8.20.2012
8.16.2012
Espera
O/A petiz foi obediente e cooperou: esperou pela chegada dos avós.
Agora, são eles (e todos 'a minha voltam), que desesperam com o tão típico "então, é hoje?".
Confortável que está no Hotel Uterus, a nossa coisinha já ultrapassou a marca das 40 semanas na passada 2a feira. Hoje há consulta médica, para a qual não havia grandes certezas que eu conseguisse vir há uma semana. "Deve nascer" antes, dizia a parteira. Mas, o que é certo, é que ainda aqui estou com a minha tão adorada barriga e os menos desejados tarolos, vulgo pés inchados.
Vamos lá a ver se a criança não me estraga os planos de um parto natural ao obrigar 'a indução, caso se recuse a sair até 'as 42 semanas. Se sair 'a mãe (que ficou 22 dias a mais nesse tal hotel), só vai sair mesmo 'a última (sem indução), mediante ultimatum médico :)
Confortável que está no Hotel Uterus, a nossa coisinha já ultrapassou a marca das 40 semanas na passada 2a feira. Hoje há consulta médica, para a qual não havia grandes certezas que eu conseguisse vir há uma semana. "Deve nascer" antes, dizia a parteira. Mas, o que é certo, é que ainda aqui estou com a minha tão adorada barriga e os menos desejados tarolos, vulgo pés inchados.
Vamos lá a ver se a criança não me estraga os planos de um parto natural ao obrigar 'a indução, caso se recuse a sair até 'as 42 semanas. Se sair 'a mãe (que ficou 22 dias a mais nesse tal hotel), só vai sair mesmo 'a última (sem indução), mediante ultimatum médico :)
8.07.2012
Modo Cerebral
Ontem estava a ver um programa de culinária e apareceu no ecran: da Horta ao Prato.
O que li foi: a Hora do Parto. Estou mesmo em modo gravidez!
8.04.2012
Pré-Sintomas
Existem vários sintomas que indicam que o parto pode estar para breve.
Tem :
- náuseas? Check (níveis de hormonas a mudar de novo)
- vómitos? Check
- diarreia? Check (organismo a fazer limpeza)
- vontade de limpar e arrumar tudo que nem doida? Check (preparar o ninho)
- corrimento espesso conhecido por "rolhão"? Check (acho eu. Desbloqueio do cérvix)
- cérvix dilatado? Check
- sensação de "cólicas menstruais"? Check (duas em três dias)
- perda de peso? Check
Pois é. Não falho uma.
Só espero é que a criancinha espere pela chegada dos avós, no dia 8.
Vá lá, fica aí só mais um bocadinho, está bem?
Tem :
- náuseas? Check (níveis de hormonas a mudar de novo)
- vómitos? Check
- diarreia? Check (organismo a fazer limpeza)
- vontade de limpar e arrumar tudo que nem doida? Check (preparar o ninho)
- corrimento espesso conhecido por "rolhão"? Check (acho eu. Desbloqueio do cérvix)
- cérvix dilatado? Check
- sensação de "cólicas menstruais"? Check (duas em três dias)
- perda de peso? Check
Pois é. Não falho uma.
Só espero é que a criancinha espere pela chegada dos avós, no dia 8.
Vá lá, fica aí só mais um bocadinho, está bem?
8.03.2012
Birthing Center - CONSEGUIMOS!!
Quem segue o Casaco Amarelo sabe concerteza do nosso desejo de um parto natural, no centro de nascimento (birthing center), e de como este nos foi negado, face ao facto de estarmos grávidos de 25 semanas quando tomámos essa decisão.
Ora, 'as 37 semanas, fomos 'a consulta com o Dr. Moritz e, mais uma vez (especialmente incitada pela nossa professora das aulas pré-natal), voltei a inquirir sobre a possibilidade de termos a nossa cria no centro de nascimentos. Pela 3a vez!
Não sei se pela minha insistência, se pela promessa de uma excelente garrafa de vinho do Porto (acompanhada do meu mais belo sorriso e olhinhos de bambi) o Dr. Moritz lá se desdobrou, falou com as parteiras com quem trabalha e lá nos conseguiu uma vaga no centro. Isto deixou-nos (a mim especialmente) em estado de graça.
