7.07.2011

Nariz



A semana passada voluntariei-me para um estudo sobre o cheiro, que se está a realizar aqui na universidade. Dado que o olfacto é um dos meu sentidos mais apurados, quem sabe, ainda descobrem que eu sou uma ave rara, que tenho um nariz fantástico e contratam-me para ser a cheiradora-mor de uma qualquer marca famosa de perfumes, viro rica e dondoca e depois dedico-me exclusivamente a viajar e a correr o mundo :)

Bem, voltando 'a terra, a coisa começou logo bem, quando me tiraram sangue, mediram os sinais vitais e me oscultaram. Mediante o bater do meu coração, a enfermeira perguntou se eu era atleta, pois só quem o é é que tem um ritmo lento e saudável daqueles. Fixe. A tensão estava excelente (palavras da enfermeira) e o peso dentro do ideal. Porreiro, só por isso, já valeu a pena vir, pensei.

Depois, o estudo. Três horas de nariz enfiado em tubinhos, a comparar cheiros, alguns que nem se sentiam outros que, de tão nauseabundos, me provocaram um estado de pré-vómito. Como aquilo é ao calhas, nunca se sabe o que dali vem. E, como 'as vezes não conseguia cheirar nada, mesmo inspirando fortemente, outras vezes ia toda lançada, julgando que também não ia sentir nada, e quase sufocava de tamanha snifadela num cheiro inesperadamente forte.

Foi interessante. Para a semana repito a dose, penso que com novos testes. Se se revelar que tenho capacidades interessantes e que o meu DNA é portador de algo do interesse dos cientistas, aí embarco no estudo a sério, com direito a citação num possível artigo e tudo.

Ainda se espera grandes coisas deste nariz :)

7.06.2011

Yosemite



Inesperadamente, o mês passado passei 4 dias de mochila 'as costas, a acampar no Grand Canyon. Desta vez, inesperadamente (dado que a oportunidade e a decisão de ir foi tomada há coisa de uma semana), vou fazer o mesmo no Parque Nacional do Yosemite.
Adoro quando estas coisas acontecem assim, sem grandes planos.
Faz-me sentir que, de facto, a vida é uma caixinha de surpresas e que temos que a aproveitar ao máximo :)

Tabaco



Detesto o cheiro a tabaco. Odeio o cheiro a tabaco. Abomino o cheiro a tabaco.

E não é que agora, volta e meia, tenho a casa-de-banho a cheirar a tabaco porque um qualquer vizinho cagão se põe e fumar enquanto faz as suas necessidades e o cheiro chega pelo ventilador?

Só comigo! Agora, acendo incenso e velinhas quando o cheiro começa mas prevê-se que vá ter mesmo que tapar aquele respirador... porque cheiro a tabaco, ninguém merece respirar.

Pppfff!!

7.05.2011

Boston



Após mais de 5 anos a viver em Boston, agora, quando regresso, como visitante, é estranho como a cidade não me diz nada. Volvidos quase 4 meses desde a mudança, que os detalhes se estão agora a apagar rapidamente.

Tenho que olhar para o mapa do metro como se fosse a primeira vez que lá estou, esqueço como se vai para aqui ou para ali, pois a imagem mental da cidade está agora a diluir-se. Não fossem as pessoas, os muitos e bons amigos que por lá tenho e que me recebem sempre de braços abertos, muito pouco me faria recordar que por lá vivi.

Como cidade, Boston não deixou em mim qualquer marca, qualquer saudade. Passou, despercebida. E' agradável, é boita mas... sem carisma.

Embora tenha sido lá que a vida me trouxe o David, que terminei o meu Doutoramento, que fiz amizades para a vida, não há uma esquina, uma café, uma rua que me faça pensar: ah, que saudades. Quase esqueço as casas onde morei.

Estranho!

Estranho mesmo, pois pese embora só tenha vivido em Heidelberg (Alemanha) por 1 ano, em condições e circunstâncias da vida bem mais adversas, hoje, passados 11 anos, sim, sinto saudades de Heidelberg. Lembro-me de muitos detalhes, tenho muitas imagens e momentos guardados.

Estranho!

Contudo, hoje em dia, é com expectativa que aguardo cada ida a Boston. Não pela cidade, claro está, mas porque agora, quando lá chego, os momentos lá passados são só de diversão, descontracção, para estar com os amigos, rir, comer, aproveitar. E é sempre tão bom!!

Fico sempre no conforto e no carinho da "Casa de Bamba" da minha "Crida" Lu, e há brunchs com muitos dos nossos amigos, grupos de 8, 10, venham todos, tal como foi este fim de semana na casa da "Veva". E ele há jantar no alpendre do meu "Zezito mori", com um bacalhau delicioso no forno, directamente da Noruega, via Portugal, via escondido na mala 'a entrada nos EUA, e ele é um dia de praia maravilhoso, na companhia de mais amigos: sol, muitos banhos (sim, a água estava uma MA-RA-VI-LHA, a temperatura muito amena e agradável), raquetes, picnic, piadas, gargalhadas, e mais brunch com outra amiga... e tudo e tudo. Até aulas de yoga e passeios de bicicleta acontecem quando vou a Boston, sempre com amigos, e é tão bom.

Vejo agora que Boston é daqueles locais que cativa quando não se vive lá e só se usufrui das coisas boas, todas ao mesmo tempo, intensamente. Ah, como eu gosto de Boston... agora :)

6.30.2011

Corrida "Portugal Day"



Há uns fins de semana atrás foi a corrida do "Portugal Day", no Central Park. Foi a primeira vez que se realizou e espero que daqui para a frente continue a fazer-se, pois adorei.

A coisa começou logo bem quando fui buscar o dorsal/número e t-shirt. A blusa é toda gira e de boa qualidade. A acompanhá-la, dentro de um saquinho todo XPTO também: uma lata de ATUM BOM PETISCO!!
Já devem imaginar como fiquei radiante, uma vez que, sempre que volto de Portugal, venho com 10 latas desta iguaria na malita. Receber assim, "di grátis" e sem contar, uma lata destas, foi uma bela surpresa :)

Depois, no dia, era uma festa total. Montes de gente, bandeirinhas de Portugal espalhadas pelos que foram assistir, barraquinhas com broa, queijo da serra, bolo de chocolate, atum bom petisco (lá consegui mais uma latinha, heheh), sumol... uma alegria.

Confesso que estava um pouco receosa de não me aguentar 'a bronca, diga-se 'as 5 milhas (8 km), uma vez que já não corria há algum tempo e que tinha ido para o Grand Canyon na semana passada, o que me deixou com uma senhora bolha no dedo grande do pé. Mas, fear not... enganei-me.

