6.27.2015
Todos diferentes, Todos iguais
Passámos na rua por um mural onde estavam pintadas várias pessoas, uma delas um homem negro, com bigode. A Elis olhou e disse, "Olha o avô!".
E agrada-me perceber que para a Elis, preto ou branco é igual.
O que interessa mesmo é o bigode! :)
5.22.2015
Formatação Cerebral
Com esta coisa de termos filhos, o nosso mundo passa de facto a girar em torno deles e o nosso cérebro adquire novas conformações para acomodar todas as necessidades dos pequenotes e fazer tudo em função deles.
Para preparar o leite da Elis, aqueço metade de um copo durante 55 segundos no microondas, passo para o biberão, para depois preencher com leite frio. Assim é que a coisa fica ao gosto dela.
Ontem, enquanto me preparava para tomar o pequeno almoço, dou por mim a preparar o mesmo copo de leite, pela metade e a pô-lo no microondas por 55 segundos. Só quando a coisa já estava a girar é que eu me lembrei que nem sequer gosto de leite quente...
Mais sarilhos
Porque a Elis já consegue tirar a corrente da porta, contactei a gerência por forma a instalarem a corrente um pouco mais acima, onde a Elis já não a conseguisse alcançar.
Até aqui tudo bem. Vieram, mudaram a corrente mais para cima e pronto. Não. Não é assim tão simples. Ao que parece, após esta instalação, receberam resposta de uma entidade qualquer da cidade que tinham contactado previamente, a dizer que não só a corrente não podia ser colocada mais para cima (com risco de não se conseguir abrir a porta seguramente num caso de emergência) como a corrente não pode existir nas premissas, de todo, porque também é perigoso.
Conclusão, eu que queria a porta bem fechadinha, agora arrisco-me a que fique ainda mais fácil de abrir do que antes. Americanos.....
Até aqui tudo bem. Vieram, mudaram a corrente mais para cima e pronto. Não. Não é assim tão simples. Ao que parece, após esta instalação, receberam resposta de uma entidade qualquer da cidade que tinham contactado previamente, a dizer que não só a corrente não podia ser colocada mais para cima (com risco de não se conseguir abrir a porta seguramente num caso de emergência) como a corrente não pode existir nas premissas, de todo, porque também é perigoso.
Conclusão, eu que queria a porta bem fechadinha, agora arrisco-me a que fique ainda mais fácil de abrir do que antes. Americanos.....
5.01.2015
Em sarilhos
Já ninguém para a minha miúda. Nem mesmo dentro de casa!
Antes, julgava que mantendo a corrente de segurança na porta, a petiz não podia escapar, pese embora já consiga abrir a porta. Mas eis que chegou o dia em que a sacana descobriu uma maneira de se esquivar...
4.27.2015
Maratona e a questão que se impõe!
A Elis e eu fomos ver a maratona de Boston.
Ao ver passar tanta gente, a pequenota insistia na pergunta que se impunha:
- mamã, para onde é que eles vão?
(vê-se na carinha dela que está confusa :))
Pitosga como a mãe
Pelo título devem julgar que esta é mais uma entrada sobre a Elis. Não. Este é sobre mim.
A minha mãe é pitosga como tudo e, há muitos anos, enquanto fazíamos uma viagem de roullote pela Europa e nos debruçávamos sobre o mapa para definir a empreitada do dia seguinte, ao ver tantas cruzinhas em várias áreas do mapa, a minha mãe exclamou:
- Tantos aeroportos!!
Quase.
Não eram aeroportos. Eram cemitérios! (o que vai dar quase no mesmo e ajudou ainda mais 'a risota).
E lembrei-em disto porquê?
Porque a semana passada, enquanto corria com a Elis (ela ia no carrinho), ao chegarmos junto ao rio vejo um dos pontões cheio de "patos".
- Olha filhota!! - apontei eu - tantos patinhos!!
Vai-se a ver, quando chegámos mais perto, eram montes de ténis, dos remadores que se tinham feito 'a água nos seus barcos.
Pois, patinhos...
Pitosga! Pitosga!
Fase desconhecida
Que todas as crianças passam pela fase dos porquês é já sabido. A Elis ainda não está lá. No entanto, para além de estar na fase de querer pensos colados nas mãos e no queixo por tudo e por nada, agora a nova moda é perguntar: o que é que está lá dentro?
Vemos um arbusto: o que é que está lá dentro?
Passamos por uma casa: o que é que está lá dentro? (e pergunta isto quase em toooodas elas)
Pega num boneco: o que é que está lá dentro?