Se já me tinha apaixonado pelo birthing center assim que o conheci, com o seu ambiente silencioso, calmo e tranquilo, luzes indirectas, musiquinha, possibilidade de mobilidade total, jacuzzi, bola de pilates e aparatos e todo o conforto, para mim e para os meus, depois de ter conhecido a unidade hospitalar no andar de cima, onde impera o barulho, azáfama e luzes fluorescentes, ainda mais decidida fiquei a parir no primeiro.
Que bom que conseguimos!!
No fim da consulta não resisti e, sem sequer lhe dar tempo, disse do Dr. Moritz: eu tenho que o abraçar, ao mesmo tempo que já o rodeava com os meus braços. Como é Europeu, eu sei que percebeu o gesto e até gostou.
Passados uns dias, quando me viu a sair da consulta com a parteira, retribuiu-me o abraço, perguntou se eu estava feliz e até comentou com uma outra paciente que passava que aquela era a melhor parte do trabalho.
Há 2 dias fomos já 'a consulta das 38 semanas, onde conheci mais uma parteira. São ao todo 4, sendo que uma delas nos vai assistir na hora H... que, me parece, já não está assim tão longe uma vez que, ainda sem estar em trabalho de parto, já tenho 2 cm de dilatação.
Muitos em breve poderei contar sobre a experiência do centro de nascimentos e, se tudo correr como esperado, sobre a entrada neste mundo deste pedaço de nós, naturalmente, sem drogas e de forma tranquila.
8.01.2012
MP3 Experiment
Lembram-se de eu vos falar da MP3 experiment?
E o mais engraçado, eu apareço aos 5:02. Obviamente, sou a grávida, de top vermelho, mochila 'as costas, touca azul e esguicho branco na mão :)
E o mais engraçado, eu apareço aos 5:02. Obviamente, sou a grávida, de top vermelho, mochila 'as costas, touca azul e esguicho branco na mão :)
7.28.2012
Surpresa... de novo
Tinha listado a falta de memória como uma das ironias da gravidez. De maneira geral, até mesmo uma das desvantagens deste estado. Contudo, hoje de manhã funcionou a meu favor. Ontem recebi, pelo correio, miminhos de Portugal, incluindo os tão afamados Morenazos. Claro que hoje de manhã, quando acordei, já nem me lembrava que estavam no frigorífico... e foi com muita alegria que os vi como a resposta perfeita 'a pergunta "o que é que vou tomar de pequeno-almoço?" :)
Mais vale tarde do que nunca
A 2 dias de completar 38 semanas, 2 semanas das 40 previstas, parece-me que, finalmente, tenho "desejos". Nada de escandaloso ou apetites fora de horas... mas uma grande vontade de comer gelado de chocolate.
7.24.2012
7.18.2012
Fim de semana NYorquino
Este fim de semana foi hiper, mega ocupado, cheio de acção, o que me deixa super feliz e com a sensação de que estou a aproveitar ao máximo o tempo que resta antes de a vidinha dar uma reviravolta para todo o sempre, amen :)
Confesso que ando meio sôfrega, com vontade de fazer tudo e mais alguma coisa, em antecipação do nascimento da nossa cria algures nas próximas 4 semanas. Vai ser maravilhoso ter esta coisinha cá fora, mas a mudança vai ser tão drástica que estou ciente de que, pelo menos durante uns tempos, bem vou ter que abrandar e habituar-me a ficar mais tempo em casa.
Mas passemos então ao fim de semana. Na 6a, chegou um amigo nosso de Boston, com quem fui até a uma noite de Forró ao ar livre no Lincoln Center, seguido de uma graaaaaande caminhada até ao rio Hudson, depois até 'a rua 80 (com direito a um geladito pelo caminho), Broadway, rua 72, Central Park e de volta a casa. Uma passeata de mais de 2 horas, que deixaram o nosso amigo boquiaberto: "mas tu estás grávida?! Ias dando cabo de mim".