Corri tudo, tudinho, sempre com energia e sem ser a arrastar-me e a sofrer e terminei no que seria o meu tempo normal, que é cerca de 10 minutos por milha. E correr no Central Park, é uma emoção, mesmo. Quando começámos, o ver aquela gente toda reunida para correr, os apoiantes todos a aplaudirem e a sorriem, a abanar bandeiras e afins, tudo a juntar 'a musiqueta que escutava, deixou-me 'a beira da lagrimita... mas a correr não dá jeito nenhum e, respirei fundo, disse-me "deixa-te de mariquices" e lá fui eu!

A organização foi super profissional. Quando nos inscrevemos, dizemos qual é o nosso ritmo de corrida. Baseado nisso, no dia da corrida, somos distribuídos por áreas (a que eles chamam de curral... mééé ééé ééé) com código de cor, por forma a que os mais rápidos fiquem 'a frente e ninguém empate ninguém. No pézinho, uma sensor magnético, que regista quando partimos e quando chegamos, por forma a sabermos como foi a nossa performance. Ao longo do trajecto, fotógrafos cujas fotos são depois identificadas com base no nosso número e depois nos são enviadas por email.
Na marca das 4 milhas, uma surpresa maravilhosa: uma cortina de vapor de água pela qual todos passávamos e nos refrescávamos. Maravilha! Com aquele calor, soube mesmo bem.

E pronto. Foi assim!
Por isso, saí de lá radiante e cheia de energia... nem parecia que tinha acordado 'as 5:30 da matina.









6.27.2011

O emplastro



Como já referi aqui, temos uma porteiro mesmo "muita" chato.

Hoje, cheguei e vi que ele estava perto do jardim a chatear alguém, se bem que notou a minha entrada. Do meu lado esquerdo, a porta do elevador aberta, ao fundo, a caixa do correio ainda por verificar. Correio ou elevador? Deixa-me mas é entrar já. Se vou ver o correio, já sei que apanho o chato do homem 'a perna.

6.25.2011

Modo de Navegação



Em Nova Iorque, parece que se vive numa floresta, de árvores de cimento altas e peculiares. Lindas. Entre elas, um labirinto de caminhos, uma infinidade de possibilidades.
Por aqui ou por ali?

A melhor maneira de se andar em Nova Iorque é a olhar para cima e seguir para onde os sinais luminosos nos indicam.

6.22.2011

Vulvodinia


Até hoje, o post que mais comentários recebeu aqui no Casaco Amarelo foi este, acerca da vulvodínia.

De facto, o que escrevi fez de serviço público e várias foram as pessoas que se reviram nos sintomas e, espero, na "cura" ou pelo menos no alívio do desconforto e da dor. Porque há tempos voltei a ter uma episódio semelhante ao descrito no post, volto a escrever sobre o assunto, para tornar a informação um pouco mais completa.

Mediante o aparecimento dos sintomas, aumentei a dose de citrato de cálcio e apliquei clotrimazol, um anti fúngico de largo espectro. A coisa não melhorou e tornou-se até bastante mais dolorosa, pelo que fui 'a ginecologista.

Mediante exames, revelou-se a presença de uma levedura, mais conhecida por candida. Embora as leveduras sejam fungos unicelulares, o clotrimazol parece não ter surtido o efeito desejado, pelo que a médica me receitou 4 doses de fluconazol (um outro anti-fúngico), para serem tomadas por via oral, 1 vez por semana.

Foi remédio santo! O efeito combinado do citrato de cálcio (que a médica recomendou que continuasse a tomar) com o fluconazol fez maravilhas e agora já estou aí para as curvas.

High Five



Andar de bicicleta en NY é uma aventura, maioritariamente no mau sentido, uma vez que o perigo espreita em todo o lado, com uma frequência exorbitante.

Ele é carros que abrem as portas sem verem quem vem lá, táxis que se atravessam sem mais nem menos, pessoas que se atiram 'a estrada com a ideia de que só carros é que por ali passam, povo das entregas em sentido contrário (hispânicos e asiáticos aos molhos), faixas de bicicleta cheias de obstáculos... venha o diabo e escolha.

Todas estas coisas me irritam solenemente. Juro que ando com vontade de comprar uma buzina para a bicicleta daquelas que parecem de camião, para ver se o pessoal apanha um susto valente.

Contudo, há uma coisa que ainda me consegue irritar mais que tudo isto: são as pessoas que se empoleiram na berma da estrada, justamente por onde passam as bicicletas, de braço esticado, para chamar um táxi.

Quase já levei uma bofetada/murro. Outras vezes, tenho que me baixar para passar pela mão no ar, porque o idiota não baixa o braço para eu passar. Ah, e claro que isto faz com que os táxis te empurrem para o lado e se atravessem 'a tua frente, pois entre apanhar um freguês e atropelar uma ciclista, é melhor o freguês.

Curiosamente, a vontade que me dá quando isto sucede, nem é de ser agressiva ou de lhes mandar um berro, como normalmente faço com os carros.
A vontade que me dá é de levantar também o braço e fazer um valente "high-five".

Juro que ainda o faço!

Central Park






Agora que os dias estão mais quentes, a humidade dá o ar da sua graça e os dias são mais longos, é um previlégio poder ir, quando saio do trabalho, pedalar para o Central Park.

Este espaço emociona-me: pelas pessoas, pelo verde, pela vida que tem. Quem por lá caminha, corre, anda de bicicleta ou patins, passeia os cães ou exercita de alguma maneira, fá-lo com um sorriso no rosto, porque o Central Park transmite calma, descontracção... obriga-nos a fazer uma pausa na cidade que não pára.

E é tão lindo!
E o pôr do sol, no West Side é tão único!
E as águas, do reservatório e do lago, tão plácidas!

E dou por mim a pensar e sentir muitas vezes que me apaixono cada vez mais por esta cidade.

I <3 NY :)

Madeleine Peyroux



Sábado passado fui ao concerto da Madeleine Peyroux, cantora em quem tropecei, por acaso, num destes dias, quando ouvia o website Pandora.

A música dela que me cativou e levou a obter todos os seus albuns não se encontra disponível para pôr aqui a tocar no estaminé, mas de certeza que a que por aqui passa neste preciso momento já dá para ter um cheirinho do tipo de música e de voz.

Ela é um misto de Ella Fitzgerald com Billie Holliday e outras que tais. Ao vivo soa tal e qual como nos CDs e foi uma maravilha escutar as músicas antigas, bem como as novas, do albúm que agora está a lançar. Pena ter ido sozinha. Pese embora actuasse por 3 dias, rapidamente os bilhetes esgotaram. Por saber que queria ir "no matter what:, comprei o meu bilhete assim que soube... os meus amigos já não foram a tempo e o maridão está a viajar.