Já estão a ver como tenho andado a desenvolver a minha criatividade nas respostas :)
Vemos um arbusto: o que é que está lá dentro?
Passamos por uma casa: o que é que está lá dentro? (e pergunta isto quase em toooodas elas)
Pega num boneco: o que é que está lá dentro?
Já estão a ver como tenho andado a desenvolver a minha criatividade nas respostas :)
4.03.2015
Passarinha Coração (parte II)
Ajeitando-lhe a franja e fazendo uma festinha na cara, da Elis disse-lhe:
- porta-te bem e faz o que a Jessica diz, está bem?
- hmm hmm
- se precisares de fazer chichi, diz 'a Jessica, ok?
- hhmm hmm
- vais-te divertir muito hoje 'a noite não é?
Apontou para a porta de casa e disse:
- mamã, vai p'a casa!!
E pronto. Acho que preciso de um defibrilhador!
Passarinha coração
Há dias, uma das amiguinhas da Elis veio passar uma noite cá em casa. Foi tamanha a diversão que a Hollie, desde então, só fala em ter a Elis a dormir na casa dela também. Tanto insistiu que a mãe da Hollie me perguntou esta semana se a Elis podia ir lá passar uma noite. Acedi e assim sendo, hoje a Elis vai, pela primeira vez, dormir fora de casa para passar a noite na casa de uma amiga.
Acabei de preparar a mochilinha da Elis. E, pese embora ache a ideia óptima e tenha dito logo e sem hesitação que sim e saiba até que o seu inseparável coelhinho não está esquecido, surpreendo-me com um aperto no coração. Sou defensora acérrima de que as nossas crianças devem ser independentes e que super protegê-las as prejudica mais do que as ajuda. Já passei até dias longe da Elis. Dias em que a deixei com alguém e eu fui. E tudo bem.
Mas hoje, mesmo assim, e inesperadamente, no momento de preparar a malinha da Elis, senti-me pela metade. Desta vez pareceu-me mais independente do que o costume. A minha senhorinha, que já tem uma malinha! Que já não leva fraldas! Que já tem planos de 6a feira 'a noite com a "melhor-amiga".
A Elis cresceu-me. Assim. De repente.
Tem crescido, obviamente. E apercebo-me disso. Mas hoje, mais do que até então. De outra forma. Hoje não a deixo com ninguém. Hoje, alguém ma leva. Eu fico, e lá irá ela, feliz, contente, entusiasmada... sem mim.
Tão diferente!
E acho que é disto que falam quando dizem que ser mãe é ter o coração constantemente a passarinhar fora do peito.
Sei que hoje 'a noite o meu coração andará a passarinhar irrequieto por outras paragens, que não apenas as da casa da Hollie.
Das Fraldas ao Pote
Há uns meses atrás, a Elis começou a mostrar interesse pelo pote. Espontaneamente, pedia para lá ir e fazia chichi. Pensei: fantástico!! a minha criança é mesmo um génio (todos os pais pensam o mesmo, não é?). É tão inteligente que se vai treinar sozinha!
Pois, não foi bem assim.
Da mesma forma que se interessou, desinteressou-se. E quando tentei tirá-la das fraldas, deliberadamente a Elis fazia chichi pelas pernas abaixo a olhar para mim, como quem diz: faço chichi no pote quando quiser e não quando tu queres. Tu não mandas! Ou então, quando lhe punha umas cuecas, ia a correr ao cesto da fraldas, de onde tirava uma e depois andava atrás de mim, numa birra imensa, a implorar "falda!!! falda!!!". Melhor ainda, perguntava-lhe:
- onde é que se faz chichi? é no chão?
- siiiimmmm - respondia ela
- não. É nas calças?
- siiimmmm
- não. É no pote?
- nãooooooo!!
Percebi perfeitamente que usar o pote passava por uma decisão da Elis e não por uma imposição minha. Assim sendo, não insisti e deixei a coisa andar. Andou de fraldas até querer e não a chateei mais. No entanto, na escola, volta e meia as professoras lá me começaram a dizer que a Elis tinha feito chichi na mini-sanita, o que me pareceu ser o sinal para abordar o assunto outra vez.
Desta feita, no fim de semana passado, tirei-lhe a fralda e vesti-a. Expliquei-lhe que não tinha fralda e que tinha que fazer chichi e cocó no pote. Acedeu e fez os dois sem problema. Milagre! Na 2a feira mandei-a para a escola sem fraldas e é oficial. A Elis já não usa fraldas!