No Sábado, "brunchámos" os três+1 e depois seguimos para o Warm Up no MoMa PS1, em Queens, festa de Verão que acontece todos os anos, todos os Sábados, entre Julho e Setembro. É o máximo: tudo ao ar livre, DJs a tocar, pessoal a dançar a beber e a comer, entrada nas galerias, uma instalação para refrescar toda a gente (este no era a "Wendy"). Vejam aqui. Um casal veio ter comigo, para me darem os parabéns por estar ali a dançar, grávida. Quando lhes mostrei 8 dedos com as mãos, assinalando que já só falta um mês, nem queriam acreditar. Esta pipoca electrónica que tenho aqui dentro é que está de parabéns, por me dar uma vida tão tranquila!
Terminada a dança, siga para Brooklyn, para uma mostra de documentários na qual um amigo meu ia mostrar o seu trabalho. Soube mesmo bem, estar sentadinha, ao ar livre. Depois, toca a regressar a Manhattan, para jantar com uma amiga. Não admira que, quando cheguei a casa, já depois da meia-noite, estivesse cansada.
Mas, isso não me impediu de que, no Domingo, depois de um brunch com a criança e o seu progenitor, me pusesse na bicicleta para pedalar 10km até ao sul da ilha, onde apanhei o ferry, com mais uns quantos amigos, para a Governor's Island. Fomos para lá munidos de uma pistola de água, um lençol branco, uma touca de banho, um peluche e um objecto plano e duro. Para além disso, todos tínhamos também o nosso leitor de MP3 com uma faixa especial, sem a qual toda a experiência tinha ido por água abaixo. Mas perguntam-me: que raio de experiência é essa, com tão estranha combinação de factores? Nada mais nada menos do que The MP3 Experiment Nine, promovida pela Improv Everywhere, que se diverte a organizar flashmobs. Soube disto o ano passado e fiquei ansiosa por participar no evento deste ano.
Podem ver aqui uma amostra do que é:
Isto foi o que se passou o ano passado. Este ano, seguimos e imitámos pessoas, também demos high-fives, deitámo-nos no chão, fizemos de fantasmas, corremos como se fossemos super-heróis e fizemos uma guerra de água gigantesca, que foi uma benção no calor pegajoso e abafado que se fez sentir durante o dia todo. Foi muito, muito divertido. A não perder!
De regresso a Manhattan, mais 10km de pedalada para cima, um banho rápido, e uma ida ao MoMa, desta vez para a mostra de cinema Brasileiro... e acabou o Domingo.
Uuufff... confesso que fiquei cansada, mas feliz :)
Confesso que ando meio sôfrega, com vontade de fazer tudo e mais alguma coisa, em antecipação do nascimento da nossa cria algures nas próximas 4 semanas. Vai ser maravilhoso ter esta coisinha cá fora, mas a mudança vai ser tão drástica que estou ciente de que, pelo menos durante uns tempos, bem vou ter que abrandar e habituar-me a ficar mais tempo em casa.
Mas passemos então ao fim de semana. Na 6a, chegou um amigo nosso de Boston, com quem fui até a uma noite de Forró ao ar livre no Lincoln Center, seguido de uma graaaaaande caminhada até ao rio Hudson, depois até 'a rua 80 (com direito a um geladito pelo caminho), Broadway, rua 72, Central Park e de volta a casa. Uma passeata de mais de 2 horas, que deixaram o nosso amigo boquiaberto: "mas tu estás grávida?! Ias dando cabo de mim".
No Sábado, "brunchámos" os três+1 e depois seguimos para o Warm Up no MoMa PS1, em Queens, festa de Verão que acontece todos os anos, todos os Sábados, entre Julho e Setembro. É o máximo: tudo ao ar livre, DJs a tocar, pessoal a dançar a beber e a comer, entrada nas galerias, uma instalação para refrescar toda a gente (este no era a "Wendy"). Vejam aqui. Um casal veio ter comigo, para me darem os parabéns por estar ali a dançar, grávida. Quando lhes mostrei 8 dedos com as mãos, assinalando que já só falta um mês, nem queriam acreditar. Esta pipoca electrónica que tenho aqui dentro é que está de parabéns, por me dar uma vida tão tranquila!