Mas valeu muito a pena.
Se eu já era fã, ainda fiquei mais!

6.21.2011

Cantoria na rua - o fiasco

Ora bem, como anunciado ontem, hoje fui até ao DeSalvio Playground cantar com os Suaverinos, para a minha grande estreia como (wanna be) cantora.

Primeira coisa, a fatiota. Segundo o código da banda, os homens vão de fato e as mulheres de vestido e salto alto, para o clássico. Assim sendo, lá fui desencantar um vestido preto no armário, que cai sempre bem, e umas sandálias de salto. Como não estou habituada a este tipo de indumentárias, demorei mais tempo do que pensava a arranjar-me e, com o tempo a escassear, mudei de cuecas (perdão, calcinha... se o meu marido lê isto, dá-me um tiro. Para os Brasileiros, quem usa cueca é homem!) umas duas vezes. Como se notava sempre o vinco das mesmas e eu já não estava com paciência, decidi ir sem elas. Ah, ganda maluca!

Assim, quando me montei na bicicleta (sim, porque lá porque estou vestida 'a chique, não significa que o seja de facto), numa bela figura (vestido preto comprido e justo, sandália de salto alto, mochila, e capacete), não pude deixar de achar a cena super cómica e sentir-me a Sharon Stone de bicicleta, qual "Instinto Fatal".

Depois de uma pedalada algo particular, ou pelo fresquinho entre pernas, ou pela saia que se levantava e "ai Jesus que ainda mostro tudo", ou pelas sandálias a escaparem nos pedais, lá cheguei ao Soho.

Lá, um bando de gatos pingados. Todos com os seus Ukaleles, contrabaixos e afins, dois microfones e, 'a vez, lá iam tocando e animando as hostes. Eis que chega então a nossa vez. Tinhamos que tocar 3 músicas, numa das quais eu era a cantora. Como era estreia e não queria que a coisa desse para o torto, decidi que a minha música seria a segunda... para aquecer um bocadinho.

Começámos então com "Summer Afternoon", onde fiz os back-vocals. Uuuhh uuhhh, aahh aahhh, chamanhamanham... e nestes entretantos vejo que se aproximaram 2 polícias que ficaram, sisudos, por trás de nós. Não me digas que notaram que estou sem "calcinha" e me vão prender por atentado ao pudor, pensava eu, enquanto acompanhava o Rick e o Rush. Terminada a música, o pessoal aplaudiu, o Rick começou a apresentar a 2a música, dizendo que íamos ter uma estreia na banda, a Inês Baptista, mais recente cantora... e o polícia bate-lhe no braço e interrompe-o, chamando-o 'a parte.

Começam a conversar, enquanto eu e o Rush esperamos junto ao microfone, dizendo umas coisas aqui e ali, para passar o tempo. Conversa vai, conversa vem, o Rick retorna, para nos dizer que, afinal, acabou-se a festa. Como aquilo é um playground (parque infantil), os adultos ali presentes têm que estar acompanhados por uma criança. Por isso, a menos que toda a gente fizesse uma bebé rapidamente, tínhamos que ir embora. Para além disso, era necessária uma autorização para termos amplificadores ligados, sobre a qual nos tinham informado anteriormente que não era necessária mas, como o pessoal destes departamentos é um bando de incompetentes em toda a parte e nos EUA não são excepção, afinal era precisa.

Conclusão, ainda não foi desta que cantei. Caramba, está difícil :)

6.20.2011

Cantoria na rua



Atenção, senhores e senhoras!!

Amanhã, grande estreia. Estreia MUNDIAL!!
Directamente de Nova Iorque, do centro da Big Apple, a grande, a única, a extraordinaria e ilustre desconhecida: INES BAPTISTA!!!

A cantar, no DeSalvio Park, no Soho, juntamente com os Suaverinos, banda 'a qual se juntou há cerca de 2 semanas, com quem teve 2 ensaios, nenhum deles digno do nome.

Banda do tipo "tudo ao molhe e fé em Deus" "estasse bem" "don't worry, be happy", com malta muito fixe, mas mais interessada no repasto que se segue aos ensaios (jantar cozinhado pelo anfitrião), bem como na passinha que por vezes por ali passa, prevê-se que vá ser um espectáculo inédito.

Parte de um mini-festival que por ali se vai realizar, os Suaverinos vão actuar 'as 18:45, um total de 3 músicas, das quais uma tem por cantora... quem mais? Moi même!!

Se quiserem, apareçam!

Bike New York



Aproveitar enquanto estou com pedalada... topam, o trocadilho?!
Como disse, estou numa fase meio parva :P

Bike New York

Laser



Após anos e anos a fazer depilação com cera, chegou finalmente a vez de experimentar a mesma, mas a laser.

Devo desde já dizer que o laser foi contra muitos e bons hábitos que eu tinha, sendo difícil pactuar com a coisa logo no início, quando me disseram que, no dia da depilação, devia remover todos os pêlos... com gillette!

Com lâmina?!?!

Juro que fazê-lo foi a coisa mais anti-natural que já fiz nos últimos tempos (sim, até saltar do avião me pareceu mais normalzinho que isto), como se me obrigassem a escrever com a mão esquerda, ao fim de uma vida de destria.

Qual ralação com os pêlos ficarem mais fortes, crescerem mais rápido, parecerem uma escova assim que despontam... ah, mariquices! Toca a rapar tudo que o que se quer aqui não é a pele lizinha e sem pontinho negros. Aliás, para a depilação a laser, quanto maior o contraste de côr entre a pele e o pêlo cortado, melhor, uma vez que o laser actua na base dessa diferença. Assim que detecta um ponto preto... ZAP!!!!! Esturrica aquilo até 'a raíz.

E isso traz-me a uma outra surpresa com que este tipo de depilação me presenteou: o laser esturrica mesmo o pêlo, deixando um "agradável" odor a carne-de-porco queimada (neste caso porca). Pppf, que pivete! E, como se isso já não fosse mau, assim que acerta num pêlo, o laser queima até 'a raíz, o que significa que se sente uma coisa, que eu ainda não consegui definir se é queimar se é electrocutar, no interior da pele.

Ah, não dói!! A depilação a cera dói muito mais, nhanhanha, nhanhanha... tretas!!! Dói sim e dói que se farta. Nunca pinchei tanto nem soltei tantos guinchos numa depilação. Só mesmo a chamuça de la muerte é que conseguiu superar a marcação no "dolorirómetro". E olhem que eu até sou bastante resistente 'a dor (só a título de ilustração, quando parti o braço, no hospital julgavam que se tratava de uma caso de mãe preocupada em demasia pois, como dizia a enfermeira "oh, minha senhora, se o braço estivesse partido, a sua filha estava aí num berreiro que não se podia!"... e eu, quietinha, "sugadita", agarrada ao braço só a dizer "dói", em surdina)

Da última vez que fui ao laser (já a 2a), estava-me a doer tanto que a mulherzinha teve que tomar medidas drásticas. Vai daí, besuntou a área a depilar com gel de ecografias, pôs o ar que sopra ao mesmo tempo que o laser actua no máximo da força e do frio e pronto, só congelando a coisa é que eu deixeid e sentir as picadas do laser... mas aí, estava a morrer de dor, de tanto frio.

