2.27.2007

Os Chineses, esses "ganda" malucos

Image Hosted by ImageShack.us

- 'mor, e se fôssemos a NY este fim de semana?
- Me parece uma boa ideia! Vamos como, de ônibus ou de carro?
- De Chinatown Bus. Que achas?
- Pode ser... demora muito?
- Depende do Chinês.

2.23.2007

Fim de Semana

Image Hosted by ImageShack.us
A caminho de Nova Iorque com o David! :)

A cozinha ainda está inteira

Anteontem foi daqueles dias que me deu para inovar na cozinha.

Para não me repetir nos pratos que faço, decidi fazer um jantar diferente. De entrada fiz um creme de abóbora com alho francês, regado com azeitinho Português, vindo directamente da "casa de mamãe" (digamos que esta foi a aposta segura da noite. caso tudo corresse mal, sempre havia uma sopita para remediar).

Depois, seguiu-se o prato autodenominado "escalopito-escondido-no-cogumelo-'a-lá-Inês".

Comprei 5 cogumelos grandes, aos quais retirei os pezinhos do interior, por forma a ter as umbelas vazias. Estas foram então recheadas com rolinhos de escalopes de peixe envoltos em bacon.

Numa sertã, salteei em azeite e bastante alho os pezinhos (agora picadinhos), com um tiquinho pimenta, oregãos e sementes de girassol. Quando já tduo estava cozinhado, misturei numa tigela o salteado com uma porcão de cream cheese.
Mexe, mexe e depois pus esta papinha sobre os rolinhos de bacon.

Para terminar, uma fatia de queijo Mozarella, uns cubinhos de ananás no topo e depois tudo polvilhado de raspas de Parmigiano.

Forno com a nova invenção e foi assim que ficou:

Image Hosted by ImageShack.us

De acompanhamento, outra aposta segura: a salada de vários verdes, com nozes e cranberries, temperada com vinagre balsâmico e mel.

Já tá!

Bem sei que foi algo arriscado pôr-me com estas andanças justamente no dia em que o estômago do David rugia de fome mas, mesmo que não tivesse posto musiquinha 'a maneira e umas velinhas na mesa, o sabor ficou bom o suficiente para receber um caloroso abraço e um "parabéns 'a cozinheira" :)

2.21.2007

2.20.2007

E quem disse que Mulheres e Carros não combinam?

Image Hosted by ImageShack.us
Um totó qualquer que não conheceu aqui a Je!

Pois eu tenho o orgulho de dizer que quem trata do nosso carro sou eu.

'A parte de o David o conduzir a maior parte das vezes e manter o tanque cheio, eu verifico o ar dos pneus, eu faço a mudança do óleo, eu decido se se mudam os fluxos de transmissão, se se muda o filtro do ar e/ou se se faz um "engine flush", eu levo o carro 'a limpeza e 'a inspecção, eu trato do selo de estacionamento...

Até faço daquelas mariquices de manter o couro "hidratado" passando uns produtos nos bancos de vez em quando.

Ontem foi o expoente máximo do meu orgulho enquanto mecânica quando detectámos que uma das nossas luzes de travão estava pifada. Levar a uma oficina para trocar? Nem pensar! Assim que tocassem no carro já nos estavam a cobrar 10$ pela mão de obra e assim seria por cada coisita que fizessem. Uma roubalheira!

Toca de ir a uma Auto-Shop comprar um par de lâmpadas apropriadas (por apenas $4.59) e depois, de chave-de-fendas em riste, desaparafusar o farol, puxá-lo para fora, retirar a ligação eléctrica 'a qual está ligada a lâmpada, tirar a velha, pôr a nova, "carrega aí no pedal faxavori" (aqui o David tem que ajudar), e voilá... uma luz de travão a funcionar de novo.

Confesso que as coisas nem sempre funcionam assim tão bem. Há coisa de 3 dias acabou-se o líquido para limpar os vidros. Devido 'as temperaturas de cerca de -15 graus celsius (quando o vento sopra) que se têm feito sentir, não posso pura e simplesmente meter água lá para dentro, senão fica tudo congelado e ainda se parte o boiãzinho (digam lá que eu não percebo da coisa, hehehe). Por isso mesmo, tive que ir comprar um antigongelante.

Toda contente lá comprei um garrafão da coisa e, toda contente também, despejei o líquido verde fluorescente lá para dentro (notem que eu até sei onde é que se abre o capôt e onde se põe o líquido, coisa que muito boa gente não sabe):

"Que giro, este é verde em vez de azul!", pensei, mas não liguei.

Toda orgulhosa do meu feito, quando iamos a andar de carro e só para mostrar ao David como já tínhamos anticongelante para limpar os vidros, do nada pedi-lhe:
- Liga o limpa vidros, liga!!
Borrifa um pouquinho!! E' tão giro, este é verde!!

E fiquei na expectativa enquanto o David pressionava a alavanca. Um esguicho verde lindo saiu lá de dentro mas... o vidro ficou completamente sujo. E quanto mais as escovas passavam, pior ficava.

- Ooops, acho que não comprei o anticongelante certo!!

Então o que é que eu fiz? De facto comprei anticongelante mas... não li bem as instruções. Era anticongelante para o radiador (vá, riam-se lá 'a vontade que eu deixo).

Mas pensam que me acanhei?!?
Jamais! (jogando a cabeça, orgulhosa e pomposamente para trás).

Tratei de ir comprar o líquido certo, arranjei uma mangueirita e, pela técnica do "chupa-aqui-e-engole-um-pouco-de-gasolina" (só que deste vez era líquido do radiador), retirei a coisa verde do boião, pus água, limpei, retirei a água e vai de encher com o líquido, este sim desta vez azul.

Têm que concordar que, mesmo com o precalço do líquido para o radiador (pelo menos agora andamos prevenidos se este faltar) aqui a marreca até se porta bastante bem em relação a carros.

Verdade ou não?

2.16.2007

Nós

Deitei-me junto a ele, aninhada por baixo do abraço meigo.

Com a cabeça pousada sobre o seu peito e enquanto me entretinha a brincar com o meu pé no dele, senti o afago dos dedos e o leve roçagar do queixo por barbear no cabelo.

Ficámos assim...

