1.30.2008

Candlepin

Na 2a feira A. mandou um email 'a malta, onde falava deste desporto, que pelos vistos é típico da Nova Inglaterra. De imediato, J. respondeu que conhecia um sítio em Jamaica Plain, chamado Milky Way, que era muito fixe e que 'as 3as feiras até tinha Karaoke.

Email para cá, email para lá e em menos de nada já éramos 6 para ir na noite seguinte a uma sessão de jantar, candlepin e karaoke no Milky Way.

Após uma viagem algo atribulada devido 'a estreia do nosso GPS (que ficou carinhosamente apelidado de Gina... "vá, Gina! Dá-nos as instruções", diziamos nós para a menina que se encontra dentro da maquineta) lá chegámos nós ao nosso destino.

O local é mesmo muito giro. O espaço é grande, bem decorado, com luzes baixas. Uma coisa que me agradou de imediato foi a música estar no volume certo, por forma a que, mesmo fazendo-se ouvir, não nos obrigar a estar aos berros.
Isto até ao karaoke começar claro... já vos conto.

O jogo, embora bastante simples, é mais difícil que o bowling, pois as bolas são menores e os pinocos são mesmo tipo velas, direitinhos e sem aquelas barrigotas que ajudam a acertar nos pinos de bowling. Acertar é o cabo dos trabalhos.


Vê-se mesmo que o jogo é já de tradição uma vez que todo o cenário é de madeira, desde as calhas por onde nos chegam as bolas, até 'a estrutura que varre os pinos.


Não podiam faltar, está claro, os sapatinhos da praxe. Graças 'as meias 'as riscas que eu escondia por baixo das botas, fiz uma bela figura de palhacinha.



E foi por aqui que passámos uma horita a tentar desesperadamente acertar nos pinos, que teimavam em não cair, devido 'as bolas que teimavam em ir tortas e até em saltar para as pistas alheias... essas malandras!

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Estávamos nós em amena cavaqueira e tiro aos pinos quando... começa o Karaoke.
Há que dizer que a coisa se estreou logo com pérolas do "canto no chuveiro". Aquilo estava tão cómico que logo estrámos no espírito da coisa e em menos de nada já estávamos a escolher músicas e a entregar os papelinhos ao DJ.

A primeira a estrear-se na ribalta foi, nada mais nada menos, do que... pois está claro, eu própria:

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Quando terminei, várias pessoas, mesmo desconhecidas, me disseram que cantei muito bem, mas eu acho que o pessoal estava era traumatizado da versão dos Nirvana, entre que tais, que tinhamos ouvido antes.

Depois, segui-se o R. com uma bela versão da música dos Pearl Jam:

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Notem o pormenor da invasão de palco. Esse menino é, sem tirar nem pôr, o J. que, entusiasmadamente, respondeu logo ao email de A. a sugerir o Milky Way e a referir o Karaoke. Desde logo percebemos que afinal o Karaoke é que era o seu objectivo principal.
(reparar também que o maluquito de arroios com os braços no ar no início do filme já era o J.)

Quem diria, o J. aquele menininho de óculos, camisinha, todo penteadinho e ar de cientista, ficava naquele estado quando se lhe apresentava um microfone 'a frente?

Talvez este olhar nos estivesse a avisar para o que por ali vinha mas... mesmo assim, foi completamente inesperado!!


Nesse vídeo ele estava só a aquecer. Já estava em pulgas para saltar para o palco e então sabotou o R., mas o melhor estava para vir.
Vejam só a sua estreia a solo:

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E não estivesse ele já contente com as suas 2 actuações, vai de, novamente, invadir o palco quando estas três meninas (desen)cantavam tãaaaao bem. Momentos houve em que um só microfone não lhe chegava e vai de agarrar nos dois.
Polivalente e omnipresente... é um artista!!
A ajuda do J. foi realmente preciosa, não acham?

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Atrevo-me a dizer até que J. conseguiu um feito inimaginável: pôs a La Bamba a um canto!

Passo a explicar. Havia por lá uma certa personagem que, devido 'a sua extraordinária actuação enquanto cantou "La Bamba" ficou logo marcada nos nossos ouvidos, tal a dor que nos provocou. Não só dor nos ouvidos mas também na barriga, de tanto rirmos.

Ficou imediatamente apelidada de La Bamba!

E não é que a La Bamba também estava sempre a ver quando é que podia saltar para cima do palco! Topem só a pigmeu mascarada de esquimó!

