espera. Muitos mais pontos a favor.

Depois, no fim, eis que nos marca a próxima consulta e nos fala de quando será a primeira ecografia.

(Abro aqui um 'aparte para dizer que, tanto eu como o David, esperámos ansiosamente por esta primeira consulta. Por todas as razões e mais algumas mas também porque estávamos piamente convencidos de que iríamos, pela primeira vez, vislumbrar o que se passa no meu útero e, quiçá, escutar o bater do coração da então Favita. Assim, já podem adivinhar a nossa cara de desilusão quando a médica nos disse aquilo.)

- Mas... não vamos ver nada do bebé hoje?
E foi aqui que a Dra. D. ganhou o 1º prémio para a melhor primeira consulta de sempre, para além de todas as menções honrosas já recebidas. Nem foi preciso dizermos mais nada, pois as nossas caras e a nossa exclamação não precisaram de mais interpretação.
- Bem... o que posso fazer é pôr aqui no relatório que houve um pouco de sangramento e que, por precaução, recomendo que se faça uma ecografia. Mas corroborem com a história, ok? - disse ela a sorrir e a piscar o olho.

Avisou-nos que, num estado tão precoce da gravidez, o embrião estaria ainda muito pouco desenvolvido. Não se veriam braços nem pernas, mas em vez disso toquinhos. Talvez a forma ainda não fosse a mais humana. Mas por nós, tudo bem. Rejubilámos com a ideia de, finalmente, tudo se tornar mais concreto, com uma imagem, uma visão.

(continua)

* na foto, eu sentada no consultório... sei lá com que dúvidas/expectativas/deslumbramentos a passar pela cabeça.

1.27.2012

Promoção - Cajú



A Favita foi promovida a Cajú.

Se 'as 9 semanas e 4 dias tinha 2.35cm, 'as 11 semanas, quando voltámos a ver o rebento (2a feira passada), surpreendeu-nos com 4.15cm. Está tão giro/a!

Colaborou, e deixou medir-se para o despiste do síndrome de Down sem dificuldade. Toca a torcer para que, para a semana, juntamente com as análises ao meu sangue, os resultados mostrem que está tudo bem.

Desta vez, para além de ouvirmos o coraçãozito a bater, também o vimos... literalmente, a bombar.

De perninhas cruzadas e bracinhos no ar, esta coisinha deixou-nos de novo embevecidos :)

1.24.2012

E é tão bom acordar assim



O David teve que viajar. Asim, hoje, 'as 5 da manhã já estava acordado, para chegar a tempo ao aeroporto.

Fiquei na cama, meio estremunhada, acabando por adormecer amiúde, enquanto o ouvia nas suas andanças.

Antes de sair, veio até 'a cama. Fez-me festinhas no cabelo, beijou-me e despediu-se. Depois, suavemente, ergueu o edredon, subiu a minha blusa e aproximou-se da minha barriga. Beijou-a também e, muito pertinho, sussurrou:

- Te amo bebé! É o papai filhote!

E, perante aquilo, voltei a dormir com um sorriso, com o coração tão quentinho, como se o David ainda ali estivesse para eu me aninhar.

Quem sai aos seus...



Feito/a em Las Vegas, vai nascer em Nova Iorque.

Filho/a de mãe Portuguesa e pai Brasileiro, assim que se descobriu sobre a sua existência, eis que foi para Timor e para a Gâmbia que desde logo se espalhou a notícia, já com um pé em vários continentes e sobre diferentes oceanos. Das pessoas fisicamente próximas, eis que a revelação foi feita a uma Grega.

Se no dia 13 de Dezembro se descobriu a grande notícia, no dia 14 eis que o/a petiz se estreava num dos palcos mais famosos mundialmente, o Carnegie Hall.

Já habituado/a 'a vida de estrela, seguiu depois para Portugal, com passagem por Londres, para depois ir descansar até 'as praias da Jamaica.

