8.15.2009

West Coast - Los Angeles (parte II)

Após termos estado em Redondo Beach, seguimos para o Griffith Observatory, de onde tivemos uma vista previlegiada sobre a cidade e das famosas letras de Hollywood.

No largo principal existe um monumento a homenagear grande cientistas como Newton, Galileo, etc... e, no chão, podemos encontrar um modelo, 'a escala, do sistema solar. Passando os portões (com indicações algo contraditórias, diga-se - ver fotos) deparamo-nos com um pêndulo de Foucault, 'a volta do qual os visitantes podem ouvir uma explicação detalhada sobre como este aparato demonstra a rotação da terra. Para quem não estivesse convencido, estavam lá uns pinoquecos que, gradualmente, iam sendo deitados abaixo pelo pêndulo, 'a medida que este se ia deslocando.

Dentro do edifício, existem várias exposições, todas bastante interessantes. De igual forma, o programa apresentado pelo planetário foi, até 'a data, o melhor que já vi e recomendo vivamente. Visualmente está extraordinário, provocando-nos até a sensação de vertigem ao longo da projecção. De igual forma, o que nos é explicado é feito de forma correcta, completa mas, ao mesmo tempo, bastante acessível para um leigo na matéria (como é o meu caso). Muito, muito bom! Se estiverem no obsrvatório, não percam a oportunidade!

Cá fora, existem vários áreas por onde se pode passear, ver a cidade de LA e até dar uma espreitadela a um dos telescópios.

O conjunto de edifícios que constituem o observatório são bastante bonitos e, não estivessemos nós em LA, servem também de cenário para modelos/actores exercerem as suas profissões. Não vimos nenhum filme a ser feito por lá mas, ao assistirmos ao programa do planetário, tivemos o prazer de ouvirmos todo o programa não por uma gravação mas sim pela voz de um actor (uma excelente voz, diga-se) que, tal como quando vemos as apresentações nos filmes no cinema, trouxe bastante emoção e intensidade ao que dizia. Aliás, a frase "we are going home" nunca mais será a mesma para mim, depois de a ter ouvido dita por aquela voz e com tamanho sentimento, referindo-se obviamente ao facto de todos sermos feitos de estrelas... mas já estão a ver que a frase dá para muitas variações, hehehe.

Saídos do obervatório (digo saídos porque, por esta altura, eramos 3 miúdas - Edina, Diana e eu - e o Cameron, couch-surfer da Inglaterra, que se juntou a nós) levámos a cabo o empreendimento do dia: chegar até 'as letras de Hoolywood.
Foi divertido, pois não fazíamos ideia de como lá chegar mas, ao vermos montes de sinais a dizer "This road is not a way to the Hollywood Sign" (esta estrada/rua não dá acesso 'as letras) optámos pela regra de ouro que foi: ir sempre por essas ruas!

Pelo caminho encontrámos quem nos desse instruções, referindo até que iriamos passar pela casa desta ou daquela pessoa famosa. Não vimos nenhuma celebridade, mas percebemos claramente que o pessoal nestas redondezas está completamente traumatizado com os papparazzi. Vejam só a cena: a determinada altura, quando íamos por entre as colinas de Hollywood, decidimos trocar de motorista. Assim, o Cameron parou junto 'a berma e saiu do carro, para passar para trás e dar o lugar 'a Edina. Isto foi coisa que demorou menos de 30 segundos mas, foi tempo suficiente para que um velhote viesse imediatamente cá para fora, barafustar connosco:
- Saiam já do meu driveway!!!
- Calma, estamos só a trocar de motorista!!
- Vocês são papparazzis, não são? - dizia o velhote, com um ar algo tresloucado. A mulher dele até pediu desculpas por ele, mas já deu para ver que não deve ser nada agradável viver assim todos os dias, com pessoas sempre 'a procura daquela foto que lhe trará muito dinheiro.

Bem, continuando, conseguímos chegar bem perto das letras. Não fomos mesmo até lá, mas já estávamos perto o suficiente para podermos tirar fotos e dizer que sim, estivemos lá :)

Aproveitámos também para ver um belo pôr do sol!



















































8.11.2009

West Coast - Los Angeles (parte I)

Nos próximos posts vou pôr pequenos relatos do que foram os dias na viagem que fiz recentemente 'a West Costas. Uma vez que se passou tanta coisa, perdia os meus leitores todos se aqui pusesse um testamento que contivesse tudo :)

Assim, vamos começar!

A primeira paragem na viagem 'a West Coast foi LA, cidade que já conhecia um pouco mas que não me importei de rever. Deste vez fui viajar com a Diana, amiga dos tempos da faculdade, e com quem tive a felicidade de experimentar algo que revolucionou a minha vida: o couchsurfing.

Nunca tinha ouvido falar de tal coisa até a Diana ter usufruido desta "mafia" na China e, desde então, não imaginar outra maneira de viajar que não seja como couch-surfer. Eu passo a explicar.

Existe na net uma comunidade, a comunidade do couchsurfing, que consiste num conjunto de pessoas que, alegremente, põem um qualquer sofá (leia-se, um local para dormir) na sua casa 'a disposição de um qualquer visitante (leia-se, qualquer pessoa inscrita na comunidade). Ah, e claro está, de graça! Quando inscrita na página, uma pessoa preenche o seu perfil e recebe comentários e "classificação" dos couch-surfers com quem já interagiu. Da mesma forma, aqueles que disponibilizam o sofá, conhecidos por hosts, também são "avaliados" por quem lá fica. O esquema funciona maravilhosamente e, porque a Diana está inscrita, ficámos as 2 sempre em casa de alguém, sem pagar nada, em LA, em Las Vegas e no Grand Canyon.