Falámos do nosso dia, comentámos isto ou aquilo, planeámos o amanhã. Rimos.
Ficámos calados. Ouvimos a noite.

De repente, uma exclamação:

- Tem um presente p'rocê!

Olhei curiosa.
Beijou-me.
Divertida, ri-me e agradeci.

- Não vai querer o seu presente?
- Não mo deste já?
- Não - sorriu - espreita por baixo da cama!

Precipitei-me para a beirada.

Image Hosted by ImageShack.us
Lá em baixo, um cartão, uma flor amarela.
Neles, a mais linda declaração de Amor.

De sorriso embevecido e olhos marejados, juntei-me a ele novamente:

- Tão lindo!!

De olhos mal fechados, como quem dorme e fingindo que não é nada com ele, sorria também.

Abracei-o, beijei-o.
Abraçámo-nos.

- Vem cá! - chamei-o.
Tenho um presente para ti também....

No Anzol

Uma vez por ano temos que limpar todos e cada um dos nossos tanques.

E' uma tarefa extensa e que exige organização: ao longo de mais de um mês, todos os dias um módulo é despejado dos seus tanques e os respectivos donos têm que executar a tarefa de limpeza até 'as 11h da noite, altura em que tudo deverá estar posto de volta ao seu lugar, por forma a se despejar um novo módulo no dia seguinte.

Remover restos de comida, larvas e pupas das tampas, mudar as etiquetas, limpar o tanque por dentro e por fora, sacrificar um ou outro peixe que não se encontra em tão boa forma. Dito assim a coisa até nem parece muito chata mas, tendo em conta que a fish facility é gigante (como se devem lembrar daqui) e que ontem me calhou limpar todos os meus tanques do módulo principal, as mais de 3 horas e meia que passei de faxina foram muito, mas muuuuito chatas.

Já não podia ver mais peixes 'a minha frente. Salpicos de água e mais água deixaram-me toda molhada. Retirar a porcaria toda que as moscas fazem ao se deliciarem com os restos de larvas de camarão que secam nas tampas já me deixava com comichões e a sensação de ter larvas a passear-me pelas mãos e pelos braços. Blargh!

Image Hosted by ImageShack.us
Foi uma luta e os peixes ganharam.
A determinada altura, senti-me assim.... apanhada pelo anzol!

2.14.2007

Um pouco de Ciência

Image Hosted by ImageShack.us

"A imagem poderá tornar-se histórica. Mostra pela primeira vez, com uma nitidez atómica, a ligação entre dois inimigos: uma proteína do vírus da sida (HIV) – a famosa gp120 – e um raro anticorpo com provas dadas para neutralizar o HIV.

A proteína gp120 é como uma chave que abre ao HIV as portas das células do nosso sistema imunitário, ao encaixar-se nos receptores CD4 destas células. O anticorpo, chamado b12, é especial: encontra-se só no sangue de pessoas que sobrevivem há muito tempo com o vírus da sida no corpo.

Mas o que é que o anticorpo tem de diferente? Por que é mais eficaz face às artimanhas do vírus? A equipa de Peter Kwong, dos National Institutes of Health (NIH), EUA, que publica hoje os seus resultados na revista "Nature", conseguiu finalmente responder a esta pergunta com imagens como esta espectacular fotografia 3D, obtida por cristalografia de raios X.

Primeira conclusão: o anticorpo b12 (a fita verde) liga-se à proteína gp120 do HIV (a vermelho) no mesmo local (a amarelo) onde se estabelece a primeira ligação do vírus com os receptores CD4. Ou seja, o alvo do anticorpo b12 é uma parte do HIV que se encontra particularmente vulnerável na altura em que o vírus ataca novas células.

Mas, ainda mais importante, é que a ligação com o anticorpo b12 deixa a proteína gp120 inalterada, podendo impedir o HIV de fintar o sistema imunitário. Há muito tempo que os especialistas procuravam um ponto fraco do HIV: uma região exposta e invariável do seu invólucro. “Esta é sem dúvida uma das melhores pistas [para o desenvolvimentos de vacinas contra o HIV] dos últimos anos”, diz Gary Nabel, um dos elementos da equipa, citado por um comunicado dos NIH.
Texto: Ana Gerschenfeld. Foto: NIAID"

in Publico, 14 Fevereiro 2007

Uma pausa


(clicar no PLAY)

Senti-o levantar-se. Estremunhada, ergui um pouco a cabeça e abri o olho o suficiente para verificar que ainda era cedo. Faltavam 13 minutos. Mergulhei na almofada e virei-me para o outro lado, tentando ignorar o facto de que já era de manhã.

Ele entrou no quarto, sorrateiro. Deslizando para dentro da cama, senti o corpo dele encostar-se ao meu. O peito dele nas minhas costas nuas, a respiração no meu pescoço.

Abraçou-me, acariciou-me a coxa, beijou-me o lóbulo do ouvido para então sussurrar:

- Bom Dia Amor!
Está frio... 'tá nevando.

Gemi.
Encolhi-me e apertei-me mais contra ele, tentando abrigar-me do Inverno lá fora.

- Vamos ficar aqui mais um tiquinho!! - disse mimada, enquanto puxava o edredon sobre as nossas cabeças.

Ele riu.
E cantei-lhe, baixinho:

- "hoje quer'apenas.... uma pausa de mil compassos..."

E fizemos uma pausa...

Valentim para todos os gostos

Para quem gosta:
Image Hosted by ImageShack.us

E para quem não gosta:
Image Hosted by ImageShack.us

O que interessa é que sejam todos felizes :)

2.13.2007

Desilusão do Dia

Aqui no lab, cada vez que um de nós faz anos, tem direito a um bolo de aniversário da chiquérrima e elegantíssima pastelaria Finale (o chefe paga, claro!).

Image Hosted by ImageShack.us
Lá fazem-se destes bolos orgasmicamente deliciosos, totais extravaganças de chocolate, qual pedaço de céu na boca a cada dentada.

Image Hosted by ImageShack.us
Chocolate!! Muuuuuuuito chocolate!! Delicioso chocolate!!!!!

Image Hosted by ImageShack.us
Sendo eu totalmente viciada nesta iguaria dos Deuses (adaptação do nectar, que para mim tanto se me dá como se me deu, uma vez que não bebo), é sempre com satisfação que aguardo pela hora do bolo sempre que há um aniversariante.