Possivelmente, em breve irá até ao Brasil.

Cheira-me que a Favita vai ser um/a cidadão/ã do mundo.

1.22.2012

A Descoberta


Embora já com um atraso de 7 dias, o facto de ter obtido um teste de gravidez negativo no hospital na semana anterior (por causa da zona), seguido de uma visita à ginecologista uns dias depois (para o que foi só uma visita de rotina), a falta da menstruação não me fez suspeitar que pudesse estar grávida. Para além do mais, já há dias que andava com aquela sensação de que o período me ia aparecer: pequenas cólicas, algum mau estar, dores nos peitos. O normal.

Contudo, não sei porquê, naquela 3a feira de manhã, 13 de Dezembro de 2011, verificada mais uma vez a ausência de qualquer sinal de sangue, deu-me para fazer um teste de gravidez.

Até então, ocasiões em que só um dia de atraso já nos deixava ansiosos e nos levava a fazer um teste, foi sempre ponto assente que o faríamos juntos. Houve até uma vez que o fizemos pelo Skype, de tão importante que era descobrirmos a possível boa nova juntos. Convencidíssima que estava de que ia dar negativo, nessa manhã nem sequer esperei que o David acordasse e o presenciasse comigo. Foi mesmo só por um descargo de consciência.
Qual não é o meu espanto quando, pela primeira vez em toda a minha vida, aquele tracinho a mais apareceu, quase que de imediato, ‘a medida que o líquido percorria os visores do teste.

Penso que fiquei uns segundos a olhar para aquilo.
Como boa cientista que sou, tentei conciliar toda a informação que possuía: estou grávida? mas, espera, não pode ser! mas… pois, a legenda está certa… um mais aqui quer dizer que sim, que estou grávida. Então e o teste negativo? E a ginecologista, é cegueta? C’um caneco… estou grávida!!

E foi num misto de incredulidade e felicidade que ali fiquei, sentada na sanita mais não sei quanto tempo, com o coração a bater e os pensamentos a mil.

Lembro-me de imediatamente querer proteger aquela vida tão frágil.
E dirigi os meus pensamentos para os meu queridos Avós, para que, lá de cima, como até agora têm feito comigo, protejam agora esta nova geração e a amparem de forma segura, como seguro foi sempre o abraço com que me envolveram.


Com a minha Avó-madrinha, 1978


Com o meu Avô, 1979

E dirigi o meu pensamento ‘a Dani, “mãe” de tantos afilhados, cuja vida lhe negou um filho. E entreguei-lhe, ‘a Dani, o meu, para que seja a sua Dinda trans-terrena, iluminando e amparando esta ervilhita com o seu Sorriso e carinho.



Depois… já nem sei. Caiu-me em cima um peso pesado. Soube, com uma violência incontornável, que este peso nunca mais sairá das minhas costas. Não tanto relacionado com o conseguir sempre dar-lhe roupa, comida, um tecto, uma cama quentinha e segura (se bem que, confesso, uma das primeiras dúvidas parvas que tive ainda naquele momento também foi: como vou saber que carrinho de bebé comprar?). Embora tudo isto esteja presente, este peso refere-se a algo bem mais profundo.

Criar, educar, incutir valores a uma matéria prima tão valiosa. Moldar a sua personalidade e o seu carácter para que se torne um ser humano com H grande, correcto, respeitador, honrado. O medo, o receio, a ansiedade, a dúvida, a esperança. Basicamente, aquilo que é ser Mãe. Como percebo agora!

Quando dei por mim estava a acordar o David. Tentei fazê-lo de forma gentil, mas o David acordou sobressaltado, talvez detectando a agitação na minha voz.
- Que se passa querida? Está tudo bem? – estremunhado.
- Amor…
- Que foi querida? Que se passa? – agora já com os olhos bem abertos e apreensivos perante a minha expressão.
- Amor... estou grávida!!