Presa por ter cão e presa por não ter.

O que vale é que, ao todo, a coisa nem deve durar 5 minutos, de tão rápido que é. O que não é nada rápido é os pêlos começarem a cair, como a esteticista indicou que ia acontecer. Passei a andar obcecada, a puxar os pêlos, assim que eles espretavam, a ver se caiam. E nada de cair.

Era só o que me faltava, rapar os pêlos, esturricar-me toda e agora os pêlos persistirem, pensava eu. Mas acho que era só mesmo ansiedade de querer ver o esforço recompensado. Já caiu tudo e parece-me que vamos no bom caminho.

Vá lá!

Ainda estou viva

Ando a passar por uma fase meio parva: ando com a cabeça sempre a pulular de ideias e coisas sobre as quais quero escrever aqui no blog mas, no fim, vai-se a ver, escrevo pouco ou nada.

Se calhar é o efeito Nova Iorque: há tanta coisa para fazer, que não fico ao computador. Quando tenho tempo, não escrevo porque estou cansada. Estasse mesmo a ver que o Blog está em sérios riscos de extinsão. O que me vale é que, muuuuuito de vez em quando, lá há alguém que me diz que lê o blog e aí fico mais animada para escrever... sim, que isto de escrever para o vazio (leia-se, total ausência de feedback sempre que clico em "publish post"), faz com que uma pessoa fique meio lentinha.

Como sei que, embora agora esteja cheia de boas intenções, não vou falar aqui nem de metade daquilo que queria, fica já aqui a listinha do que está para vir, quando Deus quiser :)

Relatos sobre:

- bike new york, nos 5 bairros de Nova Iorque
- depilação a laser
- fim de semana do memorial day, nos Adirondacks
- Hike e backpacking no Grand Canyon, Arizona
- concerto da Madeleine Peyroux
- Summerstage, com Mart'nália, no Central Park
- Corrida de Portugal, também no Central Park
- Suaverinos - uma banda 'a qual me juntei e onde canto

Se tudo correr bem, hoje ainda tiro um destes items da lista... tijei!

6.11.2011

Mooning



Bem sei que ando sempre a dizer que certas coisas só acontecem em Nova Iorque, mas que hei-de fazer? E' verdade!!!

Se não, vejam só o que me aconteceu ontem.

Estava eu num restaurante com uma amiga, daqueles que têm um balcão junto 'a janela, ao qual nos sentámos, para vermos as pessoas passar enquanto jantávamos. Nisto, já no fim da nossa refeição (ainda bem), aparecem 2 miúdos, que pararam mesmo no passeio 'a nossa frente. Até chamaram a nossa atenção pelo facto de serem tão novos e estarem sozinhos, sem a supervisão de qualquer adulto.

Enquanto comentávamos sobre isso (parvas, preocupadas com e pivetes, tão "inocentes"), um deles fica parado no passeio enquanto que o outro olha desconfiadamente para os 2 lados. Percebemos imediatamente que algo ia acontecer mas, antes que qualquer uma de nós pudesse articular uma palavra, já um deles corria na nossa direcção e, num milésimo de segundo, saltou para o vidro ao mesmo tempo que baixava as calças e esparramou o rabo na janela. Tau, um mooning ali, 'a maneira, para sobremesa.

Foi tão rápido que as pessoas ao nosso lado, ao ouvirem o barulho e ao verem a nossa cara de surpresa e riso, ao mesmo tempo que os putos fugiam em alta correria rua abaixo, já só puderem adivinhar o lindo cenário que tinhamos acabado de presencear.

Foi risota geral.

E' ou não é coisa que só acontece em NY?

5.27.2011

Sunscreen



Corria eu por um parque em Munique quando esta música começou a tocar, escolhida ao acaso por entre a miscelânea de canções que tinha sacado do computador de um amigo. E, assim que começam as primeiras batidas, o côro e aquela voz a debitar aquelas frases e aquelas palavras, tive que parar de correr, pois o choro compulsivo não me deixava mais respirar.

Estava, na altura, numa fase muito difícil e complicada da minha vida, muito perdida, revoltada, desiludida. Tudo me levava 'as lágrimas. Como diz o Zeca Baleiro, "ando tão 'a flôr da pele, qualquer beijo de novela me faz chorar"... e esse era o mote.

Dado o meu frágil estado emocional, atribui-lhe as culpas daquele choro, perante aquela música. Concerteza, é uma fase, pensei.

Tretas!

O que é certo é que hoje, bem mais resolvida e feliz, esta música voltou a tocar, por acaso. Estava eu no laboratório, na bancada, e o iPod escolheu-a por entre tantas outras que poderiam ter calhado. E, quando ouço de novo aquele discurso, a sapiência e a profundidade daquelas palavras, dou por mim com o olhar toldado de lágrimas tal como aconteceu antes.

E ali estava eu, num cenário cómico de tão ridículo, a chorar enquanto pipetava, como se pipetar fosse doloroso ou triste ('as vezes sei que é, mas não era o caso).

O que aquela música me faz é o mesmo que me fazem fotografias antigas, do passado mais atrás, filmes da minha infância, lembranças idas... relembra-me que o tempo corre, não volta atrás. Acende a saudade.

Lembra-me de tempos que não tornam e que só existem guardados no meu coração e nos recantos da memória. E dói... faz-me sofrer. Sofro mesmo muito com a consciência do passado, da incapacidade de voltar a viver aqueles momentos, pese embora os tenha vivido em toda a sua plenitude. Mas queria mais e outra vez. Voltar a sentir aqueles cheiros, a ver os rostos sem rugas, voltar a rir-me como ri ou pura e simplesmente voltar a ser ingénua e inocente, ainda tenra, criança.

Não me importo minimamente com a idade, com o eu ficar velha. Digo sem vergonha que tenho 33 anos, que nasci em 1978. E disso eu gosto. De eu estar aqui enquanto o tempo passa. Quero morrer muito velhinha (desde que lúcida). Mas, obviamente que isso também significa que o tempo passa para os outros, para os que me são queridos e que fazem a minha vida... e é isso que me dói. E' meio ambíguo, eu sei.

O tempo passa mesmo muito rápido...