Na escola volta e meia lá tem uns acidentes, mas são mais a excepção do que a regra. No entanto, em casa, faz sempre tudo bem e não tive (até agora) que andar a limpar nada. Há duas noites atrás, pese embora a ponha a dormir com uma fralda, veio ter 'a minha cama 'a 1 da manhã a pedir-me para ir ao pote. Fez o chichizinho dela e a fralda que tinha estava seca. Voltei a pôr nova fralda e, de manhã, seca de novo.
Ontem fomos jantar a um restaurante com amigos. Porque íamos estar fora de casa por algumas horas e íamos até andar de metro, onde não há hipótese de casa de banho, quis pôr-lhe uma fralda. Não deixou. Foi, qual senhorinha, sem nada! E no restaurante, impecável. Por duas vezes que me pediu para ir 'a casa de banho e voltámos para casa sem incidentes.
Parece-me que estamos no bom caminho e não tive nem metade da chatice que aqueles pais que insistem porque insistem que tem que ser quando faz 2 anos ou quando sei lá o quê têm.
Aos 2 anos e 7 meses, quando decidiu que assim devia ser, a Elis deixou de usar fraldas :)
3.27.2015
É mesmo minha filha!! (gulosa! gulosa!)
Hoje faço anos.
Trinta e sete anos!
De manhã:
- Bom dia meu amor!! Hoje a mamã faz anos!! Vamos cantar os parabéns?!
Vem a correr feliz, para o que antecipo ser um mega abraço.
De sorriso rasgado no rosto, exclama:
- BOLO!!!!!
E passado este tempo todo (37 anos!!), aquece-me o coração esta mini-eu do presente.
3.25.2015
Profissão: Mãe
Estava a actualizar o meu CV e achei muito injusto não se poder listar "Mãe" como qualificação. Vontade não me faltava, pois é um outro emprego, tão ou mais exigente do que qualquer outro. Não se condói com nada, é 24h, 7 dias por semana! E temos e queremos ser as melhores, as mais, as muito, as sempre!
Não é para me gabar, mas ser mãe sozinha, lá longe, sem família e conjugar trabalho, filhota e vida em geral sem qualquer ajuda (e de bicicleta, faça chuva ou faça sol) é digno de um medalha, diploma ou qualquer estatueta para pôr em grande destaque na prateleira.
Escrevendo "Mãe", não tinha que se entrar naquela lenga-lenga de "hard-working, team player, organized, thrives in fast paced environment, quick learner, dedicated...."
É Mãe, é Mãe!! É isso tudo e muito mais! É super mulher :)
3.20.2015
Vida Social
3.18.2015
Fraldas do Elmo
A última da Elis é fazer questão de escolher qual é a fralda que vai usar (sim, ainda de fraldas... teimosa como é, está determinada a não as largar. Tem que me apanhar numa onda de determinação ainda maior, mas o Inverno não me tem dado para isso :)).
Assim, quando chega a hora de a trocar, tenho que lhe passar o cesto cheio de fraldas, todas elas iguais e, após uns momentos de observação e avaliação, eis que a Elis escolhe a fralda felizarda.
Tem que ter o Elmo!!
Que todas têm!
Só comigo!
3.17.2015
Elis, a Esquiadora
Do jeito que posso, tenho-me esforçado por que a Elis seja exposta ao maior número de experiências possíveis e me acompanhe nas coisas que eu gosto (e que, se tudo correr bem, venha a gostar também :)). Assim, este fim de semana foi a vez de experimentarmos o ski.
Fomos para o Maine, dois estados a norte, para o resort de Sundayriver, o meu preferido mas que já não visitava há 5 anos, fruto de ter dado cabo do meu joelho. Fomos com o melhor amigo da Elis, colega de escola, e a mãe dele e ambos os miúdos nos surpreenderam com a facilidade com que, em menos de nada, estavam a deslizar com os esquis nos pés. Foi giro vê-los a experimentar as botas de ski pela primeira vez e a andarem tipo astronautas. Estavam felicíssimos e nós, mães babadas, também.