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Aqui a La Bamba usou a mesma técnica que J.: invade o palco, rouba o microfone e aqui vai disto! A imagem de marca dela, que lhe conferia um estilo inigualável, era a maozita na cintura e a pernoca a dar-a-dar. Lindo!
De notar que quem já lá estava também estava a fazer uma bela figura!

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Foi uma noite mesmo muito divertida e bem passada. Quero agradecer a todos mas, especialmente e aqui em público, ao J.
Aquilo foi coisa nunca dantes vista.

PS - Menção honrosa para a La Bamba!

1.27.2008

Portishead


European Tour:
Oporto Coliseum (March 26)
Lisbon Coliseum (27)
Milan Alcatraz (30)
Florence Sashall (31)
Munich Tonhalle (April 2)
Berlin Columbiahalle (3)
Copenhagen KB Hallen (4)
Cologne Palladium (6)
Amsterdam HMH (7)
Manchester Apollo (9)
London Hammersmith Apollo (10)
Edinburgh Corn Exchange (12)
Wolverhampton Civic Hall (13)
Paris Zenith (May 5, 6)
Brussels Forest National (8)

American Tour: Nicles!

Mas porquê?? Porquê?!?!?!
Também queeeero!!!!

1.26.2008

4 meses e 3 dias


Nesta foto a minha sobrinhita tinha 4 meses e 3 dias.
Cresce e desenvolve-se a olhos vistos... e eu continuo cada vez mais babada e apaixonada por esta criança!


Como é possível uma pessoa não se derreter toda perante um sorriso destes?!

Marlango - My Love


(ouvir enquanto se lê o post)
Amo muito os meus pais, muito mesmo, mas... cada um 'a sua maneira.

Nenhum Amor é mais ou maior que o outro, mas têm cores diferentes.

Enquanto a Mãe me trás o Amor dos cheiros, do refúgio e da protecção, aquele carinho umbilical, já o meu Pai me envolve numa paixão e cumplicidade únicas.

Essa cumplicidade revela-se em coisas simplicíssimas e, por isso mesmo, tão especiais. Porque o faz sempre na altura certa, como se me percebesse constantemente, cada gesto seu adquire traços de sintonia e sincronia que remontam 'as origens do universo.

Quando aqui escrevi sobre uma música, uma memória, um gostar, passados dias tinha nas minhas mãos um tesouro, e nos olhos as tal cumplicidade a escorrer-me pelo rosto.

Tendo lido o meu post, arranjou maneira de me enviar por email todas as faixas desse vinyl, agora convertidas em mp3 mas ainda com aquele som da agulha a passar pelas músicas.

Chegou durante a noite para que, de manhã, as recebesse:
- "Fatinita, Bom Dia! Para que o teu dia seja mais sorridente!" - escreveu ele.
E naquele momento eu tive tudo!

Hoje recebo uma surpresa do género, mas desta vez sobre um grupo que desconhecia:
Marlango.

O título do email - "Escuta isto" - anunciou logo um daqueles momentos Pai-Filha.

Carreguei no Play e a manhã encheu-se com as arcadas do violoncelo, como se de uma suite de Bach se tratasse. Ilusão inicial, pois logo entra a voz da vocalista desta banda Espanhola, Leonor Watling, mais conhecida pelas suas actuações em filmes de Pedro Almodóvar.

E que música tão bonita!
Escrevo este post e ouço-a já pela 4a, 5a vez... muitas vezes!
Linda!

Obrigada Fatinito!
Amo-te muito... My love!

" My love is soft when he whispers
My love is tough when he cries
My love is small as a baby
My love shines like rain

My love walks like a soldier
My love holds like a girl
My love's voice is broken
My love's hands are soft and strong

I am as small as a snail
I am as soft as a drop
I am lost and crawl
But I'll climb
Only up to you

I am angry as thunder
I am strong as blood
I am as cloudy and clear as all the skies
That pass through your eyes

We'll be as happy as children
We'll be as jumpy as queens
We'll fight and fuss for hours
Only to rest in each other's arms
I wait for you "

1.25.2008

MOMIX

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Mais uma vez, lá vou eu vê-los esta noite!
Depois de São Paulo e Nova Iorque, chegou a vez de Boston.
Tal como disse aqui, não perderei toda e qualquer oportunidade de presencear a sua Arte única.

1.24.2008

Lab Retreat

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Há 2 fins de semana atrás foi a retreat do laboratório.