Sei que tenho é que dar graças por essas memórias tão felizes. Por ter um passado querido e revestido de boas lembranças. Bem triste é quando algumas pessoas nem querem pensar na infância, na adolescência, nos traumas. Mas... não consigo lidar com elas de outra maneira.

Chego a ter saudade do que não vivi, do que não passei, do que não presenceei. Saudades do avô que nunca conheci, da avó que me escapou por entre os dedos, da avó presente até aos meus 18 anos, do avô a quem dirijo todos os dias os meus pensamentos, o meu amor, os meus pedidos e de quem sinto saudades agudas, não só do que vivi com ele como do que seria se ainda aqui estivesse, se me visse hoje...

Todos os dias ouco o seu tão típico "Oh, Nênê!!".

E quem fala de avós fala de tudo e de todos.

O tempo passa. Ficam as memórias. E as memórias doem. Doem-me.

São poucas ou nenhumas as fotografias que tenho expostas em casa. Porque me dói olhar para elas.

Em casa dos meus pais, choro ao ver fotografias minhas e da minha irmã agarradas aos meus pais, ao lado da nossa antiga Mazda, de sorrisos no rosto, saudades dos óculos de sol verdes da minha mãe, do tanto de cabelo e do bigode farto do meu pai, do cheiro dos estofos pretos e couro do carro. Passei anos até ver a compilação que os meus pais fizeram em DVD dos filmes da nossa super 8. E, mesmo esses, só vi uma vez, sozinha, depois de muita preparação emocional e, inevitavelmente, sob um banho de lágrimas e dores no coração.

Choro agora... as memórias doem. Doem-me.

Estou por aqui a despejar o que me vai na alma, por causa desta música. Coisas minhas... não interessam a ninguém. Mas se me leram até aqui... olhem, pelo menos que a mensagem sirva para se lembrarem de usar protector solar :)

5.26.2011

Instantâneos Noiorquinos





Valente patriotismo, o Escudo e a Esfera Armilar Portugueses em grande destaque, enquanto uma betoneira descarregava na Rockefeller. Somos das obras mas somo-lo em grande :)



Na creche, para evitar descriminações acho, alguns dos bonecos são "neguinhos". Aposto que também os há Asiáticos, just in case.



Num bar:

"Todas as crianças não supervisionadas receberão um café espresso e um cahorrinho de graça".
Aposto que nenhum pai quer uma criança com overdose de cafeína, hiper eléctrica e, ainda por cima, com um cãozinho.
Deveras eficiente :)

5.25.2011

Almofada... ou almofoda?



Não, não é um sex-toy. Eu quando olhei para isto também fiquei a pensar para que é que serviria.

Sabem quando, depois do almoço, ficamos com aquela preguicite aguda que implora por 20 minutinhos de sono (os Espanhóis é que sabem)? Quando tudo o que queremos é pousar a cabecinha por uns minutos sobre os braços e passarmos pelas brasas?

Pois voilá! Parece que mais alguém também passa por isso e inventou isto.

Se tiverem um cantinho aí no vosso espaço onde possam acomodar tal coisa, olhem... bons sonhos :)

5.19.2011

Judgment Day



Segundo alguns, estes Sábado vai ser o Dia do Julgamento.

Segundo outros, podemos saber antecipadamente se vamos escapar ou não.
Muito bom, ahahha!!

Efeito NY



Neste preciso momento estou deitada e, do quarto, consigo ouvir a água na sanita a borbulhar: glup, glup... glup, glup.

Porque o faz?

Eu cá acho que é o efeito Nova Iorque: enquanto a mim me dá macacos no nariz, 'a água dá gases.

5.18.2011

Apaixonada























Porque quase todos os ginásios oferecem uns quantos dias de graça para que se possam experimentar as suas aulas e instalações antes de nos afiliarmos, eu ando agora a correr os estabelecimentos aqui perto da área para ver em qual deles vou dar ao litrinho.

Uma vez que estes dias são de graça e são, ando também a bater 'a porta de ginásios nos quais sei 'a partida que não irei ficar, essencialmente porque são carérrimos. Esse é o caso, por exemplo, do Sports Club L.A., onde exercitei durante os últimos 3 dias.

Uma vez que me parti toda na 2a e na 3a feira, porque fiz logo 2 aulas seguidas em cada dia (há que aproveitar, certo?), hoje decidi experimentar a yoga, para alongar os músculos doridos. Por indicação de uma amigo que lá anda, fui experimentar a aula de um tal Amrit, Indiano de gema. O meu amigo já me tinha falado dele e do quão espectaculares eram as suas aulas... mas eu ainda não tinha percebido bem o que ele queria dizer, até hoje.

Saí de lá igualmente partida, ou até mais, do que saí dos outros 2 dias mas, mais que tudo, saí de lá deslumbrada, maravilhada, totalmente banzada. O homem é de facto um espectáulo e fez-me perceber que, embora já pratique yoga há mais de 8 anos, nunca até hoje fiz yoga a sério. Andava a brincar 'as yogas, era o que era.

O Amrit transpira yoga por todos os poros. Vê-se que, para ele, yoga deve ser o mesmo que foi para nós jogar ao berlinde ou 'as escondidas enquanto crianças. Cresceu com aquilo. A sua estatura pequenita e franzina, efeitada pelo pucho no topo da cabeça, deixam adivinhar a sua agilidade e flexibilidade. Esta é mais que confirmada quando, ainda de calças de ganga, o tipo faz para lá uma contorção e um binding que, nem mesmo quando aquecidos, mais de metade da aula não consegue fazer.

Percebendo que eu era nova na aula e da flexibilidade que possuo, por muitas vezes que veio até mim durante as poses para me corrigir e obrigar-me a chegar mais perto dos meus limites físicos. Limites esses que desconhecia mas dos quais, se não fosse ele, nunca teria tomado consciência. E que, afinal, consigo fazer. Dei por mim a fazer poses mirabolantes, a sentir os músculos esticar como até então nunca tinha sentido, até o "Corvo" eu fiz, pela primeira vez!!! E tudo isto sem ter que ir para o hospital a seguir. Embora a sala não estivesse aquecida, eu suei em bica e sinto agora o corpo dorido como nunca antes senti. Mas um dorido diferente e que sabe bem, física e espiritualmente.

Como disse, saí de lá desumbrada... totalmente apaixonada pelo homem e pela sua forma de fazer yoga. Tão deslumbrada que até comecei a considerar fazer um esforço aqui, cortar um gasto acolá, para me inscrever neste gym e poder usufruir destas aulas fantásticas!

A ver vamos.

Repto: doar sangue

Amigos muito, mas mesmo muito queridos, e a quem guardo naquele espacinho do coração só reservado a pessoas especiais, passam há já 3 anos por uma luta e tormenta dolorosos.