Para além da óbvia vantagem que é não ter que pagar hospedagem, há também o grande previlégio que é conhecer pessoas que moram nos sítios que visitamos, que conhecem muito melhor os pequenos quês dos locais do que os guias e que, de uma maneira geral, estão sempre super disponíveis para te ajudar e também eles curiosos por saber mais sobre ti, o teu país e a tua cultura. Com muito pouco esforço ganha-se também das melhores coisas, que são amigos.

Adorei a experiência e recomendo vivamente!

Ora, a nossa primeira host foi a Edina, uma moça fantástica, super simpática e prestável. Para quem conhece LA, sabe que aquilo é só asfalto e que tem que se ir de carro para quase todo o lado. A mínima deslocação demora longos minutos, se não horas. Pois, mesmo assim, a Edina foi-nos buscar ao aeroporto, não uma mas duas vezes, em noites consecutivas, porque o meu vôo foi cancelado e transferido para o dia seguinte. Note-se que o que estou a dizer é que ela teve que gastar, no mínimo, 2 horas em cada viagem. Não é espantoso encontrar-se pessoas assim???

A casa dela era fenomenal e ficámos muito bem instaladas, cada uma no seu sofá, sofás estes tão largos que quase pareciam camas. A Edina fez o favor de passear connosco todos os dias que estivemos com ela e de nos levar aqui e ali. Muito e muito obrigada, Edina!

O primeiro passeio foi até Redondo Beach. O tempo estava óptimo onde a Edina mora mas, após uma hora no carro, virou completamente e, quando lá chegámos, fechou e ficou frescote. Estava bom o suficiente para fazermos um belo pic-nic na praia, que nos soube pela vida.

Depois passeámos pelo pontão, onde se encontram vários pescadores e transeuntes.

Achei piada a um casal que, romanticamente, se passeava nas suas cadeiras motorizadas... tempos modernos!

Havia por lá também um pelicano que, aqui e ali, tentava a sua sorte e via se conseguia algum peixe dos pescadores. Habituado aos humanos, ficava ali ao pé de nós, impávido e sereno.

Também havia algumas sinaléticas interessantes sobre o que se pode pescar e consumir ou não. Mas, depois de ver uma fábrica logo ali, do outro lado da praia, eu não me arriscava era a comer nada!

Seguem aqui as fotos deste dia:





























8.09.2009

1 ou 3?



Eu e o David casámos pelo civil no dia 28 de Julho de 2006. Pela Igreja, casámos no dia 26 Julho de 2008.
Em que data devemos celebrar o nosso aniversário de casamento?
Estamos casados há 1 ou há 3 anos?

Constatações - Alicerces podres



Quando questionado se gostaria que a sua prole encontrasse um companheiro como aquele que tem, o progenitor não consegue responder "sim".
Hesita, balbucia, contorna o assunto... tenta até justificar o parceiro pelos erros que sabe existirem e insite em ignorar.
Algo está muiro errado. Muito mesmo!
A relação é um desastre!

8.08.2009

1 Ano (cont.)

Como puderam ler aqui, fizemos 1 ano de casados. E' de nossa vontade que, todos os anos, possamos honrar a vontade e o compromisso de celebrar esta data.
Sempre!

Assim, para celebrarmos, passámos 2 noites em New Hampshire, na região dos lagos, mais especificamente perto do lago Winnisquam.

Ficámos aqui:









O quarto era sobre o lago. Tinhamos uma vista maravilhosa. A chuva que decidiu em cair no dia seguinte 'a nossa chegada, sem parar, fez as nossas delícias. Aproveitámos a hot-tub, passámos pelo salão de jogos... mesmo a chover, aproveitámos também o lago, onde, no fantático deck com uma prainha privada, ainda nadámos no lago.

Aproveitámos, claro está, e mais que tudo, o quarto... e nunca antes ficámos tão felizes por termos descoberto o "citrato de cálcio", hehehe (para perceber, favor ler post seguinte).

Foi óptimo!

Serviço público - Vulvodinia


Hoje escrevo na esperança de que a minha experiência possa vir a ajudar quem por aqui passa. Eu agradeci que outras mulheres tivessem tomado a mesma atitude, tivessem escrito e acabassem por me ajudar!

Já há aguns meses que vinha a sentir ardor e dor aquando das relações sexuais. Logo eu, que visito o ginecologista 4 vezes por ano e que sou super preocupada e zelosa neste quesito. Tenho pavor de todo e qualquer problema que me possa afectar o sistema reproductor e sexual, pelo que tenho mil cuidados.

Se um carro que é usado com regularidade precisa de mudar o óleo de 3 em 3 meses, então é óbvio que o mesmo se aplica 'a minha Vagina.
E' usada, sim senhor, e com muita regulariade, sim senhor!!

Gosto de sexo! Aliás, adoro sexo!

Tenho a certeza que o mundo seria um local bem mais feliz e pacífico se muita mais gente gostasse de sexo e o fizesse com mais frequência (para o que aqui vou relatar não interessa aprofundar a questão "fazer sexo" ou "fazer amor", pelo que me vou abster de dissertar sobre esse tema).