E ontem havia um. Aliás, celebravam-se dois aniversários.
Dois aniversários!!! Dois bolos!!!
Chocolate!!! Muuuuuuuuito chocolate!!!

Isto era o que eu pensava... e que balde de água fria quando chegou a hora do bolo.
Não um mas dois, repito DOIS, bolos SEM, repito, SEM chocolate!!! Como é que é possível!?!?!?!
Pior, escolhidos propositadamente assim!!
Repito, como é que é possível?!?!?!

Indignação total da maior viciada em chocolate 'a face de terra.

Blargh!! Mongos!!

Humpf!!!!

2.12.2007

Inês armada em Empresária

Image Hosted by ImageShack.us
Ouvi Damien Rice pela primeira vez quando fui a um concerto do LAMB em Lisboa e o desgraçado aterrou na primeira parte.

Desgraçado porque, 'a guiza de ninguém o conhecer na altura e a juntar ao azar de ter perdido parte dos aparelhos musicais de que ia necessitar no vôo que tomou nesse dia, a actuação dele foi uma desgraça.

Ele bem tentava, mas quando usava a pedaleira, que não era dele, volta e meia lá entrava qualquer coisa que não estava prevista.

Ninguém lhe ligou durante todo aquele tempo. O pessoal falava, ria, fumava uma erva, sentava-se no chão... tudo menos escutar o Damien. Lá em cima do palco, ele bem gemia e gemia (que é o traço principal do seu estilo interpretativo) mas de nada lhe adiantou.

Talvez pela actuação tão má, nunca mais esqueci o nome dele. No entanto, a meu ver, a fraca qualidade deveu-se maioritariamente a uma grande carga de azar (e guinchinhos a mais). E fiquei com pena. Deu para notar que, embora ele se lamurie muito, parecendo que está em constante agonia e dor, algumas das composições eram até bem boas.

E é aqui que eu entro como empresária (rufar dos tambores):
- eu acho que este senhor devia ir vender o peixe dele para o Brasil uma vez que, como poderão constatar nos exemplos que se seguem, lá têm a capacide de identificar as boas músicas deste senhor, de as adaptar e de lhes dar um toque menos doloroso e mais açucarado, quente.

Estas são as músicas do Damien:





E estas são as mesmas músicas, interpretadas, uma por Ana Carolina e Jorge:

Image Hosted by ImageShack.us


E outra por Celso Fonseca:

Image Hosted by ImageShack.us



Que versões gostam mais?
Acham que tenho vocação para empresária? :P

(ainda me pergunto porque raio faço questões ao pessoal. Ninguém me liga!!!)

2.09.2007

Para Ele

Image Hosted by ImageShack.us



"Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria essa vida?
Sei lá, sei lá

Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega

Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor."


Que sorte a nossa, hein?

2.08.2007

Flamenco

Image Hosted by ImageShack.us

Hoje 'a noite, eu e o David vamos escutar este senhor!

2.06.2007

Circo de Cientistas

Image Hosted by ImageShack.us
Há 2 fins de semana fui, juntamente com toda a gente do meu laboratório, de novo para aqui, lembram-se?

Image Hosted by ImageShack.us
Este ano éramos 17 pessoas e, alternando sessões de ciência com sessões de ski, culinária, hot tub (sim, mesmo lá fora, com o termómetro a marcar -20 graus) e jogos, passaram-se 3 dias bastante agradáveis.

Image Hosted by ImageShack.us
E porque raio há quadros de Marc Chagall sobre o circo a ilustrar este post, em vez de fotos de neve e mais neve? Porque um dos jogos que fizemos, apropriadamente denominado “outrageous confessions”, revelou que o meu laboratório é, nada mais nada menos que, um circo no que toca ‘as surpresas que cada uma das pessoas foi capaz de revelar.

Basicamente o jogo consiste em, por grupos de 4, cada um escrever num papel algo que ninguém sabe. Uma vez lidos os 4 papéis, temos que questionar os 4 participantes acerca de cada uma das histórias. Estes, por sua vez, têm que responder como se cada uma delas fosse a sua. No fim, temos que adivinhar que história pertence a quem.

E vejam só as histórias:

- ofereci ‘a minha namorada um carrossel feito com fitas coloridas presas aos imans de agitar as soluções (esta de tão nerd que era deu logo para ver que era o meu chefe :P);

- “mergulhei” num lixeira duas vezes, de propósito (aqui o chefe enganou toda a gente);

- quase me afoguei;

- fingi que não conhecia o amigo dos meus pais que me ia buscar ao infantário todos os dias e fiquei lá uma eternidade ate alguém me ir buscar de novo

- bebi urina dos meus amigos (com amigos destes....);

- dormi com sem-abrigo por 2 noites;

- fiquei tão bêbado/a que fui parar ao hospital;

- fiz o parto de uma vaca (coitado do bezerro! o inquirido nem sabia se o que saia primeiro era o rabo ou as patas da frente);

- cortei a ligação ferroviária entre New Jersey e Nova Iorque porque peguei fogo aos carris;

- na escola era conhecido por Macgyver: fiz um bong a partir de uma boneca Troll (afinal aquilo tem alguma utilidade);

- quando criança quase que fui raptado;

- vivi durante uns tempos numa caverna;

- estive no exército em Israel e aprendi a montar uma emboscada;

- no primeiro dia de lab, estraguei as experiências de 2 post-docs;

- o padre expulsou-me da igreja por estar lá a “make-out” com a minha namorada (ainda por cima, ele tocava orgão na igreja... e que bem!);

- peguei fogo ao cenário de um teatro;

- fiz xixi em frente ‘a Casa Branca (a determinada altura já rebolávamos no chão de tanto riso: yeah, a Casa Branca estava a passar na TV; pois, o motel ‘a frente da tua casa chamava-se Casa Branca e a janela da casa-de-banho estava virada para lá...);

- apareci de vestido vermelho em público a fazer malabarismo com bolas de esparguete (até hoje ainda não percebi esta história);

- acampei numa caverna com morcegos. roubaram-me comida e morderam-me o pé;

- juntamente com o meu orientador, roubávamos reagentes dos outros laboratórios (ainda bem que nos orientam);

- vivi numa tenda por 2 meses (está visto que reina entre os cientistas uma certa tendência para moradias modestas);

- passei uma noite na prisão;

- apareci no jornal por causa de uma intoxicação;

- saltei de um segundo andar;

- roubei uma loja de conveniência;

- evitei que os meus amigos vissem os amigos dos meus pais a fazer sexo (depois queixa-te que não tens amigos);

- fiz uma emboscada para um ladrão;

- toco acordeão;

- todos os meus orientadores abandonaram a ciência (Alex, prepara-te!);

Se as histórias são já de si divertidas, imaginem o que era cada um a inventar uma versão para a história que não era a sua. Curiosamente, fui votada a melhor mentirosa (estasse mesmo a ver que a coisa não importava nada. Quando é coisa séria, coro e gaguejo tanto que é impossível enganar alguém).
Numa das sessões só diziam: ok, as 4 histórias são da Inês!