Falo do Edu e da Dani, e hoje o Edu escreveu no seu blog um post que me deixou de nó na garganta e olhos marejados de água e sal... e com mais vontade ainda de ajudar do que tenho tido até agora, como se isso fosse possível.

Dada a distância trans-Atlântica que me separa deles, vejo-me impossibilitada de responder ao repto lançado pelo Edu e correr, com ambos os braços estendidos, para a Hematologistas Associados (na rua Conde de Irajá 183, em Botafogo, fone (21) 2537-7440) para doar sangue para a Dani.

Contudo, porque sei que vários dos visitantes que aqui chegam ao Casaco Amarelo (e até alguns dos leitores assíduos, certo Juliana?) vêm/estão na Cidade Maravilhosa, queria pedir-vos que fossem, até Sábado, doar sangue, em nome de Danielli Pureza, na morada acima referida.

Já que lá não posso estar e doar, que pelo menos consiga mobilizar a solidariedade de quem por aqui passa.

Desde já, a todos os que o fizerem, o meu mais profundo agradecimento. Se não puderem contribuir, pelo menos que passem a palavra.

Muito e muito obrigada!!

5.16.2011

Observações que não interessam nem ao menino Jesus



Aqui em Nova Iorque tenho mais macacos!

5.13.2011

Ondas Pendulares

E' de mim ou isto é mesmo hipnotizante?

5.10.2011

Skydiving

New England Skydiving from Ines Baptista on Vimeo.



Como referi a semana passada, na 6a feira fui experimentar Skydiving.

A coisa surpreendeu-me por três razões.

A primeira foi que, nunca, nunquinha, me senti nervosa, mesmo quando já a 14,000 pés (4,267 metros) de altitude. Juro, com os dedinhos a cruzar sobre os lábios. Até eu fiquei surpresa com tamanha reacção... ou ausência dela. Não sei se foi pela sensação de segurança (ilusória) que dá estar toda apertada e agarrada por arnezes ao instructor (boa pinta, diga-se. O Don foi o máximo, super competente e simpático), não sei se foi porque o céu estava azul e o sol brilhava, dando mesmo vontade de saltar para dentro de toda aquela Primavera, não sei se foi por estar com amigos... só sei que, nem mesmo quando a porta se abriu, senti as perninhas a tremer.

Aliás, pelo contrário. Como já referi várias vezes, sou uma enjoadinha de primeira apanha e então, ainda no avião, por ir virada para a cauda do mesmo e por causa do cheiro a gasolina lá dentro, estava era mortinha por sair de lá e apanhar ar fresco.

A segunda foi que, quando finalmente saímos do avião (com um back-flip para ser mais emocionanate e radical), não há a mínima sensação de queda ou de abismo. Julguei que ia ser como na montanha russa, em que se sente aquele vazio no estômago, ou como nos pesadelos, quando vamos a cair e não mais paramos, a menos que acordemos. Mas não! Pese embora vamos em queda livre por 1 minuto, sim, leram bem, 1 minuto (e eu que julguei que era uma coisa rápido, tipo 10 segundos), a sensação é sempre aquela de irmos a flutuar e não a cair.
Foi quase como que uma "desilusão", mas uma desilusão que mais foi uma agradável surpresa.

O vento é de uma força incrível e sustenta-nos, não havendo propriamente aceleração que propocione a sensação de queda. E isso traz-me 'a 3a supresa: NUNCA pensei que fosse possível a minha cara transforma-se numa massa de panqueca, qual gelatina, qual bandeira defraldada ao vento feroz. Ainda agora não consigo parar de rir quando vejo o filme.
E' surreal!! Até as orelhas ficam deformadas.

E, confirma-se. Tenho umas bochechas gigantes, o que ajudou 'a festa :)

Durante o salto estavam -14ºC. Muito frio segundo os instructores. Bem mais frio do que o costume, mas nem isso me impediu de ficar mesmo muito enjoada enquando caíamos (nesse aspecto, até foi bom o vento ter deformado a minha cara, porque assim não se nota o quão enjoada eu estava). Enquanto o cameraman rodopiava 'a minha volta para nos filmar e fotografar, confesso que temi que ele apanhasse um grande plano, 4D, do meu pequeno almoço. Quando o paraquedas abriu, o meu estômago ripostou e, num reflexo, fez aquele arranque de quem vai vomitar. Felizmente não saiu nada, se não tornava-me na primeira pessoa a vomitar a tamanha altura e, mais surreal ainda, conseguir vomitar em cima de alguém. Só comigo!!

Mas o enjôo passou-me quando já íamos de paraquedas (que ainda manejei) e deu para aproveitar a vista e aquele sensação de leveza, ausência de peso, de silêncio, calma.

Muito lindo!

Ao fundo, deu para ver o mar e o topo do Mount Washington, ainda coberto de neve. E' uma sensação indescritível. Lá nas alturas, veio-me 'a cabeça Milan Kundera e o título "A insustentável Leveza do Ser" adquiriu um novo significado.

A aterragem foi suave, aliás, como eu descreveria tudo até então, até mesmo a queda.

"Smooth" foi a palavra do dia pois, tal como eu, também os meus amigos estavam surpreendidos com a facilidade da coisa.

Se eu tivesse que pôr por ordem crescente de nervos e sensação de angústia, sem dúvida que Skydiving vinha primeiro, seguido de montanhas russas como o Superman ou kingda ka
e depois Bungee Jumping (que acho que é a única coisa que nunca farei na vidinha... a menos que seja concorrente do concurso Amazing Race :)).

PS - Neste outro filme, do amigaço Maurício, podem ver a minha queda de outro ângulo. Só aqui é que tive mesmo a noção de que não vamos a flutuar e que caíamos rapidamente. Continuo a achar inacreditável que não se sinta isso!

Smooth Sky Diving from Mauricio Carneiro on Vimeo.

Orquídea Surpresa II



Mais uma vez, fui recebida por uma nova orquídea ao voltar do fim de semana.

Perguntavam-me qual é o segredo para conseguir que as orquídeas floresçam: sinceramente, acho que elas são tímidas e do que precisam é de privacidade :)

5.06.2011

NYC Film Race IV



O tema foi "Roubo de Identidade" e tinham que aparecer na história "Creme de barbear" e "Olho de peixe/Peephole".
E eis que aparece o Eduardo Leal.
Para os mais curiosos ou para os que por aqui tropeçam, eis o filme: ChameLeal

ChameLeal from Extranjeros United on Vimeo.

5.05.2011

NYC Film Race III



E o filme, a bem ou a mal, ficou feito.

