5.18.2006

Filme da Vida Real (Parte 2)

Na 3a feira de manhã, ao acordar, ainda não acreditava bem no que tinha acontecido. Era tudo surreal e rápido demais, mas a sensação constante de desconforto e o sono atribulado confirmaram-me que tudo era a sério. Admito que foi com receios exagerados que saí do quarto e espreitei para cada canto da casa, só para ter a certeza que não estava lá ninguém. Segui desanimada para o laboratório e assim teria continuado, não fosse o telefonema da minha senhoria por volta das 10h. Depois dos “Hi, how are you?” habituais, pergunta-me se há novidades. Respondo-lhe que não, pensando para mim mesma (dah!!! só passaram 12 horas sobre o acontecido como queres que eu saiba alguma coisa? – assumindo obviamente que as coisas se processariam como em PT, por exemplo. Devagar, devagarinho. Lento, lentinho.). Aí, em tom efusivo, ela diz-me “I think they found your stuff!”. Nem queria acreditar no que ela me dizia mas, mais tarde, quando recebi o telefonema do detective, estava de facto confirmado. Tinham descoberto o ladrão e estavam agora em posse de tudo o que me tinha sido roubado. Eu não cabia em mim de contente e, mais que isso, de surpresa, pois esperança era algo que já se tinha extinguido há muito tempo. Ironicamente, no momento que recebi a excelente notícia, procurava na Internet o computador que iria substituir o roubado, para o encomendar quanto antes.
No entanto, o terem encontrado o suspeito tão rapidamente, acentuou perguntas que me assaltavam a mente com frequência: “Como raio se explica a janela não ter sido forçada? Só pode ter sido por alguém a abriu por dentro. Se este foi o caso, tem então que ser alguém que eu conheça, que esteve lá em casa! Será que confio em alguém que, na minha inocência, trago para minha casa e, afinal, essa(s) pessoa(s) têm más intenções?” E fiquei com receio de saber a verdade e o que realmente se passara. O sentimento era bastante ambíguo. Perguntei ao detective sobre os pormenores da detenção mas, naquele tom de voz típico dos detectives dos filmes, que usam gabardina e chapéu, respondeu-me que por ora não me podia adiantar mais do que aquilo que me tinha dito e que amanhã, 4a feira, me voltaria a contactar.

4 comments:

Violante said...

(devia ler os posts todos e so dpeois comentar!)

bem, como sao rápidos ai! espectaculo!

ainda bem que já tens tudo de volta, já tens tudo nas tuas maos?

o ladrao entrou pela janela? mae do ceu, agora e mesmo redobrar a seguranca, sempre que fizeres festas ou visitas tens de ver se ficou tudo fechado depois..

pode ter sido alguem que passou por fora e viu a janela aberta, ou n? como sao as tuas janelas?

puff-cor-de-laranja said...

eu tou como a violante!!! lol
1º ler tudo e depois comentar!
ai Ines!! isso é mm states!!! parece um filme!!

Anonymous said...

Bem... Grande susto! e ao mesmo tempo Grande Sorte! Grande sorte porque se fosse cá (em PT) provavelmente nunca tinham tentado tirar impressões digitais, o ladrão não era apanhado e se fosses à feira da ladra ou da praça de espanha encontravas as tuas coisas à venda!!
Beijinhos

Anonymous said...

Fui eu que escrevi o post anterior.
Mais uma vez beijinhos
Raquel