Que histórias diriam que são as minhas?

Já agora, estejam ‘a vontade para contar algo sobre vocês.

2.04.2007

Tudo Sob Controlo Outra Vez

Image Hosted by ImageShack.us

Como acontece por vezes, naquela noite fechámos o computador portátil para irmos dormir. Click... a tampa fechou-se.

No dia seguinte, não sei por que carga de água, quando voltei a abrir o computador, o iTunes estava completamente marado. Primeiro ficou tempos infindos a "pensar" e depois, uma vez que aquilo não adiantava de nada, decidi reiniciar o programa.

Para grande susto meu, o iTunes voltou ao zero, como se estivesse intocado e imaculado, ou seja... literalmente sem nada lá dentro. Fiquei sem as minhas músicas!

Não fosse a minha música das coisas mais importantes, tenho backups dela em duas external hard-drives e em DVDs... não vá o diabo tece-las e aparecer outro carpinteiro :)

Assim, ao longo das últimas semanas, tenho vindo, lentamente, a adicinar cada album, cada compilação, cada múscia novamente.

Hoje finalmente acabei o bolo principal e está tudo organizadinho. As mais de 11500 músicas estão agora por ordem, nas respectivas pastas e terminei com o caos que naturalmente se vai gerando quando se insere um CD, baixam umas músicas, ouve-se não sei o quê na net e vão aparecendo ficheiros de som que não são carne nem são peixe.

Agora só falta adicionar este ou aquele CD que adquiri recentemente e tudo volta 'a normalidade. Sim, digo normalidade porque a sensação que tinha quando chegava a casa e punha o computador a tocar era a de desconforto, como se me faltasse algo, como se estivesse nua.

Afinal, não estavam lá todas as minhas músicas!

2.01.2007

An Inconvenient Truth

Image Hosted by ImageShack.us

Ontem fui até 'a Law School ver este documentário.

Embora a realidade do aquecimento global seja algo a que estamos cada vez mais expostos, não só pela media mas também pelos simples facto de a realidade que nos rodeia não corresponder mais ao que se espera de um Inverno ou de um Verão, talvez por isso mesmo se tenha tornado só mais uma daquelas coisas de que já estamos cansados de ouvir falar e nos vamos habituando.

Por isso mesmo, achei o documentário assustador e penso que TODA A GENTE TEM QUE VER ESTE DOCUMENTARIO e ficar assustada também.

E' bem mais urgente do que pensamos!

Coitadinho

Image Hosted by ImageShack.us

Bateram no nosso carro.
Buááááááá! :(

1.31.2007

Membro Fantasma

" Membro fantasma - sensação experienciada por cerca de 50% a 80% dos amputados de ainda possuirem o membro que lhes foi retirado. "

Eu acho que sofro disto, mas ao contrário.

Pedalar para o lab com -6˚C faz-me ter os membros mas não os sentir.

1.30.2007

Lá terá que ser

Image Hosted by ImageShack.us

O Blog sempre me fez muita companhia nas noites em que chegava a casa e nada mais me esperava se não um silêncio vazio. Servia de companheiro, com quem falava e desabava. Agora que tenho o David, o Casaco Amarelo ficou para segundo plano e algo negligenciado.

Até andava a pensar desistir da blogosfera mas, quando menos se espera, acontecem destas coisas: mais de 170 visitas num dia.
Coisa inédita!

Embora o soubesse já, tive a confirmação de que, uma vez partilhado, o Casaco não é mais só meu: é meu e de quem o lê, de quem comenta, de quem nele busca algo... e não posso pura e simplesmente dizer “acabou-se a papa doce!” (se bem que convém que contribuam com uns bitates aqui e ali, ok?).

Assim, o Casaco está por aqui para mais um Inverno.

1.28.2007

Para Ele

Image Hosted by ImageShack.us

Apareceu na minha vida inesperadamente, como uma lufada de ar fresco.
Os dias tornaram-se mais luminosos, mais bonitos.
Brilhantes, cheios de um aroma que só ele tem. Primavera!
Todos os dias recebo Túlipas Amarelas: no sorriso, no abraço, no beijo, nas palavras sussuradas, no afastar do cabelo do meu rosto, no olhar meigo, naquela amizade e companheirismo...
Túlipas amarelas no meu coração!

Para quem eu tanto quero.
Para o David.

Respiro o teu corpo:

sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.


Eugénio de Andrade

1.24.2007

Tal Pai tal Filho

Image Hosted by ImageShack.us

"Querido filho, estás a cometer no Iraque o mesmo erro que eu cometi com a tua mãe: não retirei a tempo..."

"Dear Son, you're doing in Iraq the same mistake I did with your mother: I didn't withdraw on time..."

1.23.2007

Vantagens de estar Casada

Quem me vê diz que estou mais magra.

Com uma pele espantosa, um cabelo saudável, um ar radiante... bonita!
Nada como estar apaixonada, andar feliz e, claro, fazer muito exercício (horizontal/vertical/obliquo/em-qualquer-lado/em-qualquer altura/em qualquer-posição, entenda-se, hehehe).

E a prova disso é o meu Indíce de Massa Corporal: 21.5

E o vosso, qual é?


Vamos lá a ver os estragos da época natalícia!

1.18.2007

1.17.2007

1.16.2007

Ele está aí

Image Hosted by ImageShack.us

Começámos o dia com 4˚C e já vamos nos -4˚C.
A previsão é de que esta noite os termómetros baixem até aos -11˚C, continuando a descer amanhã.

