4.02.2006

Aos Meus Amigos!!



E por falar na Si (post: São Francisco), lembrei-me da “Canção da América”, que podem aqui escutar pela voz da Elis Regina.

Neste vídeo, serve de banda sonora para a Saudade que a morte desta cantora tão querida do Brasil e do mundo trouxe. A primeira vez que a escutei foi pela voz de Milton Nascimento, também ela usada para imortalizar a Saudade, num tributo a Ayrton Senna, precocemente falecido. A Si ofereceu-me esse álbum, “Amigo”, e especialmente esta canção, quando tivemos que nos despedir, sem data de reencontro prevista, desconhecendo as voltas que a vida de cada uma daria, momento esse marcado por abraços, lágrimas e a dor da incerteza. Até hoje recordo esse momento com muito carinho e emoção.

Porque nem só os momentos tristes deverão avivar o quão importantes e queridas as pessoas são para nós, decidi dedicar-vos, aos meus Amigos, esta canção, só porque sim... porque celebro a Amizade todos os dias.

CANÇAO DA AMERICA

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de 7 chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
o seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
uma lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

(Milton Nascimento)

(cliquem no Play e de seguida no Pause, para deixar que o filme carregue por completo. Assim, poderão vê-lo sem interrupções)

2 comments:

Eduardo Goldenberg said...

Inês, há mais algumas coisas envolvendo essa música e a Elis que penso que você vá gostar de saber (se já não sabe... mas como as omitiu, no texto, lá vai...).

Foi essa a canção que o Milton Nascimento cantou, sozinho, voz e violão, no altar da Catedral da Sé, em São Paulo, quando da ocasião da missa de sétimo dia da Elis.

E um outro episódio, muito bonito, foi que a Elis estava há muitos anos sem falar com o Miéle, que fora seu produtor em começo de carreira.

Elis mandou entregar, no escritório do Miele, em meados de 1980, um convite para o show "Saudade do Brasil", no Canecão.

Miéle foi, felicíssimo, acreditando que o simples envio dos convites já era o sinal de reaproximação entre os dois.

Mas, não.

Elis senta-se no chão (exatamente como no video), vai à beira do palco, bem diante da mesa do Miéle, e canta isso olhando o tempo inteiro pra ele. O próprio Miéle conta isso num dos tantos documentários sobre a Elis lançados após sua morte.

Era isso.

Beijo, saudade.

Edu

Madalê said...

Tu conseguiste e tão bem, fazer chegar até nós, os sons e a envolvência do concerto, que tive a sensaçâo, que também eu estive lá, contigo, ouvindo e partilhando tuas gargalhadas e comentários.
Obrigada, filhota.