Pessoalmente, acho que podia ter ficado bem melhor mas... olha, não se pode ter tudo e foi o que se arranjou. Vamos lá a ver se o público gosta. Já não entramos na competição, mas estamos ainda na corrida para o Prémio da Audiência.

E hoje vai ser exibido no Big Screen, em Brooklyn. Azar dos azares, não vou poder ver a minha própria estreia no cinema, uma vez que amanhã tenho que estar na Nova Inglaterra para, finalmente, fazer este salto (lembram-se?). E' o que faz ter vidas muito ocupada :)

A partir de amanhã já posso divulgar o filme pelo que, se o pára-quedas abrir e tudo correr bem, depois venho aqui pô-lo, para além de vos contar também sobre o salto... ah, e sobre o bike new york, que foi Domingo passado mas de que também ainda não tive tempo de falar.

Como disse, vidas muito ocupadas, cof, cof!

5.03.2011

Orquídea Surpresa

Eis que, de 6a para 2a feira, sou recebida com uma orquídea ao chegar ao trabalho :)


6a feira


2a feira

5.02.2011

NYC Film Race II



Infelizmente, a prova não foi superada.

Recebemos o tema e s props que deviam aparecer no filme 'as 22h de 6a feira. Fiemos brain-storming por 1h ou 2h e ainda filmámos uma cena. Por volta das 4:30 da matina fomos-nos deitar, mas com a cabeça a fervilhar de ideias. As 3 horas de sono passaram a correr e, ainda ensonados, escrevemos o guião. Já a meio da manhã, apareceram mais membros da equipa. Filmámos mais 5 cenas. Escolhemos as músicas. Gravámos o som da narração. Seleccionámos porções do muito filme que tínhamos (pelo menos para 3 min de filme final). Estava tudo a andar bem e a tempo e horas. Tínhamos cerca de 5 horas para editar tudo e voilá. O resultado final seria maravilhoso... não fosse o suposto editor não ter comparecido.

Foi frustrante pois ali estávamos todos, com o material necessário, até mesmo com o programa de eidção, mas sem o saber usar. E, convenhamos, esta não era a melhor altura para estarmos a aprender. Com o pouco que sabíamos, ainda se tentou mas demoravam-se séculos para fazer quase nada ou chegar 'a conclusão de como é que se fazia algo. E

E o tempo passou e, chegadas as 22h de Sábado, estávamos sem filme para submeter.

Foi triste... e ficámos tristes até hoje, altura em que surgiu uma esperança. A organização concordou em dar-nos até amanhã para editarmos a coisa. Já não estraremos na competição mas, se houver filme, este será mostrado juntamente com os outros.

Como a nossa ambição nunca foi ganhar, ficaríamos felicíssimos se pudéssemos ver a nossa produção no big screen. De maneiras que, dentro de uns minutos, lá vou eu juntar-me 'a equipa para ver se desta vez é que é.

Fingers crossed :)

4.29.2011

NYC Film Race



Daqui a menos de 1 hora começa a 24 Hour NYC Film Race e eu vou participar.

Amanhã, a pouco de 1 hora de terminarmos, espero poder ainda vir aqui dizer: missão cumprida (comprida é concerteza :)).

O Casamento Real



Hoje de manhã, eu no banho, o David no quarto:

- 'mor?!
- hhmm?!
- hoje é o casamento real.
- a sério? - respondeu ele - Temos que nos apressar. Acho que estamos atrasados.

Uns minutos depois, eu a vestir-me, o David a olhar pela janela, pensativo:

- em que pensas? - pergunto, enquanto me tento equilibrar num pé, a pôr a meia no outro.

Silêncio. Alguma reflecção e uma sombra de preocupação sobre o rosto do David.

- Não sei o que é que havemos de oferecer ao Príncipe.

4.21.2011

Meu Mar



Saudades do meu mar. Do mar de Sto. André!

iDea

Faça a Apple o que fizer, invente o que inventar, quer funcione bem ou não, seja ou não a melhor opção do mercado, existe uma frebre em relação aos produtos por eles produzidos que faz com que a população responda em massa, qual rebanho, a todo e qualquer anúncio sobre um novo produto.

E é mesmo assim:

4.20.2011

Na Rockefeller



Durante o processo de orientação, informação sobre seguros de saúde, websites a utilizar, etc..., cada um de nós recebeu um iPad, para ir navegando 'a medida que as instruções nos eram dadas.

Chique!

4.18.2011



Hoje tropecei neste piano.
Simplesmente espectacular!

Despedido



Sempre usei o Skype para falar com quem está longe, para poder ouvir e ver.

De uma maneira geral a coisa funciona sempre. Contudo, de vez em quando (e geralmente quando falo com os meus pais) nem sempre a ligação era perfeita. Volta e meia lá ficava eu a ouvir os meus pais aos soluços, a imagem parada ou eles a mim. E tentávamos aproximarmos-nos do router, e tentávamos ligar o cabo directamente ao computador, e tentávamos com os dedos cruzados, e tentávamos ao pé-coxinho, e fazíamos trinta por uma linha para ver se a conversa conseguia decorrer do início ao fim sem interrupções, mas sem grande sucesso.

Por bastante tempo, estava convencida que uma das ligações não era boa e, por isso, a coisa pifava. No entanto, este fim de semana, cansados e tantas interrupções, eis que os meus pais tiveram a ideia brilhante de usarmos o Gmail em vez do Skype para prosseguirmos.

Dito e feito, a imagem ficou perfeita, o som cristalino e fluído e tudo decorreu sem interrupções até desligarmos.

Anuncio então que despedi o Skype. A partir de agora, só uso o Gmail :)

4.15.2011

Gender Cake Party

Ora aqui está algo que nunca me passaria pela cabeça mas... os Americanos são malucos e são e deles tudo se pode esperar.

Então, ao que parece, babyshowers, chás-de-bebé e festinhas para oferecer presentes ao bebé que está para vir, estão verdadeiramente fora de moda. O que está a dar agora é o que eles chamam de Gender Cake Party.

A coisa vai assim: faz-se uma ecografia e a técnica põe o resultado num envelope. Os pais dão esse envelope 'a pastelaria que vai fazer o bolo para a festa e, dependendo do sexo do bebé, esta faz o recheio cor-de-rosa ou azul, se fôr menina ou menino, respectivamente. Depois, o bolo segue para casa, sendo que este é verde para não deixar adivinhar o seu conteúdo.

No momento de partir o bolo... é a loucura!