E quando, pela primeira vez, verbalizei e ouvi em voz alta aquela afirmação, a emoção tomou conta de mim. De nós.
E chorei, enquanto o David me abraçava com um risinho nervoso.
- Um bebé, amor? Vamos ter um bebé?!? – sabendo perfeitamente o que naquele momento passava pela cabeça e pelo coração do David, não fosse eu estar ainda sob o efeito desse mesmo sentimento.

E ficámos ali, abraçados, a celebrar... numa turbulência de emoções.

1.21.2012

Madmen



Disseram-me que a série MADMEN é viciante.
Agora que estou orfã de séries, vamos lá a ver se é verdade.

1.16.2012

O Segredo Mais Curto do Mundo



Ele há coisas incríveis!!

A Sarita, como já devem saber, é uma amicíssima issíma issíma do coração, tendo sido minha madrinha de casamento em 2008, altura em que estive com ela pela última vez (até Dezembro passado, quando carinhosamente apareceu no aeroporto para me dar um beijinho. Obrigada Sarita. Gostei taaaanto!).

Desde então, mudou-se de Londres para a Gambia, em África, e os nossos caminhos tornaram-se ainda mais divergentes, comigo do outro lado do Atlântico. Pese embora a distância, o contacto obviamente que se mantém sempre, mesmo que por vezes de forma espaçada. Mas, quando falamos, é como se tivesse sido ontem.

Quando decidimos engravidar, decidimos também que esta nova fase seria só nossa. Não partilhámos com familiares nem com amigos, para não criar ansiedades. Quando fosse, seria... e aí, sim, surpreenderíamos toda a gente já com uma boa notícia e não só com um plano.

Ora, após tomada a decisão de engravidarmos, no dia em que fui ‘a ginecologista para iniciar os exames, já se teriam passado sensivelmente umas 4 ou 5 semanas que não “falava” com a Sara, seja por telefone, Skype ou email.
Chegada ao laboratório, abro o meu computador, liga-se o Skype e eis que, do nada, a Sara me interpela nesse programa:

- Inês, estás grávida?

Nem “olá, há quanto tempo!”, “como estás?”, “bom-dia!”... nada. Sem mais nem para quê, aquela pergunta a piscar assertivamente no meu monitor.

- Não, porquê?
- Inês, tive um sonho tão, mas tão real!!! Eu estava contigo e estávamos 'a beira d'água e tu estava grávida e ias ter uma menina. E foi tão real que tive que te perguntar!

Perante tamanha premonição, obviamente que os meus planos de surpresa e sigilo foram por água abaixo logo ali. Afinal, mesmo a km de distância, a Sarita já sabia... e até parecia saber mais que eu. Como poderia não lhe dizer nada? Óbvio que partilhei logo com ela os nossos planos e o inédito daquele contacto, com aquela pergunta, justo naquela altura.

Como referi no post anterior, pese embora seja cientista e bastante racional, acredito em energias e bem querenças que nos ultrapassam, a nós, terrenos. Por isso, acredito também, sinceramente, que vá ser, de facto, uma menina. Se estas coisas acontecem, têm que ter uma razão de ser. Ou, pelo menos, conforta-me pensar assim, que este projeto de vida está, desde o início, já envolvido numa teia de bons sentimentos e de pressentimentos bonitos.

Só saberemos no fim da gravidez quando, se correr tudo como planeado, a criancinha escorregar cá para fora e se revelar. Até lá, fica o mistério. Aceitam-se apostas, hehehe.

Sabem, nós gostamos de surpresas! :)

Se tal for o caso, a madrinha não poderá ser outra se não a Sarita, como de imediato sugeriu o David, quando, incrédulo, soube do sucedido.

1.15.2012

O Dilema



OK. Estamos "grávidos". Tornamos este facto público ou não (leia-se, escrevo sobre isso no Blog ou não)?