Bbbrrr... que frio!!
Numa esperança quase que irreal, esperava que este ano não passássemos por este tormento. O Inverno tem sido anormalmente quente e, embora já a meio de Janeiro, ainda não houve sinal de neve. O ano passado, no dia 29 de Outubro caiu o primeiro nevão.

Mesmo sabendo que isto não é normal, tinha esperanças que este ano não tivesse que me transformar num astronauta deslocado do seu habbitat, de tão enchouriçados que temos que andar.

O que vale é que mais nenhum Inverno será tão frio como os anteriores.
Agora tenho quem me abrace :)

1.15.2007

Portugueses Modernos aos olhos de um Brasileiro

Image Hosted by ImageShack.us

Porque muitos dos Portugueses que emigraram para o Brasil o fizeram há coisa de 50 anos atrás, para muitos Brasileiros o estereótipo do Tuga é o de alguém velho, que trabalha numa padaria e, como não podia deixar de ser, tem um farto bigode.

Hoje, assistia com o David ao programa "OS GRANDE PORTUGUESES", apresentado por Maria Elisa e, enquanto várias personalidades como Almeida Santos, Leonor Beleza, Mário Soares, Marcelo Rebelo de Sousa e que tais comentavam os nomeados, o David, com um sorriso, abanava a cabeça e dizia:

- Está tudo mal! Tudo mal!
- Mal?? Que mal tem o Zeca Afonso?
- Está tudo mal!! Estes Portugueses já não são o que eram! Aparecem todos sem bigode... até as mulheres!!

Pimba, uma almofadada no David!

Ele sabe que eu luto activamente contra o estereótipo que referi mas não consegui evitar a risota geral! :)

1.12.2007

O Prometido é Devido

Eis as fotos Mete Nojo de que falei aqui :)

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

1.10.2007

Um par de Estalos

Concordo que nos aeroportos se tem que proceder a medidas de segurança e que, por muito chato que possa ser tirar sapatos, cintos e quase ficar em pelota, é para o bem do utente. No entanto, há que haver o mínimo de bom senso.

Devido ao formato de um dos items que levava quando voei daqui para a Europa, por altura do Natal, o que eu esperava despachar no check-in acabou por vir comigo na cabine, como bagagem de mão.

Com a pressa, filas, horário do embarque quase aí e o inesperado da situação, esqueci-me que transpostava nessa mesma mala uma embalagem de creme para o corpo. Como desde que houve aquela possibilidade de bomba em Inglaterra em Agosto, por causa de uma substância líquida, não se pode levar quase nada que se aproxime dessa consistência e quase nos arriscamos a ser atirados da janela do avião em pleno vôo se chorarmos ou suarmos demais e excedermos o limite máximo de líquido previsto por pessoa, obviamente que depois de passar pelo detector de metais o funcionário me chamou 'a parte e pediu para inspeccionar a minha mala.

Colocou as luvas de latex, correu o fecho eclair pedindo para que eu não tocasse em nada e lá de dentro tirou o frasco outrora rosáceo e agora transparente, apresentando apenas uma pequena camada de creme alaranjado no fundo.

Por outras palavras, um frasco de creme praticamente vazio.

- Lamento mas vou ter que lhe confiscar isto! Excede as 8oz permitidas.

Cara da Inês

- Quê?!?! Mas não vê que o frasco está praticamente vazio? (um par de estalos)

- As ordens que tenho é de que cada passageiro só pode levar 8oz de substâncias de consistência líquida ou géis. Aqui no frasco diz 12oz.

Cara da Inês

- Mas você 'tá parvo ou quê?? (óbvio que não disse isto, mas era, letrinha por letrinha, o que me percorreu a mente durante aquela cena toda)

E lá fiquei eu a ver o marmanjo deitar o creme para o lixo, onde já se amontoavam frascos e frascos de shampoos, géis de banho, batôns, perfumes e sei lá mais o quê.

E porque me lembrei eu desta história? Ora, vi este desenho e tenho a certeza que foi aquele sernhor que o fez :P

Image Hosted by ImageShack.us

1.07.2007

Tomás

O melhor presente de Natal foi...

Image Hosted by ImageShack.us

UMA CEGONHA COM GPS!!

Finalmente a caramela encontrou a morada da minha mãna e lá por meados de Agosto/Setembro vou ser tia do Tomás (até parece que ouço o meu cunhado a gritar lá do fundo: Carolina!!!!! Ele insiste que vai ser uma menina... coitado, cada um tem a sua pancazita, heheh)

Foi, é, uma tremenda Alegria a chegada desta criança.
Parabéns aos pais!

Mas não vou para Tia

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us

Apresento-vos o meu Marido! :)

12.12.2006

O GRITO

Image Hosted by ImageShack.us

Já que hoje é o aniversário do Munch, bastante conhecido pelo seu famoso Grito, decidi falar de um outro tipo de grito: o da reclamação e do incorformismo.

Sou desde pequena o que se pode chamar de uma bela refilona. Se acho que tenho razão, reclamo e não me calo. E não calo mesmo. Vejam só como não estou a mentir:

Image Hosted by ImageShack.us

Bonitinha, não?! :)

Começou desde logo com os meus pais, o que me custou algumas bofetadas (muito bem dadas, diga-se. Hoje sou uma menina muito bem educadinha). Depois seguiram-se reclamações com os colegas, o homem do autocarro, os professores e nunca mais parei.

Lembro-me perfeitamente de ser expulsa da aula de Matemática, por me ter levantado e, em nome de todos, desatar a barafustar com a professora por nos chamar parvos.
“Não é com isultos que se educam as pessoas!!!”.
Indignadíssima, a professora cuspiu um “reduza-se ‘a sua insignificância” e mandou-me sair da sala. Muito embora nunca antes tivesse sido advertida dessa forma por um professor e não obstante ter sido sempre uma aluna exemplar, em desempenho e conduta, como me gostaria de me manter, nada mais me poderia ter dado tanto prazer do que sair daquela sala.
Sai de cabeça erguida e satisfeita por não ter engolido o insulto como todos os outros fizeram. Desde aí, nunca mais a Dona Pigmeu, como lhe chamávamos, nos insultou.

