7.10.2006

Já dizia o Poeta...

"Tudo vale a pena, se a Alma não é pequena!"
Fernando Pessoa

Há precisamente um ano, conheci M. nesta noite.

Interessámo-nos um pelo outro, demo-nos bem e o mês que se seguiu foi preenchido por bons momentos, sorrisos, fins-de-semana passados entre NY e Boston, aventuras e encontros que pintalgaram o Casaco Amarelo ao longo dos meses de Julho e Agosto de posts românticos, eufóricos, sensuais, eróticos, divertidos, coloridos… como se espera de uma relação do género: colorida!

Surpreendentemente, o que deveria ter durado um só mês prolongou-se por mais uns quantos, culminando na minha ida ao Rio de Janeiro em Dezembro passado, para um visita relâmpago de 5 dias.

Tudo foi bom. Muito bom!
E tudo acabou. Em exacta e precisamente Nada.
E hoje, para mim, M. é somente um Triste. E é pena!

Mas, valeu a pena?
Valeu!

Valeu porque, directa ou indirectamente, M. acabou por estabelecer a ligação entre mim e as muitas pessoas extraordinárias que conheci. E o Rio é agora ainda mais bonito e Amo-o ainda mais. Pois para além da mágica intrínseca ‘a Cidade Maravilhosa, Ela possui agora daquele calor que só o estar entre pessoas que nos querem bem tráz.

Não haverão palavras suficientes para agradecer o carinho e simpatia com que fui recebida por toda a família de M. Da mesma forma, outras pessoas se converteram em lentes e prismas que trago no olhar e me fazem ver a vida de forma mais bonita: Guerreira, Betinha, Maria Paula, Fêfê, Brinco e as suas filhotas adoráveis, Isaac, Mariazinha, Dalton, Vidal.

E se nesta mão cheia de bem querer não há ordem nem preferência, pois todos foram bastiões de um sorriso de acolhimento indescritível, duas pessoas têm direito a lugar de destaque.

São eles a Dani e o Edu, sobre quem já várias vezes ouviram falar e de quem ouvirão, sem qualquer sombra de dúvida, outras tantas, pois mais que Amigos, são Família.

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Se nesta foto, em que as menos de 24h que nos separavam das tradicionais apresentações pareciam ser já anos e anos durante os quais sempre nos tivessemos conhecido e vivido em proximidade, que dizer agora, que fui recebida no Rio assim? (e este foi só o primeiro dia, imaginem!!).

Inenarrável será então falar sobre o que se seguiu, com a ida destes meus dois Amigos até Portugal, onde foram adoptados pelos meus Pais, Irmã, Cunhado e Amigos, tornando-se ainda mais família (adopção essa que podem percepcionar um pouco no Buteco do Edu, na “Saga em Portugal”, saga essa que se iniciou em Junho e promete não ter fim - isto quer dizer que têm que ler o Buteco de cima para baixo, ok?).

Por tudo isto, valeu a pena!
E muito, muito mesmo!!!

Assim, a todos vós, e em especial ao Edu e ‘a Dani, ergo o meu copo de sumo de laranja (ainda não me converti ao álcool :)) e celebro o dia 10 de Julho.

Hoje, agora e sempre, pois sem ele não vos teria na minha vida.

Viv'ó 10 de Julho!!!

‘A vossa! (Dani, esta expressão segue especialmente para ti)

12 comments:

Eduardo Goldenberg said...

Inês, crida, são exatamente 0h35min da madrugada do dia 10 para o dia 11, e acabo de ler, em voz alta para dividir com Dani essas emoções, essas palavras tão doces que nos homenageiam e nos comovem.

Pequena pausa para dizer que a Dani depois do texto gritou:

- Eu adoooooro quando ela fala "à vossa"! - e disse isso com o Maracanã lotado, como você bem sabe.