Vamos todos (19 pessoas) para o estado do Maine (que faz fronteira com o Canadá) e ficamos numa casa durante 4 dias. Durante esse tempo obviamente que o trabalho não é descurado e lá temos nós que ter sessões de ciência/apresentações. Mas depois, é uma festa.
Lá vamos nós para o Ski Resort, que é um dos melhores da área: Sunday River

A casa onde ficámos (ou antes, as 2 casas, pois estavam ligadas e era tudo nosso) é cinematográfica. Percam algum tempo aqui e vejam só a quantidade de luxos: sala de cinema, mesa de snooker, matraquilhos e ping-pong, piscina (que não nos valeu de nada pois estava congelada), duas hot-tubs, playstations, não sei quantos ecrans plasma... verdadeiramente surreal para o comum mortal.

'As vezes o pessoal até ficava numa de não ir esquiar e curtir um pouco a casa, de tão confortável que era. Eu só fui esquiar uma vez, não tanto por causa da casa mas mais porque é bastante caro passar o dia nas montanhas, tendo que pagar lift-ticket e rental (aproximadamente 100 dólares por dia). O chefe até que se podia chegar 'a frente mas, como casa, alimentação e transportes são todos por conta dele, a malta não se importa.

'A medida que vou ganhando experiência a fazer ski, cada vez me divirto mais e faço melhor. Em contrapartida, embora caia muito menos que em vezes anteriores, quando caio faço-o a sério. Como agora já esquio mais depressa e em pistas mais difíceis, fiz quatro valentes nódoas negras das 2 vezes que caí. Até me abstive de tirar fotos, não fossem os mais susceptíveis ficar impressionados, mas pareço uma vaca leiteira com manchas tão negras na pele agora branca pela ausência de sol.

Contudo, todo o excesso de confiança tem as suas desvantagens, a maior das quais é metermo-nos em belos 31. Claro que já estão mesmo a ver que aqui a menina Inês se meteu num bela alhada.

Para perceberem bem, vão até este site e sigam as minhas intruções:

Agora, só uma pequena introdução para dizer que as pistas mais fáceis são as verdes, seguidas pelas azuis, sendo as mais difíceis as pretas (cuja dificuldade ainda é maior quando, em vez de 1 diamante têm 2).

Ora, aqui a Maria Amélia andou o dia todo nas azuis e verdes, alternando entre o Spruce Peak e o Aurora Peak (por favor clicar no mapa EAST, ampliar e mover com o cursor) e descendo de diferentes maneiras até South Ridge Lodge. Quando já se aproximava o fecho do resort, aqui a Je pensou "hhmmm, já conheço estas pistas, já consigo descer sem grandes problemas.... vou tentar outro pico e outra pista azul".

O eleito foi o pico Barker Mountain, nomeadamente a pista Ecstasy que, muito embora o nome arrebatador (percam algum tempo a ler os nomes das pistas e vão-se fartar de rir), desce a montanha não a direito mas sim numa oblíqua.
Isto quer dizer que não seria tão inclinada.

E lá foi a Inês para a última etapa do dia. Estudei o mapa dos elevadores a apanhar e meti-me a caminho. Ora acontece que, não sei bem em que altura do campeonato, troquei as voltas e, após muuuuuito tempo a subir e a subir a montanha, vi que tinha apanhado o elevador errado e estava no Locke Mountain... ou seja, ao lado do que eu queria e, se olharem bem para a corzinha das pistas lá.... quase todas pretas. Gulp!!!

Havia 2 azuis 'a escolha mas, fiquei tão atarantada, que acabei por escolher a piorzinha (Upper Punch).

Nota: De se notar também que tirar as maozinhas das luvas para analisar o mapa é impensável 'aquela altura pois está mesmo, MESMO, muito frio. Para terem uma ideia, o meu telelé deixou de funcionar com o frio e só reanimou quando sentiu temperatutas mais próximas do positivo.

Continuando: Mais valia ter ido pela "Goat Path": um caminho de cabras era mesmo que eu precisava. Azar. Ainda me pus a olhar para o elevador e a pensar se deveria pedir ao homenzinho para me deixar descer mas depois... que se lixe, já estou aqui, é p'rá desgraça!

Passados 2 segundos a descer arrependi-me logo do espírito aventurerio... mas aí também já não conseguia ir para cima e olha, lá teve que ser.

Eu bem tentava ir devagarinho mas a pista era tão inclinada que eu ganhava muito lanço sem querer... e claro, direito a cheirar a neve directamente com o meu nariz. Numa das quedas até perdi um dos skis. Lindo!

