2.15.2006

Sarita e Companhia

Este fim de semana foi especialmente bom.

Isto porque, pela primeira vez (a primeira de muitas, espero), directamente de Nova Iorque, algo de inédito e “nunca d’antes visto” aconteceu. A minha mui querida Sarita, amiga do coração e de quem tantas saudades tenho, veio-me visitar. Veio ela e o irmão, o Bartolomeu que, não fosse irmão de quem é, também se revelou uma pessoa super porreira e com quem se gosta logo de estar.

No Sábado, porque nos esperava um dia de “turismo em Boston/Cambridge” (que para muitas coisas é minorca mas para andar a pé se revela bastante grande) começamos o dia (cof, cof… tarde) por nos abastecermos no “Moqueca”, restaurante Brasileiro onde não só a comida é excelente como a ambiente é muito familiar e aconchegante.

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De barriga cheia e quase a rebolar, de tanto que comemos, lá pusemos os pés ‘a estrada e andámos, andámos, andámos. Começámos por ir ao meu lab, onde lhe mostrei as novas instalações. “Gosto!!”, dizia ela, “Pensei que era bem pior!” (tal foi a descrição que lhe fiz da coisa :P).

Seguimos para Harvard Square, onde, como todo o turista que se preze, tirámos uma foto ao pé do Johny, o John Harvard.

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Pormenores a notar na foto, são dois:

- o primeiro, o saco que a Sarita tem na mão. Tinha (porque ele já lhe deve ter tratado da saúde), nada mais nada menos do que uma embalagem de… Nestum com Chocolate. Foi com um sorriso de criança que recebeu o “sim” do homenzinho da mercearia onde entrámos, quando perguntámos se tinha tal iguaria. Terrinha no estrangeiro mais Tuga é impossível!

- o segundo, o pé brilhante e reluzente da estátua. Toda a gente que ali chega, esfrega-o e pede um desejo. Está brilhante porque é polido constantemente, mas não só. E’ brilhante também porque faz parte da praxe aos caloiros irem para cima das estátua e mijarem para o pezinho do Johny. Ah, poijé! Mas não digam a ninguém, porque é segredo, hehee. Nós, como sabíamos do esquema, abstivemo-nos de mexer no chulé do Johny.

Daí, percorremos a Mass Av., para atravessarmos a ponte e passarmos para Boston. Porque se avizinhava uma tempestade de neve, embora o céu estivesse limpíssimo, a temperatura era fria, de rachar (seguramente a rondar os –15ºC). Quando já do lado de Boston decidimos parar para tomar algo quente, a Sarita já não sentia as pernas, o nariz quase que lhe caía e, tanto eu como ela, parecíamos duas meninas do Tibete, de tão vermelhas que estavam as nossas bochechas. Em cima da ponte, até abraçadinhas íamos. O Bartolomeu… esse estava na boa. Descobriu uma habilidade na máquina de fotografar e deliciou-se a tirar fotos a torto e a direito, esquecendo o frio.

Uma volta pela “baixinha” de Boston, um passeio no parque onde os lagos estavam todos congelados e eis que chegámos a mais uma das atracções da cidade. O Cheers, aquele bar, que inspirou uma série cómica que toda a gente reconhece.
Estava tanto frio, tanto frio que eu e a Sarita parecemos umas mendiguitas enchouriçadas :)

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Por esta altura estava na hora de regressar a casa, para nos prepararmos para ir ‘a festarola da noite. Pelo caminho, o Bartolomeu só olhava para o céu e exclamava: “Pppff, limpinho!! Nem uma nuvem! E dizem que vai haver neve?? Yah…” como quem diz, fia-te na virgem e não corras.

O Bart estava frustradíssimo porque queria muito ver neve na cidade e parecia que andava exactamente a evitá-la. Saiu de Portugal, começou a nevar lá. Saiu de Londres, começou a nevar lá também. Passou 3 semanas em NY durante as quais nunca nevou e agora, que estava em Boston, nevava na Big Apple e ele ali, ‘a espera de uma tempestade que não parecia querer vir.

Pois ao que parece o azar desapareceu e ele até deve ter desejado neve com força a mais pois no dia seguinte, era neve por todo o lado. Estivemos quase uma hora ‘a espera de um táxi, que normalmente apareceria em 5 minutos. Desistimos de esperar e, quais maluquinhos de arroios, decidimos ir a pé para o nosso destino de almoço.

Andámos uns 40 minutos pelas ruas completamente brancas e desertas (malucos como nós… só nós), a levar com neve pelo trombil, por vezes a escorregar, volta e meia a exclamar "Bart, quem te mandou pedir tanta neve!" mas todos divertidos com a aventura (abro aqui um parêntesis para dizer que a Sarita é a companheira ideal para estas coisas uma vez que também foi com ela que, há um ano, me aventurei pelo meio de uma tempestade para irmos até Long Island, ‘a casa de umas amigas).

Até deu para fazer uma mini batalha de neve com o Bart. Eramos nós a rir e a correr atrás um do outro e a Sarita a exclamar, com receio que nos virássemos para ela, “Eu não posso! Eu não posso porque não tenho luvas como deve ser”. E pronto, lá a poupámos :)

Fiz estes filmes desde o início da caminhada até chegarmos ao nosso destino. Espero que consigam ver para que fiquem com uma ideia do nosso devario. Reparem que não há vivalma nas rua…. pudera, hehehe.

Saída de Casa


Caminhada


Mais Caminhada


Chegada ao Destino


O fim-de-semana passou rápido, como tudo o que é bom, mas valeu pela intensidade. Foi taaaaaaaaao bom. Obrigada Sarita e Bart!!!

Ah, e no fim, ao despedir-me dela, pela primeira vez, desde que deixei NY, não chorei. Confesso que fiquei com as lagrimitas a dar-a-dar, um nó na garganta mas, olhei para o chão, pigarreei um pouco e ela não notou!

Assim, Sarita, mais uma razão para voltares. Para além de, como disseste, este ser um bom local para fugir 'a cidade (calminho e pacato... blah!!), não haverá choraminguices, já estou vacinada. I promisse (Inês levanta os dedinhos no ar, qual escuteira :D).

2 comments:

madalê said...

Conseguimos ver todos os filmes.
Isso é que é nevar a sério.
Lindo.muito lindo......especialmente para quem está no quentinho a ver!!!!!!!!!!!

sara said...

Ainda nao comi o nestum, estou a guarda-lo... para uma ocasiao especial!!
Hei-de voltar com toda a certeza.