Ora, já estão a imaginar a frustração que foi quando, de repente, aquilo de que tanto gosto e que me dá sempre tanto prazer, passou a estar associado a dor e desconforto. Dei por mim a retrair-me e a evitar fazer amor tão frequentemente.... e isto estava-me a parecer contra-natura, muito errado, muito chato e bastante insuportável.

No médico de medicina interna queixei-me várias vezes. Observou-me e fez análises várias vezes também, chegando sempre 'a conclusão de que nada havia que indicasse infecção, inflamação ou qualquer outra irregularidade. Fui também observada pelo meu ginecologista... e o resultado foi o mesmo. Não havia nada que justificasse os sintomas de que me queixava. Pelo sim, pelo não, este receitou-me um creme 'a base de esteróides, para ver se os tecidos reagiam... e nada!

Passei a pensar no que poderia ser que estava a escapar aos médicos: será que é de alguma coisa que comi? será que é da natação? e se experimentarmos usar lubrificante (muito embora nunca tenha sido necessário)? e se ficarmos umas semanas sem fazer para ver se passa? e se, e se??

Tentámos de tudo, e nem mesmo todo o carinho e paciência do David evitaram que, sempre que fazíamos amor, aquela dor aparecesse. Dor, ardor... era na parte externa, era no interior... eu já nem sabia onde era. Sei que, mesmo tentando e ultrapassando o início (que era a fase mais dolorosa), chegando ao fim, nem com água me podia lavar que a dor me tirava o ar e me punha com lágrimas nos olhos, de tão aguda que era.

Foram vários meses assim, a recorrer aos médicos e a não obter respostas. Assim, fiz aquilo que nunca se deve fazer (se o Dr. House me apanhasse no consultório dele, de certeza que era corrida com um revirar de olhos): decidi procurar na internet se encontrava alguma coisa sobre estes sintomas. Sei que os médicos existem para alguma coisa... e quem sou eu para pensar que vou saber mais que eles. Mas, a situação estava a ser tão desesperadora, que lá me pus a fazer buscas no Google.

E eis que facilmente encontrei imensos relatos de mulheres que se queixavam do mesmo e que, junto dos seus médicos, passavam também pela ausência de um diagnóstico. Continuando a procurar, acabei por perceber que se trata de uma "doença" algo recente, da qual se desconhece a origem ou o tratamento, mas que engloba exactamente todos os sintomas de que me queixava: vulvodinia.... ou de uma forma mais fácil, dores na zona da vulva sem causa identificável.

Percebi que há mulheres que sofrem muito mais que eu, chegando ao ponto de nem poderem usar calças ou se poderem sentar sem que sintam dor. Percebi também, como referi acima, que pouco se sabe sobre esta matéria. Perguntei ao meu médico se este poderia ser o meu caso, ao que ele também se mostrou pouco sábio no assunto, respondendo que é um caso a ser acompanhado durante bastante tempo e que, cada caso é um caso. Sendo assim, só por tentativa e erro, com colaboração tanto do médico como do paciente, é que se pode chegar a um tratamento que ajude aquela pessoa em questão.

Li também na internet que, embora não hajam estudos que suportem essa ideia a 100%, se pensa que a acumulação de oxalato na urina poderá estar na base dos sintomas. O oxalato encontra-se na nossa dieta, em vários alimentos e, quando em excesso, pode ter a sua concentração diminuída recorrendo ao uso de citrato. Desta feita, uma série de estudos, também estes não totalmente conclusivos, mostrou que a administração de citrato de cálcio sequestrava o oxalato e que algumas mulheres ficavam livres dos sintomas (note-se que o importante aqui é o citrato, não o cálcio... o cálcio é só um veículo de administração do citrato).

Uma vez que a ingestão de suplementos de citrato de cálcio em dozes normais não trazem malefícios para a saúde do indivíduo, pensei: porque não?

Assim, comprei citrato de cálcio e comecei a tomar os comprimidos diariamente. Em menos de 2 dias os efeitos já se faziam sentir e, pela primeira vez em alguns meses, não senti qualquer dor quando fizemos amor.

Fez-se luz!!!!

E voltei a ter prazer, e voltei a gostar e a querer e até a ter a iniciativa de ser eu a procurar o David... e desde então que tudo voltou ao normal e que tudo corre sobre rodas.

Tudo graças ao citrato de cálcio!! Revolucionou a nossa vida e passou a ser o nosso melhor amigo :)

Espero, sinceramente, que nenhuma das leitoras que por aqui passam tenham, sequer, um vislumbre dos sintomas que referi mas, caso seja esse o caso, espero também que este post possa vir a ser útil e a evitar sofrimento desnecessário!

Para a maioria saudável e sem problemas (homens e mulheres) façam sempre muito sexo e sejam felizes! :)

8.06.2009

Away we go



Acabei de ver este filme. E' lindo! Simples e muito lindo!
Só me deu vontade de voltar para casa, encontrar o David, dizer-lhe que o Amo tanto que nem sei quanto tanto é e de fazermos um bebé!

7.29.2009

Parques de Estacionamento



Tendo em conta a maneira desregrada, sem rei nem roque, com que as pessoas começam a conduzir quando entram num parque de estacionamento, tenho a certeza que a probabilidade de acidente é maior nestes espaços do que na autoestrada ou dentro da cidade.
Fica tudo louco, atravessam-se faixas, não se respeitam prioridades... devia haver lombas em todo o lado para, pelo menos, fazerem as asneiras devagarinho!