Esquiámos sábado e domingo e logo no primeiro dia inscrevi a Elis numa aula, pese embora seja só a partir dos 3 anos. A Elis está com 2 anos e quase 7 meses mas, talvez porque ela é alta e toda despachada, olharam para ela e disseram que sim, que podia fazer a aula. No primeiro dia não correu nada bem porque não houve um período de transição entre o chegar 'a escolinha e deixá-la, garantindo que ela sabia com quem ia ficar e que eu também sabia e que tínhamos estado todos juntos um bocadinho. Até eu fui apanhada de surpresa. Sem mais nem menos ela foi levada pelo professor, eu desapareci de vista e, obviamente, a cachopa ficou desconsolada. Sei bem que eles 'as vezes choram quando saímos da vista deles mas que passados 2 minutos já estão finos. E não me importo que ela chore quando assim é (já o fiz na creche). Mas, desta vez, eu sabia que a Elis não estava bem. De longe, de onde ela não me visse, fiquei sempre a olhá-la. No início ela olhava para todo o lado 'a minha procura, mas depois, quando perdeu a esperança de me encontrar, começou a chorar desesperada e implorava: mamãaaaaa!! mamãaaa!!!
Qualquer mãe fica com o coração partido numa situação destas, e eu não fui excepção. Era a Elis a chorar por mim e eu a chorar por ela. Mesmo assim, ainda esperei que a levassem no carrinho que transporta os miúdos até ao topo da pista das crianças, com esperança que a coisa melhorasse. Não melhorou e ela continuou desconsolada e a partir o coração de qualquer um que a ouvisse (excepto do professor, que me pareceu pouco talhado para aquilo). Assim, em menos de 20 minutos já eu a tinha ido buscar e abraçado muito e dado muitos beijinhos e dito que a amava infinitas vezes para tranquilizar aquela respiraçãozinha tão aflita. Foi tão pouco o tempo que ela ficou na aula que até me reembolsaram o valor da mesma.
Como percebi que a coisa não funcionou mesmo por uma questão de tato (ou falta dele), decidi que a Elis faria a aula do dia seguinte mas que trataria de fazer uma transição como deve ser. Dito e feito, no Domingo ela não só conheceu o professor (outro) comigo, como ficámos a falar todos um pouco eu expliquei-lhe que ela iria com ele, o que ia fazer e que havia mais meninos. Também acabei por incluir na conversa o condutor do snowmobile que leva os miúdos, porque reparei que no dia anterior, quando ele lhe pegou para a trazer de volta, ela parou de chorar, ficou mais calma e até pôs a mãozinha no ombro dele. Claramente engraçou com aquele motorista gigante, de barba e barrigudo, qual urso grandalhão e bonacheirão (se calhar por causa da mascote do resort :))
E assim, já pela mão do Jason (condutor), lá foi ela tranquilamente para o grupo. Segui-a 'a distância de novo e ela não chorou e já era de novo a minha Elis, sorridente e social, a falar com todos e a dar hi5 quando lhe pediam. A aula correu super bem e se, até então, quando esquiava comigo não o fazia sem ser a dar-me a mão ou entre as minhas pernas, quando voltou, já ia sozinha...
... 'as vezes até sozinha demais :)
Fomos para o Maine, dois estados a norte, para o resort de Sundayriver, o meu preferido mas que já não visitava há 5 anos, fruto de ter dado cabo do meu joelho. Fomos com o melhor amigo da Elis, colega de escola, e a mãe dele e ambos os miúdos nos surpreenderam com a facilidade com que, em menos de nada, estavam a deslizar com os esquis nos pés. Foi giro vê-los a experimentar as botas de ski pela primeira vez e a andarem tipo astronautas. Estavam felicíssimos e nós, mães babadas, também.
Esquiámos sábado e domingo e logo no primeiro dia inscrevi a Elis numa aula, pese embora seja só a partir dos 3 anos. A Elis está com 2 anos e quase 7 meses mas, talvez porque ela é alta e toda despachada, olharam para ela e disseram que sim, que podia fazer a aula. No primeiro dia não correu nada bem porque não houve um período de transição entre o chegar 'a escolinha e deixá-la, garantindo que ela sabia com quem ia ficar e que eu também sabia e que tínhamos estado todos juntos um bocadinho. Até eu fui apanhada de surpresa. Sem mais nem menos ela foi levada pelo professor, eu desapareci de vista e, obviamente, a cachopa ficou desconsolada. Sei bem que eles 'as vezes choram quando saímos da vista deles mas que passados 2 minutos já estão finos. E não me importo que ela chore quando assim é (já o fiz na creche). Mas, desta vez, eu sabia que a Elis não estava bem. De longe, de onde ela não me visse, fiquei sempre a olhá-la. No início ela olhava para todo o lado 'a minha procura, mas depois, quando perdeu a esperança de me encontrar, começou a chorar desesperada e implorava: mamãaaaaa!! mamãaaa!!!