Terminada a dança, siga para Brooklyn, para uma mostra de documentários na qual um amigo meu ia mostrar o seu trabalho. Soube mesmo bem, estar sentadinha, ao ar livre. Depois, toca a regressar a Manhattan, para jantar com uma amiga. Não admira que, quando cheguei a casa, já depois da meia-noite, estivesse cansada.
Mas, isso não me impediu de que, no Domingo, depois de um brunch com a criança e o seu progenitor, me pusesse na bicicleta para pedalar 10km até ao sul da ilha, onde apanhei o ferry, com mais uns quantos amigos, para a Governor's Island. Fomos para lá munidos de uma pistola de água, um lençol branco, uma touca de banho, um peluche e um objecto plano e duro. Para além disso, todos tínhamos também o nosso leitor de MP3 com uma faixa especial, sem a qual toda a experiência tinha ido por água abaixo. Mas perguntam-me: que raio de experiência é essa, com tão estranha combinação de factores? Nada mais nada menos do que The MP3 Experiment Nine, promovida pela Improv Everywhere, que se diverte a organizar flashmobs. Soube disto o ano passado e fiquei ansiosa por participar no evento deste ano.
Podem ver aqui uma amostra do que é:
Isto foi o que se passou o ano passado. Este ano, seguimos e imitámos pessoas, também demos high-fives, deitámo-nos no chão, fizemos de fantasmas, corremos como se fossemos super-heróis e fizemos uma guerra de água gigantesca, que foi uma benção no calor pegajoso e abafado que se fez sentir durante o dia todo. Foi muito, muito divertido. A não perder!
De regresso a Manhattan, mais 10km de pedalada para cima, um banho rápido, e uma ida ao MoMa, desta vez para a mostra de cinema Brasileiro... e acabou o Domingo.
Uuufff... confesso que fiquei cansada, mas feliz :)
7.09.2012
Vida e Morte: o ciclo

É difícil de acreditar que já passou 1 ano.
Um ano sobre a morte de uma amiga querida. Um ano que, embora estivesse no meio da natureza e de um lugar lindo, passei o dia com uma angústia inexplicável, mesmo que em costas opostas de continentes diferentes, em diferentes hemisférios.
É daquelas coisas que não se explicam mas que nos fazem crer que, fisicamente ou não, continuamos ligados 'aqueles a quem estamos unidos por bem querença. Aquela coisa que me fez dirigir os pensamentos para aquele Sorriso, no momento em que descobri a vida que em mim se desenvolvia.
E hoje, ao ouvir o coraçãozito dessa mesma vida, soube que aquela morte foi apenas terrena... pois a Dani esteve ali.
Instruções
Ora segue aqui um guia ilustrado de como apanhar sol nas costas quando se está grávida de 8 meses :)
Primeiro - O maridão escava um buraco
Segundo - A gravidita estende a toalha sobre o mesmo, ajustando.
Terceiro - A gravidita enfia a barriga no buraco e pronto... já está!
Primeiro - O maridão escava um buraco
Segundo - A gravidita estende a toalha sobre o mesmo, ajustando.
Terceiro - A gravidita enfia a barriga no buraco e pronto... já está!
6.29.2012
Prendas
Já várias pessoas me perguntaram como podem aceder 'a tão famosa lista de items para bebé que a Baby Fairy me tem ajudado a compilar.
Assim, podem encontrar os links logo aqui ao lado (Para a Favita), para quem quiser presentear o nosso fruto tropical :)
6.27.2012
Outro
Nunca é demais referir o quão fantástico é sentir o/a bebé a mexer cá dentro.
Cada vez mais nos fascina, uma vez que agora não só o/a sentimos, como podemos até ver a barrigota a mexer e adivinhar que aqui ou ali seja um pezinho ou um cotovelo a provocar aquela elevação. É verdadeiramente fantástico e, há coisa de 2 dias, estávamos no sofá a ver um filme e tudo parou quando a estrela decidiu começar a sambar. Com cara de parvos, ficámos os dois a curtir o espectáculo, com as mãos sobre a barriga.