Fique com nosso carinho, aceite nosso brinde e o tim-tim entre nossos copos (o seu com suco de laranja mas o nosso com cerveja), e fique com a certeza que também nos é sólida: queremos um bem imenso a você, seguramente uma das mais gratas surpresas que já tivemos, vértice de encontros tão especiais como os que você mesmo cita, amiga querida, sempre-sempre-benvinda!!!!!

Um mais-que-apertado abraço, um beijo estalado na bochecha, nossa mais bonita saudade, e... ó... como você sempre diz... nosso carinho transatlântico!

Com amor,

Edu & Dani

Maria Paula said...

Inês, apesar de nosso encontro ter sido breve, sinto-o muito presente e espero ter nova oportunidade de te encontrar em um futuro muito breve. Beijos!

∫nês said...

E aqui estou eu, já depois da 1 da matina, a chorar copiosamente de emoção!
E' o tal calor que só aqueles que por ele são envolvidos conseguem sentir.

Maria Paula, EDu e Dani: Beijo transatlântico!!

Obrigada queridos!

Isaac said...

Inês querida , foi uma grande satisfação te-la aqui em casa e esperamos que voce volte muitas vezes o que nos dará muito prazer e agora na segunda quinzena de agosto estaremos na santa terrinha e se Deus quiser vamos conhecer seus pais e parabeniza-los pela bela figura que voce é !! bjs ... Isaac

Maria Paula said...

Inês querida, me sinto muito lisonjeada de ser mencionada nas suas histórias. E é claro que vc pode visitar a minha casa virtual sempre que quiser. Será muito benvinda! A casa real também está de portas abertas para vc. Um beijo enorme!

Anonymous said...

Eu não conheço as pessoas em questão, mas os Tios falaram maravilhas desse simpático e encantador casal.( A sério!)
Só foi pena não terem visitado o Douro :-)

Beijinhos

Ivone

Lu Guerreira said...

Inês Querida,
Que bonito esse seu texto. Essa sua comemoração. Também adorei ter te conhecido, foram momentos muito agradáveis. Espero você aqui para que conheça minha casa nova. Beijo Enorme. Lu Guerreira.

Betinha said...

Inês,
É por causa de pessoas como você que sempre agradeço humildemente as voltas que a vida dá e os encontros que ela nos traz.
Espero que nos encontremos logo!
E viva o poetinha Vinicius de Morais, que já dizia que a vida é a arte do encontro!
Beijos!

∫nês said...

E que dizer a todos estes comentários tão, mas tão carinhosos!!?!
Só posso mesmo erguer o copo de novo e brindar infinitamente ao 10 de Julho!

'A vossa! 'A vossa!!!!

Beijos grandes.

Fadalê said...

Como é grande a "teia" que tão proficuamente se expande e agrega.
Agradam-me os comentários e a oportunidade de me lembrar que afinal, a saga dos "descobrimentos" continua a sulcar as águas das nossas vidas na quilha das nossas emoções. De sentimentos!!!.... As saudades. Tchoo

M. said...

“Enfrentar a realidade é um talento que nem todos possuem.
Uns nascem com ele, outros não.
E os que não o possuem, quem sabe,
talvez seja melhor assim”.
(Charlotte, personagem de “Sonata de Outono”, de Ingmar Bergman)

∫nês said...

Infelizmente, já conheci algumas pessoas assim.

Digo infelizmente porque não me parece que enfrentar a realidade seja um talento, mas sim e apenas o ser-se adulto, maduro e responsável. Quem não tem então esse "talento" é seguramente cobarde e inseguro.

Curiosa e, novamente, infelizmente, as pessoas assim tipicamente são também aquelas que não conseguem estabelecer um discurso próprio e tendem a refugiar-se CONSTANTEMENTE atrás de citações e frases que outros disseram ou pensaram. Como se assim se sentissem mais seguros de estar a dizer algo certo.

E' triste não se ser capaz de se ser o próprio EU.