7.26.2009

1 Ano

A música que toca agora aqui no estaminé "Interessa?", ilustra bem este post, pois celebra ter o Maridão na minha vida :)

"Se você quiser saber (Interessa?)
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

Se você quiser saber
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha o meu desejo
Traz docinhos pro jantar.

Quem é que não desejava
Ter um maridinho assim?
A sorte não é pra todas
Talvez seja só pra mim."


Faz hoje 1 ano que eu e o David nos casámos , em Setúbal, numa festa rodeada de família, amigos, sorrisos e carinho. Foi um dia lindo, que recordamos sempre com um brilho nos olhos e que celebramos diariamente. Vejo agora que o tempo voou e passou a correr e que, passado um ano, ainda não falei sobre a mini lua-de-mel que tivémos, como tinha prometido na altura. Assim, para celebrar o nosso aniversário, segue aqui o relato que, espero, ilustre os muitos aniversários que vamos celebrar.

Saímos do hotel bem cedinho. Naquele dia tinhamos não so que ir até Setúbal, para buscar as nossas malas, como ainda tinhamos que passar pela Igreja, uma vez que no dia do casamento o Padre disse que faltava um papel para nós assinarmos. O objectivo era estar no Algarve, em Olhão, 'as 14:15, pelo que não nos podemos dar a preguiças.

Tudo correu como planeado e chegávamos a Setúbal 'a hora prevista. A primeira coisa que fizemos foi ir logo 'a Igreja, para despachar o assunto. Ora, o Padre, talvez por fruto da idade avançada, tinha trocado os pés pelas mãos e, afinal, não precisávamos de assinar nada. Desta feita, fomos até lá só para lhe dizer bom dia, para o David levar uma lambada carinhosa na cara (é assim que o Padre cumprimenta os rapazes... eu tive mais sorte e levei 2 beijinhos) e daí seguimos para casa. Chegados lá, a minha mami já nos tinha preparado os saquinhos com tudo o que era necessário para passamos 5 dias sem que nada nos faltasse: fruta, café, chocolate, chouriço, entremeada, fiambre, queijo, manteiga, leite... havia de tudo um pouco. Vê-se que a minha mãe é uma campista experiente, hehehe. Feita a troca de malas e as respectivas despedidas, eis que nos fizémos 'a estrada para uma lua-de-mel improvisada.
Lá nos metemos nós na carrinha do Alfredo (do qual se devem lembrar daqui) e zweee... Algarve cá vamos nós.

E' nossa intenção fazermos uma lua de mel "como deve ser", no Hawaii, no Brasil, nas Caraíbas, em Moçambique... sei lá, num qualquer sítio paradisíaco. Contudo, como os 15 dias de férias em Portugal não davam para tudo, decidimos fazer algo mais modesto nos 5 diazinhos que nos restavam.

Note-se que este plano só pode sair tão perfeito e inigualável graças 'a generosidade dos nossos amigos Janicos. Passo a explicar: a Janica cresceu no Algarve e é uma das afortunadas que tem uma casa na ilha da Colatra. Ao perceberem que eu e o David andávamos a investigar onde poderíamos passar estes 5 dias (andávamos nós 'a procura de cabines em parques de campismo) a Janica e o Janico (mais que tudo da Janica) presentearam-nos com o que foi mais umas extraordinária prenda de casamento: 5 dias na casa da ilha da Colatra.. Não podíamos ter ficado mais felizes. Digam lá que não temos Amigos 'a maneira!

Assim, 'as 14:15 chegávamos a Olhão, mesmo a tempo de apanhar o barco para a ilha. Chegados lá, fomos recebidos com toda a simpatia pela mãe da Janica e pelo caozito (já não me lembro do nome dele, mas era um castiço), que nos pôs logo 'a vontade na casa (linda, linda, diga-se) e nos mostrou as manhas deliciosas da mesma: para se tomar banho de água quente, têm que se deixar os garrafões de água ao sol, para beber água, tira-e deste poço, para ter electricidade em casa tem que se ligar o rádio que ajuda a puxar a electricidade produzida pelo painel solar... era como estar a acampar, que nós adoramos.

Os 5 dias que se seguiram foram pura lua-de-mel, literalmente. Houve muito sol, muita praia, água azul, passeios pela areia branca, por-do-sol lindos, uma subida ao farol, muito peixinho fresco grelhado para o jantar (o David cometeu a blasfémias de comer sempre um bitoque... ainda não aprendeu o que é bom, hehehe), churrasco para o almoço, pequenos-almoços no alpendre com pãozinho frequinho, encomendado de véspera no mercadito da ilha, beijos com sabor a sal, peles morenas, muito amor e sorrisos.
Foi pura e simplesmente delicisoso e inesquecível!

