3.04.2010

Aceitam-se apostas (II)



Vai ter mesmo que ser. Por forma a que o meu joelhito volte a ser o que era e que eu possa fazer todos os desportos que me der na veneta, há que reconstruir o ACL, logo, tenho que ser operada.

Eu passo a explicar.

Quando caí a fazer ski, há quase 2 semanas atrás, torci o joelho porque o ski não saltou da bota (caramelo!). Ao torcer o joelho, fiz ruptura parcial de dois tipos de ligamentos: o lateral (MCL, que fica do lado de dentro do joelho) e o anterior (ACL, que, simplificadamente, fica na parte de trás do joelho).

Ora, estes ligamentos têm o seu quê de agri-doce. Se, por um lado, o MCL é aquele que dói, é também aquele que tem capacidade regenerativa e bastam o tempo e a paciência para que volte 'a sua forma antiga. Por sua vez, o ACL não dói nada, mas não se consegue recuperar sozinho.

Isto quer dizer que, muito embora já não sinta dor e até já tenha começado a andar sem muletas e sem o suporte 'a volta do joelho, quando tudo já estiver a funcionar como deve ser e eu já nem sequer me lembrar do acidente, a qualquer altura o meu joelho pode "falhar" (especialmente em casos de impacto e stress, como correr, saltar, esquiar, etc...). Isto porque o ACL, por não se recuperar, continua instável e pode não se aguentar 'a bronca em certas ocasiões.

O perigo é que quando o joelho "falha" posso também fazer uma lesão ainda pior do que aquela que já tenho e aí a coisa pia mais fino. Por isso, embora não seja obrigatório ser operada, porque sou uma pessoa activa e não quero andar sempre com receio que algo de mal aconteça de novo ao meu joelho, é preferível "ir 'a faca".

Nem sequer é "ir 'a faca" no sentido de que me vão cortar, abrir e vai haver montes de sangue e uma cicatriz enorme, pois a coisa é feita por apenas 3 furinhos no joelho (artroscopia), por onde entram sonda e instrumentos... e o tendão dador (que ou muito me engano ou vem de um cadáver... tenho que perguntar, hehehe).

Por ora, o objectivo é recuperar toda a mobilidade no joelho, como se nunca se tivesse passado nada. Assim, após a operação, embora haja tecido cicatrizado e a inevitável perda (se bem que muito pequena) de mobilidade, esta não se faça sentir muito. Na fisioterapia estou a avançar bastante rápido e bem, na opinião do técnico, e eu própria já me sinto outra.
Desde que me consigo movimentar sem muletas que sou uma pessoa muito mais feliz :)

E pronto, é isto... lá para Maio/Junho (penso eu), segue-se uma nova saga, a da operação.

Por acaso, até estou a pensar pedir ao médico se, em vez de anestesia geral, posso levar uma epidural. Assim, podia ver a coisa ao vivo e até relatar-vos como é que o meu joelhito está por dentro (esta é a minha veia de wanna-be-médica a funcionar).

2 comments:

claudia said...

Então linda vai ter mesmo que ser..
Para quem é tão enjoada vais mesmo querer ver a "operação" ??? Humm não me parece...As melhoras...Kiss

Anonymous said...

Até doi, só de ler! Boa sorte e recuperação total!!
Catarina Vinagre