Depois, o dia já estava a acabar e eu não via ninguém por aquelas bandas... já tinha começado a rezar aos santinhos e a entrar naquela fase em que falamos com nós próprios:
- "vá Inês... devagarinho... deva...gaaaaaaa...ri..... catrapum.... ai Inês.... como raio vais sair daqui. Só tu!" - lá ia eu falando com os meus botões.
Já pensava: bem, se eu ficar por aqui, ao menos estou com o meu casaquinho amarelo e o meu gorro laranja fluorescente e alguém me há-de ver... só espero que não seja um urso (ao subir no elevador vi várias pegadas a passear pelos locais afastados das pistas).

E lá ia eu, a tentar descer aos tiquinhos, mais um trambulhão, mais neve nos ouvidos, mais um esqui pelo ar... bem, no fim lá consegui chegar inteirinha (tirando as nódoas negras) e completamente estourada. Estava tão fraquita das pernas que quando já ia numa pista verde, que é bem a direito, também já não conseguia controlar bem a coisa.

Toma lá que é para aprenderes a não ser confiante demais! :P

'A noite, foi uma delícia mergulhar na hot-tub, rebolar na neve e voltar para o quentinho da água, ali ao ar livre (esta coisa que os Escandinavos fazem é mesmo extraordinária. Os nossos terminais nervosos recebem tanta informação contraditória relativamente 'a temperatura que a sensação é de formigueiro em vez de quente ou frio. Aconselho vivamente).

E o sono... foi mais que merecido!

1.22.2008

Dance for Fitness

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Aí por volta dos 13, 14 anos, comecei a adorar fazer desporto.

Era completamente viciada nas aulas do Rui (que será feito do melhor professor do mundo?) e não minto quando digo que, durante a semana, pelo menos num dos dias fazia 5 horas de desporto seguidas: aeróbica, step, condicionamento, musculação e, a cereja no topo do bolo, capoeira e/ou natação.

Mesmo sendo em Setúbal, consegui arranjar sempre maneira de chegar da faculdade (em Lisboa) e continuar a ir ao ginásio.
Quando este esquema ficou totalmente insustentável, então virei-me para o Holmes em Oeiras, onde as aulas de spinning faziam as minhas delícias.

Era um espectáculo pedalar a alta velocidade (ou não, mas com bastante resistência a substituir) ao som daquelas músicas que davam mesmo garra ao pessoal, sabem? Quando as batidas soam mesmo cá dentro e parece que ganhamos força/energia extra! Era já certo e sabido que, depois de cada uma destas aulas, uma poça de suor (literalmente) encharcava o chão em torno das bicicletas e a nossa roupita pesava seguramente o dobro, de tão molhada que estava.

Em todos estes casos, os instrutore(a)s estavam sempre 'a altura: davam ao litrinho, faziam todos os exercício e tinham aquele corpo por que todos nós suspirávamos um dia.

Recordo-me até que houve um vez em que, vendo-me a sair do banho, o meu pai referiu espantado: oh Inês!!! Mas... mas tu estás com abdominais?! (six pack mesmo).

Ai, ai... bons velhos tempos, não só no que diz respeito aos abdominais, mas também no que diz respeito a encontrar uma aula de qualquer exercício (já nem sou esquisita de referir uma modalidade) que realmente valha a pena.

Desde que vim para os USA que está mais que provado que as aulas são coisas para Inglês ver (Americano, neste caso), ou seja, o pessoal vai lá para tudo menos para suar ou se cansar.

A coisa chegou ao cúmulo de um dia, numa aula em que a professora decidiu puxar mais um bocadinho, haver pessoal a fazer queixa na recepção!

Aqui no gym da Harvard já corri todas as aulas que têm para oferecer e é uma frustração tremenda verificar que os instrutores estão sempre com pior condicionamento físico que eu (e acreditem que os meus tempos aúreos já há muito que se foram)... já para não falar que o excesso de peso nos professores impera em 80% dos casos.

E' que eu preciso de ter alguém que me inspire fisicamente e a dizer-me o que fazer e a insistir, sabem? A dizer: e mais 3, mais 2... e insiste, mais 8, 7.... vá, já é a última! Estão a ver? Assim, aulas com uma série de exercícios que sigam a música, música essa que puxa pela malta. Ora, até na música a coisa vai de mal a pior, pois só serve mesmo para não estarmos em silêncio. Agora seguir o ritmo que é bom e que até pode fazer a malta mexer-se mais um pouco... está quieto. E prefiro nem tocar no que diz respeito 'a qualidade da música, pois se for por aí nunca mais saio daqui.