PS - A mim pareceu-me que o pai não gostou muito do recheio do bolo. Giro, giro, era se isto desse pancadaria e o pessoal começasse a atirar bolo uns aos outros :D

4.14.2011

O meu prédio é uma pessoa - Porteiros



Como podem ver na foto que ilustra este post, existe um porteiro 'a porta do prédio que, a qualquer hora do dia ou da noite, nos abre a porta e cumprimenta. Embora não consigam ver, lá dentro tem um segundo porteiro que, tal como o primeiro, nos cumprimenta assim que nos vê e que é ainda responsável por nos comunicar caso alguém queria subir até ao nosso andar, abrir-nos a porta do ginásio, dar-nos alguma encomenda que tenha chegado, etc...

E' uma mordomia com a qual, confesso, não me importaria SE... não existisse um certo porteiro que, contrariamente aos outros, que se limitam ao "bom-dia", "boa-tarde"... vá, podem esticar-se um bocadinho e saber o nosso nome, perguntar o típico "how are you?", é um verdadeiro chato.

Quando o vemos já sabemos que vamos ficar ali meia hora no paleio. Ou porque temos correio, ou porque não temos, ou porque queremos ir ao ginásio e ele nos fala de como era no tempo dele, ou porque sou Portuguesa e o pão é bom, mas não tanto como o Italiano, e diz-se Inez, Inís ou Ains?... uma seca.

Chega ao cúmulo de nos carregar no botão do elevador para o chamar e depois nos pôr a maozinha nas costas quando entramos... E DEPOIS carregar no botão do nosso andar. Como já tem alguma idade, quando há várias pessoa dentro do elevador, volta e meia carrega nos número errados. Assim, não só ficamos presos na converseta, como depois, quando finalmente a porta se fecha e vamos em direcção a casa, temos que ir parando aqui e ali, sem que ninguém saia mas porque o homenzinho se enganou nos botões.

E nestes momentos eu penso... só em Nova Iorque!

Relâmpagos em NY

Na 3a feira, quando saímos do show do Jon Stewart, chovia a cântaros e o céu era rasgado por raios e relâmpagos. Alguém filmou:

Minha Terra



Nasci em Portugal, mais concretamente no Porto.

O Porto!!

Embora aos 10 meses tenha sido recambiada para Setúbal, onde cresci e sempre vivi até me aventurar pelo estrangeiro, mesmo sem conhecer bem a cidade, as suas ruelas e calçadas (como canta o Rui Veloso), o cheiro a Porto, a lembrança do Porto, a imagem do Porto emocionam-me e deixam-me sempre com um nó. Nem sei se na barriga, se no coração, se na garganta, mas sinto-o cá dentro, como algo meu, mui querido e único. Inexplicável. Intenso. Profundo. Absurdamente trasncendente. E' o Porto e pronto. Nada mais há a dizer.

Se isto 'a partida já parece estranho, mais estranho é que sinta exactamente o mesmo em relação 'a Cidade Maravilhosa, Cidade do Rio de Janeiro, que só vim a conhecer aos 21 anos, mais por um acaso do que intencionalmente. Talvez o que chamo de acaso tenha sido Aquela coisa mágica que sinto pelo Porto, aquele Destino a manifestar-se mas, o que é certo é que, mesmo sem conhecer bem a cidade ou de alguma vez da janela ver o "Corcovado, o Redentor, que lindo!", (como escreveu Tom Jobim), esta cidade emociona-me da mesma maneira.

Ainda me lembro da primeira vez que A vi, no avião, só para fazer uma escala no aeroporto Santos Dumont. O Cristo, de braços abertos sobre a Cidade Maravilhosa, banhada por um sol radiante. Todo aquele mar!

E chorei... como choro quando, lá de cima, avisto Lisboa!
Da mesma forma que choro ao chegar ao Porto, 'a noite. O Douro, a nebelina, a Ribeira.
Ou ao ver os socalcos do Douro, as vinhas, descendo para o Peso da Régua.
E chorei... como choro quando chego 'a Minha Terra!!!

Porque, tal como ao Porto, sinto o Rio de Janeiro como Minha Terra.

PS - Foto tirada lá em casa.

4.13.2011

O meu prédio é uma pessoa - Pet Park



Estava aqui a ver o anúncio de uma cama desdobrável (a pensar nas visitas!) que está 'a venda no prédio e, uma coisa leva 'a outra, comecei a explorar o site do prédio... e não é que eles têm uma secção chamada Pet Park, que encoraja as pessoas a pôr lá os nomes dos seus animaizinhos de estimação, descrição, raça e tal?!

O mote é "conheça os animais de estimação no seu prédio".

E' o que eu digo, esta malta é doidinha!

1st impression: I am deaf!



Ontem fui assistir 'a gravação do Daily Show, com o Jon Stewart.

Curiosamente, não foi com ele (o Jon) que fiquei surpreendida, não foi com o estúdio, não foi com o Deval Patrick (convidado), não foi com nada disso. Nesse quesito, tudo foi como esperado. O Jon é super cómico e inteligente e, embora leia as coisas no teleponto, tem uma capacidade de improvisação extraordinária. O estúdio, é cheio de luzes e câmeras e pessoal, como esperado. O Deval Patrick foi simpático, como até então me tinha parecido.

Agora, o que me surpreendeu MESMO, foi a barulheira que aquela gravação é. A música para entusiasmar a plateia está altíssima e o pessoal berra, grita e aplaude ainda mais alto.

Saí de lá surda!

4.08.2011

O meu prédio é uma pessoa - Porco Vietnamita II



Lembram-se da história do porco?

Pois é, por muito engraçada que a história fosse, aquilo pareceu-me algo surreal e, o facto de ter saído logo no dia das mentiras, aumentou as suspeitas. O post fez sucesso entre os meus amigos mas quanto mais comentávamos sobre o desgraçado do porco, mais chegávamos 'a conclusão que aquilo não podia ser verdade. Que devia haver ali algo. Mas depois, em contrapartida, também pensávamos: mas que graça tem pregar uma partida da qual não se pode ver o resultado?

Então, tivemos a ideia brilhante. E se respondessemos ao email? Sim, pergunta de que tamanho é o porco, se cabe no forno? Pois, a Páscoa está tão próxima que, se o deixarmos crescer mais um pouco, é um belo substituto para o cabrito. Afinal, $485 nem é assim tão caro, tendo em conta que lucramos 10kg por semana. Ah, e não te esqueças de perguntar se os sacos são especiais porque também são fraldas?

E já estão a ver que o porco deu pano para mangas e nos rimos muito 'a custa da história.

No fim, mandei um email singelo, só a perguntar "já venderam o porco"?
Há 2 dias recebi a resposta: "não, comêmo-lo ;)"... com essa carinha no fim.

Embora não seja 100% de confirmação, acho que sim, que se tratou de uma partida de 1 de Abril. Pelo sim pelo não, respondi: "oh, que pena. Era isso mesmo que eu queria fazer também".

Até agora... a história ficou-se por aqui.