Muito embora a estadia no hotel de 5 estrelas em Sesimbra também tenha sido fenomenal e estejamos muito, muito gratos por esse presente, devo dizer que, se tivessemos que optar, a nossa escolha iria sempre por passar uns dias neste ambiente descontraído, simples e de praia da Ilha da Colatra. Foram mesmo férias. Relaxamos muito, namorámos muito, andámos sempre felizes e apaixonados. Mais uma vez, OBRIGADA Janicos :)



O tempo, como disse, passou rápido. Passaram esses 5 dias e passou este primeiro ano. Temos a felicidade de dizer que passou rápido, pois continuamos em perfeita lua-de-mel. Tenho uma Maridão super meigo e querido (e acho que ele também não se pode queixar da marida, hehee) e estamos muito felizes por o destino nos ter feito atravessar oceanos e continentes para nos encontrarmos.

No próximo fim de semana vamos celebrar o primeiro aniversário num fim de semana fora, numa qualquer cabanita romântica. Espero poder continuar a relatar estes momentos e espero também que sigam o exemplo e aproveitem sempre todas as ocasiões especiais para celebrar, renovar e relembrar o Amor. Relembrar, sim, pois a vida nem sempre é um mar de rosas e 'as vezes esquecemos o que de tão bom temos no outro mas... o Amor é isso mesmo, passar por tempos bons e menos bons e ser sempre capaz de ver e sentir o quão especial NOS, juntos, somos.

Sejam felizes e Amem-se muito, sempre :)

7.14.2009

Greencard - A saga



Tal como há tempos referi aqui, o ano passado fui seleccionada para a lotaria do Greencard e iniciei o processo para conseguir o tão almejado documento. São bafejados pela sorte não só o candidato, como também conjuje e filhos, pelo que o David também entrou no processo.

Para além de termos que fornecer montes de documentação, tal como certidões, registo criminais, diplomas e que tais, consta também dos requerimentos que façamos vários exames médicos. Assim, desde logo nos apressámos a iniciá-los. No médico dele, bastou o David referir "Greencard" que o médico soube logo do que se tratava e fez-lhe uma bateria de exames. O meu médico não estava assim tão familiarizado e então pedi-lhe eu especificamente este e este e aquele exame, tal como constava na página da internet.

Percebi que o David fez muitos mais exames que eu mas, como entretanto me contactaram de Portugal a dizer que tinhamos entrevista marcada para Abril e que só seriam aceites exames médicos realizados em Portugal, não me preocupei mais em completar os meus exames. Marquei, com 3 meses de antecedência, consulta para mim e para o David, em Lisboa, e ficámos descansadinhos da vida 'a espera do dia do exame médico e da entrevista (que se realizaria uma semana após a visita ao médico).

Esta coisa da lotaria está claramente feita para que as embaixadas ganhem dinheiro. Vejam só: fazendo os exames aqui, nos EUA, não os tivemos que pagar. Estavam cobertos pelo seguro de saúde. Contudo, se a nossa entrevista tivesse sido os EUA, teríamos que apresentar esses mesmos exames a um médico especificado pela embaixada que, só por olhar para os exames e assinar uma folhinha que diz "sim, esta pessoa está saudável", cobraria perto de $200... por pessoa.

Obvio que a embaixada de Portugal não quis perder o seu dinheiro e por isso disse não aceitar exames que não fosem feitos por médicos por eles designados... cada um cobrando a módica quantia de 135 Euros, por pessoa. Tanto é assim que, quando sugeri que levassemos os resultados dos exames feitos nos EUA para o médico Português validar, a enfermeira me disse logo: pode trazer, mas tem que pagar 'a mesma.
Bonito, não é?

Adiante, que a história vai ficar gira.

Chegámos a Portugal com a antecedência devida, na 2a feira, penso. Os exames médicos seriam realizados na 5a feira. Na 4a, telefonam-me do consultório:

- Ah, é para avisar que o Sr. Dr. não vai poder dar consulta esta 5a feira. Foi de férias e só volta no dia 20!

(Note-se que a minha entrevista era no dia 16 de Abril).

- Mas oh minha Sra.?! Tenho esta consulta marcada há 3 meses, a minha entrevista é no dia 16... não posso não fazer os exames!!!! Então o Sr. Dr. decide ir de férias e não há ninguém para o substituir???

- Pois, não sei - respondia a mulherzinha sem perceber minimamente a urgêcia da situação (é que sem o greencard não poderíamos regressar aos EUA, 'a nossa casa, aos nossos empregos, 'a nossa vida) - telefone para a Embaixada que pode ser que lhe digam alguma coisa.

Já habituada ao sistema, percebi que não valia a pena insistir com a mulherzinha e telefonei então para a embaixada. Saí de uma situação má para entrar numa pior.

Expliquei que tenho entrevista no dia 16, que o médico cancelou a consulta e que só volta depois dessa data. Com uma arrogância e uma superioridade que só demostram que é uma frustrada da vida e que tem falta de sexo, a funcionária guinhou:

- Ai, sem exames não consegue o visto!!!
- (dah!!!) Sim, eu sei, mas o médico cancelou a consulta, foi de férias. E' inadmissível que a Embaixada obrigue as pessoas a irem a médicos por ela designados, que só exista 1 em Lisboa e que, quando este decide ir de férias, não o substituam nem ofereçam nenhuma alternativa 'as pessoas!
- Ai, mas tem uma alternativa - baliu a cabra - Pode ir fazer os exames a Braga!! (como se fosse já ali, como quem vai tomar um café). Pode não conseguir consulta, mas tem alternativa!!!

(Estes sistema de exames médicos está tão bem feito que, para o país TODO, só existem 2 médicos: um em Lisboa e o outro em Braga).