Suspirei: vamos ter saudades destes momentos - saudosa que já estou da gravidez.
O David anuiu: Sim... mas não fique triste. Depois fazemos outro!
Quero ver se diz a mesma coisa daqui a 2 meses, quando não conseguir dormir e já não puder ver fraldas 'a frente :)
6.23.2012
Autocarro
Continuo a andar de bicicleta para todo o lado, como sempre fiz. Ainda há 2 dias, porque 'as 10 da noite estava um calor insuportável, pegámos nas nossas binas e lá fui com o David para um volta de 2 horas e de 25km, junto aos rios.
Como já ouvi várias histórias de pessoas terem sido multadas pela polícia porque passaram um vermelho ao andar de bicicleta ou usaram uma faixa que não deviam, ocorre-me sempre que um dia serei eu. Nessa noite, a determinada altura, usámos a faixa destinada aos autocarros.
Ao mesmo tempo que me veio o pensamento "ainda somos multados", de imediato me ocorreu que não, não nos podiam multar. Afinal, eu sou sim um autocarro, com um belo de um passageiro cá dentro.
Oh Sr. Polícia, desta vez eu posso passar :)
Amêndoas
Pese embora me possa gabar de quase não ter quaisquer dos sintomas secundários associados 'a gravidez, é um facto que agora, pouco depois de comer, começo a ficar com uma azia desconfortável.
Descobri que comer amêndoas ajuda. E ajuda mesmo!
Agora, ando sempre com elas no bolso e como-as amiúde.
Mais pareço um esquilo.
6.22.2012
Médica de Patins
A Dra. D.
foi de patins! Adios muchacha!
Como vos
disse, adorei a minha médica quando a conhecemos a primeira vez. Contudo, 'a
medida que as consultas progrediam, comecei a notar que me despachava a grande
velocidade e que aquela atenção inicial foi mesmo só coisa de princípio. Sentia
que era só mais uma das suas pacientes e que não recebia o tempo e a atenção
que desejava. Se já sentia um pouquinho isto, a coisa intensificou-se na última
consulta com ela, quando lhe comecei a fazer perguntas, a questionar sobre o
teste da glucose, sobre o parto e percebi que a estava a chatear eu querer
saber tanta coisa.
Não sei
se é porque sou cientista ou não. O que é certo é que as instruções que recebi
sobre o teste de glucose foram para não comer nada a partir da meia noite e no
dia seguinte, de manhã, beber uma solução açucarada, marcar a hora e, passado
uma hora, estar no consultório para tirar sangue e ver como processei o açucar.
Ora, se não sabem os meus níveis de açucar iniciais, como vão saber se
processei bem ou mal? Telefonei a perguntar isto. A médica não estava e depois
ligou-me, deixando uma mensagem de voz que mais parecia um atestado de
estupidez: o teste é assim assim e assado (como expliquei). Se acha que estas
instruções são muito difíceis de seguir e tiver dificuldades, venha cá que eu
explico de novo.
Para além
de parecer um atestado de estupidez, não respondia de todo 'a minha questão.
Mas, mesmo assim, lá fiz o que me mandaram e no dia seguinte estava lá para
tirar sangue. Esperei no consultório para que me visse. Quando entrou, nem olá,
nem como vai nem um sorrizinho. Carrancuda, a olhar para baixo, foi directa ao
assunto: mas que coisa foi aquela de dúvidas quanto ao teste?
Para além
de ficar meio carrancuda com as minhas dúvidas, ainda deu de estar a olhar para
o telemóvel enquanto eu falava com ela acerca das dúvidas e questões que tenho
quanto ao parto. Quero que seja o mais natural possível, com o mínimo de
intervenções e drogas (se possível), quero que o bebé venha logo para cima de
mim em vez de o levarem embora, quero poder andar e mexer-me enquanto em
trabalho de parto... tudo recebido com muito pouca abertura. Não gostei. Saí de
lá bastante insatisfeita e também com a ideia de que, quando a altura chegar,
não só vou ter que enfrentar o parto como ainda lidar com resistência por parte
da médica quanto 'as coisas se passarem da forma que eu quero e não acabarem
numa cesariana só porque é mais prático.