Acho que é por causa das faltas de reclamação que a sociedade não avança. O pessoal, basicamente, come e cala, acomodando-se ‘as coisas, pois é mais fácil não fazer nada do que reclamar. E assim se vai indo, contando já com a passividade do consumidor, e assim se continuam a assistir a injustiças.

O expoente máximo desta minha teoria teve lugar em Espanha, em Salamanca salvo erro, onde, juntamente com pais e irmã, acampámos por uns dias. Digo que foi o expoente porque serviu para converter alguém, mais propriamente a minha Madalê querida (vulgo Mãe), que também é muito teimosita mas teve que dar a mão ‘a palmatória.

Naqueles 15 dias de férias, o então meu namorado ficou em Portugal, enquanto andei a passear por terras Espanholas. Claro está que, ‘a noite, lá fazia eu o telefonema da praxe, para matar a saudade. Naquela noite, reuni as minhas moeditas (500 pesetas, na altura) e fui até ‘a cabine telefónica.

Pus o dinheiro, como de costume e, sem sequer ter tido tempo de pertanejar, a maquineta ficou-me com as moedas sem ter efectuado a ligação. Após as típicas tentativas de bater várias vezes no telefone, pôr e tirar o auscultador, verificar se algumas moedas teriam caído, segui frustrada para a roullote, sem efectuar a chamada e deixando o namorado indefinidamente ‘a espera.

No dia seguinte, bem cedinho, enquanto estávamos a tomar o pequeno-almoço, disse:

- vou indo para a recepção e espero lá por vocês. Vou reclamar do dinheiro que perdi!

A minha mãe riu-se:

- Dá-te para boa! E é logo aqui em Espanha que vais reclamar. Amanhã já vamos embora, não te serve de nada.

- Azarito!! Ao menos reclamo. Se não fizer nada é que tenho a certeza que não reavejo o dinheiro.

Abanou a cabeça como quem diz “é sempre a mesma… teimosa!!” e, ainda sorrindo, só disse:

- vai lá… se ficas feliz!

E lá segui eu, sentindo nas costas o sorriso de “é sempre a mesma… teimosa!!” da minha mãe.

Chegada ‘a recepção, expus o meu caso, ao que a mulherzita me disse que as cabines são da responsabilidade da Telefónica, pelo que a única coisa que ela podia fazer era dar-me um formulário de reclamação para eu preencher e ser enviado ‘a companhia. Assim fiz.

Quando os meus pais me apanharam e seguimos para a visita turística do dia, contei o sucedido… e a minha mãe ainda se riu mais:

- Sim! Sim! Bem podes esperar. Não me digas que estás ‘a espera que te mandem o dinheiro para Portugal?!?!

Não só mandaram, como o fizeram ainda antes que nós lá conseguíssemos chegar. Quando regressamos, tinha na caixa do correio uma carta da Telefónica a dar-me toda a razão, a pedir-me desculpa pelo sucedido e pelo inconveniente e ainda… um cartão telefónico no valor de 1000 pesetas (o dobro do que eu tinha perdido).

Após este episódio, é ver a minha mãe reclamar até hoje, sempre que acha que o deve fazer e dizer: vale sempre a pena, como a minha Nês fez em Espanha!

Esta historieta toda vem a propósito de uma situação recente.

Aqui, para se estacionar o carro, é uma dor de cabeça. Tem que ser ter uma permissão de parqueamento para aquela zona em particular, caso contrário, pimba: em menos de nada temos uma multa escarrapachada no vidro do carro. E se os gajos são rápido… não dão folga nenhuma. Assim, se eu moro em Somerville, não posso estacionar em Cambridge e “viso-versa”. como dizia alguém que conhecia.

Ora, acontece que na rua onde moramos não há esse requisito (deve ser milagre) e, por isso, estacionámos o nosso popó tranquilamente, mesmo sem termos ainda o autocolantezinho que diz que ali moramos e que podemos estacionar em Somerville. Na manhã seguinte, o que é que temos ‘a nossa espera? Nem mais, uma bela multa!

O David conformou-se logo, dada a rispidez do sistema.
Eu olhei para aquilo e só consegui rir. Primeiro, veio um bófia de Cambridge multar-nos em Somerville (só pensei: mas o gajo não tem mais nada que fazer ‘as 9 da matina de Domingo?) e depois o motivo da multa era “falta de autocolante de parqueamento”.

- Só podem estar a gozar!! Não pagamos!!! (e de repente pareceu-me ouvir as manifestações dos estudantes quando eu andava na FCUL, contra as proprinas! Mas foi mais ou menos esse o espírito).

Zás-trás-pás, ligo para a Câmara Municipal de Somerville, confirmo que de facto não era preciso autocolante, meto a reclamação a caminho pela internet e há dias recebi a cartinha em casa a dizer que sim senhor, tínhamos razão, e que a multa estava sem efeito.

E “mai” nada!!
Não me calo e não me calo!

Até parece que ouvi a minha Madalê:
- vale sempre a pena, como a minha Nês fez em Espanha! :)

11.26.2006

Rocky, esse "ganda" maluco!

Pelo vistos ele está de volta.

Dados os resultados dos castings, tiveram mesmo que usar o Stallone de novo!

11.22.2006

Ooops...

Image Hosted by ImageShack.us

E em pleno laboratório, foi exactamente uma cena dessas que eu fiz. Foi como se tivesse, no meio do silêncio, mandado tamanho berro que toda a gente ficou a olhar para mim.

No lado do laboratório em que me encontro, existem 4 bancadas, cada uma com 2 pessoas. Em frente ‘as bancadas existem as respectivas secretárias. Assim, existe uma fila de secretárias, uma fila de bancadas, outra fila de bancadas em que as pessoas ficam frente a frente, outra de secretárias e por aí segue.

Embora exista alguma divisão entra as chamadas “bays” (corredor entre bancada e secretária) o espaço é basicamente contínuo e consegue-se ouvir tudo o que se passa no lab.

Nesse dia, o A., na bancada ‘a minha frente, tinha que apresentar a lab-meeting. Bastante atarefado e atrapalhado, tentava prepará-la, em cima da hora... como sempre. Volta e meia lá dizia algo como: “ pessoal, preparem-se para a pior lab meeting da vossa vida!”