Bem, em desespero de causa, pensei: se não encontro algo que me dê pica no ginásio vou tentar fora dele. E então virei-me para o Cambridge Center for Adult Education (CCAE) que é um local onde, todos os semestres, se podem fazer pequenos cursos que vão desde aprender Chinês a fazer teatro, passando por aulas de Olaria ou de como fazer sushi.

Tem de tudo para todos os gostos. Então, peguei no livrito e pus-me a ler as categorias de dança que pudessem aliar a música a algum exercício físico. E isto trás-nos ao título deste post.

Ora a descrição da aula "DANCE FOR FITNESS" é a seguinte:

"Take an hour for yourself and burn calories while improving your overall fitness - from increasing strength and endurance to enhancing posture, balance and flexibility. Focus is on stretching and strengthening exercises; easy dance combinations from Jazz, Broadway and modern dance; low-impact aerobics, and fun!. Class includes a warm up, floor exercises, dance/activity segment and a cool down."

Eu quando li isto pensei: isto vai ser a bombar. Workout no coração!
Agora segue a tradução:

" Tire uma hora para si e queime calorias enquanto melhora o seu condicionamento físico geral - desde aumento da força e resistência até melhoria da postura, equilíbrio e flexibilidade. Especial atenção em alongamentos (realmente devia ter percebido que a atenção era toooooda em alongamentos) e exercícios de fortalecimento; combinações de dança fácil (mas havia dança??) desde Jazz, Broadway e dança moderna (nota mental: rever significado de MODERNO. Temo estar completamente fora), aeróbica de baixo impacto (eu diria nenhum... e já agora, a aeróbica veio quando? E' só porque respiramos?) e divertimento (bota DIVERTIMENTO nisso!!). A aula inclui aquecimento, exercícios de solo, segmentos de dança/actividade (se calhar também convém rever estes conceitos) e arrefecimento (eu até percebia a parte do arrefecimento se a coisa tivesse de facto aquecido. Ah, devem-se referir ao aquecimento estar ligado... devem desligá-lo no fim)"

A avaliar pelos comentários na tradução já estão mesmo a ver que a coisa deu para o torto, não é? Pois é!

Preparem-se para rir: a coisa começou logo quando eu entrei na sala e me deparei com o que julguei ser a sala para geriatria e fisioterapia.

- "Devo-me ter enganado", pensei, "até a professora já passou da validade!!!".

Aquilo eram só cabelos brancos e corcundas por tudo quanto era lado e a prof. era uma velhita daquelas que parece um aranhiço e que tem um sorriso tipo paralesia facial e que nunca sai. Para além disso, os dentes dela eram horrível e artificialmente direitos, o que tornava o sorriso ainda pior. Durante a aula toda só me lembrava daquele casal de velhotes do filme do David Lynch, "Mulholland Drive", que atazanavam a cabeça da Bety... acho que vou ter pesadelos!
Se não sabem quem são os velhotes, fica aqui mais ou menos o que quero dizer:

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A medo perguntei se aquela era a aula de Dance for Fitness. Afinal não me tinha enganado... era mesmo aquilo.

- "Bonito!! Deixa lá ver o que sai daqui"

Olhem... aquilo nem tem ponta por onde se pegue. Nem sei por onde começar.

O que eles chamam de jazz, música moderna e sei lá que mais, parou no Percy Sledge (aquele que canta "Oooohhh.... myyy...yyy... loooove!!) e, e... isso já era muito bom.

Eram só músicas tiradas do baú, cheias de teias de aranha e com aquele piquinho típico da grafonola. Embora antiga, a música podia ter ritmo, certo?

Errado!

Se aquilo chegasse a 60 pulsações por minuto estávamos com sorte. Já dá para ver que aquilo era um ritmo louco e que os exercícios (após muuuuito tempo a alongar, não fossem as velhotas deslocar as próteses) se baseavam em apenas caminhar e, quando se tornavam aventureiras, lá levantavam um joelhito.

Houve lá uma parte em que a música que tocou era aquela do filme "Do cabaret para o convento/Sister Act", com a Whoopi Goldberg, mas era a versão original... que é muuuuuito mais lenta. Se vocês se lembram desse filme e das irmãs a cantar "Ain't no mountain too high" ficam já a saber que isso seria considerada a minha aula vezes 1000 rotações. Naquele filme as freirinhas de certeza que tinham bebido 5 Red-Bulls e se tinham esquecido de desligar o vibrador, tal era o speed delas comparado com a loucura que se passava nesta Dance for Fitness.