Não sou
louca ou radical de arriscar a minha vida ou a do/a bebé por um parto natural e
sem drogas. Contudo, se estiver tudo bem, queria muito que me fosse dado o
tempo e a flexibilidade para o meu corpo e o/a bebé fazerem o que têm a fazer,
sem drogas, induções ou epidurais. Como disse, tudo isto pode mudar na hora H,
e estou aberta 'a possibilidade, mas quero saber que a possibilidade de a
Natureza fazer o que tem a fazer está lá. Desta feita, saí de lá resoluta a
encontrar um médico mais "natural" e que me aceitasse após as
25 semanas.
Consegui!!
Agora
tenho um novo médico, todo a favor das coisas naturais, que já conhecemos e de
quem gostámos muito. Como tudo na minha vidinha, a coisa não foi trivial. Mas,
com esforço tudo se consegue e ficámos muito felizes com o Dr. Moritz.
Passo a
contar a mini-saga: quando percebi que a médica com quem estava não era muito
inclinada a um parto natural e que, provavelmente, me traria resistência numa
altura em que já tenho mais com que me preocupar (nomeadamente, pôr a
criancinha cá para fora), fiz alguma pesquisa e encontrei um hospital aqui em
NY com um birthing center (centro de nascimentos, daqueles com quartos com
jacuzzi, bolas de pilates e toda a liberdade para se ter um parto sem drogas),
que era exactamente o que eu queria. Contudo, quando telefonei, e por já estar
de 25 semanas na altura, não existiam mais vagas. Fiquei meio triste e acho que
a Sra percebeu do outro lado da linha, pelo que me disse que, pelo menos, me
podia pôr em contacto com médicos que fazem partos nesse mesmo hospital (no
andar acima do birthing center), que são, 'a partida, médicos com uma mente
mais aberta e com uma filosofia que vai de encontro 'a minha. Aliás, muitos
deles trabalham nos 2 andares.
A solução
satisfez-me, pelo que, assim que desliguei, desatei a telefonar para todos os
números que ela me deu. Recomecei a ficar desanimada, pois sempre que contava a
minha história e que dizia que estava de 25 semanas, todos me respondiam que já
era muito tarde, que só aceitavam grávidas até 'as 20 semanas. C'um caneco!!
Muito tarde!??! Então ainda a procissão vai a meio e vou ter que me resignar a
ficar com um médico que não me satisfaz? E se eu me tivesse mudado ou se a
médica tivesse batido as botas, ia ficar sem cuidado médico? Não me resignei. E
tanto telefonei e tanto insisti que uma alma caridosa me deu os minutinhos que
queria para me explicar um pouco mais do que só dizer que estava de 25 semanas
(altura em que me cortavam logo o pio). Assim, passados uns dias tinha o
Dr. Moritz a ligar-me, para saber mais sobre a situação, para me
conhecer um pouco e que simpaticamente me aceitou, pese embora o estado
avançado (?) da minha gravidez. Ter feito os 64km do Bike New York no dia
anterior acho que o convenceu que eu era mesmo uma grávida saudável e que não
lhe estava a tentar passar a perna.