De uma maneira geral, noto que as pessoas não gostam de tornar pública uma gravidez, a menos que esta já esteja num estado bastante avançado e concreto. Até podem ir contando aos mais próximos, mas raramente a expõem num email generalizado ou num blog, como o fiz ontem. Esta é, pelo menos, a minha experiência.

Se não, veja-se: perante o email que enviei aos meus a anunciar/oficializar a nossa gravidez, de imediato recebi logo 4 resposta, de 4 amigas, todas elas revelando que também estavam grávidas (bem mais que eu) mas que, até então, acharam por bem ainda não dizer.

Percebo os receios que envolvem uma gravidez, então agora melhor que ninguém: será que está tudo bem? será que vai correr bem até ao fim? será que o bebé é perfeito? será que está isento de qualquer má formação genética? será? será? Existem, de facto, muitos receios e preocupações.
E sei que "embora não acredite em bruxas, que as há... há" ou seja, percebo também que queiramos proteger algo tão especial e único de más energias ou virações negativas, que possam advir de invejas, maus olhados, más querenças, mal entendidos... o que lhes quisermos chamar. O que é certo é que estas coisas existem e que é sempre um risco quando nos expomos, seja de que maneira fôr.

Contudo, esta gravidez já é, embora tão pequenina e tão no início, a maior e mais emocionante aventura das nossas vidas. Se nestes mais de 8 anos de Casaco Amarelo, usei o blog para falar, desabafar, estrapolar ou dissertar sobre o que me vai na alma, o que sinto, o que penso, por que peripécias passo, não vejo como poderia ser honesta comigo mesma e com a minha maneira de ser (já para não falar para com aqueles que me leêm, mesmo que sejam só uma mão cheia), se omitisse algo tão, mas tão importante.

O exercício da escrita e o prazer que este me dá seriam, desde logo, amputados. Para além disso, tenho para mim que, se é bom ter os nossos e aqueles que nos querem bem 'a nossa volta e envolvidos com o que nos faz feliz e nos faz sorrir, também é um facto que, quando as coisas correm mal (o que espero piamente que não aconteça neste caso, mas sei ser uma probabilidade como outra qualquer), é também fundamental estar rodeado de todo esse bem querer e poder contar com esse apoio.

Se as coisas são boas, são-no muito mais quando partilhadas.
Se as coisas são más, são-no muito menos quando patilhadas.

Daí a decisão de partilhar, desde cedo, a nossa Favita (já não mais uma ervilha, dado que está agora com 2.35cm). Nunca poderá ser mau escrever para aqueles que, até hoje, me receberam sempre com tanto carinho por aqui.

Assim, prossigamos. Cheira-me até que este tema fará mais sucesso do que os posts sobre sexo. A audiência feminina já se começou a manifestar :)

1.14.2012

Não há 2 sem 3



Eis a 3a prova!
Confirma-se, mais uma vez, que:

- "What happens in Vegas DOES NOT stay in Vegas".

Em 2012 vou, literalmente, ser grande :)

Bom 2012!

Decidimos há 2 anos que, embora o Natal fosse passado com a família, o fim de ano seria passado num local quente, para fugirmos 'a neve e ao frio que se fazem sentir aqui por terras Americanas.

É certo que este ano o Inverno está a ser atípico e o frio que se sente nem é digno de ser chamado disso, comparado com o que seria normalmente. Neve, nem vê-la. Mas, nem por isso mudámos de ideia.

Se o ano passado fomos para o México, este ano lá fomos nós para a Jamaica (o frio é mais uma desculpa para viajarmos, heheh).







O fim de ano, como tudo o que é Jamaicano, foi muito lento, calmo, relaxado, no genuíno espírito da paz e amor, "respect yaman!"... tásse bem.