Ah, e a Broadway entrava da seguinte maneira: a malta colocava-se em 2 filas paralelas, de frente uma para a outra e depois, numa coreografia elaboradíssima, a gente avançava em direcção ao meio (atenção, a andar, não fossem os pace-makers disparar) e depois (preparem-se que isto é lindo) as linhas cruzavam-se nos espaços entre as pessoas... foi a loucura.

Eu juro que a determinada altura não conseguia conter o riso. Cada vez que me via reflectida no espelho e reconhecia a minha expressão era como se encontrasse uma cúmplice no meio daquela Brigada do Formol e era o descalabro. E ria! E ria!

Até me lembrei da minha mana e do quanto nós sofríamos nas Novenas a que a nossa avó insistia em levar-nos, durante as quais nos contínhamos ao máximo. A gente bem que ficava quietinhas a ouvir as velhotas a cantar "Avéeeeee!!! Avéeeeee!!!" esganiçadamente mas, quando olhávamos uma para outra, já não dava mais!
Basta dizer que a nossa avó nunca mais nos levou!

Mas voltando 'a aula, eu ria que nem uma desalmada, tentanto disfarçar enquanto andávamos aos círculos sobre nós mesmas, com os pézinhos a dar-a-dar, como se estivéssemos a fazer sapateado (desculpem, afinal levantar o joelhinho não era a parte mais audaz. Esta do sapateado é que era).

Acho que essa foi a única altura em que de facto fiz algum exercício nos abdominais.

Quando a aula terminou estava determinada a ir fazer queixa 'a recepção. Afinal aquilo foi publicidade enganosa e uma mui má maneira de gastar 130$ (por 10 aulas) mas, percebi que não ia conseguir fazê-lo, uma vez que quando preparava o início do meu discurso na cabeça, me desatava a rir e não conseguia mais parar.

E pronto, aqui continuo eu sem encontrar um exercício 'a altura!

Pelo sim pelo não, lá vou continuar a ir ao gym correr e levantar pesos (que é uma seca) e uma vez por semana vou ao Power Yoga. Ao menos aí suo que nem uma porca e fico com o corpinho a doer... mas ainda falta a música a bombar!

Humpf!

1.18.2008

Música da Dudley

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Ontem aconteceu-me daquelas coisas que gosto. Acabar o dia a fazer algo completamente inesperado, neste caso a assistir a um concerto na Dudley House, dado por elementos da respectiva orquestra.

Não fosse já suficiente ser de graça e ainda com direito a chazinho e biscoitos durante o recital, em jeito bem informal e intimista, fiquei agradavelmente surpreendida ao verificar que, pela primeira vez, estava numa plateia verdadeiramente educada para aquele tipo de evento.

Excepto uma pessoa que se precipitou na primeira pausa mas que desde logo corrigiu o erro, nunca ninguém bateu palmas entre andamentos bem como não se ouviu um único telemóvel tocar durante todo o concerto. Já para não falar da ausência de ataques de tosse compulsivos sempre que se experimentava um silêncio.

Finalmente!

1.17.2008

Funeral

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Hoje de manhã vi um cortejo fúnebre.

Aqui esta cerimónia é bem diferente daquilo que costumo ver em Portugal. Toda a gente segue num carro que ostenta uma bandeira cor-de-laranja fluorescente onde se lê em letras pretas "Funeral". 'A frente vai um carro da polícia, com as luzes azuis-vermelhas a piscar e a apitar de vez em quando.

Todos os carros têm os 4 piscas ligados e seguem em marcha lenta. O carro funerário segue 'a frente do cortejo e ninguém que se atravesse com esta fila de carros de bandeira colorida a interrompe.

Nas ruas perpendiculares, mesmo que o sinal esteja verde, ninguém entra até que a fila de carros termine. Aliás, esta foi a razão pela qual percebi que um cortejo estava a passar pois, montada na minha bicicleta, atrás de uns quantos carros e com o semáforo verde, não estava bem a perceber porque não andavam.

Não pude deixar de estranhar ao ver este ritual.

Quando o vi pela primeira vez, julguei até que se tratasse de um diplomata ou alguém publicamente importante. Contudo, esta é já a 3a vez que presencio tal evento. Acho que esta é então a norma.