Fiquei
felicíssima com a conquista e, por osmose, o David ficou também, pois o que ele
quer é ver-me feliz :)
Toca de
fazer mais uma pesquisa, desta feita sobre o médico, e está visto que nos saiu
um com bónus. Não só as avaliações sobre ele são óptimas, como o tipo ainda é
um tipo de estrela de Hollywood, com participação em vários documentários sobre
partos (inclusivamente um que eu já tinha visto e que me fez mesmo querer
tentar o parto natural), bem como com o seu próprio programa televisivo, tipo
Dr. Oz. Nem 8 nem 80, pensei. Se calhar agora tenho que lidar com uma diva. Mas
não. Atendeu-nos de forma extremamente simpática, pese embora já fossemos das
últimas consultas do dia. Falou um pouco de Português connosco, do pouco que
sabia, ouviu todas as nossas questões, sempre encostado, de braços cruzados,
atentamente e com aquela expressão de que não tem pressa nenhuma. Isto soube
bem melhor do que a médica anterior, sempre com a mão na maçaneta da porta
assim que eu começava a perguntar coisas. Deu-nos mesmo a sensação de respeitar
a nossa vontade, aconselhou-nos a ficar em casa o mais possível na altura do
parto, que é mais confortável. Avisou e preparou o David, contudo, de que ele
se ia passar quando o parto começar e que vai querer logo levar-me para o
hospital. "Foi assim comigo", disse ele meio cúmplice, "mesmo
sendo médico. Mas, quando é a nossa companheira e a nossa criança, somos todos
humanos e o que mais queremos é passar a responsabilidade a quem sabe mais ou
está mais apto". Explicou-nos também que as enfermeiras são donas e
senhoras das decisões, pese embora ele seja o médico, pois ficam connosco muito
mais tempo e só querem que lhes facilitem a vida. No entanto, temos que ser
assertivos na nossa vontade e querer e tudo será respeitado.
Como se
já não bastasse tudo isto ser música para os nossos ouvidos, também tivemos a
inesperada oportunidade de ver o/a bebé, coisa que antes não acontecia no
consultório médico mas sim num gabinete da especialidade.
6.08.2012
Construção
Eu acho que noutra vidinha devo ter sido alguém que trabalhava com as mãos, pois nada me dá mais prazer do que fazer bricolage e coisas do género lá em casa.
Como contei, a semana passada fui até ao IKEA comprar mobília para preparar a chegada do nosso projecto. Nos dias que se seguiram ficava em pulgas para ir para casa e começar a construir as coisas. Qual passear em NY qual carapuça?! Construir é que é :)
ADORO construir coisas do IKEA!! Podia passar o dia todo a fazer isso que não me importava. Dá uma satisfação imensa interpretar as instruções, fazer (de preferência bem) e em pouco tempo ver o resultado.
Assim, após 2 serões, eis que o berço e o armário estão montados. O armário deu luta, pois com 3 prateleiras e 4 gavetas, aquilo tinha para ali parafusos e parafusinhos até mais não. Fiquei quase 6 horas 'as voltas, até estar finalmente montado. Não deveria demorar tanto tempo mas, o que é certo é que, conscientemente ou não, movo-me mais devagarinho e com mais cuidado, não vá alguma coisa perturbar o/a meu/minha pequeno/a. Tudo nas calmas!!
E o quarto está lindo!!!
Também distribui as coisinhas de bebé, que agora se vão acumulando, pelas gavetas, pendurei uns fatinhos nos cabides coloridos e, aos poucos, tudo começa a tomar forma. Em breve ponho aqui as fotos. Por ora, fica só a descrição. O David chega amanhã de viagem e quero que o novo look seja uma surpresa para o Papi!
Grávida ou Doidinha?
Com o progredir da gravidez, progride também a minha incapacidade de memória. A cabeça está mais feita em água do que nunca e esqueço-me até do que estou a falar, a meio de uma frase.
Para tentar controlar um pouco a coisa, agora, sempre que me lembro de algo para fazer, digo a coisa em voz alta... e mais pareço uma esquizofrénica:
- 75.3 Kg!! (quando me pesei)
- cuecas!! (quando estava a preparar a mala para o ginásio)
- pôr creme na cara!! (a transição entre lavar a cara, pôr tónico e creme nem sempre decorre até ao fim)
Uma pessoa faz cada figura!!
Para tentar controlar um pouco a coisa, agora, sempre que me lembro de algo para fazer, digo a coisa em voz alta... e mais pareço uma esquizofrénica:
- 75.3 Kg!! (quando me pesei)
- cuecas!! (quando estava a preparar a mala para o ginásio)
- pôr creme na cara!! (a transição entre lavar a cara, pôr tónico e creme nem sempre decorre até ao fim)
Uma pessoa faz cada figura!!
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