Tentando consolá-lo, aqui entra a Inês em acção, num momento que se tornou inédito na história do Schier lab.
O que eu queria dizer ao A. era:

- vá lá, não te preocupes, tu safas-te sempre!!

E que foi que eu disse então?

- C’mon, don’t worry, you always (e aqui é que os tambores começam a rufar)... GET OFF with it.

Entenda-se que o que eu queria dizer era GET AWAY (safas-te) e não GET OFF (ejaculas!!!!)

Imediatamente, da outra ponta do lab, após uma gargalhada sonora, WY berra:
- WHAT?? Mas que raio de conversas vão para aí?

Ao meu lado, J., de pipeta na mão, personificava o A. a GET OFF:

- Ohhhhh... MicroRNAs!! MicroRNAaaaaaaas!!!
Oh yes! Yeeeeesssssss!!

Escusado será dizer que foi risada geral... até o A. relaxou um pouco!

Eu e o meu Inglês...
Sei as palavras grandes e complicadas. Por vezes nem acreditam que Inglês não é a minha primeira língua (se bem que devem ser meio mouquinhos :P), mas depois.... quando chega ‘as pequeninas como IN, ON, OUT, UP, AWAY, DOWN e mais sei lá o quê... é uma desgraça. Meto os pés pelas mãos e saem alarvidades destas :)

11.14.2006

Um Carro Diferente

Lembram-se da história dos meus carros mirabolantes? Pois é, pode-se dizer que essas histórias passaram mesmo ‘a história pois ontem, eu e o David tornámo-nos os felizes proprietários de um veículo a sério.

Ei-lo, o Mazda Tribute ES. Não é tão bonitinho!?

Image Hosted by ImageShack.us

Custou mas foi!

Já há mais de um mês que andávamos ‘a procura de carro mas não havia meio de acertarmos com a coisa. Aliás, acertar acertávamos, só que acertávamos sempre em situações menos esperadas.

No primeiro caso, vimos o anúncio do carro, achámos tudo muito bem e o David foi lá vê-lo, em Medway. Veio satisfeito e fez questão que no dia seguinte eu lá fosse com ele para confirmar que era de facto uma boa aquisição. Andámos no carro, analisámos tudo, fizemos o típico choradinho para baixar o preço, chorámos ainda mais um bocadinho, mais um pouquinho, mais um tiquinho e, ao fim da tarde, tínhamos chegado a acordo com o dono. Até aqui tudo bem. Faltava então que ele nos passasse o título do carro, coisa que ficou para ser feita no dia seguinte. De manhã toca o telefone:

- Olhem, afinal não vos posso vender o carro!
- O quê? – só pode estar a gozar com a nossa cara, pensava eu
- Ah, é que o título do carro vai demorar dois meses a ser feito, pois o carro ainda está no nome não sei de quem...

Uma treta! Mas que raio de trengo que se vai pôr a vender o carro sem providenciar que tudo esteja em ordem para que a transacção se processe? Devia ter-lhe cobrado os dois dias de aluguer de um carro que tivemos que fazer para lá podermos ir ver a carripana dele. Bem, adiante! Venha o próximo.

Mais umas buscas, mais umas pesquisas, mais umas análises e desta vez encontrámos o próximo candidato em Peabody, perto de Salem, a cidade das bruxas (acho que encontrámos uma bruxa que andava perdida pela área - a dona do carro). Novos contactos, novas combinações, novo aluguer do carro e lá fomos nós. Vimos, experimentámos, gostámos, regateámos, chorámos, esperneámos e já nos aproximava-mos do fecho do negócio não fosse a senhora (grávida e bem americana) querer dinheiro.

Teríamos passado o cheque logo na altura mas, assim, ficámos de regressar no dia seguinte com o dinheiro. Bendita a hora em que o fizemos pois, chegados a casa, verificámos que, tendo em conta os extras ou ausência deles no veículo, o preço que tínhamos acordado estava 700 dólares acima do preço estimado para aquele carro, daquele ano e com aquela quantidade de milhas.

Na manhã seguinte, bem cedo, para evitar que a mulherzita se fosse pôr a limpar o carro com a sua pesada barriga de quase 9 meses desnecessariamente, telefono para esclarecermos esse ponto. Atendeu-me com uma voz de sono e arrastada. Assim que refiro que o preço do Blue Book está abaixo do preço que tínhamos discutido, deu-lha a travadinha e aqui vai disto (foi aqui que fiquei com a certeza que era uma bruxa). Nem parecia a mesma. A grávida desata aos berros, chia, grita, bale, tosse e muge, imagino até que estivesse a fumegar pelas orelhas, desgrenhada, de cabelos em pé, ruborizada qual tomate e com a barriga aos saltos, não me dando qualquer oportunidade de articular seja que palavra for. Ficou possessa.
Quando atentei um “but” cuspiu um:

- não querem o carro pois não? então tchau!

E desligou-me o telefone na cara. Fiquei atónita, boquiaberta e sem sequer saber o que dizer. Ao meu lado, na cama, o David olhou para mim e só exclamou:

- não correu lá muito bem, pois não?

Rimos e ainda hoje a grávida é motivo de risota e de paródia.

Ironicamente, fomos encontrar o nosso Mazda mesmo ao pé de casa... e andámos nós ‘a procura por tão longe (não referi que antes já tínhamos ido a New Hampshire e Malden fazer a nossa busca)!!!

Bem, o que interessa é que desta vez o negócio foi bem mais civilizado e compensador. O dono do stand, um senhor gordo, grande mas com muito potencial para ser um bonacheirão bem disposto, pareceu-nos muito bom sujeito, bastante prestável e, como se de filhos dele nos tratássemos, com bastante vontade de nos ajudar. Nunca tinha ouvido falar de um stand que emprestasse dinheiro, como se de um amigo ou familiar se tratasse, sem juros e que nos permitisse pagar quando e como quisermos, pelo tempo que quisermos, mas o que é certo é que foi isso que ele fez e pronto.

Já temos um popó, todo catita!!

Vamos buscá-lo amanhã!

Depois eu ponho fotos de “mete nojo” comigo e com o David e, claro, a estrela desta saga: o Mazda.