Eu já estava a ferver, mas não podia perder as estribeiras, pois ainda dependia da embaixada e daquela malta toda para que a minha vidinha não descambasse. Calmamente continuei:

- Eu moro nos EUA, já lá fiz os exames médicos necessários e tenho-os comigo. Não os posso apresentar na embaixada como alternativa?

Quase sem me deixar terminar a frase, relinchou esganiçada:

- Mora nos Estados Unidos?!?!?!??!
- Sim, tenho visto, já lá estou há 5 anos...
- Aaahhhh - exclamou a estaferma como nunca antes deve ter exclamado por um orgasmo - então não mora nos Estados Unidos!!! E' residente tem-po-rá-ria (como se estivesse a ensinar a missa ao papa) nos Estados Unidos!!! (e note-se que isto nao interessava nada de nada de nada para o caso).
- Pronto, está bem - repeti, como quem dispensa uma criancinha - sou residente tem-po-rá-ria nos EUA. Posso ou não posso usar os exames que fiz nos EUA?
- Se quiser pode trazê-los!! Traz, não passa na entrevista e não vai para lado nenhum!

Já a deitar fumo por tudo quanto era lado, disse só "Muito obrigada minha senhora!", secamente, e bati-lhe com o telefone na cara. Não sei se ainda ficou para lá a ganir, mas também não me interessava.

Tentanto não entrar em desespero, telefonei imediatamente para o médico de Braga. Atende-me a enfermeira e entrei logo com o drama:

- Minha Sra...a Sra. tem que me ajudar. Passa-se isto assim e assim e a única alternativa que tenho é mesmo fazer os exames aí em Braga. Será que é possível o Sr. Dr. atender-nos até do dia 16 e com tempo suficiente para os exames??
- Oh menina - e percebi logo que estava a falar com gente de bom coração, essa gente do norte, carago!! - o Sr. Dr. está ocupado durante a semana toda. Que chatice!! (e percebia na voz dela que compreendia o meu desespero). Olhe menina, consegue estar cá na 3a feira?? Eu posso tentar metê-la 'as 13h.
- Sim, claro (nem que tivesse que ir de joelhinhos eu ia lá estar, tal era a urgência!). E acha que dá tempo para fazer os exames todos?
- Pois, não deve dar, porque há o teste do HIV e da Sífilis... só se for 'a entrevista, mostrar uma declaracao do medico a dizer que esteve cá e depois apresentar os exames mais tarde. Pode ser que eles aceitem!!
- Eu tenho os exames que fiz nos EUA. Será que não os posso levar para o Sr. Dr. os validar?
- Pronto menina, faça isso! - respondeu-me prontamente e com boa vontade. Olhe, faça também já um raio-x torácico e traga na 3a feira, que assim é uma coisa a menos.
- Certíssimo!!

Felicíssima ao ver que ainda havia esperança e que tudo poderia dar certo, liguei de imediato para as clinicas de radiologia em Setúbal, em Almada, em Lisboa... eu todo o lado. Todas me faziam o raio-x mas nenhuma me fazia o relatório, pois como era fim de semana de páscoa os médicos só voltavam na 2a feira. O que significava que o relatório só ficaria pronto na 3a... altura em que já tinha que estar em Braga.

Caramba, quando as coisas podem correr mal, correm mesmo. Mas, não desisti!
Dei voltas 'a cabeça. Aliás, demos, pois os meus pais e o David também já estavam envolvidíssimos na história. E agora, como é que fazemos?? E liga para aqui e liga para ali... nada. De repente, um raio de luz, uma inspiração divina, as nuvens afastaram-se no céu, o sol inrrompeu e ouviram-se as vozes dos anjinhos, claramente a anunciar uma santa... a Teresa!!!!!
E todos exclamámos e ficámos com um ar esperançoso: a Teresa!!!

A Teresa é uma grande amiga nossa, família já. Está sempre pronta para ajudar no que estiver ao seu alcance. Faz trinta por uma linha, desdobra-se e não deixa pedra sobre pedra e nesta situação não foi diferente. Possui uma clínica de análises em Gondomar. Quando lhe liguei com o meu pedido e também das análises de HIV e Sífilis, disse-me logo: espera 1 minutinho!
Em menos disso já voltava ao telefone e dizia-me: pronto, já tenho um médico cá na 2a feira, estejam cá 'as 9h. Santa Teresa!!!! Obrigada!!
E' uma pena que 'as vezes uma pessoa só se consiga safar se tiver conhecimentos, mas o sistema não está feito para que as pessoas não incorram nestas situações.

Agora, vejam a roda vida. Saímos na 2a feira, de Setúbal, 'as 5h da manhã . 'As 9h estávamos em Gondomar. Fizemos logo todos os exames. 'As 20h, quando a clínica já nem aberta estava, a Teresa ainda tinha pessoas a trabalhar nos resultados e, antes mesmo das 21h, estávamos com todos eles nas nossas mãos. Santa Teresa!
Fomos dormir a Gaia, onde os meus queridos Tios Tai-Tai e Duarte nos receberam prontamente, pese embora ter sido tudo em cima da hora. Na 3a feira de manhã seguimos para Braga, e antes das 13h lá estávamos nós.

(Eu bem queria mostrar o norte ao David, mas nunca pensei que a primeira vez dele lá fosse assim, tipo speed-dating :)).