Qualquer mãe fica com o coração partido numa situação destas, e eu não fui excepção. Era a Elis a chorar por mim e eu a chorar por ela. Mesmo assim, ainda esperei que a levassem no carrinho que transporta os miúdos até ao topo da pista das crianças, com esperança que a coisa melhorasse. Não melhorou e ela continuou desconsolada e a partir o coração de qualquer um que a ouvisse (excepto do professor, que me pareceu pouco talhado para aquilo). Assim, em menos de 20 minutos já eu a tinha ido buscar e abraçado muito e dado muitos beijinhos e dito que a amava infinitas vezes para tranquilizar aquela respiraçãozinha tão aflita. Foi tão pouco o tempo que ela ficou na aula que até me reembolsaram o valor da mesma.
Como percebi que a coisa não funcionou mesmo por uma questão de tato (ou falta dele), decidi que a Elis faria a aula do dia seguinte mas que trataria de fazer uma transição como deve ser. Dito e feito, no Domingo ela não só conheceu o professor (outro) comigo, como ficámos a falar todos um pouco eu expliquei-lhe que ela iria com ele, o que ia fazer e que havia mais meninos. Também acabei por incluir na conversa o condutor do snowmobile que leva os miúdos, porque reparei que no dia anterior, quando ele lhe pegou para a trazer de volta, ela parou de chorar, ficou mais calma e até pôs a mãozinha no ombro dele. Claramente engraçou com aquele motorista gigante, de barba e barrigudo, qual urso grandalhão e bonacheirão (se calhar por causa da mascote do resort :))
(enquanto estávamos a tirar esta foto, saiu um tipo pela porta atrás da Elis que imitou o barulho do urso. A Elis assustou-se e deu um salto tão grande que quase experimentou uma nova modalidade: base jumping.)
E assim, já pela mão do Jason (condutor), lá foi ela tranquilamente para o grupo. Segui-a 'a distância de novo e ela não chorou e já era de novo a minha Elis, sorridente e social, a falar com todos e a dar hi5 quando lhe pediam. A aula correu super bem e se, até então, quando esquiava comigo não o fazia sem ser a dar-me a mão ou entre as minhas pernas, quando voltou, já ia sozinha...
... 'as vezes até sozinha demais :)
O que é certo é que, em menos de 24h, os miúdos já estavam a esquiar. São um espectáculo! Aposto que mais uns fins de semana disto e eu já não vou conseguir acompanhar a Elis nas pistas. A prova de que o dia foi bem passado e que a actividade satisfez foi que, a seguir ao primeiro dia, assim que acordou, a primeira coisa que a Elis disse foi: ski! ski! Ah, e também que, mal entravam no carro, o cenário era este:
(A Elis adormeceu com o carro ainda parado e, mesmo nós tendo chegado ao restaurante e eu a tendo tirado da cadeira, continuou a dormir... e a dormir ficou durante todo o jantar)
3.10.2015
Diferenças Culturais
Nada como ser Português para saber o quão bem faz uma bela sopinha. Assim sendo, volta e meia lá mando a Elis com sopa para a escola. Pese embora o faça amiúde, no relatório diário ainda recebo notas a dizer algo como "comeu o puré de vegetais todo!".
Vê-se mesmo que estes Americanos não sabem o que é bom (e que nunca viram sopa de verdade 'a frente!)
O que os filhos dizem, o que as mães ouvem
- Mamã, vamos brincar com os Legos?
Tradução: mamã, tu fazes, eu destruo!
Tradução: mamã, tu fazes, eu destruo!
2.20.2015
O melhor jeito de ver
Os meus dentes são uma desgraça! Por mais que cuide deles e visite o dentista constantemente, não há nada a fazer contra uma genética desfavorável. Resultado: mais de metade dos dentes estão desvitalizados e chumbados.
Há dias, enquanto a Elis lavava os dentes e eu a ajudava, na brincadeira ela pediu-me para lavar os meus dentes. Eu abri a boca, ela olhou lá para dentro e exclamou: buberis mamã!!!
(tradução: blueberries mamã! que são aquilo a que chamamos mirtilos).
E com esta maneira única de ver o mundo que só as crianças têm, a Elis arranjou maneira de dentes chumbados não parecerem assim tão maus :)
2.05.2015
Peido
Em Inglês, plasticina diz-se Play-Doh.
Na sua linguagem ainda imberbe, muita vezes a Elis vira-se para mim e exclama "Pei-dô! Pei-dô"... e eu agradeço não estar rodeada de pessoas que percebam Português :)
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