11.13.2006

Pau, Ponteiro, Vara…

Image Hosted by ImageShack.us

E é mesmo sobre aquelas coisinhas que se usam para guiar uma plateia ao longo da nossa apresentação em Powerpoint (ou Keynote para os MAC aficcionados), sem termos que nos emperiquitar sobre o ecran onde esta é projectada, que eu vou falar: o ponteiro a laser.

De há uns tempos para cá, tornou-se bastante comum, para não dizer fashionable e estiloso, usar estes pequenos sticks, bem elegantes por sinal, de dentro dos quais saem raios poderosíssimos. Não me refiro ‘a espada luminosa do Jedi, mas essa é mesmo a figura que uma pessoa faz quando tenta segurar o ponteiro a laser com as duas mãos.

Não fica nada bem mas essa é a única maneira que um gajo tem de evitar que quem nos está a ouvir perceba o nosso nervosismo. E’ que quando agarramos no ponteiro só com uma mão, em grande estilo, ao mínimo tremor de nervos, aquela traquitana em vez de apontar para um ponto fixo no écran, mais parece uma mosca em plena interpretação do vôo do moscardo de Rimsky-Korsakov. A luzita abana por tudo quanto é lado… mais parece que está a haver um tremor de terra.

Já estão a ver: ou seguramos a coisa com uma mão e arriscamo-nos a parecer estar ligados a uma perfuradora, ou agarramos com as duas mãos, só faltando o capacete preto para fazermos de Dart Vader e acabarmos a apresentação em grande estilo com um valente “May the Force be with you”.

Oh p'ra ele tão catita, com o seu ponteirito:

Image Hosted by ImageShack.us

Assim, eu cá sou bem tradicionalista e não sou nada apologista dos ponteiros a laser. Sempre que posso, procuro a vara e faço a apresentação com ela em punho.

Nada como um pau para uma boa performance!

PS – Eu bem disse que iria falar de pilas ;)

11.12.2006

De volta

Image Hosted by ImageShack.us

Andas tão quietinha!

Já tenho saudades das tuas aventuras!

Que se passa com o Casaco?

Inezita, moça, ainda está viva?

Menina Inês,
O que é feito de si?!
Não se deixa ver há semanas, não dá notícias, o telemóvel não dá sinal de
vida...
Tentei ligar para o lab, mas também não estavas lá. Miúda, vê lá se dás
sinais de vida. Acho que ainda vivemos na mesma cidade.

Várias foram as abordagens que questionaram que raio se teria passado comigo para não escrever no blog já há tanto tempo.
Não, não me deixei vencer pela preguiça como aconteceu ao bicharoco da foto. Antes pelo contrário!

Andei a bulir a todo o gás, pois na semana passada lá tive eu que enfrentar novamente a sala de seminários, cheia de cromos de Harvard e eu, lá ‘a frente, de ponteiro na mão, com ar de quem percebe muito mas de quem no fundo está é cheia de receio de não estar ‘a altura. A coisa passou sem precalços e aqui estou, sem grandes mazelas.

A juntar ‘a história há, claro, o facto de continuar em Primavera permanente e, ao chegar a casa, ter coisas bem melhores para fazer do que me sentar ‘a frente do computador (e perguntam vocês: que estás então a fazer agora? "poijé", estou a escrever porque o meu gajo está a tocar forrozito no clube e hoje não me apeteceu bailar). Bem, isso não interessa nada mas, como em todos nós existe pelo menos um tiquinho de Big Brother e queremos sempre saber das cusquices, ficam a saber que eu e o meu gajo continuamos em lua de mel e está tudo mais que bem.

Hhhmm…

Reli agora o que escrevi e pergunto-me: mas que raio têm as pessoas a ver com isso? Nada, mas pronto, hoje deu-me para isto.

Ora então, decidi voltar ao blog, sacudir a poeira do casaco e pô-lo mais amarelinho. Há que energizar e, para isso, nada melhor que uma história sobre pilhas… piLHas, ah… nada de confusões (se bem que, se fosse sobre piLas, tenho a certeza que o poder de reenergização seria bem mais eficaz. Pode ser que nos próximos episódios me dê para falar disso :P)

Este fim de semana, no super mercado, procurei pilhas por tudo quanto era lado e nada de as encontrar. Avistando um dos funcionários lá ao fundo, dirigi-me a ele e perguntei:

- Excuse me, where can I find batteries?

Franziu a testa, olhou para mim, considerou se se conseguiria fazer explicar ou não dada a complexidade da resposta e, finalmente, decidiu:

- Come with me.

Segui-o até ao fim do corredor, onde me indicou, apontando com o dedo papudo, uma porta algures ‘a direita, entre as arcas frigoríficas repletas de “piruns” (estasse a aproximar o Thanksgiving).

Temi ter percebido mal as intruções. Afinal, estava-me a indicar a porta de serviço, por onde os funcionários trazem os produtos para preencher as prateleiras.

- Over there? – perguntei eu para me assegurar que tinha percebido bem.
- Yes! Yes! – respondeu-me ele satisfeito com a sua performance.

Ainda hesitante, segui na direcção que me indicou. Quando cheguei ‘a porta, ainda me voltei para trás, para, com o olhar, prescrutar por entre a multidão e receber o acenar positivo do funcionário.

OK, pensei. Se ele diz que é aqui...
Entrei e, como esperado, estava no armazém.

- Mas que raio de sítio para se pôr as pilhas! Não admira que não as tivesse encontrado – pensava eu.

Cruzei-me com outro funcionário e, só pelo sim pelo não, perguntei de novo:

- Excuse me, where are the batteries?
- Right there – respondeu ele meio apressado, apontando para o corredor que se abria ‘a esquerda.
- Porra, é mesmo aqui - continuava eu a pensar, dada a estranheza do local.

Continuei, ainda meio incrédula e, por fim, encontro um terceiro funcionário:

- Excuse me, I am looking for batteries?! – exclamei, num misto de certeza do que perguntava mas dúvida quanto ‘a pergunta fazer algum sentido naquele local.

- Right here – confirmou ele, apontando para a porta ‘a sua frente.

E desatei a rir (acho que até agora o homenzito deve julgar que eu era uma doidinha qualquer).

'A sua frente encontrava-se , nada mais nada menos, do que a casa de banho das senhoras.

Assim, facilmente se pode ir de piLHas para piLas. Basta perceber Bathrooms em vez de Batteries :)