O médico era um paxola. Simpatiquíssimo, ouviu a nossa saga, abanou a cabeça e desabafou: estes Americanos!!
Aceitou os nosso exames médicos, os dos EUA e os da Clínica de Gondomar. Preencheu toda a papelada e atestou estarmos de plena e completa saúde, mas não sem nos referir que, por os exames não terem sido todos feitos naquela clínica, a embaixada podia levantar problemas.

Que frustração!!! Se nós estivéssemos a tentar ocultar uma condição médica, ainda vá que não vá. Mas agora, saudáveis, a tentar fazer tudo por tudo para ter a documentação toda pronta para a entrevista e haver a possibilidade de não conseguirmos os greencard porque não conseguimos mostrar que somos saudáveis, devido a condicionantes que nos ultrapassam, era inglório.

Lá seguimos nós para Setúbal, com os exames feitos mas ainda receosos de que algo pudesses correr mal. Na 5a feira lá nos apresentámos na embaixada, para a entrevista. Está visto que a prova de fogo foi mesmo a saga toda até conseguir os exames médicos, uma vez que, na embaixada, a entrevista correu sem precalços, não houve problema nenhum com nada, todos foram muito simpáticos e, após uma agradável conversa com a Cônsul, foram-nos atribuídos os famigerados greencards.

UUUFFFFFF!!!!! Que estava difícil!!!
A tensão e a preocupação eram tantas que a minha Madrecita até chorou de alegria quando soube da boa notícia. Mas pronto, assim ainda damos mais valor 'a coisa e, após um lauto almoço de celebração, fizemos todos as malitas e pudemos ir usufruir de umas férias em Barcelona... bem merecidas e que andaram tanto tempo na corda bamba!

Os cartões chegaram há dias. Olhem só que bonitinhos!
Curiosidade: O Greencard antes era cor-de-roa... agora é amarelado.

Greencard - momento cómico

Talvez por todo o tormento que passámos, alguma alminha caridosa se lembrou de desanuviar o ambiente e presentear-nos com a seguinte cena, na embaixada.

Enquanto esperávamos para falar com a consul, estavam 2 senhoras a ser atendidas num dos balcões. uma pequenita, baixita, loira e com um cabelo que mais parecia um capacete. A outra, mais alta, magra, envolta num xaile amarelo canário. Esta última falou... alto o suficiente para que toda a gente naquele bunker a ouvi-se.
Eu não liguei mas o David virou-se para mim e exclamou:

- Quê, aquilo é um homem?

Olhei para a pessoa em questão, arregalei os olhos, contive o riso e disse baixinho ao David:

- Sabes quem é aquele?
- O quê? O conde?? - respondeu ele também já a conter o riso.

Isso mesmo, era "the one and only" José Castelo Branco, ou Conde White Castel, como preferirem. E se se perguntam como é que o David sabia da existência de tal personagem, a coisa deve-se nada mais nada menos ao facto de passarmos tanto tempo a fazer exames médicos e análises. Toda a gente sabe que nos consultórios só há revistas cor-de-rosa e que são o local ideal para nos actualizarmos das fofoquices do país.

Claro que expliquei ao David quem era a "fêmme fatale" que aparecia em destaque numa dessas revistas e claro que o Conde não me deixou ficar mal e, mesmo estando na embaixada dos EUA (que, para quem conhece, é quase que um local de culto onde não se pode fazer barulho nem fazer nada), não deixou de se exibir.

Era vê-lo a andar que nem barata tonta para ir tirar fotografias e depois "pedir a fineza" ao guarda de lhe trocar uma nota de 10$. Era vê-lo a tratar a funcionária por Sô Dôna Teresa e exclamar aqui e ali "ai que maçada!!!". Era ver toda a gente a rir quando ele virava as costas: riamo-nos nós, riam-se os guardas, as funcionárias... até a Consul se ria sempre que podia.

Para quem não conhece a personagem, fica aqui uma amostra:



Impossível uma pessoa não desatar a rir e descontrair um bocado!

7.10.2009

Michael Jackson



Morreu o Rei da Pop. Justo quando eu passeava por LA. A cidade virou o caos, mas sobre isso logo falo mais tarde.
Como em tudo, já existem piadas acerca do acontecimento (a morte do artista, digo):

- Qual foi a última operação plástica que o Michael Jackson fez?
- Esticou o pernil!

(Confesso que me escangalhei a rir quando me contaram esta).

E agora, tal como com a morte da Princesa Diana e com o 11 de Setembro, toda a gente se vai lembrar onde estava quando soube que o Michael Jackson morreu (para além de, como diria o Batista Bastos, muitos saberem também onde é que estavam no 25 de Abril, obviamente).

6.23.2009

West Coast

Amanhã parto para 10 dias, passados com a minha amiga Diana, em:

Los Angeles



Las Vegas



Grand Canyon



Bryce Canyon



Era para ter ido hoje mas, chegada ao aeroporto e após uma espera de 2 horas (que já passavam a hora do meu vôo mas este estava atrasado 1:48h) disseram-me que, por razões metereológicas, estava tudo atrasado e, como tal, hoje só me punham em Baltimore (onde tinha que pagar pelo meu hotel) e só amanhã de manhã me aterravam em LA.

Optei por ir amanhã e fazer tudo de uma só vez.
A ver se não há mais imprevistos!

Constatações - Dentro do Armário



Aquele que não consegue aceitar a sua homossexualidade e prefere vivê-la de forma recalcada, é um miserável... e torna miserável a vida de todos 'a sua volta.