Achei estranho porque, também contrariamente ao que se vê em Portugal, nunca por aqui vi nenhum cortejo com as buzinas aos berros e tulezinhos nas antenas dos carros a celebrar um casamento. Acho isso uma piroseira mas, fazer notar por notar, acho preferível marcar um presença publica para celebrar uma Alegria do que para fazer notar a Tristeza.

1.10.2008

A Minha Metade

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Estamos juntos há mais de um ano e meio.

Tudo aconteceu repentinamente: tropeçámos um no outro e em menos de nada já estávamos casados e, desde então, a viver das maiores Felicidades.

Sou rodeada de muito Amor e Carinho, todos os dias. E é naqueles pequenos quês que percebo o quão grande é este sentimento que me assola e pelo qual sou envolvida.

Todos os dias Ele acorda e sai mais cedo do que eu. E todos os dias encontro o leite fora do frigorífico e já em cima da mesa para que não esteja tão frio quando o vou beber. Ele sabe que eu não gosto de bebidas frias.

O micro-ondas é sempre parado no último segundo. O silêncio da manhã nunca é interrompido por aqueles 5 apitos estridentes. Ele não quer que o meu sono seja interrompido.

Quando está prestes a sair vem até 'a cama para me beijar e acariciar, aconchegando-me e sussurando-me ao ouvido o quanto gosta de mim e como gostaria de ali ficar mais um pouquinho. Ele sabe que gosto destes miminhos.

Se está muito frio lá fora, deixa o aquecimento ligado para que, quando eu acordar, seja confortável andar pela casa.

Na almofada ao meu lado, deixa sempre o telemóvel ligado em modo silencioso para que seja a voz dele a acordar-me e não o terrível despertador. Pontualmente, aquele breve apito soa ao horário combinado e do outro lado atende-me sempre um "Bom Dia Amor!" ou o trautear de uma das nossas músicas, que me deixa com sorriso de tonta.

Quando regresso de viagem, após vários dias de ausência, chego sempre a um ninho limpo do tecto até ao chão, perfumado e com velas acessas aqui e ali. Flores Amarelas esperam-me sempre em jeito de surpresa, acompanhadas de um chocolate e um cartão de boas vindas.

Se me sente mais preocupada ou em baixo, aproxima-se de mim silenciosamente só para me abraçar. Ou então abraça-me só porque sim, porque estou a cozinhar ou a lavar a loiça e quer ficar junto a mim, colado 'as minhas costas.

Nos nossos passeios 'as vezes desvia-se inesperadamente para apanhar uma flor tímida de um canteiro e ma oferecer com aquele sorriso.

Se me vê a beliscar um chocolate, sem que lhe peça vai-me buscar o copo de água da praxe (já Laura Esquivel escreveu "Como Agua para Chocolate". Para mim um não existe um sem o outro e Ele sabe).

No Domingo passado, porque tive que trabalhar, presenteou-me com um prato Brasileiro que adoro. Quando cheguei a casa tinha uma mesa impecavelmente decorada e, no meio, uma travessa enorme de "Salpicão". Mas este "Salpicão" não foi simplesmente mais um destes pratos. Foi mais saboroso do que todos os outros até então uma vez que, para além da intenção, a decoração foi única.

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E estes são só alguns dos exemplos das muitas coisas queridas que recebo diariamente e que tornam a minha vida mais colorida e bonita.

Ele conhece-me... e as palavras são quase sempre desnecessárias! Sinto que me compreende quando me acaricia com as costas da mão no interior do antebraço, no encontro entre os nossos rostos que se beijam sem lábios, só percorrendo os contornos um do outro ou nos pés entrelaçados debaixo dos lençóis.

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E sinto que tenho tanta sorte, tanta...

"Tchiamu" também!

1.05.2008

Reenergizante


Faz bem no início de cada Ano e em qualquer altura. Vale a pena perder 7 minutos de vez em quando para escutar esta música e a sua mensagem.

Bom Ano de 2008. Sejam felizes, sempre!

1.03.2008

Início de ano Radical

Isto de passar o fim de ano com neve e frio tem muita piada quando uma pessoa não tem que levar com este factores em cima durante o Inverno todo. Como eu e uns quantos amigos aqui da área não podemos fugir a estas intempéries, decidimos começar o ano de forma radical, para afastar o mau tempo.

Assim, no dia 1, fomos fazer, nada mais nada menos do que esta maluqueira.