A praia, toda ela iluminada amiúde por fogueiras, encheu-se de pessoas. Por todo o lado se ouvia reggae. A lua iluminava toda a praia e o céu estrelado, céu este que ficou ainda mais iluminado por todos os balõezinhos de ar quente que as pessoas lançavam ao ar, levando com eles todos os bons desejos para 2012.

E assim passámos a nossa meia noite (nossa, no nosso relógio, porque, claro está que na Jamaica não há contagem decrescente. Este pessoal não tem pressa para nada. Se não fôr 'a meia-noite, é 'a meia-noite e cinco. Não faz mal. Chegámos lá todos e sim. Relaaaaaaaaax!!). Com os pézinhos na água quentinha do mar, de mãos dadas, a olhar para o céu e a acarinhar todos os nossos desejos e anseios, para nós e para os nossos, lembrando os ausentes, os presentes e os que hão-de vir (como dizia o meu saudoso Avô).

Feliz 2012 para todos!













Aos leitores queridos

Bem sei que este estaminé tem andado muito parado e quase se ouvem as moscas, de tão silencioso que isto está. Contudo, também é verdade que, pese embora escrever seja muito giro, falar de tricas e licas seja muito engraçado, quando o mesmo tipo de silêncio se faz sentir na caixa dos comentários, essa sim até já com bolôr e teias de aranha, 'as vezes a motivação para continuar a escrever fica um pouco dormente.

É claro que escrevo para mim e por mim, mas os comentários são uma recompensa que sabe bem. A razão de todo este silêncio também se prende com a época festiva e até com a minha própria falta de disposição, ultimamente, para aqui vir... geralmente porque sei que já acumulei tanta coisa que quero dizer, que começo a procrastinar.

Ora, volta e meia, maioritariamente quando vou a Portugal, há situações que me fazem espevitar e ficar outra vez cheia de vontade de escrever e de contar coisas pois, afinal, há quem me leia, há quem goste e quem esteja 'a espera das novidades. Claro que eu sei disso, e alguns até mo dizem em privado, por email.
Mas 'as vezes sabe bem este feedback, esta confirmação... sou uma mimalha! :)

Em Agosto, no campismo em Sto. André, encontrei-me com os nossos companheiros e amigos, Luísa e Ze António, que já não via há séculos mas, que assim que me viram, exclamaram logo: olh'ó Casaco Amarelo!!! A gente está sempre a seguir-te e fartamos-nos de rir com as tuas peripécias. E quando aconteceu isto? E quando aconteceu aquilo? ... e mais parece que sabem mais sobre mim do que eu mesma, que esqueço coisas que digo.

A última situação foi agora em Dezembro, na casa de um casal amigo em que, a mãe dele, que eu nunca tinha conhecido pessoalmente (mas que já sabia ser fã do Blog), me viu, veio disparada ter comigo com um sorriso escancarado, me abraçou, espetou-me 2 beijos na cara e, com genuíno entusiasmo, me confessou: oh Inês, que bom conhecer-te finalmente. É como se já conhecesse, porque vou ao "Casaco" todos os dias! Gosto tanto da maneira como escreves. Escreves tão bem!! Nunca pares de escrever, ah?! 'As vezes até sei mais coisas sobre ti do que o meu filho e andamos sempre a ver quem sabe das coisas primeiro!! E olha, até vim com a echarpe amarela, porque sabia que ias estar cá!

Foi tamanha a demonstração de carinho que não resisti a responder de imediato: Adelaide, vamos já tirar uma fotografia as duas e terá um post dedicado a si e a quem me aquece assim o coração para continuar a escrever.

Como o prometido é devido, aqui seguem as fotos com a Adelaide (notem que a echarpe está lá!!) e com os meus queridos Luísa e Zé António, que na altura, efusivamente, também insistiram em tirar uma fotografia para registar o momento.





Obrigada a vocês... e 'aqueles mais silenciosos também. Eu sei que estão aí :)

PS - Vamos ver quem comenta primeiro, se a Adelaide se o filho. Aposto que vão competir, hehehe.