6.22.2009

A Mila



Ora, apresento-vos a minha nova bicicleta (mais coisa, menos coisa... não consegui encontrar foto exacta): a Mila. Por respeito 'a Bina (de quem ainda sinto saudades agudas), abstive-me de lhe dar o mesmo nome.

Os nossos caminhos cruzaram-se no Sábado passado, quando respondi um anúncio na Craigslist, meca de quem anda 'a procura seja do que fôr. Fui ao site, procurei bicicletas e, por entre as ofertas que havia, encontrei o anúncio: "vende-se bicicleta praticamente nova, só usada 3 vezes, $200".

Como, no próprio dia em que a Bina foi roubada, andei a ver bicicletas novas e os preços mais baratos rondavam os $400, pensei: porque não?

Contactei o dono, marcámos encontro para Sábado e 'as 11h lá estava eu na casa dele para ver a bichinha. Gostei logo dela: azulinha, com ar de quem tem muito para dar mas que, de facto, nunca foi usada. Estava na cave, com algum pó e teias de aranha, encostada 'a parede e com os dois pneus completamente murchos. Os restos de borracha, tanto nos lados como no veio principal dos pneus, provavam que a bicicleta estava mesmo imaculada. Não tem um pingo de ferrugem e as mudanças, após ter andado com a bicicleta por alguns quarteirões, entravam e saiam a deslizar, sem barulhos ou estalos.

Diga-se que também deu para ver que a bicicleta não era usada pela inexperiência (talvez "nabice") do dono. Quando lhe perguntei de tinha bomba para encher os pneus, desencantou uma para bolas de basket: pequenina, pequenina. Depois, deu de enfiar aquilo no pneu sem a extensão que lhe permitiria puxar a bomba para o lado de fora. Assim, tentava encher a bomba por entre os raios da roda e, claro está, aquilo não dava em nada. Lá lhe expliquei que dentro da própria bomba devia haver um tubinho e tal... que se ajustava e permitia flexibilidade. De facto, o tal tubinho existia mas, mesmo quando colocado, aquela bombita não ia dar conta do recado.

Sugeri então que fossemos a uma bomba de gasolina encher. Chegádos lá, o gajo, ao querer pôr a bicicleta no descanso, deu um chuto na corrente e tirou aquilo tudo do sítio (óbvio que o descanso era do outro lado). Eu já estava com pena da bicicleta. Só pensava "coitadinha, estás mesmo a precisar que te salvem!". Quando chegou a altura de encher os pneus (também tive que explicar ao rapaz que era necessário posicionar o pipo por forma a se conseguir o encaixe) não lhe dei tempo de segurar na bomba. Fiz eu o enchimento, não fosse ele rebentar com os pneus.

Adiante.
Saí de lá com a Mila, toda feliz da vida. Não pude logo andar nela, pois tinha ido de carro mas, assim que tive oportunidade, experimentei logo: nomeadamente nos 5 minutinhos que o David levou a ir buscar qualquer coisa a casa, entre o vir do barbeiro e ir 'a gelataria. Claro está que esses 5 minutinhos souberam a pouco mas, já deu para ajustar o selim, o volante... pôr tudo como deve ser.

No regresso da gelataria, ainda comprei óleo, para pôr na corrente (muito embora não precisasse... mariquices de quem tem um brinquedo novo). Em casa, apliquei-o e ainda limpei o pó e a teias 'a Mila. Estava um brinquinho, mesmo pronta a ir passear.
Porque era o dai de folga do David, óbio que passei o dia com ele mas, 'a noite, quando o maridão já dormia o sono dos justos, eu ainda não tinha vontade de dormir. E então, o que é que eu fiz?
Pois claro! 'A meia-noite e meia fui andar de Mila. Foi uma delícia! Estava uma noite impecável, com uma brisa perfeita. As ruas quase vazias, a cidade tranquila... e eu a curtir um belo passeio na minha nova bicicleta.

Está mais que aprovada: confortável, silenciosa, levezinha... espero que possamos ser amigas por muitos e muitos anos :)

6.18.2009

A Bina foi-se


Ontem, roubaram-me a minha querida bicicleta.

Já estava velha, ferrugenta, com o banco rasgado. Chiava por aqui e por ali, as mudanças tinham humores e só de vez em quando, sempre com jeitinho, é que as levava a bom porto mas... gostava muito da minha Bina.

Era a minha companheira e ia com ela para todo o lado. Com sol, com vento, com chuva, com neve, já para não falar que a trouxe de NY ... passámos por isso tudo juntas.

Cuidei-lhe dos 3 furos que teve com muito carinho, há dias pus-lhe uma roda nova...
E agora, puufff... foi-se.
Volta e meia eu bem dizia que estava a precisar de uma nova e que, se me levassem esta, até me faziam um favor... mas era da boca para fora, era eu armada em carapau de corrida.

Agora estou triste e sinto saudadinhas dela quando olho para o lugar na sala, outrora reservado para a Bina e agora, vazio.

Espero que, quem quer que a tenha levado, a trate como deve ser... se não, que a Bina se revolte em plena estrada, fure os dois pneus, encrave todas as mudanças e se estatele logo ali.

Esta é uma das últimas fotos que tirei com ela.
Vejam só como estávams felizes!! Snif, snif!