Após uma viagem de carro meio preclitante devido a uma tempestade de neve, eis que chegámos ao nosso destino:

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Lá, excitadíssimos, tivemos uma pequena formação sobre sinais de mãos a ter em atenção durante o vôo,

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formação essa que foi dada pelo instructor que depois estaria connosco dentro do túnel de vento. Por muita vontade que o pessoal tenha para fazer as piruetas que viram no site do Skyventure, quando somos submetidos 'aquele fluxo de ar poderosíssimo, parecemos peixe fora de água, completamente descoordenados e sem noção. Assim, o instructor vai-nos dando dicas sobre o posicionamento dos membros e evitando que desatemos a rebolar e a bater nas paredes.

Depois, o equipamento: joelheiras

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Um fato e uns ténis todos catitas:

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Um capacete, óculos e tampões para os ouvidos (não tenho fotos deste porque o instructor já estava a chamar-nos para começarmos a sessão), e aqui vai disto:

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Como podem verificar, a aerodinâmica ainda não é das melhores e o instructor sofre bastante (coitado... ainda eu não fui o pior caso. Havia um miúdo, com pernas e braços de 2 metros, que quase mandava o instructor, que era um caga-tacos, desta para melhor, com tanta pancada que lhe dava), já para não falar da cara de panqueca com que uma pessoa fica, mas que a coisa vale a pena, vale. E' uma sensação interessantíssima e nova e a emoção é muita. Vai ser, sem dúvida, uma das actividades a repetir.

E já que falamos em actividades... para a semana há mais coisas novas ;)

O Frio

Após várias tempestades de neve nas últimas semanas, eis que chega o Frio, ainda mais temível que o manto branco. Neste preciso momento os termómetros marcam -12 graus Celsius mas, por causa do vento, a temperatura que se sente é de -21 graus, a que por estas bandas se chama de windshield.

Ora acontece que aqui a Je, desde que chegou aos States que está farta de levar com o Frio no trombil e este ano decidiu-se a comprar um casaco como deve ser, desse por onde desse. O escolhido foi este modelo da Northface, que custa nada mais nada menos do que 300 dólares:

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Caro? Sem dúvida mas, 'a típica Portuguesa, fiz logo o pensamento de que, se um casaco de Inverno me dura 6 anos, então 50 dolares por ano nem é assim tanto e pronto... já me sentia mais preparada para gastar o pilim no casaco.

Chegada 'a Macy's, agarro no bichinho e lá vou eu para o balcão, já mentalizada do rombo orçamental que se avizinhava.

Como de costume, a mulherzita perguntou-me se eu tinha o cartão de crédito da casa, ao que respondi que não. Como de costume também, perguntou-me se queria aderir, ao que mais uma vez respondi que não (aqui, eles são uma máquina a impingir cartões de crédito 'a malta. Não admira que o pessoal fique endividado até ao pescoço pois com tanto cartão 'a página tantas o pessoal já não sabe a quantas anda).

- Mas tem a certeza? Olhe que quando adere tem um desconto de 40%, o que numa compra destas é bastante significativo. Sempre são 120 dólares a menos!!
- Como? Só por aderir? - perguntei incrédula.
- Sim!

Como quando a esmola é grande o pobre desconfia (e nunca se espera que uma funcionária seja tão simpática), ainda me quis certificar melhor.

- Mas tem juros? O cartão tem uma anuidade exorbitante? Fico obrigada a alguma coisa? Tem algum senão tipo ficar com fungos nos pés ou ter um ataque de hemorróidas? O Pai Natal deixa de saber a minha morada ou o menino Jesus é entregue ao pai biológico?

A tudo a mulherzita respondeu-me sorridente que "Não" (eu devo ser mesmo um bicho raro por estas bandas) ao que, por fim, me rendi e lá aderi ao cartão. Escusado será de dizer que saí muito mais feliz da loja, pois tive mesmo o desconto sem quaisquer problemas.

Hoje tornei-me a sentir muito feliz de novo uma vez que, pela primeira vez, tive a prova de que o casaco me valia mesmo de alguma coisa e foi um bom investimento. Até agora, uns míseros -2 ou -4 graus eram ainda demasiado quentes para o casaco, ficando eu a assar enquanto envolta em penas de ganso e sei lá que mais. Mas hoje, foi uma maravilha. O vento soprava, o frio enregelava as muscosas do nariz e congelava as lágrimas no cantinho dos olhos, que fazim "crrr, crrr" quando se partiam num piscar mas, tudo o que fosse zona corporal coberta pelo casaco, estava morninha e agradavelmente protegida!

Frio, bring it on! I am ready!!! (mas não abuses, ok?)